Resolver o Simulado Conselho Regional de Enfermagem do Pará - Analista - Enfermagem - FADESP - Nível Superior

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Administração Geral

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O processo decisório consiste, tal como descrito pela doutrina especializada, na escolha do caminho mais adequado a ser seguido pela organização em determinada situação e contexto, optando-se entre alternativas ou possibilidades para resolver problemas ou aproveitar oportunidades. Nesse contexto, a doutrina também indica diferentes tipos de decisão e diferentes processos de tomada de decisão, a exemplo

  • A da tomada de decisão democrática, aplicável apenas para problemas que envolvem as diretrizes estratégicas da organização, no bojo de um processo de planejamento, e que redunda na denominada “posição central”.
  • B das decisões não programadas, também denominadas intuitivas, tomadas em situações ordinárias e extraordinárias vivenciadas pela organização, porém envolvendo alta tensão.
  • C da tomada de decisão consensual, que decorre de processo de consulta e votação de todos os membros da organização envolvidos no tema em debate, prevalecendo o voto da maioria.
  • D das decisões programadas, que não se confundem com as racionais, pois não envolvem, necessariamente, o acervo de soluções da organização, mas sim as práticas usuais de cada líder.
  • E da tomada de decisão consultiva, que pressupõe a participação dos membros da organização envolvidos com a apresentação de opiniões quanto à melhor solução.
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O fenômeno da motivação tem sido estudado sob diferentes enfoques e, nesse sentido, uma das possíveis categorizações das denominadas teorias motivacionais apresenta a divisão entre teorias de conteúdo e teorias de processo, as quais abordam, respectivamente,

  • A a motivação propriamente dita, entendida como uma qualidade inata; os estímulos motivacionais, entendidos como insumos necessários, porém não suficientes, para a motivação.
  • B aquilo em que consiste a motivação para cada indivíduo, com ênfase nos valores e crenças; aquilo em que consiste a motivação para o grupo e como induzi-la, com ênfase nas dinâmicas.
  • C as condições precedentes para a motivação do indivíduo, a exemplo dos aspectos psicológicos; os métodos aplicáveis para induzir ou fomentar a motivação, a exemplo do treinamento de sensitividade.
  • D os fatores que motivam o indivíduo, a exemplo dos ligados à subsistência; os processos cognitivos que influenciam a motivação, a exemplo do reforço positivo.
  • E os componentes estáticos da motivação, como valência e instrumentalidade; os componentes dinâmicos da motivação, como propósito e resiliência.
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O denominado Ciclo PDCA, também conhecido como Ciclo da Melhoria Contínua, consiste em

  • A uma dinâmica de treinamento de pessoal, voltada à otimização de processos produtivos.
  • B uma ferramenta utilizada em processos de trabalho, apresentando, como etapas finais, ações avaliativas e corretivas.
  • C uma metodologia de avaliação de desempenho que toma por base o envolvimento do avaliado com os propósitos da organização.
  • D uma ferramenta de gestão de projetos, com ênfase na segmentação das tarefas em “pacotes de trabalho”.
  • E um diagnóstico da organização, realizado a partir de entrevistas com todos os envolvidos no ciclo de produção de bens ou serviços.
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Considere que determinada sociedade de economia mista esteja na fase inicial de implementação de seu planejamento estratégico, mais precisamente na definição da “missão” da entidade, o que significa, de acordo com a conceituação apresentada pela literatura,

  • A os futuros potenciais da entidade, com análise de variáveis internas e externas que impactam sua atuação.
  • B o projeto de futuro da entidade, ou seja, quais os objetivos estratégicos a serem perseguidos.
  • C a expressão da essência da entidade, de seus propósitos, ou, mais precisamente, da sua própria razão de existir.
  • D os princípios, crenças e padrões que orientam a atuação da entidade e o comportamento de seus colaboradores.
  • E as forças e fraquezas da organização, bem como os desafios e oportunidades identificados.
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Jean François Chanlat, no artigo “Modos de Gestão, Saúde e Segurança no Trabalho”, apresenta os principais métodos de gestão, a saber: método tayloriano e neotayloriano, método tecnoburocrático, o método de gestão na excelência e o método participativo.


Leia as alternativas abaixo e assinale aquela que apresenta a definição INCORRETA:

  • A o método de gestão da excelência caracteriza-se por uma maior autonomia no trabalho, uma forte responsabilização, recompensas materiais e simbólicas individualizadas, relações hierárquicas mais igualitárias, uma flexibilidade e uma polivalência da mão-de-obra e um recrutamento seletivo. Ele encara o ser humano como uma pessoa consagrada aos desafios e à superação de si mesma.
  • B o método de gestão Tayloriano caracteriza-se por uma divisão do trabalho muito fragmentada, produção sob premência de tempo, tarefas repetitivas, divisão entre a concepção e a execução e sistemas de controle muito elaborados. O ser humano é encarado somente como uma pessoa dotada de energia física e muscular e movido unicamente por motivações de ordem econômica.
  • C o método de gestão tecnoburocrático caracteriza-se por uma pirâmide hierárquica frágil, divisão de trabalho parcelada, regulamentação escrita onipresente, pequena importância conferida aos especialistas e técnicos, controles poucos sofisticados, comunicação assertiva entre os escalões da empresa, descentralização do poder, autonomia relativamente forte para os patamares inferiores e um direito de expressão muito ilimitado.
  • D o método de gestão participativo parte do princípio de que o ser humano é uma pessoa responsável à qual se deve conceder toda a autonomia necessária para a realização da tarefa para, na verdade, integrá-lo na gestão mais global da empresa. Esse método reagrupa mais ou menos todas as experiências de gestão que fazem com que o pessoal de uma organização participe em diversos níveis.
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Com base no artigo “As Múltiplas Dimensões Organizacionais”, de João Gualberto Moreira Vasconcelos e Eduardo Paes Barreto Davel, é CORRETO afirmar que

  • A as escolhas de técnicas e métodos nunca serão absolutamente neutras; elas refletem a postura ideológica de quem arma o quadro referencial e podem conduzir a um resultado planejado.
  • B as abordagens tradicionais são incapazes de darem conta dos problemas criados pela tensão indivíduo / organização e refletem-se em custos objetivos.
  • C no âmbito da relação indivíduo–organização, as normas morais enunciadas bastam para que os agentes coletivos ou individuais ajam com probidade.
  • D o coronel que dominou o engenho e a política não domina o imaginário do empresário através de uma gerência paternalista e autoritária.
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A Teoria Contingencial ou Teoria da Contingência, ao abordar as alternativas para a estrutura organizacional e estilo gerencial, apresenta, entre os seus postulados, que

  • A as melhores decisões dependem, em cada caso, de muitos fatores, como o ambiente em que se encontra a organização, não existindo, assim, um único modelo ideal.
  • B existe sempre uma única maneira correta de estruturar a organização, que deve ser buscada a partir de um diagnóstico institucional.
  • C é impossível prever o momento da ocorrência das contingências envolvidas na atuação da organização, razão pela qual devem ser criadas tantas áreas quanto necessárias ao correspondente equacionamento.
  • D a atuação do administrador é sempre de meios e não de fins, sendo esta contingência que dificulta uma abordagem sistêmica da organização.
  • E as organizações devem ser departamentalizadas a partir do primeiro nível, em uma cadeia escalar de responsabilidades.
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Do ponto de vista da Teoria da Administração, a Escola Clássica apresenta, entre seus expoentes, o estudioso Henri Fayol, cuja principal contribuição foi separar as funções do administrador das funções daqueles que não possuem subordinados e são responsáveis pela execução de atividades. Nesse contexto, apresentou alguns princípios da organização, entre os quais o que se denomina

  • A compartilhamento de direção, decorrente da constatação de que atividades ligadas a um mesmo objetivo podem estar distribuídas entre diferentes áreas da organização.
  • B cadeia escalar, segundo o qual a linha de comando deve ser transversal na organização, perpassando diferentes setores.
  • C rotatividade de pessoal, contrapondo-se ao anterior conceito de estabilidade predicado pela teoria burocrática.
  • D unidade de comando, segundo o qual cada subordinado recebe ordens e presta contas apenas a um superior.
  • E confiança legítima, segundo o qual o administrador deve delegar tarefas aos subordinados partindo da premissa de que possuem capacidade técnica para executá-las.

Administração de Recursos Materiais

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João, consultor com grande experiência em gestão de estoques, foi contratado para realizar o diagnóstico de uma indústria de peças, que vem apresentando resultados ruins nos últimos meses. Em um dos trechos do relatório de João, ele apontou que, nos últimos meses, houve aumento no número de produtos produzidos, menores ciclos de vida dos itens disponibilizados, pressões de custo e limitação de capacidade produtiva, destacando que esses fatores tornam ainda mais complexos os sistemas de planejamento e controle da empresa.


A recomendação de João, para os itens acima, foi a implementação do MRP, que irá

  • A formalizar um contrato entre a empresa e o fornecedor, devendo representar fielmente todas as condições em que foi feita a negociação.
  • B utilizar as informações disponibilizadas pelo fornecedor, que controla os volumes de vendas e estoque para gerenciar a liberação de pedidos de reabastecimento.
  • C permitir a identificação dos itens que justificam atenção e tratamento adequados quanto à sua administração, obtendo, assim, a ordenação dos itens conforme a sua importância relativa.
  • D estabelecer uma série de procedimentos e regras de decisão, de modo a atender às necessidades de produção numa sequência de tempo logicamente determinada para cada item componente do produto final.
  • E utilizar previsões de venda apuradas para desenvolver um plano de distribuição de produtos a partir de fábricas e armazéns, disponibilizando o inventário para atender às demandas dos diferentes mercados.

Administração Geral

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O modelo de Harvard – negociação baseada em princípios – busca favorecer um maior equilíbrio entre as partes. Ele é fundamentado em quatro elementos que são:

  • A pessoas, interesses, opções e critérios
  • B fuga, interesses, barganha e integração
  • C objetivo, objeto, interesses e necessidades
  • D planejamento, execução, controle e avaliação
  • E preliminar, abertura, exploração e encerramento

Enfermagem

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Homem de 47 anos, hipertenso, comparece à Unidade Básica de Saúde (UBS) para retirada de pontos no membro superior esquerdo. Durante o procedimento, a enfermeira identifica que o paciente apresenta delirium tremens decorrente da abstinência alcoólica e põe em prática a abordagem da redução de danos para o cuidado desse usuário. Sobre a abordagem da redução de danos destinada a usuários de álcool e outras drogas, considere as afirmativas abaixo.


I Fundamenta-se na valorização do desejo e das possibilidades dos sujeitos, não sendo exigência a abstinência das drogas.

II Norteia-se pelo cuidado segundo o modelo biomédico, tendo como objetivo principal a abstinência plena das drogas.

III Caracteriza-se como uma abordagem em saúde menos normalizadora e prescritiva.

IV Sugere-se aos usuários de álcool evitar beber de barriga cheia e optar por bebidas destiladas às fermentadas.


Sobre a abordagem de redução de danos, estão corretas as afirmativas

  • A I e IV.
  • B II e IV.
  • C I e III.
  • D II e III.
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Mulher com 22 anos de idade, comparece à Unidade Básica de Saúde (UBS) acompanhada da genitora, com histórico de esquizofrenia paranoide. A mãe relata que a filha interrompeu o uso de clorpromazina, alegando que está engordando demais em decorrência do uso do remédio, e se recusa a retornar ao Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) para continuidade do tratamento. Na ocasião, a enfermeira reforçou a importância da continuidade do tratamento e esclareceu mãe e filha acerca dos efeitos indesejados do uso de neurolépticos, entre os quais estão a

  • A acatisia e o tremor de movimento.
  • B galactorreia e a metrorragia.
  • C anorgasmia e a redução da libido.
  • D diarreia e a poliúria.
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Os limites de delimitação do período da adolescência são extremamente variáveis. O limite inicial coincide com o começo da puberdade, mas o término é difícil de ser determinado. Do ponto de vista biológico, as principais transformações se referem à maturação sexual e ao chamado “estirão” do crescimento na adolescência. Em relação à semiologia da adolescência, analise as afirmativas abaixo.


I O estirão do crescimento começa mais cedo nos meninos e ocorre em todos os segmentos do esqueleto ao mesmo tempo, na sequência proximal-distal.

II A ovulação e os períodos menstruais regulares geralmente ocorrem de 6 a 8 meses depois da pubarca.

III A maturação sexual se inicia, na maioria das meninas, com o aparecimento do broto mamário, evento conhecido como telarca.

IV O aumento temporário e a sensibilidade das mamas, a ginecomastia, são comuns durante a puberdade intermediária, ocorrendo em até um terço dos meninos.


Em relação à maturação sexual e ao crescimento físico na adolescência estão corretas as afirmativas

  • A I e III.
  • B III e IV.
  • C I e II.
  • D II e IV.
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A temperatura corporal é regulada por um mecanismo no hipotálamo que é semelhante a um termostato. Quando ocorrem mudanças na temperatura, os receptores transmitem informações para o termostato, que aumenta ou diminui a produção de calor para manter a temperatura constante do ponto de ajuste ((HOCKENBERRY; WILSON,2014). Em relação ao controle de temperaturas elevadas em pediatria, analise as afirmativas abaixo.


I A intervenção mais eficiente para tratar a febre é o uso de medidas tradicionais para esfriamento do corpo, como expor a pele ao ar e usar o mínimo de roupas, que são ações eficazes se empregadas, aproximadamente, 20 minutos depois da administração do antipirético.

II As medidas ambientais para reduzir a febre podem ser usadas se toleradas pela criança e se não induzirem o calafrio.

III No caso da elevação da temperatura ocasionada por insolação, os antipiréticos, como o paracetamol, a aspirina e os agentes anti-inflamatórios não esteroides, não têm valor porque o ponto de ajuste já está normal.

IV Em casos de temperatura muito elevada, recomenda-se o uso de água ligeiramente fria, misturada com álcool isopropílico, deixando a criança permanecer na banheira por até 20 minutos.


Estão corretas as afirmativas:

  • A I e II.
  • B II e III.
  • C I e IV.
  • D III e IV.
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Uma criança nasceu com espinha bífida (EB), que consiste em uma anomalia do tubo neural, caracterizada por um defeito da linha mediana envolvendo a insuficiência da coluna óssea (HOCKENBERRY; WILSON,2014). Em relação às características da EB e quanto ao tratamento e aos cuidados com as crianças que apresentam essa anomalia, analise as afirmativas abaixo.


I Na avaliação do recém-nascido, o enfermeiro deve observar, entre outros aspectos, a higidez dos cistos membranosos, o movimento das extremidades, o reflexo anal e as fontanelas. O perímetro cefálico deverá ser medido diariamente.

II Um dos tratamentos dos problemas renais é o esvaziamento regular da bexiga, tal como a cateterização intermitente com técnica limpa, ensinada e realizada pelos pais , e o ensino da autocateterização à criança, de acordo com seu nível cognitivo.

III A meningocele é um tipo de EB oculta e tem uma variedade de complicações associadas que incluem hidrocefalia e mau funcionamento da derivação, escoliose, aspectos do controle vesical e intestinal, alergia ao látex e epilepsia.

IV Para proteger o saco da mielomeningocele antes da cirurgia, o enfermeiro deverá orientar os pais a manter a criança em decúbito lateral, umedecer e aquecer o saco com curativo aderente e limpo, utilizando solução antisséptica de iodo.


Em relação ao exposto, estão corretas as afirmativas

  • A III e IV.
  • B I e III.
  • C II e IV.
  • D I e II.
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Uma criança de 10 anos de idade, com diagnóstico de câncer, está internada na enfermaria pediátrica. A criança tem um cateter venoso central totalmente implantável para receber antibiótico devido a uma infecção. Para ter acesso ao cateter, que se encontra fechado no momento da admissão, a enfermeira deverá

  • A realizar antissepsia da pele com clorexidine e perfurar a pele da criança , para ter acesso à porta com uma agulha especial sem núcleo (tipo Huber). Para minimizar a dor sentida pela criança na inserção da agulha, pode-se usar anestésico local.
  • B realizar antissepsia da pele com álcool a 70% e perfurar a pele da criança, para acesso à porta, com um cateter curto sobre agulha (tipo Jelco ® ). Não é necessário usar anestésico local porque o cateter está parcialmente sobre a pele.
  • C realizar desinfecção da extremidade aberta do cateter e utilizar uma seringa acoplada ao dispositivo de duas vias (tipo polifix ® ) para obter o acesso, uma vez que o cateter se projeta para fora do corpo.
  • D realizar desinfecção da extremidade proximal do cateter e utilizar uma seringa com ponta fechada acoplada ao dispositivo bidirecional (tipo Dracon) para obter o acesso , uma vez que esse tipo de cateter não permite uso de dispositivo de duas vias.
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A escolha do método anticoncepcional durante o aleitamento materno deve ser sempre personalizada. Para orientar o uso de métodos anticoncepcionais no pós -parto, deve-se considerar o tempo pós-parto, o padrão da amamentação, o retorno ou não da menstruação e os possíveis efeitos dos anticoncepcionais hormonais sobre a lactação e o lactente (BRASIL, 2013). Em relação a anticoncepção durante o aleitamento materno, analise as afirmativas abaixo.


I O efeito anticoncepcional da amamentação exclusiva, à livre demanda durante os primeiros seis meses pós-parto deixa de ser eficiente quando ocorre o retorno das menstruações e/ou quando o leite materno deixa de ser o único alimento recebido pelo bebê.

II O efeito inibidor da fertilidade, que o aleitamento exclusivo com amenorreia tem, pode ser utilizado como método comportamental de anticoncepção, chamado de método da amenorreia da lactação.

III Quando a mulher deseja utilizar um outro método associado ao método da amenorreia da lactação, deve-se primeiro considerar os métodos anticoncepcionais hormonais.

IV O anticoncepcional hormonal oral só de estrogênio (minipílula) pode ser utilizado pela mulher que está amamentando, e seu uso deve ser iniciado duas semanas após o parto.


Estão corretas as afirmativas:

  • A II e III.
  • B I e II.
  • C I e IV.
  • D III e IV.
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As enfermeiras das unidades básicas de saúde podem vivenciar situações de parto iminente, ou seja, aquelas situações em que não é mais possível transportar a parturiente para uma maternidade devido à iminência do nascimento do bebê. Nesse caso, a posição adequada para colocar a paciente com insuficiência cardíaca, que se encontra no período expulsivo ou segundo período do trabalho de parto é

  • A decúbito lateral (posição de Sims).
  • B Laborie-Duncan.
  • C Cócoras.
  • D decúbito dorsal (Ritgen).
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As síndromes hipertensivas na gravidez são as maiores causas de morbidade e mortalidade materna e fetal (BRASIL, 2012). Dentre essas síndromes, destaca-se a hipertensão crônica na gestação que corresponde à hipertensão de qualquer etiologia quando o nível da pressão arterial for

  • A igual a 130/90 mmHg antes da gravidez ou diagnosticada até a 24ª semana da gestação ou além de doze semanas após o parto.
  • B maior ou igual a 140/100 mmHg no início da gravidez ou diagnosticada após a 24ª semana da gestação ou além de oito semanas após o parto.
  • C maior ou igual a 140/90 mmHg antes da gravidez ou diagnosticada até a 20ª semana da gestação ou além de doze semanas após o parto.
  • D igual a 150/100 mmHg no início da gravidez ou diagnosticada após a 20ª semana da gestação ou além de oito semanas após o parto.
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Uma mulher de 26 anos de idade, grávida de 34 semanas foi admitida na sala de parto para submeter-se a uma cesárea. Na assistência imediata ao recém-nascido, o neonatologista avaliou que a criança necessitava de manobras de ressuscitação. Nesse caso, a enfermeira inicialmente poderá fornecer oxigênio para o neonato na taxa de

  • A 90%.
  • B 65% a 70%.
  • C 100%.
  • D 21% a 30%.

Português

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As questão abaixo refere-se ao texto seguinte − parte do prefácio de um livro de sociologia em que o autor se dedicou ao estudo da cultura popular.


[Linguagens e culturas]


    Este livro estuda as modificações que se deram na cultura das classes populares ao longo das últimas décadas, de modo especial aquelas que podem ser atribuídas à influência das publicações de massa. Creio que obteríamos resultados muito semelhantes caso tomássemos como exemplos algumas outras formas de comunicação, como o cinema, o rádio ou a televisão.

    Penso que tenho sempre tentado dirigir-me principalmente ao “leitor comum” sério ou “leigo inteligente” de qualquer classe social. Não significa isto que eu tenha tentado adotar qualquer tom de voz específico, ou que tenha evitado o uso de quaisquer termos técnicos, para só empregar expressões banais. Escrevi tão claramente quanto o permitiu a minha compreensão do assunto, e apenas usei termos técnicos quando me pareceram susceptíveis de se tornarem úteis e sugestivos.

    O “leigo inteligente” é uma figura vaga, e a popularização uma tarefa perigosa; mas parece-me que aqueles de nós que consideram uma urgente necessidade escrever para ele devem continuar a tentá-lo. Porque um dos mais nefastos aspectos da nossa condição cultural é a divisão entre a linguagem dos peritos e o nível extraordinariamente baixo daquela utilizada nos órgãos de comunicação de massa.

(Adaptado de: HOGGART, Richard. As utilizações da cultura. Trad. de Maria do Carmo Cary. Lisboa: Editorial Presença, 1973.)

O verbo indicado entre parênteses deverá flexionar-se de modo a concordar com o elemento sublinhado na frase:

  • A As modificações da cultura popular (constituir) o centro da preocupação desse livro de Richard Hoggart.
  • B O autor do livro deseja que a linguagem de seus estudos (propiciar) aos seus leitores revelações sobre a cultura das classes populares.
  • C A popularização preocupa o autor porque muitos estudos se tornam simplórios devido à simplificação excessiva a que se (submeter).
  • D O pesquisador acredita que um dos mais negativos aspectos da nossa civilização está no abismo que (permear) as linguagens.
  • E Quem estuda os diferentes níveis de manifestações culturais propõe-se a reconhecer os distintos valores com os quais se (instituir) uma cultura complexa.
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                                Mobilidade urbana


      Ao longo dos últimos anos a expressão mobilidade urbana – soma das condições e dos critérios oferecidos para a livre circulação das pessoas numa cidade − tem sido empregada para identificar um dos desafios dos grandes centros urbanos. Trata-se de um conceito mais complexo do que parece: não se reduz a uma simples questão de trânsito, diz respeito ao modo e à qualidade de vida das pessoas, à dinâmica instituída em seu cotidiano. Trata-se, enfim, de considerar uma política pública para qualificar os espaços em que os indivíduos se movimentam.

      O desafio está, sobretudo, em escolher os usos do território urbano, em privilegiar este ou aquele meio de transporte, em administrar os rumos e as concentrações de passageiros. Essa escolha não se faz sem pressupostos: o que, de fato, se pretende instituir? A livre circulação dos automóveis? O favorecimento do transporte coletivo? A velocidade máxima em canais de uso regulamentado? Faixas para ciclistas? Calçadões para pedestres? Espaços ambientais interligados? Linhas subterrâneas? A política implicada nesta ou naquela escolha diz muito das convicções de quem administra o espaço das grandes cidades. Como este é fatalmente limitado, e tende a receber um número sempre crescente de usuários, há que se encontrar medidas que otimizem seu uso e favoreçam a mobilidade de quem se considere seu usuário preferencial. Não é à toa que medidas tomadas para a implementação prática da mobilidade urbana provocam polêmicas ácidas, quando não conflitos mais graves, entre setores da população.

      Como regra geral, o poder público deve se envolver sobretudo com o que seja coletivo, o que atenda à parte maior da população, visando criar condições dignas para sua mobilidade. O transporte de massas não pode ser sacrificado em nome do transporte individual. A primazia do automóvel tem infligido enormes custos à qualidade de vida da maioria dos que habitam as grandes cidades.

                                                                              (Argemiro Diaféria, inédito

O verbo indicado entre parênteses deverá flexionar-se de modo a concordar com o elemento sublinhado na frase:

  • A Se não se (considerar) os efeitos práticos desse novo planejamento urbano, a cidade tornar-se-á um caos em que todos estaremos mergulhados.
  • B A administração de algumas pequenas cidades, de modo bisonho, (simular) problemas de mobilidade urbana para encontrar soluções desnecessárias.
  • C É preciso que se (cobrar) do poder público medidas gerenciais que garantam uma aceitável qualidade de vida para a maioria da população.
  • D Transitar em espaços ambientais ou amplos calçadões não (constituir) privilégios, mas condições dignas de mobilidade urbana.
  • Eresoluções que não (caber) ao poder público tomar sem antes averiguar quais sejam os reais interesses da maior parte dos cidadãos.
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TEXTO – Sem tolerância com o preconceito
Átila Alexandre Nunes, O Globo, 23/01/2018 (adaptado)
Diante do número de casos de preconceito explícito e agressões, somos levados ao questionamento se nossa sociedade corre o risco de estar tornando-se irracionalmente intolerante. Ou, quem sabe, intolerantemente irracional. Intolerância é a palavra do momento. Da religião à orientação sexual, da cor da pele às convicções políticas.
O tamanho desse problema rompeu fronteiras e torna-se uma praga mundial. Líderes políticos, em conluio com líderes religiosos, ignoram os conceitos de moral, ética, direitos, deveres e justiça. As redes sociais assumiram um papel cruel nesse sistema. Se deveriam servir para mostrar indignação, mostram, muitas vezes, um preconceito medieval.
No campo da religiosidade, o fanatismo se mostra cada dia mais presente no Rio de Janeiro. No último ano, foram registradas dezenas de casos de intolerância religiosa por meio da Secretaria de Estado de Direitos Humanos. Um número ainda subnotificado, pois, muitas ocorrências que deveriam ser registradas como “intolerância religiosa” são consideradas brigas de vizinhos.
A subnotificação desses casos é um dos maiores entraves na luta contra a intolerância religiosa. O registro incorreto e a descrença de grande parte da população na punição a esse tipo de crime colaboram para maquiar o retrato dos ataques promovidos pelo fanatismo religioso em nossa sociedade. A perseguição às minorias religiosas está cada vez mais organizada com braços políticos e até de milícias armadas como o tráfico de drogas.
No último ano recebemos denúncias de ataques contra religiões de matriz africana praticados pelo tráfico de drogas, que não só destruíam terreiros, como também proibiam a realização de cultos em determinada região, segundo o desejo do chefe da facção local.
Não podemos regredir a um estado confessional. A luta de agora pela liberdade religiosa é um dever de todos para garantir o cumprimento da Constituição Federal. Quando uma pessoa de fé é humilhada, agredida ou discriminada devido à sua crença, ela tem seus direitos humanos e constitucionais violados. Hoje, falase muito sobre intolerância religiosa, mas, muito mais do que sermos tolerantes, precisamos aprender a respeitar a individualidade e as crenças de cada um.
Até porque, nessa toada, a intolerância irracional ganha terreno, e nós vamos ficando cada vez mais irracionalmente intolerantes com aquilo que não deveríamos ser. Numa sociedade onde o preconceito se mostra cada dia mais presente, a única saída é a incorporação da cultura do respeito. Preconceito não se tolera, se combate.

“Até porque, nessa toada, a intolerância irracional ganha terreno, e nós vamos ficando cada vez mais irracionalmente intolerantes com aquilo que não deveríamos ser”. A forma verbal “deveríamos ser” forma uma locução verbal como os vocábulos abaixo:

  • A queremos ser;
  • B mandamos ser;
  • C deixemos ser;
  • D vimos ser;
  • E ouvimos ser.
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Texto I – Do que as pessoas têm medo?


A geração pós-1980 e início de 1990 só conhece os tempos militares pelos livros de História e pelas séries da TV. Para a maioria dela, as palavras “democracia” e “liberdade” têm sentido diferente daquele para quem conheceu a falta desses direitos e as consequências de brigar por eles. Se hoje é possível existir redes sociais; se é possível que pessoas se organizem em grupos ou movimentos e digam ou escrevam o que querem e o que pensam, devem-se essas prerrogativas a quem no passado combateu as arbitrariedades de uma ditadura violenta, a custo muito alto.

A liberdade não é um benefício seletivo. Não existe numa sociedade quando alguns indivíduos têm mais liberdade que outros, ou quando a de uns se sobrepõe à de outros.

É fundamental para a evolução das sociedades compreender que o status quo das culturas está sempre se modificando, e que todas as modificações relacionadas aos costumes de cada época precisaram quebrar paradigmas que pareciam imutáveis. Foi assim com a conquista do voto da mulher, com a trajetória até o divórcio e para que a “desquitada” deixasse de ser discriminada. Foi assim, também, com outros costumes: o comprimento das saias, a introdução do biquíni, a inclusão racial, as famílias constituídas por união estável, o primeiro beijo na TV e tantas outras mudanças que precisaram vencer os movimentos conservadores até conseguirem se estabelecer. Hoje, ninguém se importa em ver um casal se beijando numa novela (desde que o casal seja formado por um homem e uma mulher). Há pouco mais de 60 anos, o primeiro beijo na TV, comportado, um encostar de lábios, foi um escândalo para a época.

A questão do momento é se existe limite para a expressão da arte.

                                    Simone Kamenetz, O Globo, 18/10/2017. (Adaptado) 

Foi assim com a conquista do voto da mulher, com a trajetória até o divórcio e para que a ´desquitada´ deixasse de ser discriminada.”


Esse período do terceiro parágrafo do texto tem a função de

  • A valorizar a ascensão político-social da mulher.
  • B demonstrar a luta das mulheres ao longo do tempo.
  • C exemplificar modificações nos costumes de uma época.
  • D explicar a que tipos de mudanças o texto se refere.
  • E esclarecer afirmações pouco claras feitas anteriormente.
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Texto I – Do que as pessoas têm medo?


A geração pós-1980 e início de 1990 só conhece os tempos militares pelos livros de História e pelas séries da TV. Para a maioria dela, as palavras “democracia” e “liberdade” têm sentido diferente daquele para quem conheceu a falta desses direitos e as consequências de brigar por eles. Se hoje é possível existir redes sociais; se é possível que pessoas se organizem em grupos ou movimentos e digam ou escrevam o que querem e o que pensam, devem-se essas prerrogativas a quem no passado combateu as arbitrariedades de uma ditadura violenta, a custo muito alto.

A liberdade não é um benefício seletivo. Não existe numa sociedade quando alguns indivíduos têm mais liberdade que outros, ou quando a de uns se sobrepõe à de outros.

É fundamental para a evolução das sociedades compreender que o status quo das culturas está sempre se modificando, e que todas as modificações relacionadas aos costumes de cada época precisaram quebrar paradigmas que pareciam imutáveis. Foi assim com a conquista do voto da mulher, com a trajetória até o divórcio e para que a “desquitada” deixasse de ser discriminada. Foi assim, também, com outros costumes: o comprimento das saias, a introdução do biquíni, a inclusão racial, as famílias constituídas por união estável, o primeiro beijo na TV e tantas outras mudanças que precisaram vencer os movimentos conservadores até conseguirem se estabelecer. Hoje, ninguém se importa em ver um casal se beijando numa novela (desde que o casal seja formado por um homem e uma mulher). Há pouco mais de 60 anos, o primeiro beijo na TV, comportado, um encostar de lábios, foi um escândalo para a época.

A questão do momento é se existe limite para a expressão da arte.

                                    Simone Kamenetz, O Globo, 18/10/2017. (Adaptado) 

Um dos conselhos para uma boa escrita é que as frases de um texto tenham a mesma organização sintática numa enumeração.

No fragmento “Se hoje é possível existir redes sociais; se é possível que pessoas se organizem em grupos...”, para que as duas frases tenham a mesma organização, a mudança adequada seria:

  • A a primeira frase deveria ser “Se é possível que existam redes sociais”.
  • B a primeira frase deveria ser “Se é possível a existência de redes sociais”.
  • C a segunda frase deveria ser “se é possível a organização de pessoas em grupos”.
  • D a segunda frase deveria ser “se é possível que pessoas sejam organizadas em grupos”.
  • E a segunda frase deveria ser “se é possível pessoas organizando-se em grupos”.
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Texto I – Do que as pessoas têm medo?


A geração pós-1980 e início de 1990 só conhece os tempos militares pelos livros de História e pelas séries da TV. Para a maioria dela, as palavras “democracia” e “liberdade” têm sentido diferente daquele para quem conheceu a falta desses direitos e as consequências de brigar por eles. Se hoje é possível existir redes sociais; se é possível que pessoas se organizem em grupos ou movimentos e digam ou escrevam o que querem e o que pensam, devem-se essas prerrogativas a quem no passado combateu as arbitrariedades de uma ditadura violenta, a custo muito alto.

A liberdade não é um benefício seletivo. Não existe numa sociedade quando alguns indivíduos têm mais liberdade que outros, ou quando a de uns se sobrepõe à de outros.

É fundamental para a evolução das sociedades compreender que o status quo das culturas está sempre se modificando, e que todas as modificações relacionadas aos costumes de cada época precisaram quebrar paradigmas que pareciam imutáveis. Foi assim com a conquista do voto da mulher, com a trajetória até o divórcio e para que a “desquitada” deixasse de ser discriminada. Foi assim, também, com outros costumes: o comprimento das saias, a introdução do biquíni, a inclusão racial, as famílias constituídas por união estável, o primeiro beijo na TV e tantas outras mudanças que precisaram vencer os movimentos conservadores até conseguirem se estabelecer. Hoje, ninguém se importa em ver um casal se beijando numa novela (desde que o casal seja formado por um homem e uma mulher). Há pouco mais de 60 anos, o primeiro beijo na TV, comportado, um encostar de lábios, foi um escândalo para a época.

A questão do momento é se existe limite para a expressão da arte.

                                    Simone Kamenetz, O Globo, 18/10/2017. (Adaptado) 

Apesar de bem escrito, o primeiro parágrafo do texto apresenta uma incorreção, segundo a norma padrão.
Assinale a opção que a apresenta.

  • A O segmento “Para a maioria dela” deveria ser substituído por “Para a maioria delas”.
  • B O segmento “têm sentido diferente” deveria ser substituído por “têm sentidos diferentes”.
  • C O segmento “a falta desses direitos” deveria ser substituído por “a falta desse direito”.
  • D O segmento “É possível existir” deveria ser substituído por “É possível existirem”.
  • E O segmento “devem-se essas prerrogativas” deveria ser substituído por “deve-se essas prerrogativas”.
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                   Texto I – Há sempre o inesperado


Quem não nasceu de novo por causa de um inesperado?

Iniciei-me no exílio antropológico quando – de agosto a novembro de 1961 – fiz trabalho de campo entre os índios gaviões no sul do Pará. Mas, como os exilados também se comunicam, solicitei a uma respeitável figura do último reduto urbano que visitamos, uma cidadezinha na margem esquerda do rio Tocantins, que cuidasse da correspondência que Júlio César Melatti, meu companheiro de aventura, e eu iríamos receber. Naquele mundo sem internet, telefonemas eram impossíveis e cartas ou pacotes demoravam semanas para ir e vir.

Recebemos uma rala correspondência na aldeia do Cocal. E, quando chegamos à nossa base, no final da pesquisa, descobrimos que nossa correspondência havia sido violada.

Por quê? Ora, por engano, respondeu o responsável, arrolando em seguida o inesperado e ironia que até hoje permeiam a atividade de pesquisa de Brasil. Foi quando soubemos que quem havia se comprometido a cuidar de nossas cartas não acreditava que estávamos “estudando índios”. Na sua mente, éramos bons demais para perdermos tempo com uma atividade tão inútil quanto estúpida. Éramos estrangeiros disfarçados – muito provavelmente americanos – atrás de urânio e outros metais preciosos. Essa plausível hipótese levou o nosso intermediário ao imperativo de “conferir” a correspondência.

Mas agora que os nossos rostos escalavrados pelo ordálio do trabalho de campo provavam como estava errado, ele, pela primeira vez em sua vida, acreditou ter testemunhado dois cientistas em ação.

Há sempre o inesperado.

                      Roberto da Matta. O GLOBO. Rio de Janeiro, 18/10/2017 

Assinale a opção que apresenta o segmento do texto em que a conjunção e tem valor adversativo (oposição), e não aditivo (adição).

  • A “... meu companheiro de aventuras, e eu iríamos receber”.
  • B “... demoravam semanas para ir e vir”.
  • CE quando chegamos à nossa base...”.
  • D “... arrolando em seguida o inesperado e a ironia...”.
  • E “... atrás de urânio e outros metais preciosos”.
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A correção gramatical e os sentidos do texto 1A1BBB seriam mantidos caso se inserisse uma vírgula logo após

  • A “alertas” (ℓ.28).
  • B “também” (ℓ.3).
  • C “tempo” (ℓ.10).
  • D “lista” (ℓ.15).
  • E “processo” (ℓ.22).
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O texto 1A1BBB é construído sobre uma série de dicotomias conceituais, isto é, de pares de noções opostas entre si, a exemplo do formado pelos termos

  • A “mudança” (ℓ.4) e “reiteração” (ℓ.5).
  • B “ao longo do tempo” (ℓ.10) e “alterações cumulativas” (ℓ. 10 e 11).
  • C “contingência” (ℓ. 20) e “acidente” (ℓ. 21).
  • D “Desigualdade” (ℓ.20) e “concentração” (ℓ.25).
  • E “disciplina” (ℓ.1) e “ciência” (ℓ.4).
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No texto 1A1AAA, o termo “o” — em “Ela o é por definição” (ℓ.15) — remete ao elemento

  • A “O que faz com que a memória se torne seletiva” (ℓ.13).
  • B “o mundo atual” (ℓ.14).
  • C “a memória” (ℓ.13).
  • D “seletiva” (ℓ.13).
  • E “um funil poderoso” (ℓ. 15 e 16).
31


No texto 1A1AAA, ao utilizar a expressão “Isso sem contar” (ℓ.8), a autora sugere que “os processos de evocação de memórias, planejamento para o futuro e imaginação” (ℓ. 8 a 10) fazem parte do conjunto de

  • A ações cerebrais cujo funcionamento depende do processamento conjunto de estímulos externos.
  • B processos necessários à construção de registros duradouros dos estímulos recebidos pelo cérebro a cada momento.
  • C dados necessários para que o cérebro construa uma imagem do indivíduo e do ambiente que o cerca.
  • D atividades internas desempenhadas pelo cérebro, ao mesmo tempo que este recebe estímulos externos.
  • E estímulos advindos do cérebro de um indivíduo, imprescindíveis para a formação de novas memórias.
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TEXTO 13


Como se sabe, o escritor Lima Barreto foi um crítico genial e desiludido da sociedade e das elites de seu tempo. Neste fragmento de seu Diário Íntimo, pode-se ler como, em 1919, o autor contemplava as mazelas e vícios da jovem República brasileira.

“Esses trinta anos de República têm mostrado, mais do que o passado regime, além da incapacidade dos dirigentes para guiar a massa da população na direção de um relativo bem-estar, a sua profunda desonestidade, os baixos ideais de sua política que, em presença de propinas e gorjetas, lucros ou quais seja em moeda, não trepidam em lançar na miséria, na mendicância, no alcouce1 , na taverna os seus patrícios, mesmo atirá-los à aventura de uma guerra, quando o pourboire2 , estrangeiro em geral, é de encher os olhos. A todas as reclamações, a todas as críticas, eles só sabem responder com o Santo Ofício policial que arvoraram em Academia, Sínodo, Concílio, para julgar e condenar esta ou aquela teoria política que qualquer precisa expor e não lhes agrade.”

1 prostíbulo.

2 o ganho, a gorjeta


Passados quase 100 anos, essa dura análise do legado republicano, à luz dos dias que correm, como se pode ver, soa muito contemporânea. Releia o trecho adiante e responda à questão proposta.

A todas as reclamações, a todas as críticas, eles só sabem responder com o Santo Ofício policial que arvoraram em Academia, Sínodo, Concílio, para julgar e condenar esta ou aquela teoria política que qualquer precisa expor e não lhes agrade.”


Os dois termos em destaque referem-se:

  • A aos dirigentes republicanos.
  • B aos seus patrícios.
  • C aos estrangeiros em geral.
  • D à Academia, ao Sínodo, ao Concílio.
  • E aos trinta anos de República.
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                                        TEXTO 10

                   FIOCRUZ DIVULGA NOTA DE APOIO

                 AO PESQUISADOR ELISALDO CARLINI


      “A Presidência da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) manifesta sua solidariedade ao pesquisador Elisaldo Carlini e repudia a tentativa de criminalizar suas atividades acadêmicas. O professor Carlini e três outros pesquisadores do Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (Cebrid) foram convocados recentemente a depor diante da acusação de apologia ao crime. Ao que tudo indica, a intimação está relacionada à realização de um evento científico sobre os usos da maconha e sobre as possíveis mudanças legais que mitigassem os danos advindos da atual política de drogas. Centrada na repressão, esta política gera entraves à pesquisa com substâncias psicoativas tornadas ilícitas e a exploração de seus usos terapêuticos (1).

      A Fiocruz endossa a manifestação pública conjunta da Academia Brasileira de Ciências (ABC) e da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), que afirma (2): ‘acusar o Dr. Carlini de apologia às drogas equivale a criminalizar a inteligência e o conhecimento técnico-científico’. Hoje, mais que nunca, em contraponto a práticas que buscam o retrocesso, é necessário posicionar-se pelo direito de se produzir ciência para a defesa da vida.” 

Quanto à palavra afirma (2), em destaque no segundo parágrafo do texto, é correto dizer que ela mostra concordância:

  • A nominal com a expressão “a Academia Brasileira de Ciências (ABC)”.
  • B verbal com a expressão “Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC)”.
  • C verbal com a expressão “a Academia Brasileira de Ciências (ABC)”.
  • D verbo-nominal com com a expressão “A Fiocruz”.
  • E verbal com a expressão “a manifestação pública conjunta”.
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                                        TEXTO 10

                   FIOCRUZ DIVULGA NOTA DE APOIO

                 AO PESQUISADOR ELISALDO CARLINI


      “A Presidência da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) manifesta sua solidariedade ao pesquisador Elisaldo Carlini e repudia a tentativa de criminalizar suas atividades acadêmicas. O professor Carlini e três outros pesquisadores do Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (Cebrid) foram convocados recentemente a depor diante da acusação de apologia ao crime. Ao que tudo indica, a intimação está relacionada à realização de um evento científico sobre os usos da maconha e sobre as possíveis mudanças legais que mitigassem os danos advindos da atual política de drogas. Centrada na repressão, esta política gera entraves à pesquisa com substâncias psicoativas tornadas ilícitas e a exploração de seus usos terapêuticos (1).

      A Fiocruz endossa a manifestação pública conjunta da Academia Brasileira de Ciências (ABC) e da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), que afirma (2): ‘acusar o Dr. Carlini de apologia às drogas equivale a criminalizar a inteligência e o conhecimento técnico-científico’. Hoje, mais que nunca, em contraponto a práticas que buscam o retrocesso, é necessário posicionar-se pelo direito de se produzir ciência para a defesa da vida.” 

Sobre a expressão destacada no primeiro parágrafo do texto dado pode-se afirmar que:

  • A falta o acento agudo indicador da crase.
  • B não há falhas de acentuação.
  • C falta o acento grave indicador da crase.
  • D não há falhas de acentuação, embora haja erro de concordância verbal.
  • E não há falhas de acentuação, embora haja erro de concordância nominal.
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TEXTO 9


A Constituição da República Federativa do Brasil, a chamada Constituição Cidadã, vigente desde 1988, em seu Capítulo III, estabelece os princípios fundamentais que organizam e disciplinam a educação e sua gestão em todo o País; conforme a reprodução de parte dos artigos adiante:

“Art. 206. O ensino será ministrado com base nos seguintes princípios:

I - igualdade de condições para o acesso e permanência na escola;

II - liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber;

III - pluralismo de idéias e de concepções pedagógicas, e coexistência de instituições públicas e privadas de ensino;

IV - gratuidade do ensino público em estabelecimentos oficiais;

V - valorização dos profissionais da educação escolar, garantidos, na forma da lei, planos de carreira, com ingresso exclusivamente por concurso público de provas e títulos, aos das redes públicas;

VI - gestão democrática do ensino público, na forma da lei;

VII - garantia de padrão de qualidade.

VIII - piso salarial profissional nacional para os profissionais da educação escolar pública, nos termos de lei federal. (...);

Art. 207. As universidades gozam de autonomia didático-científica, administrativa e de gestão financeira e patrimonial, e obedecerão ao princípio de indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão. (...)”


Ao cotejar o que está estabelecido nesses dois artigos da Constituição, à luz dos acontecimentos que opuseram o MEC à UnB, conforme abordado nas questões anteriores, pode-se afirmar que há uma relação direta de sentido entre:

  • A o inciso I do artigo 206 e a autonomia administrativa assegurada no artigo 207.
  • B o inciso VI do artigo 206 e a indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão assegurada no artigo 207.
  • C a autonomia de gestão financeira e patrimonial assegurada no artigo 207 e o inciso III do artigo 206.
  • D a autonomia administrativa assegurada no artigo 207 e o inciso IV do artigo 206.
  • E o inciso II do artigo 206 e a autonomia didático-científica assegurada no artigo 207.
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TEXTO 8


Leia, adiante, trechos na nota do Departamento de Ciência Política do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Unicamp em defesa da liberdade de cátedra e da autonomia universitária.

“O Departamento de Ciência Política da Unicamp vem a público manifestar irrestrita solidariedade ao professor e pesquisador Luís Felipe Miguel, da Universidade de Brasília, que ministrará neste semestre a disciplina ‘O golpe de 2016 e o futuro da democracia no Brasil’. (...)

Manifestamos nossa mais profunda indignação contra os ataques à Universidade Pública e aos seus membros que temos assistido nos últimos meses no Brasil. Não é o caminho pelo qual transformaremos o Brasil em um país soberano, justo e livre. Estamos e estaremos juntos na luta para mudar a atual situação política do país.”


Quanto à variação linguística, o texto dado se caracteriza:

  • A pela presença predominante da variante histórica.
  • B pela predominância da variante situacional informal.
  • C pelo emprego exclusivo da variante social.
  • D pelo uso exclusivo da variante situacional formal.
  • E pelas diversas marcas da variante geográfica paulista.
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TEXTO 7


O texto que segue reproduz trechos da nota da Associação Brasileira de Pesquisadores em Comunicação e Política (Compolítica), divulgada na grande imprensa, em 22 de fevereiro, em apoio ao pesquisador e professor da Universidade de Brasília (UnB) Luis Felipe Miguel, responsável pela disciplina “O golpe de 2016 e o futuro da democracia no Brasil”. Leia-o, atentamente, e responda à questão proposta.

“A comunidade acadêmica tem sido vítima frequente (I) de arbítrios semelhantes nos últimos meses. Mesmo após o trágico episódio que envolveu o suicídio do professor Luiz Carlos Cancellier, então reitor da UFSC, prisões, conduções coercitivas e demais gestos indicativos de abuso de poder, ora orquestrados (II) pelo Judiciário, ora pelo Executivo, têm indicado aos professores, alunos, servidores técnico-administrativos e demais membros da comunidade um exagero e um ímpeto manifesto em desqualificar o ambiente da universidade pública e das instituições de ensino superior de modo geral.

O curso proposto pelo colega da UnB, a partir da disciplina “Tópicos Especiais em Ciência Política 4”, com o tema “O golpe de 2016 e o futuro da democracia no Brasil” tem os seguintes objetivos: “(1) Entender os elementos de fragilidade do sistema político brasileiro que permitiram a ruptura democrática de maio e agosto de 2016, com a deposição da presidente Dilma Rousseff; (2) Analisar o governo presidido por Michel Temer e investigar o que sua agenda de retrocessos nos direitos e restrição às liberdades diz sobre a relação entre as desigualdades sociais e o sistema político no Brasil; (3) perscrutar (III) os desdobramentos da crise em curso e as possibilidades de reforço da resistência popular e de restabelecimento do Estado de direito e da democracia política no Brasil.” O programa contempla bibliografia lúcida, de autores relevantes nas Ciências Humanas e Sociais do país.

(...)

Esta Associação reafirma seu compromisso com a defesa da autonomia universitária e estimula iniciativas que busquem aprofundar a análise do atual cenário político e midiático brasileiro.”


Sobre as três palavras em destaque, identificadas com algarismos romanos, pode-se afirmar que:

  • A em (I) o trema foi suprimido pelo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa; em (II) não se aplicava o uso do trema; e (III) pode ser substituída pelo vocábulo sinônimo perquirir.
  • B em (I) não se aplicava o uso do trema; em (II) o trema foi suprimido pelo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa; e (III) pode ser substituída pelo vocábulo sinônimo inquirir.
  • C em (I) não se aplicava o uso do trema; em (II) não se aplicava o uso do trema; e (III) pode ser substituída pelo vocábulo sinônimo interrogar.
  • D em (I) o trema foi mantido pelo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, embora não anotado no texto; em (II) o trema foi suprimido pelo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa; e (III) pode ser substituída pelo vocábulo sinônimo sondar.
  • E em (I) o trema foi suprimido pelo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa; em (II) o trema foi tornado facultativo pelo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa; e (III) não pode ser substituída pelo vocábulo indagar.
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TEXTO 6


Adiante estão trechos da nota do Ministério da Educação divulgada, em 21 de fevereiro, por jornal de grande circulação na matéria “MEC vai acionar MPF contra disciplina da UnB sobre ‘golpe de 2016’: Pasta quer apuração de ‘improbidade administrativa’ dos responsáveis pela criação do curso”.

“O ministro da Educação, Mendonça Filho, lamenta que uma instituição respeitada e importante como a Universidade de Brasília adote uma prática de apropriação do bem público para promoção de pensamentos político-partidário ao criar a disciplina “O golpe de 2016 e o futuro da democracia no Brasil”, que será ministrado no curso de Ciências Políticas da universidade.

O MEC irá encaminhar solicitação para a Advocacia-Geral da União (AGU), ao Tribunal de Contas da União (TCU), à Controladoria-Geral da União (CGU) e ao Ministério Público Federal (MPF) para a apuração de improbidade administrativa por parte dos responsáveis pela criação da disciplina na Universidade de Brasília (UnB) por fazer proselitismo político e ideológico de uma corrente política usando uma instituição pública de ensino. (...)”.


A leitura dos trechos dados permite afirmar que:

  • A há dois erros de concordância verbal e nenhum de concordância nominal no primeiro parágrafo.
  • B há apenas um erro de concordância nominal no segundo parágrafo.
  • C não há erros de concordância nos dois parágrafos.
  • D há um erro de concordância nominal e outro de concordância verbal no primeiro parágrafo.
  • E há um erro de concordância nominal e dois outros de concordância verbal no primeiro parágrafo.
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TEXTO 5


“Você está sendo enganado (1).

A trapaça narrativa funciona em três etapas. Na primeira, um sujeito pergunta qual é o contrário de preto e alguém responde que é branco. Em seguida, ele pergunta qual é o contrário de claro e alguém responde que é escuro. Por último, o mesmo indivíduo pergunta qual é o contrário de verde, mas ninguém responde, pois, obviamente, não existe.

Só que não é verdade.

O contrário de verde é maduro, embora você não tenha pensado nisso. O problema é que fomos induzidos a pensar em termos cromáticos, esquecendo que um raciocínio mais (2) complexo (3) nos levaria a ver outros lados da questão. (...)”

Trecho do artigo “Não é golpe, é muito pior”, de Felipe Pena, publicado em Crônicas do Golpe (2017), do mesmo autor, professor da Universidade Federal Fluminense e pós-doutor em Semiologia da Imagem.


Assinale a alternativa que apresenta, corretamente, antônimos dos três termos destacados e numerados no texto dado:

  • A (1) burlado; (2) porém; (3) complicado.
  • B (1) desiludido; (2) todavia; (3) imperscrutável.
  • C (1) desenganado; (2) menos; (3) singelo.
  • D (1) enganoso; (2) demasiado; (3) simples.
  • E (1) esclarecido; (2) excessivo; (3) trivial.
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                                      TEXTO 4


      O texto adiante apresenta trechos do artigo Linguagem é poder: sobre jogos sujos e democracia, publicado pela filósofa e escritora Marcia Tiburi (Revista Cult.uol, 22.02.2018). Leia-o e responda à questão proposta.

      “Linguagem é poder. Antes de serem puros e simples atos de comunicação, todos os atos da linguagem são atos de poder. (...)

      O que se pode chamar de “jogo de poder” é estratégia de poder em seu sentido político. Todo jogo de poder é, na verdade, um jogo de linguagem. Há jogos de linguagem sem “jogos de poder”, mas não há jogo de poder sem linguagem.

       A linguagem preferida do jogo de poder político em seu estado deturpado é a da dominação e da violência. O poder político – aquele que se exerce juntamente com outro, ou contra os outros com a consciência do seu efeito – é como uma engrenagem, como um dispositivo, é como um organismo que funciona para fazer sobreviver a si mesmo. Como as pessoas se relacionam com esse poder é uma pergunta que deve ser respondida por cada um.

       Ninguém na sociedade humana, que é uma sociedade política – na qual mesmo quem não quer fazer política faz política, mesmo que a sua política seja uma espécie de antipolítica –, vive fora de relações de poder. Justamente porque não pode viver fora da linguagem. O poder político que não interessa a todos, a todos afeta e, na sua forma deturpada, depende justamente desse desinteresse da maioria para manter-se como é. (...)

        Fora do jogo da democracia, todo jogo de poder é um jogo sujo. Vamos aceitar?

O trecho destacado “Há jogos de linguagem sem “jogos de poder”, mas não há jogo de poder sem linguagem.”, é um período:

  • A simples.
  • B composto por coordenação.
  • C composto por subordinação.
  • D composto por coordenação e subordinação.
  • E simples com uma oração coordenada.
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