Resolver o Simulado Agente - Assistente Administrativo - Nível Médio

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Português

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Mobilidade Urbana
Rodolfo F. Alves Pena
A mobilidade urbana, isto é, as condições oferecidas pelas cidades para garantir a livre circulação de pessoas entre as suas diferentes áreas, é um dos maiores desafios na atualidade tanto para o Brasil quanto para vários outros países. O crescente número de veículos individuais promove o inchaço do trânsito, dificultando a locomoção ao longo das áreas das grandes cidades, principalmente, nas regiões que concentram a maior parte dos serviços e empregos.
O Brasil, atualmente, vive um drama a respeito dessa questão. A melhoria da renda da população de classe média e baixa, os incentivos promovidos pelo Governo Federal para o mercado automobilístico (como a redução do IPI) e a baixa qualidade do transporte público contribuíram para o aumento do número de carros no trânsito. Com isso, tornaram-se ainda mais constantes os problemas com engarrafamentos, lentidão, estresse e outros, um elemento presente até mesmo em cidades e localidades que não sofriam com essa questão.
Outro fator que contribui para aumentar o problema da falta de mobilidade urbana no Brasil é a herança histórica da política rodoviarista do país, que gerou um acúmulo nos investimentos para esse tipo de transporte em detrimento de outras formas de locomoção. Com isso, aumentou-se também a presença de veículos pesados, como os caminhões, o que dificulta ainda mais a fluidez do trânsito no Brasil.
A cidade de São Paulo é uma das que mais sofrem com esse problema. Em média, o paulistano pode passar até 45 dias do ano no trânsito, algo impensável para quem deseja uma melhor qualidade de vida no âmbito das cidades. Aparentemente, as medidas criadas para combater essa questão não foram de grande valia: o sistema de rodízio de automóveis, a construção de mais ruas, viadutos e avenidas para a locomoção, entre outras.
A grande questão é que, segundo especialistas, não há perspectiva de promoção de uma real mobilidade urbana no Brasil se as medidas adotadas privilegiarem o uso do transporte individual. É preciso, pois, melhorar as características do transporte público de massa, com mais ônibus, metrôs e terminais. Além disso, incentivos a meios de transporte como as bicicletas, além de contribuir para essa questão, ajudam a reduzir a emissão de poluentes na atmosfera e melhorar a qualidade de vida no meio urbano. Por isso, a construção de ciclofaixas ou ciclovias surge como uma saída viável e inteligente.
Outra solução apontada para combater o inchaço de veículos nas cidades é a adoção do chamado pedágio urbano, o que gera uma grande polêmica. Com isso, os carros e motocic letas teriam de pagar taxas para deslocar-se em determinados pontos da cidade, o que recebe apoio de muitos especialistas, mas também o rechaçamento de outros. Se, por um lado, essa medida estimularia o transporte coletivo ao invés do individual; por outro , as críticas colocam que apenas a população de menor renda média é que seria direcionada para esse sentido, o que representaria, em tese, uma exclusão desse grupo ao espaço da cidade.
Vale ressaltar também que o modelo histórico de organização do espaço g eográfico brasileiro não contribui para uma mudança desse cenário. Afinal, ao longo do século XX, houve uma rápida urbanização do país, que assistiu a um acelerado processo de crescimento das cidades e também de metropolização, ou seja, a concentração da população nas grandes metrópoles. Se o país tivesse passado por um processo de Reforma Agrária adequado, de forma a conter o elevado êxodo rural e, consequentemente, os níveis de urbanização, talvez essas e outras questões urbanas fossem de mais fácil resolução.
Disponível em:<http://mundoeducacao.bol.uol.com.br/geografia/mobilidade-urbana.htm> . Acesso em: 26 Ago. 2016. [Adaptado]

De acordo com o texto, depreende-se que

  • A a quantidade de carros sempre foi um problema no cotidiano das cidades brasileiras, inclusive, as de pequeno porte.
  • B a causa mais determinante para o problema da mobilidade urbana é a qualidade do transporte público.
  • C a ausência de mobilidade atinge tão somente os grandes centros urbanos por privilegiarem o transporte rodoviário.
  • D a resolução do problema do tráfego é um desafio enfrentado por todos os grandes centros urbanos do mundo.
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A questão refere-se ao texto reproduzido a seguir.

O futuro do trabalho

Thomaz Wood Jr.

    Quando se observam carreiras e profissões, tem-se a sensação de que tudo que era sólido agora se desmancha no ar. O mago, ou vilão transformador, costuma ser a tecnologia, força capaz de abalar indústrias e desestruturar trajetórias.

    O impacto é especialmente visível nas carreiras das indústrias criativas e da mídia. Nos últimos 20 anos, as indústrias musicais, as editoras de livros, as revistas e os jornais foram impactados pelas novas tecnologias da informação e de comunicação. Mudaram as formas de produzir e de trabalhar. Para melhor ou para pior? Há controvérsias.

    Os arautos do fim do mundo denunciam a precariedade galopante das novas relações de trabalho. Os profetas do admirável mundo novo advogam que as novas tecnologias turbinam a criatividade e escancaram as portas do mercado para as mentes mais brilhantes.

    Steve Johnson é um escritor norte-americano dedicado a temas relacionados à ciência, tecnologia e inovação. Situa sua pena no último grupo. Em um longo texto publicado no jornal The New York Times, em agosto de 2015, Johnson escreve sobre a emergência da economia digital e suas consequências sobre a cultura, as indústrias criativas e seus profissionais.

    Argumenta que o apocalipse anunciado algumas décadas atrás não se materializou. Muitas empresas e empregos desapareceram, mas, segundo ele, a produção cultural está em alta e os profissionais do campo têm, hoje, mais oportunidades de trabalho do que antes.

    Nas indústrias musicais, a tecnologia barateou a produção e transformou a distribuição. As gravadoras e as lojas de discos deixaram o palco. Empregos foram perdidos, mas não necessariamente aqueles dos artistas. Os músicos deixaram de ganhar dinheiro com discos e voltaram seu foco para as apresentações ao vivo.

    A queda de renda de uma atividade foi compensada pelo aumento de renda na outra. Além disso, a redução dos custos de produção e distribuição permitiu aos músicos gravar e disponibilizar suas obras com facilidade e baixo preço.

    A história da indústria editorial apresenta similaridades com a das indústrias musicais. A venda de livros impressos continuou a aumentar, mesmo depois da introdução dos e-books. Além disso, os livros impressos seguem sustentando uma fatia substancial do mercado. Novos autores e obras surgem todos os dias.

    Para os artistas, o novo mundo do trabalho traz oportunidades e desafios. Favorece os profissionais que conseguem se adaptar a um portfólio amplo de atividades, em lugar de buscar especialização em um único caminho de carreira. De fato, as possibilidades de inserção comercial se multiplicaram.

    Músicos podem hoje compor jingles para publicidade, trilhas para cinema, tevê, teatro, videogames e uma infinidade de aplicativos para smartphones e tablets. Podem dar cursos presenciais, em escolas, e virtuais, por meio do YouTube. E mantêm a possibilidade de se apresentar em casas noturnas, teatros e salas de concerto.

    As inúmeras opções abertas pelas novas tecnologias e seus desdobramentos no mercado de trabalho tornaram a carreira musical, como outras do setor artístico, mais factível. No entanto, sobreviver nesse novo mundo exige novas competências, relacionadas à gestão da própria carreira, como se esta fosse um negócio. E todo esse mar de oportunidades não significa que pagar as contas ficou mais fácil. O jogo continua desigual, com uma base numerosa e mal remunerada e um topo restrito e milionário.

    A tendência da chamada “carreira portfólio”, na qual o profissional é empreendedor de si mesmo e gerencia diferentes atividades e projetos, não é nova ou exclusiva das indústrias criativas. Muito antes da internet, músicos e outros artistas dividiam seu tempo entre diferentes atividades. Médicos e consultores há anos administram múltiplas frentes de trabalho.

    Não há novidade, mas há intensificação e aceleração do fenômeno, para o bem e para o mal. O novo contexto cria novas oportunidades, porém demanda mudanças que comumente se situam além da capacidade dos profissionais. Com isso, gera ansiedade e frustração, criando com frequência dramas pessoais de difícil superação e que tendem a s e multiplicar, à medida que outras indústrias e profissões são afetadas.

Disponível em: . Acesso em: 27 abr. 2016. 

Glossário

  • Arautos: aqueles que proclamam ou anunciam algo.
  • Factível: o que pode acontecer ou ser feito, realizável.

É propósito comunicativo principal do texto:

  • A explicar aspectos da influência da tecnologia nas transformações de carreiras profissionais.
  • B defender ponto de vista contrário à influência da tecnologia nas carreiras profissionais.
  • C descrever impactos negativos da tecnologia na estruturação das carreiras profissionais.
  • D criticar várias visões otimistas acerca da influência da tecnologia nas carreiras profissionais.
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Jogos Olímpicos Rio 2016 deixarão lições para a segurança corporativa

*Alejandro Raposo - 11 de Março de 2016 - 14h42

O projeto de segurança da informação desenvolvido para os Jogos Olímpicos Rio 2016 é, certamente, o mais complexo já implantado na América Latina nos últimos tempos. Primeiramente, porque tem um portfólio de produtos extremamente amplo, que de ve ser integrado a diversas tecnologias de diferentes marcas e aspectos. Em segundo lugar, pela sua visibilidade, já que atende o maior evento esportivo do mundo, com uma expectativa de 4,8 bilhões de espectadores, segundo seus organizadores.

Todos os projetos de segurança da informação abrangem basicamente três premissas: processos, soluções de segurança e pessoas. A diferença é que os Jogos Olímpicos Rio 2016 têm o tamanho de uma cidade inteligente. Para se ter uma ideia, o time envolvido nas operações será de 136,5 mil pessoas, entre funcionários diretos, indiretos e voluntários, cada um com um nível de permissão e uma dinâmica de trabalho diferentes. Além disso, será preciso atender milhares de atletas, profissionais de mídia e agentes de delegações que circularão durante o evento.

Como não poderia deixar de ser, a expectativa de ataques no País também é gigante, por isso, a preocupação com a segurança cibernética deve ser redobrada em todas as organizações do Brasil e não somente nas entidades envolvidas com a organização dos Jogos. O Internet Security ThreatReport 2015 (ISTR 2015), produzido pela Symantec, mostra uma média de quase um milhão de malwares criados por dia em todo o mundo, proporção que deve seguir crescendo exponencialmente, graças ao processo de sofisticação do cibercrime – com ataques cada vez mais direcionados e assertivos – e à aceleração da digitalização, especialmente na América Latina.

Dados do relatório A Nova Revolução Digital, feito pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal), mostram que a penetração da Internet na região mais do que duplicou entre 2006 e 2014, com crescimento passando de 20,7% para 50,1% ao ano. O cenário é semelhante para dispositivos móveis. Entre 2010 e 2013, o número de celulares conectados à Internet na região aumentou, em média, 77% ao ano; em 2014, já somavam 200 milhões. Em 2020, esse número deve ultrapassar os 600 milhões, o que deixará a América Latina atrás somente da Ásia, de acordo com o documento A Economia Móvel - América Latina 2014, produzido pelo GroupeSpeciale Mobile Association (GSMA), entidade que reúne operadoras de telefonia móvel de todo o mundo. Esse crescimento traz, a reboque, um imenso número de novos usuários pouco habituados ao cenário digital, que são vítimas em potencial para ameaças virtuais, inclusive de ataques simples de engenharia social, como spam e alternativas rudimentares.

O aprendizado com esse projeto do Rio 2016, com certeza, levará ao apri moramento das práticas de mercado, pois as ações do Comitê Olímpico Internacional (COI) e do Comitê Organizador Rio 2016 na área de segurança da informação são extremamente bem formuladas, com técnicas e metodologias avançadas. Os processos ocorrem dentro de um padrão e uma sequência que devem ser respeitados, a fim de atingir o objetivo final sem grandes intempéries. Os diversos fabricantes fornecedores trabalham de forma totalmente integrada e com base em parceria mútua, pois a combinação perfeita das soluções determinará o resultado do projeto. Por fim, a criação do ambiente para a disputa dos jogos deve deixar legados para a cidade -sede sob todos os pontos de vista. O objetivo é muito claro: criar um evento no qual todos possam apreciar os jogos e uma estrutura que, de tão eficiente, ninguém veja.

*Vice-presidente de Vendas da Symantec para América Latina


Disponível em: <http://computerworld.com.br/jogos-olimpicos-rio-2016-deixarao-licoes-para-seguranca-corporativa>.

Acesso em: 10 jun. 2016.[Adaptado]

A leitura do título do texto

  • A antecipa a temática sobre a segurança da informação nos Jogos Olímpicos Rio 2016.
  • B critica a temática sobre a segurança da informação para os Jogos Olímpicos Rio 2016.
  • C informa sobre as ações para a segurança da informação dos Jogos Olímpicos Rio 2016.
  • D analisa a eficiência da segurança da informação para os Jogos Olímpicos Rio 2016.
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Para responder a essa pergunta, neurocientistas em geral estudam o modo como o cérebro reforça sua resposta para o que você está procurando, condicionando-se com um impulso elétrico especialmente forte quando vê o que procura. 

O elemento linguístico você refere-se

  • A aos neurocientistas estudiosos do cérebro.
  • B a todas as pessoas que estudam o cérebro.
  • C a todas as pessoas que leem o texto.
  • D aos neurocientistas de modo geral.
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A questão refere-se ao texto reproduzido a seguir.

O futuro do trabalho

Thomaz Wood Jr.

    Quando se observam carreiras e profissões, tem-se a sensação de que tudo que era sólido agora se desmancha no ar. O mago, ou vilão transformador, costuma ser a tecnologia, força capaz de abalar indústrias e desestruturar trajetórias.

    O impacto é especialmente visível nas carreiras das indústrias criativas e da mídia. Nos últimos 20 anos, as indústrias musicais, as editoras de livros, as revistas e os jornais foram impactados pelas novas tecnologias da informação e de comunicação. Mudaram as formas de produzir e de trabalhar. Para melhor ou para pior? Há controvérsias.

    Os arautos do fim do mundo denunciam a precariedade galopante das novas relações de trabalho. Os profetas do admirável mundo novo advogam que as novas tecnologias turbinam a criatividade e escancaram as portas do mercado para as mentes mais brilhantes.

    Steve Johnson é um escritor norte-americano dedicado a temas relacionados à ciência, tecnologia e inovação. Situa sua pena no último grupo. Em um longo texto publicado no jornal The New York Times, em agosto de 2015, Johnson escreve sobre a emergência da economia digital e suas consequências sobre a cultura, as indústrias criativas e seus profissionais.

    Argumenta que o apocalipse anunciado algumas décadas atrás não se materializou. Muitas empresas e empregos desapareceram, mas, segundo ele, a produção cultural está em alta e os profissionais do campo têm, hoje, mais oportunidades de trabalho do que antes.

    Nas indústrias musicais, a tecnologia barateou a produção e transformou a distribuição. As gravadoras e as lojas de discos deixaram o palco. Empregos foram perdidos, mas não necessariamente aqueles dos artistas. Os músicos deixaram de ganhar dinheiro com discos e voltaram seu foco para as apresentações ao vivo.

    A queda de renda de uma atividade foi compensada pelo aumento de renda na outra. Além disso, a redução dos custos de produção e distribuição permitiu aos músicos gravar e disponibilizar suas obras com facilidade e baixo preço.

    A história da indústria editorial apresenta similaridades com a das indústrias musicais. A venda de livros impressos continuou a aumentar, mesmo depois da introdução dos e-books. Além disso, os livros impressos seguem sustentando uma fatia substancial do mercado. Novos autores e obras surgem todos os dias.

    Para os artistas, o novo mundo do trabalho traz oportunidades e desafios. Favorece os profissionais que conseguem se adaptar a um portfólio amplo de atividades, em lugar de buscar especialização em um único caminho de carreira. De fato, as possibilidades de inserção comercial se multiplicaram.

    Músicos podem hoje compor jingles para publicidade, trilhas para cinema, tevê, teatro, videogames e uma infinidade de aplicativos para smartphones e tablets. Podem dar cursos presenciais, em escolas, e virtuais, por meio do YouTube. E mantêm a possibilidade de se apresentar em casas noturnas, teatros e salas de concerto.

    As inúmeras opções abertas pelas novas tecnologias e seus desdobramentos no mercado de trabalho tornaram a carreira musical, como outras do setor artístico, mais factível. No entanto, sobreviver nesse novo mundo exige novas competências, relacionadas à gestão da própria carreira, como se esta fosse um negócio. E todo esse mar de oportunidades não significa que pagar as contas ficou mais fácil. O jogo continua desigual, com uma base numerosa e mal remunerada e um topo restrito e milionário.

    A tendência da chamada “carreira portfólio”, na qual o profissional é empreendedor de si mesmo e gerencia diferentes atividades e projetos, não é nova ou exclusiva das indústrias criativas. Muito antes da internet, músicos e outros artistas dividiam seu tempo entre diferentes atividades. Médicos e consultores há anos administram múltiplas frentes de trabalho.

    Não há novidade, mas há intensificação e aceleração do fenômeno, para o bem e para o mal. O novo contexto cria novas oportunidades, porém demanda mudanças que comumente se situam além da capacidade dos profissionais. Com isso, gera ansiedade e frustração, criando com frequência dramas pessoais de difícil superação e que tendem a s e multiplicar, à medida que outras indústrias e profissões são afetadas.

Disponível em: . Acesso em: 27 abr. 2016. 

Glossário

  • Arautos: aqueles que proclamam ou anunciam algo.
  • Factível: o que pode acontecer ou ser feito, realizável.

Considere o parágrafo reproduzido a seguir.

Músicos podem hoje compor jingles para publicidade, trilhas para cinema, tevê, teatro, videogames e uma infinidade de aplicativos para smartphones e tablets. Podem dar cursos presenciais, em escolas, e virtuais, por meio do YouTube. E mantêm a possibilidade de se apresentar em casas noturnas, teatros e salas de concerto.

A grafia da forma verbal em destaque indica flexão

  • A no plural, pois essa forma está inserida em uma oração com sujeito indeterminado.
  • B no singular, justificada pela flexão do sujeito ao qual se refere.
  • C no singular, pois essa forma está inserida em uma oração sem sujeito.
  • D no plural, justificada pela flexão do sujeito ao qual se refere.
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A questão refere-se ao texto reproduzido a seguir.

O futuro do trabalho

Thomaz Wood Jr.

    Quando se observam carreiras e profissões, tem-se a sensação de que tudo que era sólido agora se desmancha no ar. O mago, ou vilão transformador, costuma ser a tecnologia, força capaz de abalar indústrias e desestruturar trajetórias.

    O impacto é especialmente visível nas carreiras das indústrias criativas e da mídia. Nos últimos 20 anos, as indústrias musicais, as editoras de livros, as revistas e os jornais foram impactados pelas novas tecnologias da informação e de comunicação. Mudaram as formas de produzir e de trabalhar. Para melhor ou para pior? Há controvérsias.

    Os arautos do fim do mundo denunciam a precariedade galopante das novas relações de trabalho. Os profetas do admirável mundo novo advogam que as novas tecnologias turbinam a criatividade e escancaram as portas do mercado para as mentes mais brilhantes.

    Steve Johnson é um escritor norte-americano dedicado a temas relacionados à ciência, tecnologia e inovação. Situa sua pena no último grupo. Em um longo texto publicado no jornal The New York Times, em agosto de 2015, Johnson escreve sobre a emergência da economia digital e suas consequências sobre a cultura, as indústrias criativas e seus profissionais.

    Argumenta que o apocalipse anunciado algumas décadas atrás não se materializou. Muitas empresas e empregos desapareceram, mas, segundo ele, a produção cultural está em alta e os profissionais do campo têm, hoje, mais oportunidades de trabalho do que antes.

    Nas indústrias musicais, a tecnologia barateou a produção e transformou a distribuição. As gravadoras e as lojas de discos deixaram o palco. Empregos foram perdidos, mas não necessariamente aqueles dos artistas. Os músicos deixaram de ganhar dinheiro com discos e voltaram seu foco para as apresentações ao vivo.

    A queda de renda de uma atividade foi compensada pelo aumento de renda na outra. Além disso, a redução dos custos de produção e distribuição permitiu aos músicos gravar e disponibilizar suas obras com facilidade e baixo preço.

    A história da indústria editorial apresenta similaridades com a das indústrias musicais. A venda de livros impressos continuou a aumentar, mesmo depois da introdução dos e-books. Além disso, os livros impressos seguem sustentando uma fatia substancial do mercado. Novos autores e obras surgem todos os dias.

    Para os artistas, o novo mundo do trabalho traz oportunidades e desafios. Favorece os profissionais que conseguem se adaptar a um portfólio amplo de atividades, em lugar de buscar especialização em um único caminho de carreira. De fato, as possibilidades de inserção comercial se multiplicaram.

    Músicos podem hoje compor jingles para publicidade, trilhas para cinema, tevê, teatro, videogames e uma infinidade de aplicativos para smartphones e tablets. Podem dar cursos presenciais, em escolas, e virtuais, por meio do YouTube. E mantêm a possibilidade de se apresentar em casas noturnas, teatros e salas de concerto.

    As inúmeras opções abertas pelas novas tecnologias e seus desdobramentos no mercado de trabalho tornaram a carreira musical, como outras do setor artístico, mais factível. No entanto, sobreviver nesse novo mundo exige novas competências, relacionadas à gestão da própria carreira, como se esta fosse um negócio. E todo esse mar de oportunidades não significa que pagar as contas ficou mais fácil. O jogo continua desigual, com uma base numerosa e mal remunerada e um topo restrito e milionário.

    A tendência da chamada “carreira portfólio”, na qual o profissional é empreendedor de si mesmo e gerencia diferentes atividades e projetos, não é nova ou exclusiva das indústrias criativas. Muito antes da internet, músicos e outros artistas dividiam seu tempo entre diferentes atividades. Médicos e consultores há anos administram múltiplas frentes de trabalho.

    Não há novidade, mas há intensificação e aceleração do fenômeno, para o bem e para o mal. O novo contexto cria novas oportunidades, porém demanda mudanças que comumente se situam além da capacidade dos profissionais. Com isso, gera ansiedade e frustração, criando com frequência dramas pessoais de difícil superação e que tendem a s e multiplicar, à medida que outras indústrias e profissões são afetadas.

Disponível em: . Acesso em: 27 abr. 2016. 

Glossário

  • Arautos: aqueles que proclamam ou anunciam algo.
  • Factível: o que pode acontecer ou ser feito, realizável.

Considere o trecho:

Não há novidade, mas há intensificação e aceleração do fenômeno [...]

Flexionando-se os verbos no pretérito perfeito e flexionando-se todos os substantivos no plural, a reescrita do trecho, conforme o português padrão, é:

  • A Não haveriam novidades, mas haveriam intensificações e acelerações dos fenômenos.
  • B Não houveram novidades, mas houveram intensificações e acelerações dos fenômenos.
  • C Não haveria novidades, mas haveria intensificações e acelerações dos fenômenos.
  • D Não houve novidades, mas houve intensificações e acelerações dos fenômenos.
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O poder do cérebro em evitar distrações
Diante de um estímulo relevante, nossa mente recorre a um “truque”: a reação a distrações tende a diminuir, de modo que, comparativamente, o alvo de interesse ganha destaque em relação aos demais
Por Ferris Jabr
Você está dirigindo por uma rodovia por onde não costuma transitar e sabe que a saída está em algum lugar desse trecho da estrada, mas nunca a utilizou antes e não quer perdê-la. Enquanto olha atentamente para um lado em busca do sinal de saída, numerosas distrações se intrometem em seu campo visual: cartazes, um conversível charmoso, o toque do celular. Como o seu cérebro se concentra na tarefa que está realizando? Para responder a essa pergunta, neurocientistas em geral estudam o modo como o cérebro reforça sua resposta para o que você está procurando, condicionando-se com um impulso elétrico especialmente forte quando vê o que procura. Outro “truque” neurológico pode ser igualmente importante: segundo um estudo divulgado pelo periódico científico Journal of Neuroscience, o cérebro enfraquece sua reação, deliberadamente, perante tudo o mais, de modo que, comparativamente, o alvo de interesse ganhe destaque. E o mais curioso: fazemos isso sem sequer perceber.
Os neurocientistas cognitivos John Gaspar e John McDonald, ambos pesquisadores da Universidade Simon Fraser, na Colúmbia Britânica, Canadá, chegaram a essa conclusão depois de pedirem a 48 universitários que fizessem testes de atenção em um computador. Os voluntários deveriam identificar rapidamente um círculo amarelo isolado em meio a um conjunto de círculos verdes sem serem distraídos por um círculo vermelho ainda mais chamativo. Durante todo esse tempo, os pesquisadores monitoraram a atividade elétrica no cérebro dos estudantes por meio de uma rede de eletrodos conectados a seu couro cabeludo. Como primeira evidência direta desse processo neural em ação, os padrões registrados revelaram que o cérebro dos participantes do experimento consistentemente suprimia reações a todos os círculos, exceto quando se referia àquelas formas geométricas que estavam procurando. “Neurocientistas estão cientes da supressão há algum tempo, mas ela não tem sido tão estudada quanto mecanismos que aumentam a atenção”, salienta McDonald. “A novidade é que, com esse trabalho, determinamos como é possível evitar distração por meio da supressão”.
O neurocientista acredita que pesquisas desse tipo, algum dia, poderão ajudar os cientistas a entender o que ocorre no cérebro de pessoas com problemas de atenção, como o transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDA/H). Em um mundo cada vez mais permeado de distrações, o que é um importante fator para acidentes de trânsito, qualquer insight sobre como o cérebro concentra atenção deve despertar também a nossa.   

A leitura do título do texto

  • A critica a utilização de “truques” para estimular o cérebro.
  • B explicita a opinião do autor sobre os estudos do cérebro.
  • C antecipa a temática sobre o poder do cérebro.
  • D relativiza a importância dos estudos do cérebro.
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Astrônomos desconfiam que topamos com civilização alienígena superavançada
Por Fábio Marton
Há algo estranho no céu da Via Láctea. Astrônomos em colaboração com o Instituto SETI daUniversidade de Berkley (EUA) anunciaram que pretendem apontar radiotelescópios para umaestrela na qual, suspeitam, pode existir uma civilização superavançada.
A estrela atende pelo indigesto nome de KIC 8462852 e vem sendo observada pelotelescópio espacial Kepler desde 2009, em busca de planetas. Um grupo de colaboradores pelainternet – o Kepler traz tanta informação que os cientistas precisam de uma mãozinha deamadores – descobriu algo muito esquisito ali.
Caçar planetas não é exatamente como as pessoas imaginam. Como a tecnologia ainda nãopermite observá-los diretamente, isso é feito por pequenas oscilações na luz das estrelas, queacontecem quando um planeta passa em frente a elas. Os colaboradores observaram duaspequenas oscilações em 2009, seguidas por uma grande em 2011, que durou quase umasemana, e uma série de várias que diminuíram a luz da estrela de forma significativa em 2013.Planetas não funcionam assim. Eles geralmente alteram a luz por um período de poucashoras. E essas oscilações se repetem, com as mesmas características – porque, afinal, elesestão em órbita, indo e voltando o tempo todo. O que pode ser então?

Explicações mundanas
Vamos deixar um grande negrito no "desconfiam" do título. A astrônoma Tabetha Boyajian,da Universidade de Yale, publicou um estudo anteontem, oferecendo várias explicaçõesmundanas para o que aconteceu. A mais provável, segundo ela, é que um grupo de cometaspassou pela estrela e foi desintegrado por sua gravidade, levando aos diversos pontos de 2013.
Mas há a teoria divertida: nos anos 60, o matemático Freeman Dyson escreveu que umacivilização alienígena suficientemente avançada precisaria de tanta energia que desenvolveria atecnologia para cercar uma estrela inteira com coletores solares. Essa megaconstruçãohipotética passou a ser chamada de Esfera de Dyson.
E essa é a pulga atrás da orelha dos astrônomos. "Aliens deviam ser sempre a últimahipótese que você considera, mas isso pareceu algo que você esperaria que uma civilizaçãoalienígena construísse", afirmou Jason Wright, da Penn State University, que está capitaneandoo projeto para observar mais de perto a estrela. Assim como Boyajian – ela não arriscou suacarreira mencionando essa possibilidade em seu estudo, mas está dentro nessa de procuraralienígenas. A proposta deles é apontar o Green Bank Telescope – o maior radiotelescópio domundo – para a estrela. Se os resultados parecerem promissores, então seria a vez de usar oVery Large Array, um complexo com 27 radiotelescópios. Se o projeto for adiante, asobservações devem começar em janeiro.

A relatividade é uma estraga-prazeres
Tá certo, a proposta parece, com o perdão do trocadilho, de outro mundo (e já prevejo oinevitável "por que não gastam esse dinheiro com câncer?" nos comentários). Mas vamos viajarum pouco com ela. KIC 8462852 fica a 1480 anos-luz de distância. O que quer dizer, pela Teoriada Relatividade, que a luz levou 1480 anos para chegar aqui. Assim, estamos vendo como eramas coisas lá há (o que mais?) 1480 anos. Se realmente são alienígenas, o que observamos é seupassado distante. Nada garante que não tenham se aniquilado numa incrível guerra galáctica ouinvasão zumbi desde então.
Do lado deles, se olhassem para nós, nos veriam na baixa Idade Média, logo após o fim doImpério Romano. Não pegaria rádio nenhum. Se, mesmo assim, conseguissem nos detectar, nãoquer dizer que seria viável voar até aqui – porque a viagem levaria, novamente pela relatividade,mais de 1480 anos, tirando por wormholes e outras possibilidades altamente especulativas.
Então não, não é hora de sair pesquisando por "Conspiração em Roswell" no Google.
 Acessado em 7 de jan. de 2016. [Adaptado]
GLOSSÁRIOWormholes: atalhos [em tradução livre].

Ao longo do texto, aspas são utilizadas em quatro ocasiões. Quanto a esse uso,

  • A a terceira ocorrência marca a presença de uma ironia.
  • B a primeira ocorrência marca o uso de linguagem conotativa.
  • C a segunda ocorrência demarca as fronteiras de uma voz alheia.
  • D a quarta ocorrência justifica-se pelo uso de palavra estrangeira.
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Jogos Olímpicos Rio 2016 deixarão lições para a segurança corporativa

*Alejandro Raposo - 11 de Março de 2016 - 14h42

O projeto de segurança da informação desenvolvido para os Jogos Olímpicos Rio 2016 é, certamente, o mais complexo já implantado na América Latina nos últimos tempos. Primeiramente, porque tem um portfólio de produtos extremamente amplo, que de ve ser integrado a diversas tecnologias de diferentes marcas e aspectos. Em segundo lugar, pela sua visibilidade, já que atende o maior evento esportivo do mundo, com uma expectativa de 4,8 bilhões de espectadores, segundo seus organizadores.

Todos os projetos de segurança da informação abrangem basicamente três premissas: processos, soluções de segurança e pessoas. A diferença é que os Jogos Olímpicos Rio 2016 têm o tamanho de uma cidade inteligente. Para se ter uma ideia, o time envolvido nas operações será de 136,5 mil pessoas, entre funcionários diretos, indiretos e voluntários, cada um com um nível de permissão e uma dinâmica de trabalho diferentes. Além disso, será preciso atender milhares de atletas, profissionais de mídia e agentes de delegações que circularão durante o evento.

Como não poderia deixar de ser, a expectativa de ataques no País também é gigante, por isso, a preocupação com a segurança cibernética deve ser redobrada em todas as organizações do Brasil e não somente nas entidades envolvidas com a organização dos Jogos. O Internet Security ThreatReport 2015 (ISTR 2015), produzido pela Symantec, mostra uma média de quase um milhão de malwares criados por dia em todo o mundo, proporção que deve seguir crescendo exponencialmente, graças ao processo de sofisticação do cibercrime – com ataques cada vez mais direcionados e assertivos – e à aceleração da digitalização, especialmente na América Latina.

Dados do relatório A Nova Revolução Digital, feito pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal), mostram que a penetração da Internet na região mais do que duplicou entre 2006 e 2014, com crescimento passando de 20,7% para 50,1% ao ano. O cenário é semelhante para dispositivos móveis. Entre 2010 e 2013, o número de celulares conectados à Internet na região aumentou, em média, 77% ao ano; em 2014, já somavam 200 milhões. Em 2020, esse número deve ultrapassar os 600 milhões, o que deixará a América Latina atrás somente da Ásia, de acordo com o documento A Economia Móvel - América Latina 2014, produzido pelo GroupeSpeciale Mobile Association (GSMA), entidade que reúne operadoras de telefonia móvel de todo o mundo. Esse crescimento traz, a reboque, um imenso número de novos usuários pouco habituados ao cenário digital, que são vítimas em potencial para ameaças virtuais, inclusive de ataques simples de engenharia social, como spam e alternativas rudimentares.

O aprendizado com esse projeto do Rio 2016, com certeza, levará ao apri moramento das práticas de mercado, pois as ações do Comitê Olímpico Internacional (COI) e do Comitê Organizador Rio 2016 na área de segurança da informação são extremamente bem formuladas, com técnicas e metodologias avançadas. Os processos ocorrem dentro de um padrão e uma sequência que devem ser respeitados, a fim de atingir o objetivo final sem grandes intempéries. Os diversos fabricantes fornecedores trabalham de forma totalmente integrada e com base em parceria mútua, pois a combinação perfeita das soluções determinará o resultado do projeto. Por fim, a criação do ambiente para a disputa dos jogos deve deixar legados para a cidade -sede sob todos os pontos de vista. O objetivo é muito claro: criar um evento no qual todos possam apreciar os jogos e uma estrutura que, de tão eficiente, ninguém veja.

*Vice-presidente de Vendas da Symantec para América Latina


Disponível em: <http://computerworld.com.br/jogos-olimpicos-rio-2016-deixarao-licoes-para-seguranca-corporativa>.

Acesso em: 10 jun. 2016.[Adaptado]

As palavras foram acentuadas pela mesma regra em:

  • A “atrás”, “comitê” e “levará”.
  • B “móveis’, “últimos” e “América”.
  • C “portfólio”, “dinâmica” e “mídia”.
  • D “nível”, “relatório” e “vítimas”.
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A questão refere-se ao texto reproduzido a seguir.

O futuro do trabalho

Thomaz Wood Jr.

    Quando se observam carreiras e profissões, tem-se a sensação de que tudo que era sólido agora se desmancha no ar. O mago, ou vilão transformador, costuma ser a tecnologia, força capaz de abalar indústrias e desestruturar trajetórias.

    O impacto é especialmente visível nas carreiras das indústrias criativas e da mídia. Nos últimos 20 anos, as indústrias musicais, as editoras de livros, as revistas e os jornais foram impactados pelas novas tecnologias da informação e de comunicação. Mudaram as formas de produzir e de trabalhar. Para melhor ou para pior? Há controvérsias.

    Os arautos do fim do mundo denunciam a precariedade galopante das novas relações de trabalho. Os profetas do admirável mundo novo advogam que as novas tecnologias turbinam a criatividade e escancaram as portas do mercado para as mentes mais brilhantes.

    Steve Johnson é um escritor norte-americano dedicado a temas relacionados à ciência, tecnologia e inovação. Situa sua pena no último grupo. Em um longo texto publicado no jornal The New York Times, em agosto de 2015, Johnson escreve sobre a emergência da economia digital e suas consequências sobre a cultura, as indústrias criativas e seus profissionais.

    Argumenta que o apocalipse anunciado algumas décadas atrás não se materializou. Muitas empresas e empregos desapareceram, mas, segundo ele, a produção cultural está em alta e os profissionais do campo têm, hoje, mais oportunidades de trabalho do que antes.

    Nas indústrias musicais, a tecnologia barateou a produção e transformou a distribuição. As gravadoras e as lojas de discos deixaram o palco. Empregos foram perdidos, mas não necessariamente aqueles dos artistas. Os músicos deixaram de ganhar dinheiro com discos e voltaram seu foco para as apresentações ao vivo.

    A queda de renda de uma atividade foi compensada pelo aumento de renda na outra. Além disso, a redução dos custos de produção e distribuição permitiu aos músicos gravar e disponibilizar suas obras com facilidade e baixo preço.

    A história da indústria editorial apresenta similaridades com a das indústrias musicais. A venda de livros impressos continuou a aumentar, mesmo depois da introdução dos e-books. Além disso, os livros impressos seguem sustentando uma fatia substancial do mercado. Novos autores e obras surgem todos os dias.

    Para os artistas, o novo mundo do trabalho traz oportunidades e desafios. Favorece os profissionais que conseguem se adaptar a um portfólio amplo de atividades, em lugar de buscar especialização em um único caminho de carreira. De fato, as possibilidades de inserção comercial se multiplicaram.

    Músicos podem hoje compor jingles para publicidade, trilhas para cinema, tevê, teatro, videogames e uma infinidade de aplicativos para smartphones e tablets. Podem dar cursos presenciais, em escolas, e virtuais, por meio do YouTube. E mantêm a possibilidade de se apresentar em casas noturnas, teatros e salas de concerto.

    As inúmeras opções abertas pelas novas tecnologias e seus desdobramentos no mercado de trabalho tornaram a carreira musical, como outras do setor artístico, mais factível. No entanto, sobreviver nesse novo mundo exige novas competências, relacionadas à gestão da própria carreira, como se esta fosse um negócio. E todo esse mar de oportunidades não significa que pagar as contas ficou mais fácil. O jogo continua desigual, com uma base numerosa e mal remunerada e um topo restrito e milionário.

    A tendência da chamada “carreira portfólio”, na qual o profissional é empreendedor de si mesmo e gerencia diferentes atividades e projetos, não é nova ou exclusiva das indústrias criativas. Muito antes da internet, músicos e outros artistas dividiam seu tempo entre diferentes atividades. Médicos e consultores há anos administram múltiplas frentes de trabalho.

    Não há novidade, mas há intensificação e aceleração do fenômeno, para o bem e para o mal. O novo contexto cria novas oportunidades, porém demanda mudanças que comumente se situam além da capacidade dos profissionais. Com isso, gera ansiedade e frustração, criando com frequência dramas pessoais de difícil superação e que tendem a s e multiplicar, à medida que outras indústrias e profissões são afetadas.

Disponível em: . Acesso em: 27 abr. 2016. 

Glossário

  • Arautos: aqueles que proclamam ou anunciam algo.
  • Factível: o que pode acontecer ou ser feito, realizável.

Os trechos reproduzidos a seguir servirão de base para a questão.

Trecho I

Os arautos do fim do mundo denunciam a precariedade galopante das novas relações de trabalho. Os profetas do admirável mundo novo advogam que as novas tecnologias turbinam a criatividade e escancaram as portas do mercado para as mentes mais brilhantes.

Trecho II

Nas indústrias musicais, a tecnologia barateou a produção e transformou a distribuição. As gravadoras e as lojas de discos deixaram o palco. Empregos foram perdidos, mas não necessariamente aqueles dos artistas. Os músicos deixaram de ganhar dinheiro com discos e voltaram seu foco para as apresentações ao vivo.

 No Trecho I, as formas verbais expressam

  • A simultaneidade de ações, caracterizando uma sequência descritiva; e, no Trecho II, as formas verbais expressam ações sucessivas, caracterizando uma sequência narrativa.
  • B simultaneidade de ações, caracterizando uma sequência narrativa; e, no Trecho II, as formas verbais expressam ações sucessivas, caracterizando uma sequência descritiva.
  • C ações sucessivas, caracterizando uma sequência narrativa; e, no Trecho II, as formas verbais expressam simultaneidade de ações, caracterizando uma sequência descritiva.
  • D ações sucessivas, caracterizando uma sequência descritiva; e, no Trecho II, as formas verbais expressam simultaneidade de ações, caracterizando uma sequência narrativa.
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Astrônomos desconfiam que topamos com civilização alienígena superavançada
Por Fábio Marton
Há algo estranho no céu da Via Láctea. Astrônomos em colaboração com o Instituto SETI daUniversidade de Berkley (EUA) anunciaram que pretendem apontar radiotelescópios para umaestrela na qual, suspeitam, pode existir uma civilização superavançada.
A estrela atende pelo indigesto nome de KIC 8462852 e vem sendo observada pelotelescópio espacial Kepler desde 2009, em busca de planetas. Um grupo de colaboradores pelainternet – o Kepler traz tanta informação que os cientistas precisam de uma mãozinha deamadores – descobriu algo muito esquisito ali.
Caçar planetas não é exatamente como as pessoas imaginam. Como a tecnologia ainda nãopermite observá-los diretamente, isso é feito por pequenas oscilações na luz das estrelas, queacontecem quando um planeta passa em frente a elas. Os colaboradores observaram duaspequenas oscilações em 2009, seguidas por uma grande em 2011, que durou quase umasemana, e uma série de várias que diminuíram a luz da estrela de forma significativa em 2013.Planetas não funcionam assim. Eles geralmente alteram a luz por um período de poucashoras. E essas oscilações se repetem, com as mesmas características – porque, afinal, elesestão em órbita, indo e voltando o tempo todo. O que pode ser então?

Explicações mundanas
Vamos deixar um grande negrito no "desconfiam" do título. A astrônoma Tabetha Boyajian,da Universidade de Yale, publicou um estudo anteontem, oferecendo várias explicaçõesmundanas para o que aconteceu. A mais provável, segundo ela, é que um grupo de cometaspassou pela estrela e foi desintegrado por sua gravidade, levando aos diversos pontos de 2013.
Mas há a teoria divertida: nos anos 60, o matemático Freeman Dyson escreveu que umacivilização alienígena suficientemente avançada precisaria de tanta energia que desenvolveria atecnologia para cercar uma estrela inteira com coletores solares. Essa megaconstruçãohipotética passou a ser chamada de Esfera de Dyson.
E essa é a pulga atrás da orelha dos astrônomos. "Aliens deviam ser sempre a últimahipótese que você considera, mas isso pareceu algo que você esperaria que uma civilizaçãoalienígena construísse", afirmou Jason Wright, da Penn State University, que está capitaneandoo projeto para observar mais de perto a estrela. Assim como Boyajian – ela não arriscou suacarreira mencionando essa possibilidade em seu estudo, mas está dentro nessa de procuraralienígenas. A proposta deles é apontar o Green Bank Telescope – o maior radiotelescópio domundo – para a estrela. Se os resultados parecerem promissores, então seria a vez de usar oVery Large Array, um complexo com 27 radiotelescópios. Se o projeto for adiante, asobservações devem começar em janeiro.

A relatividade é uma estraga-prazeres
Tá certo, a proposta parece, com o perdão do trocadilho, de outro mundo (e já prevejo oinevitável "por que não gastam esse dinheiro com câncer?" nos comentários). Mas vamos viajarum pouco com ela. KIC 8462852 fica a 1480 anos-luz de distância. O que quer dizer, pela Teoriada Relatividade, que a luz levou 1480 anos para chegar aqui. Assim, estamos vendo como eramas coisas lá há (o que mais?) 1480 anos. Se realmente são alienígenas, o que observamos é seupassado distante. Nada garante que não tenham se aniquilado numa incrível guerra galáctica ouinvasão zumbi desde então.
Do lado deles, se olhassem para nós, nos veriam na baixa Idade Média, logo após o fim doImpério Romano. Não pegaria rádio nenhum. Se, mesmo assim, conseguissem nos detectar, nãoquer dizer que seria viável voar até aqui – porque a viagem levaria, novamente pela relatividade,mais de 1480 anos, tirando por wormholes e outras possibilidades altamente especulativas.
Então não, não é hora de sair pesquisando por "Conspiração em Roswell" no Google.
 Acessado em 7 de jan. de 2016. [Adaptado]
GLOSSÁRIOWormholes: atalhos [em tradução livre].

O propósito comunicativo dominante no texto é

  • A apresentar possíveis explicações para os fenômenos observados pelo telescópio Kepler
  • B alertar os seres humanos para a precipitação de possíveis preocupações relativas à existência de vida extraterrestre.
  • C informar a descoberta de oscilações na luz estelar que podem significar a existência de vida alienígena inteligente.
  • D discorrer sobre as dificuldades existentes para a descoberta de novos corpos celestes.
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Saúde e produtividade, não há tempo a perder
Bruce Rasmussen

O Brasil segue envelhecendo rapidamente e vivendo mais. Dados de 2014, divulgados peloInstituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que as pessoas com mais de 60anos já são 13,7% da população do país - há dez anos, esse percentual era de 9,7%. Ao mesmotempo, a expectativa de vida cresce ano a ano. Chegou a 75,2 anos: 29,7 anos a mais quandocomparado com 1940.
Um dos principais reflexos dessa mudança na pirâmide etária é o envelhecimento da forçade trabalho do país, fenômeno já observado em países desenvolvidos. Com um contingente dejovens menor, os países dependem de trabalhadores mais velhos e experientes. Mantê -lossaudáveis e ativos se torna, assim, uma das variáveis para o crescimento econômico e para odesenvolvimento.
Em estudo recente que elaboramos na Victoria University, "Impactos econômicos dasdoenças crônicas na produtividade e na aposentadoria precoce: o Brasil em foco", constatamosque, entre os países comparados, o Brasil tinha uma das forças de trabalho mais "jovens" no ano2000, com apenas 12% do total tendo entre 50 e 64 anos.
Até o ano 2030, essa proporção deve quase dobrar para quase 21%. O cenário brasileirointegrou um trabalho que analisou 11 países – China, Colômbia, Índia, Japão, México, Peru,Polônia, África do Sul, Turquia e Estados Unidos.
Nesse contexto, uma das principais questões com que o Brasil terá que lidar é ocrescimento das chamadas doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) na força de trabalho.Fazem parte do grupo doenças cardiovasculares, câncer, doenças crônicas respiratórias ediabetes. A incidência dessas doenças é cada vez maior nos países em desenvolvimento , e,entre os países estudados, o Brasil tem o maior nível de DCNTs, medido pelo número de anosque a pessoa vive com a deficiência.
O custo dessas doenças cresce exponencialmente com a idade. No Brasil, essa despesa,aos 60 anos, é duas vezes maior do que aos 45.
O relógio está correndo e aponta que é a hora de o Brasil olhar para os impactos dasDCNTs na produtividade da força de trabalho e na aposentadoria precoce da populaçãoeconomicamente ativa. Se projetadas até 2030, essas perdas totalizariam 8,7% do PIB, oequivalente a US$ 184 bilhões a menos, considerando mortes por doenças crônicas e casos deabsenteísmo e presenteísmo.
Tais fatores precisam de tratamento intensivo para conter o efeito negativo sobre osindicadores econômicos ao longo do tempo. A evolução desse quadro, nos próximos 15 anos, vaiafetar o crescimento dos países – por estar diretamente relacionado à redução da capacidadepara trabalhar e à perda de produtividade.
Soluções possíveis exigem cooperação para viabilizar e disseminar ações transversais deprevenção, mas é vital quebrar um paradigma: mudar o entendimento de saúde, passando aconsiderar sua gestão um investimento em produtividade e vida mais saudável.
Mesmo em um cenário de contingenciamento, oportunidades não podem ser desperdiçadas.Essas transformações são um processo de longo prazo, mas que precisa ser iniciado. Umprimeiro passo é criar condições para uma articulação entre sociedade, setor privado e governo,com foco no enfrentamento dos desafios que o Brasil terá pela frente com a sua saúde. 
Disponível em: . Acesso em: 7 jan. 2016. [Adaptado]


GLOSSÁRIO
Absenteísmo: ausência de um empregado ao trabalho, causada especialmente por motivo dedoença ou dano físico.
Presenteísmo: presença de um emprego no trabalho sem a produtividade esperada.
Contingenciamento: controle de despesas.

A partir da leitura do texto, é correto afirmar que

  • A o Brasil integra um grupo de países que foi alvo de pesquisa para verificar quanto tempo os trabalhadores convivem com doenças crônicas não transmissíveis.
  • B o custo com o tratamento das doenças crônicas não transmissíveis sofre um drástico aumento quando o trabalhador atinge os 45 anos de idade.
  • C o prejuízo decorrente do impacto das doenças crônicas não transmissíveis sobre a economia brasileira soma 184 bilhões de dólares atualmente.
  • D o investimento em produtividade e vida mais saudável deve ser medida a ser perseguida pelo Brasil para garantir seu crescimento econômico.
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Mobilidade Urbana
Rodolfo F. Alves Pena
A mobilidade urbana, isto é, as condições oferecidas pelas cidades para garantir a livre circulação de pessoas entre as suas diferentes áreas, é um dos maiores desafios na atualidade tanto para o Brasil quanto para vários outros países. O crescente número de veículos individuais promove o inchaço do trânsito, dificultando a locomoção ao longo das áreas das grandes cidades, principalmente, nas regiões que concentram a maior parte dos serviços e empregos.
O Brasil, atualmente, vive um drama a respeito dessa questão. A melhoria da renda da população de classe média e baixa, os incentivos promovidos pelo Governo Federal para o mercado automobilístico (como a redução do IPI) e a baixa qualidade do transporte público contribuíram para o aumento do número de carros no trânsito. Com isso, tornaram-se ainda mais constantes os problemas com engarrafamentos, lentidão, estresse e outros, um elemento presente até mesmo em cidades e localidades que não sofriam com essa questão.
Outro fator que contribui para aumentar o problema da falta de mobilidade urbana no Brasil é a herança histórica da política rodoviarista do país, que gerou um acúmulo nos investimentos para esse tipo de transporte em detrimento de outras formas de locomoção. Com isso, aumentou-se também a presença de veículos pesados, como os caminhões, o que dificulta ainda mais a fluidez do trânsito no Brasil.
A cidade de São Paulo é uma das que mais sofrem com esse problema. Em média, o paulistano pode passar até 45 dias do ano no trânsito, algo impensável para quem deseja uma melhor qualidade de vida no âmbito das cidades. Aparentemente, as medidas criadas para combater essa questão não foram de grande valia: o sistema de rodízio de automóveis, a construção de mais ruas, viadutos e avenidas para a locomoção, entre outras.
A grande questão é que, segundo especialistas, não há perspectiva de promoção de uma real mobilidade urbana no Brasil se as medidas adotadas privilegiarem o uso do transporte individual. É preciso, pois, melhorar as características do transporte público de massa, com mais ônibus, metrôs e terminais. Além disso, incentivos a meios de transporte como as bicicletas, além de contribuir para essa questão, ajudam a reduzir a emissão de poluentes na atmosfera e melhorar a qualidade de vida no meio urbano. Por isso, a construção de ciclofaixas ou ciclovias surge como uma saída viável e inteligente.
Outra solução apontada para combater o inchaço de veículos nas cidades é a adoção do chamado pedágio urbano, o que gera uma grande polêmica. Com isso, os carros e motocic letas teriam de pagar taxas para deslocar-se em determinados pontos da cidade, o que recebe apoio de muitos especialistas, mas também o rechaçamento de outros. Se, por um lado, essa medida estimularia o transporte coletivo ao invés do individual; por outro , as críticas colocam que apenas a população de menor renda média é que seria direcionada para esse sentido, o que representaria, em tese, uma exclusão desse grupo ao espaço da cidade.
Vale ressaltar também que o modelo histórico de organização do espaço g eográfico brasileiro não contribui para uma mudança desse cenário. Afinal, ao longo do século XX, houve uma rápida urbanização do país, que assistiu a um acelerado processo de crescimento das cidades e também de metropolização, ou seja, a concentração da população nas grandes metrópoles. Se o país tivesse passado por um processo de Reforma Agrária adequado, de forma a conter o elevado êxodo rural e, consequentemente, os níveis de urbanização, talvez essas e outras questões urbanas fossem de mais fácil resolução.
Disponível em:<http://mundoeducacao.bol.uol.com.br/geografia/mobilidade-urbana.htm> . Acesso em: 26 Ago. 2016. [Adaptado]
Considere o excerto a seguir. Se, por um lado, essa medida estimularia o transporte coletivo ao invés do individual; por outro, as críticas colocam que apenas a população de menor renda média é que seria direcionada para esse sentido, o que representaria, em tese, uma exclusão desse grupo ao espaço da cidade. O uso do ponto e vírgula serve para separar
  • A períodos de mesma natureza no interior do parágrafo.
  • B orações coordenadas que se opõem quanto ao sentido.
  • C itens de um enunciado enumerativo.
  • D orações de valor conclusivo.
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O poder do cérebro em evitar distrações
Diante de um estímulo relevante, nossa mente recorre a um “truque”: a reação a distrações tende a diminuir, de modo que, comparativamente, o alvo de interesse ganha destaque em relação aos demais
Por Ferris Jabr
Você está dirigindo por uma rodovia por onde não costuma transitar e sabe que a saída está em algum lugar desse trecho da estrada, mas nunca a utilizou antes e não quer perdê-la. Enquanto olha atentamente para um lado em busca do sinal de saída, numerosas distrações se intrometem em seu campo visual: cartazes, um conversível charmoso, o toque do celular. Como o seu cérebro se concentra na tarefa que está realizando? Para responder a essa pergunta, neurocientistas em geral estudam o modo como o cérebro reforça sua resposta para o que você está procurando, condicionando-se com um impulso elétrico especialmente forte quando vê o que procura. Outro “truque” neurológico pode ser igualmente importante: segundo um estudo divulgado pelo periódico científico Journal of Neuroscience, o cérebro enfraquece sua reação, deliberadamente, perante tudo o mais, de modo que, comparativamente, o alvo de interesse ganhe destaque. E o mais curioso: fazemos isso sem sequer perceber.
Os neurocientistas cognitivos John Gaspar e John McDonald, ambos pesquisadores da Universidade Simon Fraser, na Colúmbia Britânica, Canadá, chegaram a essa conclusão depois de pedirem a 48 universitários que fizessem testes de atenção em um computador. Os voluntários deveriam identificar rapidamente um círculo amarelo isolado em meio a um conjunto de círculos verdes sem serem distraídos por um círculo vermelho ainda mais chamativo. Durante todo esse tempo, os pesquisadores monitoraram a atividade elétrica no cérebro dos estudantes por meio de uma rede de eletrodos conectados a seu couro cabeludo. Como primeira evidência direta desse processo neural em ação, os padrões registrados revelaram que o cérebro dos participantes do experimento consistentemente suprimia reações a todos os círculos, exceto quando se referia àquelas formas geométricas que estavam procurando. “Neurocientistas estão cientes da supressão há algum tempo, mas ela não tem sido tão estudada quanto mecanismos que aumentam a atenção”, salienta McDonald. “A novidade é que, com esse trabalho, determinamos como é possível evitar distração por meio da supressão”.
O neurocientista acredita que pesquisas desse tipo, algum dia, poderão ajudar os cientistas a entender o que ocorre no cérebro de pessoas com problemas de atenção, como o transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDA/H). Em um mundo cada vez mais permeado de distrações, o que é um importante fator para acidentes de trânsito, qualquer insight sobre como o cérebro concentra atenção deve despertar também a nossa.   

A leitura do texto permite inferir que

  • A pesquisadores cognitivistas canadenses não utilizam recursos de informática para estudar a mente humana.
  • B os pesquisadores ainda não descobriram se o cérebro humano é capaz de se distrair quando exposto a estímulos externos.
  • C os cientistas ainda não têm um entendimento sobre o que acontece no cérebro de pessoas com transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDA/H).
  • D neurocientistas britânicos não reconhecem que o cérebro humano possa suprimir reações e estímulos externos.
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"Neurocientistas estão cientes da supressão algum tempo, mas ela não tem sido tão estudada quanto mecanismos que aumentam a atenção". 

O vocábulo que exerce a função de

  • A complemento verbal.
  • B predicativo.
  • C sujeito.
  • D complemento nominal.

Redação Oficial

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Memorandos são notas ou comunicações entre os departamentos de uma empresa. Em relação aos memorandos, é correto afirmar que são

  • A conhecidos como comunicado interno e ofício.
  • B utilizados para comunicação externa e interna.
  • C utilizados para comunicações rápidas
  • D elaborados com textos rápidos, sem um padrão de formatação.
17

Suponha que você atua na secretaria do Departamento Acadêmico de uma Universidade. O chefe do Departamento solicitou que seja feita uma convocação aos docentes para a plenária que será realizada em determinada data. O tipo de correspondência que você irá utilizar será

  • A Carta.
  • B Memorando.
  • C Aviso.
  • D Ofício.

Arquivologia

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Os documentos produzidos por uma organização são de natureza diversa. A configuração que assume um documento de acordo com a sua natureza e o modo como foi confeccionado é denominada

  • A espécie.
  • B formato.
  • C gênero.
  • D suporte.

Redação Oficial

19

Os documentos oficiais fazem uso de diversos recursos linguísticos. Um desses recursos são as formas de tratamento que tornam a comunicação mais formal.

Sobre as formas de tratamento, é correto afirmar:

  • A Os documentos oficiais devem utilizar pronomes de tratamento e verbos na segunda pessoa.
  • B Os documentos oficiais utilizam formas de tratamento diferentes de acordo com o destinatário.
  • C Os pronomes de tratamento devem ser abreviados em todos os documentos oficiais.
  • D Os documentos oficiais utilizam todos os pronomes de tratamento independente do destinatário.
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Para o Reitor de uma Universidade encaminhar uma correspondência oficial a um Ministro de Estado, o pronome de tratamento a ser utilizado é

  • A Vossa Senhoria.
  • B Vossa Excelência.
  • C Vossa Magnificência.
  • D Vossa Reverendíssima.

Noções de Informática

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A Universidade Federal do Rio Grande do Norte possui sistemas integrados para gestão acadêmica (chamado de SIGAA), gestão de recursos humanos (chamado de SIGRH) e gestão de patrimônio, administração e contratos (chamado de SIPAC). Para utilizar esses sistemas, o servidor público encarregado utiliza um navegador web. São exemplos de navegadores web: 
  • A Mozilla Firefox, Safari e Google Chrome.
  • B Internet Explorer, Microsoft Edge e Mozilla Thunderbird.
  • C Google Chromecast, Mozilla Firefox e Microsoft Edge.
  • D Safari, Google Chrome e Microsoft Outlook.
22
 O Windows é um Sistema Operacional com interface gráfica que permite ao usuário realizar várias tarefas usando somente o mouse. Contudo, algumas tarefas tornam-se mais ágeis quando o usuário utiliza uma ou mais combinações de teclas na forma de atalho. No Windows 8.1, as teclas de atalho para bloquear o computador, renomear um arquivo e abrir a caixa de diálogo “Executar” são, respectivamente: 
  • A tecla Windows + B; F2; e tecla Windows + X.
  • B tecla Windows + L; F2; e tecla Windows + R.
  • C tecla Windows + B; F4; e tecla Windows + R.
  • D tecla Windows + L; F4; e tecla Windows + X.
23

Um texto pode ser formatado em colunas. Pode-se, por exemplo, criar um layout onde uma coluna seja mais estreita que outra. No Microsoft Word 2007, para se formatar um texto em colunas com larguras distintas é preciso acessar a guia

  • A Paginação.
  • B Colunas.
  • C Configurar Layout.
  • D Layout da Página.
24

No Microsoft Word 2013, versão em Português para o Windows 7, para que possamos dividir a janela em que estamos editando um documento, permitindo que seja possível espelhar o conteúdo digitado nessa janela, utilizamos a tecla de atalho

  • A Alt + D
  • B Ctrl + S
  • C Alt + Ctrl + D
  • D Alt + Ctrl + S
25
As redes de computadores podem ser classificadas segundo diversos critérios. São classificações válidas, segundo a Extensão Geográfica e segundo a Topologia, respectivamente,
  • A LAN e Ethernet.
  • B WAN e Estrela
  • C DSL e Wireless.
  • D Árvore e MAN.
26

Observe a fórmula usada numa planilha Microsoft Excel 2007 a seguir. =SE(OU(MOD(A1;400)=0;E(MOD(A1;4)=0;MOD(A1;100)<>0));"SIM";"NÃO")
Essa fórmula é usada para identificar anos bissextos. No caso de ser usada na célula A2, enquanto a célula A1 contém o valor 2100, o resultado dessa fórmula será

  • A 2100
  • B SIM
  • C 0
  • D NAO
27
Antes de imprimir um documento digitado no MS Word 2013, o servidor solicita que o chefe da unidade o revise. Após revisar o documento, o chefe da unidade informou ao servidor que o texto estava correto, porém, era necessário inserir a numeração das páginas no rodapé, antes de imprimir. Para inserir a numeração, o servidor deve: 
  • A clicar no menu “Layout da Página”; escolher a opção “Configurar página”; marcar a opç ão “Usar numeração de página”, na janela de diálogo e clicar em “OK” para confirmar.
  • B clicar no botão “Número de página”, na guia “Inserir”; clicar em “Fim da página” e escolher uma das opções de numeração apresentadas.
  • C clicar com o botão da direta do mouse em qualquer lugar do documento aberto; depois, em “Inserir numeração de página” e escolher uma das opções de numeração apresentadas.
  • D clicar em “Página Inicial”; escolher a opção “Propriedades do documento”; marcar a opção “Numeração automática de páginas”, na caixa de diálogo e clicar em “OK” para confirmar.
28
No mundo globalizado, com uma grande quantidade de informações disponível, para realizar pesquisas nas ferramentas de busca, é necessário o uso de termos adequados ou combinações deles a fim de encontrar o resultado procurado. Por exemplo, ao utilizar, no buscador do Google, o termo carro filetype:PDF, encontram-se, prioritariamente,
  • A os sites cadastrados que contenham a palavra carro e o conteúdo seja um pdf.
  • B todos os sites que contenham a palavra carro ou pdf.
  • C os sites que contenham a palavra pdf ou carro.
  • D todos os sites que contenham a palavra filetype ou pdf ou carro.
29
No Microsoft Word 2013, em Português rodando no Windows 10, caso seja necessário utilizar o teclado para alinhar o texto de um parágrafo a esquerda e aumentar a fonte em um ponto, deve-se utilizar, respectivamente, os atalhos
  • A Ctrl + G e Ctrl + [
  • B Ctrl + Q e Ctrl + ]
  • C Ctrl + G e Ctrl + ]
  • D Ctrl + Q e Ctrl + [
30
Combinações de teclas são utilizadas como atalhos para se realizar funções de forma mais direta. A combinação de teclas Ctrl + Y, no Microsoft Word 2010 em Português, rodando no Windows 7, permite
  • A repetir a localização de palavras.
  • B desfazer uma ação.
  • C refazer ou repetir uma ação.
  • D ativar ou desativar manuscritos.
31

Os sistemas operacionais são utilizados para controlar a carga de programas do usuário, perfis de usuários, gerenciamento de memória, entre outras tarefas. O gerenciamento de arquivos é um grande aliado na organização dos dados em um computador, serviço prestado por aplicações que acompanham, via de regra, o sistema operacional. No caso do Windows 7, o tipo de arquivo pode ser reconhecido por sua extensão. Dessa forma, são extensões de arquivos de imagem, programa e planilha, respectivamente,

  • A .tiff .exe .xlsx
  • B .gif .com .docx
  • C .img .dll .plan
  • D .jpg .bat .odf
32

O navegador Firefox, em sua versão 47, permite que sejam abertas janelas que possibilitam a navegação privada. No caso, é possível

  • A o armazenamento de logins e senhas para uso restrito.
  • B a ocultação do endereço IP (Internet Protocol) do usuário.
  • C navegar sem guardar as páginas visitadas.
  • D armazenar o cache dos sites marcados como privados.
33
Para cadastrar um novo aluno na Universidade Federal do Rio Grande do Norte, o servidor público encarregado utiliza os seguintes dispositivos: um teclado para digitar os dados pessoais do estudante no sistema acadêmico; um scanner para digitalizar os docum entos de identificação do aluno e uma impressora a laser para imprimir o comprovante de cadastramento, entregue ao estudante ingressante. Nesse sentido, o teclado, o scanner e a impressora são, respectivamente, dispositivos de: 
  • A saída, entrada, saída.
  • B saída, saída, entrada.
  • C entrada, saída, entrada.
  • D entrada, entrada, saída.

Direito Administrativo

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Um servidor lotado na Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA) reincidiu em uma infração disciplinar punível com advertência. Com base na Lei nº 8.112/90, a esse servidor poderá ser aplicada a penalidade da
  • A destituição de função comissionada.
  • B advertência escrita.
  • C suspensão por, no máximo, noventa dias.
  • D demissão.
35
Ao servidor público é lícito perceber, a título de remuneração, além dos vencimentos e das vantagens, as gratificações e os adicionais. São exemplos de gratificações e adicionais, respectivamente: 
  • A gratificação por encargo de curso ou concurso e adicional por tempo de serviço.
  • B gratificação natalina e adicional noturno.
  • C gratificação natalina e adicional por tempo de serviço.
  • D gratificação por encargo de curso ou concurso e adicional de qualificação.
36
Considerando as normas expressas no regime jurídico dos servidores públicos civis da União (Lei nº 8.112/90), analise as afirmativas a seguir: I Exercício é o efetivo desempenho das atribuições do cargo público ou da função de confiança. II A investidura em cargo público ocorrerá com a nomeação. III Servidor é a pessoa legalmente investida em cargo público. IV Se julgado incapaz para o serviço público, o readaptando será exonerado. Dentre as afirmativas, estão corretas

  • A III e IV
  • B I e III.
  • C II e III.
  • D I e IV.
37

Considere as afirmativas a seguir, relacionadas aos direitos e vantagens do servidor público federal, estatuídos pela Lei n0 8.112/90.

I Será pago ao servidor, por ocasião das férias, um adicional correspondente a 1/3 da remuneração do período das férias. O pagamento independe de solicitação.

II O serviço extraordinário será remunerado com acréscimo de 40% em relação à hora normal de trabalho.

III O servidor exonerado perceberá sua gratificação natalina, proporcionalmente aos meses de exercício, calculada sobre o vencimento do mês da exoneração.

IV O serviço prestado em horário compreendido entre vinte e duas horas de um dia e cinco horas do dia seguinte, terá o valor -hora acrescido de 25%, computando-se cada hora como 52min30seg.

Dentre as afirmativas, estão corretas

  • A I e III.
  • B I e IV.
  • C II e III.
  • D II e IV.
38
A modalidade de licitação entre interessados devidamente cadastrados ou que atenderem a todas as condições exigidas para cadastramento, até o terceiro dia anterior à data do recebimento das propostas, observada a necessária qualificação, é denominada 
  • A Convite.
  • B Concorrência.
  • C Tomada de preços.
  • D Pregão Eletrônico.
39
Nos termos da Lei nº 8.112/90, o auxílio-moradia consiste no ressarcimento das despesas comprovadamente realizadas pelo servidor com aluguel de moradia ou com meio de hospedagem administrado por empresa hoteleira, devendo esse ressarcimento ser efetivado no prazo de um mês após a comprovação da despesa pelo servidor. O valor da referida indenização não pode ultrapassar
  • A vinte e cinco por cento do valor da remuneração (subsídio) de Ministro de Estado.
  • B vinte por cento do valor da remuneração (subsídio) do Presidente da República.
  • C vinte e cinco por cento do valor da remuneração (subsídio) do Presidente da República.
  • D vinte por cento do valor da remuneração (subsídio) de Ministro de Estado.
40
O adicional por serviço extraordinário está no rol das vantagens previstas na Lei nº 8.112/90. Segundo estabelece essa lei, o referido adicional deve respeitar o limite máximo de  
  • A duas horas por jornada.
  • B três horas por jornada.
  • C uma hora por jornada.
  • D quatro horas por jornada.
41

De acordo com a Lei 8.666/93, o procedimento licitatório é dispensado

  • A na contratação de serviços técnicos especializados.
  • B na contratação de um profissional do setor artístico.
  • C nos casos de compras abaixo de R$ 10.000,00.
  • D nos casos de guerra ou perturbação da ordem.
42

Um servidor público civil da União será aposentado compulsoriamente ao completar a idade de

  • A sessenta e oito anos.
  • B sessenta anos.
  • C sessenta e cinco anos.
  • D setenta anos.
43
De acordo com o que expressamente preceitua a Lei n0 8.112/90, considere as afirmativas a seguir, referentes a provimento de cargos públicos.
I Às pessoas portadoras de deficiência serão reservadas até dez por cento das vagas oferecidas em concurso público.
II O provimento dos cargos públicos far-se-á mediante ato da autoridade competente de cada Poder.
III Para cargos de confiança vagos, a nomeação far-se-á em caráter efetivo.
IV Não se abrirá novo concurso enquanto houver candidato aprovado em concurso anterior com prazo de validade não expirado. 
Das afirmativas, estão corretas 
  • A II e IV.
  • B I e II.
  • C II e III.
  • D I e IV.

Administração Pública

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Governo, administração pública e gestão pública são termos que andam juntos, embora expressem conceitos e finalidades diversas. Nesse sentido, a finalidade da administração pública é

  • A exercer a direção suprema dos negócios públicos, reunindo o conjunto de poderes e órgãos constitucionais.
  • B realizar as funções da gerência pública nos negócios do governo, em uma determinada fase de mandato.
  • C prestar, de forma perene e sistemática, legal e técnica, os serviços próprios do estado ou por ele assumidos em benefício da coletividade.
  • D exercer as funções do estado em contexto de conflitos históricos, sociais, políticos, culturais e econômicos.
45
Um importante instrumento de gestão na administração pública, com foco em resultados, é a Carta de Serviços ao Cidadão, em que o órgão ou a entidade pública deve se comprometer em observar os padrões de qualidade, eficiência e eficácia na execução de suas atividades , perante seu público-alvo e a sociedade em geral. Portanto, a Carta de Serviços é uma carta de compromisso com padrões de qualidade, visando à satisfação do cidadão. Em relação ao atendimento ao público, analise as diretrizes a seguir: I Fazer com que o cidadão receba alternativas de atendimento menos prejudiciais, especialmente em situações contingenciadas. II Garantir o fácil acesso, a disponibilidade e a visibilidade dos requisitos necessários para a prestação de um determinado serviço público. III Observar rigorosamente a ordem de chegada, dos usuários dos serviços, independente do público alvo a ser atendido. IV Utilizar informações dos cidadãos disponíveis em diversas bases de dados. Para um adequado atendimento ao público, estão corretas as diretrizes
  • A I e II.
  • B I e III.
  • C II e IV.
  • D III e IV.
46
Em relação ao padrão de atendimento aos cidadãos previsto em uma Carta de Serviços, o servidor público deve ser capaz de
  • A tratar cuidadosamente os usuários dos serviços, aperfeiçoando o processo de comunicação e contato com o público.
  • B passar uma informação imprecisa a um cidadão para evitar aborrecê-lo
  • C modificar a qualidade do atendimento em função das características do cidadão.
  • D prestar atendimento baseado na concessão da informação correta, independentemente da forma como ela é transmitida.

Direito Constitucional

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Além da polícia federal, outros órgãos atuam para promover a segurança pública no âmbito do território brasileiro, como é o caso das polícias civis, das polícias militares e corpos de bombeiros militares. A Constituição, tratando das diretrizes referentes a esses entes, determinou que
  • A às polícias civis, dirigidas por delegados de polícia de carreira, incumbem, ressalvada a competência da União, as funções de polícia judiciária e a apuração de infrações penais, exceto as militares.
  • B às polícias civis, dirigidas por delegados de polícia de carreira, incumbem, ressalvada a competência da União, as funções de polícia judiciária e a apuração de infrações penais, inclusive das militares.
  • C as polícias militares e corpos de bombeiros militares, forças auxiliares e reserva do Exército, subordinam-se, juntamente com as polícias civis, aos Prefeitos e Governadores dos Estados.
  • D as polícias militares e corpos de bombeiros militares, forças auxiliares e reserva do Exército, subordinam-se, juntamente com as polícias civis, ao Presidente da República, Prefeitos e Governadores dos Estados.
48
A segurança pública, dever do Estado, direito e responsabilidade de todos, é exercida para a preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio, por meio de órgãos variados, dentre eles a polícia federal, cujas competências envolvem
  • A exercer, sem exclusividade, as funções de polícia judiciária da União e atuar no patrulhamento ostensivo das ferrovias federais.
  • B prevenir e reprimir o tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, não cabendo a esse órgão atuar para prevenir e reprimir o contrabando e o descaminho.
  • C executar as funções de polícia marítima, aeroportuária e de fronteiras e exercer as atividades de patrulhamento ostensivo das rodovias federais.
  • D apurar infrações penais contra a ordem política e social ou em detrimento de bens, serviços e interesses da União ou de suas entidades autárquicas e empresas públicas.
49
Os direitos fundamentais são elementos indispensáveis à tutela da dignidade humana e encontram amparo expresso no texto constitucional brasileiro. A Constituição Federal de 1988, no que diz respeito aos direitos e garantias individuais, determina em seu art. 5º, caput, que todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se
  • A aos brasileiros e não aos estrangeiros residentes no país a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade.
  • B aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no país a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade.
  • C a todos, inclusive aos apátridas, a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade.
  • D a todos, com exceção dos apátridas, a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade.
50
A Constituição Federal disciplina, em seu art. 14, o tema dos direitos políticos, de modo a determinar que a soberania popular será exercida pelo sufrágio universal e pelo voto direto e secreto, com valor igual para todos. Ainda no que diz respeito a esse tema, estabelece a Constituição que o alistamento eleitoral e o voto são
  • A facultativos para os maiores de dezoito anos e obrigatórios para os maiores de setenta anos e para os analfabetos.
  • B obrigatórios para os maiores de dezoito anos e para os analfabetos e facultativos para os maiores de sessenta anos.
  • C facultativos para os maiores de dezesseis anos e para os analfabetos e obrigatórios par a maiores de dezoito anos e para os maiores de setenta anos.
  • D obrigatórios para os maiores de dezoito anos e facultativos para os analfabetos e maiores de setenta anos.
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A liberdade do indivíduo, direito fundamental tradicionalmente caracterizado como de primeira dimensão ou geração, possui desdobramentos e se expressa em variadas espécies no âmbito do atual Estado Constitucional Democrático, sendo possível falar em liberdade de ir e vir, liberdade religiosa, liberdade profissional, dentre outras. No que diz respeito especificamente à liberdade de associação sindical, de acordo com as diretrizes constitucionais, é possível observar que no Brasil é livre a associação sindical, cabendo aos sindicatos a defesa dos
  • A direitos individuais da categoria em questões judiciais, excluídas as questões administrativas e de ordem internacional.
  • B interesses individuais da categoria, excluídos os coletivos, inclusive em questões judiciais ou administrativas.
  • C direitos e interesses coletivos ou individuais da categoria, inclusive em questões judiciais ou administrativas.
  • D interesses coletivos da categoria em questões judiciais, excluídos os interesses individuais e as questões administrativas e incluídas as questões internacionais.
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