Resolver o Simulado FGV - Nível Médio

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Geografia

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O encerramento da Guerra Fria, com a simbólica queda do Mudo de Berlim, em 1989, forjou novas representações geopolíticas e acentuou a manifestação das novas ideologias.
Com relação à afirmativa acima, assinale a opção correta.
  • A A economia capitalista internacional passa a estruturar-se em torno do Sistema de Bretton Woods, que estabelece paridades fixas entre o dólar e o ouro.
  • B Os lideres nacionalistas de alguns países como a Iugoslávia, Egito e Indonésia criam o Movimento dos Países Não- Alinhados.
  • C O conflito Leste-Oeste se acirra e intensifica-se a cisão Norte- Sul com os movimentos de descolonização afro-asiáticas.
  • D A ideologia neoliberal favorece os investimentos externos, importantes para o crescimento das economias do leste e sudeste da Ásia e da América Latina.
  • E A hegemonia política das idéias nacionalistas desenvolvimentistas, que defendem uma maior interferência do Estado na economia.
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A ocupação e a exploração da região norte, durante a 1ª metade do século XX, pode ser explicada pelo grande fluxo de mão de obra migrante. Entre 1939 e 1945, com o Brasil envolvido, direta ou indiretamente, na II Guerra Mundial, ocorreu um forte afluxo de migrantes para a região norte, devido à necessidade da ampliação da extração de borracha.

Em relação aos migrantes responsáveis pelo desenvolvimento da produção da borracha, é correto afirmar que:

  • A os gaúchos formaram a grande maioria dos migrantes da região norte;
  • B os paulistas buscaram um novo eldorado com a ocupação da região norte;
  • C a presença de nordestinos foi a marca desse processo em função da seca no nordeste;
  • D os catarinenses em busca de terras baratas formaram o grupo majoritário;
  • E a população mestiça prevaleceu, oriunda da região centro-oeste.
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As projeções cartográficas são soluções para transformar a superfície esférica da Terra em um desenho plano. Essas transformações sempre geram algum tipo de distorção. O mapa a seguir, utiliza a projeção azimutal.



Sobre a projeção azimutal, analise as afirmativas a seguir.

I. A projeção azimutal conserva as formas e a proporção das áreas.
II. A projeção azimutal apresenta distorções mais acentuadas no centro do mapa.
III. A projeção azimutal preserva as direções verdadeiras a partir do ponto central do mapa.
Assinale:

  • A se somente a afirmativa I estiver correta.
  • B se somente a afirmativa II estiver correta.
  • C se somente a afirmativa III estiver correta.
  • D se somente as afirmativas I e II estiverem corretas.
  • E se somente as afirmativas II e III estiverem corretas.
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“O lixo eletroeletrônico é mais um desafio que se soma aos problemas ambientais da atualidade. O consumidor raramente avalia as consequências do consumo crescente desses produtos, preocupando-se em satisfazer suas necessidades.”
(http://cienciahoje.uol.com.br/revista-ch/2014/314/lixo-eletroeletronico)

Com relação aos problemas, do ponto de vista ambiental, causados pela produção cada vez maior e mais rápida de novos eletroeletrônicos, analise as afirmativas a seguir.
I. O consumo de recursos naturais para fabricação desses produtos é superior ao de produtos como carro e geladeira, uma vez que o produto final equivale a uma ínfima parte dos insumos utilizados.
II. A ação de fatores climáticos (calor, frio, chuva, vento) e de microrganismos sobre o lixo eletroeletrônico leva à liberação de elementos e compostos tóxicos nas águas naturais, na atmosfera e no solo.
III. Em aterros sanitários, o lixo eletroeletrônico é fonte de liberação (por reações químicas) de metais tóxicos e de retardantes de chama, que se acumulam na cadeia alimentar, causando danos à saúde dos seres vivos atingidos.

Assinale:
  • A se somente a afirmativa I estiver correta.
  • B se somente a afirmativa II estiver correta.
  • C se somente a afirmativa III estiver correta.
  • D se somente as afirmativas I e II estiverem corretas.
  • E se todas as afirmativas estiverem corretas.
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As isotermas, linhas de igual valor de temperatura, foram utilizadas por Alexander von Humboldt, no século XIX, para representar, cartograficamente, elementos climáticos. Trata-se de uma das utilizações pioneiras do método isarítmico de representação cartográfica. Sobre o método isarítmico de representação cartográfica e sua utilização, assinale a opção correta.

  • A É empregado para representar fenômenos que não podem ser quantificados.
  • B É utilizado apenas para representar fenômenos ordenados em uma sequência temporal.
  • C É recomendado para representar o deslocamento de um fenômeno descontínuo e pontual.
  • D É adequado para representar o grau e o tipo de interação espacial entre os lugares.
  • E É ideal para representar fenômenos contínuos a partir de medidas obtidas de forma descontínua.
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"Recentemente, todas as áreas do país conheceram um revigoramento do seu processo de urbanização, ainda que em níveis e form as diferentes, graças às diversas modalidades do impacto da modernização sobre o território. A situação anterior de cada região pesa sobre os processos recentes."
(Adaptado de SANTOS, M. e SILVEIRA, M. O Brasil: território e sociedade no início do século XXI. Rio de Janeiro: Record, 2001: 273)

Sobre a diferenciação regional da urbanização brasileira, a partir da Segunda Guerra Mundial, assinale a opção incorreta.
  • A Na Região Norte, a expansão da fronteira de povoamento efetuou-se em um contexto rural e a ocupação do território significou a diminuição do número de núcleos urbanos.
  • B Na Região Nordeste, o antigo povoamento, assentado sobre estruturas sociais arcaicas, acarretou o retardamento da evolução técnica e material e desacelerou o processo de urbanização.
  • C Na Região Centro-Oeste, onde não havia investimentos fixos que pudessem dificultar a implantação de inovações, o fenômeno da urbanização foi acelerado.
  • D Na Região Sudeste, a permanente renovação técnica ensejou uma divisão do trabalho cada vez mais ampliada e a aceleração do processo de urbanização.
  • E Na Região Sul, o fenômeno de urbanização ocorreu de forma mais acelerada nas áreas de incorporação tardia à civilização técnica.
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As crianças possuem uma percepção inata das relações de proporção e localização. O trabalho dos docentes deve desenvolver a percepção natural das crianças desde os anos inicias di Ensino Fundamental. Daí a importância de estimular a confecção de desenhos por parte dos alunos. Para isso, o professor propõe a uma turma do 3º ano do Ensino Fundamental a seguinte atividade: desenhar a sala de aula vista de cima, ou seja, a partir do ponto de vista vertical.
O docente pretende, com essa atividade, introduzir o conteúdo de

  • A legenda.
  • B curva de nível.
  • C projeção cartográfica.
  • D coordenadas cartográficas.
  • E representação cartográfica.
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Em 2007-2008 ocorre a maior crise financeira mundial desde a Grande Depressão dos anos 30 do século XX. Trata-se de uma crise sistêmica, iniciada nos Estados Unidos. Com relação ao sistema financeiro mundial, analise as afirmativas a seguir.

I. Crises e recessões são a norma da história do capitalismo mundial. Estas ocorrem tanto em economias emergentes quanto em economias industrialmente avançadas.
II. Como os mercados financeiros são interligados, aumenta a transmissão de riscos entre eles. Uma crise em um desses centros pode atingir outros mercados financeiros.
III. Os paraísos fiscais são utilizados em esquemas de evasão fiscal e em operações consideradas ilegais por muitos países. Neles existe uma variedade de serviços à disposição de instituições e agentes bancários e financeiros que operam em escala global.
Assinale:

  • A se somente a afirmativa I estiver correta.
  • B se somente a afirmativa III estiver correta.
  • C se somente as afirmativas I e II estiverem corretas.
  • D se somente as afirmativas II e III estiverem corretas.
  • E se todos as afirmativas estiverem corretas.
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A partir do final do século XIX, a invenção do pneu e a popularização do automóvel tornaram a borracha um produto de grande valor e de grande procura pelas indústrias.
No início do século XX, metade da borracha consumida no mundo saía da Amazônia e, logo, o extrativismo do látex tornou-se o motor do processo de organização do espaço na região ao estimular

  • A a construção de rodovias, que integraram a região amazônica ao restante do país.
  • B os investimentos em construção de usinas hidrelétricas, para atender à demanda de energia.
  • C a construção dos portos de Belém e de Manaus, para exportar a produção de borracha.
  • D a incorporação de Rondônia ao território brasileiro e a fundação da cidade Porto Velho.
  • E a instalação de indústrias de base, que realizavam a transformação do látex em borracha.

Matemática

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Um advogado comprou uma sala para instalar seu escritório por R$ 120.000,00 utilizando o sistema de amortização constante (SAC). O banco financiou a compra dessa sala em 24 meses com juros de 2% ao mês. A segunda prestação que esse advogado deverá pagar será de:

  • A R$ 5.800,00
  • B R$ 6.200,00
  • C R$ 6.700,00
  • D R$ 7.300,00
  • E R$ 7.400,00
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Em uma empresa, um grupo de pessoas que participam, certo dia, de um seminário devem almoçar no refeitório que possui diversas mesas, todas iguais. Sabe-se que se cada mesa fosse ocupada por 3 pessoas, todas as mesas ficariam ocupadas e 11 pessoas ficariam em pé. Por outro lado, se fossem colocadas 4 pessoas em cada mesa, todas as pessoas sentariam e duas mesas ficariam vazias.

O número de mesas do refeitório dessa empresa é

  • A 16.
  • B 17.
  • C 18.
  • D 19.
  • E 20.
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Em um supermercado há a seguinte promoção: “compre três caixas de BomDemais e pague apenas R$ 6,00 pela quarta caixa". Márcia aproveitou a promoção e pagou R$ 90,00 por quatro caixas de BomDemais.

O preço normal de uma caixa de BomDemais, nesse supermercado, é de

  • A R$ 30,00.
  • B R$ 29,00.
  • C R$ 28,00.
  • D R$ 27,00.
  • E R$ 26,00.
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As normas da ABNT para cadeirantes estabelecem que a inclinação máxima de uma rampa seja de 8%, ou seja, para atingir um deslocamento vertical de 8 m, deve existir um deslocamento horizontal correspondente de 100 m.
Em uma escola, o andar das salas de aula fica a uma altura de 1,4 m do nível da rua. Assim, para que o cadeirante possa subir do nível da rua ao andar das salas de aula por uma rampa de inclinação máxima, essa rampa deverá ter um deslocamento horizontal de
  • A 12,5 m.
  • B 15,0 m.
  • C 17,5 m.
  • D 20,0 m.
  • E 22,5 m.
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Considere que a infração por excesso de velocidade em uma rodovia é calculada de acordo com os seguintes passos:

1- um dispositivo eletrônico mede a velocidade V do veículo em km/h;
2- para corrigir possíveis erros de medição subtraem-se 7 km/h do valor medido, obtendo-se a velocidade corrigida de V-7 km/h;
3- compara-se a velocidade corrigida, V-7, com a velocidade máxima M km/h permitida para a rodovia em questão;
4- se V-7 for menor ou igual a M, não há infração;
5- se V-7 for maior do que M em até 20% de M, infração média;
6- se V-7 for maior do que M em mais de 20% de M e não mais do que 50% de M, infração grave;
7- se V-7 for maior do que M em mais de 50% de M, infração gravíssima.

Em uma rodovia com velocidade máxima permitida M = 80 km/h, as velocidades dos caminhões dirigidos por Pedro e por Paulo medidas pelo dispositivo eletrônico foram, respectivamente de, 100 km/h e 110 km/h.
As infrações cometidas por Pedro e por Paulo foram respectivamente:

  • A média e média;
  • B média e grave;
  • C média e gravíssima;
  • D grave e grave;
  • E grave e gravíssima.
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O aniversário da cidade de Aracaju é o dia 17 de março que, em 2015 caiu em uma terça-feira. Como o próximo ano será bissexto, o mês de fevereiro terá um dia a mais. Portanto, o dia 17 de março de 2016 cairá em:

  • A uma segunda-feira;
  • B uma quarta-feira;
  • C uma quinta-feira;
  • D uma sexta-feira;
  • E um domingo.
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A figura a seguir mostra três polígonos regulares todos com lados do mesmo tamanho e com os vértices A, B, F e I sobre a reta r.



O ângulo GJH = α mede
  • A 54°.
  • B 57°.
  • C 60°.
  • D 63°.
  • E 66°.
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Um caminhão anda durante 20 minutos a uma velocidade constante de 30 km/h e, a seguir, durante 15 minutos a uma velocidade constante de 20 km/h.
A distância total percorrida pelo caminhão nesses 35 minutos foi de:

  • A 9 km;
  • B 12 km;
  • C 15 km;
  • D 18 km;
  • E 20 km.
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Três retângulos iguais medindo 30 cm por 10 cm foram arrumados como na figura a seguir, formando um polígono de 12 vértices.

O perímetro desse polígono é igual a

  • A 200 cm
  • B 210 cm
  • C 220 cm.
  • D 230 cm.
  • E 240 cm.
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Uma televisão pode ser comprada em certa loja por R$860,00 à vista ou em duas parcelas de R$460,00, uma no ato da compra e a outra 30 dias depois.

A taxa de juros ao mês que a loja está cobrando é de:

  • A 8%;
  • B 10%;
  • C 12%;
  • D 15%;
  • E 18%.

Português

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O real poder da ciência

Desde que se conhece por gente, a espécie humana busca explicações para o mundo ao seu redor. Durante boa parte dessa história, elas foram simplistas - bastava atribuir ao incompreendido a mão invisível de um criador supremo, e tudo estava resolvido.
O advento da ciência mudou esse cenário. Os fenômenos naturais passaram a ser tratados como tais, e os mistérios do cosmo começaram a ser revelados por meio da razão e da linguagem universal da matemática.
Como seria de se esperar, as respostas que a ciência traz sobre a vida, o Universo e tudo mais são bem mais intrincadas que as dadas outrora pelos caminhos da fé. Para serem compreendidas, elas dependem da alfabetização científica, e por essa razão até hoje há muitos que preferem repudiá-las, em favor de uma visão puramente mística do mundo.
Convenhamos: não é mais possível hoje a qualquer pessoa educada repudiar a evolução das espécies pela seleção natural ou as transformações do Universo desde um estado muito quente, denso e compactado, quase 14 bilhões de anos atrás. Para alguns, até hoje, aceitar esses fatos equivale a uma agressão ao pensamento religioso. Nada poderia estar mais longe da verdade.
A ciência é, indisputavelmente, o melhor instrumento para a compreensão do Universo. É a única forma de conhecimento que fornece o poder da previsibilidade e da intervenção sobre as forças da natureza. Apesar disso, ela não é onipotente. Ao usar a ciência para estudar a natureza, o ser humano acaba chegando a mistérios de outra ordem, cuja explicação com toda probabilidade está fora do alcance do método científico.
Ou seja: ao explorar cientificamente o mundo, nós aprofundamos nossa relação com o desconhecido, em vez de destruí-la.

(SUPERINTERESSANTE, edição 324-A)

No último parágrafo, o emprego da expressão “ou seja" indica que vai estar presente na progressão do texto,

  • A uma retificação.
  • B uma enumeração.
  • C uma explicação.
  • D um resumo.
  • E uma exemplificação.
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Alimentos especiais

Gelatinas que podem se transformar em filezinhos ou pós que viram cenouras são alguns dos produtos específicos para idosos desenvolvidos pela indústria alimentícia japonesa, que encontrou um filão no envelhecimento da sua sociedade.

Cada vez mais empresas japonesas apostam em produtos alimentícios exclusivamente dirigidos aos consumidores de idade avançada, com características como uma textura mais suave do que o habitual ou pré-cozidos e embalados individualmente.

Esses produtos podem ser encontrados nos supermercados com rótulos como "sênior" e com características adaptadas às dificuldades para mastigar e para engolir dos mais velhos, e preparados para se encaixar em seus hábitos de consumo.

Muitos japoneses da terceira idade, com mais de 65 anos, vivem e comem sozinhos – entre 20% e 40%, segundo dados da Associação Japonesa da Dieta –, o que tem feito os fabricantes optarem em apresentar os produtos em porções individuais e quase prontos para consumo.
(Notícias Uol)

"Cada vez mais empresas japonesas apostam em produtos alimentícios”.

Essa frase tem um problema de construção, que é

  • A a dupla leitura do vocábulo “mais”, que se liga a diferentes termos.
  • B a coincidência do mesmo som em “empresas japonesas”.
  • C a utilização inadequada do verbo “apostar”.
  • D a redundância existente na expressão “produtos alimentícios”.
  • E a regência equivocada do verbo “apostar” com a preposição “em.
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O texto mostra um conjunto de sinais gráficos. Assinale a opção que indica o segmento do texto em que o emprego de um desses sinais está corretamente justificado.

  • A “A Nova República já é mais longeva que todos os arranjos republicanos anteriores, à exceção do período oligárquico (1889-1930).” – emprego dos parênteses para corrigir uma afirmação anterior.
  • B “A democracia brasileira contemporânea, e apenas ela na história nacional, inventou o que mais perto se pode chegar de um Estado de Bem-Estar num país de renda média” – emprego do hífen para criar-se um novo verbo.
  • C “Autoritários e populistas do passado davam uma banana para o custeio – e o controle de qualidade– da educação básica” – emprego de travessões para explicar algo que ficou pouco claro.
  • D “Ainda assim, a parte da esquerda viúva da ruína socialista vive a defender o ‘aprofundamento da democracia’ e ‘mudanças estruturais’ que nos livrem do modelo de ‘modernização conservadora’ – seja lá o que esses termos signifiquem hoje” – emprego de aspas para indicar uma cópia de termos técnicos.
  • E “Já ocorreu a tal ‘mudança estrutural’. O Brasil democrático não se parece com seu passado tristonho, embora ainda haja tanto por fazer” – emprego de aspas para indicar a transcrição de palavras alheias.
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O texto mostra um conjunto de sinais gráficos. Assinale a opção que indica o segmento do texto em que o emprego de um desses sinais está corretamente justificado.

  • A “A Nova República já é mais longeva que todos os arranjos republicanos anteriores, à exceção do período oligárquico (1889-1930).” – emprego dos parênteses para corrigir uma afirmação anterior.
  • B “A democracia brasileira contemporânea, e apenas ela na história nacional, inventou o que mais perto se pode chegar de um Estado de Bem-Estar num país de renda média” – emprego do hífen para criar-se um novo verbo.
  • C “Autoritários e populistas do passado davam uma banana para o custeio – e o controle de qualidade– da educação básica” – emprego de travessões para explicar algo que ficou pouco claro.
  • D “Ainda assim, a parte da esquerda viúva da ruína socialista vive a defender o ‘aprofundamento da democracia’ e ‘mudanças estruturais’ que nos livrem do modelo de ‘modernização conservadora’ – seja lá o que esses termos signifiquem hoje” – emprego de aspas para indicar uma cópia de termos técnicos.
  • E “Já ocorreu a tal ‘mudança estrutural’. O Brasil democrático não se parece com seu passado tristonho, embora ainda haja tanto por fazer” – emprego de aspas para indicar a transcrição de palavras alheias.
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Não éramos cordiais?

A morte do cinegrafista Santiago Andrade não configura um atentado à liberdade de imprensa, ao contrário do que tantos apregoam.
É muito pior que isso: é um atentado ao convívio civilizado entre brasileiros, um degrau a mais na escalada impressionante de violência que está empurrando o país para um teor ainda mais exacerbado de barbárie.
O incidente com o cinegrafista é parte de uma coreografia de violência crescente que se dá por onde quer que se olhe.
Nunca se matou com tanta facilidade em assaltos. Nunca se apertou o gatilho com tanta facilidade. É até curioso que as estatísticas policiais no Estado de São Paulo apontem uma redução no número de homicídios dolosos, como se fosse um avanço, quando aumenta o número de vítimas de latrocínio, que não passa de homicídio precedido de roubo.
De fato, em 2013, o número de latrocínios (379) foi o mais alto em nove anos, com aumento de 10% em relação aos 344 casos do ano anterior.
Mas a violência não é um fenômeno restrito à criminalidade. A polícia age muitas vezes com uma violência desproporcional.
A vida nas cidades e, cada vez mais, no interior, é de uma violência inacreditável. O trânsito é uma violência contra a mente humana. O transporte público violenta dia após dia. Não é um atentado aos direitos humanos perder às vezes três horas entre ir e voltar do trabalho?
A saúde é uma violência contra o usuário. A educação violenta, pela sua baixa qualidade, o natural anseio de ascensão social.
A existência de moradias em zonas de risco é outra violência.
A contaminação do ar mata ou fere de maneira invisível os habitantes das cidades em que o nível de poluição supera o mínimo tolerável.
Não adianta, agora, culpar o governo do PT ou a suposta herança maldita legada pelo PSDB, ou os crimes praticados pela ditadura militar ou a turbulência que precedeu o golpe de 1964. O país foi sendo construído de maneira torta, irresponsável, sem o mais leve sinal de planejamento, de preparação para o futuro.
Acumularam-se violências em todas as áreas de vida. A explosão no consumo de drogas exacerbou, por sua vez, a violência da criminalidade comum. Não há “coitadinhos” nessa história. Há delinquentes e vítimas e há a incompetência do poder público.
É como escreveu, para Carta Capital, esse impecável humanista chamado Luiz Gonzaga Belluzzo:
“O descumprimento do dever de punir pelo ente público termina por solapar a solidariedade que cimenta a vida civilizada, lançando a sociedade no desamparo e na violência sem quartel”.
Antes que o desamparo e a violência sem quartel se tornem completamente descontrolados, seria desejável o surgimento de lideranças capazes de pensar na coisa pública, em vez de se dedicarem a seus interesses pessoais, mesmo os legítimos.
Alguém precisa aparecer com um projeto de país, em vez de projetos de poder. Não é por acaso que 60% dos brasileiros querem mudanças, ainda que não as definam claramente. A encruzilhada agora é entre ideias e rojões.
(Clovis Rossi, Folha de São Paulo, 13/02/2014)

O autor indica uma série de setores de nossa vida que mostram violência por razões variadas.
Assinale a opção que indica uma fonte de violência acompanhada de uma explicação.

  • A “A vida nas cidades e, cada vez mais, no interior, é de uma violência inacreditável”.
  • B “O trânsito é uma violência contra a mente humana”.
  • C “A educação violenta, pela sua baixa qualidade, o natural anseio de ascensão social”.
  • D “A existência de moradias em zonas de risco é outra violência”.
  • E “A saúde é uma violência contra o usuário”.
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Retrato da violência

A entrega do Relatório Final da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito da Violência Contra a Mulher (CP‐MIVCM) à presidente Dilma Rousseff, em sessão solene do Congresso Nacional, foi um marco na luta das mulheres brasileiras pela garantia de seus direitos, principalmente, o enfrentamento à violência de gênero.

O relatório se constitui no mais completo diagnóstico sobre a situação das políticas públicas de enfrentamento a esse tipo de violência no Brasil, e o ato de sua entrega representou o compromisso dos poderes Executivo e Legislativo com a luta das mulheres brasileiras, por igualdade nas relações de gênero em todos os espaços da vida em sociedade.

A presidente Dilma Rousseff assumiu o compromisso de adotar as propostas da CPMI na implementação de políticas públicas para combater a violência doméstica e sexual no país. No Senado, já estão em tramitação os projetos apresentados pela CPMI. Na semana passada, foram aprovados quatro, que seguem, agora para a Câmara dos Deputados. São eles:

- o que classifica a violência doméstica como crime de tortura;

- o que garante o atendimento especializado no SUS às vítimas de violência;

- o que assegura benefício temporário da Previdência às vítimas, e,

- o que exige rapidez na análise do pedido de prisão preventiva para os agressores.

Outros três projetos já estão em análise na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCI) do Senado.

Decorrente da preocupação com o fato de o Brasil ocupar o 7º lugar entre os 84 países que mais matam mulheres em todo o mundo, com uma taxa de homicídios de 4,6 assassinatos em cada grupo de 100 mil mulheres, a CPMI faz 73 recomendações aos três poderes constituídos e aos estados visitados.

Todas as recomendações se fazem procedentes. A sociedade brasileira conhece o incômodo problema de violência contra a mulher. Pesquisa realizada pelo Instituto Patrícia Galvão e o Data Popular revela que 54% das pessoas entrevistadas disseram conhecer uma mulher que já foi agredida por um parceiro, enquanto 56% afirmaram que conhecem um homem que já agrediu uma companheira.

Fragmentos desta realidade estão nas 1.045 páginas do relatório final da CPMI com o panorama da violência doméstica e sexual que é praticada contra as mulheres em todos os estados brasileiros, por companheiros, namorados ou ex‐maridos.

Pesquisa realizada pelo Instituto Patrícia Galvão e o Data Popular revela que (1) 54% das pessoas entrevistadas disseram conhecer uma mulher que (2) já foi agredida por um parceiro, enquanto 56% afirmaram que (3) conhecem um homem que (4) já agrediu uma companheira”.

No segmento do texto assinale os vocábulos da mesma classe.

  • A 1 e 2.
  • B 3 e 4.
  • C 2 e 3.
  • D 1 e 4.
  • E 1 e 3.
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PARA REDUZIR RISCOS É PRECISO TER CONTROLE

Para reduzir riscos dentro das empresas e diminuir possíveis problemas com as fiscalizações, as Micro e Pequenas Empresas devem implementar controle de suas atividades administrativas e financeiras, as mais rígidas possíveis:


1. Organize sua empresa, um nível de organização deve ser mantido dentro da empresa, isso implica em definição clara de cada função e tarefas executadas, controle de estoque e caixa com boletins e relatórios diários e prestações de contas por parte dos responsáveis por esses setores, regras;

2. Controle das senhas, todas as senhas devem ser trocadas no mínimo a cada três meses;

3. Segregar funções, quem controla as contas a pagar ou receber não pode ser responsável por pagamentos / recebimentos;

4. Conferência de Saldos, os saldos bancários e de caixa devem ser conferidos e conciliados diariamente;

5. Motivação, checar periodicamente o índice de satisfação de seus funcionários;

6. Conferência de estoque, efetuar contagem do estoque periodicamente analisando possíveis divergências;

7. Análise nas Despesas, mensalmente analise todas as despesas dando ênfase àquelas com maior oscilação no período;

8. Análise das Compras, realize comparações entre os valores dos produtos adquiridos, pelo setor de compras, com o valor de mercado, verificando a coerência;

9. Confira periodicamente como estão as Certidões Negativas perante os principais órgãos fiscalizadores, esse procedimento evita surpresa;

10. Os pagamentos das Guias de recolhimento de impostos, taxas e contribuições devem ser feitas pela própria empresa, nunca deixe para serem pagos pelos responsáveis pela contabilidade, essa é uma atribuição da empresa.

“Análise nas Despesas, mensalmente analise todas as despesas dando ênfase àquelas com maior oscilação no período".


Como esse segmento, muitas das outras instruções são estruturadas da seguinte maneira:

  • A uma ordem, seguida de sua justificativa;
  • B um tópico, seguido de sua explicitação;
  • C um conselho, seguido de texto da lei;
  • D uma causa, seguida de sua consequência;
  • E um fato, seguido de sua conclusão.
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Sobre o tema “O jogo no Brasil”, uma leitora do jornal O Globo escreveu o seguinte: “Não entendo por que não se legaliza o jogo no Brasil. Todos os países que têm o jogo reconhecido, além de arrecadarem uma fortuna em impostos, dão emprego a muita gente. Quem quer jogar, o faz livremente pela Internet e nos bingos ilegais, onde quem arrecada é o contraventor. Os mais abastados deixam dólares lá fora, que poderiam ajudar a educação e saúde, aqui dentro”.

Na frase “Não entendo por que não se legaliza o jogo no Brasil”, o termo sublinhado tem a grafia em dois termos exatamente pelo mesmo motivo que em

  • A “A legalização do jogo é o motivo por que luta a leitora.”
  • BPor que razão não se legaliza o jogo?”
  • C “Desconheço por que a legalização do jogo é proibida.”
  • D “Esse é o caminho por que ele veio.”
  • E “O projeto por que me empenho é de grande utilidade.”
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XÓPIS

Não foram os americanos que inventaram o shopping center. Seus antecedentes diretos são as galerias de comércio de Leeds, na Inglaterra, e as passagens de Paris pelas quais flanava, encantado, o Walter Benjamin. Ou, se você quiser ir mais longe, os bazares do Oriente. Mas foram os americanos que aperfeiçoaram a ideia de cidades fechadas e controladas, à prova de poluição, pedintes, automóveis, variações climáticas e todos os outros inconvenientes da rua. Cidades só de calçadas, onde nunca chove, neva ou venta, dedicadas exclusivamente às compras e ao lazer - enfim, pequenos (ou enormes) templos de consumo e conforto. Os xópis são civilizações à parte, cuja existência e o sucesso dependem, acima de tudo, de não serem invadidas pelos males da rua.

Dentro dos xópis você pode lamentar a padronização de lojas e grifes, que são as mesmas em todos, e a sensação de estar num ambiente artificial, longe do mundo real, mas não pode deixar de reconhecer que, se a americanização do planeta teve seu lado bom, foi a criação desses bazares modernos, estes centros de conveniência com que o Primeiro Mundo - ou pelo menos uma ilusão de Primeiro Mundo - se espraia pelo mundo todo. Os xópis não são exclusivos, qualquer um pode entrar num xópi nem que seja só para fugir do calor ou flanar entre as suas vitrines, mas a apreensão causada por essas manifestações de massa nas suas calçadas protegidas, os rolezinhos, soa como privilégio ameaçado. De um jeito ou de outro, a invasão planejada de xópis tem algo de dessacralização. É a rua se infiltrando no falso Primeiro Mundo. A perigosa rua, que vai acabar estragando a ilusão.

As invasões podem ser passageiras ou podem descambar para violência e saques. Você pode considerar que elas são contra tudo que os templos de consumo representam ou pode vê-las como o ataque de outra civilização à parte, a da irmandade da internet, à civilização dos xópis. No caso seria o choque de duas potências parecidas, na medida em que as duas pertencem a um primeiro mundo de mentira que não tem muito a ver com a nossa realidade. O difícil seria escolher para qual das duas torcer. Eu ficaria com a mentira dos xópis.

(Veríssimo, O Globo, 26-01-2014.)



Seus antecedentes diretos são as galerias de comércio de Leeds, (1) na Inglaterra, e as passagens de Paris pelas quais flanava,(2) encantado, o Walter Benjamin. Ou, (3) se você quiser ir mais longe, os bazares do Oriente”.

Nesse segmento do texto há três ocorrências de uso da vírgula devidamente numeradas; a afirmativa correta sobre o seu emprego é

  • A as ocorrências se justificam por três razões diferentes.
  • B as duas primeiras ocorrências se justificam pelo mesmo motivo.
  • C as três ocorrências se justificam pela mesma regra de pontuação.
  • D as ocorrências (1) e (3) se justificam pelo mesmo princípio.
  • E as ocorrências (2) e (3) se justificam pelo mesmo motivo.
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Texto I

Só falta a política de redução de riscos

Entre 1990 e 2010, mais de 96 milhões de pessoas foram afetadas por desastres no Brasil, como demonstra o Atlas dos Desastres Naturais do Brasil. Destas, mais de 6 milhões tiveram de deixar suas moradias, cerca de 480 mil sofreram algum agravo ou doença e quase 3,5 mil morreram imediatamente após os mesmos. Desastres como o de Petrópolis, que resultaram em dezenas de óbitos, não existem em um vácuo. Se por um lado exigem a presença de ameaças naturais, como chuvas fortes, por outro não se realizam sem condições de vulnerabilidade, constituídas através dos processos sociais relacionados à dinâmica do desenvolvimento econômico e da proteção social e ambiental. Isto significa que os debates em torno do desastre devem ir além das cobranças que ano após ano ficam restritas à Defesa Civil.

A redução de riscos de desastres deve hoje constituir o cerne da política brasileira para os desastres. Isto significa combinar um conjunto de políticas não só para o durante os riscos e situações de desastres, o que avançamos bem, mas também e principalmente para o antes e o depois dos mesmos.

Particularmente, após o desastre da Região Serrana (RJ) em 2011, uma série de iniciativas importantes ocorreu. Criou-se o Centro Nacional de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais, a Força-Tarefa de Apoio Técnico e Emergência, a Força Nacional do SUS e reestruturou-se o Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos de Desastres. Estas iniciativas ainda estão concentradas no monitoramento, alerta e respostas aos desastres. Faltam políticas integradas para redução de riscos.

Dados do IBGE revelam que apenas 1,2% dos municípios possuíam plano municipal de redução de riscos em 2011. Nos municípios maiores, com mais de 500 mil habitantes, que não ultrapassam quatro dezenas, este percentual superava 50%. De modo inverso, nos municípios menores, com menos de 20 mil habitantes, em torno de quatro mil, este percentual era de 3,3%. É uma situação bastante preocupante relacionada aos municípios de grande porte e drástica nos municípios de pequeno porte.

Há necessidade urgente de se investir em políticas integradas. E que ofereçam suporte aos municípios de menor porte. Na outra ponta, políticas de recuperação e reconstrução após desastres deveriam permitir o retorno à normalidade da vida "cotidiana", não prolongando os efeitos dos desastres, como temos visto.

(Carlos Machado - O Globo, 01/04/2013)

A partir do fragmento a seguir, responda às questões 01, 02, 03 e 04.

"Entre 1990 e 2010, mais de 96 milhões de pessoas foram afetadas por desastres no Brasil, como demonstra o Atlas dos Desastres Naturais do Brasil. Destas, mais de 6 milhões tiveram de deixar suas moradias, cerca de 480 mil sofreram algum agravo ou doença e quase 3,5 mil morreram imediatamente após os mesmos".

Esse segmento inicial do texto exerce uma série de funções textuais. Assinale a alternativa que apresenta aquela que, certamente, é a mais importante.

  • A Mostrar a preocupação com a exatidão das informações fornecidas.
  • B Criar credibilidade nos dados fornecidos por meio da indicação bibliográfica que os sustente.
  • C Destacar a magnitude do problema por meio da indicação de números alarmantes.
  • D Prender a atenção dos leitores, despertando seu interesse pelo lado afetivo do problema citado.
  • E Indicar implicitamente a corrupção como fonte auxiliadora dos desastres ocorridos nessas duas últimas décadas.
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