Resolver o Simulado Tribunal Regional do Trabalho - FCC

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Português

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Conselhos ao candidato

Certa vez um enamorado da Academia, homem ilustre e aliás perfeitamente digno de pertencer a ela, escreveu-me sondando-me sobre as suas possibilidades como candidato. Não pude deixar de sentir o bem conhecido calefrio aquerôntico, porque então éramos quarenta na Casa de Machado de Assis e falar de candidatura aos acadêmicos sem que haja vaga é um pouco desejar secretamente a morte de um deles. O consultado poderá dizer consigo que “praga de urubu não mata cavalo”. Mas, que diabo, sempre impressiona. Não impressionou ao conde Afonso Celso, de quem contam que respondeu assim a um sujeito que lhe foi pedir o voto para uma futura vaga:

-Não posso empenhar a minha palavra. Primeiro porque o voto é secreto; segundo porque não há vaga; terceiro porque a futura vaga pode ser a minha, o que me poria na posição de não poder cumprir com a minha palavra, coisa a que jamais faltei em minha vida.

Se eu tivesse alguma autoridade para dar conselhos ao meu eminente patrício, dir-lhe-ia que o primeiro dever de um candidato é não temer a derrota, não encará-la como uma capitis diminutio, não enfezar com ela. Porque muitos dos que se sentam hoje nas poltronas azuis do Trianon, lá entraram a duras penas, depois de uma ou duas derrotas. Afinal a entrada para a Academia depende muito da oportunidade e de uma coisa bastante indefinível que se chama “ambiente”. Fulano? Não tem ambiente. [...]

Sempre ponderei aos medrosos ou despeitados da derrota que é preciso considerar a Academia com certo senso de humour. Não tomá-la como o mais alto sodalício intelectual do país. Sobretudo nunca se servir da palavra “sodalício”, a que muitos acadêmicos são alérgicos. Em mim, por exemplo, provoca sempre urticária.

No mais, é desconfiar sempre dos acadêmicos que prometem: “Dou-lhe o meu voto e posso arranjar-lhe mais um”. Nenhum acadêmico tem força para arranjar o voto de um colega. Mas vou parar, que não pretendi nesta crônica escrever um manual do perfeito candidato.

(BANDEIRA, Manuel. Poesia completa e prosa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1993, vol. único, p. 683-684)

*aquerôntico = relativo ou pertencente a Aqueronte, um dos rios do Inferno, atravessado pelos mortos na embarcação conduzida pelo barqueiro Caronte.
*capitis diminutio:expressão latina de caráter jurídico empregada para designar a diminuição de capacidade legal.

O consultado poderá dizer consigo que “praga de urubu não mata cavalo”.

Infere-se, a partir da referência ao dito popular, que o autor
  • A se considera inteiramente livre de quaisquer compromissos relativos à consulta que lhe foi enviada, esquivando-se, também, de tentar conseguir votos para o suposto candidato.
  • B deseja, secretamente e de antemão, que o candidato não consiga comprovar que tem o mérito necessário para justificar sua pretensão de fazer parte da Academia.
  • C procura justificar sua isenção quanto ao questionamento do candidato, mesmo pondo de lado o fato de perceber certo mau agouro embutido na consulta que lhe foi enviada.
  • D busca questionar o mal-estar que sentiu ao receber a consulta do provável candidato, apoiando-se na sabedoria popular, fato que contraria sua formação erudita de acadêmico.
  • E se vale da sabedoria popular para considerar-se imune a um eventual desejo secreto do candidato de que surja a vaga com a morte de um dos acadêmicos, até mesmo a dele.
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Um programa a ser adotado

O PET - Programa de Educação pelo Trabalho - está fazendo dez anos, que serão comemorados num evento promovido pelo TRF4, que contará com representantes da Fase - Fundação de Atendimento Socioeducativo do Rio Grande do Sul.

Há dez anos seria difícil imaginar um interno da Fase em cumprimento de medida socioeducativa saindo para trabalhar em um tribunal e, no final do dia, retornar à fundação. Muitos desacreditariam da iniciativa de colocar um adolescente infrator dentro de um gabinete de desembargador ou da Presidência de um tribunal. Outros poderiam discriminar esses jovens e desejá-los longe do ambiente de trabalho.
Todas essas barreiras foram vencidas. Em uma década, o PET do TRF4 se tornou realidade, quebrou preconceitos, mudou a cultura da própria instituição e a vida de 154 adolescentes que já passaram pelo projeto. São atendidos jovens entre 16 e 21 anos, com escolaridade mínima da 4ª série do ensino fundamental. O tribunal enfrenta o desafio de criar, desenvolver e, principalmente, manter um programa de reinserção social. Os resultados do trabalho do PET com os menores que cumprem
medida socioeducativa na Fase são considerados muito positivos quando se fala de jovens em situação de vulnerabilidade social. Durante esses dez anos, 45% dos participantes foram inseridos no mercado de trabalho e muitos já concluíram o ensino médio; cerca de 70% reorganizaram suas vidas e conseguiram superar a condição de envolvimento em atividades ilícitas.
Na prática, os jovens trabalham durante 4 horas nos gabinetes de desembargadores e nas unidades administrativas do tribunal. Recebem atendimento multidisciplinar, com acompanhamento jurídico, de psicólogos e de assistentes sociais. Por meio de parcerias com entidades, já foram realizados cursos de mecânica, de padaria e de garçom. Destaque a considerar é o projeto “Virando a página”: oficinas de leitura e produção textual, coordenadas por servidores do TRF4 e professores e formandos de faculdades de Letras.

(Adaptado de: wttp://www2.trf4.jus.br/trf4/controlador.php?
acao= noticia_visualizar&id_noticia=10129)

Ambos os elementos sublinhados são exemplos de uma mesma função sintática na frase:

  • A “Virando a página” é uma iniciativa que deveria ser imitada por outras associações.
  • B Muitos desacreditaram de tais iniciativas.
  • C São atendidos jovens com idade entre 16 e 21 anos.
  • D Recebem atendimento multidisciplinar e acompanhamento jurídico.
  • E Vários jovens já concluíram os estudos e reorganizaram a vida.
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As questões de números 7 a 14 baseiam-se no texto seguinte.

Tememos o acaso. Ele irrompe de forma inesperada e imprevisível em nossa vida, expondo nossa impotência contra forças
desconhecidas que anulam tudo aquilo que trabalhosamente penamos para organizar e construir. Seu caráter aleatório e gratuito
rompe com as leis de causa e efeito com as quais procuramos lidar com a realidade, deixando-nos desarmados e atônitos frente à
emergência de algo que está além de nossa compreensão, que evidencia uma desordem contra a qual não temos recursos. O acaso
deixa à mostra a assustadora falta de sentido que jaz no fundo das coisas e que tentamos camuflar, revestindo-a com nossas
certezas e objetivos, com nossa apreensão lógica do mundo.
Procuramos estratégias para lidar com essa dimensão da realidade que nos inquieta e desestabiliza. Alguns, sem negar sua
existência, planejam suas vidas, torcendo para que ela não interfira de forma excessiva em seus projetos. Outros, mais infantis e
supersticiosos, tentam esconjurá-la, usando fórmulas mágicas. Os mais religiosos simplesmente não acreditam no acaso, pois creem
que tudo o que acontece em suas vidas decorre diretamente da vontade de um deus. Aquilo que alguns considerariam como a
manifestação do acaso, para eles são provações que esse deus lhes envia para testar-lhes sua fé e obediência.
São defesas necessárias para continuarmos a viver. Se a ideia de que estamos à mercê de acontecimentos incontroláveis que
podem transformar nossas vidas de modo radical e irreversível estivesse permanentemente presente em nossas mentes, o terror nos
paralisaria e nada mais faríamos a não ser pensar na iminência das catástrofes possíveis.
Entretanto, tem um tipo de homem que age de forma diversa. Ao invés de fugir do acaso, ele o convoca constantemente. É o
viciado em jogos de azar. O jogador invoca e provoca o acaso, desafiando-o em suas apostas, numa tentativa de dominá-lo, de curvá-
lo, de vencê-lo. E também de aprisioná-lo. É como se, paradoxalmente, o jogador temesse tanto a presença do acaso nos demais
recantos da vida, que pretendesse prendê-lo, restringi-lo, confiná-lo à cena do jogo, acreditando que dessa forma o controla e anula
seu poder.

(Trecho de artigo de Sérgio Telles. O Estado de S. Paulo, 26 de novembro de 2011, D12, C2+música)

... rompe com as leis de causa e efeito com as quais procuramos lidar com a realidade ... (1º parágrafo)

Há relação de causa e efeito no desenvolvimento do texto entre as situações que aparecem em:

  • A a inquietação decorrente da possibilidade de surgirem situações inesperadas e o planejamento racional das atividades diárias, levado a efeito por certas pessoas. (2º parágrafo)
  • B a presença inesperada do acaso em nossas vidas e a objetividade que deve levar à compreensão de sua ocorrência. (1º parágrafo)
  • C a constatação da ocorrência usual de fatos aleatórios e a exposição das pessoas a essas forças desconhecidas. (1º parágrafo)
  • D a percepção da falta de sentido das coisas e a tentativa de entender o mundo de maneira lógica e objetiva. (1º parágrafo)
  • E o medo de acontecimentos imprevistos na vida cotidiana e a constatação de que grandes catástrofes sempre podem ocorrer. (3º parágrafo)
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Não há hoje no mundo, em qualquer domínio de atividade artística, um artista cuja arte contenha maior universalidade que a de Charles Chaplin. A razão vem de que o tipo de Carlito é uma dessas criações que, salvo idiossincrasias muito raras, interessam e agradam a toda a gente. Como os heróis das lendas populares ou as personagens das velhas farsas de mamulengos.
Carlito é popular no sentido mais alto da palavra. Não saiu completo e definitivo da cabeça de Chaplin: foi uma criação em que o artista procedeu por uma sucessão de tentativas erradas.
Chaplin observava sobre o público o efeito de cada detalhe.
Um dos traços mais característicos da pessoa física de Carlito foi achado casual. Chaplin certa vez lembrou-se de arremedar a marcha desgovernada de um tabético. O público riu: estava fixado o andar habitual de Carlito.
O vestuário da personagem - fraquezinho humorístico, calças lambazonas, botinas escarrapachadas, cartolinha - também se fixou pelo consenso do público.
Certa vez que Carlito trocou por outras as botinas escarrapachadas e a clássica cartolinha, o público não achou graça: estava desapontado. Chaplin eliminou imediatamente a variante. Sentiu com o público que ela destruía a unidade física do tipo. Podia ser jocosa também, mas não era mais Carlito.
Note-se que essa indumentária, que vem dos primeiros filmes do artista, não contém nada de especialmente extravagante. Agrada por não sei quê de elegante que há no seu ridículo de miséria. Pode-se dizer que Carlito possui o dandismo do grotesco.
Não será exagero afirmar que toda a humanidade viva colaborou nas salas de cinema para a realização da personagem de Carlito, como ela aparece nessas estupendas obras-primas de humor que são O garoto, Em busca do ouro e O circo.
Isto por si só atestaria em Chaplin um extraordinário discernimento psicológico. Não obstante, se não houvesse nele profundidade de pensamento, lirismo, ternura, seria levado por esse processo de criação à vulgaridade dos artistas medíocres que condescendem com o fácil gosto do público.
Aqui é que começa a genialidade de Chaplin. Descendo até o público, não só não se vulgarizou, mas ao contrário ganhou maior força de emoção e de poesia. A sua originalidade extremou-se. Ele soube isolar em seus dados pessoais, em sua inteligência e em sua sensibilidade de exceção, os elementos de irredutível humanidade. Como se diz em linguagem matemática, pôs em evidência o fator comum de todas as expressões humanas.


(Adaptado de: Manuel Bandeira. “O heroísmo de Carlito”.Crônicas da província do Brasil. 2. ed. São Paulo, Cosac Naify, 2006, p. 219-20)

Atente para as afirmações sobre pontuação feitas abaixo a partir de segmentos transcritos do texto.

I. ... seria levado por esse processo de criação à vulgaridade dos artistas medíocres que condescendem com o fácil gosto do público.
Uma vírgula poderia ser colocada imediatamente depois de medíocres, sem alteração do sentido da frase.
II. O vestuário da personagem - fraquezinho humorístico, calças lambazonas, botinas escarrapachadas, cartolinha - também se fixou pelo consenso do público.
Os travessões poderiam ser substituídos por parênteses, sem prejuízo para a clareza e a correção.
III. Chaplin certa vez lembrou-se de arremedar a marcha desgovernada de um tabético.
A colocação de vírgulas para isolar o segmento certa vez implicaria prejuízo para a clareza e a correção.

Está correto o que se afirma APENAS em

  • A I e III.
  • B II.
  • C I.
  • D I e II.
  • E III.
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Atenção: A questão refere-se ao texto seguinte.


Os privilegiados da Terra

O fragmento de satélite artificial – só podia ser de satélite – caído sobre o povoado transformou de repente a vida dos moradores, que não chegavam a trezentos.
Repórteres e cinegrafistas cobriram o fato com o maior relevo. Não houve ninguém que deixasse de dar entrevista.
O fiscal do Governo apareceu para recolher o pedaço de coisa inédita, mas foi obstado pelo juiz de paz, que declarou aquilo um bem da comunidade. A população rendeu guarda ao objeto e jurou defender sua posse até o último sopro de vida.
A força policial enviada para manter a ordem aderiu aos moradores, pois seu comandante era filho do lugar. Acorreram turistas, pessoas dormiam na rua por falta de acomodação, surgiram batedores de carteira, que foram castigados, e começou a correr o boato de que aquele corpo metálico tinha propriedades mágicas.
Quem chegava perto dele seria fulminado se fosse mau caráter; conquistava a eterna juventude se fosse limpo de coração; e certa ardência que se evolava da superfície convidava ao amor.
Não se desprendeu do satélite, diziam uns; veio diretamente do céu, emanado de uma estrela, alvitravam outros. De qualquer modo, era dádiva especial para o lugarejo, pois ao tombar não ferira ninguém, não partira uma telha, nem se assustaram os animais domésticos com sua vinda insólita.
Tudo acabou com o misterioso desaparecimento da coisa. Seus guardas foram tomados de letargia, e ao recobrarem a consciência viram-se despojados do grande bem. Mas tinham assimilado esse bem, e passaram a viver de uma alegria inefável, que ninguém poderia roubar-lhes. Eram os privilegiados da Terra.

(Carlos Drummond de Andrade, Contos plausíveis)



A presença do misterioso objeto provocou várias reações entre os moradores do vilarejo, que passaram, por exemplo, a

  • A adotar rituais de fanática adoração diante da coisa.
  • B comprometer-se com sua permanente proteção.
  • C condescender com os autores de pequenos delitos.
  • D abandonar antigos hábitos religiosos.
  • E resistir às tentações mundanas e aos apelos do corpo.
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O MAQUINISTA empurra a manopla do acelerador. O trem cargueiro começa a avançar pelos vastos e desertos prados do Cazaquistão, deixando para trás a fronteira com a China.

     O trem segue mais ou menos o mesmo percurso da lendária Rota da Seda, antigo caminho que ligava a China à Europa e era usado para o transporte de especiarias, pedras preciosas e, evidentemente, seda, até cair em desuso, seis séculos atrás.

     Hoje, a rota está sendo retomada para transportar uma carga igualmente preciosa: laptops e acessórios de informática fabricados na China e enviados por trem expresso para Londres, Paris, Berlim e Roma.

     A Rota da Seda nunca foi uma rota única, mas sim uma teia de caminhos trilhados por caravanas de camelos e cavalos a partir de 120 a.C., quando Xi'an - cidade do centro-oeste chinês, mais conhecida por seus guerreiros de terracota - era a capital da China.

     As caravanas começavam cruzando os desertos do oeste da China, viajavam por cordilheiras que acompanham as fronteiras ocidentais chinesas e então percorriam as pouco povoadas estepes da Ásia Central até o mar Cáspio e além.

     Esses caminhos floresceram durante os primórdios da Idade Média. Mas, à medida que a navegação marítima se expandiu e que o centro político da China se deslocou para Pequim, a atividade econômica do país migrou na direção da costa.

     Hoje, a geografia econômica está mudando outra vez. Os custos trabalhistas nas cidades do leste da China dispararam na última década. Por isso as indústrias estão transferindo sua produção para o interior do país.

     O envio de produtos por caminhão das fábricas do interior para os portos de Shenzhen ou Xangai - e de lá por navios que contornam a Índia e cruzam o canal de Suez - é algo que leva cinco semanas. O trem da Rota da Seda reduz esse tempo para três semanas. A rota marítima ainda é mais barata do que o trem, mas o custo do tempo agregado por mar é considerável.

     Inicialmente, a experiência foi realizada nos meses de verão, mas agora algumas empresas planejam usar o frete ferroviário no próximo inverno boreal. Para isso adotam complexas providências para proteger a carga das temperaturas que podem atingir 40 °C negativos.



(Adaptado de: www1.folhauol.com.br/FSP/newyorktimes/122473)

Para isso adotam complexas providências para proteger a carga das temperaturas que podem atingir 40 °C negativos. (último parágrafo)

Sem que se faça nenhuma outra alteração no segmento acima, mantêm-se a correção e, em linhas gerais, o sentido original, substituindo-se
  • A atingir por cair à.
  • B adotam por recorrem.
  • C para proteger por afim de proteger.
  • D complexas por amplas.
  • E isso por tanto.
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Em um belo artigo, o físico Marcelo Gleiser, analisando a constatação do satélite Kepler de que existem muitos planetas com características físicas semelhantes ao nosso, reafirmou sua fé na hipótese da Terra rara, isto é, a tese de que a vida complexa (animal) é um fenômeno não tão comum no Universo.
Gleiser retoma as ideias de Peter Ward expostas de modo persuasivo em "Terra Rara". Ali, o autor sugere que a vida microbiana deve ser um fenômeno trivial, podendo pipocar até em mundos inóspitos; já o surgimento de vida multicelular na Terra dependeu de muitas outras variáveis físicas e históricas, o que, se não permite estimar o número de civilizações extraterráqueas, ao menos faz com que reduzamos nossas expectativas.
Uma questão análoga só arranhada por Ward é a da inexorabilidade da inteligência. A evolução de organismos complexos leva necessariamente à consciência e à inteligência?
Robert Wright diz que sim, mas seu argumento é mais matemático do que biológico: complexidade engendra complexidade, levando a uma corrida armamentista entre espécies cujo subproduto é a inteligência.
Stephen J. Gould e Steven Pinker apostam que não. Para eles, é apenas devido a uma sucessão de pré-adaptações e coincidências que alguns animais transformaram a capacidade de resolver problemas em estratégia de sobrevivência. Se rebobinássemos o filme da evolução e reencenássemos o processo mudando alguns detalhes do início, seriam grandes as chances de não chegarmos a nada parecido com a inteligência.


(Adaptado de Hélio Schwartsman. Folha de S. Paulo, 28/10/2012)


A frase em que as regras de concordância estão plenamente respeitadas é:

  • A Podem haver estudos que comprovem que, no passado, as formas mais complexas de vida - cujo habitat eram oceanos ricos em nutrientes - se alimentavam por osmose.
  • B Cada um dos organismos simples que vivem na natureza sobrevivem de forma quase automática, sem se valerem de criatividade e planejamento.
  • C Desde que observe cuidados básicos, como obter energia por meio de alimentos, os organismos simples podem preservar a vida ao longo do tempo com relativa facilidade.
  • D Alguns animais tem de se adaptar a um ambiente cheio de dificuldades para obter a energia necessária a sua sobrevivência e nesse processo expõe- se a inúmeras ameaças.
  • E A maioria dos organismos mais complexos possui um sistema nervoso muito desenvolvido, capaz de se adaptar a mudanças ambientais, como alterações na temperatura.
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Só me faltam seis meses e 28 dias para estar em condições de me aposentar. Deve fazer pelo menos cinco anos que mantenho este cômputo diário de meu saldo de trabalho. Na verdade, preciso tanto assim do ócio? Digo a mim mesmo que não, que não é do ócio que preciso, mas do direito a trabalhar no que eu quiser. Por exemplo? Jardinagem, quem sabe. É bom como descanso ativo para os domingos, para contrabalançar a vida sedentária e também como defesa secreta contra minha futura e garantida artrite.

(Mário Benedetti. A trégua. Trad. de Joana Angelica D’Avila Melo)

Diz o autor que ...... pelo menos cinco anos vem contando os dias para sua aposentadoria (daqui ...... seis meses, segundo seus cálculos), ...... partir da qual pensa em dedicar-se ..... jardinagem.

Completam adequadamente as lacunas da frase acima, na ordem dada:

  • A há - a - a - à
  • B a - há - a - à
  • C há - a - à - a
  • D a - há - à - à
  • E há - há - a - a
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O MAQUINISTA empurra a manopla do acelerador. O trem cargueiro começa a avançar pelos vastos e desertos prados do Cazaquistão, deixando para trás a fronteira com a China.

     O trem segue mais ou menos o mesmo percurso da lendária Rota da Seda, antigo caminho que ligava a China à Europa e era usado para o transporte de especiarias, pedras preciosas e, evidentemente, seda, até cair em desuso, seis séculos atrás.

     Hoje, a rota está sendo retomada para transportar uma carga igualmente preciosa: laptops e acessórios de informática fabricados na China e enviados por trem expresso para Londres, Paris, Berlim e Roma.

     A Rota da Seda nunca foi uma rota única, mas sim uma teia de caminhos trilhados por caravanas de camelos e cavalos a partir de 120 a.C., quando Xi'an - cidade do centro-oeste chinês, mais conhecida por seus guerreiros de terracota - era a capital da China.

     As caravanas começavam cruzando os desertos do oeste da China, viajavam por cordilheiras que acompanham as fronteiras ocidentais chinesas e então percorriam as pouco povoadas estepes da Ásia Central até o mar Cáspio e além.

     Esses caminhos floresceram durante os primórdios da Idade Média. Mas, à medida que a navegação marítima se expandiu e que o centro político da China se deslocou para Pequim, a atividade econômica do país migrou na direção da costa.

     Hoje, a geografia econômica está mudando outra vez. Os custos trabalhistas nas cidades do leste da China dispararam na última década. Por isso as indústrias estão transferindo sua produção para o interior do país.

     O envio de produtos por caminhão das fábricas do interior para os portos de Shenzhen ou Xangai - e de lá por navios que contornam a Índia e cruzam o canal de Suez - é algo que leva cinco semanas. O trem da Rota da Seda reduz esse tempo para três semanas. A rota marítima ainda é mais barata do que o trem, mas o custo do tempo agregado por mar é considerável.

     Inicialmente, a experiência foi realizada nos meses de verão, mas agora algumas empresas planejam usar o frete ferroviário no próximo inverno boreal. Para isso adotam complexas providências para proteger a carga das temperaturas que podem atingir 40 °C negativos.



(Adaptado de: www1.folhauol.com.br/FSP/newyorktimes/122473)

Afirma-se corretamente:

  • A Sem prejuízo para a correção e o sentido original, uma vírgula pode ser inserida imediatamente após cordilheiras (quinto parágrafo).
  • B O segmento isolado por travessões, no quarto parágrafo, assinala uma ressalva ao que se afirmou antes.
  • C No terceiro parágrafo, os dois-pontos introduzem um esclarecimento acerca do que se afirmou antes.
  • D Haverá prejuízo para a correção e o sentido original ao se inserir uma vírgula imediatamente após isso (sétimo parágrafo).
  • E Sem prejuízo para a correção e o sentido original, no segmento que podem atingir 40 °C negativos (último parágrafo), o elemento grifado pode ser substituído por “onde”.
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Alguns mapas e textos do século XVII apresentam-nos a vila de São Paulo como centro de amplo sistema de estradas expandindo-se rumo ao sertão e à costa. Os toscos desenhos e os nomes estropiados desorientam, não raro, quem pretenda servir-se desses documentos para a elucidação de algum ponto obscuro de nossa geografia histórica. Recordam-nos, entretanto, a singular importância dessas estradas para a região de Piratininga, cujos destinos aparecem assim representados em um panorama simbólico.
Neste caso, como em quase tudo, os adventícios deveram habituar-se às soluções e muitas vezes aos recursos materiais dos primitivos moradores da terra. Às estreitas veredas e atalhos que estes tinham aberto para uso próprio, nada acrescentariam aqueles de considerável, ao menos durante os primeiros tempos. Para o sertanista branco ou mamaluco, o incipiente sistema de viação que aqui encontrou foi um auxiliar tão prestimoso e necessário quanto o fora para o indígena. Donos de uma capacidade de orientação nas brenhas selvagens, em que tão bem se revelam suas afinidades com o gentio, mestre e colaborador inigualável nas entradas, sabiam os paulistas como transpor pelas passagens mais convenientes as matas espessas ou as montanhas aprumadas, e como escolher sítio para fazer pouso e plantar mantimentos.
Eram de vária espécie esses tênues e rudimentares caminhos de índios. Quando em terreno fragoso e bem vestido, distinguiam- se graças aos galhos cortados a mão de espaço a espaço. Uma sequência de tais galhos, em qualquer floresta, podia significar uma pista. Nas expedições breves serviam de balizas ou mostradores para a volta. Era o processo chamado ibapaá, segundo Montoya, caapeno, segundo o padre João Daniel, cuapaba, segundo Martius, ou ainda caapepena, segundo Stradelli: talvez o mais generalizado, não só no Brasil como em quase todo o continente americano. Onde houvesse arvoredo grosso, os caminhos eram comumente assinalados a golpes de machado nos troncos mais robustos. Em campos extensos, chegavam em alguns casos a extremos de sutileza. Koch-Grünberg viu uma dessas marcas de caminho na serra de Tunuí: constava simplesmente de uma vareta quebrada em partes desiguais, a maior metida na terra, e a outra, em ângulo reto com a primeira, mostrando o rio. Só a um olhar muito exercitado seria perceptível o sinal.

(Sérgio Buarque de Holanda. Caminhos e fronteiras. 3.ed. S. Paulo: Cia. das Letras, 1994. p.19-20)

A substituição do elemento grifado pelo pronome correspondente, com os necessários ajustes, foi realizada de modo INCORRETO em:

  • A mostrando o rio = mostrando-o.
  • B como escolher sítio = como escolhê-lo.
  • C transpor [...] as matas espessas = transpor-lhes.
  • D Às estreitas veredas [...] nada acrescentariam = nada lhes acrescentariam.
  • E viu uma dessas marcas = viu uma delas.

Noções de Informática

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No uso diário do computador, Pedro

I. considera que mensagens vindas de conhecidos nem sempre são confiáveis, verificando se contêm vírus antes de abri- las.

II. mantém habilitada a autoexecução de mídias removíveis.

III. mantém habilitada, no programa leitor de e-mails, a autoexecução de arquivos anexados.

IV. configura seu antimalware para verificar apenas os formatos de arquivo executáveis (.exe).

Podem comprometer a segurança do computador as ações contidas SOMENTE em

  • A II, III e IV.
  • B I, II e III.
  • C III e IV.
  • D I, II e IV.
  • E I, III e IV.
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João possui uma pasta em seu computador com um conjunto de arquivos que totalizam 4GB. A mídia de backup adequada, dentre outras, para receber uma cópia da pasta é

  • A DVD-RW.
  • B CD-R.
  • C Disquete de 3 e 1/2 polegadas de alta densidade.
  • D Memória CACHE.
  • E Memória RAM.
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Considere a tabela criada pelo Microsoft Excel 2007 em português:

Caso você queira obter apenas os dados abaixo relativos aos menores de 18 anos que sofreram Violência comprovada pelo Laudo Médico:

Você deve:

  • A na Guia Início no grupo Edição clicar em Classificar e Filtrar e selecionar Filtro. Clicar no símbolo do filtro ao lado da célula Idade, selecionar Filtros de Número e digitar 18. Depois repetir o processo de filtragem para a célula Laudo Médico, selecionando o campo Violência.
  • B selecionar a célula Idade. Na Guia Fórmulas no grupo Classificar e Filtrar, selecionar Filtro. Clicar no símbolo do filtro ao lado da célula Idade, selecionar Filtros de Número e digitar é menor do que 18. Depois repetir o processo de filtragem para a célula Laudo Médico, selecionando o campo Violência.
  • C selecionar a célula Idade. Na Guia Início no grupo Classificar e Filtrar, selecionar Filtro. Clicar no símbolo do filtro ao lado da célula Idade e selecionar o número 16 do Josevaldo. Depois repetir o processo de filtragem para a célula Laudo Médico, selecionando o campo Violência.
  • D selecionar a célula Idade. Na Guia Início no grupo Edição clicar em Classificar e Filtrar e selecionar Filtro. Clicar no símbolo do filtro ao lado da célula Idade, selecionar Filtros de Número, escolher é menor do que e digitar 18. Depois repetir o processo de filtragem para a célula Laudo Médico, selecionando o campo Violência.
  • E na Guia Início no grupo Filtro selecionar Classificar e Filtrar. Clicar no símbolo do filtro ao lado da célula Idade, selecionar Filtros de Número, escolher o número 18 da lista de dados. Depois repetir o processo de filtragem para a célula Laudo Médico, selecionando o campo Violência.
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À esquerda do Controle de Zoom, localizado no lado direito do rodapé da tela de um documento Word 2010, encontram-se cinco botões em miniatura cujas funções podem também ser acessadas em botões na guia

  • A Início.
  • B Inserir.
  • C Exibição.
  • D Revisão.
  • E Layout da Página.
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O usuário deve procurar responder algumas perguntas antes de adotar um ou mais cuidados com suas cópias de segurança:

- Que informações realmente importantes precisam estar armazenadas em minhas cópias de segurança?

- Quais seriam as consequências/prejuízos, caso minhas cópias de segurança fossem destruídas ou danificadas?

- O que aconteceria se minhas cópias de segurança fossem furtadas?

Baseado nas respostas para as perguntas anteriores, assinale a alternativa que apresenta um cuidado a ser observado por um usuário comprometido com a segurança dos dados.

  • A Cópias de segurança devem conter apenas arquivos confiáveis do usuário, ou seja, que não contenham vírus e nem algum outro tipo de malware. Arquivos do sistema operacional e que façam parte da instalação dos softwares utilitários devem fazer parte das cópias de segurança, pois evitaria que os mesmos precisassem ser reinstalados das mídias fornecidas pelos fabricantes.
  • B A escolha da mídia para a realização da cópia de segurança é muito importante e depende da importância e da vida útil que a cópia deve ter. A utilização de alguns disquetes para armazenar um pequeno volume de dados é perfeitamente viável. Mas um grande volume de dados, de maior importância, que deve perdurar por longos períodos, como os dados de um servidor, devem ser armazenados em mídias mais confiáveis, como os pen drives.
  • C Cópias de segurança devem ser guardadas em um local restrito e com ar condicionado bastante frio, de modo que apenas pessoas autorizadas tenham acesso a este local e a temperatura seja sempre bem baixa.
  • D Cópias de segurança podem ser guardadas em locais diferentes. Um exemplo seria manter uma cópia em empresas especializadas em manter áreas de armazenamento com cópias de segurança de seus clientes. Nestes casos é muito importante considerar a segurança física de suas cópias.
  • E Os dados armazenados em uma cópia de segurança não podem conter informações sigilosas. Neste caso, os dados que contenham informações sigilosas devem ser mantidos no computador do usuário.
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Com relação à segurança da informação nos ambientes computacionais, está correto afirmar:

  • A As senhas secretas devem ser anotadas em papel para a rápida recuperação em caso de esquecimento.
  • B As senhas secretas devem conter informações fáceis de memorizar, como nomes e datas de nascimento.
  • C Os links ou anexos recebidos de endereços de e-mails desconhecidos não devem ser abertos.
  • D Os arquivos com vírus recebidos por e-mail podem ser abertos com segurança, pois o sistema operacional se encarrega de eliminar as ameaças.
17

Um funcionário ficou responsável pela elaboração de um modelo de dados e criação de um banco de dados para a Receita Estadual.
O banco de dados deve controlar os funcionários da Receita, os departamentos aos quais estão vinculados e os projetos nos quais estão alocados, de acordo com a descrição:

I. A Receita está organizada em departamentos. Cada departamento tem um nome único, um número único e um funcionário que gerencia o departamento. Há, ainda, a data em que o funcionário começou a gerenciar o departamento.
II. Um departamento controla vários projetos. Cada projeto tem um nome único, um único número e uma única data de início.
III. Cada empregado tem um número único de CPF, um número de seguro social, endereço, sexo, salário e data de nascimento.
IV. Todo empregado está alocado em um departamento, mas pode trabalhar em diversos projetos, mesmo que controlados por diferentes departamentos. Controla-se o número de horas que cada empregado trabalha em cada projeto. Controla-se o supervisor direto de cada empregado, que supervisiona seu trabalho.

Considere: - Existe a tabela FUNCIONARIO, cuja chave primária é CPF.

- Existe a tabela DEPARTAMENTO cuja chave primária é NUMERODEP.
- O campo NDEP da tabela FUNCIONARIO refere-se ao número do departamento ao qual um funcionário está alocado.
- O valor de NDEP em qualquer tupla da tabela FUNCIONARIO deve corresponder a um valor da chave primária da tabela DEPARTAMENTO em alguma tupla desta tabela.

O campo NDEP pode ser

  • A o atributo referencial da superchave da tabela DEPARTAMENTO.
  • B a chave estrangeira na tabela FUNCIONARIO em relação à tabela DEPARTAMENTO.
  • C a chave secundária da tabela DEPARTAMENTO.
  • D a segunda chave primária da tabela FUNCIONARIO em relação à tabela DEPARTAMENT
  • E a chave estrangeira na tabela DEPARTAMENTO em relação à tabela FUNCIONARIO.
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Em um slide em branco de uma apresentação criada utilizando-se o Microsoft PowerPoint 2010 (em português), uma das maneiras de acessar alguns dos comandos mais importantes é clicando-se com o botão direito do mouse sobre a área vazia do slide. Dentre as opções presentes nesse menu, estão as que permitem

  • A copiar o slide e salvar o slide.
  • B salvar a apresentação e inserir um novo slide.
  • C salvar a apresentação e abrir uma apresentação já existente.
  • D apresentar o slide em tela cheia e animar objetos presentes no slide.
  • E mudar o layout do slide e a formatação do plano de fundo do slide.
19

Considere a planilha abaixo, criada no Microsoft Excel 2010 em português.

A B C
1 Paulo Cesar Pedro Henrique
2 Anos do empréstimo 4 10
3 Pagamento mensal -200,00 -2732,00
4 Quantia do empréstimo 8000,00 70000,00
5 Taxa de juros mensal 1%
6 Taxa de juros anual 9,24% 46,34%

A fórmula que deve ser digitada na célula C5 para obter a taxa de juros mensal do empréstimo do Pedro Henrique é

  • A =TAXA(D3; D4; D5)
  • B =JUROSACUM(D3; D4; D5)
  • C =TAXAJUROS(D3*12; D4; D5)
  • D =TAXA(C2*12; C3; C4)
  • E =TAXAJUROS(D3; D4; D5)
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Considere uma planilha criada no Microsoft Excel 2007, em português, que possui na célula A1 o valor 10 e na célula A2 o valor 15. Foram executadas as seguintes operações envolvendo estes valores:

I. =SOMA(A1;A2)
II. =SOMA("5";A1;A2;VERDADEIRO)
III. =SOMA(A1:A2:"5")
IV. =SOMA(A1:A2;VERDADEIRO)

Foram corretamente utilizadas APENAS as fórmulas apresentadas em

  • A III e IV.
  • B I e III.
  • C II e III.
  • D I, II e IV.
  • E II e III.

Administração Financeira e Orçamentária

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Conforme a Constituição Federal vigente, a lei que estabelece as prioridades para o exercício financeiro subsequente, orienta a elaboração do orçamento, dispõe sobe as alterações na legislação tributária e estabelece a política de aplicação das agências financeiras de fomento, bem como define as metas e prioridades em termos de programas a executar pelo governo é a Lei

  • A do Orçamento Anual.
  • B do Plano Plurianual.
  • C de Responsabilidade Fiscal.
  • D de Diretrizes Orçamentárias.
  • E da Seguridade Social.
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Um dos principais instrumentos da transparência fiscal, que deve conter um comparativo com os limites relacionados às operações de crédito, inclusive por antecipação de receita, e que deverá ser assinado pelo controle interno, é o

  • A Demonstrativo de Receita e Despesa por categoria econômica.
  • B Anexo de Metas Fiscais.
  • C Anexo de Riscos Fiscais.
  • D Relatório de Gestão Fiscal.
  • E Relatório Resumido da Execução Orçamentária.
23

Sobre os créditos adicionais, é correto afirmar que

  • A o superávit financeiro do exercício anterior pode ser considerado recurso para a abertura dos créditos suplementares e especiais.
  • B somente os especiais podem ser autorizados por decretos e abertos por lei.
  • C os especiais e os suplementares podem ser autorizados por decretos e abertos por lei.
  • D os extraordinários, obrigatoriamente, devem ser abertos por lei.
  • E somente os suplementares podem ser autorizados por decretos e abertos por lei.
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Dentre as obrigações estabelecidas pela Lei de Responsabilidade Fiscal - LRF ao Presidente do TRT/BA está a de assinar documento que tem, entre outras informações, um comparativo com os limites para a despesa com pessoal, distinguindo inativos e pensionistas. Esse documento é

  • A o relatório resumido da execução orçamentária.
  • B o parecer prévio.
  • C a prestação de contas.
  • D o plano de execução orçamentária.
  • E o relatório de gestão fiscal.
25

A Constituição Federal determina que o Poder Executivo publicará, até trinta dias após o encerramento de cada bimestre, relatório resumido da execução orçamentária. No que tange às receitas, o elemento integrante deste relatório que especifica, por categoria econômica, as receitas por fonte, informando as realizadas e a realizar, bem assim a previsão atualizada, é denominado

  • A balanço orçamentário.
  • B balanço financeiro.
  • C balanço patrimonial.
  • D anexo de meta fiscal.
  • E demonstrativo de execução das receitas e das despesas.

Direito Administrativo

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Segundo a Lei no 10.520/2002, no curso da sessão do pregão, além do autor da oferta de valor mais baixo, poderão fazer novos lances verbais e sucessivos os autores das ofertas, com preços que superem àquela em até

  • A 5%.
  • B 15%.
  • C 10%.
  • D 7%.
  • E 20%.
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Um órgão do governo federal divulgou edital de pregão presencial para a aquisição de câmaras para sistema de segurança, cujo valor estimado pela Administração, com base em pesquisa de preços no mercado, foi R$ 23.000,00. Aberta a sessão e após abertura dos envelopes, obtiveram-se as seguintes propostas:

Empresa Valor da Proposta
A R$ 20.000,00
B R$ 20.500,00
C R$ 21.300,00
D R$ 21.950,00
E R$ 22.100,00


No curso da sessão, as empresas que poderão fazer lances verbais e sucessivos, até a proclamação do vencedor, são
  • A A, B e C, apenas.
  • B A e B, apenas.
  • C A, B, C e D, apenas
  • D B, C e D, apenas.
  • E A, B, C, D e E.

Administração Financeira e Orçamentária

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Em se tratando de suprimentos de fundos,

  • A o adiantamento será concedido mediante o devido empenhamento da despesa na dotação própria.
  • B a concessão de adiantamento para despesas urgentes não gera inicialmente impacto orçamentário.
  • C a concessão de adiantamento afeta a execução orçamentária apenas no momento da respectiva prestação de conta pelo responsável.
  • D a devolução de saldo de adiantamento não utilizado, em exercício posterior ao da concessão, não gera impacto na execução orçamentária.
  • E a devolução de saldo de adiantamento não utilizado no mesmo exercício da concessão, gera uma receita orçamentária.
29

O Governo do Estado do Piauí promoveu licitação para a aquisição de cestas básicas destinadas à população carente, tendo os fatos ocorridos da seguinte forma:

FATOS DATA
Publicação do edital de licitação 10/01/14
Empenhamento do total da despesa 10/03/14
Pagamento da primeira parcela (referente ao primeiro lote de cestas básicas) 10/04/14
Entrega do primeiro lote de cestas básicas 15/04/14
Entrega do segundo e último lote de cestas básicas 15/05/14
Pagamento da segunda e última parcela (referente ao segundo lote de cestas básicas) 10/06/14


Essa cronologia de fatos, permite inferir que

  • A houve falha na fase de empenhamento, pois, mesmo tendo ocorrido a entrega das cestas básicas de forma parcelada, o empenho foi global.
  • B o pagamento da primeira parcela foi legal, uma vez que o fornecedor tem o direito de receber primeiro da Administração e depois entregar o bem que foi adquirido, já que foi o vencedor da licitação.
  • C houve falha na execução do planejado, uma vez que o empenhamento ocorreu de uma só vez, ao passo que o pagamento e a liquidação foram parcelados.
  • D houve falha no pagamento da primeira parcela, pois realizado sem a regular liquidação
  • E houve falha no pagamento da segunda parcela, uma vez que sujeitou o fornecedor a entregar as cestas básicas antecipadamente.
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Num determinado período, o Governo do Estado do Ceará verificou que a receita realizada poderia não comportar o cumprimento das metas de resultado nominal e primário estabelecidas no Anexo de Metas Fiscais. Em razão desse fato, houve a necessidade de promover limitação de empenho e de movimentação financeira. Além daquelas relacionadas a obrigações constitucionais, a Lei de Diretrizes Orçamentárias do Estado não especificou despesas que não poderiam se sujeitar a essas restrições. Nos termos da Lei de Responsabilidade Fiscal, o ato de limitação NÃO alcança as despesas 

  • A para aquisição de cestas básicas para o setor da assistência social.
  • B relacionadas à construção da sede da Secretaria de Obras.
  • C destinadas ao pagamento do serviço da dívida.
  • D para a realização de concurso público para provimento de cargos efetivos.
  • E para a realização de serviços de ligação do sistema de água e esgotos.
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