Resolver o Simulado Professor de Educação Básica - Educação Física - Nível Superior

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Português

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Texto I

Consumo e consumismo: pela consciência em primeiro lugar

Não há como fugir do consumo. Ele representa nossa sobrevivência e não é possível passar um único dia sem praticá-lo. Precisamos adquirir bens para suprir nossas necessidades de alimentação, vestuário, lazer, educação, abrigo.

Associado ao termo consumo sempre surge a ideia do consumismo e cuja diferenciação não é tão simples quanto parece. Muito mais do que pessoas que compram muito e adquirem bens que não precisam, o consumismo é um retrato do modelo atual de sociedade, do desperdício e dos valores que imperam. O consumismo refere-se a um modo de vida orientado por uma crescente busca pelo consumo de bens ou serviços e sua relação simbólica com prazer, sucesso, felicidade, que todos os seres humanos almejam, e frequentemente é observada nas mensagens comerciais dos meios de comunicação de massa.

Em meio às suas rotinas de consumo, as pessoas têm cada vez mais dificuldade em perceber o que é necessário e o que é supérfluo e avaliar o tamanho do seu consumo. E é natural que o que é essencial para uma pessoa seja dispensável para outra devido à complexidade e à diversidade do ser humano. Qual é, afinal, o consumo ideal para uma pessoa ou uma família? Podemos mensurar as necessidades do outro? E seus desejos? Mais do que focar nos consumidores, podemos ter a percepção do tamanho do consumismo observando o culto ao consumo que impera em todos os meios. O nosso sistema de produção e toda a engrenagem que alimenta o sistema capitalista são impulsionados pelo consumo excessivo. Basta verificarmos como produzimos bens para serem pouco usados e logo descartados, com enorme impacto ambiental, gasto de água, recursos, energia e trabalho humano, para sentirmos como nossos processos não são sustentáveis, por mais que tentem pintá-los de verde. Enquanto convivermos com o bombardeio publicitário incentivando o consumismo, com a obsolescência programada não apenas de produtos tecnológicos mas também de pessoas, suas roupas e demais objetos, e um modelo de produção linear, que produz grande volume de resíduos, estamos vivenciando o consumismo. [...]

Para que as pessoas possam entender como elas vivem em um processo de consumo sem consciência é importante um entendimento individual acerca das necessidades reais e fabricadas. O condicionamento ao consumo pode acontecer de várias formas, mas a comunicação mercadológica que chega a homens, mulheres e crianças tem um papel decisivo. Os modismos chegam por novelas, desfiles, comerciais, incentivando hábitos que não eram comuns a determinado grupo. E com isso cria-se, então, um consumo que não existia.

Como resistir aos comportamentos consumistas? Quando pensamos na consciência antes do consumo temos como objetivo justamente entender o que é necessidade para o ser humano hoje. É tirar o foco do consumo e colocar em um entendimento de nossas necessidades e desejos e nos impactos pessoais, sociais e ambientais de nossas escolhas. Em meio a suas rotinas estressantes de trabalho, a uma corrida para ganhar dinheiro e pagar as contas no fim do mês, estamos perdendo a essência da vida. Qual seria um olhar com consciência da relação trabalho e obtenção de renda e estilo de vida e de consumo? Ocupamos nosso tempo, fazemos tarefas que não gostamos, nos afastamos de nossas famílias por longas horas para consumir coisas que a gente não precisa ou não precisaria e que são, inclusive, maléficas à nossa saúde física e mental. Mas estamos mergulhados em uma comunicação mercadológica que diz que aquele item é importante para que a gente se sinta bem e que pertença a determinados grupos. O consumo é visto como algo que credencia as pessoas e dá acesso a um mundo ilusório de perfeição e felicidade.

Mais grave ainda é a situação vivida pelas crianças e adolescentes, nos dias de hoje, que crescem em meio a valores extremamente materialistas e consumistas. Como falar em sustentabilidade se não cuidamos da infância em um sentido amplo, não oferecemos proteção contra todo tipo de abuso, inclusive a exploração comercial, e a disseminação de comportamentos insustentáveis? Estamos garantindo as condições para que no futuro as pessoas possam viver com qualidade.

Comerciais abusivos que falam direto para as crianças, promoções que nos ofertam brindes e descontos tipo leve 6 e pague 5, campanhas sedutoras e estratégias de venda com profundo conhecimento do comportamento humano. Armadilhas para um mundo consumista. Conseguir se desvencilhar deste grande emaranhado de recursos que induzem ao consumismo é hoje uma tarefa que exige um redescobrir do que é o ser humano, do nosso papel, e da nossa condição acima de “sujeitos-mercadorias", como coloca o escritor Zygmunt Bauman. Será que conseguimos? Um desafio que engloba uma tomada de consciência, uma nova comunicação midiática, mudança de valores, educação ambiental e para o consumo e, sobretudo, uma educação para a vida.

(Disponível em: http://conscienciaeconsumo.com.br/artigos/consumo-e-consumismo-pela-consciencia-em-primeiro-lugar.)

Assinale a alternativa correta quanto à ortografia oficial.

  • A Um consumidor conscencioso sabe o limite do que vai consumir.
  • B Festas beneficientes, organizadas por empresas, comovem os clientes.
  • C Os consumidores que se sentirem lesados podem reivindicar seus direitos.
  • D Quando o produto é de qualidade, os consumidores se degladeiam para adquiri-lo.
  • E Muitos propietários de imóveis ficam atentos ao aquecimento do mercado imobiliário.
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TEXTO 15


Vista do Vidigal contrasta o Leblon inabitado do início do século passado com a Ipanema tomada por edificações de hoje

Da demolição de cortiços à abertura da Avenida Rio Branco. Fotógrafo oficial do Rio de Janeiro, então Distrito Federal, o alagoano Augusto Malta documentou, a pedido do prefeito Pereira Passos, as transformações da Capital no início do século 20. Nunca mais a veremos senão pelos registros de pouquíssimos fotógrafos como Malta. Quase 100 anos depois, o designer e também fotógrafo Marcello Cavalcanti, de 34 anos, decidiu juntar o antigo e o novo, mesclando a obra de Augusto com fotografias atuais do Rio, prestes a completar seus 450 anos.

Em relação ao trecho “Nunca mais a veremos senão pelos registros de pouquíssimos fotógrafos como Malta.”, é correto afirmar que, quanto à sua colocação, o pronome oblíquo “a”, em destaque, está:

  • A mesoclítico, atraído por conjunção
  • B interposto ao verbo e a seu complemento.
  • C proclítico, atraído por expressão negativa.
  • D enclítico, atraído pelo advérbio de intensidade
  • E posposto ao verbo, atraído por pronome reflexivo.
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“Quando às vezes ponho diante dos olhos os muitos e grandes trabalhos e infortúnios que por mim passaram, começados no princípio da minha primeira idade e continuados pela maior parte e melhor tempo de minha vida, acho que com muita razão me posso queixar da ventura que parece que tomou por particular tenção e empresa sua perseguir-me e maltratar-me, como se isso lhe houvera de ser matéria de grande nome e de grande glória; porque vejo que, não contente de me pôr na minha Pátria logo no começo da minha mocidade, em tal estado que nela vivi sempre em misérias e em pobreza, e não sem alguns sobressaltos e perigos da vida, me quis levar também às partes da Índia, onde em lugar do remédio que eu ia buscar a elas, me foram crescendo com a idade os trabalhos e os perigos.”

Assinale a alternativa em quea frase NÃO contraria a norma culta:

  • A Entre eu e a vida sempre houve muitos infortúnios, por isso posso me queixar com razão.
  • B Sempre houveram várias formas eficazes para ultrapassarmos os infortúnios da vida.
  • C Devemos controlar nossas emoções todas as vezes que vermos a pobreza e a miséria fazerem parte de nossa vida.
  • D É difícil entender o por quê de tanto sofrimento, principalmente daqueles que procuram viver com dignidade e simplicidade.
  • E As dificuldades por que passamos certamente nos fazem mais fortes e preparados para os infortúnios da vida.
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“INVESTIMENTOS EM ESTRADAS ATRASAM E ACIDENTES TRIPLICAM”

Empresas responsáveis por estradas federais privatizadas na segunda etapa do Programa de Concessões Rodoviárias estão atrasando os investimentos previstos em contrato com o Governo federal. Enquanto isso, os acidentes triplicaram: nos sete trechos privatizados, subiram de 9.961 em 2008 para 28.947 em 2009, um crescimento de 190%. As principais obras deveriam ocorrer nos três primeiros anos da cobrança de pedágios (2007-2009) – que estão sendo reajustados sem atraso. Nos sete trechos, o investimento está abaixo dos 30%; em quatro, abaixo de 10% do previsto. A Agência Nacional de Transportes Terrestres, que deveria regular o setor, acaba agindo com resoluções que retardam os investimentos. No trecho da BR-101 do Rio ao Espírito Santo, há obras paradas e uma passarela de pedestres que para no ar.”

“As principais obras deveriam ocorrer nos três primeiros anos da cobrança de pedágios (2007-2009) – que estão sendo reajustados sem atraso"; deduz-se desse segmento do texto que:

  • A as obras estão ocorrendo dentro do prazo previsto;
  • B os pedágios não foram cobrados nos três primeiros anos de contrato;
  • C a parte governamental do acordo está sendo cumprida;
  • D os pedágios não sofrem aumento há muito tempo;
  • E a população está sendo beneficiada pela falta de pedágios.
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Atenção: Nesta prova, considera-se uso correta da Língua Portuguesa o que está de acordo com a norma padrão escrita.
Leia o texto a seguir para responder a questão sobre seu conteúdo.
A ÁGUA QUE VEM DO AR
Na falta de chuvas, ninguém precisa passar sede. E nem depender da dessalinização do mar, um processo caro e de logística complexa. Conheça a região no meio do deserto chileno que tira água do ar, sem gastar um pingo de energia.
Por: Fellipe Abreu; Luiz Felipe Silva. Editado por: Karin Hueck. Adaptado de: http://super.abril.com.br/ideias/a-agua-que-vem-do-ar
Acesso em 18 jul. 2015.
Entre a longa Cordilheira dos Andes e o Oceano Pacífico, no país mais esticado do mundo, está o maior deserto latino-americano, o chileno Atacama. A aridez domina a região e os municípios próximos - são quase 1.500 km de extensão onde a média de chuvas é de 0,1 mm ao ano, com áreas onde a água fica sem cair por séculos. Nesse mar de sequidão, fica a região de Coquimbo, no município de Chungungo, que é banhado pelo mar, e onde choveu apenas cinco vezes em todo o ano de 2013. Na área, a média histórica de chuvas é de apenas 100 mm ao ano - contra 1.500 mm em São Paulo, por exemplo. Mas, ao contrário da capital paulista, aqui não falta água - é possível tirá-la do ar.
O que acontece em Coquimbo é que faltam chuvas, mas sobram nuvens hiperúmidas. São as "nieblas costeras", que se formam sobre a orla, movem-se em direção ao continente e acabam aprisionadas por uma serra, num fenômeno chamado de camanchaca, as "chuvas horizontais". A camanchaca acontece em condições muito específicas de geografia, clima e correntes marítimas, e é bem comum ao longo do litoral peruano e chileno. Essa neblina é composta por minúsculas gotas de água, que, de tão leves, se mantêm suspensas no ar. Se a nuvem encontrar algum tipo de obstáculo, as partículas de água se chocam umas com as outras e começam a se concentrar. Alcançam, então, peso suficiente para cair, virar gotas de água, e deixar um rastro de umidade por onde passam. Nas regiões em que o fenômeno acontece, é comum encontrar árvores eternamente encharcadas e animais com os pelos molhados o tempo todo. A umidade é visível por aqui. Nas altitudes entre 600 e 1.200 metros, onde o fato é mais intenso, a vegetação é abundante e frondosa - ao contrário das zonas em que as neblinas costeiras não acontecem, e que têm solo seco e pouca flora. Foi observando esse contraste que, há 50 anos, pesquisadores da Universidad de Chile tiveram uma ideia: se a água não cai das nuvens, será que daria para pegá-la de dentro delas? Assim nasceu a ideia dos atrapanieblas (em português, algo como "captanuvem") - artefatos criados para tirar, literalmente, água do ar.
As engenhocas são simples: basta esticar malhas de polietileno de alta densidade (parecidas com as que são usadas para proteger plantações do sol), de até 150 metros de largura, entre dois postes de madeira ou aço. A neblina passa pela malha, mas os fios de plástico retêm parte da umidade, que condensa, vira água e escorre até uma canaleta que leva a um reservatório. O negócio é barato e eficiente: cada metro quadrado da malha capta, em média, 4 litros de água por dia, e um atrapaniebla de 40 m2 custa entre US$ 1.000 e 1.500. Para melhorar, o modelo é 100% sustentável. Não atrapalha a flora e a fauna, e funciona durante quase o ano todo, o que torna possível planejar a produção de água. Mas não para por aí: a verdadeira vantagem é que os atrapanieblas não utilizam luz elétrica. Diferentemente de outros métodos caros de obtenção de água em regiões secas, como a dessalinização do mar, eles não precisam de energia para funcionar. O vento trata de espremer as nuvens pelas malhas, e a gravidade cuida de carregar a água até os baldes. Perfeito.
Infelizmente, o projeto não é replicável no mundo todo por causa das condições necessárias de clima e temperatura. Mas países como México e Peru também utilizam a técnica. No árido Estado de Querétaro, na região central do México, e nas secas áreas costeiras do Peru - que inclui a capital Lima, onde a média anual de pluviosidade é de menos de 10 mm, mas cuja umidade relativa do ar chega a 98% -, o projeto já funciona em larga escala. O maior complexo de malha do mundo, contudo, localiza-se em Tojquia, Guatemala: são 60 captadores que, ao todo, compõem uma rede de 1.440 m2 e captam quase 4 mil litros de água diariamente, abastecendo cerca de 30 famílias. Sem gastar energia.
Assinale a alternativa em que há ERRO quanto ao emprego dos sinais de pontuação.
  • A Coquimbo recebe grandes quantidades de turistas, que vêm atraídos por extensas e estupendas praias, como La Herradura, a mais famosa de todas.
  • B Coquimbo, uma das 15 regiões do Chile, é banhada a oeste, pelo Oceano Pacífico; e faz divisa, a leste, com a Argentina.
  • C Coquimbo, que é banhada pelo Oceano Pacífico, possui uma área de 1.429,3 km² e uma população de 163.036 habitantes.
  • D Coquimbo faz divisa, ao norte, com a região de Atacama; e ao sul, com a região de Valparaíso.
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A figura do ancião, desde o início dos relatos das primeiras civilizações, é muito controversa e discutida. No mundo ocidental, o senso comum das principais culturas muitas vezes discordava dos ensinamentos das filosofias clássicas sobre as contribuições da velhice para a sociedade. O estudo das reais condições trazidas pelo avanço da idade gerou diversas discussões éticas sobre as percepções biossociais dos processos de mudança do corpo. Médicos, biólogos, psicólogos e antropólogos ainda hoje não conseguem obter consenso sobre esse fenômeno em suas respectivas áreas.

Muitas culturas ocidentais descrevem o estereótipo do jovem como corajoso, destemido, forte e indolente. Já a figura do idoso é retratada como um peso morto, um chato em decadência corporal e mental. Percepção preconceituosa que foi levada ao extremo no século XX pelos portugueses durante a ditadura de Antônio Salazar, notório por usar a perseguição aos idosos como bandeira política. Atletas e artistas cotidianamente debatem o avanço da idade com medo e desgosto, enquanto especial istas da saúde questionam se há deterioração ou mudança adaptativa do corpo humano.

Nas culturas orientais, assim como na maioria das filosofias clássicas, a velhice é vista de um ângulo positivo, sendo fonte de sabedoria e meta para uma vida guiada pela prudência. O sábio ancião, que personifica a figura do homem calmo, austero, e que muitas vezes é capaz de prever certas situações e aconselhar, se destaca em relação ao jovem cheio de energia e de hormônios instáveis. Porém, apesar dos filósofos apreciarem o avanço da idade, nem todos eles tinham a mesma opinião sobre a velhice. O jovem Platão tinha como inspiração o velho filósofo Sócrates. Apesar de ser desfavorecido materialmente, Sócrates possuía muita experiência e uma sabedoria ímpar que marcou a história do pensamento. Em A República , Platão retrata uma discussão filosófica sobre a justiça ocorrida na casa do velho Céfalo, homem importante e respeitável em Atenas, que propiciava discussões filosóficas entre os mais velhos e os jovens que contemplavam os diálogos.Na sociedade ideal desse filósofo, os jovens muitas vezes eram retratados como inconsequentes e ingênuos, a exemplo de Polemarco, filho de Céfalo.
Nesta sociedade ideal, crianças e adolescentes não recebiam diretamente o ensino da Filosofia. Por ser um conhecimento nobre e difícil, [ela] era ensinada somente para pessoas de idade mais avançada.

Dentre os filósofos clássicos, o maior crítico sobre a construção filosófica da ideia de “velhice” era o estoico Sêneca. Para ele, Platão, Aristóteles e Epicuro construíram uma concepção mitológica da figura do velho. Os idosos que ele conheceu em Roma muitas vezes não eram tão felizes como descreviam os gregos. Muitos deles, observou Sêneca, pareciam tranquilos, mas no fundo não eram. A aparente tranquilidade decorria de seu cansaço e desânimo por não conseguir mais lutar por aquilo que queriam. Não buscaram a ataraxia enquanto jovens, ou seja, a tranquilidade da alma e a ausência de perturbações frente aos desafios impostos pela vida.

Se envelhecer é uma “droga”, como afirma o ator Arnold Schwarzenegger, ou se [a velhice] é a “melhor idade”, como dizem muitos aposentados, esses discursos não contribuem para uma resposta definitiva para o estudo científico.Afinal, o conceito de velhice não é um fenômeno puramente biológico, mas também fruto de uma construção social e psicoemocional.

MEUCCI, Arthur. Rev. Filosofia : março de 2013, p. 72-3.

Há falta de correspondência entre o sentido do verbo, no contexto em que está empregado, e o do sinônimo proposto para substituí-lo em:

  • A “[...] discordava dos ensinamentos das filosofias clássicas [...]” (§ 1) / dissentia.
  • B “[...] gerou diversas discussões éticas [...]” (§ 1) / suscitou.
  • C “[...] questionam se há deterioração ou mudança adaptativa do corpo humano.” (§ 2) / contestam.
  • D “[...] contemplavam os diálogos [...]” (§ 3) / apreciavam.
  • E [...] decorria de seu cansaço e desânimo [...]” (§ 4) / advinha. “
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Banguê

Cadê você meu país do Nordeste
que eu não vi nessa Usina Leão de minha terra?
Ah, Usina, você engoliu os banguezinhos do país das
Alagoas!
Você é grande, Usina Leão!
Você é forte, Usina Leão!

..................

Onde é que está a alegria das bagaceiras?
O cheiro bom do mel borbulhando nas tachas?
A tropa dos pães de açúcar atraindo arapuás?
Onde é que mugem os meus bois trabalhadores?
Onde é que cantam meus caboclos lambanceiros?
Onde é que dormem de papos para o ar os bebedores
de resto de alambique?
E os senhores de espora?
E as sinhás-donas de cocó?

........................

O meu banguezinho era tão diferente,
vestidinho de branco, o chapeuzinho do telhado sobre os olhos,
fumando o cigarro do boeiro pra namorar a mata virgem.
Nos domingos tinha missa na capela
e depois da missa uma feira danada:
a zabumba tirando esmola para as almas;
e os cabras de faca de ponta na cintura,
a camisa por fora das calças:
"Mão de milho a pataca!"
"Carretel marca Alexandre a doistões!"
Cadê você meu país de banguês
com as cantigas da boca da moenda:
"Tomba cana João que eu já tombei!"
E o eixo de maçaranduba chorando
talvez os estragos que a cachaça ia fazer!

.......................

Cadê a sua casa-grande, banguê,

...............

com as suas Donanas alcoviteiras?
Com seus Totôs e seus Pipius corredores de cavalhadas?
E as suas molecas catadoras de piolho,
e as suas negras Calus, que sabiam fazer munguzás,
manuês,
cuscuz,
e suas sinhás dengosas amantes dos banhos de rio
e de redes de franja larga!
Cadê os nomes de você, banguê?

...........................................

Ah, Usina Leão, você engoliu
os banguezinhos do país das Alagoas!

...............................


Glossário - banguê: engenho de açúcar primitivo, movido a força animal.

(LIMA, Jorge de. Poesias Completas. Rio de Janeiro: José Aguilar, 1974, v. I, p. 161-163)


O poema alude

  • A a elementos de cultura popular e de tradições nordestinas, misturados aos hábitos cotidianos dos pequenos engenhos de açúcar da época colonial.
  • B aos pequenos comerciantes brasileiros, na época dos engenhos de açúcar, que vão desaparecendo em razão da interferência de um poder econômico maior.
  • C à presença de valores econômicos estrangeiros na região nordeste, restando apenas à sua população, carente de recursos, apegar-se a manifestações religiosas.
  • D ao progresso resultante das transformações econômicas e sociais ocorridas em determinada época, a partir de certas influências estrangeiras no Nordeste.
  • E ao desenvolvimento regional propiciado pela produção de açúcar no Nordeste, desde o surgimento de pequenos engenhos até sua substituição por grandes usinas.
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Escrever é fácil?

Para estimular crianças e jovens a escrever, há quem diga que escrever é fácil: basta pôr no papel o que está na cabeça. Na maioria das vezes, porém, este estímulo é deveras desestimulante.

Há boas explicações para o desestímulo: se a pessoa não consegue escrever, convencê-la de que escrever é fácil na verdade a convence apenas da sua própria incompetência, a convence apenas de que ela nunca vai conseguir escrever direito; não se escreve pondo no papel o que está na cabeça, sob pena de ninguém entender nada; quem escreve profissionalmente nunca acha que escrever é fácil, nem mesmo quando escreve há muito tempo — a não ser que já escreva mecanicamente, apenas repetindo frases e fórmulas.

Via de regra, nosso pensamento é caótico: funciona para alimentar nossas decisões cotidianas, mas não funciona se for expresso, em voz alta ou por escrito, tal qual se encontra na cabeça. Para entender o nosso próprio pensamento, precisamos expressá-lo para outra pessoa. Ao fazê-lo, organizamos o pensamento segundo um código comum e então, finalmente, o entendemos, isto é, nos entendemos. Não à toa o jagunço Riobaldo, personagem do escritor Guimarães Rosa, dizia: professor é aquele que de repente aprende.

Todo professor conhece este segredo: você entende melhor o seu assunto depois de dar sua aula sobre ele, e não antes. Ao falar sobre o meu tema, tentando explicá-lo a quem o conhece pouco, aumento exponencialmente a minha compreensão a respeito. Motivado pelas expressões de dúvida e até de estupor dos alunos, refino minhas explicações e, ao fazê-lo, entendo bem melhor o que queria dizer. Costumo dizer que, passados tantos anos de profissão, gosto muito de dar aula, principalmente porque ensinar ainda é o melhor método de estudar e compreender.

Ora, do mesmo jeito que ensino me dirigindo a um grupo de alunos que não conheço, pelo menos no começo dos meus cursos, quem escreve o faz para ser lido por leitores que ele potencialmente não conhece e que também não o conhecem. Mesmo ao escrever um diário secreto, faço-o imaginando um leitor futuro: ou eu mesmo daqui a alguns anos, ou quem sabe a posteridade. Logo, preciso do outro e do leitor para entender a mim mesmo e, em última análise, para ser e saber quem sou.

Exatamente porque esta relação com o outro, aluno ou leitor, é tão fundamental, todo professor sente um frio na espinha quando encontra uma nova turma, não importa há quantos anos exerça o magistério. Pela mesma razão, todo escritor fica “enrolando” até começar um texto novo, arrumando a escrivaninha ou vagando pela internet, não importa quantos livros já tenha publicado. Pela mesmíssima razão, todo aluno não quer que ninguém leia sua redação enquanto a escreve ou faz questão de colocá-la debaixo da pilha de redações na mesa do professor, não importa se suas notas são boas ou não na matéria.

Escrever definitivamente não é fácil, porque nos expõe no momento mesmo de fazê-lo. [...] Quem escreve sente de repente todas as suas hesitações, lacunas e omissões, percebendo como o seu próprio pensamento é incompleto e o quanto ainda precisa pensar. Quem escreve de repente entende o quanto a sua própria pessoa é incompleta e fraturada, o quanto ainda precisa se refazer, se inventar, enfim: se reescrever.

De acordo com as ideias desenvolvidas pelo autor no texto, a dificuldade em escrever existe pela falta de

  • A dedicação diária ao hábito da leitura
  • B interesse verdadeiro do público leitor
  • C relação direta entre pensamento e escrita
  • D estímulo constante para a prática da redação
  • E interação adequada entre professores e alunos
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Palavras voam no vento

A pequena Dora adorava dizer coisas feias. Sim, ela tinha aquele terrível hábito de falar bobagens, xingamentos. Certa manhã, antes de sair para o trabalho, sua mãe disse: “Tu sabias que as palavras voam no vento? Se dizes coisas ruins, o mal sai por aí e se multiplica. Mas se dizes coisas belas... o vento faz com que a bondade se espalhe pelo mundo". A jovenzinha ficou intrigada. Assim que a mãe se foi, decidiu testar a teoria. Encheu o peito e gritou com toda a força: AMOR!!!!...

Uma enorme e fortíssima rajada de vento se fez. Uma borboleta começou a brincar no ar. Dora seguiu o bichinho. Viu quando ele se pôs a dançar ao redor de uma moça. Viu a moça sorrir com a borboleta e começar a dançar como uma bailarina. Seguiu a moça. Viu quando ela, cheia de alegria, mandou beijos para uma andorinha que sobrevoava um jardim. A andorinha, de repente, deu um rasante sobre um canteiro e pegou com seu bico uma delicada flor vermelha. Dora seguiu a andorinha. Viu quando o pássaro deixou a flor cair nas mãos de um rapaz que estava sentando num banco de praça.

O moço, capturado por um imenso contentamento, tomou para si uma folha em branco e escreveu um poema. Dora viu quando o rapaz leu para o vento o poema. E os versos diziam: “Ame, porque o amor significa cantar. Cante, cante, cante. Porque quem canta encanta e sabe melhor amar". Nossa amiga viu quando uma súbita ventania arrancou o papel da mão do jovem. Dora tentou correr para não perder de vista o escrito. Mas o vento foi mais ágil e o papel se perdeu.

Cansada com toda aquela andança, a menina voltou para casa. Caía a tarde quando sua mãe retornou do trabalho e entregou à filha um presente: um pedaço de papel dobrado em quatro. Disse ela: “Tome, minha filha. É para ti. Eu estava na janela do escritório e o vento me trouxe esse pedaço de papel. Leia... É para ti". Dora abriu o papel e chorou ao ler o poema que nele estava escrito. Diziam os versos: “Ame, porque o amor significa cantar. Cante, cante, cante. Porque quem canta encanta e sabe melhor amar".

(Carlos Correia Santos, http://www.amapadigital.net. Adaptado)

É correto afirmar que o segundo parágrafo apresenta ações que se sucedem em uma relação de

  • A contradição e finalidade.
  • B proporção e retificação.
  • C alternância e equivalência.
  • D causa e efeito.
  • E comparação e oposição.
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Para responder à questão, leia a tirinha abaixo. 


A respeito da semântica das palavras empregadas na tirinha, julgue as afirmativas a seguir como verdadeiras (V) ou falsas (F). 

(...) O aumentativo “gatão” (1º quadrinho) tem sentido pejorativo.
(...) O sentido do vocábulo “maior” (1º quadrinho) está obscuro.
(...) A pergunta “Jura?” (2º quadrinho) significa que uma das moças duvida da história da outra.
(...) A expressão “Olha só” (2º quadrinho) significa que uma das moças está positivamente surpresa com o relato da outra.
(...) O termo “pão-duro” (3º quadrinho) significa, aproximadamente, o mesmo que “sovina”.

Qual é a sequência correta, de cima para baixo? 
  • A V – V – F – V – V
  • B F – F – V – V – F
  • C F – F – F – F – V
  • D F – F – F – V – V
  • E F – F – F – V – F
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O elemento indicado entre parênteses NÃO substitui apropriadamente a expressão destacada em:

  • A Diante de problema tão sério, é fundamental a ação integrada. (em face de)
  • B A diretoria ratificou a decisão de colaborar ativamente no programa. (alterou)
  • C A partir dos dados apresentados, foi planejada essa ação. (valendo-se)
  • D O projeto foi apresentado através de pronunciamento do diretor. (mediante)
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A outra noite

Outro dia fui a São Paulo e resolvi voltar à noite, uma noite de vento sul e chuva, tanto lá como aqui. Quando vinha para casa de táxi, encontrei um amigo e o trouxe até Copacabana; e contei a ele que lá em cima, além das nuvens, estava um luar lindo, de lua cheia; e que as nuvens feias que cobriam a cidade eram, vistas de cima, enluaradas, colchões de sonho, alvas, uma paisagem irreal.
Depois que o meu amigo desceu do carro, o chofer aproveitou um sinal fechado para voltar-se para mim:
- O senhor vai desculpar, eu estava aqui a ouvir sua conversa. Mas, tem mesmo luar lá em cima?
Confirmei: sim, acima da nossa noite preta e enlamaçada e torpe havia uma outra - pura, perfeita e linda.
-Mas que coisa...
Ele chegou a pôr a cabeça fora do carro para olhar o céu fechado de chuva. Depois continuou guiando mais lentamente. Não sei se sonhava em ser aviador ou pensava em outra coisa.
-Ora, sim senhor...
E, quando saltei e paguei a corrida, ele me disse um“boa noite” e um“muito obrigado ao senhor” tão sinceros, tão veementes, como se eu lhe tivesse feito um presente de rei.

(BRAGA, Rubem. Para gostar de ler, vol. 2, crônicas. São Paulo, Ática.) Para gostar de le


Assinale a palavra do texto que apresenta dígrafo.

  • A Outro
  • B aqui
  • C luar
  • D alvas
  • E torpe
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Assinale a opção em que há quatro palavras INCORRETAS:

  • A canalizar, pesquisar, analisar, balizar, sintetizar; dialisar; atualizar; bisar; prezar.
  • B ideia, chapéu, herói, plateia, condói, céu, perdoo, voo, geo-história, subsolo.
  • C coronéis; micro-ondas; hipersensível; super-resistente; anti-horário; bem-vindo.
  • D acessor; atraso; infringir; jus; excessão; ascenção; aridês; vírus; excesso; viuvez.
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A polêmica das biografias

A liberdade de expressão está sujeita aos limites impostos pelas demais prerrogativas dos cidadãos: honra, privacidade etc.

A jornalista Hildegard Angel fulminou no Twitter: “Num país em que a Justiça é caolha, não dá para liberar geral as biografias de bandeja pros grupos editoriais argentários”.

A controvérsia em torno das biografias é a prova da desditosa barafunda institucional que atormenta o Brasil. Nos códigos das sociedades modernas, aquelas que acolheram os princípios do Estado Democrático de Direito, a liberdade de expressão está sujeita aos limites impostos pelas demais prerrogativas dos cidadãos: a privacidade, a honra, o direito de resposta a ofensas e desqualificações lançadas publicamente contra a integridade moral dos indivíduos.

Em 17 de dezembro de 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos afirmava: “O desprezo e o desrespeito pelos direitos humanos resultaram em atos bárbaros que ultrajaram a consciência da Humanidade e o advento de um mundo em que os homens gozem de liberdade de palavra, de crença e da liberdade de viverem a salvo do temor e da necessidade foi proclamado como a mais alta aspiração do homem comum”.

Em 2008, escrevi um artigo para celebrar os 60 anos da declaração. Naquela ocasião, percebi claramente que os fantasmas dos traumas nascidos das experiências totalitárias dos anos 1930 ainda assombram os homens, seus direitos e liberdades.

Segundo a declaração, são consideradas intoleráveis as interferências na sua vida privada, na sua família, no seu lar ou na sua correspondência – atenção! –, tampouco são toleráveis ataques à sua honra e reputação. Toda pessoa tem direito à proteção da lei contra tais interferências ou ataques. O cidadão (note o leitor, o cidadão) tem direito à liberdade de opinião e de expressão. Esse direito inclui a liberdade de, sem interferência, ter opiniões e de procurar, receber e transmitir informações por quaisquer meios e independentemente de fronteiras.

É proibido proibir, assim como é garantido o direito de retrucar e processar. O presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, sugeriu a imposição de pesadas penas pecuniárias aos detratores “argentários” que se valem das inaceitáveis demoras da Justiça.

No Brasil de hoje não impera a expressão livre das ideias, mas predomina o que Deleuze chamou de Poder das Potências. Já tratei aqui desse tema, mas vou insistir. Nos tempos da sociedade de massa e do aparato de comunicação abrigado na grande mídia, as Potências estão desinteressadas em sufocar a crítica ou as ideias desviantes. Não se ocupam mais dessa banalidade. Elas se dedicam a algo muito mais importante: fabricam os espaços da literatura, do econômico, do político, espaços completamente reacionários, pré-moldados e massacrantes. “É bem pior que uma censura”, continua Deleuze, “pois a censura provoca efervescências subterrâneas, mas as Potências querem tornar isso impossível”.

Nos espaços fabricados pelas Potências não é possível manter conversações, porque neles a norma não é a argumentação, mas o exercício da animosidade sob todos os seus disfarces, a prática desbragada da agressividade a propósito de tudo e de todos, presentes ou ausentes, amigos ou inimigos. Não se trata de compreender o outro, mas de vigiá-lo. “Estranho ideal policialesco, o de ser a má consciência de alguém”, diz Deleuze.

As redes sociais, onde as ideias e as opiniões deveriam trafegar livremente, se transformaram num espaço policialesco em que a crítica é substituída pela vigilância. A vigilância exige convicções esféricas, maciças, impenetráveis, perfeitas. A vigilância deve adquirir aquela solidez própria da turba enfurecida, disposta ao linchamento.

A Declaração dos Direitos Humanos, na esteira do pensamento liberal e progressista dos séculos XIX e XX, imaginou que a igualdade e a diferença seriam indissociáveis na sociedade moderna e deveriam subsistir reconciliadas, sob as leis de um Estado ético. Esse Estado permitiria ao cidadão preservar sua diferença em relação aos outros e, ao mesmo tempo, harmonizá-la entre si, manter a integridade do todo. Mas as transformações econômicas das sociedades modernas suscitaram o bloqueio das tentativas de impor o Estado ético e reforçaram, na verdade, a fragmentação e o individualismo agressivo e “argentário”. Assim, a “ética” contemporânea não é capaz de resistir à degradação das liberdades e sua transmutação em arma de vigilância e de assassinato de reputações.

No quarto parágrafo, o emprego da primeira pessoa do singular ressalta o seguinte aspecto:

  • A reivindica estatuto de obra literária.
  • B reforça autoridade do autor para tratar do tema.
  • C atribui caráter meramente histórico à enunciação.
  • D confere um tom confessional reiterado no texto.
  • E destaca isolamento do autor em relação à posição majoritária.
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TEXTO I

Concertos de leitura

Penso que, de tudo o que as escolas podem fazer com as crianças e os jovens, não há nada de importância maior que o ensino do prazer da leitura. Todos falam na importância de alfabetizar, saber transformar símbolos gráficos em palavras. Concordo. Mas isso não basta. É preciso que o ato de ler dê prazer. As escolas produzem, anualmente, milhares de pessoas com habilidade de ler mas que, vida afora, não vão ler um livro sequer. Acredito piamente no dito do evangelho: "No princípio está a Palavra…". É pela palavra que se entra no mundo humano. (...)

As razões por que as pessoas não gostam de ler, eu as descobri acidentalmente muitos anos atrás. Uma aluna foi à minha sala e me disse: "Encontrei um poema lindo!". Em seguida disse a primeira linha. Fiquei contente porque era um de meus favoritos. Aí ela resolveu lê-lo inteiro. Foi o horror. Foi nesse momento que compreendi. Imagine uma valsa de Chopin, por exemplo a vulgarmente chamada "do minuto". Peço que o pianista Alexander Brailowiski a execute. Os dedos correm rápidos sobre as teclas, deslizando, subindo, descendo. É uma brincadeira, um riso. Aí eu pego a mesma partitura e peço que um pianeiro a execute. As notas são as mesmas. Mas a valsa fica um horror: tropeções, notas erradas, arritmias, confusões. O que a gente deseja é que ele pare. Pois a leitura é igual à música. Para que a leitura dê prazer é preciso que quem lê domine a técnica de ler. A leitura não dá prazer quando o leitor é igual ao pianeiro: sabem juntar as letras, dizer o que significam — mas não têm o domínio da técnica. O pianista dominou a técnica do piano quando não precisa pensar nos dedos e nas notas: ele só pensa na música. O leitor dominou a técnica da leitura quando não precisa pensar em letras e palavras: só pensa nos mundos que saem delas; quando ler é o mesmo que viajar. E o feitiço da leitura continua me espantando. Faz uns anos um amigo rico me convidou para passar uns dias no apartamento dele em Cabo Frio. Aceitei alegre, mas ele logo me advertiu: "Vão também cinco adolescentes…". Senti um calafrio. E tratei de me precaver. Fui a uma casa de armas, isto é, uma livraria, escolhi uma arma adequada, uma versão simplificada da Odisséia, de Homero, comprei-a e viajei, pronto para o combate. Primeiro dia, praia, almoço, modorra, sesta. Depois da sesta, aquela situação de não saber o que fazer. Foi então que eu, valendo-me do fato de que eles não me conheciam, e falando com a autoridade de um sargento, disse: "Ei, vocês aí. Venham até a sala que eu quero lhes mostrar uma coisa!". Eles obedeceram sem protestar. Aí, comecei a leitura. Não demorou muito. Todos eles estavam em transe. Daí para a frente foi aquela delícia, eles atrás de mim pedindo que continuasse a leitura. Ensina-se, nas escolas, muita coisa que a gente nunca vai usar, depois, na vida inteira. Fui obrigado a aprender muita coisa que não era necessária, que eu poderia ter aprendido depois, quando e se a ocasião e sua necessidade o exigisse. É como ensinar a arte de velejar a quem mora no alto das montanhas…Nunca usei seno ou logaritmo, nunca tive oportunidade de usar meus conhecimentos sobre as causas da Guerra dos Cem Anos, nunca tive de empregar os saberes da genética para determinar a prole resultante do cruzamento de coelhos brancos com coelhos pretos, nunca houve ocasião que eu me valesse dos saberes sobre sulfetos. Mas aquela experiência infantil, a professora nos lendo literatura, isso mudou minha vida. Ao ler — acho que ela nem sabia disso — ela estava me dando a chave de abrir o mundo. Há concertos de música. Por que não concertos de leitura? Imagino uma situação impensável: o adolescente se prepara para sair com a namorada, e a mãe lhe pergunta: "Aonde é que você vai?". E ele responde: "Vou a um concerto de leitura. Hoje, no teatro, vai ser lido o conto A terceira margem do rio, de Guimarães Rosa. Por que é que você não vai também com o pai?". Aí, pai e mãe, envergonhados, desligam o Jornal Nacional e vão se aprontar…

(Adaptado de: ALVES, R. Entre a ciência e a sapiência: o dilema da educação. São Paulo: Editorial Loyola, 1996.)

Para o autor do Texto I, o prazer da leitura:

  • A Independe da influência de outrem.
  • B Está intrinsecamente ligado ao processo de decodificação das palavras.
  • C Associa-se à prática cotidiana que possibilita a pronúncia correta das palavras.
  • D É despertado na sala de aula, por meio de atividades que analisam a estrutura da língua.
  • E Resulta da arte de ultrapassar o registro literal e procurar sentido fora do texto escrito.
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Retrato da violência

A entrega do Relatório Final da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito da Violência Contra a Mulher (CP‐MIVCM) à presidente Dilma Rousseff, em sessão solene do Congresso Nacional, foi um marco na luta das mulheres brasileiras pela garantia de seus direitos, principalmente, o enfrentamento à violência de gênero.

O relatório se constitui no mais completo diagnóstico sobre a situação das políticas públicas de enfrentamento a esse tipo de violência no Brasil, e o ato de sua entrega representou o compromisso dos poderes Executivo e Legislativo com a luta das mulheres brasileiras, por igualdade nas relações de gênero em todos os espaços da vida em sociedade.

A presidente Dilma Rousseff assumiu o compromisso de adotar as propostas da CPMI na implementação de políticas públicas para combater a violência doméstica e sexual no país. No Senado, já estão em tramitação os projetos apresentados pela CPMI. Na semana passada, foram aprovados quatro, que seguem, agora para a Câmara dos Deputados. São eles:

- o que classifica a violência doméstica como crime de tortura;

- o que garante o atendimento especializado no SUS às vítimas de violência;

- o que assegura benefício temporário da Previdência às vítimas, e,

- o que exige rapidez na análise do pedido de prisão preventiva para os agressores.

Outros três projetos já estão em análise na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCI) do Senado.

Decorrente da preocupação com o fato de o Brasil ocupar o 7º lugar entre os 84 países que mais matam mulheres em todo o mundo, com uma taxa de homicídios de 4,6 assassinatos em cada grupo de 100 mil mulheres, a CPMI faz 73 recomendações aos três poderes constituídos e aos estados visitados.

Todas as recomendações se fazem procedentes. A sociedade brasileira conhece o incômodo problema de violência contra a mulher. Pesquisa realizada pelo Instituto Patrícia Galvão e o Data Popular revela que 54% das pessoas entrevistadas disseram conhecer uma mulher que já foi agredida por um parceiro, enquanto 56% afirmaram que conhecem um homem que já agrediu uma companheira.

Fragmentos desta realidade estão nas 1.045 páginas do relatório final da CPMI com o panorama da violência doméstica e sexual que é praticada contra as mulheres em todos os estados brasileiros, por companheiros, namorados ou ex‐maridos.

No texto há uma série de referências à vida política. Nesse sentido, assinale a alternativa em que a explicação dada é inadequada.

  • A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito = comissão destinada à investigação de algo, formada por parlamentares de diferentes partidos.
  • B Sessão solene = sessão formada especialmente para a celebração de ato político ou de homenagem.
  • C Políticas públicas = atos políticos que se destinam à proteção das camadas populares.
  • D Tramitação de projetos = percurso jurídico e político de um projeto.
  • E Implementação de políticas = medidas de efetivação dessas políticas.
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TEXTO 2

1.§ O movimento de urbanização do Brasil no século XX marcou o crescimento das cidades, tanto em número quanto em área e população. Com a expansão do capitalismo a cidade assumiu uma importância muito grande. A cidade tornou-se o centro das decisões políticas e econômicas, exercendo a função de centro polarizador das atividades socioeconômicas espaciais. Por outro lado, ela passou a ser a expressão visível das contradições sociais. Como produto das relações humanas, a cidade mostra as marcas das diferenças de classes sociais, da segregação do espaço urbano, da exclusão social, da especulação imobiliária, da deteriorização ambiental e da violência.

2.§ Atualmente, as cidades têm assumido um papel fundamental no campo de intervenção social das políticas públicas. Pois, a partir da Constituição de 1988 temos um processo de descentralização bastante avançado nos casos das políticas de saúde e educação, e mais recentemente, para as políticas de habitação, saneamento e transferência de renda.

3.§ O fenômeno da urbanização provocou o agravamento do histórico quadro de exclusão social no Brasil, tornando mais evidente a marginalização e a violência urbana que atualmente tem provocado afições nos moradores e governos das cidades. Quando temos o aumento da violência somado ao empobrecimento da população, a vida nas cidades se torna problemática. Na medida em que o medo e a insegurança adentram o cotidiano das pessoas a qualidade de vida declina. O quadro agrava-se ainda, principalmente com a aparição de novas formas de pobreza.

4.§ A estruturação da “nova pobreza” ocorre no contexto de hipermobilidade do capital, de heterogeneidade e instabilidade do trabalho assalariado, e de polarização social. Tendo como característica fundamental o desenvolvimento de uma marginalidade avançada, os novos pobres não poderão ser absorvidos progressivamente pela expansão do livre mercado, uma vez que o Estado neoliberal não garante mais a proteção infalível contra a ameaça da pobreza, baseada na relação trabalho-salário. No Brasil, apesar de ainda não termos resolvidos os problemas sociais mais básicos, é muito marcante o dilema da manutenção de um grande contingente de desempregados de longa duração que vão sendo expulsos do mercado produtivo, juntamente a milhares de jovens que não conseguem ter acesso ao “primeiro emprego”.

5.§ Aliado a esse processo de exclusão do mercado de trabalho, a favela se torna um espaço de materialização da exclusão social, um instrumento para o aprisionamento dos pobres, um local temido. Uma vez que o fenômeno das favelas aponta para a estigmatização dos territórios de concentração da pobreza, sobretudo em razão da difusão da “cultura do medo”. A consolidação de espaços de segregação, em virtude do processo de fragmentação das cidades vão constituir a formação dos enclaves fortifcados.

6.§ Nesse sentido, não é tão-somente uma separação espacial entre áreas pobres e ricas mas, principalmente, uma separação social que adentra o espaço público das ruas, donde fca difícil manter os princípios básicos de livre circulação e abertura dos espaços públicos que serviam de fundamento para a estruturação das cidades modernas. Os enclaves privados e fortifcados, como os shopping centers e os condomínios fechados desenvolvem uma relação de negação e ruptura com o resto da cidade, aspecto que intensifca ainda mais a qualifcar as interações públicas por meio de índices como suspeição, perigo e restrição. Ao estabelecerem uma simbologia de status, os enclaves criam meios para a afrmação de todos os tipos de barreiras físicas e artifícios de distanciamento, sendo portanto, uma explícita afrmação da diferenciação social. A consolidação dos enclaves demonstra, na contemporaneidade, a necessidade crescente de cercar, murar, fechar e garantir por uma segurança sofsticada e estruturada a vida privada. Utilizando-se de uma justifcativa que contempla o medo do crime e da violência, as pessoas transformam sua maneira de viver bem como a dinâmica pública das cidades.

A expressão “em virtude do processo de fragmentação das cidades” (5.§) estabelece a mesma relação lógico-discursiva da expressão.

  • A “Tendo como característica fundamental o desenvolvimento” (4.§).
  • B “não é tão-somente uma separação espacial entre áreas pobres e ricas” (6.§).
  • C “com a aparição de novas formas de pobreza” (3.§)
  • D “Ao estabelecerem uma simbologia de status” (6.§)
  • E “por uma segurança sofisticada e estruturada a vida privada” (6.§).
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A pátria de ponteiros


Numa demonstração de inequívoca coragem, Fritz pediu uma feijoada. Eu comentei que, aparentemente, ele não estava tendo dificuldades de adaptação. O alemão disse que não.
Por conta do seu trabalho, viajava o mundo todo. A única coisa que lhe incomodava, no Brasil, era nunca saber quando as pessoas chegariam aos encontros. “O pessoa manda mensagem, diz ‘tô chegando!’, mas pessoa chega só quarenta minutos depois”. Então me fez a pergunta que só poderia vir de um compatriota de Emanuel Kant*: “Quando a brasileiro diz ‘tô chegando!’, em quanto tempo brasileiro chega?”
Pensei em mentir, em dizer que uns atrasam, mas outros aparecem rapidinho. Achei, porém, que em nome de nossa dignidade - ali, naquela mesa, eu era a “pátria de ponteiros” - o melhor seria falar a verdade: “Fritz, é assim: quando o brasileiro diz ‘tô chegando!’ é porque, na real, ele tá saindo”. Tentei atenuar o assombro do alemão: veja, não é exatamente mentira, afinal, ao pôr o pé pra fora de casa dá-se início ao processo de chegada, assim como ao sair do útero se começa a caminhar para a cova. É só uma questão de perspectiva.
“Mas e quando o pessoa diz ‘tô saindo!’?” Expliquei que as declarações do brasileiro, no que tange ao atraso, estão sempre uma etapa à frente da realidade. Se a pessoa diz que está chegando, é porque tá saindo, e se diz que tá saindo, é porque ainda precisa tomar banho, tirar a roupa da máquina e botar comida pro cachorro.
Fritz ficou pensativo. “E o ‘cinco minutinhos’?”
Já o “cinco minutinhos!” é um pouco mais vago. Pode significar tanto que o brasileiro está a cem metros do destino quanto a 27 quilômetros. Às vezes, cinco minutinhos demoram muito mais do que quinze, mais do que uma hora; há casos, até, em que a pessoa a cinco minutinhos jamais aparece.
Fritz ficou olhando o chope, imaginando, talvez, na espuma branca, a tomografia multicolor desses cérebros tropicais. Senti que era o momento de mudar de assunto, de mostrar ressonâncias, digamos, mais magnéticas do nosso país. Chamei o garçom. “Chefe, a gente pediu uma feijoada, já faz um tempinho...” “Tá chegando, amigo, tá chegando!”

(Antonio Prata. Folha de S.Paulo, 23.02.2014. Adaptado)

* Emanuel Kant: filósofo de origem alemã

Considerando o contexto, assinale a alternativa que apresenta, entre parênteses, um sentido oposto para a expressão em destaque.

  • A Numa demonstração de inequívoca coragem, Fritz pediu uma feijoada. (evidente)
  • B Eu comentei que, aparentemente, ele não estava tendo dificuldades de adaptação. (indubitavelmente)
  • C Achei, porém, que em nome de nossa dignidade – ali, naquela mesa, eu era a “pátria de ponteiros” – o melhor seria falar a verdade... (nosso brio)
  • D Tentei atenuar o assombro do alemão: veja, não é exatamente mentira, afinal, ao pôr o pé pra fora de casa... (amenizar)
  • E Expliquei que as declarações do brasileiro, no que tange ao atraso, estão sempre uma etapa à frente da realidade. (concerne)
19

Assinale a alternativa correta que indica a classificação da palavra grifada.

O cinismo é o mal de muitas pessoas

  • A Numeral.
  • B Adjetivo.
  • C Artigo.
  • D Verbo.
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Calendário maia que inspirou crença no
fim do mundo está em Dresden


A prova de que o mundo não vai acabar fica bem atrás de uma pesada porta de metal dourada, pintada com hieróglifos. A porta leva do Museu do Livro diretamente à sala do tesouro da Biblioteca Estatal e Universitária de Dresden. As paredes são pintadas de preto, uma luz pálida dificulta a visão e um mistério parece pairar no ar.
A sala guarda escritos seculares como, por exemplo, um cone de argila da Suméria de quase 4 mil anos, um livro de orações hebraico e uma Missa em si menor, de Johann Sebastian Bach. No meio do recinto, repousa o maior tesouro, dentro de uma caixa de vidro: o mundialmente famoso calendário maia, composto de uma tira de papel amate de 3,5 metros, dobrada em 39 folhas.
É uma boa notícia que haja um calendário como o da biblioteca de Dresden, porque a maioria dos documentos da cultura maia foi destruída. “Quando os europeus conquistaram o México, os deuses maias eram tão estranhos para eles que o bispo Diego de Landa ordenou que todos os 5 mil livros maias fossem queimados”, conta Thomas Bürger, diretor da biblioteca.
O calendário é originário do início do século 16, tendo sido produzido pouco antes da conquista espanhola, embora os pesquisadores não tenham uma datação mais precisa e não saibam a forma como o documento chegou da América Latina para a Europa. Relatos dão conta de que o bibliotecário e capelão da corte Christian Götze o descobriu em 1739, durante uma viagem de compras a Viena, de onde o levou para a Biblioteca Real, em Dresden.
Somente cem anos depois, descobriu-se que o documento é um manuscrito maia. O então diretor da biblioteca, Ernst Wilhelm Förstemann, conseguiu decifrar grande parte da escrita histórica, marcando o dia 21 de dezembro de 2012 como uma data importante. Nesse dia, começa um novo ciclo de 400 anos, o 14º baktun. O tão falado apocalipse é, portanto, apenas uma das possíveis interpretações dessa data
.

(Adaptado de Claudia Euen. CartaCapital, 20 de dezembro de 2012, http://www.cartacapital.com.br/sociedade/calendario- maia-que-inspirou-crenca-no-fim-do-mundo-esta-em-dresden/)


É uma boa notícia que haja um calendário como o da biblioteca de Dresden ...

O verbo empregado nos mesmos tempo e modo que o grifado acima está em:
  • A ... os pesquisadores não tenham uma datação mais precisa ...
  • B Relatos dão conta de que o bibliotecário e capelão da corte ...
  • C ... de onde o levou para a Biblioteca Real, em Dresden.
  • D ... os deuses maias eram tão estranhos para eles que o bispo ...
  • E Nesse dia, começa um novo ciclo de 400 anos ...

Educação Física

21

O uso de gráficos de percentil de crescimento físico é especialmente útil para

  • A acompanhamento individual do crescimento de uma criança.
  • B comparação do crescimento de uma criança com valores de referência nacional.
  • C observação de possíveis problemas no crescimento de uma criança ao longo da infância.
  • D estimação de estatura final provável da criança analisada.
22

Relacione e enumere os tipos de jogos de acordo com sua definição ou característica e em seguida assinale a alternativa CORRETA.




I - Jogos de tabuleiro. ( ) São jogos com mudanças de regras, recursos didáticos e espaço.


II - Jogos transformados. ( ) Podem ser um ou vários participantes e precisam de tecnologia

para sua realização.


III - Jogos cooperativos. ( ) Todos os jogadores formam um grupo ou time.


IV - Jogos eletrônicos. ( ) Podem ser jogados em dupla ou mais, incentiva a capacidade

de memorização e desenvolve o raciocínio lógico.

  • A I, IV, II, III.
  • B I, III, II, IV.
  • C IV, III, II, I.
  • D II, IV, III, I.
  • E IV, II, III, I.
23

Em um jogo de voleibol, realizado na aula de educação física, as equipes participantes alcançaramo placar de 24 X 24 no set.O professor de educação física aproveitou a oportunidade para explicar aos seus alunos que, nessa situação de empate, a equipe vencedora será a que conseguir abrir, no set, uma diferença mínima, no placar, de:

  • A 1 ponto.
  • B 2 pontos.
  • C 4 pontos.
  • D 5 pontos.
  • E 6 pontos.
24

Os saltitos e deslocamentos são movimentos presentes nas séries de ginástica. São exemplos de saltitos, EXCETO:

  • A lateral.
  • B unido.
  • C para trás.
  • D tipo galope.
  • E espacate.
25

Uma aula de educação física para a EJA, que possibilita aos alunos a vivência de diferentes jogos populares, privilegia os conteúdos da dimensão:

  • A sociocultural.
  • B conceitual.
  • C procedimental.
  • D atitudinal.
  • E lúdica.
26

Para ensinar uma habilidade motora, o profissional de Educação Física precisa orientar o aluno sobre o que é para ser aprendido. Para isso, ele pode fornecer informação ao aluno através de instrução verbal,

  • A trabalho em grupo e/ou prática variada.
  • B coordenação e/ou escuta.
  • C prática isolada e/ou prática variada.
  • D demonstração visual e/ou condução manual/mecânica.
  • E disciplina e/ou condução manual/mecânica.
27

O Sistema CONFEF/CREFs desempenha papel essencial na constituição da ação profissional tendo poder, delegado pela União, para normatizar,

  • A programar as atividades próprias de educação física e das pessoas jurídicas, cuja finalidade básica seja a prestação de serviços nas áreas das atividades físicas, desportivas e similares.
  • B orientar, disciplinar e fiscalizar o exercício das atividades de profissionais da saúde que, de uma forma geral, atuam na prestação de serviços nas áreas das atividades físicas, desportivas e similares.
  • C orientar, disciplinar e fiscalizar o exercício das atividades próprias dos profissionais de educação física e das pessoas jurídicas, cuja finalidade básica seja a prestação de serviços nas áreas das atividades físicas, desportivas e similares.
  • D orientar, organizar e avaliar o desenvolvimento e a implantação de programas de esporte educacional em nível federal, estadual e municipal, buscando sensibilizar os jovens para participarem de atividades de lazer e elevar o número de talentos esportivos para o esporte nacional.
  • E orientar, desenvolver, disciplinar, implementar e fiscalizar o desenvolvimento de políticas públicas de estado relativas à atividade física e saúde buscando integrar esses profissionais em torno de perspectivas multidisciplinares no atendimento da saúde da família.
28
“Neste tempo veio recado ao Governador como o gentio Tupiniquim da Capitania de Ilhéus se alevantava e tinha morto
muitos cristãos e destruído e queimado todos os engenhos dos lugares e os moradores estão cercados e não comiam
senão laranjas (...) Na noite que entrei em Ilhéus (Capitania) fui a pé em uma aldeia que estava a sete léguas da vila (...)
e a destruí e matei todos os que quiserem resistir e a vinda vim queimando e destruindo todas as aldeias que ficaram
atrás e por que o gentio se ajuntou e veio me seguindo ao longo da praia lhes fiz algumas ciladas onde os cerquei e lhes
foi forçado deitaram a nado no mar da costa brava. Mandei outros índios atrás deles (Os Tupinambás, que habitavam a
região de Itaparica e Camamu e eram inimigos mortais dos Tupiniquins) e gente solta que os seguiram perto de duas
léguas e lá no mar (...) pelejaram que nenhum Tupiniquim ficou vivo, e todos os trouxeram à terra e os puseram ao
longo da praia por ordem que tomavam os corpos perto de uma légua.”
Embora seja possível identificar outros temas de interesse, de acordo com o interesse de cada grupo social, os temas transversais, citados nos Parâmetros Curriculares Nacionais da Educação Física (PCN’s/Brasil 1997 e 1998), são:
  • A Saúde; Sexualidade; Cultura; Urbanismo e Trabalho; e, Lazer.
  • B Pluralidade Cultural; Ética; Saúde; Orientação Sexual; e, Violência.
  • C Trabalho; Ética; Ecologia; Dimensão Cultural; Sexualidade; e, Trabalho e Lazer.
  • D Ética; Meio Ambiente; Pluralidade Cultural; Saúde; Orientação Sexual; e, Trabalho e Consumo.
29

“Elaborar os objetivos imediatos, isto é, redigir um ou mais objetivos específicos para o tópico, definindo os resultados esperados dos alunos, em termos de conhecimento, habilidades, atitudes etc. (VERDE, 2012)”, são elementos do

  • A Plano de Unidade.
  • B Plano de Aula.
  • C Plano de Curso.
  • D Plano Didático.
  • E Projeto Político Pedagógico.
30

Com relação aos termos básicos relacionados à aprendizagem e à performance motora, correlacione as colunas e, em seguida, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta.

1. Capacidade motora. ( ) (Método utilizado por cientistas para estudar as variáveis que
influenciam a performance ou o comportamento dos indivíduos
de maneira uniforme.
2. Habilidade motora. ( ) Potencialidade para produzir resultados de performance com
máxima certeza, mínima energia ou tempo mínimo, como
resultado da prática.
3. Abordagem experimental. ( ) Traço estável e duradouro que, normalmente, é geneticamente
determinado.
4. Abordagem diferencial. ( ) Método utilizado por cientistas para estudar as diferenças nas
capacidades dos indivíduos.



  • A 4/ 1/ 2/ 3
  • B 3/ 1/ 2/ 4
  • C 4/ 2/ 1/ 3
  • D 2/ 4/ 1/ 3
  • E 3/ 2/ 1/ 4
31

Os conteúdos trabalhados nas aulas de Educação Física são essenciais para o desenvolvimento e a socialização dos estudantes. Quanto maior sua abrangência, outras capacidades poderão ser trabalhadas, para além das cognitivas. De acordo com Darido e Souza Jr. (2007), quando o professor solicita que seus alunos realizem determinados exercícios em duplas e debate sobre a importância do respeito ao limite de seu próprio corpo e ao do colega, ele está trabalhando os conteúdos na dimensão:

  • A conceitual
  • B procedimental
  • C atitudinal
  • D aberta
  • E dialógica
32

Com a finalidade de alcançar os objetivos educacionais, Coll et. all. (2000) propôs as dimensões dos conteúdos. A seguir, assinale exemplos de conteúdos atitudinais:

  • A predispor-se a participar de atividades em grupo, cooperando e interagindo.
  • B vivenciar situações de brincadeiras e jogos.
  • C conhecer as situações pelas quais passou a sociedade em relação aos hábitos de vida (diminuição do trabalho corporal em função das novas tecnologias) e relacioná-las com as necessidades atuais da atividade física.
  • D vivenciar diferentes ritmos e movimentos relacionados às danças, como dança de salão, regional e outros.
  • E conhecer as mudanças pelas quais passaram os esportes. O futebol por exemplo, em seu início no país era praticado apenas pela elite, já o voleibol teve suas regras alteradas em decorrência da televisão etc.
33

É possível utilizar alguns esquemas táticos para organizar equipes de voleibol em torneios esportivos. Para grupos com pouca experiência, nessa modalidade, recomenda-se a formação em que todos os participantes passam pelas funções de levantador e atacante na posição 3. Esse esquema tático pode ser expresso por

  • A 3 × 3.
  • B 5 × 1.
  • C 4 × 2.
  • D 6 × 0.
  • E 6 × 6.
34

Segundo os Parâmetros Curriculares Nacionais para os terceiro e quarto ciclos da Educação Física, diversos temas transversais devem ser abordados junto aos conteúdos trabalhados.

As opções a seguir representam temas transversais a serem trabalhados, à exceção de uma. Assinale-a.

  • A Ludicidade
  • B Orientação sexual
  • C Trabalho e consumo
  • D Meio ambiente
  • E Ética
35

Analise as afirmativas a seguir sobre as regras do basquete, e assinale V para a afirmativa verdadeira e F para a falsa.

( ) Um jogador lesionado seriamente deve ser retirado de quadra imediatamente para que o jogo continue.
( ) Se, após uma briga e desqualificação de atletas das duas equipes, não restar outras penalidades a serem aplicadas, a bola é entregue à equipe que tinha sua posse e a reposição é feita pela linha de fundo de quadra.
( ) Se, durante o jogo, o árbitro perceber que uma equipe tem mais de cinco jogadores em quadra, ele deve interromper a partida para correção apenas se isso não implicar em desvantagem para a equipe adversária.

As afirmativas são, respectivamente,

  • A V, F e V.
  • B V, V e V.
  • C V, V e F.
  • D F, F e F.
  • E F, F e V.
36

Um dos problemas que afetam a relação professor-aluno é o distanciamento entre eles. O professor, ao tornar-se adulto, corre o risco de esquecer como as crianças pensam, se comunicam e expressam suas ideias.

Para superar esse distanciamento, recomenda-se que o professor de Educação Física, que trabalha com crianças,

  • A ensine atividades que levem os alunos a imitarem seus gestos.
  • B avalie seu desenvolvimento por meio da observação.
  • C planeje atividades que estimulem o desenvolvimento motor.
  • D participe das atividades motoras junto com elas.
  • E converse com os pais sobre as características dos seus filhos.
37

A concepção multicultural crítica do currículo traz para o interior das aulas de Educação Física a discussão de temas como a construção do racismo, dos preconceitos sociais, do sexualismo, da influência que o conheciment o transmitido na escola sofre das questões políticas, s ociais e econômicas.

Ao proceder dessa maneira, essa concepção curricular tem como objetivos

  • A fortalecer os movimentos dos professores em prol da Educação Física e conquistar o apoio da comunidade escolar.
  • B conscientizar sobre a presença das diferenças culturais em uma sociedade democrática e mostrar que não podem ser superadas.
  • C conscientizar sobre a estrutura social na qual se vive e ajudar os alunos a aceitarem o conhecimento transmitido pela escola.
  • D ajudar os alunos a superarem barreiras sociais, resis tirem à opressão e construírem uma comunidade democrática e multicultural.
  • E ajudar os alunos a compreenderem as barreiras s ociais que os mantêm oprimidos e a aceitá-las como integrantes de uma comunidade multicultural
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Sobre a perspectiva da Educação Física adotada pelos Parâmetros Curriculares Nacionais e a questão do gênero, muito discutida na contemporaneidade, assinale a alternativa correta.

  • A As aulas mistas podem ocorrer, mas é mais indicado que não haja times mistos nos jogos coletivos para evitar acidentes.
  • B Para evitar a discriminação de gênero, comum entre meninos e meninas, o ideal é que as aulas sejam separadas.
  • C As aulas devem ser mistas para dar a oportunidade aos alunos quanto à descoberta das diferenças e ao saber como agir de acordo com as normas sociais vigentes.
  • D As aulas devem ser mistas para que os alunos tenham a oportunidade de se observar, descobrir as diferenças de forma a não reproduzir relações sociais estereotipadas.
  • E Não importa se as aulas foram mistas ou separadas, o que importa é oferecer informação suficiente para que as meninas e meninos saibam se portar como deveriam.
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Um professor de educação física decidiu apresentar aos seus alunos o basquete 3 X 3. Em sua primeira aula, ele foi questionado por seus alunos a respeito da quantidade de jogadores em uma equipe e do tempo regular de duração do jogo. Assinale a alternativa que responde correta e respectivamente ao questionamento dos alunos.

  • A 6 jogadores e 15 minutos
  • B 10 jogadores e 20 minutos
  • C 5 jogadores e 12 minutos
  • D 4 jogadores e 10 minutos
  • E 7 jogadores e 8 minutos
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Assinale a opção que apresenta uma função do segundo árbitro, durante uma partida de voleibol.

  • A Registrar advertências por conduta imprópria e punições.
  • B Verificar as posições dos jogadores em quadra no início de cada set.
  • C Informar, ao árbitro principal, irregularidade na substituição do líbero.
  • D Sinalizar a “bola fora” tocada por um jogador da defesa.
  • E Decidir sobre as faltas de ataque do líbero.

Noções de Primeiros Socorros

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Os motoristas devem manter os extintores de seus veículos carregados e com a pressão adequada, deixando-os prontos para o uso emergencial. É necessário trocar a carga sempre que o ponteiro do medidor de pressão estiver na área

  • A verde.
  • B preta.
  • C vermelha.
  • D cinza.
  • E branca.
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Atenção: Para responder à próxima questão, considere o texto abaixo.

O Resgate do Corpo de Bombeiros foi acionado para socorrer uma pessoa idosa, que estava inicialmente com convulsões e depois veio a ter um colapso, dentro das dependências de uma Instituição Federal, diante de um Agente Institucional, sendo este socorrista leigo treinado. O cidadão veio a falecer após atendimento médico especializado. Segundo os Bombeiros, quando chegaram ao local, o homem estava com dificuldade respiratória e ataque cardíaco. O Agente Institucional deu ordem para isolar toda área em torno da vítima e não deixou ninguém tocar nela até o resgate chegar. Com a chegada do resgate, o cidadão foi encaminhado ao hospital mais próximo, mas já sem vida. O local não possuía desfibrilador automático externo (DEA) disponível, mas os agentes institucionais eram treinados e capacitados para os primeiros atendimentos e suporte básico de vida.
Quanto ao procedimento ou protocolo de RCP (Reanimação cardiorrespiratória):
I. acionar o serviço de emergência ou urgência.
II. iniciar 30 compressões torácicas.
III. aplicar duas ventilações.
IV. abrir a via aérea.
V. analisar o ritmo cardíaco.
A sequência correta para a cadeia de sobrevivência , quanto ao atendimento cardiovascular de emergência (ACE) de adultos por socorristas leigos treinados, conforme a nova recomendação de suporte básico à vida, até a chegada do resgate avançado de vida, é:
  • A IV, III, II, I e V.
  • B V, III, II, IV, I.
  • C I, II, IV, III e V.
  • D I, III, II, IV e V.
  • E V, II, III, IV e I.
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Ao prestar os primeiros socorros a um homem de 65 anos em crise convulsiva e deitado no chão, um dos procedimentos prioritários é:

  • A manter a vítima em situação de alerta, se esta manifestar vontade de dormir.
  • B proteger a cabeça da vítima, para que a mesma não sofra traumatismo.
  • C colocar um objeto rígido entre os dentes da vítima, para evitar que a mesma morda a língua.
  • D conter a vítima durante a crise convulsiva, para assegurar que a mesma não se machuque.
  • E colocar a vítima imediatamente em pé, para que a mesma tenha autocontrole.
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Uma criança de 10 anos, deficiente física, teve uma crise convulsiva durante o horário recreativo.
Assinale a opção que indica a conduta imediata do Agente de Apoio ao Desenvolvimento Escolar Especial – AADEE durante a crise.
  • A Ajudar a criança a beber água.
  • B Levar a criança para um lugar mais confortável.
  • C Lateralizar e proteger a cabeça da criança.
  • D Tentar conter os movimentos convulsivos da criança.
  • E Abrir a boca da criança para que ela não morda a língua.
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No atendimento ao adulto em parada cardiorrespiratória, dentre as recomendações da American Heart Association/2010 sobre as manobras de Suporte Básico de Vida, na reanimação cardiopulmonar efetuada pelo indivíduo leigo sem treinamento, inclui realizar

  • A trinta compressões torácicas alternadas com uma ventilação.
  • B quinze compressões torácicas alternadas com duas ventilações.
  • C 100 compressões torácicas alternadas com duas ventilações.
  • D compressões torácicas continuamente, comprimindo forte e rápido no centro do tórax.
  • E posicionamento das pás adesivas do desfibrilador externo automático sobre o marcapasso ou adesivo medicamentoso no tórax do adulto.
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Durante um dia de intenso calor no Rio de Janeiro, dois pedreiros sofreram desmaios durante a execução de suas tarefas no canteiro de obras onde trabalhavam. Havia um funcionário da empresa de engenharia treinado em primeiros socorros que logo foi acionado e dirigiu-se ao local onde os funcionários desmaiados se encontravam. De acordo com as normas de primeiros socorros para atendimento à pessoa desmaiada, o socorrista deveria

  • A dar espaço para a vítima; afastar objetos que possam machucá-la; colocá-la de lado ou ao menos a cabeça de lado; desapertar as roupas abrindo os botões da camisa, o cinto; retirar próteses dentárias e outros objetos que possam dificultar a respiração; colocar uma proteção entre os dentes, como um pedaço de pano enrolado, para evitar o ranger dos dentes e a mordedura da língua; ficar junto da vítima até que ela recupere a consciência.
  • B apoiar a vítima; deitá-la no chão com a cabeça de lado; afrouxar as roupas; erguer as pernas da vítima e, caso a mesma não recobre a consciência em até 3 minutos, chamar uma ambulância.
  • C colocar um travesseiro ou almofada em baixo da cabeça do indivíduo; afrouxar suas roupas; retirar óculos e relógio; posicioná-lo deitado de barriga para cima ou de lado se ela estiver babando para evitar que se engasgue; afastar objetos que possam lesionar o indivíduo e manter a calma. Chamar ambulância caso o estado da vítima não melhore em 5 minutos.
  • D chamar imediatamente a ambulância e iniciar massagem cardíaca sem interrupção até a chegada da ambulância.
  • E chamar imediatamente a ambulância; verificar respiração e se o coração está batendo; colocar a vítima em posição lateral de segurança e aguardar chegada da ambulância.
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Há um carro em chamas. Com o objetivo de combater o incêndio, várias pessoas irão utilizar o extintor de seus veículos. Para que a ação de combate ao incêndio seja eficaz, é necessário que

  • A as pessoas rodiziem o uso dos extintores, utilizando, no máximo, três extintores ao mesmo tempo.
  • B o ponteiro do medidor de pressão do extintor esteja na área vermelha.
  • C o extintor seja utilizado na posição horizontal.
  • D o conteúdo do extintor seja jogado aos poucos nas chamas.
  • E as pessoas acionem o gatilho do extintor e dirijam o jato para a base das chamas e não para o meio do fogo.
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Em relação à atenção primária, pode-se afirmar que ela se constitui no mnemônico ABCDE. Em relação a esse assunto, assinale a alternativa incorreta.

  • A A – A desobstrução das vias aéreas deve ser checada a partir da responsividade, ou seja, se a vítima estiver responsiva, deve possuir vias aéreas desobstruídas, apresentar função respiratória, circulatória e perfusão cerebral. Além disso, deve-se estabilizar a coluna cervical com as mãos e, caso necessário, com o auxílio dos joelhos.
  • B B – A avaliação respiratória e a frequência ventilatória devem ser realizadas por meio da verificação da respiração da vítima com o auxílio do “VOS” (Ver, Ouvir, Sentir). Além disso, deve-se fornecer suporte ventilatório com oxigênio de 15l/min. Caso seja necessário, deve-se iniciar reanimação ventilatória.
  • C C – Deve-se avaliar circulação e controlar hemorragias checando o pulso: se a vítima estiver consciente, deve-se verificar pulso radial. Caso o pulso radial não esteja presente, deve-se avaliar o pulso carotídeo; se a vítima estiver inconsciente, verifica-se o pulso carotídeo. Se for preciso, deve-se iniciar reanimação cardíaca, verificar a perfusão capilar, enchimento normal menor que 2 segundos; efetuar o controle de hemorragias; prevenir e/ou tratar o estado de choque.
  • D D – Deve-se avaliar o déficit neurológico e o nível de consciência através da Escala de Coma de Glasgow, cujo resultado ≥ 8 significa TCE Grave (coma); 9 a 13 significa TCE Leve; e 14 a 15, sem indicativos aparentes de TCE. Em seguida, deve-se avaliar as pupilas (observar tamanho, simetria e reação à luz) caso a vítima não esteja acordada, orientada e capaz de responder a comandos.
  • E E – Deve-se verificar exposição e ambiente com controle da temperatura, realização da exposição da vítima, retirando ou cortando as vestes no sentido da costura para melhor visualizar as lesões, tendo o cuidado de preservar o pudor da vítima e explicar o porquê desse procedimento que será efetuado. Deve-se tratar as lesões de extremidades, realizar controle de temperatura para evitar hipotermia e realizar curativos evitando a contaminação.
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Um motociclista está deitado na rua após acidente com sua moto. Observa-se que ele está alcoolizado e queixando-se de dor na cabeça e na perna direita. Nesta situação, um dos atendimentos de primeiros socorros é

  • A evitar movimentar a perna direita, no caso de suspeita de fratura nessa região.
  • B providenciar um medicamento tranquilizante em uma farmácia próxima e administrar ao motociclista.
  • C estimular o motociclista para caminhar, como forma de acelerar a eliminação do álcool do organismo.
  • D retirar o capacete do motociclista a fim de pesquisar a existência de fratura craniana.
  • E estimular o motociclista a ingerir líquidos e doces, se ele apresentar sinais de sonolência.
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Ao acionar um serviço de socorro profissional, é importante que a pessoa tenha as respostas para algumas perguntas que os atendentes do chamado de socorro poderão fazer. São elas:


I. Tipo do acidente.


II. Gravidade aparente do acidente.


III. Nome da rua e número próximo.


IV. Número aproximado de vítimas envolvidas e de pessoas presas nas ferragens.


V. Vazamento de combustível ou produtos químicos.


Está correto o que consta em

  • A I, II e III, apenas.
  • B I, III e IV, apenas.
  • C III e IV, apenas.
  • D IV e V, apenas.
  • E I, II, III, IV e V.
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