Resolver o Simulado FUNCAB

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Arquivologia

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Os dados ou informações referentes a assuntos diplomáticos e de inteligência, cujo conhecimento não autorizado possa acarretar dano grave à segurança da sociedade e do Estado é classificado como:

  • A reservado.
  • B ultraconfidencial.
  • C confidencial.
  • D ultrassecreto.
  • E secreto.
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Observe as definições a seguir:

I. Ato emanado de órgão colegiado que registra uma decisão ou uma ordem no âmbito de sua área de atuação.

II. Manifestação escrita de autoridades sobre assuntos de sua competência, submetidos a sua apreciação em autos ou papéis administrativos.

III. Ato pelo qual autor idades competentes determinam providência s de caráter administrativo , impõem normas, definem situações funcionais e aplicam penalidades disciplinares.

Essas definições referem-se, respectivamente, às espécies documentais:

  • A resolução, despacho e portaria.
  • B requerimento, termo e agravo.
  • C auto, decisão e regulamento.
  • D processo, parecer e precatório.
  • E moção, memorial e notificação.
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O elemento de identificação cronológica disposto na NOBRADE, que leva em consideração variantes da história de formação do acervo como herança de fundos, sucessão arquivística e aquisições por compra ou doação, é denominado data:
  • A assunto.
  • B tópica.
  • C crônica.
  • D de acumulação.
  • E de produção.
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O sistema direto de arquivamento consiste na busca direta ao local de guarda do documento, semo auxílio de índice ou quaisquer outros instrumentos de pesquisa. São métodos utilizados nesse sistema de arquivamento:

  • A numérico e cronológico.
  • B duplex e decimal.
  • C deográfico e numérico.
  • D cronológico e decimal.
  • E alfabético e geográfico.
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O instrumento de pesquisa que visa orientar os pesquisadores no conhecimento e na utilização do acervo nos arquivos permanentes, servindo, assim, para divulgar e promover o arquivo junto aos meios escolares, administrativos e culturais em geral é o:
  • A catálogo.
  • B diretório.
  • C inventário.
  • D índice.
  • E guia.
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A atividade de reconhecimento em meio eletrônico que se caracteriza pelo estabelecimento de uma relação única, exclusiva e intransferível entre uma chave de criptografia e uma pessoa física, jurídica, máquina ou aplicação, dá-se o nome de:
  • A chave privada.
  • B autoridade de registro.
  • C assinatura eletrônica.
  • D chave pública.
  • E certificação digital.
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A organização de arquivos, como de qualquer outro setor de uma insti tuição, pressupõe o desenvolvimento de várias etapas de trabalho. NÃO se caracteriza como uma das etapas da organização de arquivos:

  • A levantamento de dados
  • B conhecimento de pessoas.
  • C análise dos dados coletados.
  • D planejamento.
  • E implantação e acompanhamento.
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Analise as citações a seguir.




As definições acima referem-se, respectivamente, aos processos de:

  • A descrição e indexação.
  • B análise e classificação.
  • C catalogação e recuperação.
  • D gestão e mapeamento.
  • E seleção e taxonomia.
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A gestão de documentos tem por objetivo garantir, de maneira eficaz, a produção, administração, manutenção e destinação dos documentos de forma racional e econômica. A fase básica desse conjunto de procedimentos - a qual inclui as atividades de protocolo e de elaboração de normas de acesso à documentação - denomina-se:

  • A identificação.
  • B avaliação
  • C utilização
  • D classificação
  • E descrição
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A criação/produção, uma das sete funções arquivísticas, contempla os procedimentos relacionados à manutenção do maior rigor possível na produção dos document os de arquivo, abrangendo definição de normas, conteúdo, modelos, formato e:
  • A vigência.
  • B trâmite.
  • C atuação.
  • D registro.
  • E procedência.

Português

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Ainda em “AMaior Flor do Mundo , Saramago afirma “Quem sabe se um dia virei a ler outra vez esta história, escrita por ti que me lês, mas muito mais bonita?...”

Assim como o professor em sua prática com o aluno, ao fazer tal afirmação o autor: ”

  • A apresenta caminhos para o processo de elaboração de textos orais e escritos.
  • B monta estratégias de processamento de textos: ler, compreender e reproduzir tradicionalmente o que leu e apreendeu.
  • C desconstrói a ideia de que a leitura é a base para o desenvolvimento de ideias e consequente produção textual.
  • D apresenta uma perspectiva pedagógica, que começa pela valorização do livro, do saber acumulado e do saber acadêmico dos adultos.
  • E cria expectativas do trabalho com a leitura: incentivar o interlocutor-mirim a se aventurar, a errar, a escrever ou a ensaiar a escrita.
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O Brasil, em trinta anos, avançou muitíssimo em matéria democrática. Antes, nosso recorde de liberdade democrática eram as duas décadas incompletas entre o fim da ditadura Vargas e o começo do regime militar. De 1982 para cá, mudou bastante coisa. O partido comunista foi legalizado - ele tinha sido proibido ao longo de quase toda a sua história. A inflação, que fazia troça da Política, foi controlada. As políticas sociais, que eram sacrificadas em nome da luta contra a inflação, vieram para ficar. A sociedade brasileira, até 2005, era uma pirâmide, na qual as classes A/B tinham menos gente que a C, que era menor que as D/E. Em 2010, era já um losango, no qual a classe C supera tanto asmais ricas quanto asmais pobres. Cinquenta milhões de pessoas subiram da pobreza para a classe média. Hoje, ninguém concorre ao poder com chances se não tiver um projeto de maior inclusão social. Em três décadas, fomos da ditadura, com má distribuição de renda, para uma democracia que parece consolidada. […]
O auge da vida democrática é o momento do voto.Ademocracia, regime emque amaioria escolhe os governantes, é tambémo regime da igualdade, em que todos têm o mesmo valor, sejam ricos ou pobres, integrados ou excluídos. Por isso, tenho sustentado que ela é o regime mais ético que existe. Melhor dizendo, é o único regime que hoje podemos considerar ético. As formas de governo que a teoria antigamente chamava de monarquia ou aristocracia, considerando-as legítimas, atualmente apenas podemser chamadas de ditaduras.Uma ditadura, em nossos dias, é ilegítima. Só a democracia é legítima.

Mas surge um problema sério. Na Ética, operamos como certo e o errado, o beme omal. Não existe uma tabela única do certo e errado “em si”, ou “para Deus”, ou para a humanidade inteira. Divergências ocorrem. Mas, sejam quais forem, concordamos quanto a muitos valores. “Não matarás” é um deles, mesmo que discutamos como defini-lo: esse preceito proíbe a legítima defesa? Inclui a falta de solidariedade com o faminto? Em que pesem essas diferenças, quando falamos em Ética, atribuímos valores, positivos e negativos, às condutas.

Dá para fazer o mesmo na Política? Faz parte da essência democrática o direito à divergência. Mas aplicar o critério do certo e errado à Política pode nos levar a só tolerar um lado, condenando o outro como errado, desonesto, imoral. Isso significa abolir a discordância. Quem pensa assim, se chegar ao poder, é um perigo - porque terá o DNA do ditador. O mínimo, numa democracia, é ter os dois lados opostos, divergentes,mas respeitados. Porém, se eu aplicar o modelo da Ética à Política, entenderei que umlado é o bem, e o outro, omal; e, portanto, tentarei impedir “o mal” até mesmo de concorrer. Assim foi a perseguição ao comunismo, no Brasil, mesmo quando não tínhamos uma ditadura escancarada. Assim foi a perseguição aos partidos liberais nos regimes comunistas.
Há saída? O mais óbvio é: a Ética é um pré-requisito.Queremos, de todos os candidatos, que sejam honestos. Que não sejam antiéticos. E, entre os postulantes decentes, optaremos por critérios políticos. […]

(RIBEIRO, Renato Janine.Rev.Filosofia : nº 74, setembro de 2012, p. 82.)

Mantém-se o acento grave, indicativo da crase, no A observado em: “Faz parte da essência democrática o direito À divergência.” (parágrafo 4) com a substituição de “ÀDIVERGÊNCIA” por:

  • A a divergências.
  • B as divergências de opinião.
  • C a uma boa e saudável divergência.
  • D a toda e qualquer divergências.
  • E a isto, divergências de opinião
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Leia o texto abaixo e responda às questões
propostas.

A figura do ancião, desde o início dos relatos
das primeiras civilizações, é muito controversa e
discutida. No mundo ocidental, o senso comum das
principais culturas muitas vezes discordava dos
ensinamentos das filosofias clássicas sobre as
contribuições da velhice para a sociedade. O estudo
das reais condições trazidas pelo avanço da idade
gerou diversas discussões éticas sobre as
percepções biossociais dos processos de mudança
do corpo. Médicos, biólogos, psicólogos e
antropólogos ainda hoje não conseguem obte
consenso sobre esse fenômeno em suas respectivas
áreas.
Muitas culturas ocidentais descrevem o
estereótipo do jovemcomo corajoso, destemido, forte
e indolente. Já a figura do idoso é retratada como um
peso morto, um chato em decadência corporal e
mental. Percepção preconceituosa que foi levada ao
extremo no século XX pelos portugueses durante a
ditadura de Antônio Salazar, notório por usar a
perseguição aos idosos como bandeira política.
Atletas e artistas cotidianamente debatem o avanço
da idade com medo e desgosto, enquanto
especial istas da saúde questionam se há
deterioração ou mudança adaptativa do corpo
humano.
Nas culturas orientais, assimcomo namaioria
das filosofias clássicas, a velhice é vista de umângulo
positivo, sendo fonte de sabedoria e meta para uma
vida guiada pela prudência. O sábio ancião, que
personifica a figura do homem calmo, austero, e que
muitas vezes é capaz de prever certas situações e
aconselhar, se destaca emrelação ao jovemcheio de
energia e de hormônios instáveis. Porém, apesar dos
ilósofos apreciarem o avanço da idade, nem todos
eles tinham a mesma opinião sobre a velhice. O
ovem Platão tinha como inspiração o velho filósofo
Sócrates. Apesar de ser desfavorecido
materialmente, Sócrates possuíamuita experiência e
uma sabedoria ímpar que marcou a história do
pensamento. Em A República , Platão retrata uma
discussão filosófica sobre a justiça ocorrida na casa
do velho Céfalo, homem importante e respeitável em
Atenas, que propiciava discussões filosóficas entre
os mais velhos e os jovens que contemplavam os
diálogos.Na sociedade ideal desse filósofo, os jovens
muitas vezes eram retratados como inconsequentes
e ingênuos, a exemplo de Polemarco, filho de Céfalo.
Nesta sociedade ideal, crianças e adolescentes não
recebiam diretamente o ensino da Filosofia. Por ser
um conhecimento nobre e difícil, [ela] era ensinada
somente para pessoas de idademais avançada.
Dentre os filósofos clássicos, o maior crítico
sobre a construção filosófica da ideia de “velhice” era
o estoico Sêneca. Para ele, Platão, Aristóteles e
Epicuro construíram uma concepção mitológica da
figura do velho. Os idosos que ele conheceu em
Roma muitas vezes não eram tão felizes como
descreviam os gregos. Muitos deles, observou
Sêneca, pareciam tranquilos, mas no fundo não
eram. A aparente tranquilidade decorria de seu
cansaço e desânimo por não conseguirmais lutar por
aquilo que queriam. Não buscaram a ataraxia
enquanto jovens, ou seja, a tranquilidade da alma e a
ausência de perturbações frente aos desafios
impostos pela vida.
Se envelhecer é uma “droga”, como afirma o
ator Arnold Schwarzenegger, ou se [a velhice] é a
“melhor idade”, como dizem muitos aposentados,
esses discursos não contribuem para uma resposta
definitiva para o estudo científico.Afinal, o conceito de
velhice não é um fenômeno puramente biológico,
mas também fruto de uma construção social e
psicoemocional.
MEUCCI, Arthur. Rev.Filosofia : março de 2013, p. 72-3. Filosofia

............................................................................ ...... ....................

Com o emprego de OU SEJA (§ 4), o autor introduz um aposto cujo papel semântico no peródo é:

  • A explicar.
  • B discriminar.
  • C recapitular.
  • D especificar.
  • E enumerar.
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133. “Não pensar mais em si”

Seria necessário refletir sobre isso seriamente: por que saltamos à água para socorrer alguém que está se afogando, embora não tenhamos por ele qualquer simpatia particular? Por compaixão: só pensamos no próximo - responde o irrefletido. Por que sentimos a dor e o mal-estar daquele que cospe sangue, embora na realidade não lhe queiramos bem? Por compaixão: nesse momento não pensamos mais em nós - responde o mesmo irrefletido. A verdade é que na compaixão - quero dizer, no que costumamos chamar erradamente compaixão - não pensamos certamente em nós de modo consciente,mas inconscientemente pensamos e pensamos muito, da mesma maneira que, quando escorregamos, executamos inconscientemente os movimentos contrários que restabelecem o equilíbrio, pondo nisso todo o nosso bom senso. O acidente do outro nos toca e faria sentir nossa impotência, talvez nossa covardia, se não o socorrêssemos. Ou então traz consigo mesmo uma diminuição de nossa honra perante os outros ou diante de nós mesmos. Ou ainda vemos nos acidentes e no sofrimento dos outros um aviso do perigo que também nos espia; mesmo que fosse como simples indício da incerteza e da fragilidade humanas que pode produzir em nós um efeito penoso. Rechaçamos esse tipo de miséria e de ofensa e respondemos com um ato de compaixão que pode encerrar uma sutil defesa ou até uma vingança. Podemos imaginar que no fundo é em nós que pensamos, considerando a decisão que tomamos em todos os casos em que podemos evitar o espetáculo daqueles que sofrem, gemem e estão na miséria: decidimos não deixar de evitar, sempre que podemos vir a desempenhar o papel de homens fortes e salvadores, certos da aprovação, sempre que queremos experimentar o inverso de nossa felicidade ou mesmo quando esperamos nos divertir com nosso aborrecimento. Fazemos confusão ao chamar compaixão ao sofrimento que nos causa um tal espetáculo e que pode ser de natureza muito variada, pois em todos os casos é um sofrimento de que está isento aquele que sofre diante de nós: diz-nos respeito a nós tal como o dele diz respeito a ele. Ora, só nos libertamos desse sofrimento pessoal quando nos entregamos a atos de compaixão. [...] 133. “Não pensar mais em si”

NIETZSCHE, Friedrich. Aurora . Trad. Antonio Carlos Braga. São Paulo: Escala, 2007. p. 104-105

Sobre o texto analise as afirmativas a seguir.

I. A tragédia alheia pode tocar as pessoas de muitos modos, e confirma-se a motivação pessoal da compaixão.
II. Há uma reformulação do pensamento, oposta à ideia de que a compaixão é um ato altruísta de esquecimento de simesmo.
III. As motivações pessoais da compaixão impossibilitam a crítica social.

Está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s):

  • A I, somente.
  • B II, somente.
  • C III, somente.
  • D I e II, somente.
  • E I, II e III.
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Internet e a importância da imprensa

Este artigo não é sobre a pornografia no mundo virtual nem tampouco sobre os riscos de as redes sociais empobrecerem o relacionamento humano. Trata de um dos aspectos mais festejados da internet: o empowerment (“em poderamento”, fortalecimento) do cidadão proporcionado pela grande rede.

É a primeira vez na História em que todos, ou quase todos, podem exercer a sua liberdade de expressão, escrevendo o que quiserem na internet. De forma instantânea, o que cada um publica está virtualmente acessível aos cinco continentes. Tal fato, inimaginável décadas atrás, vem modificando as relações sociais e políticas: diversos governos caíram em virtude da mobilização virtual, notícias antes censuradas são agora publicadas na rede, etc. Há um novo cenário democrático mais aberto, mais participativo,mais livre.

o que pode haver de negativo nisso tudo? A facilidade de conexão com outras pessoas tem provocado umnovo fenômeno social. Coma internet, não é mais necessário conviver (e conversar) com pessoas que pensam de forma diferente. Com enorme facilidade, posso encontrar indivíduos “iguais” a mim, por mais minoritária que seja a minha posição.

O risco está emque émuito fácil aderir ao seu “clube” e, por comodidade, quase sem perceber, ir se encerrando nele. Não é infrequente que dentro dos guetos, físicos ou virtuais, ocorra um processo que desemboca no fanatismo e no extremismo.

Em razão da ausência de diálogo entre posições diversas, o ativismo na internet nemsempre tem enriquecido o debate público. O em powerment digital é frequentemente utilizado apenas como um instrumento de pressão, o que é legítimo democraticamente, mas, não raras vezes, cruza a linha, para se configurar como intimidação, o que já não é tão legítimo assim...

A internet, como espaço de liberdade, não garante por si só a criação de consensos nem o estabelecimento de uma base comumpara o debate.

Evidencia-se, aqui, um ponto importante. A internet não substitui a imprensa. Pelo contrário, esse fenômeno dos novos guetos põe em destaque o papel da imprensa no jogo democrático. Ao selecionar o que se publica, ela acaba sendo um importante moderador do debate público. Aquilo que muitos poderiam ver como uma limitação é o que torna possível o diálogo, ao criar um espaço de discussão num contexto de civilidade democrática, no qual o outro lado tambémé ouvido.

A racionalidade não dialogada é estreita, já que todos nós temos muitos condicionantes, que configuram o nosso modo de ver o mundo. Sozinhos, nunca somos totalmente isentos, temos sempre um determinado viés. Numa época de incertezas sobre o futuro da mídia, aí está um dos grandes diferenciais de um jornal em relação ao que simplesmente é publicado na rede.

Imprensa e internet não são mundos paralelos: comunicam-se mutuamente, o que é benéfico a todos. No entanto, ser ia um empobrecimento democrático para um país se a primeira página de um jornal fosse simplesmente o reflexo da audiência virtual da noite anterior. Nunca foi tão necessária uma ponderação serena e coletiva do que serámanchete no dia seguinte.

O perigo da internet não está propriamente nela. O risco é considerarmos que, pelo seu sucesso, todos os outros âmbitos devam seguir a sua mesma lógica, predominantemente quantitativa. O mundo contemporâneo, cada vez mais intensamente marcado pelo virtual, necessita também de outros olhares, de outras cores. A internet, mesmo sendo plural, não tempor que se tornar um monopólio.

(CAVALCANTI, N. da Rocha. Jornal “O Estado de S. Paulo”, 12/05/14, com adaptações.)

“A internet, mesmo sendo plural, não tem POR QUE se tornar um monopólio.” (§ 10).

Na frase acima, o termo em destaque está corretamente grafado, com os elementos separados. Considerando-se que, de acordo com o contexto, o referido termo pode apresentar diferentes formas de grafia, pode-se afirmar que, das frases abaixo, a única correta é:

  • A A imprensa condenou o político por que este teria agido de forma antiética.
  • B Já se sabe porquê a imprensa condenou o político.
  • C Por quê a imprensa condenou o político?
  • D As razões por que a imprensa condenou o político não foram esclarecidas.
  • E É importante saber porque a imprensa condenou
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O grande desastre aéreo de ontem

Vejo sangue no ar, vejo o piloto que levava uma flor para a noiva, abraçado com a hélice. E o violinista em que a morte acentuou a palidez, despenhar-se com sua cabeleira negra e seu estradivárius1. Há mãos e pernas de dançarinas arremessadas na explosão. Corpos irreconhecíveis identificados pelo Grande Reconhecedor. Vejo sangue no ar, vejo chuva de sangue caindo nas nuvens batizadas pelo sangue dos poetas mártires. Vejo a nadadora belíssima, no seu último salto de banhista, mais rápida porque vem sem vida. Vejo três meninas caindo rápidas, enfunadas2, como se dançassem ainda. E vejo a louca abraçada ao ramalhete de rosas que ela pensou ser o paraquedas, e a prima-dona3 com a longa cauda de lantejoulas riscando o céu como um cometa. E o sino que ia para uma capela do oeste, vir dobrando finados pelos pobres mortos. Presumo que a moça adormecida na cabine ainda vem dormindo, tão tranqüila e cega! Ó amigos, o paralítico vem com extrema rapidez, vem como uma estrela cadente, vem com as pernas do vento. Chove sangue sobre as nuvens de Deus. E há poetas míopes que pensam que é o arrebol4.

LIMA, Jorge de. Poesia completa. Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1980,2v,v.1 p.237)


1. aportuguesamento para a famosa marca de violinos: Stradivárius

2 .retesadas,infladas,enrijecidas

3. cantora que faz o papel principal em uma ópera.

4. vermelhidão do nascer ou do pôr do sol.


Em “E o sino que IA para uma capela do oeste”, o verbo em destaque poderia ser substituído, sem prejuízo de sentido básico, por uma forma no:

  • A pretérito perfeito do indicativo.
  • B futuro do presente do indicativo.
  • C pretérito mais-que-perfeito do indicativo.
  • D presente do subjuntivo.
  • E futuro do pretérito do indicativo.
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Apenas uma das palavras destacadas abaixo foi corretamente grafada.Aponte-a.

  • A PORQUÊ você não retomou sua vida?
  • B Não coloque tantos EMPECILHOS!
  • C Há algum EMPEDIMENTO para que se desenvolva o projeto?
  • D Você já ANALIZOU o projeto?
  • E Os professores estãomuito EXTRESSADOS.
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Apenas um tiroteio na madrugada

São 2:30 da madrugada e eu deveria estar dormindo, mas acordei com uma rajada de metralhadora na escuridão. É mais um tiroteio na favela ao lado.

Além dos tiros de metralhadora, outros tiros se seguem, mais finos, igualmente penetrantes, continuando a fuzilaria. Diria que armas de diversos calibres estão medindo seu poder de fogo a uns quinhentos metros da minha casa.

No entanto, estou na cama, tecnicamente dormindo. Talvez esteja sonhando, talvez esteja ouvindo o tiroteio de algum filme policial. Tento em princípio descartar a ideia de que há uma cena de guerrilha ao lado. Aliás, é fim de ano, e quem sabe não estão soltando foguetes por aí em alguma festa de rico?

Não. É tiroteio mesmo. Não posso nem pensar que são bombas de São João, como fiz de outras vezes, procurando ajeitar o corpo insone no travesseiro.

Estou tentando ignorar, mas não há como: é mais um tiroteio na favela ao lado. [...]

O tiroteio continua e estamos fingindo que nada acontece.

Sinto-me mal com isso. Me envergonho com o fato de que nos acostumamos covardemente a tudo. Me escandalizo que esse tiroteio não mais me escandalize. Me escandaliza que minha mulher durma e nem ouça que há uma guerra ao lado, exatamente como ela já se escandalizou quando em outras noites ouvia a mesma fuzilaria e eu dormia escandalosamente e ela ficava desamparada com seus ouvidos em meio à guerra.

Sei que vai amanhecer daqui a pouco. E vai se repetir uma cena ilustrativa de nossa espantosa capacidade de negar a realidade, ou de diminuir seu efeito sobre nós por não termos como administrá-la. Vou passar pela portaria do meu edifício e indagar ao porteiro e aos homens da garagem se também ouviram o tiroteio. Um ou outro dirá que sim. Mas falará disso como de algo que acontecesse inexplicavelmente no meio da noite.

No elevador, um outro morador talvez comente a fuzilaria com o mesmo ar de rotina com que se comenta um Fia - Flu. E vamos todos trabalhar. As crianças para as escolas. As donas de casa aos mercados. Os executivos nos seus carros.

Enquanto isso, as metralhadoras e as armas de todos os calibres se lubrificam. Há um ou outro disparo durante o dia. Mas é à noite que se manifestam mais escancaradamente. Ouvirei de novo a fuzilaria. Rotineiramente. É de madrugada e na favela ao lado recomeça o tiroteio. Não é nada.

Ouvirei os ecos dos tiros sem saber se é sonho ou realidade e acabarei por dormir. Não é nada. É apenas mais um tiroteio de madrugada numa favela ao lado.

Affonso Romano de Sant'Anna. Porta de colégio. São Paulo. Ática, 1995, p. 69-71.

Apenas uma das frases deve ser completada com a primeira palavra entre parênteses. Assinale-a.

  • A O homem era educado, um verdadeiro _____________ . (cavaleiro-cavalheiro)
  • B O rapaz foi pego em____________ . (fragrante - flagrante)
  • C Eles fizeram uma _____________ do suspeito. (discrição - descrição)
  • D O soldado pediu _____________ do serviço. (despensa - dispensa)
  • E O assaltante_____________ o próprio comparsa. (delatou-dilatou)
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Texto 1:

Primeira experiência em tantas viagens: o piloto do enorme avião que me levava era uma mulher. Jovem, não muito alta, bonita e alegre – por que pensei que mulher comandante (recuso termos como pilota e comandanta) teria que ser grandona feito eu, e sisuda? Minha surpresa, nascida do preconceito inconsciente, passou para alegria: olha ela ali, casada, com filhos pequenos, sem ar de mãe culpada ou profissional, tendo de mostrar ferozmente sua competência. Nela se viam naturalidade, segurança e simpatia.
No meu encontro com altas executivas, aquele incidente acabou simbólico. A gente pode aprender e assimilar muita coisa: neste momento nós, mulheres e homens, enfrentamos muitas novidades, num mundo fascinante, vertiginoso, belo e às vezes cruel. Com tecnologias efêmeras e atordoantes, estamos condenados à brevidade, à transitoriedade, depois de séculos em que os usos e costumes duravam muitos anos, e qualquer pequena mudança causava um alvoroço. A convivência de homens e mulheres também mudou, muitíssimo, tema para muita literatura e seminários, fonte de muitos problemas pessoais. Mudanças trazem o stress nosso de cada dia.
Eu devia falar sobre a carreira na vida de uma mulher, e seus desafios. Em muitas empresas as mulheres trabalham ombro a ombro com colegas homens, e eventualmente assumem cargos de comando. Como agimos, como nos portamos, como nos reinventamos, nós homens e mulheres? Estamos criando novas parcerias: se homens, enfrentando às vezes o comando de uma mulher; se mulheres, tentando descobrir como lidamos com o poder. Poder e dinheiro, dois fatores novos para nós, interligados e ainda inusitados. Conheço mulheres altamente capacitadas, com bons cargos e salários invejáveis, que no fim do mês entregam o dinheiro ao marido, ou têm uma conta conjunta que ele maneja, “para que ele não se sinta mal por eu ganhar mais.” Realmente, essa mulher com poder precisa de um parceiro com muito caráter, seguro e bem-humorado, para que o convívio faça crescer os dois, com cumplicidade e alegria.
Quando eu era adolescente, minhas tias e avós, achando que eu lia demais, profetizavam que eu “não conseguiria marido”, pois “os homens não gostam de mulheres muito inteligentes”. Hoje, celebro os tempos em que ser inteligente ou ter algum conhecimento não precisa ser escondido pelo arcaico medo de “ficar sozinha”. Tendo por escolha, sorte e acaso uma vida profissional sem patrão ou colegas diretos, admiro a diária superação das mulheres que ocupam cargo de mando. Pois se – além de sermos consideradas seres humanos (nem sempre fomos), hoje podemos votar, estudar, trabalhar, controlar o número de filhos e até escapar de casamentos infelizes –, assumimos muito conflito e confusão, os sentimentos humanos continuam os mesmos. Todos queremos dar algum sentido à nossa vida, queremos nos sentir importantes ao menos para alguém, desejamos realizações, mas também aconchego e escuta amorosa.
Como conciliamos as mais atávicas e legítimas emoções com as exigências duríssimas de trabalho? Nem sempre temos como deixar as crianças bem atendidas, mesmo tendo a melhor babá ou escolinha; se antes o marido chegava cansado, hoje muitas vezes marido e mulher voltam do trabalho exaustos e tensos. Nem sempre temos na vida pessoal ou no trabalho o parceiro que nos entende, apoia e aprecia, em vez de nos lançar vagas ironias ou quem sabe tentar nos boicotar – coisas que aos poucos desaparecem, pois também os homens estão aprendendo esse novo convívio.
“Os homens estão assustados com essa mulher que está surgindo?”, perguntam-me seguidamente, e digo: “Os bobos se assustam, ironizam, procuram nos diminuir; os inteligentes – que são os que nos interessam – hão de gostar de ter no trabalho uma colaboradora e em casa uma boa parceira, em lugar de uma funcionária ou gueixa aturdida e queixosa”. Como resolver tudo isso? Vivendo e enfrentando com alguma grandeza esses novos tempos e essas novas gentes que somos agora. (LUFT, Lya. “Homens, mulheres e poder”. Rev. Veja: 19/12/2012, p. 26.)

Falta correspondência semântica entre a locução empregada no texto e aquela que se propõe como alternativa para substituí-la em:

  • A as mulheres trabalham OMBRO A OMBRO COM colegas homens (§ 3) / de par com
  • B ALÉM DE sermos consideradas seres humanos [...], hoje podemos votar (§ 4) / ademais de
  • C queremos nos sentir importantes AO MENOS para alguém (§ 4) / quando mais não seja
  • D hoje MUITAS VEZES marido e mulher voltam do trabalho exaustos e tensos (§ 5) / não raro
  • E ter […] uma colaboradora e […] uma boa parceira, EM LUGAR DE uma funcionária ou gueixa aturdida e queixosa (§ 6) / ao invés de

Direito Administrativo

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A modalidade de licitação que poderá ser utilizada para vendas de bens móveis inservíveis avaliados em até R$ 650.000,00 é o(a)

  • A tomada de preços.
  • B pregão.
  • C leilão.
  • D convite.
  • E concurso.

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Assinale a alternativa que contém uma característica comum de uma autarquia.

  • A Exploração de atividade econômica
  • B Criação por lei específica.
  • C Caráter social.
  • D Personalidade jurídica de direito privado.

Direito Administrativo

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Assinale a alternativa que corresponde a uma característica do poder regulamentar.

  • A autonomia comrelação às leis.
  • B função legislativa.
  • C não sujeição ao controle do Poder Judiciário.
  • D natureza derivada ou secundária
  • E conteúdo contrário à lei.
23

Denomina-se “Processo” o conjunto de atos coordenados para obtenção de uma decisão. O processo administrativo está sujeito a cinco princípios de observância constante. Um desses princípios, o da oficialidade ou da impulsão, significa:



  • A dispensa de ritos sacramentais e formas rígidas, principalmente para os atos a cargo do particular.
  • B que ele deve ser instaurado com base na lei e para a preservação da lei.
  • C que a movimentação do processo cabe sempre à Administração.
  • D que a autoridade processante ou julgadora pode, até o julgamento final, conhecer novas provas, decorrentes de fatos supervenientes que comprovemas alegações, objeto de discussão.
  • E a garantia do direito de defesa e da obrigatoriedade do contraditório.

Administração Pública

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A respeito da Lei nº 7.827/1989, que instituiu o FCO (Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste), assinale a alternativa correta.


  • A Não possui como uma de suas diretrizes a preservação do meio ambiente.
  • B É financiado exclusivamente por meio de porcentagem do produto da arrecadação do IPI – Imposto sobre produtos industrializados.
  • C O FCO goza de isenção tributária
  • D A administração do FCO será realizada conjuntamente comos Fundos Constitucionais do Norte e doNordeste.
  • E O FCO é administrado exclusivamente pelo Ministério da IntegraçãoNacional.
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Considera-se inovação da denominada “Nova Gestão Pública”:

  • A a centralização das decisões nos órgãos político- administrativos.
  • B o estrito controle de procedimentos.
  • C a padronização de decisões.
  • D a alta especialização dos servidores emcarreiras.
  • E o uso de contratos de gestão.

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Segundo a Instrução Normativa n° 2/2008 do MPOG (Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão), serão objeto de execução direta os serviços de:

  • A telecomunicações
  • B copeiragem
  • C informática
  • D transporte.
  • E certificação.

Administração Pública

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A comunicação nas organizações públicas, além da necessidade de prezar pela transparência, como determinação geral da Administração Pública, é um fundamental instrumento de liderança. Nesse sentido, é correto afirmar:

  • A Uma retroação mais eficaz e eficiente é a obtida nosmenores subprocessos possíveis.
  • B Os canais de comunicação devem ser impostos pelo líder, em qualquer dos tipos de liderança.
  • C As informações produzidas pelo grupo são sempre divulgadas pelo líder, sob a ótica que ele julgar necessária.
  • D A aplicação do tipo de liderança deve ocorrer, independentemente das características do grupo.
  • E Os documentos formais de comunicação da organização são aqueles definidos entre o líder e o seu grupo.

Direito Administrativo

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Com relação à formalização do termo de contrato administrativo:

  • A pode ser dispensado nas compras com entrega imediata e integral.
  • B é facultativo, no caso de licitação realizada na modalidade pregão
  • C pode ser substituído pela nota de empenho se a entrega do objeto for parcelada.
  • D é obrigatório, independente do valor contratado.
  • E é facultativo, independente da modalidade realizada.

Administração Pública

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Carlos, servidor público lotado na Superintendência de Desenvolvimento do Centro-Oeste – SUDECO, retirou fisicamente da unidade competente, sem prévia autorização por escri to, processos administrativos para analisá-los em sua residência, pois gostaria de adiantar o seu trabalho.Diante do caso concreto, é correto afirmar que Carlos cometeu falta administrativa?


  • A Sim, punível compena de advertência verbal
  • B Sim, punível compena de advertência por escrito.
  • C Sim, punível compena de suspensão
  • D Sim, punível compena de demissão.
  • E Não, pois apenas estava sendo diligente com suas obrigações.
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