Prova da Prefeitura de Cachoeiras de Macacu-2 - Professor I (História) - IBAM (2025) - Questões Comentadas

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A construção da História do Cotidiano se deu ao longo do desenvolvimento teórico da historiografia europeia do século XX. Naturalizou-se, no decorrer do tempo, que tal forma de se escrever a História fosse plural e diversa. Todavia é possível identificarmos bases e análises teóricas que direcionavam os olhares para as possibilidades deste cotidiano de forma, em princípio, fragmentada. No campo da análise econômica, um dos apoios historiográficos para o desenvolvimento dessa vertente historiográfica pode ser encontrado na obra do seguinte autor por conta do respectivo argumento:

  • A Fernand Braudel, que desenvolveu a ideia da Economia Tripartida, apresentando a infraestrutura invisível da vida material como mobilizadora da sociedade
  • B Eric Hobsbawm, que sintetizou a concepção da Era das Antecipações, promovendo análise sobre as persistências na “sociedade do capital” de elementos pré-capitalistas
  • C E. P. Thompson, que analisou a formação do proletariado inglês, partindo do pressuposto de superação da consciência de classe pelas necessidades cotidianas particulares
  • D Michel Foucault, que formulou o conceito de biopolítica, analisando a forma como o poder incide sobre os corpos e populações em detrimento das macroestruturas

“Ora, os erros nessa matéria são perigosos. A ideia que se tem da Grécia e de Roma muitas vezes perturbou várias de nossas gerações. Observando mal as instituições da cidade antiga, quiseram fazê-las reviver entre nós. Fez-se ideia errada da liberdade entre os antigos, e somente por isso a liberdade entre os modernos foi posta em perigo. Nossos últimos oitenta anos demonstraram claramente que uma das grandes dificuldades que se opõem à marcha da sociedade moderna é o hábito de ter sempre diante dos olhos a antiguidade greco-romana.
(...)
Encaradas desse modo, a Grécia e Roma apresentam-se-nos com um caráter absolutamente inimitável. Nada do que é moderno lhes é semelhante. E no futuro nada poderá ser-lhes semelhante. Tentaremos, pois, demonstrar as regras que governaram essas sociedades, e constataremos facilmente que essas regras não podem mais dirigir a humanidade.”
COULANGES, Numa Denis Fustel de. A cidade antiga. Trad. de Frederico Ozanam Pessoa de Barros: LeLivros, 2006. Disponível em: https://latim.paginas.ufsc.br/files/2012/06/A-Cidade-Antiga-Fustel-de-Coulanges.pdf Acesso em: 20 set. 2025.

O trecho destacado apresenta características que nos permitem associá-lo à historiografia:

  • A marxista
  • B estruturalista
  • C revisionista
  • D positivista

“Já foi sugerido que a expansão do campo do historiador implica o repensar da explicação histórica, uma vez que as tendências culturais e sociais não podem ser analisadas da mesma maneira que os acontecimentos políticos. Elas requerem mais explicação estrutural. Quer gostem, quer não, os historiadores estão tendo de se preocupar com questões que por muito tempo interessaram a sociólogos e a outros cientistas sociais. Quem são os verdadeiros agentes na história, os indivíduos ou os grupos? Será que eles podem resistir com sucesso às pressões das estruturas sociais, políticas ou culturais? São essas estruturas meramente restrições à liberdade de ação, ou permitem aos agentes realizarem mais escolhas?”
BURKE, Peter. Abertura: a nova história, seu passado e seu futuro. IN BURKE, Peter (org). A Escrita da História: novas perspectivas. São Paulo, Editora da UNESP, 1992. p.31.

O texto apresentado refere-se ao desenvolvimento da Escola dos Annales e deve ser associado a uma determinada geração desta revista, representada pelo seguinte autor:

  • A 1ª geração – Georges Duby
  • B 2ª geração – Lucien Febvre
  • C 3ª geração – Jacques Le Goff
  • D 4ª geração – Ernest Labrousse

“Eles teriam partido do atual Camarões, de onde se espalharam por toda a África central, oriental e do sul, onde antes viviam povos com um tipo físico diferente, de baixa estatura e cujo idioma era caracterizado pela emissão de estalidos. Esses povos eram nômades e viviam de caçar e coletar o que encontravam na natureza. (...) Essa movimentação durou cerca de 2.500 anos e fez que mais da metade do continente fosse povoado por povos falantes de línguas formadas com base em uma única origem. Eles eram agricultores, sabiam fazer instrumentos de ferro e iam ocupando terras desabitadas, se misturando aos antigos moradores ou expulsando-os para outros lugares.”
SOUZA, Marina de Melo e. África e Brasil africano. São Paulo: Ática, 2007. p.21

O excerto destacado faz referência a um conjunto de povos, integrantes de um mesmo grupo linguístico, que posteriormente relacionou-se com os europeus, impactando os idiomas dos colonizadores da América, especialmente a língua portuguesa. Este grupo é conhecido como:

  • A Mina
  • B Banto
  • C Coisã
  • D Magrebe

Sob a ótica da História econômica, a organização inicial da exploração das regiões da América conquistadas em nome da coroa espanhola era pautada pela articulação entre os seguintes aspectos mercantilistas:

  • A Casa de Contratação e regime de portos únicos
  • B Navios de permiso e trabalho compulsório
  • C Tratados de Ultrecht e Capitulações
  • D Sistema de capitanias e Cabildos