Resolver o Simulado Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA) - FUNDATEC - Nível Médio

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Redação Oficial

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Na digitação qualitativa, existem diversas maneiras de se destacar as palavras ou expressões. Assinale a alternativa cujo processo de destaque NÃO cabe em documentos oficiais.

  • A Colocando entre aspas a expressão que deseja destacar, como, por exemplo: “Financiamento para as Pequenas e Médias Empresas".
  • B Espaçando as letras da expressão a destacar, como, por exemplo: Assunto urgente.
  • C Empregando cor diferente, como, por exemplo: Assunto: Seminário sobre uso de energia no setor público.
  • D Escrevendo a expressão em letras maiúsculas, como, por exemplo: FUNDO DE GARANTIA POR TEMPO DE SERVIÇO.
  • E Usando negrito na expressão a destacar, como, por exemplo: Do Poder Legislativo.

Arquivologia

2

O documento, que pela natureza de seu conteúdo, sofre restrição de acesso se denomina

  • A iconográfico.
  • B ostensivo.
  • C ordinário.
  • D sigiloso.
  • E patente.
3

Arranjo é o processo que, na organização de arquivos permanentes, consiste ______________ de documentos. De acordo com a terminologia sobre arquivos, arranjo é o termo equivalente a _______________.


Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do trecho acima.

  • A no trâmite – expedição
  • B no descarte – eliminação
  • C na avaliação – destinação
  • D na autenticação – averbação
  • E na ordenação – classificação
4

Analise as assertivas abaixo relacionadas à terminologia arquivística, assinalando V, se verdadeiras, ou F, se falsas.


( ) Arquivo corrente é o conjunto de documentos, em tramitação ou não, que, pelo seu valor primário, é objeto de consultas frequentes pela entidade que o produziu, a quem compete a sua administração.

( ) Arquivo técnico é o arquivo com predominância de documentos decorrentes do exercício das atividades-meio de uma instituição ou unidade administrativa.

( ) Fundo é o conjunto de documentos de uma mesma proveniência, é o termo que equivale a arquivo.

( ) Catálogo é o instrumento de pesquisa organizado segundo critérios temáticos, cronológicos, onomásticos ou toponímicos, reunindo a descrição individualizada de documentos pertencentes a um ou mais arquivos, de forma sumária ou analítica.

( ) Método duplex é o método de ordenação de documentos que tem por eixo as letras do alfabeto representadas por cores diferentes.


A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:

  • A F – V – F – F – V.
  • B V – V – F – V – V.
  • C V – F – V – V – F.
  • D F – V – V – V – F.
  • E V – F – V – F – V.

Português

5

Esqueça o mito da multitarefa

Leia o texto todo de uma vez, sem interrupções. Não vale olhar mensagens no celular nem espiar as redes sociais.

Ao cair na tentação de fazer outra coisa durante a leitura, você ___ como um multitarefa. Muita empresa gosta e até espera que seus empregados assumam esse comportamento de tocar várias atividades ao mesmo tempo.

O problema é que o hábito não passa de um mito. Só 2,5% das pessoas são capazes de levar adiante mais de uma tarefa por vez, segundo pesquisa da Universidade Utah, nos Estados Unidos. Elas são chamadas de supertaskers. Os demais mortais só se atrapalham ao tentar ser multitarefa.

Há um problema evidente, já que a maioria das empresas adora ________ quem acumula diversas funções, o que, na prática, é impossível. “Já tive brigas com gestores de RH que insistem em colocar nos anúncios: ‘Capacidade de ser multitarefa’”, afirma Christian Barbosa, especialista em gestão do tempo. “Isso não existe, não funciona, é irracional.”

Tanto que o consultor criou um teste para verificar se os brasileiros são mesmo capazes de exercer atividades simultaneamente com eficiência. Em 2014, 4.000 profissionais participaram da prova e somente 1% conseguiu ser mais produtivo com um olho no gato e outro no peixe.

Além de ser um tiro no pé da produtividade, tentar dar conta de todo o trabalho de uma vez causa enorme angústia. A pessoa trabalha o dia todo e termina com a sensação ....... nada foi concluído.

Qual a solução para dar conta .....todas as tarefas de maneira eficiente? Não existe milagre, apenas investimento em organização e concentração. “Cada pessoa se organiza de um _____ e precisa descobrir como é mais eficiente”, diz Paula Rizzo, especialista americana em organização.

O primeiro movimento é a consciência de que o descontrole sobre as atividades só atrapalha os resultados. Diante do desafio de chefiar dois times, um no Brasil e outro nos Estados Unidos, José Roberto Pelegrini, de 39 anos, diretor financeiro da JDSU, multinacional especializada em redes de comunicação, decidiu reorganizar sua agenda.

Esse período foi de muito trabalho e ele só conseguiu dar conta do recado porque reviu seu estilo de trabalhar e priorizar tarefas. A fórmula que encontrou passa por fazer listas das atividades semanais e diárias, manter a caixa de e-mail vazia e manter a calma.

O segundo movimento é combater a distração, um desafio que fica mais complexo à medida que o mundo se torna mais conectado. Alternar continuamente a atenção entre várias tarefas prejudica a memória e o raciocínio, o que leva à queda de desempenho.

A sensação de sobrecarga já começa a despertar em muita gente a vontade de viver uma vida menos caótica, mais organizada e produtiva. Segundo um relatório de tendências para 2015, feito pela agência Box 1824, de São Paulo, uma crescente maioria se convence ....... é impraticável levar uma vida tão conectada.

Nesse cenário, surge um contramovimento batizado de quiet bliss, algo como “felicidade silenciosa”, que prega que façamos apenas uma atividade por vez.

Logicamente, isso se aplica ao espaço do trabalho. “De maneira inconsciente, muita gente acha que não merece ter tempo para o descanso”, diz Brigid Schulte, jornalista americana. “Mas esses períodos são fundamentais para pensar sobre o que importa para você, onde você está, para onde está indo e como está gastando seu tempo.”

Quem consegue organizar os horários para ter tempo livre consegue organizar o tempo para trabalhar melhor. É importante saber _____ quando já trabalhou o suficiente.

Para isso, o consultor americano Stephen Lynch propõe três questionamentos: quantas horas você trabalha em média por semana? Você é capaz de se desligar completamente do trabalho um dia por semana? Como você tem melhorado a produtividade das horas que gasta trabalhando? Mudar as respostas a essas perguntas é o caminho para dar conta de tudo e ter uma vida melhor — dentro e fora do escritório.

Analise as seguintes propostas de reescrita de fragmentos do texto:


I. Os demais mortais só se atrapalham ao tentar ser multitarefa (l. 08-09) por Os demais mortais só se atrapalham conquanto tentam ser multitarefa.

II. decidiu reorganizar sua agenda (l. 26) por decidiu que sua agenda poderia ser reorganizada.

III. É o caminho para dar conta de tudo e ter uma vida melhor (l. 48-49) por é o caminho para que se dê conta de tudo e para que se tenha uma vida melhor.


Quais estão corretas?

  • A Apenas I.
  • B Apenas II.
  • C Apenas III.
  • D Apenas I e II.
  • E Apenas II e III.
6

Deixe para depois

Ufa! O relatório da empresa fechou, o jantar passou, as crianças já dormiram, o mês acabou. E agora, José? Você que vive de planos, que faz resoluções, que não pode parar, está preparado para recomeçar tudo de novo? ________ é assim mesmo: um mês acaba e logo ........... outro. E a agenda em cima da mesa cheia de dias para serem preenchidos com afazeres e metas. Mal dá tempo de colocar os pensamentos no lugar, ajustar o GPS e recalcular a rota. Vamos vivendo sem tempo para paradas.

Não sei se a sua impressão é a mesma que a minha, mas os dias se tornaram ainda mais cheios ultimamente. As tarefas se empilham com mais facilidade que a louça na pia. E os dias acabam com aquela sensação de que muita coisa ficou para trás, por mais que você faça. Daí me ......... à memória meus tempos de infância jogando videogame. Não importa quantos adversários você consiga dar cabo, sempre surgem outros: dos becos, do teto, do cantinho da tela. Quanto mais você avança de fase, mais inimigos aparecem.

Esse sentimento generalizado de que a matemática das tarefas tem uma lógica diferente da aritmética do nosso tempo está levando a sociedade a uma espécie de transe da urgência. Com os celulares (sempre à mão), nunca desconectamos. Trabalhamos na mesa do restaurante respondendo ao email, pensamos nas compras do supermercado ao levar o filho no parquinho, fazemos ligações nos trajetos para otimizar o tempo do trânsito. A ansiedade de tudo “pra ontem” fez surgir um padrão de comportamento que a psicologia ......... investigado e identificado como precrastinação. Ao contrário dos que sofrem da procrastinação (o ímpeto de deixar tudo pra depois), os precrastinadores realizam uma tarefa tão logo a recebem.

Anna Scofano, consultora empresarial, conta que, em palestras em empresas e no atendimento de executivos, tem visto muita gente vivendo uma angústia enorme de querer fazer tudo ao mesmo tempo e agora. “Está cada vez mais complicado administrar as horas _______ as mensagens não param. Pode-se estar em casa ou no trabalho, não há mais um momento de ócio”, afirma. A tecnologia ganhou um papel importante nesse mau-estar da civilização, por assim dizer, já que ela ainda não é gerenciada de forma inteligente pelas pessoas, segundo a consultora. “Tudo o que toma tempo demais na nossa vida precisa ser repensado, principalmente se nos afasta da nossa ligação conosco”. Uma questão de expectativa. A chave, aliás, não está somente em saber gerenciar o tempo, esse elefante branco que nos segue o tempo todo, de casa para o trabalho, para conseguir restabelecer as prioridades. Mas principalmente gerenciar nossas expectativas em relação a elas, ______ a questão do tempo ....... mais eco nas nossas vontades e projeções do que no relógio em si. Essencialmente, sempre encontramos espaço para aquilo que realmente queremos: ir ao curso de idiomas, estudar italiano, marcar o exame que o médico pediu. O imprescindível das nossas expectativas com relação às tarefas a serem cumpridas está em não deixar que elas nos gerem ansiedade demais – seja por querer tratá-las de imediato, seja por postergá-las até o último minuto. Nem os procrastinadores nem os precrastinadores estão livres dessa sensação. E, para o professor John Perry, a raíz desse sentimento está na nossa busca pelo perfeccionismo.

“Para mim, procrastinar sempre foi uma maneira de me dar permissão para fazer de forma não tão perfeita tarefas que exigem um trabalho perfeito”, diz. Com muito prazo, era possível para ele se preparar para análises longas e acadêmicas de textos e mais textos. Mas com o prazo iminente da entrega, não havia tempo para o perfeito, apenas para o adequado. Nos precrastinadores, esse sentido é oposto, mas não menos determinante: querem começar a tarefa antes para deixá-la impecável. Mas o que ronda essa intenção é o medo de “não dar conta do recado”. “O que alguém precisa fazer para controlar as próprias fantasias perfeccionistas é o que eu chamo de triagem de tarefas. Para muitas delas, funcionará melhor se você começar planejando um trabalho adequado – talvez até um pouco melhor que adequado – mas não perfeito”, ele diz.

O perfeccionismo gera uma ansiedade que nos paralisa ou que nos faz sair correndo. Nenhuma das duas vai ajudar a realizar as coisas que você precisa realizar. “Isso nos dá segurança para arregaçar as mangas e fazer o que precisa ser feito agora”. Ou, pelo menos, começar amanhã.

Caso fosse inserido “e John Perry” imediatamente após Anna Scofano (l. 21), quantas outras alterações deveriam ser feitas para manter a correção gramatical do período em que se insere?

  • A Uma.
  • B Duas.
  • C Três.
  • D Quatro.
  • E Cinco.
7

Deixe para depois

Ufa! O relatório da empresa fechou, o jantar passou, as crianças já dormiram, o mês acabou. E agora, José? Você que vive de planos, que faz resoluções, que não pode parar, está preparado para recomeçar tudo de novo? ________ é assim mesmo: um mês acaba e logo ........... outro. E a agenda em cima da mesa cheia de dias para serem preenchidos com afazeres e metas. Mal dá tempo de colocar os pensamentos no lugar, ajustar o GPS e recalcular a rota. Vamos vivendo sem tempo para paradas.

Não sei se a sua impressão é a mesma que a minha, mas os dias se tornaram ainda mais cheios ultimamente. As tarefas se empilham com mais facilidade que a louça na pia. E os dias acabam com aquela sensação de que muita coisa ficou para trás, por mais que você faça. Daí me ......... à memória meus tempos de infância jogando videogame. Não importa quantos adversários você consiga dar cabo, sempre surgem outros: dos becos, do teto, do cantinho da tela. Quanto mais você avança de fase, mais inimigos aparecem.

Esse sentimento generalizado de que a matemática das tarefas tem uma lógica diferente da aritmética do nosso tempo está levando a sociedade a uma espécie de transe da urgência. Com os celulares (sempre à mão), nunca desconectamos. Trabalhamos na mesa do restaurante respondendo ao email, pensamos nas compras do supermercado ao levar o filho no parquinho, fazemos ligações nos trajetos para otimizar o tempo do trânsito. A ansiedade de tudo “pra ontem” fez surgir um padrão de comportamento que a psicologia ......... investigado e identificado como precrastinação. Ao contrário dos que sofrem da procrastinação (o ímpeto de deixar tudo pra depois), os precrastinadores realizam uma tarefa tão logo a recebem.

Anna Scofano, consultora empresarial, conta que, em palestras em empresas e no atendimento de executivos, tem visto muita gente vivendo uma angústia enorme de querer fazer tudo ao mesmo tempo e agora. “Está cada vez mais complicado administrar as horas _______ as mensagens não param. Pode-se estar em casa ou no trabalho, não há mais um momento de ócio”, afirma. A tecnologia ganhou um papel importante nesse mau-estar da civilização, por assim dizer, já que ela ainda não é gerenciada de forma inteligente pelas pessoas, segundo a consultora. “Tudo o que toma tempo demais na nossa vida precisa ser repensado, principalmente se nos afasta da nossa ligação conosco”. Uma questão de expectativa. A chave, aliás, não está somente em saber gerenciar o tempo, esse elefante branco que nos segue o tempo todo, de casa para o trabalho, para conseguir restabelecer as prioridades. Mas principalmente gerenciar nossas expectativas em relação a elas, ______ a questão do tempo ....... mais eco nas nossas vontades e projeções do que no relógio em si. Essencialmente, sempre encontramos espaço para aquilo que realmente queremos: ir ao curso de idiomas, estudar italiano, marcar o exame que o médico pediu. O imprescindível das nossas expectativas com relação às tarefas a serem cumpridas está em não deixar que elas nos gerem ansiedade demais – seja por querer tratá-las de imediato, seja por postergá-las até o último minuto. Nem os procrastinadores nem os precrastinadores estão livres dessa sensação. E, para o professor John Perry, a raíz desse sentimento está na nossa busca pelo perfeccionismo.

“Para mim, procrastinar sempre foi uma maneira de me dar permissão para fazer de forma não tão perfeita tarefas que exigem um trabalho perfeito”, diz. Com muito prazo, era possível para ele se preparar para análises longas e acadêmicas de textos e mais textos. Mas com o prazo iminente da entrega, não havia tempo para o perfeito, apenas para o adequado. Nos precrastinadores, esse sentido é oposto, mas não menos determinante: querem começar a tarefa antes para deixá-la impecável. Mas o que ronda essa intenção é o medo de “não dar conta do recado”. “O que alguém precisa fazer para controlar as próprias fantasias perfeccionistas é o que eu chamo de triagem de tarefas. Para muitas delas, funcionará melhor se você começar planejando um trabalho adequado – talvez até um pouco melhor que adequado – mas não perfeito”, ele diz.

O perfeccionismo gera uma ansiedade que nos paralisa ou que nos faz sair correndo. Nenhuma das duas vai ajudar a realizar as coisas que você precisa realizar. “Isso nos dá segurança para arregaçar as mangas e fazer o que precisa ser feito agora”. Ou, pelo menos, começar amanhã.

Considere o período abaixo e as afirmações que são feitas sobre ele:

“Mas com o prazo iminente da entrega, não havia tempo para o perfeito, apenas para o adequado.” (l. 41-42).


I. Havia algo que precisava ser entregue.

II. Havia um prazo que estava chegando ao fim.

III. Havia tempo suficiente para realizar algo adequado.


Quais inferências estão pressupostas no período acima?

  • A Apenas I.
  • B Apenas II.
  • C Apenas III.
  • D Apenas I e II.
  • E I, II e III.
8

Famintos por Tempo

Time Famine é uma expressão recente que diz muito sobre a rotina que vivemos hoje em dia. Trata- se da fome, quase desesperada, que temos, nos dias de hoje, por mais tempo.

Queremos mais tempo para trabalhar e produzir. Mais tempo para socializar nas redes sociais. Para nossa vida pessoal. Tempo até para conseguir apreciar, de fato, o que conquistamos ou o que compramos com o dinheiro que ganhamos. Mas até para isso, paradoxalmente, também não temos tempo. Afinal, a conquista de hoje é quase que imediatamente sufocada por tudo o que temos que tentar entregar amanhã. Ou daqui __ pouco.

Os dias viram horas. As semanas viram dias. Piscamos e meio ano já passou. Estamos sempre ocupados, trabalhando muito, respondendo a infinitos e-mails, fissurados por uma rotina de correria e afazeres táticos. Sempre correndo para lá e para cá, ansiando pelo dia de amanhã, quando poderemos, quem sabe, ter mais tempo e aproveitar a vida. Gertrude Stein tem uma frase maravilhosa sobre essa ilusão – There is no there there… Mas eis que o paradoxo aumenta: quanto mais tempo queremos, pior administramos o que temos, de fato.

Quanto de nosso tempo no trabalho é usado para assuntos importantes, ligados __ estratégia e inovação? Estou falando de temas que podem gerar uma diferença significativa em termos de performance, competitividade e resultados para as empresas. Inúmeras pesquisas apontam para a frustração de CEOs e diretores de empresas sobre a falta de tempo adequado dedicado __ temas cujo impacto seria muito maior em seus negócios a longo prazo.

Ao invés disso, estamos ocupados com as reuniões intermináveis, as centenas de e-mails que respondemos (ou não), diariamente. Com o celular que não para de tocar, ou com os relatórios cujos deadlines já passaram. O tático se sobrepõe ao estratégico. O relevante vira segundo plano. E como não temos todo o tempo que queremos, trabalhamos até mais tarde e nos finais de semana.

De novo, o paradoxo. O tempo que não temos para todo o trabalho tático que devemos entregar invade nossa vida pessoal. E acabamos tendo ainda menos tempo para nossos maridos, mulheres, namorados, filhos e pais; justamente as pessoas que têm maior importância em nossas vidas. E mesmo quando conseguimos tempo com eles, estamos sempre com o celular na mão, checando assuntos do trabalho, ligados ___ assuntos táticos que não nos deixam resetar a cabeça, aproveitar momentos de qualidade real com a família e descansar de fato, para que, no dia seguinte, possamos ser mais produtivos e criativos no trabalho.

O tempo individual é também muito escasso. Não temos tempo para cuidar de nós mesmos, para fazer exercícios, para planejar uma alimentação adequada. Não dormimos o suficiente. Perdemos a capacidade de reservar tempo para o silêncio interior, fundamental para buscarmos as respostas mais importantes em nossas vidas, ligadas à direção, propósito, razão de existência e legado, como alguns exemplos. Estamos, portanto, famintos por tempo.

Mas se tivéssemos mais tempo, saberíamos distribuir, de fato, esse tempo extra da melhor forma? Ou somente trabalharíamos mais e mais? Teríamos mais equilíbrio ou reforçaríamos o modo piloto automático atual?

Duas questões são fundamentais neste ponto. A primeira é que não temos e não teremos este tempo físico adicional. A forma como decidimos e alocamos o tempo para nossas rotinas é uma decisão individual. Mas é preciso trazer consciência para nossas escolhas. A segunda questão, ainda mais crítica, é que o tempo está passando, nós estamos passando. Passados alguns minutos, dias, semanas, meses ou anos, não estaremos mais aqui.

Pense nisso. Seja no trabalho, na vida pessoal ou nas suas escolhas mais importantes, o que você está fazendo de relevante para melhor aproveitar o tempo que ainda __?

Considere as assertivas sobre o emprego de tempos e modos verbais do texto.
I. Na linha 03, o verbo ‘querer’ está conjugado na primeira pessoa do plural imperativo afirmativo, expressando um desejo.
II. O verbo ‘ter’, na linha 35, está conjugado no pretérito mais-que-perfeito do subjuntivo, modo usado para enunciar um desejo atenuado, menos impositivo.
III. Na linha 39, o verbo ‘alocar’ está conjugado no presente do indicativo; entretanto, caso estivesse no futuro do pretérito, assumiria a forma alocaríamos.

Quais estão corretas?

  • A Apenas I.
  • B Apenas II.
  • C Apenas III.
  • D Apenas I e III.
  • E I, II e III.
9

Qual a situação política ................... se defrontava Jango com a retomada do regime presidencialista, com o fim do parlamentarismo em 1963? O fundamental é que a política de compromisso se tornava cada vez mais difícil. De cada extremo do espectro, grupos radicais insistiam em soluções antidemocráticas, compartilhando a crença de que cada um estava em condições de ganhar mais com o desmoronamento da democracia.

À direita, o grupo mais importante era o dos antigetulistas tradicionais. Chocados pela súbita renúncia de Jânio em 1961, mas impossibilitados de impedir a posse de Jango, caíram num desespero que lembrava seu mal-estar após a eleição de Juscelino em 1955. Estavam, no entanto, melhor organizados e mais decididos. As manobras populistas de Jango, em 1962, para obter a antecipação do plebiscito sobre o regime de governo .................... de que estavam tratando com o mesmo Jango .................. renúncia os coronéis forçaram em 1954. Em princípios de 1962, começaram a conspirar para derrubar o presidente. Entre seus líderes militares estavam o marechal Odílio Denys e o almirante Sílvio Heck, ex-ministros de Jânio. O principal chefe civil era Júlio de Mesquita Filho, proprietário do influente jornal O Estado de S. Paulo.

Os radicais anti-Jango dispunham de uma conhecida reserva de doutrinas antidemocráticas. Como em 1950 e em 1955, alegavam que não se podia confiar no eleitorado brasileiro. Somente sob uma cuidadosa tutela poderia ser impedido de cair nas malhas de políticos “demagógicos” novamente. A moralidade e o anticomunismo eram suas palavras de ordem. Contavam, ainda, com o apoio de um bem financiado movimento de homens de negócio paulistas, que tinha como centro o Instituto de Pesquisas e Estudos Sociais (IPES), fundado em 1961.

À esquerda, os radicalizantes tentavam capitalizar qualquer crise política ........ fim de provocar uma abrupta transferência de poder. Seu propósito era influenciar a opinião pública, até o ponto em que os árbitros estabelecidos do poder fossem desacreditados ou vencidos. A esquerda radical incluía grupos operários como o Pacto Sindical de Unidade de Ação (PUA) e o Comando Geral dos Trabalhadores (CGT), e organizações populares como as Ligas Camponesas e a União Nacional de Estudantes (UNE). O Partido Comunista Brasileiro trabalhava para forçar um governo mais “nacionalista e democrático”, dentro da estrutura existente. O líder político mais preeminente da esquerda radical era Leonel Brizola, agora deputado federal pelo PTB da Guanabara. Brizola era dado ao uso de linguagem violenta contra os inimigos; frequentemente ameaçava recorrer à ação extraparlamentar – por exemplo, incentivar greves generalizadas, como na crise de 1962 – para obter concessões do Congresso. É importante notar aqui a ênfase nos métodos diretos para combater “golpistas”, “entreguistas” e “reacionários”. Nenhum desses grupos de esquerda era francamente revolucionário por volta de fins de 1962; mas todos tinham sérias dúvidas quanto ......... possibilidade de satisfazer seus desejos de mudanças radicais dentro da estrutura constitucional existente.

A despeito do crescimento da opinião extremista, em princípios de 1963 a maioria dos brasileiros ainda se encontrava no centro. Pró-democráticos, preferiam uma economia mista que utilizasse o capital estrangeiro sob cuidadoso controle nacional. A opinião do centro aceitava ampliar o sistema político, mas somente com cautela. Sua base social era primordialmente liberal, mas também reconhecia a necessidade da industrialização, conquanto resistisse ........ qualquer ideologia definida com relação ao processo de industrialização. Contudo, estes pontos-de-vista cautelosos não eram claramente formulados, e na verdade continham seu próprio espectro de opinião — desde a “esquerda positiva” até os “industrialistas esclarecidos”.


As alternativas abaixo apresentam substituições para os segmentos cada um estava (l.04), não se podia (l.16) e conquanto resistisse (l.39), respectivamente. Assinale a alternativa que contém as substituições adequadas ao sentido do texto.

  • A todos os lados estavam – não era possível – mesmo resistindo
  • B seu próprio lado estava – não podiam – até mesmo resistindo
  • C seu próprio lado estava – não era possível – mesmo resistindo
  • D todos os lados estavam – não podiam – mesmo resistindo
  • E seu próprio lado estava – não podiam – até mesmo resistindo
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Esqueça o mito da multitarefa

Leia o texto todo de uma vez, sem interrupções. Não vale olhar mensagens no celular nem espiar as redes sociais.

Ao cair na tentação de fazer outra coisa durante a leitura, você ___ como um multitarefa. Muita empresa gosta e até espera que seus empregados assumam esse comportamento de tocar várias atividades ao mesmo tempo.

O problema é que o hábito não passa de um mito. Só 2,5% das pessoas são capazes de levar adiante mais de uma tarefa por vez, segundo pesquisa da Universidade Utah, nos Estados Unidos. Elas são chamadas de supertaskers. Os demais mortais só se atrapalham ao tentar ser multitarefa.

Há um problema evidente, já que a maioria das empresas adora ________ quem acumula diversas funções, o que, na prática, é impossível. “Já tive brigas com gestores de RH que insistem em colocar nos anúncios: ‘Capacidade de ser multitarefa’”, afirma Christian Barbosa, especialista em gestão do tempo. “Isso não existe, não funciona, é irracional.”

Tanto que o consultor criou um teste para verificar se os brasileiros são mesmo capazes de exercer atividades simultaneamente com eficiência. Em 2014, 4.000 profissionais participaram da prova e somente 1% conseguiu ser mais produtivo com um olho no gato e outro no peixe.

Além de ser um tiro no pé da produtividade, tentar dar conta de todo o trabalho de uma vez causa enorme angústia. A pessoa trabalha o dia todo e termina com a sensação ....... nada foi concluído.

Qual a solução para dar conta .....todas as tarefas de maneira eficiente? Não existe milagre, apenas investimento em organização e concentração. “Cada pessoa se organiza de um _____ e precisa descobrir como é mais eficiente”, diz Paula Rizzo, especialista americana em organização.

O primeiro movimento é a consciência de que o descontrole sobre as atividades só atrapalha os resultados. Diante do desafio de chefiar dois times, um no Brasil e outro nos Estados Unidos, José Roberto Pelegrini, de 39 anos, diretor financeiro da JDSU, multinacional especializada em redes de comunicação, decidiu reorganizar sua agenda.

Esse período foi de muito trabalho e ele só conseguiu dar conta do recado porque reviu seu estilo de trabalhar e priorizar tarefas. A fórmula que encontrou passa por fazer listas das atividades semanais e diárias, manter a caixa de e-mail vazia e manter a calma.

O segundo movimento é combater a distração, um desafio que fica mais complexo à medida que o mundo se torna mais conectado. Alternar continuamente a atenção entre várias tarefas prejudica a memória e o raciocínio, o que leva à queda de desempenho.

A sensação de sobrecarga já começa a despertar em muita gente a vontade de viver uma vida menos caótica, mais organizada e produtiva. Segundo um relatório de tendências para 2015, feito pela agência Box 1824, de São Paulo, uma crescente maioria se convence ....... é impraticável levar uma vida tão conectada.

Nesse cenário, surge um contramovimento batizado de quiet bliss, algo como “felicidade silenciosa”, que prega que façamos apenas uma atividade por vez.

Logicamente, isso se aplica ao espaço do trabalho. “De maneira inconsciente, muita gente acha que não merece ter tempo para o descanso”, diz Brigid Schulte, jornalista americana. “Mas esses períodos são fundamentais para pensar sobre o que importa para você, onde você está, para onde está indo e como está gastando seu tempo.”

Quem consegue organizar os horários para ter tempo livre consegue organizar o tempo para trabalhar melhor. É importante saber _____ quando já trabalhou o suficiente.

Para isso, o consultor americano Stephen Lynch propõe três questionamentos: quantas horas você trabalha em média por semana? Você é capaz de se desligar completamente do trabalho um dia por semana? Como você tem melhorado a produtividade das horas que gasta trabalhando? Mudar as respostas a essas perguntas é o caminho para dar conta de tudo e ter uma vida melhor — dentro e fora do escritório.

Caso a palavra gente (l. 39) fosse substituída por pessoas, quantas outras alterações deveriam ser feitas para manter a correção gramatical da frase em que está inserida?

  • A Uma.
  • B Duas.
  • C Três.
  • D Quatro.
  • E Cinco.
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O trem que naquela tarde de dezembro de 1909 trazia de volta a Santa Fé o dr. Rodrigo Terra Cambará passava agora, apitando, pela frente do cemitério da cidade. Com a cabeça para fora da janela, o rapaz olhava para aqueles velhos paredões, imaginando, entre emocionado e divertido, que os mortos, toda vez que ouviam o apito da locomotiva, corriam a espiar o trem por cima dos muros do cemitério. Imaginava que ali estavam sua mãe, o capitão Rodrigo, a velha Bibiana, outros parentes e amigos. Sorriam, e era-lhe agradável pensar que o saudavam: “Bem-vindo sejas, Rodrigo! Temos esperanças em ti!” Havia apenas um que não sorria. Era o Tito Chaves, que Rodrigo vira pela última vez estendido sem vida no barro da rua, na frente do Sobrado, o peito ensanguentado, os olhos vidrados. Corria à boca miúda que fora o coronel Trindade quem o mandara matar por questões de política, mas ninguém tinha coragem de dizer isso em voz alta. E agora ali estava Tito encarapitado no muro do cemitério, a bradar: “Vai e me vinga, Rodrigo. És moço, és culto, tens coragem e ideais! Em Santa Fé todo o mundo tem medo do coronel Trindade. Não há mais justiça. Não há mais liberdade. Vai e me vinga!”

O trem ainda apitava tremulamente, como se estivesse chorando. Mas quem, enternecido, chorava de verdade era Rodrigo. As lágrimas lhe escorriam pelo rosto, a que a poeira dava uma cor de tijolo. Maneco Vieira tocou-.......... o braço. “Que foi que houve, moço?”, perguntou, com um jeito protetor. Rodrigo levou o lenço aos olhos, dissimulando: “Esta maldita poeira...”

No vagão agora os passageiros começavam a arrumar suas coisas, erguiam-se, baixavam as malas dos gabaritos, numa alegria alvoroçada de fim de viagem. Rodrigo foi até o lavatório, tirou o chapéu, lavou o rosto, enxugou-.......... com o lenço e por fim penteou-se com esmero. Observou, contrariado, que tinha os olhos injetados, o que lhe dava um ar de bêbedo ou libertino. Não queria logo de chegada causar má impressão aos que o esperavam. Piscou muitas vezes, revirou os olhos, umedeceu o lenço e tornou a passá-lo pelo rosto. Pôs a língua para fora e quedou-se por algum tempo a examiná-la. Ajeitou a gravata, tornou a botar o chapéu, recuou um passo, lançou um olhar demorado para o espelho e, satisfeito, voltou para seu lugar. Maneco Vieira sorriu, dizendo-lhe: “Enfim chegamos, com a graça de Deus... e do maquinista.”

O trem diminuiu a marcha ao entrar nos subúrbios de Santa Fé. Rodrigo sentou-se de novo junto à janela e logo viu, surpreso, os casebres miseráveis do Purgatório e suas tortuosas ruas de terra vermelha. Aqueles ranchos de madeira apodrecida, cobertos de palha; aquela mistura desordenada e sórdida de molambos, panelas, gaiolas, gamelas, lixo; aquela confusão de cercas de taquara, becos, barrancos e quintais bravios – lembraram-.......... uma fotografia do reduto de Canudos que vira estampada numa revista. Na frente de algumas das choupanas viam-se mulheres – chinocas brancas, pretas, mulatas, cafuzas – a acenar para o trem; muitas delas tinham um filho pequeno nos braços e outro no ventre. Crianças seminuas e sujas brincavam na terra no meio de galinhas, cachorros e ossos de rês. Lá embaixo, no fundo dum barranco, corria o riacho, a cuja beira uma cabocla batia roupa numa tábua, com o vestido arregaçado acima dos joelhos. Em todas as caras Rodrigo vislumbrava algo de terroso e doentio, uma lividez encardida que a luz meridiana tornava ainda mais acentuada. “Quanta miséria!”, murmurou desolado.


As alternativas abaixo apresentam substituições para as palavras vidrados (l.08), encarapitado (l.10) e sórdida (l.28), respectivamente. Assinale a alternativa que contém as substituições mais adequadas para elas no texto.

  • A sem brilho – empoleirado – imunda
  • B fixo – encolhido – imunda
  • C sem brilho – encolhido – torpe
  • D fixo – encolhido – torpe
  • E sem brilho – empoleirado – torpe
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Esqueça o mito da multitarefa

Leia o texto todo de uma vez, sem interrupções. Não vale olhar mensagens no celular nem espiar as redes sociais.

Ao cair na tentação de fazer outra coisa durante a leitura, você ___ como um multitarefa. Muita empresa gosta e até espera que seus empregados assumam esse comportamento de tocar várias atividades ao mesmo tempo.

O problema é que o hábito não passa de um mito. Só 2,5% das pessoas são capazes de levar adiante mais de uma tarefa por vez, segundo pesquisa da Universidade Utah, nos Estados Unidos. Elas são chamadas de supertaskers. Os demais mortais só se atrapalham ao tentar ser multitarefa.

Há um problema evidente, já que a maioria das empresas adora ________ quem acumula diversas funções, o que, na prática, é impossível. “Já tive brigas com gestores de RH que insistem em colocar nos anúncios: ‘Capacidade de ser multitarefa’”, afirma Christian Barbosa, especialista em gestão do tempo. “Isso não existe, não funciona, é irracional.”

Tanto que o consultor criou um teste para verificar se os brasileiros são mesmo capazes de exercer atividades simultaneamente com eficiência. Em 2014, 4.000 profissionais participaram da prova e somente 1% conseguiu ser mais produtivo com um olho no gato e outro no peixe.

Além de ser um tiro no pé da produtividade, tentar dar conta de todo o trabalho de uma vez causa enorme angústia. A pessoa trabalha o dia todo e termina com a sensação ....... nada foi concluído.

Qual a solução para dar conta .....todas as tarefas de maneira eficiente? Não existe milagre, apenas investimento em organização e concentração. “Cada pessoa se organiza de um _____ e precisa descobrir como é mais eficiente”, diz Paula Rizzo, especialista americana em organização.

O primeiro movimento é a consciência de que o descontrole sobre as atividades só atrapalha os resultados. Diante do desafio de chefiar dois times, um no Brasil e outro nos Estados Unidos, José Roberto Pelegrini, de 39 anos, diretor financeiro da JDSU, multinacional especializada em redes de comunicação, decidiu reorganizar sua agenda.

Esse período foi de muito trabalho e ele só conseguiu dar conta do recado porque reviu seu estilo de trabalhar e priorizar tarefas. A fórmula que encontrou passa por fazer listas das atividades semanais e diárias, manter a caixa de e-mail vazia e manter a calma.

O segundo movimento é combater a distração, um desafio que fica mais complexo à medida que o mundo se torna mais conectado. Alternar continuamente a atenção entre várias tarefas prejudica a memória e o raciocínio, o que leva à queda de desempenho.

A sensação de sobrecarga já começa a despertar em muita gente a vontade de viver uma vida menos caótica, mais organizada e produtiva. Segundo um relatório de tendências para 2015, feito pela agência Box 1824, de São Paulo, uma crescente maioria se convence ....... é impraticável levar uma vida tão conectada.

Nesse cenário, surge um contramovimento batizado de quiet bliss, algo como “felicidade silenciosa”, que prega que façamos apenas uma atividade por vez.

Logicamente, isso se aplica ao espaço do trabalho. “De maneira inconsciente, muita gente acha que não merece ter tempo para o descanso”, diz Brigid Schulte, jornalista americana. “Mas esses períodos são fundamentais para pensar sobre o que importa para você, onde você está, para onde está indo e como está gastando seu tempo.”

Quem consegue organizar os horários para ter tempo livre consegue organizar o tempo para trabalhar melhor. É importante saber _____ quando já trabalhou o suficiente.

Para isso, o consultor americano Stephen Lynch propõe três questionamentos: quantas horas você trabalha em média por semana? Você é capaz de se desligar completamente do trabalho um dia por semana? Como você tem melhorado a produtividade das horas que gasta trabalhando? Mudar as respostas a essas perguntas é o caminho para dar conta de tudo e ter uma vida melhor — dentro e fora do escritório.

Considere as seguintes expressões do texto:


I. com um olho no gato e outro no peixe (l. 16).

II. dar conta do recado (l. 27).

III. de ser um tiro no pé da produtividade (l. 17).


Quais foram utilizadas em sentido figurado?

  • A Apenas I.
  • B Apenas II.
  • C Apenas I e II.
  • D Apenas II e III.
  • E I, II e III.
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Deixe para depois

Ufa! O relatório da empresa fechou, o jantar passou, as crianças já dormiram, o mês acabou. E agora, José? Você que vive de planos, que faz resoluções, que não pode parar, está preparado para recomeçar tudo de novo? ________ é assim mesmo: um mês acaba e logo ........... outro. E a agenda em cima da mesa cheia de dias para serem preenchidos com afazeres e metas. Mal dá tempo de colocar os pensamentos no lugar, ajustar o GPS e recalcular a rota. Vamos vivendo sem tempo para paradas.

Não sei se a sua impressão é a mesma que a minha, mas os dias se tornaram ainda mais cheios ultimamente. As tarefas se empilham com mais facilidade que a louça na pia. E os dias acabam com aquela sensação de que muita coisa ficou para trás, por mais que você faça. Daí me ......... à memória meus tempos de infância jogando videogame. Não importa quantos adversários você consiga dar cabo, sempre surgem outros: dos becos, do teto, do cantinho da tela. Quanto mais você avança de fase, mais inimigos aparecem.

Esse sentimento generalizado de que a matemática das tarefas tem uma lógica diferente da aritmética do nosso tempo está levando a sociedade a uma espécie de transe da urgência. Com os celulares (sempre à mão), nunca desconectamos. Trabalhamos na mesa do restaurante respondendo ao email, pensamos nas compras do supermercado ao levar o filho no parquinho, fazemos ligações nos trajetos para otimizar o tempo do trânsito. A ansiedade de tudo “pra ontem” fez surgir um padrão de comportamento que a psicologia ......... investigado e identificado como precrastinação. Ao contrário dos que sofrem da procrastinação (o ímpeto de deixar tudo pra depois), os precrastinadores realizam uma tarefa tão logo a recebem.

Anna Scofano, consultora empresarial, conta que, em palestras em empresas e no atendimento de executivos, tem visto muita gente vivendo uma angústia enorme de querer fazer tudo ao mesmo tempo e agora. “Está cada vez mais complicado administrar as horas _______ as mensagens não param. Pode-se estar em casa ou no trabalho, não há mais um momento de ócio”, afirma. A tecnologia ganhou um papel importante nesse mau-estar da civilização, por assim dizer, já que ela ainda não é gerenciada de forma inteligente pelas pessoas, segundo a consultora. “Tudo o que toma tempo demais na nossa vida precisa ser repensado, principalmente se nos afasta da nossa ligação conosco”. Uma questão de expectativa. A chave, aliás, não está somente em saber gerenciar o tempo, esse elefante branco que nos segue o tempo todo, de casa para o trabalho, para conseguir restabelecer as prioridades. Mas principalmente gerenciar nossas expectativas em relação a elas, ______ a questão do tempo ....... mais eco nas nossas vontades e projeções do que no relógio em si. Essencialmente, sempre encontramos espaço para aquilo que realmente queremos: ir ao curso de idiomas, estudar italiano, marcar o exame que o médico pediu. O imprescindível das nossas expectativas com relação às tarefas a serem cumpridas está em não deixar que elas nos gerem ansiedade demais – seja por querer tratá-las de imediato, seja por postergá-las até o último minuto. Nem os procrastinadores nem os precrastinadores estão livres dessa sensação. E, para o professor John Perry, a raíz desse sentimento está na nossa busca pelo perfeccionismo.

“Para mim, procrastinar sempre foi uma maneira de me dar permissão para fazer de forma não tão perfeita tarefas que exigem um trabalho perfeito”, diz. Com muito prazo, era possível para ele se preparar para análises longas e acadêmicas de textos e mais textos. Mas com o prazo iminente da entrega, não havia tempo para o perfeito, apenas para o adequado. Nos precrastinadores, esse sentido é oposto, mas não menos determinante: querem começar a tarefa antes para deixá-la impecável. Mas o que ronda essa intenção é o medo de “não dar conta do recado”. “O que alguém precisa fazer para controlar as próprias fantasias perfeccionistas é o que eu chamo de triagem de tarefas. Para muitas delas, funcionará melhor se você começar planejando um trabalho adequado – talvez até um pouco melhor que adequado – mas não perfeito”, ele diz.

O perfeccionismo gera uma ansiedade que nos paralisa ou que nos faz sair correndo. Nenhuma das duas vai ajudar a realizar as coisas que você precisa realizar. “Isso nos dá segurança para arregaçar as mangas e fazer o que precisa ser feito agora”. Ou, pelo menos, começar amanhã.

Analise o período abaixo, retirado do texto, e as assertivas que seguem.


“O perfeccionismo gera uma ansiedade que nos paralisa ou que nos faz sair correndo.” (l. 49).


I. O período possui duas orações.

II. As duas orações que começam por ‘que’ são classificadas como oração subordinada substantiva completiva nominal.

III. ‘que nos paralisa’ e ‘que nos faz sair correndo’ são orações coordenadas entre si.


Quais estão corretas?

  • A Apenas I.
  • B Apenas II.
  • C Apenas III.
  • D Apenas I e II.
  • E Apenas II e III.
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Nova estrutura da Receita Estadual prioriza combate à sonegação

Aceleradas mudanças na Receita Estadual do Rio Grande do Sul, iniciadas com a aprovação da Lei Orgânica da Administração Tributária, em 2010, ainda não estão plenamente consolidadas, mas produzem significativos resultados positivos. Desenvolvidos após longo amadurecimento da categoria, os conceitos adotados hoje na Receita Estadual, órgão que existiu durante décadas apenas nos seus melhores sonhos, permitem que os conhecimentos técnicos e profissionais aperfeiçoados em estudos no exterior, no debate com especialistas nas universidades públicas e privadas e na discussão interna entre auditores-fiscais da Secretaria da Fazenda sejam implementados e produzam números favoráveis ao caixa do Tesouro do Estado.

A Administração Tributária Setorial é uma das inovações adotadas pela Receita Estadual cuja resposta é extremamente positiva. Desenvolvida aqui, com base em experiências internacionais, a Administração Tributária Setorial parte das movimentações do mercado e acompanha o desenvolvimento das empresas para estabelecer parâmetros de crescimento e reconhecimento de tributos e indícios de sonegação em um determinado setor econômico. O conceito, no entender de um dos auditores-fiscais gaúcho, torna a atuação fiscal neutra e eficaz no acompanhamento dos movimentos do mundo econômico. Em seu trabalho, o auditor defendeu que a política tributária influencia o processo econômico, interferindo na renda, no volume da demanda e da poupança e nas expectativas de investimento, tornando a política fiscal uma das políticas econômicas relacionada com o gasto público e a geração de receita.

“Assim, como desdobramento da política fiscal, a política tributária trata do nível e distribuição da carga de tributos e da estrutura e modelagem tributárias”, afirma no trabalho, que tratou em sua maior parte de demonstrar como a simplificação e harmonização da estrutura tributária pode e deve contribuir para o crescimento econômico, pela diminuição de sua complexidade e do custo com o cumprimento das obrigações acessórias e pela administração eficiente dos tributos.

O foco nas atividades de fiscalização, arrecadação e cobrança tem caracterizado a atuação atual da Receita Estadual. Nesta nova cultura, que tem como substrato a busca da arrecadação suficiente para enfrentar as crescentes demandas sociais, ganhou espaço também a relação com o contribuinte. Hoje, o órgão age preventivamente na convergência de interesses e busca o cumprimento voluntário do pagamento do tributo como meta prioritária. Trabalha também para assegurar a justiça e a equidade fiscal, mantendo um diálogo cortês e ágil na resposta aos contribuintes e agilizando sempre que possível a solução de consultas.

Também são pontos de destaque na atuação da Receita Estadual a racionalização do uso dos recursos públicos da Secretaria da Fazenda, o aperfeiçoamento dos sistemas de informação, serviços e processos voltados ao cumprimento das atribuições e competências dos auditores-fiscais e a gestão tecnológica dos recursos.

Analise as afirmações que são feitas sobre o texto.
I. De acordo com um dos auditores-fiscais gaúcho, a política tributária é influenciada pelo processo econômico, o que implica um aumento na renda, no volume da demanda e da poupança e nos investimentos reais.
II. Uma das essências da nova cultura da Receita Estadual é fazer com que haja arrecadação suficiente para que se consiga encarar as demandas sociais que estão em ascensão.
III. É primordial para a Receita Estadual manter um bom relacionamento com os contribuintes, oferencendo morosidade nas consultas ao órgão.
Quais estão corretas?

  • A Apenas I.
  • B Apenas II.
  • C Apenas III.
  • D Apenas I e II.
  • E Apenas II e III.

Redação Oficial

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Analise as seguintes formas de sobrescritos em envelopes para o encaminhamento de correspondências:


I. Sra.

    Joana Santos

    Rua Leão Coroado nº 26

    Boa Vista RECIFE - PE

    CEP 50.060-250


II. Sr.

    Prof. João Carlos Almeida

    Instituto de Psicologia

    Universidade de Brasília

    BRASÍLIA (DF) CEP 70.910-900


III. Editora Brasil S.A.

     Caixa Postal 1035

     20001-970 RIO DE JANEIRO - RJ


IV. Indústrias de Maquinas de Motores Ltda.

     At. do Sr. Carlos José da Silva

     Rua Buarque de Azevedo, 819

     CEP 02 036-022 SÃO PAULO (SP)


Quais estão corretas?

  • A Apenas II.
  • B Apenas III.
  • C Apenas I e IV.
  • D Apenas I, II e III.
  • E Apenas II, III e IV.
16

Em relação à diagramação, os documentos do padrão ofício devem obedecer à seguinte forma de apresentação, entre outras:


I. O campo destinado à margem lateral esquerda terá, no mínimo, 4,0 cm de largura.

II. O início de cada parágrafo do texto deve ter 2,5 cm de distância da margem esquerda.

III. O campo destinado à margem lateral direita terá 1,5 cm.

IV. Todos os tipos de documentos do Padrão Ofício devem ser impressos em papel de tamanho A4, ou seja, 29,7 x 21,0 cm.


Quais estão corretas?

  • A Apenas I e II.
  • B Apenas III e IV.
  • C Apenas I, II e III.
  • D Apenas II, III e IV.
  • E I, II, III e IV.
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O e-mail é uma fantástica ferramenta que conseguiu atender, simultaneamente, duas exigências imprescindíveis à boa comunicação corporativa: a velocidade, quase instantânea, com que a informação precisa circular; e a necessidade de compartilhar, de imediato, a informação com os funcionários da empresa, seus clientes e parceiros, setores governamentais e sociedade em geral. Entretanto, algumas etapas e cuidados na elaboração de e-mails empresariais são imprescindíveis, tais como:


I. O vocativo pode ser substituído por uma saudação, como “Bom dia, Sr. Ricardo” ou “Boa tarde, Sr. Paulo”.

II. Na despedida, para situações formais, poderá ser usado “Atenciosamente”, utilizando o termo “Att.”.

III. Na assinatura, aparecerão as informações que identificam o remetente, tais como nome completo, cargo ou função, telefone, site e e-mail.

IV. No texto, poderão ser utilizados grafismos para substituir as expressões usadas no cotidiano.


Quais estão corretas?

  • A Apenas I e III.
  • B Apenas II e IV.
  • C Apenas I, II e III.
  • D Apenas II, III e IV.
  • E I, II, III e IV.