O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Por que sempre temos espaço para uma sobremesa, segundo anatomista?
Você se afasta da mesa depois do almoço de Natal, satisfeito com o excelente banquete.
Você realmente não conseguiria comer mais nada − exceto, talvez, um pouco de pudim.
De alguma forma, não importa o quanto você tenha comido, sempre parece haver espaço para a sobremesa.
Por quê? O que há em algo doce que nos tenta a dizer "vamos nessa", mesmo quando cheios?
Os japoneses capturam isso perfeitamente com a palavra betsubara , que significa "estômago separado"
Anatomicamente falando, não existe um compartimento extra, mas a sensação de ainda ter espaço para o pudim é tão comum que merece uma explicação científica.
Longe de ser imaginário, esse sentimento reflete uma série de processos fisiológicos e psicológicos que, juntos, tornam a sobremesa excepcionalmente atraente, mesmo quando o prato principal parece ter nos levado ao limite da saciedade.
Um bom ponto de partida é o próprio estômago. Muitas pessoas o imaginam como um saco de tamanho fixo que se enche constantemente até não poder mais, como se mais uma garfada o fizesse transbordar.
Na realidade, o estômago é projetado para se expandir e se adaptar.
Ao começarmos a comer, o estômago passa por um processo de "acomodação gástrica": a musculatura lisa relaxa, criando capacidade extra sem um grande aumento de pressão.
Crucialmente, alimentos macios e doces exigem pouquíssima digestão mecânica.
Um prato principal pesado pode fazer o estômago se sentir distendido, mas uma sobremesa leve, como sorvete ou mousse, mal exige esforço do estômago, permitindo que ele relaxe ainda mais para criar espaço.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/c4gkg0ed91jo adaptado
"Na realidade, o estômago é projetado para se expandir e se adaptar."
Segundo as informações apresentadas no texto, é CORRETO afirmar que o estômago:
- A Possui mecanismos que permitem acomodar diferentes quantidades de alimento.
- B É rígido e apresenta tamanho fixo, enchendo-se de forma contínua até atingir sua capacidade máxima.
- C Raramente funciona corretamente, apresentando falhas na maior parte do tempo.
- D Nunca muda, independentemente do tipo ou da quantidade de alimentação ingerida.