Resolver o Simulado Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP) - VUNESP

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Noções de Informática

1

A figura apresenta parte da área de trabalho do MS­Windows 7, em sua configuração padrão. Considere que a pasta Geral está vazia


Assinale a alternativa que descreve o que acontece quand o o usuário seleciona o documento Anotações, pressiona o atalho de teclado Ctrl+X, abre a pasta Geral no Windows Explorer e então, pressiona o atalho de teclado Ctrl+V.

  • A Uma cópia de Anotações é enviada para pasta Geral.
  • B Um atalho para Anotações é criado na área de trabalho.
  • C Anotações é movido para a pasta Geral.
  • D Um atalho para Anotações é criado na pasta Geral.
  • E Uma cópia de Anotações é criada na área de trabalho.
2

Observe a planilha a seguir, que está sendo editada por meio do MS-Excel 2010, em sua configuração padrão.

Assinale a alternativa que contém o resultado exibido na célula D1, após ser preenchida com a fórmula =MAIOR(A1:C3;3).

  • A 9
  • B 7
  • C 5
  • D 4
  • E 3
3

A imagem a seguir contém objetos exibidos na barra de ferramenta de formatação do LibreOffice Writer 4.2. O objeto identificado pelo número “1" é usado para:

]

  • A aplicar um estilo no texto selecionado.
  • B alterar somente a fonte do texto selecionado.
  • C alterar somente o alinhamento do texto selecionado
  • D alterar somente o tamanho da fonte do texto selecionado
  • E alterar somente o espaçamento entre linhas do texto selecionado.
4

O nome do Modo de Exibição no MS-Word 2010, em sua configuração padrão, que faz com que certos elementos do documento, como cabeçalhos e rodapés, não sejam exibidos é

  • A Layout de Impressão.
  • B Orientação.
  • C Mostrar Marcações.
  • D Leitura em Tela Inteira.
  • E Rascunho.
5

Na ferramenta Microsoft Office Word 2003 (configuração padrão), o botão tem a função de

  • A alterar a cor da fonte.
  • B alterar o tamanho da fonte.
  • C aplicar o recurso de WordArt.
  • D efetuar a correção gramatical.
6

No serviço de Webmail do Google, ao receber uma mensagem, um usuário pode ver todos os endereços de e-mail contidos nos campos ___________e ___________ . Mas esse mesmo usuário não pode ver nenhum endereço de e-mail contido no campo __________ .

Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do texto.

  • A De, Cco, Para.
  • B Cco, Cc, Para.
  • C Assunto, Cc, De.
  • D Para, Assunto, Cc.
  • E Para, Cc, Cco.
7

Considere a URL http://www.google.com.br. Para acessar o mesmo endereço utilizando um protocolo seguro de comunicação, o usuário deve substituir o prefixo http:// por

  • A ftp://
  • B url://
  • C smtp://
  • D https://
  • E udp://
8

Diversas empresas criaram vários navegadores de internet, por exemplo: a Microsoft desenvolveu o navegador __________, já a Google desenvolveu o navegador ___________ , e a Mozzila desenvolveu o ____________.


Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas.

  • A Windows Explorer … Chrome … Thunderbird
  • B Windows Explorer … Safari … Thunderbird
  • C Internet Explorer … Safari … Firefox
  • D Internet Explorer … Chrome … Thunderbird
  • E Internet Explorer … Chrome … Firefox
9

Com a evolução da computação pessoal, foi necessário desenvolver uma interface de computador que possibilitasse a conexão de periféricos sem a necessidade de desligar o computador. Essa interface permite conectar diversos equipamentos como: mouse, teclado, impressoras, câmeras digitais e webcam com o computador.

Assinale a alternativa que contém o nome dessa interface.

  • A HDLC.
  • B USB.
  • C ATX.
  • D IDE.
  • E VGA.
10

Na Prefeitura Municipal, foi criada uma planilha de controle, por meio do MS-Excel 2010 na sua configuração padrão, conforme ilustra a figura. Na coluna A, consta o nome da creche, na coluna B, a quantidade de funcionários alocada na creche, na coluna C, a quantidade de crianças atendidas, na coluna D, a verba repassada para cada creche, e na E, consta o total de salários gastos com os funcionários em cada creche.



Para calcular o total de salários gastos com as creches que contêm mais de 20 funcionários e que atendem mais de 100 crianças, a fórmula a ser aplicada na célula B10 é:

  • A =SOMASES(E2:E8;B2:B8;">20";C2:C8;">100")
  • B =SOMASES(B2:B8;E2:E8;">20";C2:C8;">100")
  • C =SOMASES(E2:E8;C2:C8;">20";B2:B8;">100")
  • D =SOMASE(E2;E8:B2:B8;">20";C2:C8;">100")
  • E =SOMASE(C2:C8;B2;B8;">20";E2:E8;">100")
11

Em computador com o sistema operacional Windows 7, em sua configuração padrão, um usuário X, com permissão de Administrador, deseja compartilhar um arquivo com outro usuário Y de um grupo de trabalho. A alternativa que inclui todas as permissões que o usuário X poderá definir nesse compartilhamento para o usuário Y é:

  • A duplicar o arquivo.
  • B abrir, duplicar e modificar o arquivo.
  • C abrir o arquivo.
  • D abrir e modificar o arquivo.
  • E abrir, modificar e excluir o arquivo.
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Observe as figuras a seguir, extraídas do MS-Word 2010, em sua configuração padrão, para responder às questões de números 88 e 89. Elas apresentam parte de um documento de texto, em dois momentos: antes e depois da aplicação de um recurso de formatação.



Assinale a alternativa que contém o nome do recurso aplicado, entre os dois momentos das figuras, e que pertence ao grupo Parágrafo da guia Página Inicial.

  • A Classificar.
  • B Espaçamento de Linha e Parágrafo.
  • C Marcadores.
  • D Indicador.
  • E Numeração.
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Dentre os vários aplicativos acessórios do MS-Windows 7, em sua configuração padrão, alguns estão em pastas específicas. Assinale a alternativa que contém um software aplicativo da pasta Acessibilidade.

  • A Notas Autoadesivas.
  • B Teclado Virtual.
  • C Paint.
  • D Prompt de Comando.
  • E Bloco de Notas.
14

Em um documento do MS­Word 2010, existia uma tabela com a seguinte aparência:

imagem-007.jpg

Considerando que essas ações foram realizadas por meio da seleção de opções de borda acessíveis a partir do grupo Parágrafo, da guia Página Inicial, assinale a alternativa que contém duas possíveis opções de terem sido selecionadas e que produzem esse efeito.

  • A
  • B
  • C
  • D
  • E
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Observe o ícone a seguir, retirado do MS-Word 2010, em sua configuração padrão.



Assinale a alternativa que contém o nome do grupo dentro da guia Inserir onde está localizado o ícone exibido, que permite adicionar trechos, campos e propriedades pré-definidas nos documentos.

  • A Símbolos.
  • B Páginas.
  • C Legendas.
  • D Parágrafos.
  • E Texto.
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Analise as afirmações sobre gadgets no sistema operacional Windows Vista.


I. Podem ser encontrados na barra lateral exibida na Área de Trabalho.


II. Podem ser considerados miniprogramas que possibili­tam o acesso simplificado a ferramentas utilizadas com frequência.


III. O Relógio, o MS­Office e a exibição de manchetes atualizadas continuamente são exemplos de gadgets instalados, por padrão, quando da instalação do Windows Vista.


Sobre as afirmações, está correto o contido em

  • A I, apenas.
  • B II, apenas.
  • C I e II, apenas.
  • D I e III, apenas.
  • E I, II e III.
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Considere as afirmativas sobre a ferramenta Microsoft Office 2007 (configuração padrão – idioma português Brasil).

I. Para salvar um documento existente como um novo documento deve-se clicar no botão Microsoft Office e selecionar a opção Salvar Como.
II. O recurso de Letra Capitular é utilizado para formatar a primeira letra de um documento ou capítulo em um tamanho maior do que as outras, destacando esta letra.
III. O recurso de Letra Capitular pode ser acessado na ferramenta através da guia Página Inicial (Início) no grupo Fonte.

Está(ão) correta(s) apenas a(s) afirmativa(s)
  • A I.
  • B II.
  • C III.
  • D I e II.
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Para responder à questão, observe a Biblioteca Imagens a seguir, extraída do MS-Windows 7, em sua configuração padrão, na qual o usuário pode ver a extensão dos arquivos.



Biblioteca Imagens

Amostras de Imagens

Crisântemo.jpg Deserto.jpg

Água-viva.jpg Hortência.jpg

Farol.jpg Coala.jpg

Tulipas.jpg Pinguins.jpg

O modo de exibição utilizado na Biblioteca Imagens apresentada na figura é o

  • A Lado a Lado.
  • B Conteúdo.
  • C Ícones Médios.
  • D Ícones Pequenos.
  • E Detalhes.
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Considere as seguintes arquiteturas de computadores:

I. IA64;

II. PowerPC;

III. x86-x64.

Por padrão, o software MS-Exchange 2007 pode ser instalado na(s) arquitetura(s)

  • A I, apenas.
  • B II, apenas.
  • C III, apenas.
  • D I e III, apenas.
  • E I, II e III.

Português

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A reconstrução da democracia

A sociedade brasileira acorda para os 50 anos de um trauma que viveu em sua história democrática.
O golpe de 1964 atrasou a consolidação das bases da democracia brasileira e o alargamento de suas vias de desenvolvimento político, socioeconômico e cultural. É extremamente oportuno trazer à memória os eventos arbitrários que levaram à destituição do presidente João Goulart, que cumpria legítimo mandato democrático. Tais eventos abriram ao país os terríveis anos de chumbo, fechando as portas da liberdade com a instalação de 21 anos de ditadura.
Todos os desdobramentos, danos e reflexos daquele fatídico 31 de março devem ser lembrados como aprendizado, como antídoto a eliminar, de pronto, eventuais sinais de ameaça que venham a pairar sobre o Estado democrático de Direito.
Regimes de exceção perpetuam privilégios, disseminam a injustiça, atrasam o desenvolvimento, comprometem as perspectivas de emancipação do povo e fecham as janelas do futuro de uma nação.
As sociedades atuais encontraram nas legislações de caráter democrático a referência para estabilizar a convivência entre os homens, sob a base ampla de direitos e deveres comuns a todos. Nesse contexto está a advocacia, profissão com status constitucional que defende os direitos dos cidadãos junto ao Estado, exercendo extraordinária função de caráter social. Na moldura arbitrária e sombria imposta aos brasileiros entre 1964 e 1985, a advocacia emergiu como principal defensora da cidadania, a despeito de pressões, prisões, ameaças e abusos de toda a espécie que se abateram sobre seus quadros.
A seccional paulista e o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) enfrentaram corajosamente os governos militares pela salvaguarda das prerrogativas dos advogados em seu papel de defesa dos presos e perseguidos políticos, procurando-os em delegacias, quartéis e em centros clandestinos de detenção e tortura. Pesava aí não apenas a demanda pela legalidade processual, mas a urgência da preservação da vida. É sabido que centenas de brasileiros, vítimas de prisões arbitrárias, acabaram mortos sob tortura.
A advocacia emergiu na linha de frente pela reconstrução da ordem democrática, mesmo nos anos mais duros da repressão. Conduziu as bandeiras libertárias a um Congresso que atuava com direitos mínimos e controlados, aos representantes do Judiciário, à imprensa, às entidades organizadas da sociedade civil, às praças. Viveu-se nesse tempo sob a imposição de atos institucionais, como o AI-5, que estabeleceu o estado de sítio, suspendeu direitos políticos e cassou o habeas corpus daqueles acusados de crimes contra a Lei de Segurança Nacional.
Momento digno de nota, porque memorável, foi a leitura da “Carta aos Brasileiros” pelo jurista Goffredo Telles Júnior. Em 8 de agosto de 1977, sob as arcadas da Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, ele conclamou a volta da democracia, do “Estado de Direito, já”. Goffredo justifica o brado dizendo-se representante da família do Direito, uma “família indestrutível, espalhada por todos os rincões da pátria”.
Nos duros anos do regime militar, os advogados, em todos os espaços do país, assumiram com destemor seu papel em defesa dos cidadãos e da normalidade institucional. Alguns desses nomes ainda permanecem à frente de ações que, hoje, buscam promover o resgate da memória nacional e da verdade, em uma demonstração de que o caminho mais viável para o Brasil superar seus imensos desafios passa, necessariamente, pela democracia.

(Marcos da Costa. Folha de São Paulo. Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2014/04/1434430-marcos-da-costa-a- reconstrucao-da-democracia.shtml. Adaptado.)

Assinale a alternativa que explicita um dos argumentos usados pelo articulista para sustentar a tese apresentada no texto.

  • A A cidadania é defendida pelos regimes de exceção.
  • B As legislações de natureza democrática desequilibram a convivência humana.
  • C Os regimes de exceção causam consequências que dificultam o desenvolvimento da democracia.
  • D Os regimes de exceção se baseiam nos direitos e deveres universais, isto é, comuns a todos os homens.
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Considere a charge.




É correto afirmar que, para os personagens, o carteiro agiu de maneira
  • A convencional.
  • B previsível.
  • C atípica.
  • D habitual.
  • E corriqueira.
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Na ordem do dia

A mobilidade entrou definitivamente na pauta do poder público. Há dois anos, o Brasil conta com uma Política Nacional de Mobilidade Urbana, que foi instituída pela Lei 12.587/2012. Nela ficou estabelecida a prioridade do transporte coletivo sobre o individual e da circulação de pedestres sobre a de veículos. Uma de suas diretrizes é a integração da mobilidade com a política de desenvolvimento urbano. Até 2015, deverão ser desenvolvidos planos locais e regionais de mobilidade, como condição para que estados e municípios obtenham financiamentos para essa área.

Outra conquista está em curso. Em dezembro de 2013, a Câmara dos Deputados aprovou a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 90/2011, que tramita agora no Senado, que equipara o transporte coletivo ao rol dos demais direitos sociais. A nova condição legal poderá significar a adoção de políticas públicas de maior alcance social.

Acerca do trecho “[...] equipara o transporte coletivo ao rol dos demais direitos sociais.” (2º§) considere as alterações propostas e assinale a que está de acordo com a correção gramatical.

  • A Ao substituir “rol” por “declaração” torna-se facultativo o uso do acento grave indicador de crase.
  • B Ao substituir “rol” por “declaração” torna-se obrigatório o uso do acento grave indicador de crase.
  • C Diante de “transporte coletivo”, faculta-se a anteposição da preposição “a” eliminando o uso do artigo “o”
  • D Ocorrendo a inversão da ordem em que são apresentados os complementos verbais, anula-se a dupla regência.
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Assinale a alternativa que completa respectivamente as lacu- nas, em conformidade com a norma-padrão de conjugação verbal.

Há quem acredite que alcançará o sucesso profissional quando_______um diploma de mestrado, mas há aqueles que______ de opinião e procuram investir em cursos profissionalizantes.

  • A obtiver … divirgem
  • B obter … divergem
  • C obtesse … devirgem
  • D obter … divirgem
  • E obtiver … divergem
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Como vai o sono?

Calcula-se que mais de 10% da população mundial sofrem de insônia e 45% têm algum problema ligado ao sono. Cada dia mais se comprova a relação entre o sono e o bem-estar: a falta ou má qualidade dele é responsável pela manifestação de algumas doenças.
O organismo humano foi feito para dormir em torno de sete a oito horas por noite, o que pode variar de acordo com as características individuais. Crianças e adolescentes requerem de nove a onze horas de sono por dia.
Pesquisas comprovam o que as noites mal dormidas causam. Em curto prazo os sintomas são: cansaço, irritabilidade, sonolência, alterações repentinas de humor, perda de memória recente, diminuição da concentração, da criatividade e da capacidade de planejar, lentidão de raciocínio. No longo prazo as consequências podem ser desastrosas: falta de vigor físico, envelhecimento precoce, comprometimento no sistema imunológico, aumento da tendência à obesidade, diabetes, doenças cardiovasculares, pressão alta, perda de memória e depressão.
Existem algumas dicas para que se possa dormir melhor: evitar refrigerantes e café, não dormir com a televisão ligada, não levar trabalho para a cama, ter horário certo para dormir e acordar. Isso tudo pode ajudar as pessoas a terem uma boa qualidade de sono e, consequentemente, uma boa saúde.

(Cidade Nova, maio de 2014. Adaptado)

No trecho do 2o parágrafo – Crianças e adolescentes requerem de nove a onze horas de sono por dia – a palavra destacada pode ser substituída, sem alteração de sentido, por

  • A gastam.
  • B têm.
  • C necessitam.
  • D alternam.
  • E usufruem.
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Leia o texto para responder às questões de números 01 a 07.

A bruxa nos relógios

Vou me concentrar no possível: os afetos, o trabalho, a vida. Então falo aqui de um tema que me fascina, sobre o qual já tenho refletido muito.
Quando criança, eu achava que no relógio de parede do sobrado de uma de minhas avós, aquele que soava horas, meias horas e quartos de hora que me assustavam nas madrugadas insones em que eu eventualmente dormia lá, morava uma feiticeira que tricotava freneticamente, com agulhas de metal, tique-taque, tique-taque, tecendo em longas mantas o tempo de nossa vida.
Nessas reflexões mais uma vez constatei o que todo mundo sabe: vivemos a idolatria da juventude – e do poder, do dinheiro, da beleza física e do prazer. Muitos gostariam de ficar para sempre embalsamados em seus 20 ou 30 anos. Ou ter, aos 60, “alma jovem”, o que acho discutível, pois deve ser melhor ter na maturidade ou na velhice uma alma adequada, o que não significa mofada e áspera.
A maturidade pode ter uma energia muito boa, pensamento e capacidade de trabalho estão no auge, os afetos mais sólidos, a capacidade de enfrentar problemas e compadecer-se dos outros mais refinada. Passada (ou abrandada) a insegurança juvenil, é possível desafiar conceitos que imperam, limpar o pó desse uniforme de prisioneiros, deixar de lado as falas decoradas, a tirania do que temos de ser ou fazer. Pronunciar a nossa própria alforria: vai ser livre, vai ser você mesmo, vai tentar ser feliz.
Portas continuam se abrindo: não apenas sobre salas de papelão pintado, porém sobre caminhos reais. Correndo pela floresta das fatalidades, encontramos clareiras de construir. De se renovar, não importa a cifra indicando a nossa idade. E sempre que alguém resolver não pagar mais o altíssimo tributo da acomodação, mas dar sentido à sua vida, verá que a bruxa dos relógios não é inteiramente má. E vai entender que o tempo não só nega e rouba com uma das mãos, mas também, com a outra, oferece – até mesmo a possibilidade de, ao envelhecer, alargar ainda mais as varandas da alma.

(Lya Luft. Revista Veja, edição 2344, 23.10.2013. Adaptado)

Segundo o texto,

  • A os sexagenários têm a alma jovem.
  • B a beleza física e o prazer devem ser buscados sempre.
  • C a maturidade permite desafios e conquistas.
  • D a juventude traz a mesma segurança que a maturidade oferece.
  • E os jovens não têm a capacidade de compadecer-se dos outros.
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Considerando a relação estabelecida com a imagem, é correto afirmar que o enunciado – SERIA MESMO MUITA PRETENSÃO ACREDITAR QUE ESTAMOS SOZINHOS NO UNIVERSO – constitui uma conclusão a que se chega após se observar que o universo é
  • A ermo.
  • B diverso.
  • C estático.
  • D fictício.
  • E estéril.
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Por que achamos que ser magro é bonito?


Dieta da sopa, da lua, do pepino, da batata doce, para secar a barriga. Em um passeio rápido pela internet, não é nada difícil pinçar alguns exemplos de uma obsessão pela magreza. Mas por que queremos tanto emagrecer? Por que achamos que “magreza = beleza”?

A preocupação com o ponteiro da balança está longe de ser apenas uma preocupação com a saúde. Essa neura com o peso não vem dos tempos mais remotos. Basta espiar as obras de arte dos séculos passados e ver que a figura feminina idealizada ali concentrava mais gordura do que as modelos de hoje. O quadril largo, as coxas generosas, o rosto mais cheinho eram traços valorizados nas musas. Ainda que o padrão em si tenha mudado, a lógica permanece. “Os padrões de beleza que aparecem ao longo da história são, como regra, acessíveis a poucos”, aponta a psicóloga Joana de Vilhena Novaes.

Quando fazer as três refeições básicas diariamente era um luxo e morrer de fome era um destino comum para as pessoas, a gordura era um privilégio. Agora, já que temos mais comida à disposição, mais jeitos de conservá-la, comer é fácil. Portanto, não é de estranhar que as modelos extremamente magras sejam colocadas em um pedestal. É mais difícil ser muito magra com tantas calorias à disposição. O corpo magro e jovem também exige cada vez mais procedimentos estéticos e cirurgias para atingir a dita “perfeição” — exige dinheiro, mais um obstáculo.

Só no Brasil, um terço das meninas que estão no 9° ano do Ensino Fundamental já se preocupam com o peso, de acordo com uma pesquisa de 2013 do IBGE. Em âmbito global, a probabilidade de que uma moça com idade entre 15 e 24 anos morra em decorrência de anorexia é 12 vezes maior que por qualquer outra causa. E não é à toa que as vítimas mais comuns sejam as mulheres. A nutricionista Paola Altheia explica a tendência: “Enquanto a moeda de valor masculina na sociedade é dinheiro, poder e influência, a das mulheres é a aparência”.

(Ana Luísa Fernandes, Priscila Bellini. http://super.abril.com.br. 08.07.2015. Adaptado)

Conforme o texto, a lógica que dita os padrões de beleza leva em conta

  • A a dificuldade em se conquistar determinada forma física.
  • B a opinião exclusiva de homens dedicados à criação artística.
  • C as agências publicitárias, que sempre fizeram parte da história.
  • D o fato de que os indivíduos querem copiar os corpos da maioria.
  • E a importância conferida à relação entre aparência e personalidade.
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A conspiração dos imbecis

O Castelo Sforzesco, em Milão, preserva tesouros da arte italiana, como a Pietà Rondanini, de Michelangelo. Um dos sóbrios edifícios residenciais em frente ao castelo abriga outro tesouro italiano: Umberto Eco, filósofo, crítico literário e romancista traduzido em mais de quarenta idiomas. O autor de O Nome da Rosa, romance ambientado na Idade Média que vendeu mais de 30 milhões de exemplares, lançou neste ano Número Zero – que chega ao Brasil nesta semana, pela Record –, um retrato crítico do jornalismo subordinado a interesses políticos. Na casa milanesa, onde conserva uma biblioteca de 30000 livros (há outros 20000 em sua residência em Urbino), Eco, 83 anos, recebeu VEJA para falar de jornalismo, internet, conspirações e, claro, literatura.

VEJA: Foi um estrondo a sua declaração, em uma cerimônia na Universidade de Torino, de que a internet dá voz a uma multidão de imbecis. O que o senhor achou da dimensão que o assunto tomou?

ECO: As pessoas fizeram um grande estardalhaço por eu ter dito que multidões de imbecis têm agora como divulgar suas opiniões. Ora, veja bem, num mundo com mais de 7 bilhões de pessoas, você não concordaria que há muitos imbecis? Não estou falando ofensivamente quanto ao caráter das pessoas. O sujeito pode ser um excelente funcionário ou pai de família, mas ser um completo imbecil em diversos assuntos. Com a internet e as redes sociais, o imbecil passa a opinar a respeito de temas que não entende.

VEJA: Mas a internet tem seu valor, não?

ECO: A internet é como Funes, o memorioso, o personagem de Jorge Luis Borges: lembra tudo, não esquece nada. É preciso filtrar, distinguir. Sempre digo que a primeira disciplina a ser ministrada nas escolas deveria ser sobre como usar a internet: como analisar informações. O problema é que nem mesmo os professores estão preparados para isso. Foi nesse sentido que defendi recentemente que os jornais, em vez de se tornar vítimas da internet, repetindo o que circula na rede, deveriam dedicar espaço para a análise das informações que circulam nos sites, mostrando aos leitores o que é sério, o que é fraude.

(Eduardo Wolf. Disponível em http://veja.abril.com.br. Acesso em 07.07.2015. Adaptado)

O título do texto tem seu sentido fundamentado na frase:

  • A Um dos sóbrios edifícios residenciais em frente ao castelo abriga outro tesouro italiano: Umberto Eco.
  • B Não estou falando ofensivamente quanto ao caráter das pessoas.
  • C Com a internet e as redes sociais, o imbecil passa a opinar a respeito de temas que não entende.
  • D Sempre digo que a primeira disciplina a ser ministrada nas escolas deveria ser sobre como usar a internet...
  • E … os jornais, em vez de se tornar vítimas da internet, repetindo o que circula na rede, deveriam dedicar espaço para a análise das informações...
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                            A língua maltratada


      É impressionante como as pessoas falam e escrevem de maneira errada. Presenciar punhaladas na língua não me assusta tanto. Fico de cabelo em pé ao perceber que as pessoas acham feio falar corretamente. Se alguém usa uma palavra diferente, numa roda de amigos, acaba ouvindo:

      – Hoje você está gastando, hein?

      Vira motivo de piada. O personagem que fala certinho é sempre o chato nos programas humorísticos.

      Mesmo em uma cidade como São Paulo, onde a concorrência profissional é enorme, ninguém parece preocupado em corrigir erros de linguagem. Incluem-se aí profissionais de nível universitário.

      Um dos maiores crimes é cometido contra o verbo haver. Raramente alguém coloca o H. Mesmo em jornais, costumo ler: “Não se sabe a quanto tempo…”.

      Outro dia, estava assistindo ao trailer de Medidas Extremas. Lá pelas tantas, surge a legenda: “Vou previni-lo”. O verbo é prevenir. No filme Asas do Amor, também não falta uma preciosidade. Diz-se que um personagem é “mal”. O certo é “mau”.

      Legendas de filme não deveriam sofrer um cuidado extra? Para se defender, o responsável pelas frases tortas é bem capaz de dizer:

       – Deu para entender, não deu?

      Errar, tudo bem. O problema é deixar o erro seguir em frente.

      Em novelas de televisão, no teatro, nos filmes, por exemplo, justifica-se empregar uma linguagem coloquial*, pois os atores devem falar como as personagens que interpretam. Mas há limites, pode-se manter o tom coloquial sem massacrar a língua.

      Muita gente passa o dia malhando na academia. Outros conhecem vinhos. Existem gourmets capazes de identificar um raro tempero na primeira garfada. Analistas econômicos são capazes de analisar todas as bolsas do universo. No entanto, boa parte acha normal atropelar o português.

Descaso com a língua é desprezo em relação à cultura. Será que um dia essa mentalidade vai mudar?

                                     (Walcyr Carrasco. VejaSP, 22.04.1998. Adaptado)

*coloquial: informal 

Assinale a afirmação correta a respeito da expressão destacada no trecho do texto.

  • A – Hoje você está gastando, hein? (2° parágrafo): está empregada em sentido próprio e pode ser substituída por exagerando.
  • B O personagem que fala certinho é sempre o chato… (3° parágrafo): está empregada em sentido figurado e pode ser substituída por arrogante.
  • C Para se defender, o responsável pelas frases tortas… (7° parágrafo): está empregada em sentido próprio e pode ser substituída por traduzidas.
  • D No entanto, boa parte acha normal atropelar o português. (11° parágrafo): está empregada em sentido figurado e pode ser substituída por desconsiderar.
  • E Será que um dia essa mentalidade vai mudar? (último parágrafo): está empregada em sentido figurado e pode ser substituída por postura.
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3 maneiras de melhorar

sua memória comprovadas pela ciência

Está se sentindo esquecido? Vale testar as dicas que separamos, baseadas na ciência, para recuperar o controle sobre sua memória.

Primeiro, associe suas memórias com objetos físicos. Você já deve ter passado por este problema: acabou de ser apresentado a alguém e, assim que a pessoa vira as costas, já esqueceu como ela se chama. Acontece – mas é extremamente embaraçoso precisar perguntar o nome dela novamente. A dica é associar o nome a algum objeto. Por exemplo, se você acabou de conhecer a Giovana e ela estava próxima a uma janela, pense nela como a Giovana da Janela.

Segundo, não memorize apenas por repetição. Ao ver ou participar de apresentações, você deve ter sentido isto: é muito claro quando alguém apenas decorou o que devia falar. Mas basta acontecer alguma mudança no roteiro para que a pessoa se perca. Memorizar algo de fato depende de compreensão. Então, ao pensar em falas e apresentações, tente entender o conceito todo ao redor do que você está falando. Pesquisas mostram que apenas a repetição automá- tica pode até impedir que você entenda o que está expondo.

Terceiro, rabisque! Estudos indicam que rabiscar enquanto “ingerimos” informações não visuais (em aulas, por exemplo) aumenta a capacidade de nossa memória. Uma pesquisa de 2009 mostrou que pessoas que rabiscavam enquanto ouviam uma lista de nomes lembravam 29% a mais os nomes ditos.

(Luciana Galastri. Revista Galileu, 03.02.2015. http://revistagalileu.globo.com. Adaptado)

As aspas em – Estudos indicam que rabiscar enquanto “ingerimos” informações não visuais... (4º parágrafo) – sinalizam que o vocábulo ingerimos está empregado com sentido
  • A figurado, equivalendo a “transmitimos verbalmente”.
  • B figurado, equivalendo a “assimilamos mentalmente”.
  • C próprio, equivalendo a “engolimos facilmente”.
  • D figurado, equivalendo a “captamos equivocadamente”
  • E próprio, equivalendo a “devoramos avidamente”.
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   O mundo vive hoje um turbilhão de sentimentos e reações no que diz respeito aos refugiados. Trata-se de uma enorme tragédia humana, à qual temos assistido pela TV no conforto de nossas casas.

    Imagens dramáticas mostram famílias inteiras, jovens, crianças e idosos chegando à Europa em busca de um lugar supostamente mais seguro para viver. Embora os refugiados da Síria tenham ganhado maior destaque, existem ainda os refugiados africanos e os latino-americanos.

    Dentro da América Latina, vemos grandes migrações, uma marcha de pessoas que buscam o refúgio, mas que terminam em uma espécie de exílio.

    O Brasil, que sempre se destacou por sua capacidade de acolher diferentes culturas, apresenta uma das sociedades com maior diversidade. Podemos afirmar nossa capacidade de lidar com o multiculturalismo com bastante naturalidade, embora, muitas vezes, a questão seja tratada de maneira superficial. Por outro lado, o preconceito existente, antes disfarçado, deixou de ser tímido e passou a se manifestar de forma aberta e hostil.

     Comparado a outros países, o Brasil não recebe um número elevado de refugiados, e a maioria da sociedade brasileira aceita-os, acreditando que é possível fazer algo para ajudá-los, mesmo diante do momento crítico da economia e da política.

     Diante desse cenário, destacam-se as iniciativas de solidariedade, de forma objetiva e praticada por jovens estudantes de nossas universidades. Com a cabeça aberta e o respeito ao diferente, muitos deles manifestam uma visão de mundo que permite acreditar em transformações sociais de base.

(Soraia Smaili, Refugiados no Brasil: entre o exílio e a solidariedade. Em: cartacapital.com.br. 02.02.2016. Adaptado)

De acordo com o texto, a situação vivenciada pelos refugiados, no Brasil, é

  • A encarada, muitas vezes, sem levar em consideração a profundidade que o problema implica, e contaminada de certas atitudes de preconceito.
  • B menos traumática, porque aqui as pessoas entendem as dificuldades a que estão expostos e é notória a inexistência de preconceito.
  • C amenizada pelo acolhimento que recebem da maior parte da sociedade, ainda que eles se mostrem hostis com aqueles que querem ajudá-los.
  • D normal para a maior parte das pessoas que, saindo de sua zona de conforto, dedicam-se a acolher, sem restrições, aqueles que buscam uma vida melhor.
  • E conturbada com frequência, pois aqui, cada vez mais, cresce o preconceito velado em relação às pessoas que buscam uma vida melhor.
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Leia a crônica de Walcyr Carrasco para responder à questão.

Febre de fama
Há uma inflação de candidatos a astro e estrela. Toda família tem um aspirante aos holofotes. Desde que comecei a escrever para televisão, sou acossado por gênios indomáveis.
Dias desses, fui ouvir as mensagens do celular. Uma voz aflita de mulher:
– Preciso falar urgentemente com o senhor.
“É desgraça!”, assustei-me. Digitei o número.
– Quero trabalhar em novela – disse a voz.
Perguntei (já pensando em trucidar quem havia dado o número do meu celular) se tinha experiência como atriz. Não. Nem curso de interpretação. Apenas uma certeza inabalável de ter nascido para a telinha mágica. Com calma, tentei explicar que, antes de mais nada, era preciso estudar para ser atriz. Estudar? Ofendeu-se:
– Obrigada por ser tão grosseiro! e desligou o telefone.
Incrível também é a reação dos familiares. Conheci a mãe de uma moça que dança em um dos inúmeros conjuntos em que as integrantes rebolam em trajes mínimos. Bastante orgulhosa da pimpolha, a mãe revelou:
– Quando pequena ela queria ser professora, mas escolheu a carreira artística. Ainda bem!
Comentei, muito discreto:
– É... ela vai longe...
– Nem me fale. Daqui a pouco, vai estar numa novela!
Essa febre de fama me dá calafrios. Fico pensando na reação de grandes artistas como Marília Pêra, Tony Ramos, Juca de Oliveira diante desse vale-tudo, desse desejo insano por ser famoso a qualquer preço.
(Veja SP, 21.10.1998. Adaptado)

Assinale a alternativa que traz a informação correta sobre o texto.

  • A Habituado a receber ligações de fãs, o narrador não se surpreendeu ao ouvir a mensagem deixada pela mulher de voz aflita.
  • B Desde que iniciou seu trabalho como autor de novelas, o narrador tem presenciado o surgimento de inúmeros astros e estrelas de talento.
  • C O narrador ficou perplexo ao notar que a mãe da dançarina preferia que a filha se tornasse professora a tentar carreira na televisão.
  • D Para o narrador, artistas como Juca de Oliveira e Tony Ramos tornaram-se atores prestigiados porque sempre buscaram a fama a qualquer preço.
  • E A mulher de voz aflita ficou melindrada com o narrador, quando este lhe explicou ser imprescindível estudar para ser atriz.
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A questão foi elaborada tendo como base o texto de Reinaldo José Lopes, a seguir.


           Em livro ambicioso, sociólogo analisa incertezas do futuro


      Falta de ambição claramente não é o problema de A Era do Imprevisto: A Grande Transição do Século 21, novo livro do sociólogo mineiro Sérgio Abranches. Se o leitor já se perguntou, como imagino, que diabos está acontecendo com o mundo nos últimos anos e o que pode vir daqui para a frente, a obra do especialista formula algumas respostas – imaginativas, provisórias e diabolicamente complicadas.

      Ele tem se especializado na interface entre política global e questões ambientais, uma conexão que, por si só, já seria suficiente para produzir calvície e gastrite nos espíritos mais serenos. Esse eixo político-ambiental está no cerne do livro, mas o sociólogo também tenta investigar como a ascensão das redes sociais pode afetar a organização da sociedade do futuro; como o conhecimento emergente (biotecnologia, nanotecnologia, inteligência artificial) pode transformar a vida humana neste século; e o que a tradição filosófica ocidental e as descobertas da biologia evolucionista têm a dizer sobre nossa natureza e nosso futuro como espécie.

      Para Abranches, a sede de ir ao cerne de todas essas questões existenciais se justifica pelo próprio subtítulo do livro: estaríamos vivendo “a grande transição do século 21”, um ponto de virada tão importante, à sua maneira, quanto o Renascimento do século 16 ou a Revolução Industrial do século 18.


      Num cenário fulcral como esse, nada mais lógico que tudo pareça bagunçado e em crise permanente. Estruturas políticas, sociais, econômicas e culturais velhas ainda estão se encaminhando lentamente para o leito de morte, enquanto suas substitutas passam por um parto difícil. Resultado: sensação perpétua de caos e desalento, ainda que o momento também esteja repleto de potencialidades positivas.

      Abranches está convicto de que a falta de controle sobre o capitalismo tem solapado o funcionamento das democracias. “As leis de mercado são hoje um eufemismo que designa a combinação entre controle oligopolista e hegemonia do capital financeiro”, resume. Nesse cenário, poucos decidem os destinos de bilhões.

      Onde ver esperança? Para Abranches, será crucial usar as possibilidades do ciberespaço para criar um modelo de participação política mais direto, evitando que a democracia representativa se transforme de vez em oligarquia. Resta saber como fazer isso sem que as redes sociais se transformem numa reunião de condomínio improdutiva de dimensões planetárias.

            (Reinaldo José Lopes, Folha de S. Paulo, 27.05.2017. Adaptado)

Os segmentos destacados nos trechos:


I. Estruturas políticas se encaminham lentamente para o leito de morte.


II. As leis de mercado são hoje um eufemismo para a combinação entre controle oligopolista e hegemonia do capital financeiro.


III. O capitalismo solapa as democracias.


estão, correta e respectivamente, substituídos, quanto ao sentido, em

  • A ... se esvaem paulatinamente. / ... atenuante ... / ... aniquila ...
  • B ... se extinguem ligeiramente. / ... atrativo ... / ... dilui ...
  • C ... definham pausadamente. / ... paradigma ... / ... instaura ...
  • D ... se movimentam criteriosamente. /... cânone ... / ... atualiza ...
  • E ... se dissipam subitamente. / ... complicador ... / ... incrementa ...
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Não gosto de escrever sobre datas marcadas, mas às vezes acontece. Em cada virada de ano somos sacudidos por sentimentos positivos e negativos quanto a essas festas que para muitos são tormento.
Vale a história do copo meio cheio ou meio vazio. Para alguns é tempo de melancolia: choramos os que morreram, os que nos traíram, os que foram embora, os desejos frustrados, os sonhos perdidos, a fortuna dissipada, o emprego ruim, o salário pior ainda, a família pouco amorosa, a situação do país, do mundo, de tudo.
Muitos acorrem aos consultórios de psicólogos e psiquiatras: haja curativo para nossa mágoa e autovitimização.
Se formos mais otimistas, encararemos o ano passado, a vida passada, o eu que já fomos, como transições naturais. Não é preciso encarar a juventude, os primeiros sucessos, o começo de uma relação que já foi encantada, como perda irremediável: tudo continua com a gente.
Em lugar de detestar estes dias, podemos inventar e até curtir qualquer celebração que reúna amigos ou família. Não é essencial ser religioso: se os sentimentos, a família, as amizades, a relação amorosa forem áridos, invocar Deus não vai adiantar. Mas celebrar é vital - e nada como algumas datas marcadas para lembrar que a vida não é apenas luta; é também a possível alegria.
Não precisa ser com champanhe caro nem presentes que vão nos endividar pelo ano inteiro: basta algum gesto afetuoso verdadeiro, um calor humano que abrande aquelas feridas da alma que sempre temos.

(Lya Luft, Um band-aid na alma. Veja, 01.01.2014)

Observe as expressões destacadas nas frases:

... mas às vezes acontece...
... a família pouco amorosa...

Essas expressões inserem nas frases, correta e respectivamente, informações com sentido de

  • A causa e tempo.
  • B intensidade e finalidade.
  • C tempo e finalidade.
  • D tempo e intensidade.
  • E causa e conformidade.
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Leia o texto para responder à questão.

A moléstia conservou durante muitos dias – dias angustiosos e terríveis – um caráter de excessiva gravidade; durante longo tempo, Fadinha, que estava com todo o corpo cruelmente invadido pela medonha erupção, teve a existência por um fio.

Entretanto, os cuidados da ciência e a ciência dos cuidados triunfaram do mal, e Fadinha ficou boa, completamente boa, depois de ter estado suspensa entre a vida e a morte.

Ficou boa, mas desfigurada: a moça mais bonita do Rio de Janeiro transformara-se num monstro. Aquele rosto intumescido e esburacado não conservara nada, absolutamente nada da beleza célebre de outrora. Ela, porém, consolou-se vendo que o amor de Remígio, longe de enfraquecer, crescera, fortificado pelo espetáculo do seu martírio.

A mãe, conquanto insensível às boas ações, não pôde disfarçar a admiração e o prazer que o moço lhe causou no dia em que lhe pediu a filha em casamento, dizendo:

– Só havia um obstáculo à minha felicidade: era a formosura – de Fadinha. Agora que esse obstáculo desapareceu, espero que a senhora não se oponha a um enlace que era o desejo de seu marido.

Realizou-se o casamento. D. Firmina, desprovida sempre de todo o senso moral, entendeu que devia ser aproveitado o rico enxoval oferecido pelo primeiro noivo; Remígio, porém, teve o cuidado de fazer com que o restituíssem ao barão. A cerimônia efetuou-se com toda a simplicidade, na matriz do Engenho Novo.

Um ano depois do casamento, Fadinha estava outra vez bonita, não da boniteza irradiante e espetaculosa de outrora, mas, enfim, com um semblante agradável, o quanto bastava para regalo dos olhos enamorados do esposo. Remígio dizia, sinceramente, quem sabe? que a achava assim mais simpática, e os sinais das bexigas lhe davam até um “não sei quê”, que lhe faltava dantes.

– Não é bela que me inquiete, nem feia que me repugne. Era assim que eu a desejava.

O caso é que ambos foram muito felizes. Ainda vivem. Remígio é atualmente um alto funcionário, pai de cinco filhos perfeitamente educados.

(Arthur Azevedo, “A moça mais bonita do Rio de Janeiro”. Em: Seleção de Contos, 2014. Adaptado)

Na Nova Gramática do Português Contemporâneo, os autores Celso Cunha e Lindley Cintra explicam que o adjunto adnominal “é o termo de valor adjetivo que serve para especificar ou delimitar o significado de um substantivo, qualquer que seja a função deste.” Tal definição está corretamente exemplificada com a expressão destacada em:

  • A Um ano depois do casamento, Fadinha estava outra vez bonita...
  • B O caso é que ambos foram muito felizes. Ainda vivem.
  • C ... absolutamente nada da beleza célebre de outrora.
  • D ... com todo o corpo cruelmente invadido pela medonha erupção...
  • E ... depois de ter estado suspensa entre a vida e a morte.
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O efeito de humor se deve

  • A à maneira impositiva de a porca mãe dirigir-se ao filho, para que ele deixe o quarto limpo.
  • B à proibição feita pela porca mãe ao filho, de sair para brincar, da mesma forma que as mães humanas fazem aos seus filhos.
  • C ao fato de a mãe estabelecer ao filho a condição de deixar o quarto, que está arrumado, um chiqueiro, condição contrária à de uma situação familiar humana.
  • D ao sentido figurado com que a porca mãe emprega a palavra “chiqueiro” com a intenção de repreender o filho por causa da bagunça deixada por ele.
  • E à intenção da porca mãe de transmitir ao filho os bons costumes, ou seja, exigir que o quarto fique bem arrumadinho.
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Os desastres da gestão da água em São Paulo e dos apagões elétricos no País não são obra de São Pedro ou de Deus, esse brasileiro - como chegaram a atribuir certas autoridades. Mas foram ambos agravados por cenário maior, também de catástrofe anunciada, só que em escala global. Há anos o IPCC, painel do clima da ONU, alerta para o risco de mudanças climáticas decorrentes do aquecimento global, pregando praticamente no deserto. Na semana passada, um relatório da Nasa, a agência espacial americana, confirmou: 2014 foi o ano mais quente, desde que essa medição começou a ser feita, em 1880. Embora os cientistas “céticos do clima" continuem sua cruzada para esfriar os ânimos do ambientalismo, essa é uma realidade cada vez mais difícil de negar.

“Se as emissões anuais de CO2 continuarem a aumentar, podemos enfrentar uma mudança climática drástica, com cenários devastadores até o século 22", crava um dos cientistas mais respeitados do mundo, Sir Martin John Rees, professor de cosmologia e astrofísica na Universidade de Cambridge. Em 2003 ele já dizia, com polidez britânica, que a humanidade tem 50% de chance de sobreviver ao século 21.

Em livro de 2012, Rees descreve o delicado estado de coisas neste nosso “mundo congestionado", sob ameaça não só do crescimento populacional e da incessante demanda por recursos naturais, mas também da incapacidade humana de pensar a longo prazo problemas que exigem intervenção governamental e ação internacional. Para ele, só com muita sorte evitaremos retrocessos devastadores, por causa do aumento do estresse nos ecossistemas.

Rees afirma: “podemos ser tecnologicamente otimistas, mas a aridez da política e da sociologia - o abismo entre potencialidades e o que ocorre na realidade - indica pessimismo. Políticos pensam em eleitores, investidores esperam lucro a curto prazo. Fingimos ignorar o que ocorre neste exato momento em países longínquos. Minimizamos fortemente os problemas que deixaremos para as próximas gerações. A Nave Terra está vagando pelo espaço; seus passageiros estão ansiosos e divididos. O mecanismo de suporte de vida deles é vulnerável a rupturas e colapsos. Mesmo assim, há pouca observação no horizonte, pouca consciência dos riscos de longo prazo".

(O Estado de S. Paulo, 25.01.2015. Adaptado)

As frases:

Os desastres da gestão da água não podem ser atribuídos ...

Os políticos, os investidores, ninguém ... Se as emissões continuarem, ficaremos expostos ...

completam-se, correta e respectivamente, de acordo com a modalidade-padrão, com

  • A a São Pedro. / se conscientiza dos problemas ambientais. / a cenários devastadores.
  • B à São Pedro. / se conscientizam dos problemas ambientais. / em cenários devastadores.
  • C à São Pedro. / se conscientiza dos problemas ambientais. / à cenários devastadores.
  • D a São Pedro. / se conscientizam dos problemas ambientais. / à cenários devastadores.
  • E à São Pedro. / se conscientiza dos problemas ambientais. / nos cenários devastadores.
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Leia a tira para responder à questão.

A fala do segundo quadrinho da tira permanece correta, após o acréscimo de vírgula(s), de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa, em:

  • A Vamos ver: na semana que, vem vou comprar duas revistinhas novas.
  • B Vamos ver: na semana que vem, vou comprar duas revistinhas novas.
  • C Vamos ver: na semana que vem vou, comprar duas revistinhas novas.
  • D Vamos ver: na semana que vem vou comprar, duas revistinhas novas.
  • E Vamos ver: na, semana que vem vou comprar duas, revistinhas novas.
39

Cheguei domingo às oito da manhã, pé ante pé para não acordar minha mulher. Apesar do voo, que saíra de Manaus às três da madrugada, estava disposto: havia dormido algumas horas no barco-escola e durante toda a viagem, até aterrissarmos em São Paulo.
Desfiz a mala, providência adotada desde que comecei a viajar feito cigano e sem a qual não sinto haver chegado a lugar nenhum, e fui correr no Minhocão.
“Alegria de paulista”, disse uma amiga carioca, quando contei que aproveitava a interdição do tráfego aos domingos para correr na pista elevada que faz parte da ligação leste-oeste da cidade, excrescência do urbanismo paulistano acessível a quinhentos metros de casa, no centro.
Minha amiga tem razão, talvez seja programa de quem vive numa cidade cinzenta, congestionada, gigantesca, na qual, para enxergar uma nesga de céu, é preciso correr risco de morte debruçado na janela. Compreendo o encanto de morar em meio a paisagens paradisíacas ou em cidades bucólicas onde todos se conhecem, mas para os neuróticos, fascinados pela velocidade do cotidiano, pelo convívio com a diversidade étnica e com as manifestações de criatividade que emergem nos aglomerados humanos, correr domingo de manhãzinha na altura do segundo andar dos prédios da avenida São João é um prazer.
No interior dos apartamentos, o olhar bisbilhoteiro entrevê mobílias escuras, guarda-roupas pesados, estantes improvisadas e, claro, o televisor.
Duvido que exista paisagem dominical mais urbana. A mulher de camisola florida e cabelo desgrenhado abre a cortina e boceja, despudorada; o senhor de pijama leva a gaiola do passarinho para o terraço espremido; o homem de abdômen avantajado escova os dentes distraído na janela. Havia planejado completar vinte e quatro quilômetros, mas, depois de percorrer seis vezes os três quilômetros de extensão, sucumbi ao peso da noite mal-dormida. Tomei água de coco, comprei pão e subi pela escada até o décimo quarto andar do prédio onde moro, exercício aprendido com um de meus pacientes, que aos setenta e seis anos subia dez vezes por dia doze andares. E, não satisfeito com a intensidade do esforço, fazia-o vestido com um blusão repleto de bolsos, nos quais distribuía vinte quilos de chumbo.

(O Médico Doente, Drauzio Varella, Companhia das Letras. Adaptado)

Para responder à questão , considere o trecho – “Alegria de paulista", disse uma amiga carioca, quando contei que aproveitava a interdição do tráfego aos domingos para correr na pista elevada que faz parte da ligação leste-oeste da cidade, excrescência do urbanismo paulistano, acessível a quinhentos metros de casa, no centro. (3.º parágrafo)

As expressões em destaque indicam, correta e respectivamente, ideia de

  • A tempo e finalidade.
  • B finalidade e conclusão.
  • C tempo e condição.
  • D causa e tempo.
  • E causa e finalidade.

Raciocínio Lógico

40

Considere a afirmação: Se Adélia vence a eleição, então Gilmar continua membro da comissão. Do ponto de vista lógico, uma afirmação equivalente é:

  • A Gilmar continua membro da comissão e Adélia vence a eleição
  • B Adélia não vence a eleição ou Gilmar continua membro da comissão.
  • C Se Gilmar continua membro da comissão, então Adélia vence a eleição
  • D Ou Gilmar continua membro da comissão ou Adélia vence a eleição
  • E Se Adélia não vence a eleição, então Gilmar não continua membro da comissão.
41
Uma pessoa está empacotando livros destinados a doações e percebeu que poderia fazer pacotes com 4, 5 ou 6 livros cada um e que sempre sobrariam 2 livros. Sabendo que todos os pacotes deverão conter o mesmo número de livros, pode-se concluir que o menor número de livros que essa pessoa irá doar será
Parabéns! Você acertou!
Você errou.
  • A 74.
  • B 70.
  • C 68.
  • D 62.
  • E 58.
42

O gráfico a seguir mostra uma comparação da arrecadação do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), entre a prefeitura de Jaboticabal e a arrecadação média de um grupo de dez municípios do estado de São Paulo de características semelhantes. O gráfico também destaca o percentual de aumento na arrecadação média desse grupo de ano para ano.

IPTU

Jaboticabal Média do grupo

2010 R$10.500 R$ 13.000

2011 R$ 11.700 R$ 14.300 [+10%]

2012 R$ 12.400 R$15.730 [+10%]

2013 R$ 14.200 R$ 17.303 [+10%]

* valores em milhares de reais

(www.meumunicipio.org.br. Adaptado)

A partir dos valores apresentados, é correto afirmar que o percentual de aumento anual na arrecadação de IPTU da prefeitura de Jaboticabal foi superior a média do grupo dos dez municípios

  • A apenas em 2011.
  • B apenas em 2011 e 2012.
  • C apenas em 2011 e 2013.
  • D apenas em 2012 e 2013.
  • E em 2011, 2012 e 2013.
43

Sabe­-se que o valor lógico da afirmação “Se Márcia faz aniversário hoje, então Dario fará aniversário amanhã” é falsidade. Dessa forma, é verdade que

  • A Dario fará aniversário amanhã.
  • B Márcia não faz aniversário hoje.
  • C Márcia não faz aniversário hoje e Dario não fará aniver­sário amanhã.
  • D Dario fará aniversário amanhã ou Márcia não faz ani­versário hoje.
  • E Se Dario não fará aniversário amanhã, então Márcia faz aniversário hoje.
44

Para que seja falsa a afirmação “todo escrevente técnico judiciário é alto”, é suficiente que

  • A alguma pessoa alta não seja escrevente técnico judiciário
  • B nenhum escrevente técnico judiciário seja alto.
  • C toda pessoa alta seja escrevente técnico judi­ ciário.
  • D alguma pessoa alta seja escrevente técnico judiciário
  • E algum escrevente técnico judiciário não seja alto
45

Três conjuntos, A, B e C, têm um total de 40 elementos. Sabe-se que 7 elementos pertencem apenas ao conjunto A, 10 elemen- tos, apenas ao conjunto B, 13 elementos, apenas ao conjunto C, e pelo menos um elemento pertence simultaneamente aos três conjuntos. Os demais elementos podem pertencer ou a dois desses conjuntos ou aos três conjuntos. Desse modo, a maior diferença possível da quantidade total de elementos de certo conjunto em relação à quantidade total de elementos de outro conjunto é

  • A 4.
  • B 17.
  • C 6.
  • D 15.
  • E 27.
46

Renata, Adriana e Virgínia são três gerações de uma mesma família. Uma delas é cantora, a outra é filósofa, e a mais nova, a neta, é professora. Adriana é a mais nova. Renata é a mais velha e não é cantora. Logo,

  • A Renata é professora.
  • B Virgínia é avó.
  • C Renata é cantora
  • D Adriana é mãe.
  • E Virgínia é cantora.
47

Se Wilma é analista, então Gustavo não é aviador. Se Oswaldo é aviador, então Sidney é contador. Verifica-se que Gustavo e Oswaldo são aviadores. Conclui-se, de forma correta, que

  • A Wilma é analista e Sidney é contador.
  • B Wilma é analista se, e somente se, Sidney é contador.
  • C Wilma não é analista e Sidney não é contador.
  • D Wilma não é analista se, e somente se, Sidney não é contador.
  • E Wilma não é analista e Sidney é contador.
48
Uma negação lógica para a afirmação “Carlos não é cabo e tem o ensino médio” está contida na alternativa:
  • A Carlos não tem o ensino médio e é cabo.
  • B Carlos não tem o ensino médio ou é cabo.
  • C Carlos não tem o ensino médio e não é cabo.
  • D Carlos não tem o ensino médio ou não é cabo.
49

Sabe-se que é verdade que os quatro avós de Enzo eram italianos. Logo, é certo que

  • A se Genaro não era italiano, então ele não era avô de Enzo.
  • B Enzo é italiano.
  • C se Bianca era italiana, então ela era avó de Enzo.
  • D Enzo não é italiano.
  • E se Alessandra não era avó de Enzo, então ela não era italiana.
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