Resolver o Simulado Polícia Militar do Estado da Bahia (PM-BA) - Soldado da Polícia Militar - FCC - Nível Médio

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Português

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O preço da virtude

Nossas qualidades naturais são, já por si, virtuosas? Pessoas de temperamento calmo e índole generosa, por exemplo, podem ser vistas como gente indiscutivelmente meritória? Mulheres e homens bem intencionados devem ser julgados apenas com base em suas boas intenções? Tais perguntas nos levam a um complicado centro de discussão: haverá algum valor moral nas ações que se executam com naturalidade, sem o enfrentamento de qualquer obstáculo, ou o que é natural não encerra virtude alguma, já que não encontra qualquer adversidade?

Há quem defenda a tese de que somente há virtude numa ação benigna cujo desempenho implica algum sacrifício do sujeito. A virtude estaria, assim, não na natureza do indivíduo, mas na sua firme disposição para sacrificar-se em benefício de um outro ser ou de um ideal. O sacrifício indicaria o desprendimento moral, o ato desinteressado, a disposição para pagar um preço pela escolha feita: eu me disponho a passar fome para que essa criança se alimente; eu deixo de usufruir um prazer para que o outro possa experimentá-lo.

Nessa questão, valores éticos e valores religiosos podem até mesmo se confundir. A palavra sacrifício tem o sagrado na raiz; mas não é preciso ser religioso para se provar a capacidade de renúncia. Quanto ao preço a pagar, não há dúvida: sempre reconheceremos mais mérito em quem foi capaz de agir passando por cima de seu próprio interesse do que naquele que agiu sem ter que enfrentar qualquer ônus em sua decisão.

(TRANCOSO, Doroteu. Inédito)

Para integrar corretamente a frase, o verbo entre parênteses deverá flexionar-se concordando com o elemento sublinhado em:

  • A Às qualidades naturais do indivíduo (dever) corresponder alguma inclinação sua para o sacrifício, se ele almeja a virtude.
  • B É nas escolhas mais difíceis que se (atestar), efetivamente, a aptidão dos indivíduos ao sacrifício virtuoso
  • C O desprendimento moral manifesto nas ações desinteressadas (constituir) uma prova de alta virtude.
  • D Não falta, sobretudo em nossos dias, quem ache que o exercício da virtude não (compensar) os sacrifícios pessoais.
  • E Ao mérito indiscutível de uma virtude (dever) associar-se os sacrifícios todos que seu exercício implica.
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A Áustria entrou para a história da inteligência do século 20 como fonte de gênios − Sigmund Freud, o criador da psicanálise, e o pintor expressionista Egon Schiele são alguns deles. Em outra face, menos vistosa, foi também um dos berços mentais do nazismo. Numa perspectiva mais amena, vastas regiões do país são conhecidas pela sua beleza inóspita, altas montanhas, desfiladeiros e precipícios onde a neve e o verde competem, sob a proteção de hospedarias pitorescas, para atrair turistas ao som da música típica do Tirol.

Lá viveu, também, Thomas Bernhard (1931-1989), um dos mais agressivos escritores do século passado − e alguém que, radicado na Áustria desde criança, dedicou sua vida a falar mal do país, a ponto de tornar esse mal-estar um dos pontos centrais de sua arte. Um dos itens de seu testamento foi a proibição expressa de que peças suas fossem representadas e seus textos inéditos fossem publicados no país − o mesmo país que, hoje, subsidia a tradução de seus livros para o resto do mundo. Podemos nos perguntar como um projeto aparentemente tão limitado − que um leigo creditaria a uma mera expressão de ressentimento confessional − possa de fato se transformar em grande literatura. Em livros como O náufrago, Árvores abatidas e Extinção, um narrador exasperado e aparentemente sem rumo, que se realiza em frases a um tempo irresistíveis e intermináveis, vai como que destruindo a golpes de medida impaciência qualquer possibilidade de remissão humana.

Um exemplo: “Num hotel do centro de Viena, cidade que sempre tratou pensadores e artistas com a maior falta de consideração e desfaçatez possíveis e que poderia com certeza ser chamada de o grande cemitério de fantasias e das ideias, porque dilapidou, desperdiçou e aniquilou um número mil vezes maior de gênios do que aqueles aos quais de fato emprestou fama e renome mundial, foi encontrado morto um homem que, com absoluta clareza de pensamento, deixou registrado num bilhete o verdadeiro motivo de seu suicídio, bilhete que, então, prendeu ao paletó." O trecho é de um dos textos que compõem O imitador de vozes.

Distinta de suas narrativas mais conhecidas, a obra mantém intactas a linguagem e a verve de Thomas Bernhard. Há um humor sombrio em todas as páginas, mas nada se reduz a uma anedota − o leitor ri de algo que não consegue controlar ou definir.

Este meticuloso painel do desespero se compõe de breves relatos aparentemente jornalísticos, casos curiosos ou inexplicáveis. O narrador dessas histórias, em que não há quase nada de onírico ou alegórico, frequentemente é uma representação coletiva: “chamou-nos a atenção", “conhecemos um homem". Esse “nós", que nunca se apresenta, é a representação de um coro, uma voz coletiva, o temível “senso comum" − ou a voz da Áustria, que Thomas Bernhard transformou numa província asfixiante e opressiva e numa das obras mais desconcertantes da literatura ocidental.

(Adaptado de: TEZZA, Cristovao. Disponível em: http://www.cristovaotezza.com.br/textos/p_resenhas.htm)

Considere as afirmações abaixo.

I. No segmento... que um leigo creditaria a uma mera expressão de ressentimento confessional... (2º parágrafo), podem-se substituir os travessões por vírgulas.

II. Sem prejuízo do sentido e da correção, no segmento ...altas montanhas, desfiladeiros e precipícios onde a neve e o verde competem..., o elemento sublinhado pode ser substituído por: “cuja". (1º parágrafo)

III. Sem prejuízo da correção, uma pontuação alternativa para o segmento que inicia o 4º parágrafo é: Distinta de suas narrativas mais conhecidas, a obra mantém intactas, a linguagem e a verve de Thomas Bernhard.

Está correto o que se afirma APENAS em

  • A I
  • B I e II.
  • C III.
  • D II e III.
  • E I e III.
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O caldo cultural do Nordeste, particularmente do sertão, foi primordial na formação do paraibano Ariano Suassuna. A infância passada no sertão familiarizou o futuro escritor e dramaturgo com temas e formas de expressão artística que mais tarde viriam a influenciar o seu universo ficcional, como a literatura de cordel e o maracatu rural. Não só histórias e casos narrados foram aproveitados para o processo de criação de suas peças e romances, mas também todas as formas da narrativa oral e da poesia sertaneja foram assimiladas e reelaboradas por Suassuna. Suas obras se caracterizam justamente por isso, pelo domínio dos ritmos da poética popular nordestina.

Com apenas 19 anos, Suassuna ligou-se a um grupo de jovens escritores e artistas. As atividades que o grupo desenvolveu apontavam para três direções: levar o teatro ao povo por meio de apresentações em praças públicas, instaurar entre os componentes do conjunto uma problemática teatral e estimular a criação de uma literatura dramática de raízes fincadas na realidade brasileira, particularmente na nordestina.

No final do século XIX, surgiu no Nordeste a chamada literatura de cordel. A primeira publicação de folheto no Nordeste, historicamente comprovada, aconteceu em 1870.

O nome cordel originou-se do fato de os folhetos serem expostos em cordões, quando vendidos nas feiras livres. O principal nome do cordel foi Leandro Gomes de Barros, considerado por Ariano Suassuna “o mais genial de todos os poetas do romanceiro popular do Nordeste”.

A peça Auto da Compadecida, de Suassuna, é uma releitura do folclore nordestino em linguagem teatral moderna. O enredo da peça é um trabalho de montagem e moldagem baseado em uma tradição muito antiga, que remonta aos autos medievais e mais diretamente a inúmeros autores populares que se dedicaram ao gênero do cordel.

As apropriações de Suassuna tanto do folheto nordestino quanto de outras fontes literárias são possíveis porque a palavra imitação, usada por Suassuna, remete-nos ao conceito aristotélico de mimesis, cujo significado não representa apenas uma repetição à semelhança de algo, uma cópia, mas a representação de uma realidade. Suassuna já fez diversos elogios da imitação como ato de criação e costuma dizer que boa parte da obra de Shakespeare vem da recriação de histórias mais antigas.

Recontar uma história alheia, para o cordelista e para o dramaturgo popular, é torná-la sua, porque existe na cultura popular a noção de que a história, uma vez contada, torna-se patrimônio universal e transfere-se para o domínio público. Autoral é apenas a forma textual dada à história por cada um que a reescreve.

(Adaptado de FOLCH, Luiza. Disponível em: www.omarrare.uerj.br/numero15. Acesso em 17/05/2014)



A infância passada no sertão familiarizou o futuro escritor e dramaturgo com temas e... (1o parágrafo)

O verbo que, no contexto, exige o mesmo tipo de complemento que o grifado na frase acima está empregado em:
  • A O caldo cultural do Nordeste (...) foi primordial na formação do paraibano Ariano Suassuna.
  • B ...levar o teatro ao povo por meio de apresentações...
  • C ...que remonta aos autos medievais...
  • D ...existe na cultura popular a noção de que a história...
  • E ...surgiu no Nordeste a chamada literatura de cordel.
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Atenção: A questão refere-se ao texto abaixo.

Nos anos 1970, década em que a tecnologia da comunicação ainda engatinhava, entrou em voga a preocupação com as ameaças à privacidade. Os mais radicais lutavam contra a adoção de números únicos de identificação (o nosso CPF).
Esses receios, hoje, parecem ultrapassados. A moda agora é entregar informação pessoal nas redes sociais voluntária e gratuitamente. Acumular dados sobre indivíduos tornou-se fonte de lucros para empresas cujo negócio é rastrear padrões de comportamento de indivíduos e vender a informação. Os compradores podem ser agências de publicidade, bancos e operadoras de cartão de crédito. Seu interesse é vender certos produtos para as pessoas com maior propensão a comprá-los.
Tudo isso empalidece, contudo, diante da ameaça à privacidade veiculada pelos aviões não tripulados, os chamados "drones", que tem suscitado grandes debates. Esses aeromodelos já sobrevoam as cabeças de cidadãos norte-americanos, primeiro pelas mãos da polícia, logo teleguiados por empresas, "paparazzi" ou até mesmo terroristas. Alguns Estados já preparam leis para disciplinar a invasão.

(Adaptado de Marcelo Leite. Folha de S.Paulo, 13/04/2013, p. A2)

Admite transposição para a voz passiva o que se lê em:

  • A ... década em que a tecnologia da comunicação ainda engatinhava...
  • B Esses receios, hoje, parecem ultrapassados.
  • C Alguns Estados já preparam leis...
  • D ... entrou em voga a preocupação...
  • E Os mais radicais lutavam contra a adoção de números únicos de identificação...
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A frase que apresenta coerência e correção gramatical encontra-se em:

  • A A violência urbana tem-se tornado absolutamente sustentável, por isso é necessário que medidas urgentes sejam implementadas no sentido de estancá-la.
  • B A reação segura e consistente das autoridades tornou a violência cotidiana e medidas urgentes não poderão reduzir seus efeitos.
  • C Ainda é tempo para reagirmos, não é preciso que, para isso, a violência se propague mais e mais e atinja situações incontroláveis.
  • D A experiência de outros países no controle da violência urbana foi vitoriosa, no entanto temos muito que aprender com eles.
  • E A barbárie se instala para sempre, quando as autoridades locais tomam as medidas necessárias e corretas para conter a violência urbana.
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A primeira coisa a observar sobre o mundo na década de 1780 é que ele era ao mesmo tempo menor e muito maior que o nosso. Era menor geograficamente, porque até mesmo os homens mais instruídos e bem informados da época − digamos, um homem como o cientista e viajante Alexander von Humboldt (1769-1859) − conheciam somente pedaços do mundo habitado. (Os mundos "conhecidos" de comunidades menos evoluídas e expansionistas do que a Europa Ocidental eram obviamente ainda menores, reduzindo-se a minúsculos segmentos da terra onde os analfabetos camponeses sicilianos ou o agricultor das montanhas de Burma viviam suas vidas, e para além dos quais tudo era e sempre seria eternamente desconhecido.) A maior parte da superfície dos oceanos, mas não toda, de forma alguma, já tinha sido explorada e mapeada graças à notável competência dos navegadores do século XVIII como James Cook, embora os conhecimentos humanos sobre o fundo do mar tenham permanecido insignificantes até a metade do século XX. Os principais contornos dos continentes e da maioria das ilhas eram conhecidos, embora pelos padrões modernos não muito corretamente. O tamanho e a altura das cadeias das montanhas da Europa eram conhecidos com alguma precisão, as localizadas em partes da América Latina o eram muito grosseiramente, as da Ásia, quase totalmente desconhecidas, e as da África (com exceção dos montes Atlas), totalmente desconhecidas para fins práticos. Com exceção dos da China e da Índia, o curso dos grandes rios do mundo era um mistério para todos a não ser para alguns poucos caçadores, comerciantes ou andarilhos, que tinham ou podem ter tido conhecimento dos que corriam por suas regiões. Fora de algumas áreas − em vários continentes elas não passavam de alguns quilômetros terra a dentro, a partir da costa − o mapa do mundo consistia de espaços brancos cruzados pelas trilhas demarcadas por negociantes ou exploradores. Não fosse pelas informações descuidadas de segunda ou terceira mão colhidas por viajantes ou funcionários em postos remotos, estes espaços brancos teriam sido bem mais vastos do que de fato o eram.
Não fosse pelas informações descuidadas de segunda ou terceira mão colhidas por viajantes ou funcionários em postos remotos, estes espaços brancos teriam sido bem mais vastos do que de fato o eram.

A frase acima respeita as orientações da gramática normativa no que se refere à concordância verbal e nominal, assim como ocorre com a seguinte frase:
  • A Caso fosse registrado com mais rigor as informações dos caçadores, e também se elas fossem mais detalhadas, talvez mais se soubesse hoje sobre o conhecimento da época acerca dos rios da África.
  • B Quaisquer que fossem as circunstâncias, mais favoráveis, ou menos favoráveis, cada habitante sempre enfrentava algo do mistério sobre as cadeias de montanhas que lhe eram próximas.
  • C Se não fosse, naquela época, as ações de certos viajantes, muito do que se sabe hoje permaneceria incógnito.
  • D Fosse qual fossem as informações prestadas por andarilhos, tiveram todas sua utilidade para o conhecimento do mundo do século XVIII.
  • E Fossem quais fosse as intenções dos informantes, o fato é que aquilo que notificaram recebeu registro, ainda que as notícias fossem descuidadas.
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As questões de números 7 a 14 baseiam-se no texto seguinte.

Tememos o acaso. Ele irrompe de forma inesperada e imprevisível em nossa vida, expondo nossa impotência contra forças
desconhecidas que anulam tudo aquilo que trabalhosamente penamos para organizar e construir. Seu caráter aleatório e gratuito
rompe com as leis de causa e efeito com as quais procuramos lidar com a realidade, deixando-nos desarmados e atônitos frente à
emergência de algo que está além de nossa compreensão, que evidencia uma desordem contra a qual não temos recursos. O acaso
deixa à mostra a assustadora falta de sentido que jaz no fundo das coisas e que tentamos camuflar, revestindo-a com nossas
certezas e objetivos, com nossa apreensão lógica do mundo.
Procuramos estratégias para lidar com essa dimensão da realidade que nos inquieta e desestabiliza. Alguns, sem negar sua
existência, planejam suas vidas, torcendo para que ela não interfira de forma excessiva em seus projetos. Outros, mais infantis e
supersticiosos, tentam esconjurá-la, usando fórmulas mágicas. Os mais religiosos simplesmente não acreditam no acaso, pois creem
que tudo o que acontece em suas vidas decorre diretamente da vontade de um deus. Aquilo que alguns considerariam como a
manifestação do acaso, para eles são provações que esse deus lhes envia para testar-lhes sua fé e obediência.
São defesas necessárias para continuarmos a viver. Se a ideia de que estamos à mercê de acontecimentos incontroláveis que
podem transformar nossas vidas de modo radical e irreversível estivesse permanentemente presente em nossas mentes, o terror nos
paralisaria e nada mais faríamos a não ser pensar na iminência das catástrofes possíveis.
Entretanto, tem um tipo de homem que age de forma diversa. Ao invés de fugir do acaso, ele o convoca constantemente. É o
viciado em jogos de azar. O jogador invoca e provoca o acaso, desafiando-o em suas apostas, numa tentativa de dominá-lo, de curvá-
lo, de vencê-lo. E também de aprisioná-lo. É como se, paradoxalmente, o jogador temesse tanto a presença do acaso nos demais
recantos da vida, que pretendesse prendê-lo, restringi-lo, confiná-lo à cena do jogo, acreditando que dessa forma o controla e anula
seu poder.

(Trecho de artigo de Sérgio Telles. O Estado de S. Paulo, 26 de novembro de 2011, D12, C2+música)

... rompe com as leis de causa e efeito com as quais procuramos lidar com a realidade ... (1º parágrafo)

Há relação de causa e efeito no desenvolvimento do texto entre as situações que aparecem em:

  • A a inquietação decorrente da possibilidade de surgirem situações inesperadas e o planejamento racional das atividades diárias, levado a efeito por certas pessoas. (2º parágrafo)
  • B a presença inesperada do acaso em nossas vidas e a objetividade que deve levar à compreensão de sua ocorrência. (1º parágrafo)
  • C a constatação da ocorrência usual de fatos aleatórios e a exposição das pessoas a essas forças desconhecidas. (1º parágrafo)
  • D a percepção da falta de sentido das coisas e a tentativa de entender o mundo de maneira lógica e objetiva. (1º parágrafo)
  • E o medo de acontecimentos imprevistos na vida cotidiana e a constatação de que grandes catástrofes sempre podem ocorrer. (3º parágrafo)
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Quero deixar aqui, entre parêntesis, meia dúzia de máximas das muitas que escrevi por esse tempo. São bocejos de enfado; podem servir de epígrafe a discursos sem assunto:

Suporta-se com paciência a cólica do próximo.

*

Matamos o tempo; o tempo nos enterra.

*

Um cocheiro filósofo costumava dizer que o gosto da carruagem seria diminuto, se todos andassem de carruagem.

*

Crê em ti; mas nem sempre duvides dos outros.

*

Não se compreende que um botocudo fure o beiço para enfeitá-lo com um pedaço de pau. Esta reflexão é a de um joalheiro.

*

Não te irrites se te pagarem mal um benefício: antes cair das nuvens, que de um terceiro andar.

Considerando-se aspectos construtivos do texto, é correto afirmar que
  • A a máxima Suporta-se com paciência a cólica do próximo apresenta uma forma verbal na voz passiva.
  • B a máxima Crê em ti; mas nem sempre duvides dos outros constitui-se de duas orações com sujeitos distintos.
  • C em Matamos o tempo; o tempo nos enterra há ocorrência tanto da voz ativa como da voz passiva.
  • D em Não te irrites se te pagarem mal um benefício o termo benefício assume a função de sujeito.
  • E em antes cair das nuvens, que de um terceiro andar o termo sublinhado está indicando anterioridade.
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O que é uma espécie?

Se você visitar o Parque Provincial de Algonquin, em Ontário, Canadá, poderá ouvir os uivos solitários dos lobos e, com um pouco de sorte, observará ao menos de relance uma alcateia correndo, ao longe, através da floresta. Mas quando chegar em casa todo contente por ter avistado aqueles animais, qual a espécie de lobo você dirá ter encontrado? Se for tirar a dúvida com dois ou três cientistas, talvez ouça diferentes respostas. Pode até acontecer de um deles ficar em dúvida e lhe dizer que se trata dessa ou daquela espécie.

É surpreendente ver o quanto os cientistas vêm debatendo para chegar a um consenso sobre algo tão simples e decidir se esse ou aquele grupo de organismos constitui ou não uma espécie. Talvez isso se deva ao latim, que deu nomes às espécies, carregados de uma certeza absoluta, levando o público a pensar que as regras são muito simples.

Charles Darwin se divertia com essa questão. "É engraçado ver como diferentes ideias se manifestam nas diferentes mentes dos naturalistas, quando eles falam em 'espécies' ", escreveu em 1856. "Tudo isso resulta da tentativa de definir o indefinível." As espécies, de acordo com Darwin, nunca foram entidades fixas que surgiram quando da criação. Elas evoluíram. Cada grupo de organismos que chamamos de espécie surgiu como uma variedade a partir de espécies mais antigas. Com o passar do tempo, a seleção natural os transformou, enquanto se adaptavam ao ambiente. Entretanto outras variedades se tornaram extintas. Uma variedade antiga, no final, torna-se completamente diferente de todos os outros organismos - e isso é o que entendemos como uma espécie em si. "Eu vejo o termo 'espécie' como um conceito arbitrário, cunhado apenas por mera conveniência, para designar um grupo de indivíduos muito semelhantes entre si", disse Darwin.

(Fragmento adaptado de Carl Zimmer, Scientific American Brasil, edição 111, agosto de 2011, http://www2.uol.com.br/sciam/aula_aberta/o_ que_e_uma_especie_html)

Quanto aos sinais de pontuação empregados no texto, é correto afirmar:

  • A Em Talvez isso se deva ao latim, que deu nomes às espécies, carregados de uma certeza absoluta, a retirada da primeira vírgula implicaria prejuízo para o sentido e a correção da frase.
  • B Em Uma variedade antiga, no final, torna-se completamente diferente de todos os outros organismos - e isso é o que entendemos como uma espécie em si, o travessão poderia ser substituído por dois-pontos sem prejuízo para o sentido da frase.
  • C Em Charles Darwin se divertia com essa questão. "É engraçado (...)", a substituição do ponto final por dois-pontos implicaria prejuízo para o sentido e a correção do segmento.
  • D Em "É engraçado ver como diferentes ideias se manifestam nas diferentes mentes dos naturalistas, quando eles falam em 'espécies' ", a retirada da vírgula implicaria prejuízo para o sentido da frase.
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Em nossos dias a imigração provoca um alarme exagerado em muitos países europeus, entre os quais a França, onde esse medo explica em boa parte o elevadíssimo número de votos que a Frente Nacional obteve no primeiro turno das eleições presidenciais passadas. Esses temores são absurdos e injustificados, pois a imigração é indispensável para que as economias dos países europeus, de demografia estancada ou decrescente, continuem crescendo, e os atuais níveis de vida da população se mantenham ou se elevem. A imigração, por isso, em vez do fantasma que habita os pesadelos de tantos europeus, deve ser entendida como uma injeção de energia e força laboral e criativa para a qual os países ocidentais devem abrir as portas, trabalhando pela integração do imigrante. Mas, claro, sem que a mais admirável conquista dos países europeus, que é a cultura democrática, seja prejudicada, e, sim, ao contrário, que se renove e enriqueça com a adoção desses novos cidadãos. São estes que têm de se adaptar às instituições da liberdade, e não estas acomodar-se a práticas ou tradições incompatíveis com elas. Todas as culturas, crenças e costumes devem ter lugar numa sociedade aberta, desde que não colidam com os direitos humanos e os princípios de tolerância e liberdade que constituem a essência da democracia.

(Adaptado de Mário Vargas Lhosa. A civilização do espetáculo. Trad.
Ivone Benedetti. Rio de Janeiro: Objetiva, 2012, formato ebook)


... para que as economias dos países europeus, de demografia estancada ou decrescente, continuem crescendo...

O verbo flexionado nos mesmos tempo e modo que o grifado acima está empregado em:

  • A ... que constituem a essência da democracia.
  • B ... que habita os pesadelos de tantos europeus...
  • C ... e os atuais níveis de vida da população se mantenham...
  • D São estes que têm de se adaptar...
  • E ... para a qual os países ocidentais devem abrir as portas...
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A contraposição dessa forma obsoleta de interpretar a nossa herança cultural, efetiva, veio através uma estudiosa brasileira com influente livro, onde se pode dizer que abriu caminho para novas contribuições do tema, relevantemente.

A falta de clareza e de correção da frase acima está devidamente reparada em:
  • A Foi estudiosa brasileira que escreveu livro influente a responsável pela contraposição efetiva dessa forma interpretativa de nossa herança cultural, obsoleta, de que se pode dizer que foram abertos caminhos para novas contribuições do tema, o que é relevante.
  • B Sendo forma de interpretar a nossa herança cultural obsoleta recebeu contraposição efetivamente, vindo através de estudiosa brasileira e seu influente livro, que se pode dizer abriu caminho a novas contribuições para o tema relevante.
  • C A nossa herança cultural pela interpretação obsoleta teve efetivamente sua contraposição por meio de influente livro de uma estudiosa brasileira, com que se diz que abriu caminho para novas contribuições ao tema, sendo relevante.
  • D A efetiva contraposição a essa forma obsoleta de interpretar a nossa herança cultural veio de uma estudiosa brasileira em influente livro, do qual se pode dizer que abriu caminho a novas e relevantes contribuições para o tema.
  • E O influente livro pelas mãos de uma estudiosa brasileira realizou efetiva contraposição a essa forma de interpretar a nossa herança cultural, que, por ser obsoleta, foi efetiva, abrindo caminhos trilhados por novas e relevantes contribuições para o tema.
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As normas de concordância estão plenamente respeitadas na frase:

  • A Sobressai, na igreja projetada por Brunelleschi, os nove anéis circulares horizontais que se estende pelos oito lados da cúpula.
  • B Imagina- e que devam haver outras referências ao poeta Dante Alighieri nos projetos arquitetônicos de Brunelleschi.
  • C Famoso por sua ousadia, nunca inquietou Brunelleschi os nove anéis circulares horizontais que seriam embutidos ao longo dos oito lados da cúpula da igreja.
  • D Quando deparam com a Catedral de Florença, os turistas não imaginam que tantas intempéries, como a peste negra, por exemplo, detiveram sua construção.
  • E Cada um dos círculos que se encontra na cúpula da igreja projetados por Brunelleschi foram inspirados no Paraíso de Dante Alighieri.
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Minha jangada vai sair pro mar
Vou trabalhar, meu bem querer
Se Deus quiser quando eu voltar do mar
Um peixe bom eu vou trazer
Meus companheiros também vão voltar
E a Deus do céu vamos agradecer

Os versos acima, de uma música de Dorival Caymmi, abordam predominantemente,

  • A o trabalho dos pescadores, na busca de sua so­brevivência cotidiana.
  • B o respeito às condições ambientais como garantia da preservação dos recursos da natureza.
  • C a competição acirrada entre os pescadores pelos melhores pontos de pesca,
  • D a religiosidade dos pescadores, em que se misturam elementos de origem africana.
  • E a exploração a que estão sujeitos os trabalhadores que dependem do mar para sobreviver.
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Érico Veríssimo nasceu no Rio Grande do Sul (Cruz Alta) em 1905, de família de tradição e fortuna que repentinamente perdeu o poderio econômico. Malogrado, assim, um plano de estudar na Universidade de Edimburgo, viu-se na contingência de ocupar empregos medíocres, até que se fez secretário da Revista do Globo, em Porto Alegre, para onde se transferiu definitivamente. Seus primeiros trabalhos apareceram em livro, em 1932, sendo do ano seguinte o romance de estreia, Clarissa, que marca muito bem o início da sua popularidade. Desde então passou a exercer uma intensa atividade literária, tendo estado mais de uma vez em missão cultural nos Estados Unidos. Faleceu em Porto Alegre em 1975.
A obra do ficcionista, já perfeitamente definida, abrange duas etapas: uma que se estende de Clarissa a O resto é silêncio; outra que compreende o romance cíclico O tempo e o vento. No primeiro caso, podemos falar também numa realização seriada, unificando determinados romances que, não obstante, podem ser tomados isoladamente. Seu traço de união é determinado pela presença contínua e entrelaçada de certos personagens, destacadamente os pares Vasco-Clarissa e Noel- Fernanda, que se completam entre si e demonstram a solução ideal que o romancista pretende encontrar para as crises morais e espirituais do homem no mundo atual. Na segunda fase, o romancista preocupa-se com a investigação das origens e formação do seu Estado natal. Realiza então a obra cíclica que recebeu a denominação geral de O tempo e o vento, de proporções verdadeiramente épicas. Retoma a experiência técnica e expressiva da primeira fase, em que foi fecunda a influência de romancistas norte-americanos e ingleses
.

(Adaptado de Antonio Candido e José Aderaldo Castello. Presença da Literatura Brasileira. II. Modernismo. 10.ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1997. p. 366-7)

O texto estabelece relação de causa e consequência entre estes dois segmentos:

  • A família [...] que repentinamente perdeu o poderio econômico e viu-se na contingência de ocupar empregos medíocres.
  • B presença contínua e entrelaçada de certos personagens e crises morais e espirituais do homem no mundo atual.
  • C nasceu no Rio Grande do Sul e Malogrado [...] um plano de estudar na Universidade de Edimburgo.
  • D família [...] que repentinamente perdeu o poderio econômico e crises morais e espirituais do homem no mundo atual.
  • E viu-se na contingência de ocupar empregos medíocres e se fez secretário da Revista do Globo, em Porto Alegre.
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Atenção: A questão refere-se ao texto abaixo.

Litorais recortados

Um modelo desenvolvido por físicos da Universidade Federal do Ceará (UFC) e do Instituto Federal Suíço de Tecnologia (ETH) é o primeiro a simular em computador uma variedade considerável de contornos possíveis que as linhas costeiras podem assumir. Os autores do trabalho são os primeiros a admitir que é uma abordagem simplificada de um fenômeno complexo. Mas esperam que o
modelo, que explora o uso de figuras geométricas conhecidas como fractais, possa no futuro auxiliar o monitoramento da erosão marítima, uma preocupação constante das cidades litorâneas.
“Nuvens não são esferas, montanhas não são cones e litorais não são círculos", disse certa vez o matemático francês Benoit Mandelbrot, que cunhou o termo fractal em 1975, se referindo à incapacidade da geometria convencional de retratar as formas da natureza. Os fractais - formas geométricas de aparência rugosa, cheia de reentrâncias - saem-se muito melhor na tarefa.
Apesar de litorais serem citados como exemplos de fractais desde os anos 1960, só em 2004 surgiu a primeira explicação do modo como a natureza os esculpe. O físico francês Bernard Sapoval e seus colegas italianos Andrea Baldassari e Andrea Gabrieli criaram um modelo simples da força erosiva do mar em costas rochosas.
Após Sapoval apresentar esse trabalho num seminário na UFC, o físico José Soares de Andrade Junior e seus alunos de doutorado Pablo Morais e Erneson Oliveira começaram a pensar em como produzir litorais virtuais com dimensões fractais diferentes. Com o português Nuno Araújo e o alemão Hans Hermann, físicos do ETH, criaram um modelo que, embora simplifique muito a ação do mar, trata de forma mais realista a distribuição das rochas
.

(Adaptado de Igor Zolnerkevic. Pesquisa FAPESP. n. 187, Setembro de 2011, p.48 e 49)
Mas esperam que o modelo (...) possa no futuro auxiliar o monitoramento da erosão marítima...
O verbo empregado nos mesmos tempo e modo que o verbo grifado acima está em:
  • A ... um modelo que, embora simplifique muito a ação do mar...
  • B ... a primeira explicação do modo como a natureza os esculpe.
  • C ... que explora o uso de figuras geométricas conhecidas como fractais...
  • D ... disse certa vez o matemático francês Benoit Mandelbrot...
  • E O físico francês Bernard Sapoval e seus colegas italianos Andrea Baldassari e Andrea Gabrieli criaram um modelo...
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Para responder à questão, considere o texto abaixo.

A gerontologia, palavra cunhada em 1903, é a ciência que estuda a velhice. Como um campo de saber específico, cria profissionais e instituições encarregados da formação de especialistas no envelhecimento. Assim, uma nova categoria cultural é produzida: os idosos, como um conjunto autônomo e coerente que impõe outro recorte à geografia social. A preocupação da sociedade com o processo de envelhecimento deve-se, sem dúvida, ao fato de os idosos corresponderem a uma parcela da população cada vez maior.
Terceira idade é uma expressão que surge na década de 1970, quando foi criada na França a primeira universidade voltada para pessoas com setenta anos ou mais. Essa expressão não é apenas uma forma de nomear os mais velhos sem uma conotação pejorativa. Sinaliza, antes, mudanças no significado da velhice. Trata-se de celebrar a velhice como sendo um momento privilegiado para o lazer. A invenção da terceira idade, ou "melhor idade", indicaria assim uma experiência inusitada de envelhecimento, em que o prolongamento da vida nas sociedades contemporâneas ofereceria aos mais velhos a oportunidade de dispor de saúde, independência financeira e outros meios apropriados para tornar reais as expectativas de que essa etapa da vida é propícia à satisfação pessoal.
A visão da velhice como um processo contínuo de perdas e de dependência, responsável por um conjunto de imagens negativas associadas a ela, tem sido substituída pela consideração de que esse é um momento fecundo para novas conquistas. Proliferaram, na última década, programas voltados para a terceira idade, como as universidades e os grupos de convivência.
Contudo, o sucesso dessas iniciativas é proporcional à precariedade dos mecanismos de que dispomos para lidar com a velhice avançada. A nova imagem do idoso não oferece instrumentos capazes de enfrentar a decadência de habilidades cognitivas e controles físicos e emocionais que são fundamentais, na nossa sociedade, para que um indivíduo seja reconhecido como capaz do exercício pleno dos direitos de cidadania. A dissolução desses problemas nas representações gratificantes da terceira idade fecha o espaço para outras iniciativas voltadas para o atendimento das situações de abandono e dependência que marcam o avanço da idade. As perdas próprias do envelhecimento passam, então, a ser vistas como consequência da falta de envolvimento dos mais velhos em atividades motivadoras ou da adoção de formas de consumo e estilos de vida inadequados.
É, portanto, ilusório pensar que essas mudanças são acompanhadas de uma atitude mais tolerante em relação às idades. A característica marcante desse processo é a valorização da juventude, que é associada a valores e a estilos de vida, e não propriamente a um grupo etário específico.
(BOTELHO, S. & SCHWARCZ, L. H. Agenda Brasileira. São Paulo: Companhia das Letras, 2009, p. 544-553)
Considere as afirmações abaixo.

I. Infere-se do texto que a imagem do idoso capaz do exercício pleno dos direitos de cidadania é incompatível com os instrumentos de que dispomos para enfrentar a decadência de habilidades cognitivas, físicas e emocionais.
II. Depreende-se do texto que representar a terceira idade como um momento da satisfação pessoal é ferramenta fundamental para a criação de iniciativas que se ocupem do atendimento às situações de abandono e dependência que ocorrem na velhice.
III. É opinião da autora do texto que as perdas relativas ao envelhecimento podem ser atenuadas, desde que os mais velhos envolvam-se em atividades motivadoras ou adotem formas de consumo e estilos de vida apropriados.

Está correto o que consta APENAS em
  • A III.
  • B I.
  • C II e III.
  • D I e III.
  • E I e II.
17

pois vieram fora de hora, e a hora é calma?


Considerando-se o contexto, o elemento sublinhado acima pode ser substituído, sem prejuízo do sentido e da lógica, por: 

  • A visto que
  • B portanto
  • C porém
  • D então
  • E desse modo
18

As palavras chapéu, cristão e transmissão, estão corretamente flexionadas em:

  • A os chapéis - os cristãos - as transmissões.
  • B os chapéus - os cristães - as transmissães.
  • C os chapéus - os cristãos - as transmissões.
  • D os chapéus - os cristãos - as transmissães.
  • E os chapéis - os cristães - as transmissões.
19

Leia o texto a seguir.

Para a próxima década, os Estados Unidos ...... um excelente orçamento de exportações. Para os otimistas, 10% ...... uma meta possível. Por outro lado, cerca de 20 milhões de norte-americanos não ...... que essa realidade seja possível.

Preenchem corretamente as lacunas do texto acima, na ordem dada:

  • A prometem – parecem – acreditam
  • B promete – parecem – acredita
  • C prometem – parece – acreditam
  • D promete – parece – acredita
  • E prometem – parece – acredita
20

A matéria abaixo, que recebeu adaptações, é do jornalista Alberto Dines, e foi veiculada em 9/05/2015, um dia após as comemorações pelos 70 anos do fim da Segunda Guerra Mundial.

Quando a guerra acabar…


Abre parêntese: há momentos − felizmente raros − em que a história pessoal se impõe às percepções conjunturais e o relato na primeira pessoa, embora singular, parcial, às vezes suspeito, sobrepõe-se à narrativa impessoal, ampla, genérica. Fecha parêntese.

O descaso e os indícios de esquecimento que, na sexta-feira (8/5), rodearam os setenta anos do fim da fase europeia da Segunda Guerra Mundial sobressaltaram. O ano de 1945 pegou-me com 13 anos e a data de 8 de maio incorporou-se ao meu calendário íntimo e o cimentou definitivamente às efemérides históricas que éramos obrigados a decorar no ginásio.

Seis anos antes (1939), a invasão da Polônia pela Alemanha hitlerista − e logo depois pela Rússia soviética − empurrou a guerra para dentro da minha casa através dos jornais e do rádio: as vidas da minha avó paterna, tios, tias, primos e primas dos dois lados corriam perigo. Em 1941, quando a Alemanha rompeu o pacto com a URSS e a invadiu com fulminantes ataques, inclusive à Ucrânia, instalou-se a certeza: foram todos exterminados.

A capitulação da Alemanha tornara-se inevitável, não foi surpresa, sabíamos que seria esmagada pelos Aliados. Nova era a sensação de paz, a certeza que começava uma nova página da história e perceptível mesmo para crianças e adolescentes. A prometida quimera embutida na frase “quando a guerra acabar” tornara-se desnecessária, desatualizada.

A guerra acabara para sempre. Enquanto o retorno dos combatentes brasileiros vindos da Itália era saudado delirantemente, matutinos e vespertinos − mais calejados do que a mídia atual − nos alertavam que a guerra continuava feroz não apenas no Extremo Oriente, mas também na antiquíssima Grécia, onde guerrilheiros de direita e de esquerda, esquecidos do inimigo comum − o nazifascismo − se enfrentavam para ocupar o vácuo de poder deixado pela derrotada barbárie.

Sete décadas depois − porção ínfima da história da humanidade −, aquele que foi chamado Dia da Vitória e comemorado loucamente nas ruas do mundo metamorfoseou-se em Dia das Esperanças Perdidas: a guerra não acabou. Os Aliados desvincularam-se, tornaram-se adversários. A guerra continua, está aí, espalhada pelo mundo, camuflada por diferentes nomenclaturas, inconfundível, salvo em breves hiatos sem hostilidades, porém com intensos ressentimentos.

O excerto legitima a seguinte compreensão:

  • A Dines considera a imprensa de 1945 menos aperfeiçoada do que a imprensa contemporânea.
  • B O primeiro parágrafo é apresentado como "entre parênteses" porque é tomado como simples anexo, de conteúdo genérico, sobre a análise de conjunturas, sem conter menção ao que virá no texto
  • C Dada a natureza do texto, expressões como empurrou a guerra para dentro da minha casa devem ser desaprovadas, pois, ferindo o rigor lógico, prejudicam a compreensão.
  • D Dines considera a Segunda Guerra Mundial conflito constituído por mais de um estágio.
  • E Em sua análise de ambientes de guerra, Dines trata a Grécia como exemplo de conflito interno, descolado do contexto da Guerra Mundial.

Raciocínio Lógico

21

Em dado instante, o marcador de combustível de um carro indicava que o tanque estava com de sua capacidade. A partir desse instante, foram consumidos 25,5 litros de combustível, passando o marcador a indicar da capacidade do tanque. A capacidade do tanque desse carro , em litros, é igual a

  • A 60
  • B 64
  • C 66
  • D 68
  • E 72
22

Nos Jogos Pan-Americanos de 2011, realizados no México, o Brasil obteve no atletismo, pela quarta vez consecutiva, a medalha de ouro no revezamento 4 × 100 m masculino. Na final, disputada pelas equipes de apenas sete países (o quarteto de Bahamas foi eliminado), o México chegou à frente do Chile, mas atrás de São Cristóvão e Nevis. Já o time de Cuba foi o único cuja colocação ficou entre as colocações das equipes do Equador e dos Estados Unidos.
Somente com essas informações, é correto dizer que a colocação da equipe do México na prova final foi

  • A 2º ou 3º lugar.
  • B 3º ou 5º lugar.
  • C 3º ou 6º lugar.
  • D 4º ou 5º lugar.
  • E 4º ou 6º lugar.
23

Diante, apenas, das premissas “Existem juízes”, “Todos os juízes fizeram Direito” e “Alguns economistas são juízes”, é correto afirmar que

  • A todos aqueles que fizeram Direito são juízes.
  • B todos aqueles que não são economistas também não são juízes.
  • C ao menos um economista fez Direito.
  • D ser juiz é condição para ser economista.
  • E alguns economistas que fizeram Direito não são juízes.
24

Há dois casais (marido e mulher) dentre Carolina, Débora, Gabriel e Marcos. A respeito do estado brasileiro (E) e da região do Brasil (R) que cada uma dessas quatro pessoas nasceu, sabe-se que:

- Carolina nasceu na mesma R que seu marido, mas em E diferente;

- Gabriel nasceu no Rio de Janeiro, e sua esposa na Região Nordeste do Brasil;

- os pais de Marcos nasceram no Rio Grande do Sul, mas ele nasceu em outra R;

- Débora nasceu no mesmo E que Marcos.

É correto afirmar que

  • A Marcos nasceu na mesma R que Gabriel.
  • B Carolina e Débora nasceram na mesma R.
  • C Gabriel é marido de Carolina.
  • D Carolina pode ser gaúcha.
  • E Marcos não é baiano.
25

Um caminhante do deserto possui, no ponto A, 20 pacotes de suprimentos diários. No deserto, a cada 30 Km, em linha reta, há um abrigo no qual o viajante pode dormir para seguir viagem no dia seguinte e também para guardar pacotes de suprimentos. O caminhante percorre 30 Km por dia e consegue transportar, no máximo, 4 pacotes de suprimentos, sendo que, desses 4 pacotes, um é consumido no caminho entre dois abrigos consecutivos. Consumindo sempre um pacote por dia de viagem, a maior distância do ponto A, em Km, que esse caminhante conseguirá atingir é igual a :

  • A 180.
  • B 210.
  • C 150.
  • D 240.
  • E 120.
26

A etiqueta de um produto indica que seu preço é R$ 160. No sistema da loja, porém, um de seus três dígitos foi registrado errado, gerando um valor x% maior do que o da etiqueta. Apenas com essas informações, conclui-se que x pode valer, no máximo,

  • A 5.
  • B 6.
  • C 19.
  • D 500.
  • E 600.
27

Um dia antes da reunião anual com os responsáveis por todas as franquias de uma cadeia de lanchonetes, o diretor comercial recebeu um relatório contendo a seguinte informação:

Todas as franquias enviaram o balanço anual e nenhuma delas teve prejuízo neste ano.

Minutos antes da reunião, porém, ele recebeu uma mensagem em seu celular enviada pelo gerente que elaborou o relatório, relatando que a informação não estava correta. Dessa forma, o diretor pôde concluir que, necessariamente

  • A nem todas as franquias enviaram o balanço anual ou todas elas tiveram prejuízo neste ano.
  • B nem todas as franquias enviaram o balanço anual ou pelo menos uma delas teve prejuízo neste ano
  • C nenhuma franquia enviou o balanço anual e todas elas tiveram prejuízo neste ano.
  • D alguma franquia não enviou o balanço anual e todas elas tiveram prejuízo neste ano.
  • E nenhuma franquia enviou o balanço anual ou pelo menos uma delas teve prejuízo neste ano.
28

A propaganda de uma tinta para paredes anuncia que uma lata de 3,6 litros de tinta é suficiente para fazer a pintura de uma superfície de 120 m2. Supondo verdadeira a informação da propaganda, a quantidade de tinta, em litros, para fazer a pintura de 50 m2 é igual a

  • A 1,2.
  • B 2,4.
  • C 1,5.
  • D 0,5.
  • E 0,36.
29

Uma empresa precisa encher de água 14 tanques de igual volume. A empresa executará esse trabalho em duas ocasiões. Na primeira ocasião 7 torneiras, com a mesma vazão de água, enchem 8 desses tanques em 4 horas e 30 minutos. Na segunda ocasião, 6 dessas 7 torneiras apresentam vazão 1/3 a menos do que na primeira ocasião e uma delas a mesma vazão anterior.

O tempo gasto para que essas 7 torneiras encham os últimos 6 tanques é igual a

  • A 4 horas, 15 minutos e 18 segundos.
  • B 4 horas e 12 minutos.
  • C 3 horas e 50 minutos.
  • D 4 horas, 43 minutos e 30 segundos.
  • E 5 horas, 3 minutos e 20 segundos.

Matemática Financeira

30

Em sala de aula com 25 alunos e 20 alunas, 60% desse total está com gripe. Se x% das meninas dessa sala estão com gripe, o menor valor possível para x é igual a

  • A 8.
  • B 15.
  • C 10.
  • D 6.
  • E 12.

Raciocínio Lógico

31

As dependências de uma escola possuem 5 corredores de salas de aula. Cada corredor tem 12 salas de aula. Cada sala de aula tem 3 fileiras com 4 carteiras, 2 fileiras com 6 carteiras, e mais uma carteira do professor. Cinco das salas de aula dessa escola devem ser desocupadas, sendo que todas suas carteiras serão distribuídas igualmente entre as demais salas até que sobre o menor número possível de carteiras sem sala de aula, que serão levadas para um depósito. Com a operação realizada, o depósito receberá um total de carteiras igual a:

  • A 20.
  • B 18.
  • C 14.
  • D 12.
  • E 15.
32

Todos os anos, uma empresa realiza sua festa de confraternização no dia 29 de dezembro ou na última sexta-feira do ano, o que acontecer primeiro. No ano de 2011, a festa ocorreu no dia 29 de dezembro, uma quinta-feira. Sabe-se que:

- os anos de 2012 e 2016 são bissextos, possuindo 366 dias;

- os anos de 2011, 2013, 2014 e 2015 não são bissextos, tendo 365 dias;

- mês de dezembro possui 31 dias.

Nessas condições, o próximo ano em que a festa de confraternização dessa empresa ocorrerá no dia 29 de dezembro é

  • A 2012.
  • B 2013.
  • C 2014.
  • D 2015.
  • E 2016.
33

Alberto, Bernardo e Carlos estão planejando ir a uma festa. Se Alberto for a festa, então Bernardo também irá. Se Bernardo não for a festa, então Carlos também não irá. De acordo com isso, é necessariamente correto afirmar que:

  • A Se Carlos for a festa, então Bernardo também irá à festa.
  • B Se Alberto for a festa, então Carlos também irá à festa.
  • C Se Alberto não for a festa, então Bernardo também não irá à festa.
  • D Se Alberto não for a festa, então Bernardo irá à festa.
  • E Se Carlos for a festa, então Bernardo não irá à festa.
34

Um ano de 365 dias é composto por n semanas completas mais 1 dia. Dentre as expressões numéricas abaixo, a única cujo resultado é igual a n é

  • A 365 ÷ (7 + 1)
  • B (365 + 1) ÷7
  • C 365 + 1 ÷ 7
  • D (365 - 1) ÷7
  • E 365 - 1 ÷ 7
35

Para encher de água um tanque, cuja capacidade é de 900 litros, foi providenciada uma torneira que, quando aberta, apresenta uma vazão de 800 mililitros de água por minuto. Com o tanque vazio, a torneira foi aberta às 20 horas e 30 minutos para enchê-lo. O término do enchimento do tanque se deu, no dia seguinte, às

  • A 15 horas e 15 minutos.
  • B 14 horas e 30 minutos.
  • C 16 horas e 55 minutos.
  • D 15 horas e 25 minutos.
  • E 17 horas e 15 minutos.
36

Se João for trabalhar, então Maria fará o jantar. Se Maria não fizer o jantar, então Lucas passará fome. Maria não fez o jantar. Pode-se certamente concluir que

  • A Lucas fez o jantar.
  • B João foi trabalhar.
  • C Lucas não passou fome.
  • D João fez o jantar.
  • E Lucas passou fome.
37
Duas modalidades de esporte são oferecidas para os 200 alunos de um colégio: basquete e futebol. Sabe-se que 140 alunos praticam basquete, 100 praticam futebol e 20 não praticam nenhuma destas modalidades. O número de alunos que praticam uma e somente uma destas modalidades é

  • A 120.
  • B 100.
  • C 80.
  • D 60.
  • E 40.
38

Um casal e seus dois filhos pesaram-se em uma balança de diversas formas diferentes. Primeiro, o casal subiu na balança e ela indicou 126 kg. Depois, o pai subiu na balança com o filho maior, e ela indicou 106 kg. Por fim, a mãe subiu na balança com o filho menor, e ela indicou 83 kg. Sabendo-se que o filho maior pesa 9 kg a mais do que o menor, o peso do filho maior, em quilogramas, é igual a

  • A 36.
  • B 27.
  • C 45.
  • D 56.
  • E 47.
39
O Secretário de Petróleo, Gás Natural e Combustíveis Renováveis do Ministério das Minas e Energia (MME) afirmou que o bloco BM-S-8, no pré-sal da Bacia de Santos, pode ter reservas de 1 bilhão de barris. Na região, está localizado o prospecto de Carcará. O bloco BM-S-8 é desenvolvido pela Petrobras (66%); Galp (14%); Barra Energia (10%) e Queiroz Galvão (10%).

(Adaptado de: Valor Econômico, 12/03/2013)

De acordo com os dados dessa notícia, o total de barris estimados do bloco BM-S-8 que NÃO caberá à Petrobras é igual a
  • A 340 mil.
  • B 34 mil.
  • C 34 milhões.
  • D 340 milhões.
  • E 3,4 milhões.
40

Partindo do ponto A, um automóvel percorreu 4,5 km no sentido Leste; percorreu 2,7 km no sentido Sul; percorreu 7,1 km no sentido Leste; percorreu 3,4 km no sentido Norte; percorreu 8,7 km no sentido Oeste; percorreu 4,8 km no sentido Norte; percorreu 5,4 km no sentido Oeste; percorreu 7,2 km no sentido Sul, percorreu 0,7 km no sentido Leste; percorreu 5,9 km no sentido Sul; percorreu 1,8 km no sentido Leste e parou. A distância entre o ponto em que o automóvel parou e o ponto A, inicial, é igual a

  • A 5,4 km.
  • B 0,4 km.
  • C 7,6 km.
  • D 14,1 km.
  • E 13,4 km.

Geografia

41

Brasil e Bolívia, em dezembro deste ano, chegaram a um acordo para aumentar a receita boliviana com a exportação de gás natural. No início das negociações, os bolivianos exigiam um reajuste de US$ 4,20 para US$ 5 por milhão de BTU importado pelo Brasil. Porém, esse aumento era considerado, pelos negociadores brasileiros, pouco factível e sem base técnica e econômica. Contudo, a Bolívia queria de qualquer forma aumentar a receita com a exportação de gás.

Brasil e Bolívia, em dezembro deste ano, chegaram a um acordo para aumentar a receita boliviana com a exportação de gás natural. No início das negociações, os bolivianos exigiam um reajuste de US$ 4,20 para US$ 5 por milhão de BTU importado pelo Brasil. Porém, esse aumento era considerado, pelos negociadores brasileiros, pouco factível e sem base técnica e econômica. Contudo, a Bolívia queria de qualquer forma aumentar a receita com
a exportação de gás.
(Adaptado de http://ueba.com.br/forum/index.php?showtopic=85030)

A solução encontrada pelos dois países foi



  • A reconhecer que o gás enviado pela Bolívia é rico em GLP (mistura de metano e butano), etano e gasolina natural. Essas commodities têm valor alto no mercado internacional e, agora, serão pagas em separado pela cotação internacional.
  • B fazer um reajuste de 252% sobre o preço do gás fornecido para a Termo Cuiabá. Hoje, a termelétrica paga um preço diferenciado de apenas US$ 1,19 por milhão de BTU de gás natural importado da Bolívia. Como o preço era considerado completamente defasado por ambas as partes, foi acertado um reajuste para US$ 3,20 por milhão de BTU.
  • C cumprir um acordo de consumo mínimo pagando por 30 milhões de metros cúbicos ao dia de gás, ainda que o consumo médio diário transportado pelo Gasoduto Bolívia-Brasil seja de 10 milhões.
  • D reconhecer que, partir de janeiro de 2003, a Petrobras passou a dever à GTB pagamentos mensais de cerca de US$ 510 mil referentes à construção e ao uso das instalações de compressão do lado boliviano do gasoduto (Contrato Adicional).
  • E compensar as alegadas perdas bolivianas com o gás com o investimento brasileiro na construção de uma nova refinaria de petróleo e de uma rodovia de 306 quilômetros entre as cidades bolivianas de Villa Tunari e San Ignacio de Moxos.
42

Quando do estudo de uma bacia hidrográfica, se faz necessário a análise dos cursos d’água que estão drenando a região e uma classificação muito utilizada é o método de considerar a constância do escoamento, o qual apresenta a classificação:

  • A sinuoso, subterrâneo e retilíneo.
  • B tributário, flutuante e infiltrado.
  • C perene, intermitente e efêmero.
  • D decaído, retentor e instantâneo.
  • E hipsométrico, coordenado e perturbado.
43

Uma rede de distribuição dotada de estação elevatória tipo booster

  • A uniformizar e facilitar as medições de consumo de água de uso legítimo em núcleos habitacionais de baixa renda.
  • B aumentar a pressão e/ou vazão em adutoras ou redes de distribuição de água para o abastecimento de regiões mais altas ou remotas.
  • C equalizar as forças aplicadas em paredes curvas de estações volumétricas de água submetidas a esforços hídricos.
  • D introduzir um suplemento de água na parte do sistema de abastecimento que responde pelo cálculo do balanço hídrico.
  • E monitorar o volume de água entregue a grandes consumidores inseridos no sistema de distribuição de água e que geram gastos elevados com manutenção.
44

Até o ano de 2012, cerca de 45,39% da vegetação natural nordestina jã desapareceu. Entre 2002 e 2008, os estados que mais desmataram foram Bahia e Ceará. Neste perío­ do, 2% da vegetação foram queimados, principalmente, para fazer lenha e carvão. As conseqüências ambientais do desmatamento revelam-se muito sérias, pois envolvem a perda da biodiversidade e a desertificação.

A vegetação que sofre o desmatamento é

  • A o mangue.
  • B a caatinga.
  • C a mata dos cocais.
  • D a mata atlântica.
  • E o cerrado.
45

Considerando os cursos d’água e os levantamentos topográficos a eles relacionados, a imagem que ilustra a formação de talvegue é a

  • A
  • B
  • C
  • D
  • E
46

Um dos fatores considerados na determinação de hidrologia de uma região é a topografia, que influencia, entre outros parâmetros,

  • A a pressão de saturação de vapor d’água e o preenchimento de vazios na rede de observação.
  • B os escoamentos subterrâneos e a quantidade de vapor d’água no ar.
  • C a composição de pressões parciais exercidas pelos gases e a velocidade instantânea do vento.
  • D a precipitação e a ocorrência de lagos e pântanos.
  • E a instabilidade convectiva e os índices de desempenho dinâmico.
47

Segundo o Censo 2010, a região segue sendo a mais populosa do Brasil, com 80.353.724 pessoas, ou seja, 42,1% da população brasileira. Entre os cinco estados mais populosos do Brasil, três pertencem a esta região.

(Adaptado http;//www,tbge.gov br/home/presidencia/noticias/noticia_visualiza.php?id_noticia=1766)

O texto refere-se ã região

  • A Centro-Oeste
  • B Nordeste
  • C Sul
  • D Norte
  • E Sudeste
48

Os mananciais são reservas hídricas ou fontes utilizadas para o abastecimento público de água. Registros oficiais sobre os mananciais existentes na Região Metropolitana de São Paulo afirmam que

  • A o complexo da Represa Billings foi idealizado e construído para atender as necessidades de abastecimento de água na Grande São Paulo e, por esta razão, teve o abastecimento de água complementado pelo bombeamento de água do Rio dos Meninos, Tamanduateí e Pinheiros.
  • B a região está bem estruturada e conta com mananciais volumosos e de qualidade que dispensa esta região de importar água, assim como, dispensa a empresa concessionária de investir em sistemas de tratamento avançado, utilizado para transformar água de péssima qualidade em água potável.
  • C a produção de água na região metropolitana excede em 50% os níveis de consumo, o que implica em ter-se reservas suficientes para garantir o abastecimento pelos próximos 10 anos, mesmo considerando uma taxa de crescimento real de 5 % ao ano.
  • D a baixa disponibilidade hídrica da região - localizada próxima às cabeceiras do Rio Tietê - foi acentuada ao longo de sua história em função da poluição e da destruição de seus mananciais, entre eles os rios Tietê, Pinheiros, Ipiranga, Anhangabaú e Tamanduateí.
  • E as áreas de mananciais existentes na região, ao contrário do que ocorre na maioria dos países da América do Sul, nunca ultrapassaram os limites de proteção, sendo que nos últimos 15 anos a mancha urbana, a criação de polos industriais e o despejo de efluentes das empresas estiveram sobre severa fiscalização e controle, não representando riscos para o abastecimento de água.
49

A água de reuso, produzida nas estações de tratamento de água, torna-se uma fonte de renda para as empresas de tratamento e distribuição de água do país. A destinação maior desse produto e o maior ganho que isso representa, são, respectivamente,

  • A uso domésticos em processos de lavagem de piso e geração de energia elétrica nas estações de tratamento de esgoto.
  • B abastecimento de lagos decorativos com rega de plantas e redução dos volume de vetores responsáveis pelas doenças transmitidas por contato.
  • C lavagem de automóveis nos postos de abastecimento e duplicação do volume de água potável distribuído nos núcleos habitacionais de baixa renda.
  • D lavagem de calçadas públicas e telhados, assim como seu resfriamento e aumento da demanda de consumidores nas capitais.
  • E uso industrial e percentual maior de água potável mantidas nos mananciais - cerca de 25%.
50

As mais importantes bacias hidrográficas do estado de São Paulo, por ordem de importância, são as formadas pelos seguintes rios, assim como, sendo que na maior delas ocorrem os principais reservatórios neles instalados, conforme descrito:

  • A Tietê-Pinheiros, São Lourenço e Pardo Mogi-Guaçu; Mogi das Cruzes, Catiguá e Mascate.
  • B Atibainha, Tietê e Corumbataí; Mascate, Aços Anhanguera e Batovi.
  • C Sorocaba, Do peixe e Tietê; Raposo Tavares, São João e Fazenda Santa Terezinha
  • D Paraíba do Sul, Jacupiranga e Pinheiros; São José, Ingatuba e Promissão.
  • E Tietê, Pardo Mogi-Guaçu e Paraíba do Sul; Ponte Nova, Taiaçupeba e Biritiba-Mirim.
51

No estado de São Paulo, as contribuições não domésticas que chegam até as ETEs (Estação de Tratamento de Esgoto) por meio de rede ou caminhões coletores são cobradas pelo custo do serviço prestado, tendo-se como base o volume e a carga poluidora. A carga poluidora deste esgoto é calculada considerando-se

  • A a demanda bioquímica/demanda química de oxigênio e os sólidos suspensos totais.
  • B a carga de poluentes em excesso e os custos de operação e manutenção da ETE.
  • C o volume de água consumido e a tarifa de sobrecarga com base na demanda bioquímica.
  • D os limites de inibição do processo biológico aeróbio e a capacidade de tratamento da ETE.
  • E a carga de digestão anaeróbia e o fator técnico de poluição estimado.
52

Da nascente à foz, o rio São Francisco percorre quase 3 mil quilômetros e banha quatro estados nordestinos. Sobre esse rio é correto afirmar:

  • A A mais extensa área navegável do rio encontra-se no estado do Ceará.
  • B Durante o verão, transforma-se em rio intermitente porque parte do seu leito seca,
  • C Na maior parte da área banhada por ele. predomina o clima equatorial.
  • D Ao longo do seu curso foram instaladas várias usinas hidrelétricas.
  • E Nas suas margens os solos são pouco férteis, o que impede as atividades agrícolas.
53

No tratamento do esgoto líquido, a fase em que o sólido restante do processo vai para o fundo e a parte líquida já está sem 90% das impurezas, ocorre

  • A no decantador secundário.
  • B na caixa de areia.
  • C nos tanques de aeração.
  • D nas grades.
  • E no decantador primário.
54

A viscosidade de um fluído está relacionada com o escoamento deste, onde o movimento relativo das suas partículas desencadeia um atrito interno entre essas partículas. Neste contexto, justifica-se que a água escoa mais facilmente que o óleo em razão

  • A da tensão de escoamento do material (gráfico tensão × deformação).
  • B do coeficiente de elasticidade das partículas
  • C da coesão entre as partículas do fluído.
  • D dos componentes da grandeza velocidade que atuam no sentido normal da superfície.
  • E da pressão atmosférica que age sobre os fluídos, tendo como referência o nível do mar.
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A ciência que mede e analisa as características físicas e químicas da água, incluindo métodos, técnicas e instrumentação, utilizados em hidrologia, é a

  • A hidrometria.
  • B fluviometria.
  • C linigrafometria.
  • D linimetria.
  • E pluviometria.
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As lagoas de baixa profundidade, entre 0,5 a 2,5 metros, e que possibilitam a complementação de qualquer outro sistema de tratamento de esgotos, fazem a remoção de bactérias e vírus de forma mais eficiente, devido à incidência da luz solar, já que a radiação ultravioleta atua como um processo de desinfecção. Esses dispositivos de tratamento de esgoto são chamados de lagoas

  • A de flotação.
  • B anaeróbias.
  • C facultativas.
  • D de infiltração.
  • E de maturação.
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O ciclo hidrológico teve início por meio do processo de

  • A solidificação, a partir do congelamento da água existente nos polos da terra - norte e sul.
  • B condensação, devido à diminuição da temperatura ocorrida na superfície do planeta.
  • C vaporização, a partir do processo de erupção dos vulcões, provocando o aumento da temperatura do planeta.
  • D liquefação, decorrente do derretimento das geleiras existentes no polo sul da terra.
  • E transpiração, provocando a evaporação da água existente no reino vegetal, em abundância na superfície do planeta.
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Entre as recomendações sobre a qualidade das águas para consumo humano, está:

  • A a alcalinidade é importante na neutralização das gorduras ingeridas, razão pela qual os índices de magnésio da água devem ser próximo a zero.
  • B o pH deve estar entre 5,0 e 8,0.
  • C a realização de análises pelo método da água estagnada para verificação da presença de sulfetos de hidrogênio e fosforados nas águas de abastecimento público.
  • D a concentração mínima de cloro residual livre, em qualquer ponto da rede de distribuição, deverá ser de 0,2 mg/L.
  • E há que se submeter toda água tratada a ser distribuída para consumo humano ao procedimento de Osmose Reversa.
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