Resolver o Simulado Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) - Técnico - FGV - Nível Médio

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Matemática

1

Francisco estava devendo R$ 2.100,00 à operadora do cartão de crédito, que cobra taxa mensal de juros de 12%. No dia do vencimento pagou R$ 800,00 e prometeu não fazer nenhuma compra nova até liquidar com a dívida. No mês seguinte, no dia do vencimento da nova fatura pagou mais R$ 800,00 e, um mês depois, fez mais um pagamento terminando com a dívida. Sabendo que Francisco havia cumprido a promessa feita, o valor desse último pagamento, desprezando os centavos, foi de:

  • A R$ 708,00
  • B R$ 714,00
  • C R$ 720,00
  • D R$ 728,00
  • E R$ 734,00
2

Em um encontro de artistas, o cadastro dos participantes mostrou a distribuição das pessoas de acordo com sua área de atuação. Essa distribuição pode ser vista na tabela a seguir:



Estes dados podem ser representados em um gráfico de setores como o abaixo:

O ângulo central do setor que representa os artistas de Teatro mede, aproximadamente:

  • A 62 o ;
  • B 65o ;
  • C 68o ;
  • D 72o ;
  • E 75o .
3

Jonas, Rubens, Carlota e Marli estão sentados em quatro cadeiras em linha, numeradas da esquerda para a direita, de 1 a 4.

Paulo afirmou que “Rubens e Carlota estão sentados lado a lado" e que “Marli está sentada entre Rubens e Carlota".

As duas afirmativas de Paulo estão erradas. Além disso, é verdade que “Jonas não está sentado na cadeira 2".

Os que estão sentados nas cadeiras 1 e 3 são, respectivamente,

  • A Marli e Jonas.
  • B Rubens e Carlota.
  • C Jonas e Carlota.
  • D Rubens e Jonas.
  • E Carlota e Marli.
4

Após executar 60 tiros, Billy obteve 55% de acertos. Com mais 15 tiros, ele aumentou sua porcentagem de acertos para 56%. Desses últimos 15 tiros, Billy acertou:

  • A 3;
  • B 6;
  • C 9;
  • D 12;
  • E 15.
5

Considere  todos  os  números  naturais  desde  11  até  150.  Nesse  conjunto, a quantidade de números pares que não terminam em  zero é

  • A 54.
  • B 56.
  • C 58.
  • D 60.
  • E 62.
6

Andreia e Beatriz tinham exatamente a mesma altura. De lá para cá, Andreia cresceu 30% e Beatriz cresceu metade dos centímetros que Andreia cresceu. A altura de Andreia hoje é 1,82 m.

A diferença entre as alturas de Andreia e de Beatriz, em centímetros, é:

  • A 12
  • B 15
  • C 18
  • D 20
  • E 21
7

No número 35D8 o algarismo das dezenas (D) foi apagado. Entretanto sabe-se que esse número tem todos os algarismos diferentes e é divisível por 6.

O resto da divisão desse número por 7 é

  • A 0
  • B 1
  • C 2
  • D 3
  • E 4
8

Renato vende apenas peras e maçãs em sua barraca de feira. Certo dia, no início da manhã, ele tinha 200 frutas sendo que 40% eram peras.

Às 10h da manhã ele verificou que tinha vendido números iguais de peras e maçãs e que, nesse momento, a quantidade de maçãs restantes era igual a 5 vezes a quantidade de peras restantes.

O número de frutas que Renato vendeu, até as 10h da manhã, foi

  • A 70.
  • B 90.
  • C 100.
  • D 120.
  • E 140.
9

Sabe-se que o número 3x/4 - 2x/3 é um número inteiro.

Sobre o número x conclui-se que

  • A é um número par mas não necessariamente múltiplo de 3.
  • B é um múltiplo de 3 mas não necessariamente um número par.
  • C é negativo.
  • D é um múltiplo de 6.
  • E é um múltiplo de 4 mas não necessariamente um múltiplo de 6.
10

Carla faz doces caseiros de diversos sabores vendidos em potes de 1 litro e Dalva faz tortas, também de diversos tipos, mas todas com o mesmo tamanho. Carla vende cada pote de doce por R$24,00 e Dalva vende cada torta por R$36,00. Certa semana elas venderam 108 unidades dos seus produtos (total de potes e tortas) e Dalva arrecadou R$288,00 a mais que Carla.

O número de potes de doce que Carla vendeu foi:

  • A 36;
  • B 42;
  • C 48;
  • D 50;
  • E 60.

Geografia

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"Recentemente, todas as áreas do país conheceram um revigoramento do seu processo de urbanização, ainda que em níveis e form as diferentes, graças às diversas modalidades do impacto da modernização sobre o território. A situação anterior de cada região pesa sobre os processos recentes."
(Adaptado de SANTOS, M. e SILVEIRA, M. O Brasil: território e sociedade no início do século XXI. Rio de Janeiro: Record, 2001: 273)

Sobre a diferenciação regional da urbanização brasileira, a partir da Segunda Guerra Mundial, assinale a opção incorreta.
  • A Na Região Norte, a expansão da fronteira de povoamento efetuou-se em um contexto rural e a ocupação do território significou a diminuição do número de núcleos urbanos.
  • B Na Região Nordeste, o antigo povoamento, assentado sobre estruturas sociais arcaicas, acarretou o retardamento da evolução técnica e material e desacelerou o processo de urbanização.
  • C Na Região Centro-Oeste, onde não havia investimentos fixos que pudessem dificultar a implantação de inovações, o fenômeno da urbanização foi acelerado.
  • D Na Região Sudeste, a permanente renovação técnica ensejou uma divisão do trabalho cada vez mais ampliada e a aceleração do processo de urbanização.
  • E Na Região Sul, o fenômeno de urbanização ocorreu de forma mais acelerada nas áreas de incorporação tardia à civilização técnica.
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Em 2007-2008 ocorre a maior crise financeira mundial desde a Grande Depressão dos anos 30 do século XX. Trata-se de uma crise sistêmica, iniciada nos Estados Unidos. Com relação ao sistema financeiro mundial, analise as afirmativas a seguir.

I. Crises e recessões são a norma da história do capitalismo mundial. Estas ocorrem tanto em economias emergentes quanto em economias industrialmente avançadas.
II. Como os mercados financeiros são interligados, aumenta a transmissão de riscos entre eles. Uma crise em um desses centros pode atingir outros mercados financeiros.
III. Os paraísos fiscais são utilizados em esquemas de evasão fiscal e em operações consideradas ilegais por muitos países. Neles existe uma variedade de serviços à disposição de instituições e agentes bancários e financeiros que operam em escala global.
Assinale:

  • A se somente a afirmativa I estiver correta.
  • B se somente a afirmativa III estiver correta.
  • C se somente as afirmativas I e II estiverem corretas.
  • D se somente as afirmativas II e III estiverem corretas.
  • E se todos as afirmativas estiverem corretas.
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O território brasileiro situa-se em sua quase totalidade nos segmentos das baixas latitudes. É atravessado pela linha do Equador e pelo Trópico de Capricórnio, indicando que as marcas da tropicalidade se manifestam em quase todo o espaço nacional.
Sobre as características do ambiente tropical e seu papel no espaço geográfico brasileiro, assinale a opção correta.

  • A As diferenças sazonais marcadas pelo regime de chuvas ocorrem em uma pequena porção do território brasileiro.
  • B A vegetação arbórea só aparece onde a temperatura média do verão atinge 10º C e a amplitude térmica é elevada.
  • C A circulação atmosférica controlada pela Zona de Convergência Intertropical afeta apenas o extremo norte do território brasileiro.
  • D As baixas amplitudes térmicas anuais são registradas desde o extremo norte até, aproximadamente, 20º de latitude sul.
  • E A fraca intensidade da radiação solar produz temperaturas médias baixas e baixos índices pluviométricos.
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Os deslizamentos nas encostas, como os ocorridos na região norte de Santa Catarina na primeira quinzena de junho de 2014, destacam-se como uma das principais formas e processos de movimentos de massa. Os movimentos de massa mais importantes e bastante comuns nas áreas urbanas de encostas do Sudeste e Sul do Brasil são:

  • A as Corridas (ou fluxos), que se caracterizam por movimentos lentos; os materiais se comportam como fluidos de alta viscosidade. Estão geralmente associados à baixa concentração dos fluxos de água superficiais em algum ponto da encosta;
  • B os Escorregamentos, que se caracterizam por movimentos rápidos, de curta duração, com plano de ruptura bem definido; são classificados como rotacionais (slumps) ou translacionais;
  • C as Quedas de blocos, que se caracterizam por movimentos rápidos de blocos caindo pela ação da gravidade na presença de uma superfície bem definida de deslizamentos, indiferente aos processos de intemperismo físico e químico;
  • D os Rastejos, que se caracterizam por movimentos muito rápidos e por uma alta complexidade dos processos de transporte de materiais;
  • E as Avalanches de detritos, que se caracterizam por movimentos lentos de solo e rocha de regiões montanhosas úmidas.
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A Terceira Revolução Industrial, conhecida como revolução tecnocientífica e informacional, iniciada nas últimas décadas do século XX, impôs ao mundo novas técnicas, novas maneiras de produzir e novos produtos. Uma das principais características desse novo contexto foi o crescente desenvolvimento de empresas de alta tecnologia, cujas inovações permitiram que elas se libertassem das restrições locacionais tradicionais.
Assinale a opção que indica o fator locacional que atua, de modo decisivo, na estratégia de localização das empresas de alta tecnologia.

  • A A concentração de mercado consumidor.
  • B A presença de mão de obra de menor custo.
  • C A proximidade com as fontes de matérias primas.
  • D A legislação ambiental mais rigorosa.
  • E A qualidade da infraestrutura educacional e cultural.
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As crianças possuem uma percepção inata das relações de proporção e localização. O trabalho dos docentes deve desenvolver a percepção natural das crianças desde os anos inicias di Ensino Fundamental. Daí a importância de estimular a confecção de desenhos por parte dos alunos. Para isso, o professor propõe a uma turma do 3º ano do Ensino Fundamental a seguinte atividade: desenhar a sala de aula vista de cima, ou seja, a partir do ponto de vista vertical.
O docente pretende, com essa atividade, introduzir o conteúdo de

  • A legenda.
  • B curva de nível.
  • C projeção cartográfica.
  • D coordenadas cartográficas.
  • E representação cartográfica.
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A Amazônia brasileira é uma região de grande importância para o país em função de
I. apresentar maior número de representantes no Senado.
II. registrar a maior concentração industrial do país.
III. possuir uma floresta com enorme biodiversidade.
Assinale:

  • A se apenas a afirmativa I estiver correta.
  • B se apenas a afirmativa II estiver correta.
  • C se apenas a afirmativa III estiver correta.
  • D se apenas as afirmativas I e III estiverem corretas.
  • E se todas as afirmativas estiverem corretas.
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Para a maioria dos historiadores da geografia, Alexander Von Humboldt é considerado o primeiro a, verdadeiramente, estabelecer as novas regras do pensamento geográfico moderno.
(Gomes, Paulo Cesar da Costa. Geografia e Modernidade. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1996.)

Com relação à obra de Humboldt, analise as afirmativas a seguir.

I. Humboldt retomou a observação direta e a descrição detalhada dos naturalistas e juntou a elas uma preocupação permanente de proceder a comparações gerais e evolutivas.
II. Cada observação de Humboldt era analisada separadamente e em seguida recolocada em conexão com as outras, a fim de resgatar uma verdadeira cadeia explicativa.
III. O olhar de Humboldt tinha por objeto os elementos mais variados do meio físico, mas não se limitava a eles, observava também os elementos sociais.
Assinale:

  • A se somente a afirmativa I está correta.
  • B se somente a afirmativa II está correta.
  • C se somente as afirmativas I e II estão corretas.
  • D se somente as afirmativas II e III estão corretas.
  • E se todas as afirmativas estão corretas.
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A cidade de Florianópolis é constituída, geologicamente, por duas formações básicas: os terrenos rochosos, chamados cristalinos, e os terrenos sedimentares de formação recente. As rochas cristalinas estão no embasamento Cristalino ou Escudo Catarinense que ocorre em toda a borda leste do estado de Santa Catarina. Os terrenos sedimentares estão em áreas baixas e planas com a cobertura sedimentar Quaternária onde são denominadas “Planícies Costeiras”. Nessas formações podem ser encontrados um ou mais tipos de rochas, a saber, ígneas, metamórficas ou sedimentares. Sobre esses tipos de rochas, é correto afirmar que:

  • A as rochas ígneas formam-se pela cristalização do magma, uma massa de rocha fundida que se origina em profundidade na crosta e no interior. Podem ser do tipo intrusiva e extrusiva. Elas se distinguem pela textura, composição mineralógica e química;
  • B as rochas sedimentares foram uma vez sedimentos e, por isso, são o registro das condições da superfície terrestre da época e do lugar onde eles foram depositados. O intemperismo e a erosão são processos que pouco influem no estágio sedimentar, predominando o processo de deposição;
  • C as rochas metamórficas são produzidas quando as altas temperaturas e as baixas pressões do interior da Terra atuam em qualquer tipo de rocha para mudar sua textura, mineralogia, composição química e sua forma e condição sólida;
  • D as rochas ígneas e metamórficas apresentam o mesmo processo de formação e estão localizadas nas bordas dos continentes que sofreram intensa orogenia. A textura, a composição mineralógica e química são afetadas pela temperatura e pressão;
  • E as rochas sedimentares são formadas a partir de sedimentos, encontrados na superfície terrestre como camadas de partículas soltas. Essas partículas se formam a grandes profundidades à medida que as rochas vão sendo transformadas e sedimentadas.
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As bacias hidrográficas situadas nas escarpas costeiras do sul do Brasil apresentam frequentemente canais de pequeno porte contendo elevada quantidade de seixos, blocos e matacões ao longo de seus leitos. Esses materiais são indicadores de processos geomorfológicos relacionados com:

  • A fluxos de base de elevada vazão, que deslocam por arrasto e vão arredondando sedimentos grosseiros, areia e argila;
  • B fluxos de chuva de reduzida vazão, que deslocam continuamente por saltação seixos, blocos e matacões;
  • C formações de ravinas tributárias aos canais, que deslocam por saltação e arrasto os seixos, blocos e matacões;
  • D movimentos de massa laterais aos canais que trazem sedimentos, com posterior remoção da fração terra fina;
  • E ativações de falhas normais, transcorrentes ou inversas que soerguem o continente e geram depósitos grosseiros.

Português

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Texto I
A maçã não tem culpa

Pela lenda judaico-cristã, o homem nasceu em inocência. Mas a perdeu quando quis conhecer o bem e o mal. Há uma distorção generalizada considerando que o pecado original foi um ato sexual, e a maçã ficou sendo um símbolo de sexo.
Quando ocorreu o episódio narrado na Bíblia, Adão e Eva já tinham filhos pelos métodos que adotamos até hoje. Não usaram proveta nem recorreram à sapiência técnica e científica do ex-doutor Abdelmassih. Numa palavra, procederam dentro do princípio estabelecido pelo próprio Senhor: “Crescei e multiplicaivos". O pecado foi cometido quando não se submeteram à condição humana e tentaram ser iguais a Deus, conhecendo o bem e o mal. A folha de parreira foi a primeira escamoteação da raça humana.
Criado diretamente por Deus ou evoluído do macaco, como Darwin sugeriu, o homem teria sido feito para viver num paraíso, em permanente estado de graça. Nas religiões orientais, creio eu, mesmo sem ser entendido no assunto (confesso que não sou entendido em nenhum assunto), o homem, criado ou evoluído, ainda vive numa fase anterior ao pecado dito original.
Na medida em que se interioriza pela meditação, deixando a barba crescer ou tomando banho no Ganges, o homem busca a si mesmo dentro do universo físico e espiritual. Quando atinge o nirvana, lendo a obra completa do meu amigo Paulo Coelho, ele vive uma situação de felicidade, num paraíso possível. Adão e Eva, com sua imensa prole, poderiam ter continuado no Éden se não tivessem cometido o pecado. A maçã de Steve Jobs não tem nada a ver com isso.
Repito: o pecado original não foi o sexo, o ato do sexo, prescrito pelo próprio latifundiário, dono de todas as terras e de todos os mares. A responsabilidade pelo pecado foi a soberba do homem em ter uma sabedoria igual à de seu Criador.

(Carlos Heitor Cony, Folha de São Paulo)

Assinale a opção que indica a frase que se apresenta na voz passiva.

  • A “Na medida em que se interioriza.”
  • B “o pecado original foi um ato sexual”.
  • C “mesmo sem ser entendido no assunto”.
  • D “não sou entendido em nenhum assunto”.
  • E “o homem teria sido feito para viver num paraíso”.
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Texto 5 – “Dona Custódia não tinha ar de empregada: era uma velha mirrada, muito bem arranjadinha, mangas compridas, cabelos em bandó num vago ar de camafeu – usava mesmo um fechando-lhe o vestido ao pescoço. Mas via-se que era humilde e além do mais impunha dentro de casa certo ar de discrição e respeito...”. (Fernando Sabino)

“...mas via-se que era humilde”; o mesmo valor do vocábulo SE aparece na frase seguinte:

  • A ela se considerava pessoa de respeito;
  • B eles não se viam há longo tempo;
  • C precisava-se de mais tempo para a avaliação;
  • D entregou-se a foto solicitada;
  • E vive-se bem na região Sul.
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A EDUCAÇÃO NO TRÂNSITO


A comunicação é uma arma poderosa na batalha cotidiana pela queda dos números de acidentes, servindo ao mesmo tempo como instrumento de educação e conscientização. Campanhas de mobilização pelo uso de cinto de segurança, das práticas positivas na direção, da não utilização de bebidas alcoólicas ao dirigir, do uso da faixa de pedestres, entre outras, são comprovadamente eficientes. É crescente a preocupação com o ensino dos princípios básicos do trânsito desde a infância e ele pode acontecer no espaço escolar, com aulas específicas, ou também nos ambientes especialmente desenvolvidos para o público infantil nos departamentos de trânsito. Com a chegada do Código Brasileiro de Trânsito (CBT), em 1998, os condutores imprudentes passaram a frequentar aulas de reciclagem, com o propósito de reeducação.
Como se vê, alguma coisa já vem sendo feita para reduzir o problema. Mas há muito mais a fazer. A experiência mundial mostra que as campanhas para alertar e convencer a população, de forma periódica, da necessidade de obedecer regras básicas de trânsito, não são suficientes para frear veículos em alta velocidade e evitar infrações nos semáforos. O bolso, nessas horas, ajuda a persuadir condutores e transeuntes a andar na linha. A Capital Federal é um exemplo de casamento bem- sucedido entre comunicação de massa e fiscalização. Um conjunto de ações foi responsável por significativa queda no número de vítimas fatais do trânsito na cidade. O governo local, a partir da década de 1990, adotou uma série de medidas preventivas. Foram veiculadas campanhas de conscientização, foi adotado o controle eletrônico de velocidade e foi implementado o respeito às faixas de pedestres. Essas providências, associadas a promulgação do novo Código de Trânsito, levaram a uma expressiva redução nos índices de mortalidade por 10 mil veículos em Brasília - de 14,9 em 1995 para 6,4 em 2002. Nesse período, apesar do crescimento da frota de 436 mil para 469 mil veículos, o número de mortes por ano caiu de 652 em 1995 para 444 em 2002.
Foi um processo polêmico. O governo foi acusado de estar encabeçando uma indústria de multas, devido ao grande número de notificações aplicadas. Reclamações à parte, o saldo das ações se apresentou bastante positivo. Recentemente as estatísticas mostram que o problema voltou a se agravar. O número de vítimas fatais de acidentes no trânsito passou de 444 em 2002 para 512 em 2003. Pesquisas do DETRAN apontam que um dos principais motivos desse aumento e o uso de álcool por motoristas.

(Pedro Ivo Alcantara. www.ipea.gov.br)



"Reclamações à parte, o saldo das ações se apresentou bastante positivo".

Assinale a alternativa que apresenta uma outra forma de expressar-se a ideia contida no segmento sublinhado que altera o sentido do texto.

  • A "Apesar das reclamações".
  • B "Ainda que com reclamações".
  • C "Malgrado as reclamações".
  • D "Mesmo com reclamações".
  • E "Por causa das reclamações”.
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Derrota da Censura

A decisão da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara de aprovar em caráter conclusivo o projeto que autoriza a divulgação de imagens, escritos e informações biográficas de pessoas públicas pode ser um marco na história da liberdade de expressão no país.
Até agora, o Brasil vem caminhando no obscurantismo no tocante à publicação ou filmagem de biografias. O artigo 20 do Código Civil bate de frente com a Constituição, que veta a censura. Só informações avalizadas pelo biografado ou pela sua família podem ser mostradas. É o império da chapa branca, cravado numa sociedade que caminha para o pluralismo, a transparência, a troca de opiniões.
O brasileiro vê estupefato uma biografia de Roberto Carlos sendo recolhida e queimada; biografias de Guimarães Rosa e Raul Seixas sendo proibidas de circular; inúmeros filmes vetados por famílias que se julgam no direito de determinar o que pode ou não pode ser dito sobre qualquer pessoa. Exatamente o que os generais acreditavam poder fazer em relação a jornais, rádios e televisão.
[....] O projeto aprovado na CCJ abre caminho para que a sociedade seja amplamente informada sobre seus homens públicos, seus políticos, seus artistas, não apenas através de denúncias, mas também de interpretações. O livro publicado sobre Roberto Carlos era laudatório; o mesmo acontecia com o documentário de Glauber Rocha, também proibido, sobre Di Cavalcanti.
[....] A alteração votada abre um leque extraordinário ao desenvolvimento da produção cultural neste país. Mais livros serão escritos, mais filmes serão realizados, mais trajetórias políticas e artísticas serão debatidas.


(Nelson HoineffO Globo, 11/04/2013)

O último parágrafo do texto mostra

  • A o progresso que foi desprezado pela nova lei.
  • B as decorrências benéficas das ideias do novo projeto.
  • C uma ironia sobre as boas novas que o país despreza.
  • D um alerta sobre os prejuízos da censura.
  • E um elogio às biografias e filmes já realizados.
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Texto 2

Se as mulheres enfrentam dupla jornada de trabalho, a forma eficiente de resolver o problema é por meio de mudanças culturais que tornem os homens mais ativos nos afazeres domésticos e por meio de boas creches e escolas que deixem as mães mais tranquilas com o cuidado dos filhos.
Não parece apropriada a ideia de que um problema de equidade do mercado de trabalho seja resolvido por uma saída antecipada deste mesmo mercado, mas, sim, por uma política efetiva de promoção de igualdade laboral entre homens e mulheres.
Alguém pode argumentar que mudanças culturais são difíceis de concretizar. São, mas não impossíveis. O leitor com mais de 40 anos deve se recordar que muitos consideravam os cintos de
segurança como meros acessórios dos carros e que o cigarro reinava em propagandas, restaurantes, aviões e salas de aula das universidades.

Defendendo a ideia de que mudanças culturais são possíveis, o autor do texto 2 apela, no último parágrafo, para

  • A um testemunho de autoridade.
  • B uma estratégia de atemorização do leitor.
  • C uma comparação entre elementos distintos.
  • D um meio de sensibilizar sentimentalmente o leitor.
  • E um processo de manipulação desonesta de dados.
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Fora de foco

Deve-se ao desenvolvimento de remédios e terapias, a partir de experimentos científicos em laboratórios com o uso de animais, parcela considerável do exponencial aumento da expectativa e da qualidade de vida em todo o mundo. É extensa a lista de doenças que, tidas como incuráveis até o início do século passado e que levavam à morte prematura ou provocavam sequelas irreversíveis, hoje podem ser combatidas com quase absoluta perspectiva de cura.
Embora, por óbvio, o homem ainda seja vítima de diversos tipos de moléstias para as quais a medicina ainda não encontrou lenitivos, a descoberta em alta escala de novos medicamentos, particularmente no último século, legou à Humanidade doses substanciais de fármacos, de tal forma que se tornou impensável viver sem eles à disposição em hospitais, clínicas e farmácias.
A legítima busca do homem por descobertas que o desassombrem do fantasma de doenças que podem ser combatidas com remédios e, em última instância, pelo aumento da expectativa de vida está na base da discussão sobre o emprego de animais em experimentos científicos. Usá-los ou não é um falso dilema, a começar pelo fato de que, se não todos, mas grande parte daqueles que combatem o emprego de cobaias em laboratórios em algum momento já se beneficiou da prescrição de medicamentos que não teriam sido desenvolvidos sem os experimentos nas salas de pesquisa.
É inegável que a opção pelo emprego de animais no desenvolvimento de fármacos implica uma discussão ética. Mas a questão não é se o homem deve ou não recorrer a cobaias; cientistas de todo o mundo, inclusive de países com pesquisas e indústria farmacêutica mais avançadas que o Brasil, são unânimes em considerar que a ciência ainda não pode prescindir totalmente dos testes com organismos vivos, em razão da impossibilidade de se reproduzir em laboratório toda a complexidade das cadeias de células. A discussão que cabe é em relação à escala do uso de animais, ou seja, até que ponto eles podem ser substituídos por meios de pesquisas artificiais, e que protocolo seguir para que, a eles recorrendo, lhes seja garantido o pressuposto da redução (ou mesmo eliminação) do sofrimento físico.

(O Globo, 21/11/2013)

“A legítima busca do homem por descobertas que o desassombrem do fantasma de doenças que podem ser combatidas com remédios e, em última instância, pelo aumento da expectativa de vida está na base da discussão sobre o emprego de animais em experimentos científicos”.

Nesse período, quanto à sua estruturação sintática, é correto afirmar que
  • A é composto por cinco orações.
  • B é composto por três orações.
  • C é composto por orações coordenadas e subordinadas.
  • D o período apresenta uma oração reduzida de infinitivo.
  • E a primeira oração do período apresenta elipse de verbo.
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O real poder da ciência

Desde que se conhece por gente, a espécie humana busca explicações para o mundo ao seu redor. Durante boa parte dessa história, elas foram simplistas - bastava atribuir ao incompreendido a mão invisível de um criador supremo, e tudo estava resolvido.
O advento da ciência mudou esse cenário. Os fenômenos naturais passaram a ser tratados como tais, e os mistérios do cosmo começaram a ser revelados por meio da razão e da linguagem universal da matemática.
Como seria de se esperar, as respostas que a ciência traz sobre a vida, o Universo e tudo mais são bem mais intrincadas que as dadas outrora pelos caminhos da fé. Para serem compreendidas, elas dependem da alfabetização científica, e por essa razão até hoje há muitos que preferem repudiá-las, em favor de uma visão puramente mística do mundo.
Convenhamos: não é mais possível hoje a qualquer pessoa educada repudiar a evolução das espécies pela seleção natural ou as transformações do Universo desde um estado muito quente, denso e compactado, quase 14 bilhões de anos atrás. Para alguns, até hoje, aceitar esses fatos equivale a uma agressão ao pensamento religioso. Nada poderia estar mais longe da verdade.
A ciência é, indisputavelmente, o melhor instrumento para a compreensão do Universo. É a única forma de conhecimento que fornece o poder da previsibilidade e da intervenção sobre as forças da natureza. Apesar disso, ela não é onipotente. Ao usar a ciência para estudar a natureza, o ser humano acaba chegando a mistérios de outra ordem, cuja explicação com toda probabilidade está fora do alcance do método científico.
Ou seja: ao explorar cientificamente o mundo, nós aprofundamos nossa relação com o desconhecido, em vez de destruí-la.

(SUPERINTERESSANTE, edição 324-A)

A palavra abaixo que é escrita obrigatoriamente com acento por não existir uma palavra correspondente sem acento é:

  • A história
  • B nós
  • C científico
  • D até
  • E única
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Assinale a opção em que o pronome "o" funciona como aposto.

  • A Aquele livro, mandei-o ler.
  • B Ela é o que é.
  • C Desconheço o que penso.
  • D Saiu, o que deixou a namorada aborrecida.
  • E Esse documento, quem já o assinou?
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Texto 4 – Uma ideia simples

Todos os candidatos prometem crescimento e austeridade. Entre os chavões mais batidos vem sempre a reforma tributária, tema complexo, chato mesmo, acaba sempre em parolagem. Promete-se a simplificação das leis que regulam os tributos, e a cada ano eles ficam mais complicados. Uma coletânea da legislação brasileira pesa seis toneladas. Aqui vai uma contribuição, que foi trazida pelo Instituto Endeavor. Relaciona-se com o regime de cobrança de impostos de pequenas empresas, aquelas que faturam até R$ 3,6 milhões por ano (R$ 300 mil por mês). É o Simples – pode-se estimar que ele facilita a vida de algo como 3 milhões de empresas ativas.

Texto 4 – Uma ideia simples


Elio Gaspari, Folha de São Paulo, 27/8/2014


Todos os candidatos prometem crescimento e austeridade. Entre os chavões mais batidos vem sempre a reforma tributária, tema complexo, chato mesmo, acaba sempre em parolagem. Promete - se a simplificação das leis que regulam os tributos, e a cada ano eles ficam mais complicados. Uma coletânea da legislação brasileira pesa seis toneladas. Aqui vai uma contribuição, que foi trazida pelo Instituto Endeavor. Relaciona-se com o regime de cobrança de impostos de pequenas empresas, aquelas que faturam até R$ 3,6 milhões por ano (R$ 300 mil por mês). É o Simples – pode-se estimar que ele facilita a vida de algo como 3 milhões de empresas ativas.

Sobre a variedade de linguagem mostrada no texto 4, afirma-se corretamente que ela pertence à linguagem:

  • A formal, com exemplos de coloquialismo;
  • B informal, com inserções de gíria;
  • C regional, com traços de formalidade;
  • D popular, com falhas gramaticais;
  • E culta, com marcas de erudição.
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Texto 2

Assim que pisa em solo estrangeiro, todo turista logo é descoberto. Suas roupas, seus gestos, e, principalmente, sua fala e sotaque revelam. Só poucos minutos de convivência com os nativos e o estrangeiro é abordado e questionado: “De onde vem? Onde nasceu? O que veio fazer aqui?".
Essa recepção é tão usual que qualquer curso de línguas inclui em suas primeiras aulas um treino de perguntas e respostas dessa conversa entre estrangeiros chegando a um país e os locais.
Nós, brasileiros, conhecemos bem esta história. O brasileiro que viaja ao exterior está acostumado a ouvir: “É brasileiro? Gosto muito dos brasileiros! Vejo um brasileiro e lembro do samba, do Carnaval, e do futebol. Que coisa linda!".
Com orgulho, o brasileiro sorri e confirma: “Sim, sou brasileiro!". E esse diálogo abre as portas lá fora, rendendo diversas perguntas sobre futebol, carnaval e samba, e abrindo chance para bons relacionamentos com os locais.
Por outro lado, esta mesma conversa no exterior é tão repetida que incomoda muitos de nós. Entre os turistas que se sentem assim, é consenso que a visão do Brasil pelo estrangeiro como o país do Carnaval, samba e futebol é muito pequena (e até ofensiva) para um país grande e diverso.
O fato é que, agradando ou incomodando, sabemos que a identidade do brasileiro é inevitavelmente ligada a esta trinca. E isto não é tão mau assim. Se os estrangeiros tocam neste assunto é porque pensam em um mar de emoções positivas. Felicidade, descontração, relaxamento, enfim, tudo o que um ser humano sonha de bom para a vida.
Não é para menos que, ao nos conhecer, muitos se abrem em um grande sorriso, e procuram prolongar ao máximo a conversa com um brasileiro na tentativa de se manter alegres. Nossa identidade é invejada e desejada por qualquer estrangeiro!

(Comportamento, julho de 2014)

“Essa recepção é tão usual que qualquer curso de línguas inclui em suas primeiras aulas um treino de perguntas e respostas dessa conversa entre estrangeiros chegando a um país e os locais”.

Sobre esse segmento do texto, assinale a afirmativa correta.
  • A o termo “essa recepção” se refere a algo que vai ser explicado a seguir.
  • B a oração iniciada por “que” indica uma consequência da oração anterior.
  • C o termo “os locais” se refere a outros locais do país.
  • D o segmento “qualquer curso de línguas” equivale a “um curso de línguas qualquer”.
  • E o termo “os locais” deveria estar precedido também da preposição “a”: “e aos locais”.
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