Resolver o Simulado Assembleia Legislativa do Estado de Minas Gerais (AL-MG) - Técnico - Informações - Geografia e Estatísticas - FGV - Nível Médio

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Geografia

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A partir do final do século XIX, a invenção do pneu e a popularização do automóvel tornaram a borracha um produto de grande valor e de grande procura pelas indústrias.
No início do século XX, metade da borracha consumida no mundo saía da Amazônia e, logo, o extrativismo do látex tornou-se o motor do processo de organização do espaço na região ao estimular

  • A a construção de rodovias, que integraram a região amazônica ao restante do país.
  • B os investimentos em construção de usinas hidrelétricas, para atender à demanda de energia.
  • C a construção dos portos de Belém e de Manaus, para exportar a produção de borracha.
  • D a incorporação de Rondônia ao território brasileiro e a fundação da cidade Porto Velho.
  • E a instalação de indústrias de base, que realizavam a transformação do látex em borracha.
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Uma Prefeitura X precisa mapear os eixos de crescimento do município em escala 1:50.000 e, na realização do levantamento de dados cartográficos, verifica-se a existência de mapas em escala cadastral. Para atingir a escala determinada pelo projeto, a equipe de geógrafos da Prefeitura deverá aplicar a seguinte ação:

  • A ampliar a escala cartográfica;
  • B demonstrar por meio de levantamentos topográficos que a escala dos documentos cartográficos atende ao estudo solicitado;
  • C utilizar a ferramenta de zoom do software de SIG até atingir a escala solicitada;
  • D indicar a escala geográfica associada;
  • E reduzir a escala por meio de técnicas de generalização.
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O conceito de território é utilizado de maneira bastante ampla tanto na ciência geográfica como na linguagem comum. Todavia, muitos autores vêm contribuindo para que este conceito seja definido melhor, discutindo os seus principais aspectos.
Sobre o conceito de território na Geografia, assinale a opção correta.

  • A O território é o resultado de um processo de classificação de unidades espaciais.
  • B O território é um conceito associado, exclusivamente, à escala dos estados nacionais.
  • C O território é o resultado das mudanças na morfologia do meio natural, ao longo do tempo.
  • D O território é um espaço definido e delimitado por e a partir de relações de poder.
  • E O território é definido pela apreciação estética do espaço a partir de uma longa vivência.
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O encerramento da Guerra Fria, com a simbólica queda do Mudo de Berlim, em 1989, forjou novas representações geopolíticas e acentuou a manifestação das novas ideologias.
Com relação à afirmativa acima, assinale a opção correta.
  • A A economia capitalista internacional passa a estruturar-se em torno do Sistema de Bretton Woods, que estabelece paridades fixas entre o dólar e o ouro.
  • B Os lideres nacionalistas de alguns países como a Iugoslávia, Egito e Indonésia criam o Movimento dos Países Não- Alinhados.
  • C O conflito Leste-Oeste se acirra e intensifica-se a cisão Norte- Sul com os movimentos de descolonização afro-asiáticas.
  • D A ideologia neoliberal favorece os investimentos externos, importantes para o crescimento das economias do leste e sudeste da Ásia e da América Latina.
  • E A hegemonia política das idéias nacionalistas desenvolvimentistas, que defendem uma maior interferência do Estado na economia.
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A crescente inclusão de fontes de energia renováveis na matriz energética mundial é proveitosa para a humanidade sob diversos aspectos. Sob o aspecto socioeconômico, cada país ou região pode potencializar seus próprios recursos naturais. Sob o aspecto ambiental, as fontes alternativas geram impactos ambientais menores do que aqueles produzidos pelas fontes tradicionais.
Considerando o exposto, assinale a opção correta.

  • A O investimento em usinas hidrelétricas constitui uma importante alternativa pelo baixo impacto ambiental gerado.
  • B As usinas termonucleares são alternativas que se destacam sob o aspecto socioeconômico pelo baixo custo de implantação e de funcionamento.
  • C A energia eólica é a alternativa que mais tem crescido no mundo nos últimos dez anos porque provoca pequeno impacto ambiental
  • D As usinas geotérmicas constituem uma importante alternativa a ser aproveitada, potencialmente, no território brasileiro.
  • E A energia solar é a alternativa a ser explorada nos lugares de alta latitude, pela maior intensidade da radiação solar.
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As funções urbanas possuem uma forma espacial conhecida como rede urbana. São muitos os tipos de rede urbana segundo as suas formas, simples ou complexas. Um dos exemplos mais conhecidos de rede urbana simples é a rede dendrítica.
Sobre as características das redes dendríticas, analise as afirmativas a seguir.

I. Possuem uma cidade primaz que concentra a maior parte do comércio atacadista, da renda, da elite regional e do mercado de trabalho urbano.
II. Apresentam um grande número de pequenos centros urbanos indiferenciados entre si, no que diz respeito ao comércio varejista.
III. São formadas a partir da criação de uma cidade estratégica situada em uma posição central em relação à sua futura área de influência.
Assinale:

  • A se somente a afirmativa I estiver correta.
  • B se somente a afirmativa II estiver correta.
  • C se somente as afirmativas I e II estiverem corretas.
  • D se somente as afirmativas II e III estiverem corretas.
  • E se todas as afirmativas estiverem corretas.
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A cidade de Florianópolis é constituída, geologicamente, por duas formações básicas: os terrenos rochosos, chamados cristalinos, e os terrenos sedimentares de formação recente. As rochas cristalinas estão no embasamento Cristalino ou Escudo Catarinense que ocorre em toda a borda leste do estado de Santa Catarina. Os terrenos sedimentares estão em áreas baixas e planas com a cobertura sedimentar Quaternária onde são denominadas “Planícies Costeiras”. Nessas formações podem ser encontrados um ou mais tipos de rochas, a saber, ígneas, metamórficas ou sedimentares. Sobre esses tipos de rochas, é correto afirmar que:

  • A as rochas ígneas formam-se pela cristalização do magma, uma massa de rocha fundida que se origina em profundidade na crosta e no interior. Podem ser do tipo intrusiva e extrusiva. Elas se distinguem pela textura, composição mineralógica e química;
  • B as rochas sedimentares foram uma vez sedimentos e, por isso, são o registro das condições da superfície terrestre da época e do lugar onde eles foram depositados. O intemperismo e a erosão são processos que pouco influem no estágio sedimentar, predominando o processo de deposição;
  • C as rochas metamórficas são produzidas quando as altas temperaturas e as baixas pressões do interior da Terra atuam em qualquer tipo de rocha para mudar sua textura, mineralogia, composição química e sua forma e condição sólida;
  • D as rochas ígneas e metamórficas apresentam o mesmo processo de formação e estão localizadas nas bordas dos continentes que sofreram intensa orogenia. A textura, a composição mineralógica e química são afetadas pela temperatura e pressão;
  • E as rochas sedimentares são formadas a partir de sedimentos, encontrados na superfície terrestre como camadas de partículas soltas. Essas partículas se formam a grandes profundidades à medida que as rochas vão sendo transformadas e sedimentadas.
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Uma pessoa que realiza as cinco fases necessárias na fabricação de um só produto só pode fabricar uma unidade.



Cinco pessoas, cada uma delas especializada em uma das fases de fabricação, fabricam dez unidades ao mesmo tempo.



A alteração na forma de organização do trabalho caracterizada na imagem está de acordo com um determinado modelo de organização da produção.
Assinale a opção que identifica, respectivamente, esse modelo e uma característica dele.

  • A Keynesianismo / concentração espacial da produção.
  • B Volvismo / grandes aglomerações urbanas.
  • C Fordismo / flexibilidade de localização industrial.
  • D Taylorismo / grandes unidades fabris.
  • E Toyotismo / rigidez da mão de obra.
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A Terceira Revolução Industrial, conhecida como revolução tecnocientífica e informacional, iniciada nas últimas décadas do século XX, impôs ao mundo novas técnicas, novas maneiras de produzir e novos produtos. Uma das principais características desse novo contexto foi o crescente desenvolvimento de empresas de alta tecnologia, cujas inovações permitiram que elas se libertassem das restrições locacionais tradicionais.
Assinale a opção que indica o fator locacional que atua, de modo decisivo, na estratégia de localização das empresas de alta tecnologia.

  • A A concentração de mercado consumidor.
  • B A presença de mão de obra de menor custo.
  • C A proximidade com as fontes de matérias primas.
  • D A legislação ambiental mais rigorosa.
  • E A qualidade da infraestrutura educacional e cultural.
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De acordo com o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, 2007), as alterações climáticas, decorrentes de variações naturais e da ação antrópica, devem aumentar as pressões sobre os recursos hídricos do planeta.
Sobre os impactos previstos das mudanças climáticas sobre os recursos hídricos, analise as afirmativas a seguir.

I. Nas latitudes altas do globo terrestre, o escoamento superficial de água deve aumentar.
II. Nas áreas semiáridas deve ocorrer um aumento da disponibilidade de recursos hídricos.
III. Nas regiões abastecidas por água de degelo, deve ocorrer uma mudança na sazonalidade dos fluxos hídricos.

Assinale:

  • A se somente a afirmativa I estiver correta.
  • B se somente a afirmativa II estiver correta.
  • C se somente a afirmativa I e II estiverem corretas.
  • D se somente as afirmativas I e III estiverem corretas.
  • E se todas as afirmativas estiverem corretas.

Estatística

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Marcos anotou o número de correspondências eletrônicas que ele recebeu diariamente, durante 13 dias. A tabela a seguir mostra os números anotados por ele:

3 4 18 16 15 16 22 5 2 20 16 15 17

A diferença entre a mediana e a média dos números anotados por Marcos é:

  • A 5;
  • B 4;
  • C 3;
  • D 2;
  • E 1.
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A Defensoria Pública mantém diversos postos de atendimento aos cidadãos espalhados pelo território fluminense, de forma a facilitar o acesso aos seus serviços. Os postos A e B, em razão de sua relativa proximidade, acabam oferecendo dupla opção aos moradores de certas localidades. Sabe-se que os desvios-padrão do número de indivíduos que recorrem aos postos A e B são iguais a 14 e 18, respectivamente. Se a variância dos atendimentos nestes postos, como um todo, é igual a 420 e as pessoas procuram sempre o posto menos congestionado, então sobre os números de atendimentos totais em A e B conclui-se que

  • A o coeficiente de correlação entre A e B é igual a - 0,25.
  • B a covariância entre A e B é igual a 210.
  • C a variância da diferença entre A e B é igual a 620.
  • D a razão entre os coeficientes de variação (A/B) é igual a 0,75.
  • E a covariância entre as variáveis A e B é igual a 0,19.
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Considere a variável aleatória do tipo discreta(X), relativa às fases de andamento de um processo podendo assumir apenas três valores numéricos 1, 2 ou 3, conforme o mesmo esteja em conhecimento, liquidação ou execução, respectivamente. Se F(.) é a função distribuição acumulada correspondente, com F(1,17) = 0,15 e F(2,76) = 0,45. Então é verdadeiro que

  • A P(X > 1,9) = 0,75 e P(X < 2,5) = 0,60.
  • B P(X < 2,70) < 0,45 e P(X > 1,5) = 0,85.
  • C P(X = 1) = 0,15 e P(X=2) = 0,30.
  • D P(X = 3) = 0,55 e E(X) = 2,70.
  • E P(1,44 < X < 3) = 0,85 e Mo(X) = 3.
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Se  A  e  B  são  dois  eventos  quaisquer  e A c e B c são,  respectivamente, seus eventos complementares. 

O termo ∪ indica  “união”  e ∩ indica  “interseção”.  Logo,  a  probabilidade P ( Ac ∪ B c ) é igual a:

  • A P ( A c ∩ B c )
  • B 1 - P ( A ∩ B )
  • C P ( A ∩ B )
  • D 1 - P ( A ∪ B )
  • E P ( A ) + P( B )
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Sejam X, Y e Z variáveis aleatórias independentes, as duas primeiras tendo distribuição Normal-Padrão, sendo a terceira Qui-quadrado com m graus de liberdade. Então, identifica-se a variável aleatória

  • A m.( X + Y )/√Z como tendo distribuição t-Student com m graus de liberdade.
  • B Z - ( X2 + Y2 ) como tendo distribuição Qui-quadrado com (m-2) graus de liberdade.
  • C Z / ( X2 + Y2 ) . 2 / m como tendo distribuição F-Snedecor, com 2 e m graus de liberdade no numerador e no denominador, respectivamente.
  • D (X – Y) como tendo distribuição Normal com média ZERO e variância 2.
  • E X + Y também como tendo distribuição Normal Padrão.
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Seja X1,X2.....,Xn uma amostra aleatória simples (AAS) a partir de uma população, com distribuição conhecida, sendo uniforme no intervalo [0,1], o objetivo de estimar o máximo. Então é verdade que:

  • A fMax{Xi}(x) = xn,para x ∈ [ 0,1]
  • B E(Max { Xi } ) = n/n+1
  • C fMax { Xi}(x) = ( 1 - x)n , para x ∈ [ 0,1]
  • D fMax { Xi}(x) = x n-1 . ( 1 - x ) , para x ∈ [ 0,1]
  • E Var ( Max { Xi} ) = n/n+2
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Suponha que para a realização de um determinado levantamento de campo foi fixado um erro amostral tolerado máximo de 0,04, partindo de uma população com tamanho arbitrariamente grande. Indiretamente, isso significa dizer que a estimativa inicial do tamanho da amostra seria

  • A 400.
  • B 1.000.
  • C 575.
  • D 625.
  • E 375.
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Suponha que a quantidade total de erros cometidos pelo judiciário segue o padrão de um Processo de Poisson com parâmetro λ =4 , relativo ao período de um ano. Então a probabilidade de que sejam cometidos exatamente três erros, nos próximos 18 meses, é igual a:

  • A
  • B
  • C
  • D
  • E
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Para testar a renda média dos cidadãos efetivamente atendidos pela Defensoria Pública do Estado foi realizado um levantamento a partir dos registros já existentes, que geraram uma amostra aleatória de tamanho n=100, para a qual foi calculada a média amostral igual a R$ 920,00 por mês. Deseja-se demonstrar, cabalmente, que, em média, os beneficiários ganham menos do que R$ 1.000 por mês. Além disso, o desvio-padrão populacional é conhecido, sendo igual a 500. Portanto, se Ø (- 2,00 ) = 2,28 % e Ø ( -1,50 ) = 6,68 % , onde Ø ( , ) é a distribuição acumulada da Normal Padrão. Então, neste caso, a hipótese nula seria

  • A rejeitada ao nível de 2,28% e não rejeitada com significância de 6,68%.
  • B não rejeitada ao nível de 2,28% e rejeitada com significância de 6,68%.
  • C rejeitada tanto com 97,72% quanto com 93,32% de grau de confiança.
  • D rejeitada ao nível de significância de 1,14% e 3,34%, bilateral.
  • E não rejeitada tanto ao nível de significância 2,28% quanto de 6,68%.
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Suponha que no modelo de regressão linear múltipla Yi = α + β.Xi + y.W εi + , onde Y é a variável dependente, X e W são as ditas independentes, ε é o termo estocástico e α ,β e y os parâmetros. Depois de estimados os parâmetros, por MQO, e obtidos os resíduos, a inferência detectou algumas divergências com relação aos pressupostos clássicos. Observou-se uma alta correlação entre X e W, a presença de causalidade de Y sobre W e variâncias dos resíduos não constantes. Consideradas nesta ordem e tudo mais constante, tais divergências implicam, respectivamente,

  • A micronumerosidade, insuficiência e inconsistência.
  • B multicolinearidade, inconsistência e ineficiência.
  • C ineficiência, tendenciosidade assintótica e auto correlação serial.
  • D variâncias dos estimadores muito elevadas, micronumerosidade e insuficiência.
  • E testes de hipóteses viesados, inconsistência e ineficiência.

Português

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Estética ou erótica?

Será que o calor excessivo deste verão está exasperando o animus beligerante das pessoas? Em carta ao jornal, a leitora Mariúza Peralva apontou a disposição do povo de agir por conta própria e fazer justiça com as próprias mãos como sintoma de descrença nos políticos e nas instituições: “Coloca fogo em pneus, quebra ônibus, quebra vitrines, ataca a polícia que, em princípio, existe para protegê-lo, joga pedra, rojão ou o que estiver à mão para fazer suas reivindicações.” Já o leitor Cláudio Bittencourt escreveu discordando: “Quem pratica tais barbaridades não é povo.” De qualquer maneira, são cada vez mais evidentes os sinais de uma cultura da violência que tem se manifestado, com vários graus de agressividade, nas brigas de trânsito, nos conflitos das torcidas nos estádios, nas discussões de rua chegando às vias de fato.
(...) Diferentemente dos atos de violência cotidiana, que pelo menos não se mascara de justa ou pedagógica, há ainda o vandalismo dos black blocs, cuja ação iconoclasta contra símbolos do capitalismo é apresentada como uma “estética”, conforme uma autodefinição, que parece desconhecer os estragos pouco estéticos que são feitos à imagem das manifestações, sem falar na morte do cinegrafista. Aliás, segundo alguns, os nossos mascarados se inspiram menos nos anarquistas e mais nos fascistas italianos do tempo de Mussolini. Pelo menos, a justificativa ideológica é parecida com o discurso dos adeptos do Futurismo, movimento que foi criado pelo escritor Tommaso Marinetti como vanguarda artística, que desprezando o passado e a tradição (considerava os museus cemitérios), exaltava a guerra como “única higiene do mundo”. Para os futuristas, o fascismo era a realização mínima do seu programa político que, por meio de uma nova linguagem capaz de exprimir a experiência da violência, da velocidade e do progresso técnico, pretendia transformar o senso estético de uma sociedade “anacrônica”.
Lembrando as cenas dos jovens mascarados atirando pedras ou se atirando eles mesmos contra as vitrines, pode-se concluir que essa coreografia da destruição é, mais do que uma estética, uma “erótica” da violência, pelo prazer mórbido com que é praticada.

(Zuenir Ventura, O Globo, 22/02/2014)


A função de citar a carta da leitora, no primeiro parágrafo do texto, é:

  • A comprovar, por autoridade da leitora, o que está sendo afirmado.
  • B exemplificar um caso que ilustra o que é dito anteriormente.
  • C argumentar favoravelmente à mais efetiva ação policial.
  • D denunciar uma atitude equivocada do povo.
  • E mostrar a insatisfação do povo diante das recentes manifestações.
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“O sujeito entrou no restaurante e serviu-se, armando um prato gigantesco. Começou a comer com rapidez, mas não era comer, era atropelar a comida com a fome de sete gerações bíblicas“.

Nesse trecho de uma crônica, os segmentos “Começou a comer” e “mas não era comer” mostram uma:

  • A incoerência;
  • B retificação;
  • C intensificação;
  • D redundância;
  • E ambiguidade.
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Problemas das grandes cidades

A urbanização se intensificou com a expansão das atividades industriais, fato que atraiu (e ainda atrai) milhões de pessoas para as cidades. Esse fenômeno provocou mudanças drásticas na natureza, desencadeando diversos problemas ambientais, como poluições, desmatamento, redução da biodiversidade, mudanças climáticas, produção de lixo e de esgoto, entre outros.

(Mundo Educação)

A urbanização se intensificou com a expansão das atividades industriais”. Com esse primeiro segmento do texto, o leitor recebe a informação de que

  • A a urbanização provocou a expansão das atividades industriais.
  • B as atividades industriais causaram um aumento da urbanização.
  • C a urbanização e as atividades industriais sofrem com os problemas ambientais.
  • D a atração de milhões de pessoas para as cidades provocou a urbanização.
  • E as atividades industriais, não a urbanização, causaram problemas ambientais.
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A ciência rigorosa
A vampirologia - não ria - acaba de perder um expoente. Morreu no sul da França o historiador romeno Radu Florescu, 88 anos, professor emérito do Boston College, nos EUA, e responsável por revelar a ligação entre o conde Drácula, personagem criado pelo escritor inglês Bram Stoker em 1897, e um monarca do século 15, o príncipe Vlad Tepes [pronuncia-se como te-pesh], que dominou a região da Valáquia, entre o Danúbio e os Cárpatos, perto da Transilvânia, na atual Romênia.
Em parceria com seu colega de cátedra, o americano Raymond T. McNally, Florescu foi autor, em 1972, do livro “Em Busca de Drácula", grande sucesso de vendas e que tornou Vlad quase tão famoso quanto o próprio conde. Um dos motivos era o fato de que, em seu apogeu, o príncipe mandou empalar cerca de 100 mil otomanos, quase devastando as matas da região com sua política de obrigar os inimigos a sentar-se sobre estacas pontiagudas.
O fato de Vlad gostar de sangue e ser também conhecido como Dracul - dragão ou, na intimidade, o diabo - foi suficiente para que Florescu e McNally explorassem a crença daquela região em vampiros e fizessem a conexão. Na verdade, não há uma linha no livro em que se prove essa identidade. O que há é uma argumentação que finge que se leva a sério, dá voltas em torno do assunto e sugere muito mais do que afirma. Infalível para convencer quem quer se deixar convencer.
Até então, Florescu era um homem austero, especialista em Leste europeu e autor de livros sérios, um deles sobre as relações diplomáticas anglo-turcas. O estouro de "Em Busca de Drácula" mudou sua vida. De repente - e até o fim - , ele passou a viver de palestras muito bem pagas em universidades, às quais comparecia usando uma capa de vampiro.
A história - como bem sabem os historiadores - já foi uma ciência mais rigorosa.
(Ruy Castro, Folha de São Paulo)

Assinale a opção que indica a frase em que o se exerce a função de indeterminador do sujeito.

  • A “pronuncia-se como te-pesh".
  • B “obrigar os inimigos a sentar-se sobre estacas pontiagudas".
  • C “uma argumentação que finge que se leva a sério".
  • D “Infalível para convencer quem quer se deixar convencer".
  • E “não há uma linha no livro em que se prove essa identidade".
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Texto 1 – A locomotiva desacelera
Desde a virada do século, a China cumpre o papel de locomotiva da economia mundial. Agora, porém, a locomotiva desacelera, talvez bruscamente, encerrando um longo ciclo que se caracterizou pelo boom das commodities e, ainda, por uma expansão acelerada das chamadas “economias emergentes”. Descortina-se uma nova paisagem econômica e geopolítica.
Sob o impacto da desaceleração chinesa, os “emergentes” enfrentam baixas taxas de crescimento ou, como nos casos extremos da Rússia e do Brasil, profundas recessões. Ao mesmo tempo, os fluxos de investimentos estrangeiros mudam de direção, trocando os “emergentes” pelos Estados Unidos. No longo “ciclo das commodities”, desenvolveu-se a tese de que os Brics constituiriam um polo econômico e político capaz de contrabalançar o poder dos Estados Unidos. Tal tese é uma vítima ilustre da transição global que está em curso. (Mundo, outubro de 2015)
“Sob o impacto da desaceleração chinesa, os ‘emergentes’ enfrentam baixas taxas de crescimento”; no caso desse segmento do texto 1, a relação lógica entre as frases é de:
  • A afirmação / explicação;
  • B fato / justificativa;
  • C causa / consequência;
  • D informação / justificativa;
  • E ação / finalidade.
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Fora de foco

Deve-se ao desenvolvimento de remédios e terapias, a partir de experimentos científicos em laboratórios com o uso de animais, parcela considerável do exponencial aumento da expectativa e da qualidade de vida em todo o mundo. É extensa a lista de doenças que, tidas como incuráveis até o início do século passado e que levavam à morte prematura ou provocavam sequelas irreversíveis, hoje podem ser combatidas com quase absoluta perspectiva de cura.
Embora, por óbvio, o homem ainda seja vítima de diversos tipos de moléstias para as quais a medicina ainda não encontrou lenitivos, a descoberta em alta escala de novos medicamentos, particularmente no último século, legou à Humanidade doses substanciais de fármacos, de tal forma que se tornou impensável viver sem eles à disposição em hospitais, clínicas e farmácias.
A legítima busca do homem por descobertas que o desassombrem do fantasma de doenças que podem ser combatidas com remédios e, em última instância, pelo aumento da expectativa de vida está na base da discussão sobre o emprego de animais em experimentos científicos. Usá-los ou não é um falso dilema, a começar pelo fato de que, se não todos, mas grande parte daqueles que combatem o emprego de cobaias em laboratórios em algum momento já se beneficiou da prescrição de medicamentos que não teriam sido desenvolvidos sem os experimentos nas salas de pesquisa.
É inegável que a opção pelo emprego de animais no desenvolvimento de fármacos implica uma discussão ética. Mas a questão não é se o homem deve ou não recorrer a cobaias; cientistas de todo o mundo, inclusive de países com pesquisas e indústria farmacêutica mais avançadas que o Brasil, são unânimes em considerar que a ciência ainda não pode prescindir totalmente dos testes com organismos vivos, em razão da impossibilidade de se reproduzir em laboratório toda a complexidade das cadeias de células. A discussão que cabe é em relação à escala do uso de animais, ou seja, até que ponto eles podem ser substituídos por meios de pesquisas artificiais, e que protocolo seguir para que, a eles recorrendo, lhes seja garantido o pressuposto da redução (ou mesmo eliminação) do sofrimento físico.

(O Globo, 21/11/2013)

“Usá-los ou não é um falso dilema, a começar pelo fato de que, se não todos, mas grande parte daqueles que combatem o emprego de cobaias em laboratórios em algum momento já se beneficiou da prescrição de medicamentos que não teriam sido desenvolvidos sem os experimentos nas salas de pesquisa”.

A partir desse segmento do texto, é correto inferir que
  • A os que combatem a experimentação animal deveriam negar- se a tomar medicamentos fabricados com ajuda desse processo.
  • B os medicamentos fabricados a partir de experiências com animais não deveriam ser prescritos para pessoas que combatem a experimentação.
  • C o fato de algumas pessoas tomarem medicamentos fabricados a partir de experimentação animal nada tem a ver com sua posição em relação a esse processo.
  • D o fato de combater-se o uso de cobaias em laboratórios implica a falência de toda a estrutura capitalista da fabricação de remédios.
  • E o combate ao emprego de animais em experiências na pesquisa de remédios reduz a expectativa de vida dos seres humanos.
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Texto 1 – Mandamentos do consumismo I

   A publicidade cerca-nos de todos os lados - na TV, nas ruas, nas revistas e nos jornais – e força-nos a ser mais consumidores que cidadãos. Hoje, tudo se reduz a uma questão de marketing. Uma empresa de alimentos geneticamente modificados pode comprometer a saúde de milhões de pessoas. Não tem a menor importância, se uma boa máquina publicitária for capaz de tornar a sua marca bem aceita entre os consumidores. Isso vale também para o refrigerante que descalcifica os ossos, corrói os dentes, engorda e cria dependência. Ao bebê-lo, um bando de jovens exultantes sugere que, no líquido borbulhante, encontra-se o elixir da suprema felicidade.

   A sociedade de consumo é religiosa às avessas. Quase não há clipe publicitário que deixe de valorizar um dos sete pecados capitais: soberba, inveja, ira, preguiça, avareza, gula e luxúria. Capital significa cabeça. Ensina meu confrade Tomás de Aquino (1225-1274) que são capitais os pecados que nos fazem perder a cabeça e dos quais derivam inúmeros males.

   A soberba faz-se presente na publicidade que exalta o ego, como o feliz proprietário de um carro de linhas arrojadas ou um portador de cartão de crédito que funciona como a chave capaz de abrir todas as portas do desejo. A inveja faz as crianças disputarem qual de suas famílias tem o melhor veículo. A ira caracteriza o nipônico quebrando o televisor por não ter adquirido algo de melhor qualidade. A preguiça está a um passo dessas sandálias que convidam a um passeio de lancha ou abrem as portas da fama com direito a uma confortável casa com piscina. A avareza reina em todas as poupanças e no estímulo aos prêmios de carnês. A gula, nos produtos alimentícios e nas lanchonetes que oferecem muito colesterol em sanduíches piramidais. A luxúria, na associação entre a mercadoria e as fantasias eróticas: a cerveja espumante identificada com mulheres que exibem seus corpos em reduzidos biquínis. (Frei Betto, 08/05/2011)

“A publicidade cerca-nos de todos os lados - na TV, nas ruas, nas revistas e nos jornais – e força-nos a ser mais consumidores que cidadãos”.

Se, em lugar do pronome “nós”, empregássemos o pronome “eles”, as formas sublinhadas deveriam ser substituídas, respectivamente, por:
  • A lhes/lhes;
  • B os/lhes;
  • C lhes/os;
  • D os/os;
  • E a eles/a eles.
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TEXTO 1 – QUASE HUMANOS
Superinteressante, edição 267-A



Nós, seres humanos, vivemos em sociedade. E, por definição de sociedade, cada um de nós coopera para a manutenção de uma mínima harmonia, sem a qual nossa espécie não sobreviveria. Não se trata de idealismo: vontades que nos poderiam colocar uns contra os outros são freadas por um estranho dispositivo: a empatia. Ela é a capacidade de nos colocarmos no lugar do próximo e nos sensibilizarmos com o sofrimento a que nossos atos possam levá-lo. Deixamos de prejudicar os outros, pois isso mesmo nos levaria a sofrer. E fazemos o bem, pois isso nos dá prazer.
Mas uma minoria da humanidade sobreviveu à evolução aleijada da empatia. São os psicopatas.
Eles são algo diferente dos humanos, embora dotados da mesma racionalidade que nos define como espécie. São seres mutilados da emoção e, por isso, incapazes de sentir pelos outros. Isso os levou a assumir o papel representado na ecologia por parasitas e predadores.


A primeira frase do texto 1 mostra: “Nós, seres humanos, vivemos em sociedade”. Sobre esse segmento a única afirmativa correta é:

  • A as vírgulas destacam o termo “seres humanos” por se tratar de um vocativo;
  • B o termo “seres humanos” é uma identificação indispensável do pronome “nós”;
  • C o enunciador do texto não se inclui na abrangência do pronome “nós”;
  • D o termo “em sociedade” indica o lugar onde vivem os seres humanos;
  • E a forma verbal “vivemos” está em concordância com o sujeito “seres humanos”.
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Texto 1 – Alterar o ECA independe da situação carcerária

(O Globo, Opinião, 23/06/2015)


Nas unidades de internação de menores infratores reproduzem-se as mesmas mazelas dos presídios para adultos: superpopulação, maus-tratos, desprezo por ações de educação, leniência com iniciativas que visem à correição, falhas graves nos procedimentos de reinclusão social etc. Um levantamento do Conselho Nacional do Ministério Público mostra que, em 17 estados, o número de internos nos centros para jovens delinquentes supera o total de vagas disponíveis; conservação e higiene são peças de ficção em 39% das unidades e, em 70% delas, não se separam os adolescentes pelo porte físico, porta aberta para a violência sexual.

Assim como os presídios, os centros não regeneram. Muitos são, de fato, e também a exemplo das carceragens para adultos, locais que pavimentam a entrada de réus primários no mundo da criminalidade. Esta é uma questão que precisa ser tratada no âmbito de uma reforma geral da política penitenciária, aí incluída a melhoria das condições das unidades socioeducativas para os menores de idade. Nunca, no entanto, como argumento para combater a adequação da legislação penal a uma realidade em que a violência juvenil se impõe cada vez mais como ameaça à segurança da sociedade. O raciocínio segundo o qual as más condições dos presídios desaconselham a redução da maioridade penal consagra, mais do que uma impropriedade, uma hipocrisia. Parte de um princípio correto – a necessidade de melhorar o sistema penitenciário do país, uma unanimidade – para uma conclusão que dele se dissocia: seria contraproducente enviar jovens delinquentes, supostamente ainda sem formação criminal consolidada, a presídios onde, ali sim, estariam expostos ao assédio das facções.

Falso. A realidade mostra que ações para melhorar as condições de detentos e internos são indistintamente inexistentes. A hipocrisia está em obscurecer que, se o sistema penitenciário tem problemas, a rede de “proteção” ao menor consagrada no Estatuto da Criança e do Adolescente também os tem. E numa dimensão que implica dar anteparo a jovens envolvidos em atos violentos, não raro crimes hediondos, cientes do que estão fazendo e de que, graças a uma legislação paternalista, estão a salvo de serem punidos pelas ações que praticam.

Preservar o paternalismo e a esquizofrenia do ECA equivale a ficar paralisado diante de um falso impasse. As condições dos presídios (bem como dos centros de internação) e a violência de jovens delinquentes são questões distintas, e pedem, cada uma em seu âmbito específico, soluções apropriadas. No caso da criminalidade juvenil, o correto é assegurar a redução do limite da inimputabilidade, sem prejuízo de melhorar o sistema penitenciário e a rede de instituições do ECA. Uma ação não invalida a outra. Na verdade, as duas são necessárias e imprescindíveis.

O segmento do texto 1 em que está ausente uma estrutura de base comparativa é:

  • A “Assim como os presídios, os centros não regeneram”;
  • B “As condições dos presídios (bem como dos centros de internação) e a violência de jovens delinquentes...”;
  • C “Nas unidades de internação de menores infratores reproduzem-se as mesmas mazelas dos presídios para adultos”;
  • D “...legislação penal a uma realidade em que a violência juvenil se impõe cada vez mais como ameaça à segurança da sociedade”;
  • E “...se o sistema penitenciário tem problemas, a rede de proteção ao menos consagrada no ECA também os tem”.
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Observe, agora, a charge 2 a seguir; comparando-se essa imagem com a da charge 1, a afirmativa adequada é:

  • A a bala à esquerda tem por alvo a Torre Eifell;
  • B a imagem da Torre Eifell transfere a França para os Estados Unidos;
  • C os lápis aqui representam as indústrias modernas;
  • D a Torre Eifell situa os atentados na cidade de Paris;
  • E as folhas de papel no meio da fumaça mostram a relatividade da arte
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