Resolver o Simulado Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais (SEE-MG) - FUMARC - Nível Médio

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Física

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Você está rodeado por ondas eletromagnéticas. São ondas de rádio, luzes visíveis, infravermelho, ondas sonoras, micro-ondas, dentre outras.
Sobre os fenômenos ondulatórios, três candidatos fizeram as seguintes afirmações:

- Antônio: das ondas citadas acima, a mais veloz é a luz visível, que se propaga à velocidade da luz.
- Mônica: as ondas de rádio propagam-se com a mesma velocidade das ondas sonoras.
- Lucas: das ondas citadas acima, apenas as ondas sonoras são longitudinais.

Está CORRETO o que foi afirmado apenas por

  • A Lucas.
  • B Mônica.
  • C Antônio e Lucas.
  • D Antônio e Mônica.
2

Antes de realizar um experimento usando uma vela acesa, lentes e espelhos, Gabriel imaginou as imagens da chama que poderia obter usando um pedaço de papel. Ele imaginou que poderia obter:

I - uma imagem maior e invertida (de cabeça para baixo) da chama, se usasse um espelho côncavo.

II - uma imagem maior e não invertida da chama, se usasse uma lente divergente.

III - uma imagem menor e invertida (de cabeça para baixo) da chama, se usasse uma lente convergente.

IV - uma imagem menor e invertida (de cabeça para baixo) da chama, se usasse um espelho côncavo.

Estão CORRETAS apenas as imagens descritas em:

  • A I e III.
  • B II e IV.
  • C I, III e IV.
  • D II, III e IV.
3

Quando uma pessoa pula de certa altura, ao atingir o chão, ela dobra os joelhos e rola pelo chão, até parar. Fisicamente, o procedimento é CORRETO porque:

  • A durante a queda, a distância percorrida varia com o tempo ao quadrado.
  • B haverá transformação de energia potencial gravitacional em energia cinética.
  • C a força que a pessoa faz no chão fica menor que a força que o chão faz na pessoa.
  • D ao aumentar o tempo para atingir o repouso, a força que o chão faz sobre a pessoa diminui.
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É comum as pessoas tomarem café quente aos golinhos, para não queimarem a boca. Uma quantidade maior de café pode levar a pessoa a ter queimaduras que podem levar dias para deixarem de ser sentidas. Comparando grandes e pequenas quantidades de café, podemos chegar à conclusão que ambas têm

  • A o mesmo calor específico, mas a capacidade térmica de pequenas quantidades de café é menor.
  • B o mesmo calor específico, mas a capacidade térmica de pequenas quantidades de café é maior.
  • C a mesma capacidade térmica, mas o calor específico de pequenas quantidades de café é menor.
  • D a mesma capacidade térmica, mas o calor específico de pequenas quantidades de café é maior.
5

Num escritório, um ventilador fazia muito barulho e ventilava muito. Paulo, atento, percebeu que o ventilador tinha uma chave 110-220 V. Ele mudou a posição da chave, que estava em 110 V, para 220 V.
Ao fazer isso, a potência do chuveiro

  • A aumentou 2 vezes.
  • B aumentou 4 vezes.
  • C diminuiu 2 vezes.
  • D diminuiu 4 vezes.
6

Fábio e Vitória conversam. A frequência da voz de Fábio é a metade do valor da frequência da voz de Vitória. Em relação a essa situação, é CORRETO afirmar que as duas vozes têm

  • A o mesmo comprimento de onda, mas a velocidade da voz de Fábio é metade da velocidade da voz de Vitória.
  • B o mesmo comprimento de onda, mas a velocidade da voz de Fábio é o dobro da velocidade da voz de Vitória.
  • C a mesma velocidade, mas o comprimento de onda da voz de Fábio é o dobro do comprimento de onda da voz de Vitória.
  • D a mesma velocidade, mas o comprimento de onda da voz de Fábio é a etade do comprimento de onda da voz de Vitória.
7

Um aluno tinha diante de si os seguintes aparelhos óticos, que chamaram muito a sua atenção:

1. aparelho 1: uma lente que fornecia uma imagem invertida de objetos;
2. aparelho 2: um espelho que fornecia uma imagem não invertida e do mesmo tamanho de um objeto colocado próximo a ele;
3. aparelho 3: um espelho que fornecia uma imagem ampliada e não invertida de um objeto colocado próximo a ele.

Para queimar um pedaço de papel, usando a luz solar, poderíamos usar apenas o(s) aparelho(s)

  • A 1.
  • B 2.
  • C 1 e 3.
  • D 2 e 3.
8

Um segundo de desatenção pode custar uma vida. Muito mais do que retórica, essa frase mostra como o desconhecimento de Física pode ser fatal.
Um motorista estava a 90 km/h quando o seu celular tocou. Sua mão direita procura o aparelho na pasta. Não o encontra. Seu olhar é desviado para a pasta. Pronto! Foram apenas 2,0 s de desatenção. Em termos de tempo parece pouco. No entanto, em termos de distância, não! Nesses 2,0 s, o carro percorreu uma distância de:

  • A 5,0 m
  • B 50 m.
  • C 180 m.
  • D 500 m.
9

Do alto de um edifício, uma pedra é abandonada. Sua energia potencial gravitacional nesse instante era de 400 J.
A resistência do ar não é desprezível durante a queda.
São feitas quatro afirmações sobre o movimento da pedra, do instante em que foi abandonada até o instante imediatamente anterior a ela tocar o solo.

A afirmação CORRETA é:

  • A A força peso realizou um trabalho de 400 J.
  • B A pedra caiu em movimento retilíneo uniforme.
  • C O trabalho da força resultante sobre a pedra foi de 400 J.
  • D A força de resistência do ar realizou um trabalho de 400 J.

Português

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O emprego do pronome relativo “onde” está correto, EXCETO em:

  • A A lei onde era fxada a pena foi revogada.
  • B Diamantina é a cidade onde moro.
  • C Onde houver ódio, que eu leve o amor.
  • D Por onde eu passar, estarei atenta às ofertas.
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ESCOLA IDEAL PARA ALUNOS NÃO IDEAIS

Cláudio de Moura Castro

Na segunda metade do século XIX, dom Pedro II transformou a primeira escola pública secundária do Brasil em um modelo inspirado no colégio Louis Le Grand, reputado como o melhor da França. Mantiveram-se na sua réplica brasileira as exigências acadêmicas do modelo original. O próprio dom Pedro selecionava os professores, costumava assistir a aulas e arguir os alunos. Sendo assim, o colégio que, mais adiante, ganhou o seu nome constituiu-se em um primoroso modelo para a educação das elites brasileiras. Dele descendem algumas excelentes escolas privadas.

Mais tarde do que seria desejável, o ensino brasileiro se expande, sobretudo no último meio século. Como é inevitável, passa a receber alunos de origem mais modesta e sem o ambiente educacional familiar que facilita o bom desempenho. Sendo mais tosca a matéria-prima que chega, em qualquer lugar do mundo não se podem esperar resultados equivalentes com o mesmo modelo elitista.

Os países de Primeiro Mundo perceberam isso e criaram alternativas, sobretudo no ensino médio. A melhor escola é aquela que toma alunos reais - e não imaginários - e faz com que atinjam o máximo do seu potencial. Se os alunos chegam a determinado nível escolar com pouco preparo, o pior cenário é tentar ensinar o que não conseguirão aprender. O conhecimento empaca e a frustração dispara.

Voltemos a 1917, às conferências de Whitehead em Harvard. Para ele, o que quer que seja ensinado, que o seja em profundidade. Segue daí que é preciso ensinar bem o que esteja ao alcance dos alunos, e não inundá-los com uma enxurrada de informações e conhecimentos. Ouvir falar de teorias não serve para nada. O que se aprende na escola tem de ser útil na vida real.

Se mesmo os melhores alunos das nossas melhores escolas são entulhados com mais do que conseguem digerir, e os demais, os alunos médios? Como suas escolas mimetizam as escolas de elite, a situação é grotesca. Ensina-se demais e eles aprendem de menos. Pelos números da Prova Brasil, pouco mais de 10% dos jovens que terminam o nível médio têm o conhecimento esperado em matemática! A escola está descalibrada do aluno real.

Aquela velha escola de elite deve permanecer, pois há quem possa se beneficiar dela. Mas, como fizeram os países educacionalmente maduros, respondendo a uma época de matrícula quase universal, é preciso criar escolas voltadas para o leque variado de alunos.

Nessa nova escola, os currículos e ementas precisam ser ajustados aos alunos, pois o contrário é uma quimera nociva. Na prática, devem-se podar conteúdos, sem dó nem piedade. É preciso mostrar para que serve o que está sendo aprendido. Ainda mais importante, é preciso aplicar o que foi aprendido, pois só aprendemos quando aplicamos. A escola deve confrontar seus alunos com problemas intrigantes e inspiradores. E deve apoiá-los e desafiá-los para que os enfrentem. No entanto, sem encolher a quantidade de matérias, não há tempo para mergulhar em profundidade no que quer que seja.

Atenção! Não se trata de uma escola aguada em que se exige menos e todos se esforçam menos. Sabemos que bons resultados estão associados a escolas que esperam muito de seus alunos, que acreditam neles. A diferença é que se vai exigir o que tem sentido na vida do estudante e está dentro do que realisticamente ele pode dominar. Precisamos redesenhar uma escola voltada para os nossos alunos, e não para miragens e sonhos. Quem fará essa escola? [...]

Revista Veja, 05 fev. 2014 (adaptado).

Os termos destacados estão corretamente interpretados entre parênteses, EXCETO em

  • A “[...] os currículos e ementas precisam ser ajustados aos alunos, pois o contrário é uma quimera nociva.” (utopia, sonho).
  • B “[...] constituiu-se em um primoroso modelo para a educação das elites brasileiras.” (excelente).
  • C “Como suas escolas mimetizam as escolas de elite, a situação é grotesca.” (acompanham)
  • D “Sendo mais tosca a matéria-prima que chega, em qualquer lugar do mundo não se podem esperar resultados equivalentes com o mesmo modelo elitista.” (rude).
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PASSEIO SOCRÁTICO

Frei Betto  

Ao viajar pelo Oriente, mantive contatos com monges do Tibete, da Mongólia, do Japão e da China. Eram homens serenos, comedidos, recolhidos em paz em seus mantos cor de açafrão.

Outro dia, eu observava o movimento do aeroporto de São Paulo: a sala de espera cheia de executivos com telefones celulares, preocupados, ansiosos, geralmente comendo mais do que deviam. Com certeza, já haviam tomado café da manhã em casa, mas como a companhia aérea oferecia um outro café, todos comiam vorazmente. Aquilo me fez refletir:

- "Qual dos dois modelos produz felicidade?"

Encontrei Daniela, 10 anos, no elevador, às nove da manhã, e perguntei: - "Não foi à aula?"

Ela respondeu: - "Não, tenho aula à tarde". Comemorei:

- "Que bom, então de manhã você pode brincar, dormir até mais tarde".

- "Não", retrucou ela, "tenho tanta coisa de manhã..."

- "Que tanta coisa?", perguntei.

- "Aulas de inglês, de balé, de pintura, piscina", e começou a elencar seu programa de garota robotizada.

Fiquei pensando: - "Que pena, a Daniela não disse: "Tenho aula de meditação!"

Estamos construindo super-homens e supermulheres, totalmente equipados, mas emocionalmente infantilizados. Por isso, as empresas consideram agora que, mais importante que o QI, é a IE, a Inteligência Emocional. Não adianta ser um superexecutivo se não se consegue se relacionar com as pessoas. Ora, como seria importante os currículos escolares incluírem aulas de meditação!

Uma progressista cidade do interior de São Paulo tinha, em 1960, seis livrarias e uma academia de ginástica; hoje, tem sessenta academias de ginástica e três livrarias! - Não tenho nada contra malhar o corpo, mas me preocupo com a desproporção em relação à malhação do espírito. Acho ótimo, vamos todos morrer esbeltos: "Como estava o defunto?". "Olha, uma maravilha, não tinha uma celulite!" Mas como fica a questão da subjetividade? Da espiritualidade? Da ociosidade amorosa?

Outrora, falava-se em realidade: análise da realidade, inserir-se na realidade, conhecer a realidade. Hoje, a palavra é virtualidade. Tudo é virtual. Pode-se fazer sexo virtual pela internet: não se pega aids, não há envolvimento emocional, controla-se no mouse. Trancado em seu quarto, em Brasília, um homem pode ter uma amiga íntima em Tóquio, sem nenhuma preocupação de conhecer o seu vizinho de prédio ou de quadra! Tudo é virtual, entramos na virtualidade de todos os valores, não há compromisso com o real! É muito grave esse processo de abstração da linguagem, de sentimentos: somos místicos virtuais, religiosos virtuais, cidadãos virtuais. Enquanto isso, a realidade vai por outro lado, pois somos também eticamente virtuais…

A cultura começa onde a natureza termina. Cultura é o refinamento do espírito. Televisão, no Brasil - com raras e honrosas exceções -, é um problema: a cada semana que passa, temos a sensação de que ficamos um pouco menos cultos. A palavra hoje é "entretenimento"; domingo, então, é o dia nacional da imbecilização coletiva. Imbecil o apresentador, imbecil quem vai lá e se apresenta no palco, imbecil quem perde a tarde diante da tela.

Como a publicidade não consegue vender felicidade, passa a ilusão de que felicidade é o resultado da soma de prazeres: "Se tomar este refrigerante, vestir este tênis, usar esta camisa, comprar este carro, você chega lá!" O problema é que, em geral, não se chega! Quem cede desenvolve de tal maneira o desejo, que acaba precisando de um analista. Ou de remédios. Quem resiste, aumenta a neurose.

Os psicanalistas tentam descobrir o que fazer com o desejo dos seus pacientes. Colocá-los onde? Eu, que não sou da área, posso me dar o direito de apresentar uma sugestão. Acho que só há uma saída: virar o desejo para dentro. Porque, para fora, ele não tem aonde ir! O grande desafio é virar o desejo para dentro, gostar de si mesmo, começar a ver o quanto é bom ser livre de todo esse condicionamento globalizante, neoliberal, consumista. Assim, pode-se viver melhor. Aliás, para uma boa saúde mental três requisitos são indispensáveis: amizades, autoestima, ausência de estresse.

Há uma lógica religiosa no consumismo pós-moderno. Se alguém vai à Europa e visita uma pequena cidade onde há uma catedral, deve procurar saber a história daquela cidade - a catedral é o sinal de que ela tem história. Na Idade Média, as cidades adquiriam status construindo uma catedral; hoje, no Brasil, constrói-se um shopping center. É curioso: a maioria dos shopping centers tem linhas arquitetônicas de catedrais estilizadas; neles não se pode ir de qualquer maneira, é preciso vestir roupa de missa de domingos. E ali dentro sente-se uma sensação paradisíaca: não há mendigos, crianças de rua, sujeira pelas calçadas...

Entra-se naqueles claustros ao som do gregoriano pós-moderno, aquela musiquinha de esperar dentista. Observam-se os vários nichos, todas aquelas capelas com os veneráveis objetos de consumo, que são acolitados por belas sacerdotisas. Quem pode comprar à vista, sente-se no reino dos céus. Se deve passar cheque pré- datado, pagar a crédito, entrar no cheque especial, sente-se no purgatório. Mas se não pode comprar, certamente vai se sentir no inferno... Felizmente, terminam todos na eucaristia pós-moderna, irmanados na mesma mesa, com o mesmo suco e o mesmo hambúrguer do McDonald\'s…

Costumo advertir os balconistas que me cercam à porta das lojas: "Estou apenas fazendo um passeio socrático." Diante de seus olhares espantados, explico: Sócrates, filósofo grego, também gostava de descansar a cabeça percorrendo o centro comercial de Atenas. Quando vendedores como vocês o assediavam, ele respondia: Estou apenas observando quanta coisa existe de que não preciso para ser feliz.

Disponível em: http://www.freibetto.org/index.php/artigos?start=8 Acesso em: 17 maio 2012.

A melhor explicação para o trecho “Há uma lógica religiosa no consumismo pós-moderno” é que 
  • A os shoppings de hoje se assemelham às catedrais de antigamente que davam status às cidades que as possuíam.
  • B os shoppings, como as catedrais, passam uma sensação paradisíaca: não há mendigos, crianças de rua, sujeira pelas calçadas...
  • C os shoppings possuem vários nichos, todas aquelas capelas com os veneráveis objetos de consumo, acolitados por belas sacerdotisas.
  • D a maioria dos shopping centers tem linhas arquitetônicas de catedrais estilizadas; neles não se pode ir de qualquer maneira, é preciso vestir roupa de missa de domingos.
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Assinale a alternativa em que NÃO haja erro.

  • A Inobstante às peculiaridades da carreira militar, aos militares – servidores públicos lato sensu – aplicam-se, outrossim, mesma sistemática de recolhimento de contribuições previdenciárias pelos inativos e pensionistas esculpida pela Emenda Constitucional nº. 41/2003.
  • B A Carta Magna vedou a concessão de habeas corpus em relação a punições disciplinares militares, nos termos do art. 142, parágrafo 2º , procurando, dessa forma, resguardar os poderes hierárquico e disciplinar nas corporações militares.
  • C Segundo o autor, o discurso do Estado de Direito liberal patrimonial desconsidera a própria existência de outras tradições de Estado de Direito: por exemplo, a pré-colonial, aquelas moldadas pela revolta contra o Velho Império, ou as contribuições não miméticas do Poder Judiciário pretencioso de algumas “sociedades em desenvolvimento”.
  • D Se à Justiça Comum fosse concedida a competência para o julgamento dos crimes dolosos contra a vida do civil, que razão justificaria a preservação da competência da Justiça Militar para o julgamento de outros crimes militares graves igualmente praticados contra civis, como, por exemplo, o latrocínio? Tais reflexões permitem perceber que a pretendida repartição da competência viola a harmonia do sistema normativo e coloca em cheque a sua racionalidade.
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Em “Quando vendedores como vocês o assediavam, ele respondia: Estou apenas observando quanta coisa existe de que não preciso para ser feliz.”, o é
  • A artigo definido.
  • B artigo indefinido.
  • C pronome demonstrativo.
  • D pronome pessoal do caso oblíquo.
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Chimpanzé, enfim, passa em "prova" de altruísmo

Em experimento, animal escolhe opção que dá alimento a companheiro

Uma espécie de macaco que vinha sendo acusada de egoísta por biólogos finalmente mostrou em um experimento que é capaz de querer bem ao próximo.

O chimpanzé, animal evolutivamente mais próximo dos humanos, exibiu pela primeira vez em laboratório um comportamento altruísta ao compartilhar comida.
O estudo, conduzido pelo grupo do primatólogo Fransde Waal, da Universidade Emory, em Atlanta (EUA), pode tirar uma pedra considerável do sapato dos etólogos (especialistas em comportamento animal). Macacos de parentesco mais distante com o Homo sapiens já haviam demonstrado altruísmo em testes controlados, mas justamente aquele que mais se assemelha a nós parecia ser egoísta quando avaliado de perto.
Isso vinha sendo um problema para o estudo da evolução desse comportamento,dada a crença de que a tendência "pró-social", cooperativa, é inata e está de alguma forma entranhada no DNA da nossa espécie. Como chimpanzés têm mais de 98% de semelhança com o genoma humano, era de esperar que o altruísmo se manifestasse também neles.
O experimento envolvia a participação direta de um cientista. Ao escolher fichas de diferentes cores, os macacos determinavam se o humano deveria dar bananas ao animal que estava na gaiola vizinha. Em até dois terços das oportunidades,os animais decidiram cooperar.
"Os experimentos estavam falhando antes porque usavam aparatos muito mais complicados" explicou à Folha Victoria Horner, que conduziu o estudo."Eles requeriam coisas como manobrar mesas com contrapesos ligados a um sistema de cordas para liberar o acesso a uma banana. Os experimentos com macacos menores vinham usando coisas bem mais intuitivas." Segundo ela,os primatólogos sabiam, por meio de observações na natureza, que os chimpanzés cooperam na caça e em outras atividades, mas eram incapazes de provar isso em laboratório.
Outro problema de experimentos anteriores, segundo Horner, é que os macacos eram mantidos o tempo todo perto do alimento que seria dado como recompensa.
"Eles se concentravam tanto na comida que estavam recebendo que não conseguiam prestar atenção no que acontecia com a comida do parceiro", diz.
Para evitar isso, os pesquisadores mantinham embrulhadas em papel as fatias de banana que eram usadas no experimento até a hora da recompensa.Um aspecto interessante do comportamento dos chimpanzés no estudo foi que eles tendiam a não cooperar com vizinhos de jaula que os importunavam muito.
Quando um animal ficava cutucando o parceiro ou cuspindo água para chamar a atenção, o outro o ignorava. A mágoa que possivelmente resultava dessa pequena retaliação, porém, durava pouco. Os macacos que determinavam se seus vizinhos deveriam ganhar comida na primeira rodada trocaram de papel sem ter prejuízo.
Mesmo quando um macaco era prejudicado por outro no começo, não tentava retaliar depois, quando assumia o papel do primeiro animal.

A posição do pronome oblíquo está correta, EXCETO em

  • A Ao sair, me avise.
  • B Deus te abençoe!
  • C Envie-lhe o livro, por favor!
  • D Não os trate mal!
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SEM DÚVIDAS?

Rosely Sayão

Um professor universitário na área da educação disse uma frase curta que pode nos fazer refletir muito: "A possibilidade de buscar qualquer informação no Google acabou com a dúvida.”.
Realmente, conviver com a dúvida tem sido cada vez mais difícil. Quanto mais se amplia o leque de escolhas em qualquer atividade da vida, menos dúvidas queremos ter. Queremos fazer a escolha certa, para a qual não restaria dúvida alguma. Não mais nos contentamos com a melhor escolha possível ou com uma escolha suficientemente boa. Difícil, senão impossível, viver dessa maneira, não é verdade?
Esse estilo de viver complica bastante a escolha do curso universitário, tarefa na qual muitos jovens que frequentam o ensino médio estão implicados. Criamos uma série de mitos em torno da escolha da profissão que os jovens devem fazer. "É uma escolha muito séria para ser feita nessa idade" ou "Eles não têm maturidade para escolher o que farão no resto da vida" são frases que expressam algumas de nossas ideias a esse respeito.
Esquecemos que nós fizemos tal escolha com essa mesma idade? E parece que não foi uma tarefa tão complicada como temos tentado fazer com que seja na atualidade. Será porque as escolhas eram mais restritas, será que não tínhamos tanto compromisso com o êxito, com a certeza? Como as escolhas eram feitas?
Muitas escolhas profissionais foram herdadas. Conhecemos a tradição de os filhos continuarem o trabalho dos pais. Conhecemos também pessoas que fizeram escolhas por oposição aos pais. Para muitos, a escolha de herança positiva ou negativa dos pais deu certo; para outros, não deu. Mas seria diferente se fosse outro o critério usado?
Outras escolhas eram feitas com base em razões subjetivas. Uma jornalista me disse que desde criança quis fazer jornalismo, talvez por influência paterna. Não, o pai dela não era jornalista e sim leitor voraz de jornal. Isso pode apontar para escolhas feitas por influências inconscientes para as quais encontramos razões objetivas mais tarde.
De qualquer maneira, a família do jovem era a maior fonte de influências, para o bem ou para o mal, na hora de tal decisão. Hoje, a escola influencia mais do que a família. É que, pouco a pouco, a família passou a entender que deveria dar mais liberdade aos filhos também na hora de ele fazer a escolha do vestibular. Mas, para que o jovem pudesse desfrutar de tal "liberdade", ele precisaria de um apoio. E quem daria tal apoio?
A escola, é claro. Difícil, hoje, encontrar uma instituição escolar que não ofereça um trabalho de orientação profissional. E há ofertas para todo o tipo de gosto ou anseio. Aliás, tal trabalho passou a ser mais um dos itens que os pais consideram na hora de escolher a escola para o filho.
Boa parte desses trabalhos parte de um princípio: o de que a oferta de informações, de mercado ou de conhecimentos técnicos ao alunado tem o potencial de resolver a questão da angústia do jovem no momento da escolha. Os altos índices de desistência e de troca de curso ainda no primeiro ano da universidade, no entanto, contradizem tal conceito.
Talvez seja necessário que famílias e escolas revejam a parte que lhes cabe nesse processo.

Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/colunas/roselysayao/2013/09/1335977-sem-duvidas.shtml (Adaptado)


Percebe-se a interlocução entre a locutora e os locutários em:

  • A “Criamos uma série de mitos em torno da escolha da profissão que os jovens devem fazer.”
  • B “Não mais nos contentamos com a melhor escolha possível ou com uma escolha suficientemente boa.”
  • C “Não, o pai dela não era jornalista e sim leitor voraz de jornal.”
  • D “Será porque as escolhas eram mais restritas, será que não tínhamos tanto compromisso com o êxito, com a certeza?”
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PROFUSÃO DE ESTÍMULOS

Rosely Sayão


Aumenta o número de adultos que não consegue focar sua atenção em uma única coisa por muito tempo. São tantos os estímulos e tanta a pressão para que o entorno seja completamente desvendado que aprendemos a ver e/ou fazer várias coisas ao mesmo tempo. Nós nos tornamos, à semelhança dos computadores, pessoas multitarefa, não é verdade?
Vamos tomar como exemplo uma pessoa dirigindo. Ela precisa estar atenta aos veículos que vêm atrás, ao lado e à frente, à velocidade média dos carros por onde trafega, às orientações do GPS ou de programas que sinalizam o trânsito em tempo real, às informações de alguma emissora de rádio que comenta o trânsito, ao planejamento mental feito e refeito várias vezes do trajeto que deve fazer para chegar ao seu destino, aos semáforos, faixas de pedestres etc.
Quando me vejo em tal situação, eu me lembro que dirigir, após um dia de intenso trabalho no retorno para casa, já foi uma atividade prazerosa e desestressante.
O uso da internet ajudou a transformar nossa maneira de olhar para o mundo. Não mais observamos os detalhes, por causa de nossa ganância em relação a novas e diferentes informações. Quantas vezes sentei em frente ao computador para buscar textos sobre um tema e, de repente, me dei conta de que estava em temas que em nada se relacionavam com meu tema primeiro.
Aliás, a leitura também sofreu transformações pelo nosso costume de ler na internet. Sofremos de uma tentação permanente de pular palavras e frases inteiras, apenas para irmos direto ao ponto. O problema é que alguns textos exigem a leitura atenta de palavra por palavra, de frase por frase, para que faça sentido. Aliás, não é a combinação e a sucessão das palavras que dá sentido e beleza a um texto?
Se está difícil para nós, adultos, focar nossa atenção, imagine, caro leitor, para as crianças. Elas já nasceram neste mundo de profusão de estímulos de todos os tipos; elas são exigidas, desde o início da vida, a dar conta de várias coisas ao mesmo tempo; elas são estimuladas com diferentes objetos, sons, imagens etc.
Aí, um belo dia elas vão para a escola. Professores e pais, a partir de então, querem que as crianças prestem atenção em uma única coisa por muito tempo. E quando elas não conseguem, reclamamos, levamos ao médico, arriscamos hipóteses de que sejam portadoras de síndromes que exigem tratamento etc.
A maioria dessas crianças sabe focar sua atenção, sim. Elas já sabem usar programas complexos em seus aparelhos eletrônicos, brincam com jogos desafiantes que exigem atenção constante aos detalhes e, se deixarmos, passam horas em uma única atividade de que gostam.
Mas, nos estudos, queremos que elas prestem atenção no que é preciso, e não no que gostam. E isso, caro leitor, exige a árdua aprendizagem da autodisciplina. Que leva tempo, é bom lembrar.
As crianças precisam de nós, pais e professores, para começar a aprender isso. Aliás, boa parte desse trabalho é nosso, e não delas.
Não basta mandarmos que elas prestem atenção: isso de nada as ajuda. O que pode ajudar, por exemplo, é analisarmos o contexto em que estão quando precisam focar a atenção e organizá-lo para que seja favorável a tal exigência. E é preciso lembrar que não se pode esperar toda a atenção delas por muito tempo: o ensino desse quesito no mundo de hoje é um processo lento e gradual.

Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidiano/151733-... Acesso em: 20 abr. 2014.

Em: “As crianças precisam de nós, pais e professores, para começar a aprender isso.", isso se refere a

  • A a árdua aprendizagem da autodisciplina.
  • B aprender a prestar atenção em tudo.
  • C que não basta mandarmos elas prestarem atenção.
  • D que os pais é que irão ensiná-las a ter atenção.
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Viver para postar

                                        Gregório Duduvier

    Amo fazer aniversário. Quando era pequeno (continuo pequeno, eu sei, mas nessa época era bem pequeno), lembro da frase mágica: "Hoje você pode fazer o que você quiser" – e o que eu queria era muita coisa. Queria o Tívoli Park, o chico cheese, o Parque da Mônica, tudo ao mesmo tempo. Sempre acabava optando pelo Tívoli Park – Pasárgada da minha infância, onde era feliz – e sabia.

    Hoje já não tem Tívoli Park – minha Pasárgada fechou depois de diversos casos de assalto dentro do trem-fantasma – mas a memória dessa liberdade plena e irrestrita volta sempre que faço aniversário. Por isso, não reclamem se esta coluna flertar com a autoajuda. Hoje esse é o meu Tívoli Park.

    Ser feliz é a melhor maneira de parecer um idiota completo. Para muita gente, a felicidade dos outros é um acinte. E não estou falando dos invejosos. Não consigo acreditar que existam invejosos de mim, para mim essa paranoia com a inveja alheia é delírio narcísico.

    Estou falando dos cronicamente insatisfeitos – esses sim existem, e são muitos. Experimenta dizer que está feliz. O olhar vai ser fulminante, assim como a resposta mental: "Como é que esse imbecil pode ser feliz num país desses, num calor desses, com um dólar desses?".

    Aprendi que reclamar do calor ou do dólar não reduz a temperatura nem o dólar. Aprendi que a lei de Murphy só existe pra quem acredita nela. E aprendi que reparar na felicidade te ajuda a reconhecê-la quando esbarrar com ela de novo – e acho que isso foi o mais importante.

    "A gente só reconhece a felicidade pelo barulhinho que ela faz quando vai embora", dizia o Jacques Prévert. Dificílimo reconhecer a felicidade quando ela ainda está no recinto. Caso reconheça, é fundamental fotografar, escrever, desenhar, filmar. Para isso servem nossos smartphones: para estocar os mais diversos tipos de felicidade em pixels, áudios e blocos de nota. Às vezes a necessidade de registro pode parecer uma fuga do presente, mas, pelo contrário, é a documentação da felicidade que estica o presente para a vida toda.

    Sempre que se depara com os melhores momentos da vida – e no caso dele isso acontece quase todo dia – meu padrasto exclama, com voz de barítono: "Felicidade é isso aqui". Aproveito para dizer: hoje faço 29 anos e estou irremediavelmente feliz. Desculpem todos. Vai passar. Mas enquanto isso, aproveito para exclamar, antes que passe: "Felicidade é isso aqui”.

Disponível em:http://www1.folha.uol.com.br/colunas/gregorioduvivier/2015/04/1615741-viver-parapostar.shtml Acesso em:7 set. 2016.

Vocabulário:

Tivoli Park foi um parque de diversões localizado no bairro da Lagoa, na cidade do Rio de Janeiro, no Brasil. Funcionou de 1973 a 1995.

Todas as constatações abaixo podem ser feitas com base no texto, EXCETO:

  • A Ao afirmar que ser feliz é a melhor maneira de parecer um idiota completo, o narrador reforça o pensamento daqueles que sempre estão insatisfeitos e não conseguem sentir a felicidade.
  • B Ao comentar que a necessidade de registro dos momentos felizes pode parecer uma fuga do presente, mas, pelo contrário, é a documentação da felicidade que estica o presente para a vida toda, reforça-se a importância dos smartphones.
  • C Ao destacar que a coluna pode flertar com a autoajuda, o narrador se refere ao fato de a felicidade ser um assunto que não se comenta na página.
  • D Ao mencionar que, no caso do padrasto, ele se depara com os melhores momentos da vida quase todo dia, o narrador deixa claro que o padrasto é uma pessoa que sabe reconhecer a felicidade.
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ESCOLA IDEAL PARA ALUNOS NÃO IDEAIS

Cláudio de Moura Castro

Na segunda metade do século XIX, dom Pedro II transformou a primeira escola pública secundária do Brasil em um modelo inspirado no colégio Louis Le Grand, reputado como o melhor da França. Mantiveram-se na sua réplica brasileira as exigências acadêmicas do modelo original. O próprio dom Pedro selecionava os professores, costumava assistir a aulas e arguir os alunos. Sendo assim, o colégio que, mais adiante, ganhou o seu nome constituiu-se em um primoroso modelo para a educação das elites brasileiras. Dele descendem algumas excelentes escolas privadas.

Mais tarde do que seria desejável, o ensino brasileiro se expande, sobretudo no último meio século. Como é inevitável, passa a receber alunos de origem mais modesta e sem o ambiente educacional familiar que facilita o bom desempenho. Sendo mais tosca a matéria-prima que chega, em qualquer lugar do mundo não se podem esperar resultados equivalentes com o mesmo modelo elitista.

Os países de Primeiro Mundo perceberam isso e criaram alternativas, sobretudo no ensino médio. A melhor escola é aquela que toma alunos reais - e não imaginários - e faz com que atinjam o máximo do seu potencial. Se os alunos chegam a determinado nível escolar com pouco preparo, o pior cenário é tentar ensinar o que não conseguirão aprender. O conhecimento empaca e a frustração dispara.

Voltemos a 1917, às conferências de Whitehead em Harvard. Para ele, o que quer que seja ensinado, que o seja em profundidade. Segue daí que é preciso ensinar bem o que esteja ao alcance dos alunos, e não inundá-los com uma enxurrada de informações e conhecimentos. Ouvir falar de teorias não serve para nada. O que se aprende na escola tem de ser útil na vida real.

Se mesmo os melhores alunos das nossas melhores escolas são entulhados com mais do que conseguem digerir, e os demais, os alunos médios? Como suas escolas mimetizam as escolas de elite, a situação é grotesca. Ensina-se demais e eles aprendem de menos. Pelos números da Prova Brasil, pouco mais de 10% dos jovens que terminam o nível médio têm o conhecimento esperado em matemática! A escola está descalibrada do aluno real.

Aquela velha escola de elite deve permanecer, pois há quem possa se beneficiar dela. Mas, como fizeram os países educacionalmente maduros, respondendo a uma época de matrícula quase universal, é preciso criar escolas voltadas para o leque variado de alunos.

Nessa nova escola, os currículos e ementas precisam ser ajustados aos alunos, pois o contrário é uma quimera nociva. Na prática, devem-se podar conteúdos, sem dó nem piedade. É preciso mostrar para que serve o que está sendo aprendido. Ainda mais importante, é preciso aplicar o que foi aprendido, pois só aprendemos quando aplicamos. A escola deve confrontar seus alunos com problemas intrigantes e inspiradores. E deve apoiá-los e desafiá-los para que os enfrentem. No entanto, sem encolher a quantidade de matérias, não há tempo para mergulhar em profundidade no que quer que seja.

Atenção! Não se trata de uma escola aguada em que se exige menos e todos se esforçam menos. Sabemos que bons resultados estão associados a escolas que esperam muito de seus alunos, que acreditam neles. A diferença é que se vai exigir o que tem sentido na vida do estudante e está dentro do que realisticamente ele pode dominar. Precisamos redesenhar uma escola voltada para os nossos alunos, e não para miragens e sonhos. Quem fará essa escola? [...]

Revista Veja, 05 fev. 2014 (adaptado).

Em “Quem fará essa escola?”, o pronome demonstrativo essa foi usado para indicar

  • A que o assunto já foi mencionado.
  • B que o assunto ainda será mencionado.
  • C o tempo da ação verbal.
  • D a proximidade da escola.
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chamar [Do lat. clamare, por via pop.] Verbo transitivo direto. 1. Dizer em alta voz o nome de (alguém) para que venha, ou para verificar se está presente. 2. Fazer ir ou vir: O professor disse que o chamara para dar-lhe parabéns. 3. Acordar (1): Deixou recado para que o chamassem às 10 horas. 4. Dizer, invocando: Quando se viu em perigo, chamou o nome de todos os santos. 5. Convocar por meio do toque de campainha, sino, sineta, de apito, ou outro sinal: O sino chama os fiéis para a missa. 6. Convocar (1): O rei chamou a corte. 7. Atrair; seduzir: “ali na sala, na modorra da tarde vazia do domingo, seu corpo adquiria calor e me chamava.” (Carlos Heitor Cony, A Verdade de Cada Dia, p. 112). 8. Fazer funcionar o mecanismo de (o elevador), acionando circuito elétrico ligado a botão de comando: Chamou o elevador e desceu. 9. Bras. Gír. Comer vorazmente; devorar, comer: Puseram três pratos em sua frente e ele chamou tudo. 10. Exigir, reclamar: “O amor que a exalta e a pede e a chama e a implora” (Manuel Bandeira, Estrela da Vida Inteira, p. 13); Tamanha injustiça chama o castigo dos Céus. Verbo transitivo indireto. 11. Chamar (1): Assustado, o pequenino saiu correndo, chamando pela mãe. 12. Chamar (4); invocar: Chamar pelo santo de sua devoção. Verbo transitivo direto e indireto. 13. Convidar, escolher (alguém) para (cargo ou emprego). 14. Atrair, angariar; despertar: Não logrou chamar a atenção dos presentes para o que se passava. 15. Fazer vir; trazer: Procurou, por todos os meios, chamá-lo à realidade. 16. Avocar; tomar: Chamou a si a responsabilidade do acontecido. Verbo transitivo direto e circunstancial. 17. Fazer ir ou vir: “Uma tourada real chama-ra a corte a Salvaterra.” (Rebelo da Silva, Contos e Lendas, p. 172.) Verbo transobjetivo. 18. Dar nome; designar; qualificar: Chamei-o inteligente; Chamam-lhe sábio; “e voz em grita chamaram-lhe de herege luterano” (Fr. Luís de Sousa, Vida de D. Fr. Bertolameu dos Mártires, II, p. 35); “Como Sofia não confessasse nada, Rubião chamou-lhe de bonita, e ofereceu-lhe o solitário que tinha no dedo” (Machado de Assis, Quincas Borba, p. 287). Verbo intransitivo. 19. Dar sinal, com a voz ou com o gesto, para que alguém venha. 20. Dar (o telefone ou aparelho similar) sinal de chamada, fazendo vibrar a campainha; tocar. 21. Bras. S. Ir à frente da tropa ou dos bois encangados, para guiar a marcha. Verbo pronominal. 22. Ter nome; ter por nome: “A primeira namorada de João Ribeiro chamava-se América” (Joaquim Ribeiro, 9 Mil Dias com João Ribeiro, p. 152); “O primeiro romance publicado depois da morte do autor [Franz Kafka] foi O Processo. O seu herói chama-se K., simplesmente K.” (Oto Maria Carpeaux, A Cinza do Purgatório, p. 152); “Quinquina, a babá de Ceceu. / Joaquina se chamava.” (Antônio Carlos Vilaça, O Desafio da Liberdade, p. 25). 23. Recolher-se, acolher-se: Chamou-se à justiça. 24. Dar a si mesmo nome ou epíteto; tratar a si mesmo por ele: “chamei-me pródigo, lancei o cruzado à conta das minhas dissipações antigas”
(Machado de Assis, Memórias Póstumas de Brás Cubas, p. 74). Chamar o raul. Bras. V. vomitar (11).

Assinale a alternativa que, de acordo com o verbete acima, transcrito do dicionário Aurélio, NÃO se encontra entre as possibilidades de construção com o verbo “chamar”.

  • A Todos o chamavam de poeta.
  • B Exatamente por causa disso chamaram-no poeta.
  • C Os amigos lhe chamariam de poeta a partir de então.
  • D Embora nunca tenha escrito um verso, chamamos-lhe poeta.
21
ENVELHECER BEM É POSSÍVEL

Anna Veronica Mautner


A criança passa por dramáticas transformações (andar, falar, conhecer o mundo etc.), mas não tem consciência delas porque lhe falta linguagem para descrevê-las.
Depois da adolescência, as mudanças continuam, mas com dramaticidade menor.
Tão marcante em transformações quanto a infância é o envelhecimento. Nessa fase da vida, temos consciência de tudo o que ocorre: perdas físicas e mentais.
Comecemos falando da reação aos imprevistos. Por que velho tropeça e cai tanto? Porque a reação ao susto e o reflexo para evitar o perigo são mais lentos.
Falemos agora da memória, essa capacidade madrasta cuja falta castiga o idoso. Demoramos para lembrar seja lá o que for e a conversa fica entrecortada de silêncios, quase soluços.
O conteúdo que, em primeiro lugar, mergulha nas sombras do esquecimento são os nomes próprios; mais uns anos e substantivos comuns também se embaralham.
O curioso é que os adjetivos não somem. Aparecendo o nome, sua qualidade ou quantidade vem junto, dos fundos da memória. O nome está em algum lugar, em algum tempo, de algum jeito. Se o substantivo emerge, traz consigo as associações.
Os verbos não somem, mas as ações deixam de ser desempenhadas. Se o verbo desaparecer, a incomunicabilidade irá se instaurar.
Envelhecer é perder: seja clareza, seja acuidade auditiva ou visual, velocidade de resposta física ou de linguagem, memória.
Aí vem aquela história: velho esquece o agora e lembra o mais antigo. Não há nenhum mistério nisso. É que o antigo já se transformou em imagem e a imagem reaviva as sensações. Quase nada é inconsciente, pois envelhecer é viver as mudanças diárias.
Sentimos a presença das mudanças. Se causam amargura, é pela não aceitação. E, se não aceitarmos que já não somos o que éramos, o nosso contato com o mundo aqui e agora fica prejudicado.
Assim como é natural o ser humano se transformar ininterruptamente, em boa velocidade, do nascimento à puberdade, é natural envelhecer, com lentas perdas no início e mais rápidas depois.
Aceitando que viver é assim, permanente transformação, podemos sorrir diante de perdas e transmitir (até com humor) a quem nos rodeia que estamos presentes, acompanhando o processo.
Nada de dizer que a terceira idade é maravilhosa. Nada disso. Perder não é bom. Mas alguns conseguem ir perdendo sem muita amargura, porque acompanham as transformações dos que ainda estão ganhando.
É a alegria do avô diante do neto. Há na atitude de acompanhar o que já tivemos no passado doses de aceitação e generosidade. Podemos ajudar. Nossa sabedoria funciona como conforto para quem está só começando.
O olhar bondoso do idoso diante do tatibitate do nenê é sabedoria. O velho vislumbra o caminho que o bebê irá seguir. Não é um reviver nem um renascer: é uma memória.


Folha de São Paulo, 05 mar. 2013.


Em “Nessa fase da vida temos consciência de tudo o que ocorre: perdas físicas e mentais.”, o termo o é

  • A artigo definido.
  • B artigo indefinido.
  • C pronome demonstrativo.
  • D pronome pessoal do caso oblíquo.
22

O mais terrível não era a menina me chamando de "tio" e pedindo um trocado, ela de pé no chão no asfalto e eu no meu carro de bacana. O mais terrível não era eu escolhendo a cara e a voz para dizer que não tinha trocado, desculpe, como se a vergonha tivesse um protocolo que a absolvesse. O mais terrível foi nem a naturalidade com que ela cuspiu na minha cara. O mais terrível foi que ela era tão pequena que a cusparada não me atingiu.

Somos boas pessoas, bons cidadãos e bons pais, mas somos tios relapsos. Nossas sobrinhas e nossos sobrinhos enchem as ruas de nossas cidades, cercam nossos carros, invadem nossas vidas e insistem que são nossa família, e não temos nada para lhes dar ou dizer, além de esmola ou "desculpe". Na família brasileira "tios" e sobrinhos têm um diálogo de ameaça e medo, revolta e remorso, e poucas palavras. Nenhum consolo possível, nenhuma esperança, nenhuma explicação. O que dizer a uma sobrinha cuja cabeça mal chega à janela do carro e tenta cuspir na cara do tio? Feio. Falta de educação. Papai do céu castiga. Paciência, minha filha, este é apenas um ciclo econômico e a nossa geração foi escolhida para este vexame, você aí desse tamanho pedindo esmola e eu aqui sem nada para te dizer, agora afasta que abriu o sinal. Não pergunte ao titio quem fez a escolha, é tudo muito complicado e, mesmo, você não entenderia a teoria. Vá cheirar cola, para passar. Vá morrer, para esquecer. Ou vá crescer, para me matar na próxima esquina.

A história, dizem, terminou, e os mocinhos ganharam. Os realistas, os antiutópicos, os racionais. Ficou provado que a solidariedade é antinatural e que cada um deve cuidar dos apetites dos seus. Ou seja: ninguém é "tio" de ninguém. A família humana é um mito, o sofrimento alheio é um estorvo e se a miséria à tua volta te incomoda, compra uma antena parabólica. Ninguém é insensível, dizem os mocinhos, mas a compaixão não funciona. Todos esses anos de convivência com a dor dos outros, que deviam ter nos educado para a compaixão, nos educaram para a autodefesa, para cuspir primeiro. Os bons sentimentos faliram, dizem os mocinhos. Confiemos o futuro ao mercado, que não tem sentimentos, que tritura gerações entre seus dedos invisíveis, pra que se envolver? Afasta do carro que abriu o sinal.

Mas mais terrível do que tudo é eu ficar aqui, escolhendo frases para encher o papel, até cuidando o estilo, já que é domingo. Como se fizesse alguma diferença. Como se isso fosse nos salvar, o tio da sua impotência e cumplicidade e a sobrinha anônima do seu destino. Desculpe.

A suposta fala que NÃO foi dirigida à criança é:

  • A “Papai do céu castiga”.
  • B “Paciência, minha filha”.
  • C “Vá morrer, para esquecer”.
  • D “Compra uma antena parabólica”.
23
UM PAÍS SE FAZ COM SAPATOS E LIVROS
Leo Cunha
Outro dia, numa palestra, eu escutei uma frase genial do Pedro Bandeira, aquele escritor que você deve estar cansado de conhecer. [...]
Pois bem: o Pedro estava num colégio carérrimo e chiquérrimo de São Paulo quando uma madame veio reclamar do preço dos livros. Nosso caro escritor - carérrimo, segundo a madame - olhou pros filhos dela e viu que os dois estavam de tênis importado.
Então o Pedro – que, apesar do nome, não costuma dar bandeira – virou pra ela e soltou a seguinte frase: “Ô, minha senhora, não é o livro que é caro. É a senhora que prefere investir no pé do que na cabeça dos seus filhos”.
O auditório aplaudiu de pé aquela história. Palmas, gritos, gargalhadas. Eu, disfarçadamente, olhei pra baixo pra ver se não estava calçando meu bom e velho Nike branco. Não tenho a menor intenção de fazer propaganda pra ninguém, pelo contrário: não perco uma chance de comentar aquelas acusações que a Nike vive recebendo, de explorar o trabalho infantil na Ásia. Mas não posso negar que me bateu um sentimento de culpa ao escutar aquela frase. Felizmente eu estava calçando um discretíssimo mocassim preto, então pude aplaudir com mais entusiasmo a tirada do Pedro.
Tirada, aliás, que me fez lembrar um caso divertido da minha infância. Foi no início da década de 80, eu e minha irmã estávamos entrando na adolescência e estudávamos num grande colégio de BH.
Um dia, estávamos em casa quando a mãe de um colega da minha irmã bateu a campainha. Abrimos a janela e vimos a tal senhora debruçada sobre o portão, em lágrimas. Pronto, morreu alguém!, pensamos logo.
Mas não. A coitada começou a explicar, aos soluços: “Eu não estou dando conta dos meus serviçais, eles não param de brigar!”. Juro, foi assim que ela falou: “meus serviçais”. Se eu me lembro bem, a casa dessa senhora era imensa e ocupava quase um quarteirão. Para manter o castelo em ordem, ela precisava de pelo menos uns oito “serviçais”. Era aí que o negócio complicava, pois controlar tanta gente se mostrava uma tarefa árdua, que exigia muito preparo e psicologia.
Ficamos muito consternados com a pobrezinha, ela agradeceu o apoio moral, mas completou que esse não era o motivo da visita. O que era então? E foi aí que veio a bomba. O colégio tinha mandado os meninos lerem um livro assim assim (esqueci o título) e ela queria saber se minha irmã já tinha terminado, pra poder emprestar pro filho dela!
Minha mãe ficou congelada, não sabia se tinha ouvido direito. Então quer dizer que a madame podia contratar oito serviçais pra se engalfinharem e não podia comprar um livro, um mísero livro, coitadinho, que nunca brigou com ninguém?
Minha mãe era livreira, professora, escrevia resenhas para a imprensa e tinha uma biblioteca imensa, inclusive com alguns livros repetidos. Deve ser por isso que, se não me falha a memória, nós não apenas emprestamos, como demos o livro para a mulher.
A frase do Pedro Bandeira completa perfeitamente o caso, e vice-versa. Ninguém está negando que o livro, ou alguns livros, poderiam ser mais baratos, mas de que adianta baixar o preço do produto se nós não dermos valor a ele, se ele não for importante em nossas vidas? Se a gente prefere entrar numa sapataria e investir no pé de nossos filhos. Se a gente entra num McDonald’s da vida e pede pelo número, pede pelo número deixando as letras para depois, ou para nunca.
Disponível em: http://dicasdeleitores.blogspot.com.br/2012/09/um-pais-se-fazcom-sapatos-e-livros.html Acesso em 28 mar. 2016 (Adaptado)

O autor estabelece um diálogo com o leitor ou a ele se dirige em:

  • A “Juro, foi assim que ela falou: ‘meus serviçais’.”
  • B “Não tenho a menor intenção de fazer propaganda pra ninguém, pelo contrário.”
  • C “Pronto, morreu alguém!, pensamos logo.”
  • D “Tirada, aliás, que me fez lembrar um caso divertido da minha infância.”
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UM PAÍS SE FAZ COM SAPATOS E LIVROS
Leo Cunha
Outro dia, numa palestra, eu escutei uma frase genial do Pedro Bandeira, aquele escritor que você deve estar cansado de conhecer. [...]
Pois bem: o Pedro estava num colégio carérrimo e chiquérrimo de São Paulo quando uma madame veio reclamar do preço dos livros. Nosso caro escritor - carérrimo, segundo a madame - olhou pros filhos dela e viu que os dois estavam de tênis importado.
Então o Pedro – que, apesar do nome, não costuma dar bandeira – virou pra ela e soltou a seguinte frase: “Ô, minha senhora, não é o livro que é caro. É a senhora que prefere investir no pé do que na cabeça dos seus filhos”.
O auditório aplaudiu de pé aquela história. Palmas, gritos, gargalhadas. Eu, disfarçadamente, olhei pra baixo pra ver se não estava calçando meu bom e velho Nike branco. Não tenho a menor intenção de fazer propaganda pra ninguém, pelo contrário: não perco uma chance de comentar aquelas acusações que a Nike vive recebendo, de explorar o trabalho infantil na Ásia. Mas não posso negar que me bateu um sentimento de culpa ao escutar aquela frase. Felizmente eu estava calçando um discretíssimo mocassim preto, então pude aplaudir com mais entusiasmo a tirada do Pedro.
Tirada, aliás, que me fez lembrar um caso divertido da minha infância. Foi no início da década de 80, eu e minha irmã estávamos entrando na adolescência e estudávamos num grande colégio de BH.
Um dia, estávamos em casa quando a mãe de um colega da minha irmã bateu a campainha. Abrimos a janela e vimos a tal senhora debruçada sobre o portão, em lágrimas. Pronto, morreu alguém!, pensamos logo.
Mas não. A coitada começou a explicar, aos soluços: “Eu não estou dando conta dos meus serviçais, eles não param de brigar!”. Juro, foi assim que ela falou: “meus serviçais”. Se eu me lembro bem, a casa dessa senhora era imensa e ocupava quase um quarteirão. Para manter o castelo em ordem, ela precisava de pelo menos uns oito “serviçais”. Era aí que o negócio complicava, pois controlar tanta gente se mostrava uma tarefa árdua, que exigia muito preparo e psicologia.
Ficamos muito consternados com a pobrezinha, ela agradeceu o apoio moral, mas completou que esse não era o motivo da visita. O que era então? E foi aí que veio a bomba. O colégio tinha mandado os meninos lerem um livro assim assim (esqueci o título) e ela queria saber se minha irmã já tinha terminado, pra poder emprestar pro filho dela!
Minha mãe ficou congelada, não sabia se tinha ouvido direito. Então quer dizer que a madame podia contratar oito serviçais pra se engalfinharem e não podia comprar um livro, um mísero livro, coitadinho, que nunca brigou com ninguém?
Minha mãe era livreira, professora, escrevia resenhas para a imprensa e tinha uma biblioteca imensa, inclusive com alguns livros repetidos. Deve ser por isso que, se não me falha a memória, nós não apenas emprestamos, como demos o livro para a mulher.
A frase do Pedro Bandeira completa perfeitamente o caso, e vice-versa. Ninguém está negando que o livro, ou alguns livros, poderiam ser mais baratos, mas de que adianta baixar o preço do produto se nós não dermos valor a ele, se ele não for importante em nossas vidas? Se a gente prefere entrar numa sapataria e investir no pé de nossos filhos. Se a gente entra num McDonald’s da vida e pede pelo número, pede pelo número deixando as letras para depois, ou para nunca.
Disponível em: http://dicasdeleitores.blogspot.com.br/2012/09/um-pais-se-fazcom-sapatos-e-livros.html Acesso em 28 mar. 2016 (Adaptado)

A crase deve ser empregada, EXCETO em:

  • A As alunas exigiram o direito às aulas durante a tarde.
  • B Ele devia obediência à mãe e ao pai.
  • C Todas as instruções devem ser seguidas passo à passo.
  • D Eles foram à praia de bermuda, mesmo estando calor.
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TEXTO 2: Leia com atenção o texto a seguir, para resolver a questão.

Instituto de Criminalística promove série de palestras na capital


A Polícia Civil de Minas Gerais, por meio do Instituto de Criminalística (IC), promoveu uma série de palestras, nos meses de abril e maio, referentes ao isolamento e à preservação do local de crime, com a participação de policiais militares e outros profissionais das Forças de Segurança de Minas Gerais e de outros estados.
O trabalho irá percorrer as diferentes regionais de Belo Horizonte e faz parte do “Projeto Conhecer é Integrar”, que visa levar conhecimento aos profissionais de Segurança Pública, evidenciando, ao mesmo tempo, a importância do desempenho legal e funcional de cada agente e do trabalho em equipe.
A ação objetivou possibilitar a adoção de procedimentos padronizados na cena de crimes, como o respeito às regras de isolamento dos locais para garantir a preservação de pistas e evidências, bem como fortalecer a integração entre os profissionais das diferentes áreas.
O projeto do Instituto de Criminalística irá percorrer todas as regionais de Belo Horizonte, focando a difusão do conhecimento sobre perícia e destacando sua importância na investigação criminal. “A ideia é dialogar com todos que atuam diretamente com o fato que entra na esfera policial. Quando cada profissional entende o seu compromisso legal, compreende a importância da interação de esforços, que culminará na pronta resposta do Estado à sociedade”, diz Marco Paiva, Diretor do Instituto de Criminalística.


Disponível em: https://www.policiacivil.mg.gov.br/noticia/exibir/geral/175569



Sobre o Texto 2, é CORRETO afrmar:

  • A Argumenta e defende a realização de palestras.
  • B Está organizado de forma descritiva, informando ações previstas pelo Instituto.
  • C Informa juízo de valor sobre a realização do Projeto.
  • D Possui estrutura narrativa, pois apresenta um fato ocorrido.
26

Em “São tantos os estímulos e tanta a pressão para que o entorno seja completamente desvendado que aprendemos a ver e/ou fazer várias coisas ao mesmo tempo.”, o verbo destacado está flexionado no

  • A futuro do presente.
  • B imperativo afirmativo.
  • C presente do indicativo.
  • D presente do subjuntivo.
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Viver para postar

                                        Gregório Duduvier

    Amo fazer aniversário. Quando era pequeno (continuo pequeno, eu sei, mas nessa época era bem pequeno), lembro da frase mágica: "Hoje você pode fazer o que você quiser" – e o que eu queria era muita coisa. Queria o Tívoli Park, o chico cheese, o Parque da Mônica, tudo ao mesmo tempo. Sempre acabava optando pelo Tívoli Park – Pasárgada da minha infância, onde era feliz – e sabia.

    Hoje já não tem Tívoli Park – minha Pasárgada fechou depois de diversos casos de assalto dentro do trem-fantasma – mas a memória dessa liberdade plena e irrestrita volta sempre que faço aniversário. Por isso, não reclamem se esta coluna flertar com a autoajuda. Hoje esse é o meu Tívoli Park.

    Ser feliz é a melhor maneira de parecer um idiota completo. Para muita gente, a felicidade dos outros é um acinte. E não estou falando dos invejosos. Não consigo acreditar que existam invejosos de mim, para mim essa paranoia com a inveja alheia é delírio narcísico.

    Estou falando dos cronicamente insatisfeitos – esses sim existem, e são muitos. Experimenta dizer que está feliz. O olhar vai ser fulminante, assim como a resposta mental: "Como é que esse imbecil pode ser feliz num país desses, num calor desses, com um dólar desses?".

    Aprendi que reclamar do calor ou do dólar não reduz a temperatura nem o dólar. Aprendi que a lei de Murphy só existe pra quem acredita nela. E aprendi que reparar na felicidade te ajuda a reconhecê-la quando esbarrar com ela de novo – e acho que isso foi o mais importante.

    "A gente só reconhece a felicidade pelo barulhinho que ela faz quando vai embora", dizia o Jacques Prévert. Dificílimo reconhecer a felicidade quando ela ainda está no recinto. Caso reconheça, é fundamental fotografar, escrever, desenhar, filmar. Para isso servem nossos smartphones: para estocar os mais diversos tipos de felicidade em pixels, áudios e blocos de nota. Às vezes a necessidade de registro pode parecer uma fuga do presente, mas, pelo contrário, é a documentação da felicidade que estica o presente para a vida toda.

    Sempre que se depara com os melhores momentos da vida – e no caso dele isso acontece quase todo dia – meu padrasto exclama, com voz de barítono: "Felicidade é isso aqui". Aproveito para dizer: hoje faço 29 anos e estou irremediavelmente feliz. Desculpem todos. Vai passar. Mas enquanto isso, aproveito para exclamar, antes que passe: "Felicidade é isso aqui”.

Disponível em:http://www1.folha.uol.com.br/colunas/gregorioduvivier/2015/04/1615741-viver-parapostar.shtml Acesso em:7 set. 2016.

Vocabulário:

Tivoli Park foi um parque de diversões localizado no bairro da Lagoa, na cidade do Rio de Janeiro, no Brasil. Funcionou de 1973 a 1995.

O que é pronome relativo em:

  • A “[...] quando esbarrar com ela de novo – e acho que isso foi o mais importante”.
  • B “‘Hoje você pode fazer o que você quiser’ – e o que eu queria era muita coisa”.
  • C “Aprendi que reclamar do calor ou do dólar não reduz a temperatura nem o dólar“.
  • D “Não consigo acreditar que existam invejosos de mim, para mim essa paranoia com a inveja alheia é delírio narcísico”.
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Em “A diferença é que se vai exigir o que tem sentido na vida do estudante [...]”, o é:

  • A artigo definido.
  • B pronome pessoal do caso reto.
  • C pronome pessoal do caso oblíquo.
  • D pronome demonstrativo.
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PROFUSÃO DE ESTÍMULOS

Rosely Sayão


Aumenta o número de adultos que não consegue focar sua atenção em uma única coisa por muito tempo. São tantos os estímulos e tanta a pressão para que o entorno seja completamente desvendado que aprendemos a ver e/ou fazer várias coisas ao mesmo tempo. Nós nos tornamos, à semelhança dos computadores, pessoas multitarefa, não é verdade?
Vamos tomar como exemplo uma pessoa dirigindo. Ela precisa estar atenta aos veículos que vêm atrás, ao lado e à frente, à velocidade média dos carros por onde trafega, às orientações do GPS ou de programas que sinalizam o trânsito em tempo real, às informações de alguma emissora de rádio que comenta o trânsito, ao planejamento mental feito e refeito várias vezes do trajeto que deve fazer para chegar ao seu destino, aos semáforos, faixas de pedestres etc.
Quando me vejo em tal situação, eu me lembro que dirigir, após um dia de intenso trabalho no retorno para casa, já foi uma atividade prazerosa e desestressante.
O uso da internet ajudou a transformar nossa maneira de olhar para o mundo. Não mais observamos os detalhes, por causa de nossa ganância em relação a novas e diferentes informações. Quantas vezes sentei em frente ao computador para buscar textos sobre um tema e, de repente, me dei conta de que estava em temas que em nada se relacionavam com meu tema primeiro.
Aliás, a leitura também sofreu transformações pelo nosso costume de ler na internet. Sofremos de uma tentação permanente de pular palavras e frases inteiras, apenas para irmos direto ao ponto. O problema é que alguns textos exigem a leitura atenta de palavra por palavra, de frase por frase, para que faça sentido. Aliás, não é a combinação e a sucessão das palavras que dá sentido e beleza a um texto?
Se está difícil para nós, adultos, focar nossa atenção, imagine, caro leitor, para as crianças. Elas já nasceram neste mundo de profusão de estímulos de todos os tipos; elas são exigidas, desde o início da vida, a dar conta de várias coisas ao mesmo tempo; elas são estimuladas com diferentes objetos, sons, imagens etc.
Aí, um belo dia elas vão para a escola. Professores e pais, a partir de então, querem que as crianças prestem atenção em uma única coisa por muito tempo. E quando elas não conseguem, reclamamos, levamos ao médico, arriscamos hipóteses de que sejam portadoras de síndromes que exigem tratamento etc.
A maioria dessas crianças sabe focar sua atenção, sim. Elas já sabem usar programas complexos em seus aparelhos eletrônicos, brincam com jogos desafiantes que exigem atenção constante aos detalhes e, se deixarmos, passam horas em uma única atividade de que gostam.
Mas, nos estudos, queremos que elas prestem atenção no que é preciso, e não no que gostam. E isso, caro leitor, exige a árdua aprendizagem da autodisciplina. Que leva tempo, é bom lembrar.
As crianças precisam de nós, pais e professores, para começar a aprender isso. Aliás, boa parte desse trabalho é nosso, e não delas.
Não basta mandarmos que elas prestem atenção: isso de nada as ajuda. O que pode ajudar, por exemplo, é analisarmos o contexto em que estão quando precisam focar a atenção e organizá-lo para que seja favorável a tal exigência. E é preciso lembrar que não se pode esperar toda a atenção delas por muito tempo: o ensino desse quesito no mundo de hoje é um processo lento e gradual.

Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidiano/151733-... Acesso em: 20 abr. 2014.

Nos períodos abaixo, o que permite mais de uma concordância para o verbo destacado é

  • A “A maioria dessas crianças sabe focar sua atenção, sim."
  • B “Aliás, a leitura também sofreu transformações pelo nosso costume de ler na internet."
  • C “Não basta mandarmos que elas prestem atenção: isso de nada as ajuda."
  • D “Vamos tomar como exemplo uma pessoa dirigindo."

Matemática

30
Júlio e Marcelo, com 100 figurinhas cada um, começaram um jogo inventado por eles. Uma das regras seria a seguinte: Júlio passava 6 figurinhas para Marcelo a cada partida que perdia e recebia de Marcelo 4 figurinhas quando vencia. Depois de 20 partidas, o número de figurinhas de Marcelo era três vezes o de Júlio. Quantas partidas Marcelo venceu?
  • A 10
  • B 11
  • C 12
  • D 13
31
Na sequência numérica (x, y, 6, 4) os três primeiros termos estão em Progressão Aritmética e os três últimos termos estão em Progressão Geométrica. Nessas condições, é CORRETO afirmar que os valores de x e de y são, respectivamente, iguais a:
  • A 2 e 4
  • B 9 e 10
  • C 10 e 12
  • D 12 e 9
32

Simplificando a expressão a5 - a2b3 + 2a4b + a3b2 - 2ab4 - b5 / a3 + a2b - ab2 - b3 ,obtém-se

  • A (a + b )3
  • B a2 + ab + b2
  • C 1
  • D a - b
33
Um teste de matemática para selecionar um candidato a determinada vaga de emprego foi composto de 60 questões e foi corrigido obedecendo o seguinte critério: O candidato ganhava 5 pontos por questão que acertava e perdia 1 ponto por questão que errava ou deixava em branco. Se o candidato melhor classificado totalizou 210 pontos, o número de questões que ele acertou foi
  • A 45
  • B 40
  • C 35
  • D 30
34
Se o percurso de minha casa até a escola é de 12 Km e realizo apenas o percurso de casa para a escola e da escola para casa 5 vezes na semana, quanto gasto de combustível por mês de 4 semanas exatas, sabendo que o consumo de meu veículo é de 10 quilômetros por litro?
  • A 48 litros
  • B 60 litros
  • C 24 litros
  • D 42 litros
35
Entre algumas crianças de um bairro, foi distribuído um total de 144 balas, 192 chicletes e 216 pacotes de pipoca. Essa distribuição foi feita de modo que o maior número possível de crianças fosse contemplado e todas recebessem o mesmo número de balas, o mesmo número de chicletes e o mesmo número de pacotes de pipoca, sem haver sobra de qualquer guloseima. Nesse caso, o número de chicletes que cada criança ganhou foi
  • A 6
  • B 8
  • C 9
  • D 24
36
Hoje é o meu aniversário. Se eu desconsiderar todos os sábados e domingos que vivi, então eu completo 30 anos de vida. Então, quantos anos eu realmente estou fazendo hoje?
  • A 21
  • B 35
  • C 42
  • D 45
37
Um feirante vendeu 2/5 das laranjas que possuía. Em seguida, vendeu 1/6 das que restaram, tendo ficado com 60 laranjas. O número de laranjas que possuía antes das duas vendas era
  • A 12
  • B 120
  • C 180
  • D 240
38

Considere o número , em que B é o algarismo das unidades e A, o algarismo das centenas. Sabendo-se que M é divisível por 15, então, A - B pode ser

  • A 1.
  • B 3.
  • C -1.
  • D -7.
39

O combustível de um automóvel é composto de 25% de álcool e 75% de gasolina. Se o preço do litro de álcool é R$ 2,28 e o de gasolina é R$ 3,00, o preço do litro da mistura é igual a

  • A R$ 0,57.
  • B R$ 2,00.
  • C R$ 2,25.
  • D R$ 2,82.
40

O número N= 2x .43 .54 possui 60 divisores naturais. O valor de x é

  • A 0,7.
  • B 2.
  • C 5.
  • D 12.
41

Uma substância se decompõe segundo a lei Q(t) = K.2 – 0,5 t,sendo K uma constante,t é o tempo medido em minutos e Q(t) é a quantidade de substância medidaem gramas no instante t. O gráfico a seguir representa os dados desse processode decomposição. Baseando-se na lei e no gráfico de decomposição dessasubstância é CORRETO afirmar que o valor da constante K e o valor de α (indicado no gráfico) são, respectivamente, iguais a:

  • A 2048 e 4
  • B 1024 e 4
  • C 2048 e 2
  • D 1024 e 2
42

Adicionando-se a um número o dobro da soma de 1/3 e 1/5 , obtém-se 2/5 . O valor desse número é

  • A - 2/3
  • B -7/15
  • C 2/3
  • D -2
43
A produção mensal de uma indústria cresceu em Progressão Aritmética no primeiro semestre do ano 2013 sendo que, em janeiro, foram produzidas 1.500 unidades. Se no mês de fevereiro a produção registrou o dobro da produção de janeiro, então é CORRETO afirmar que a quantidade de unidades produzidas relativa ao mês de junho desse ano e nessa indústria é igual a:
  • A 7.500
  • B 9.000
  • C 12.500
  • D 18.000
44
Uma determinada maquete feita por um engenheiro estava na escala 1:1000. Nessa maquete, a piscina, com a forma de um cilindro circular reto, tem a capacidade de 0,6 cm3 . Após a conclusão da obra, o volume, em litros, dessa piscina será
  • A 600
  • B 6.000
  • C 60.000
  • D 600.000
45

Um determinado veículo percorre uma pista a uma velocidade constante de 72 Km/h enquanto outro veículo percorre a mesma pista a uma velocidade constante de 20 m/s. Pode-se afirmar que

  • A é impossível comparar, pois as velocidades estão em grandezas diferentes.
  • B o primeiro veículo está mais rápido.
  • C o segundo veículo está mais rápido.
  • D os dois veículos estão à mesma velocidade.
46

As tabelas abaixo se referem a uma aplicação com o prazo de seis meses em regimes de capitalização distintos: capitalização simples e capitalização composta.

TABELA 1 TABELA 2

Prazo (meses) Montante(R$) Prazo(meses) Montante (R$)

0 1.200,00 0 1.200,00

1 1.206,00 1 1.206,00

2 1.212,00 2 1.212,03

3 1.218,00 3 1.218,09

4 1.224,00 4 1.224,18

5 1.230,00 5 1.230,30

6 1.236,00 6 1.236,45

Baseando-se nos dados das tabelas, é CORRETO afirmar que



  • A a taxa de juros mensal das aplicações é a mesma nos dois regimes.
  • B os montantes apresentam um crescimento exponencial nas duas tabelas.
  • C a taxa de juros mensal do regime composto é maior que a taxa de juros mensal do regime simples.
  • D a Tabela 1 representa o regime composto e a Tabela 2 representa o regime simples.
47
Uma indústria pretende comercializar latas de 0,5 Kg de uma mistura de três tipos distintos de cereais: A, B e C. A tabela a seguir informa os preços praticados por essa indústria na composição da mistura. Se, em cada lata, a quantidade de cereal do tipo B deve ser igual a um terço da soma dos outros dois tipos, então é CORRETO afirmar que as quantidades, em gramas, de cada tipo de cereal A, B e C contidas em cada lata são, respectivamente, iguais a:
  • A 125, 75, 300
  • B 120, 190, 190
  • C 180, 160, 160
  • D 250, 125, 125
48

A área de uma região é 1 Km2 . Num mapa cuja escala é 1:1000, essa região ocupará uma área de

  • A 104 cm2
  • B 107 cm2
  • C 1010 cm2
  • D 106 cm2

Raciocínio Lógico

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Analise as afirmativas e indique a que contém um argumento VÁLIDO:

  • A Alguns brasileiros são ricos. Alguns ricos são desonestos. Logo, alguns brasileiros são desonestos.
  • B Todos os franceses são europeus. Antoni Gaudí não era francês. Concluímos que Antoni Gaudí não era europeu.
  • C Existem médicos que falam inglês. Todas as pessoas que falam inglês são bem sucedidas. Concluímos que existem médicos que são bem sucedidos.
  • D Nenhum argentino é europeu. Nenhum europeu é sul-americano. Logo, nenhum argentino é sul-americano.
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