Resolver o Simulado FGV

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Geografia

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Analise o mapa a seguir e responda:

Os pontos destacados de A até E estão dispostos no mapa-múndi, tendo relação de orientação entre estes. Assinale a alternativa que contém a relação de orientação correta.

  • A O ponto A está no ponto setentrional de D.
  • B O ponto B está nordeste de E.
  • C O ponto E está a sudoeste de D.
  • D O ponto E está no ponto oriental de A.
  • E O ponto A está a noroeste de C.
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Este bioma “engloba os estados Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Piauí, Sergipe e o norte de Minas Gerais. Rico em biodiversidade, o bioma abriga 178 espécies de mamíferos, 591 de aves, 177 de répteis, 79 espécies de anfíbios, 241 de peixes e 221 abelhas. Cerca de 27 milhões de pessoas vivem na região, a maioria carente e dependente dos recursos do bioma para sobreviver” (FONTE: https://www.mma.gov.br/biomas/caatinga. Acesso em 18 de março de 2020 às 20:00 horas.).
Este bioma é afetado por secas extremas e períodos de estiagem, característicos do clima semiárido. Trata-se da (o) (s):

  • A Cerrado.
  • B Pantanal.
  • C Caatinga.
  • D Mata Atlântica.
  • E Pampas.
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Observe o gráfico.



Considerando as transformações recentes na pirâmide etária brasileira, uma das suas consequências é

  • A o aumento da população absoluta do país.
  • B o estímulo à produtividade da mão de obra formal.
  • C a recomposição da população economicamente ativa.
  • D a pressão sobre o sistema de proteção social.
  • E a adoção de políticas restritivas à natalidade.
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Para promover a industrialização, a partir dos anos de 1960, o Estado adotou várias ações importantes, dentre as quais:

  • A o incentivo aos movimentos sindicais para a implementação de políticas salariais.
  • B a abertura do mercado brasileiro a produtos estrangeiros para incentivar a produtividade nacional.
  • C a implementação de tecnopolos para a pesquisa e o desenvolvimento de novas tecnologias.
  • D a criação de políticas de privatização de ramos industriais ligados aos bens de consumo.
  • E a criação e a ampliação das infraestruturas em distritos industriais em várias regiões do Brasil.
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O Tratado de Assunção estabeleceu um mercado com livre circulação de bens, serviços e fatores produtivos entre os países membros e, o estabelecimento de uma Tarifa Externa Comum (TEC) em comércios com países não participantes do bloco. Assinado em 1991 é o marco regulatório da implantação

  • A do Pacto Andino.
  • B do Mercado Comum Centro Americano (MCCA).
  • C da Associação de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (APEC).
  • D do Mercado Comum do Sul (Mercosul)
  • E da Associação Latino-América de Integração (ALADI).
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Para promover a industrialização, a partir dos anos de 1960, o Estado adotou várias ações importantes, dentre as quais:

  • A a criação de políticas de privatização de ramos industriais ligados aos bens de consumo.
  • B o incentivo aos movimentos sindicais para a implementação de políticas salariais.
  • C a implementação de tecnopolos para a pesquisa e o desenvolvimento de novas tecnologias.
  • D a criação e a ampliação das infraestruturas em distritos industriais em várias regiões do Brasil.
  • E a abertura do mercado brasileiro a produtos estrangeiros para incentivar a produtividade nacional.
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Para promover a industrialização, a partir dos anos de 1960, o Estado adotou várias ações importantes, dentre as quais:

  • A a criação e a ampliação das infraestruturas em distritos industriais em várias regiões do Brasil.
  • B o incentivo aos movimentos sindicais para a implementação de políticas salariais.
  • C a abertura do mercado brasileiro a produtos estrangeiros para incentivar a produtividade nacional.
  • D a implementação de tecnopolos para a pesquisa e o desenvolvimento de novas tecnologias.
  • E a criação de políticas de privatização de ramos industriais ligados aos bens de consumo.
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Observe o mapa temático.


(H. Théry e N. A. Mello-Théry. Atlas do Brasil: disparidades

e dinâmicas do território. São Paulo: Edusp, 2018. Adaptado)


A cartografia destacada no mapa representa espacialmente

  • A as áreas de maior navegabilidade dos rios.
  • B o sentido dos principais fluxos migratórios regionais.
  • C os fluxos migratórios observados nas últimas décadas.
  • D as regiões de planejamento e ordenamento territorial.
  • E os corredores de exportação.
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Observe a figura que representa o uso mundial de água por três setores entre 1940 a 2000.


(Ricardo Hirata. Recursos Hídricos.

In: W. Teixeira. et al. (org.). Decifrando a Terra. São Paulo:

Companhia Editora Nacional, 2000. Adaptado)


Os totais indicados com as letras A, B e C representam, respectivamente, os consumos de água mundial pelos setores:

  • A urbano, silvicultura e têxtil.
  • B agricultura, indústria e urbano.
  • C agricultura, urbano e indústria.
  • D agricultura, silvicultura e plasticultura.
  • E urbano, indústria e têxtil.
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Com o objetivo de promover pouco a pouco a substituição do braço escravo na lavoura de café, recorreu-se, nos meados do século XIX, à colonização estrangeira, sob sistema de parceria. Pretendia-se, dessa maneira, conciliar fórmulas usadas nos núcleos coloniais de povoamento com as necessidades do latifúndio cafeeiro. Contava-se com a experiência dos núcleos coloniais de povoamento cuja criação desde a vinda da Corte de D. João VI para o Brasil tinha sido estimulada. A partir de então, havia se rompido definitivamente com as tradicionais restrições à fixação de estrangeiros na colônia. Estimulava-se a vinda de imigrantes.
(Emília Viotti da Costa. Da monarquia à república: momentos decisivos. 6. ed. São Paulo: Fundação Editora da UNESP, 1999)
O trecho acima aponta um primeiro motivo para o incentivo à imigração: a substituição do trabalho escravo. Outros motivos pertinentes para se estimular a migração foram:

  • A a questão demográfica, reconhecendo-se a necessidade de povoamento do país, e o branqueamento da população que, à época, era composta majoritariamente por negros e indígenas.
  • B os problemas econômicos do Império, que já não possuía mais recursos para a compra de escravos africanos, cada vez mais caros, e o aumento da população de escravos e indígenas, que ameaçava os domínios de Pedro II.
  • C a pluralização de povos, que estava nos planos imperiais de miscigenação da população, e a alta mortalidade da escravaria do campo.
  • D a crise do modelo agrário brasileiro, com a expulsão dos proprietários de suas terras tradicionais, e a falta de trabalhadores no vasto território do Império.
  • E a chegada da família real com sua corte, o que trouxe a necessidade de mão de obra excedente, e a dificuldade de se controlar a população escrava.

História

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Assim, na manhã quente de 8 de novembro de 1799, segundo o frei, as tropas de linha ocuparam desde cedo a Praça da Liberdade, amplo quadrilátero localizado no centro de Salvador. O povo curioso não parava de chegar [...]. Logo após, os condenados a degredo caminhavam de mãos atadas às costas, precedidos do porteiro do Conselho, com as insígnias do seu cargo, seguido dos quatro réus condenados à pena capital pelo crime de lesa-majestade de primeira cabeça (VALIM, 2009). A respeito da Conjuração Baiana, assinale a alternativa incorreta.
  • A Condenados por conspirarem contra a Coroa de Portugal, dois alfaiates e dois soldados foram considerados os réus do movimento qualificado pelas autoridades do Tribunal da Relação da Bahia, em 1799, de “Sedição dos Mulatos”
  • B Parte dos historiadores que versaram sobre a Conjuração Baiana de 1798, perceberam certo grau de coerência entre a tentativa de participação política dos setores populares e a ideia de república
  • C Conjuração Baiana foi uma revolta social de caráter burguês, que ocorreu na Bahia em 1798. Recebeu uma importante influência dos ideais do Renascimento Cultural e Revolução Industria
  • D A Conjuração Baiana de 1798 deixa de ser um evento de identificação regional, para tornar-se o representante das mais profundas aspirações de amplos setores da sociedade brasileira
  • E Esse movimento defendia a emancipação política do Brasil, ou seja, o fim do pacto colonial com Portugal e a instauração e implantação da República
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Leia o excerto e, em seguida, responda ao que se pede:
“Alimento vegetal básico dos índios e que foi adotado pelos colonos, consumido por homens e animais domésticos. Exigia cuidados especiais em seu preparo pois só podia ser consumido depois de descascada, ralada e espremida, operações que retiravam o perigoso veneno de seu sumo.” (FONTE: o Brasil nos primeiros séculos. Laima Mesgravis. São Paulo. Contexto. 1998. p 13).
O alimento em que a autora se refere é:

  • A Fumo.
  • B Pimenta.
  • C Amendoim.
  • D Mandioca.
  • E Cana-de-açúcar.
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Com o objetivo de promover pouco a pouco a substituição do braço escravo na lavoura de café, recorreu-se, nos meados do século XIX, à colonização estrangeira, sob sistema de parceria. Pretendia-se, dessa maneira, conciliar fórmulas usadas nos núcleos coloniais de povoamento com as necessidades do latifúndio cafeeiro. Contava-se com a experiência dos núcleos coloniais de povoamento cuja criação desde a vinda da Corte de D. João VI para o Brasil tinha sido estimulada. A partir de então, havia se rompido definitivamente com as tradicionais restrições à fixação de estrangeiros na colônia. Estimulava-se a vinda de imigrantes.
(Emília Viotti da Costa. Da monarquia à república: momentos decisivos. 6. ed. São Paulo: Fundação Editora da UNESP, 1999)
O trecho acima aponta um primeiro motivo para o incentivo à imigração: a substituição do trabalho escravo. Outros motivos pertinentes para se estimular a migração foram:

  • A a pluralização de povos, que estava nos planos imperiais de miscigenação da população, e a alta mortalidade da escravaria do campo.
  • B a questão demográfica, reconhecendo-se a necessidade de povoamento do país, e o branqueamento da população que, à época, era composta majoritariamente por negros e indígenas.
  • C a crise do modelo agrário brasileiro, com a expulsão dos proprietários de suas terras tradicionais, e a falta de trabalhadores no vasto território do Império.
  • D os problemas econômicos do Império, que já não possuía mais recursos para a compra de escravos africanos, cada vez mais caros, e o aumento da população de escravos e indígenas, que ameaçava os domínios de Pedro II.
  • E a chegada da família real com sua corte, o que trouxe a necessidade de mão de obra excedente, e a dificuldade de se controlar a população escrava.
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Assim, a explicação de que é a “ideia” da Independência que constitui a força propulsora da renovação que se operava no seio da colônia parece pelo menos arriscada.

(Caio Prado Jr. A formação do Brasil contemporâneo. 23. edição. São Paulo: Brasiliense, 1994)


Considerando a obra e o fragmento do texto, podemos afirmar que a Independência

  • A consolidou um longo período de acordos entre as elites vinculadas aos portugueses e a nova burguesia industrial vinculada às cidades e às ideias progressistas que permitiram incluir os diferentes grupos neste projeto nacional.
  • B foi um processo de construção em massa que unificou os diversos setores da sociedade nacional, sobretudo, a partir da aliança entre os defensores do modelo escravista e os movimentos abolicionistas do período.
  • C conteve a organização revolucionária de povos e trabalhadores, que, unidos em confederações e grupos sindicais, conseguiram participar ativamente das negociações em torno da transição para o modelo Imperial do século XIX.
  • D foi um processo no qual várias concepções de separação coexistiram, uma vez que não existia um projeto de unidade em torno da Independência do país, diante de interesses e disputas conflitantes no período.
  • E foi a continuidade de um projeto de inclusão e transformação da sociedade brasileira, com especial destaque à incorporação de direitos e à cidadania estendida a mulheres, negros e indígenas, entre outros grupos, neste processo.
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Já observamos que, de 1929 ao ponto mais baixo da depressão, a renda monetária no Brasil se reduziu entre 25 e 30 por cento. Nesse mesmo período, o índice de preços dos produtos importados subiu 33 por cento. Compreende-se, assim, que a redução no quantum das importações tenha sido superior a 60 por cento. Depreende-se facilmente a importância crescente que, como elemento dinâmico, irá logrando a procura interna nessa etapa de depressão. Ao manter-se a procura interna com maior firmeza que a externa, o setor que produzia para o mercado interno passa a oferecer melhores oportunidades de inversão que o setor exportador. Cria-se, em consequência, uma situação praticamente nova na economia brasileira. (Celso Furtado. Formação econômica do Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 2007. Adaptado)
A “situação praticamente nova na economia brasileira”, segundo Furtado, refere-se

  • A ao abandono dos mecanismos públicos de proteção à agricultura de exportação, especialmente do algodão.
  • B à passagem da hegemonia econômica dos cafeicultores paulistas para os industriais nordestinos.
  • C à elaboração de uma política econômica voltada a ampliar as disparidades regionais do país.
  • D ao estabelecimento de mecanismos de transferência de capitais do setor agrário para o financeiro.
  • E à preponderância do setor ligado ao mercado interno no processo de formação de capital.
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O projeto empreendido pelos portugueses de colonização do território que viria a se chamar Brasil se deu, primeiramente, pela implementação das conhecidas capitanias hereditárias, a partir de 1532. Segundo Boris Fausto:
“O Brasil foi dividido em quinze quinhões, por uma série de linhas paralelas ao Equador que iam do litoral até o meridiano de Tordesilhas, sendo os quinhões entregues aos chamados capitães donatários. Eles constituíam um grupo diversificado onde havia gente da pequena nobreza, burocratas e comerciantes, tendo em comum suas ligações com a coroa portuguesa”.
(Boris Fausto. História do Brasil. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo/Fundação para o Desenvolvimento da Educação, 2000)
É consenso na historiografia brasileira que o fracasso das capitanias hereditárias se deveu a diversos fatores conjugados, tendo destaque

  • A a monopolização da coroa sobre as terras recém-descobertas, a intervenção da administração real no modo como os colonos empreenderam a colonização e a falta de apoio da igreja católica na catequização dos indígenas, considerados indignos da catequese.
  • B a ausência de mão de obra disponível no litoral para os trabalhos referentes à colonização, a dificuldade de escoamento dos produtos coloniais no mercado de consumo europeu e o desinteresse dos portugueses nas terras recém-conquistadas.
  • C a miscigenação dos colonos portugueses com as populações ameríndias, que os tornara, em pouco tempo, lascivos e ociosos do trabalho da empreitada colonial, e a intervenção constante dos jesuítas nos negócios dos colonos, arregimentando populações nativas aos trabalhos de cunho religioso, em detrimento do trabalho braçal.
  • D a falta de recursos dos donatários para investir na colonização do território, a inexperiência no processo de colonização das regiões situadas na América, além dos ataques constantes dos nativos indígenas aos aldeamentos coloniais.
  • E o clima e o solo pouco propícios para a produção de artigos e produtos agrícolas que eram valorizados no mercado europeu e a dificuldade de adaptação dos portugueses às novas terras, haja vista que esta era a primeira experiência de colonização de territórios distantes de Portugal.
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Há uma história do tenentismo antes e depois de 1930. Os dois períodos dividem-se por uma diferença essencial.

(Boris Fausto. História do Brasil. São Paulo. Editora da Universidade de São Paulo/Fundação para o Desenvolvimento da Educação, 2000)


O tenentismo, antes e depois de 1930, respectivamente,

  • A organizava-se nacionalmente e teve participação central na eleição de Washington Luís em 1926; desprestigiado pela ordem surgida com a Revolução de 1930, agrupou-se no Partido Democrático, ficando sua força política restrita aos estados mais pobres do país.
  • B esteve vinculado às ideias antiliberais dos anos 1920, o que explica a defesa de uma radical legislação de proteção ao trabalho; fez forte oposição ao Governo Provisório porque discordava da postura de Vargas em protelar a volta da constitucionalidade do país.
  • C rebelou-se contra o Estado oligárquico, caso da Revolução de 1924, que tinha o objetivo de derrubar Artur Bernardes; teve participação no governo, com os “tenentes” assumindo interventorias nos estados, principalmente no Nordeste.
  • D propunha uma reordenação política da nação por meio de um sistema eleitoral censitário; defendeu as políticas oriundas das forças oligárquicas alijadas do poder por meio da Revolução de 1930, o que justifica o apoio às forças paulistas no movimento de 1932.
  • E demarcava com os princípios econômicos da socialdemocracia e tinha bastante clareza ideológica; participava ativamente da política até a instauração do Estado Novo e defendia que o Estado não deveria interferir na atividade econômica.
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A nova história é a história escrita como uma reação deliberada contra o “paradigma” tradicional, aquele termo útil, embora impreciso, posto em circulação pelo historiador de ciência americano Thomas Kuhn. Será conveniente descrever esse paradigma tradicional como história rankeana, conforme o grande historiador alemão Leopold von Ranke (1795-1886) […]. Em prol da simplicidade e da clareza, o contraste entre a antiga e a nova história pode ser resumida em seis pontos.

(Peter Burke (org.), A escrita da história: novas perspectivas)


Segundo Burke, a história tradicional

  • A oferece uma visão de cima porque se concentra nos grandes feitos dos grandes homens, como os estadistas, e a nova história preocupa-se também com a história vista de baixo, caso da história da cultura popular.
  • B pensa nas estruturas econômicas como determinantes das esferas política e social, enquanto a nova história coloca as ideias como centrais para se compreender as transformações estruturais humanas.
  • C estuda os espaços e as organizações transnacionais a partir das referências da cultura, de modo bem diverso da nova história, preocupada com as histórias nacionais e privilegiando as tradições das elites políticas.
  • D trabalha com um rol diversificado de fontes, escritas ou não, enquanto a nova história passou a difundir a novidade metodológica de utilizar, em especial, documentos produzidos com a finalidade de serem um documento.
  • E restringe-se às grandes ordens econômicas, como o feudalismo e o capitalismo, e, para a nova história, a mais importante função do conhecimento histórico é tratar da dimensão institucional da política.
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Assim, a explicação de que é a “ideia” da Independência que constitui a força propulsora da renovação que se operava no seio da colônia parece pelo menos arriscada.
(Caio Prado Jr. A formação do Brasil contemporâneo. 23. edição. São Paulo: Brasiliense, 1994)
Considerando a obra e o fragmento do texto, podemos afirmar que a Independência

  • A consolidou um longo período de acordos entre as elites vinculadas aos portugueses e a nova burguesia industrial vinculada às cidades e às ideias progressistas que permitiram incluir os diferentes grupos neste projeto nacional.
  • B foi um processo no qual várias concepções de separação coexistiram, uma vez que não existia um projeto de unidade em torno da Independência do país, diante de interesses e disputas conflitantes no período.
  • C foi um processo de construção em massa que unificou os diversos setores da sociedade nacional, sobretudo, a partir da aliança entre os defensores do modelo escravista e os movimentos abolicionistas do período.
  • D conteve a organização revolucionária de povos e trabalhadores, que, unidos em confederações e grupos sindicais, conseguiram participar ativamente das negociações em torno da transição para o modelo Imperial do século XIX.
  • E foi a continuidade de um projeto de inclusão e transformação da sociedade brasileira, com especial destaque à incorporação de direitos e à cidadania estendida a mulheres, negros e indígenas, entre outros grupos, neste processo.
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As ideias separatistas nasciam do profundo desequilíbrio entre o poder político e o poder econômico que se observava nos fins do Império, oriundo do empobrecimento das áreas de onde provinham tradicionalmente os elementos que manipulavam o poder e concomitantemente do desenvolvimento de outras áreas que não possuíam a devida representação no governo.

As transformações econômicas e sociais que se processam durante a segunda metade do século XIX acarretam o aparecimento de uma série de aspirações novas provocando numerosos conflitos. [...]

(Emília Viotti da Costa. Da Monarquia à República: momentos decisivos. Fund. Ed. Unesp, 1999)


Para Emília Viotti da Costa, o tal “desequilíbrio entre o poder político e o poder econômico” refere-se

  • A à província de Minas Gerais, produtora agropastoril com a mão de obra cativa e forte opositora às políticas do Império, condição diversa de São Paulo que, com o avanço da produção cafeeira, usou a sua grande bancada de parlamentares para defender a transformação do escravo em trabalhador livre.
  • B à fragilização econômica dos barões do café do Vale do Paraíba, que, ainda assim, detinham um forte poder político, e ao Oeste Paulista, que se tornou, a partir de 1880, a região mais dinâmica do país, embora com uma participação política relativamente pequena.
  • C à perda da importância política das províncias do Centro-Sul em virtude da Reforma Eleitoral de 1883 e, ao mesmo tempo, a uma reorganização econômica das províncias do Norte, a partir da produção de açúcar e algodão, e com o uso da mão de obra oriunda da imigração subsidiada.
  • D ao novo patamar econômico atingido pelas províncias de São Paulo e de Minas Gerais que, desde 1870, produziam café essencialmente com a mão de obra livre do imigrante europeu, em contraposição às províncias do Norte, que reforçavam a escravidão com a compra de escravos do Sul.
  • E à bancada do Partido Liberal das províncias decadentes economicamente desde 1850, caso de Minas Gerais e Bahia, que defendiam a manutenção da escravatura, em contraponto ao vigoroso apoio do Partido Conservador aos projetos que encaminhassem o fim da escravidão.

Sociologia

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Desde o mundo antigo e sua filosofia, que o trabalho tem sido compreendido como expressão de vida e degradação, criação e infelicidade, atividade vital e escravidão, felicidade social e servidão. Trabalho e fadiga. Na Modernidade, sob o comando do mundo da mercadoria e do dinheiro, a prevalência do negócio (negar o ócio) veio sepultar o império do repouso, da folga e da preguiça, criando uma ética positiva do trabalho.
ANTUNES. R. O século XX e a era da degradação do trabalho, ln: SILVA. J. P (Org.). Por uma sociologia do século XX. São Paulo Annablume, 2007 (adaptado).
O processo de ressignificação do trabalho nas sociedades modernas teve inicio a partir do surgimento de uma nova mentalidade, influenciada pela

  • A reforma higienista, que combateu o caráter excessivo e insalubre do trabalho fabril.
  • B Reforma Protestante, que expressou a importância das atividades laborais no mundo secularizado.
  • C força do sindicalismo, que emergiu no esteio do anarquismo reivindicando direitos trabalhistas.
  • D participação das mulheres em movimentos sociais, defendendo o direito ao trabalho.
  • E visão do catolicismo, que, desde a Idade Média, defendia a dignidade do trabalho e do lucro.
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Um dos resquícios franceses na dança são os comandos proferidos pelo marcador da quadrilha. Seu papel é anunciar os próximos passos da coreografia. O abrasileiramento de termos franceses deu origem, por exemplo, ao saruê (soirée - reunião social noturna, ordem para todos se juntarem no centro do salão), anarriê (en arrière - para trás) e anavã (en avant — para frente). Disponível em www.ebc.com.br Acesso em: 6 jul. 2015

A característica apresentada dessa manifestação popular resulta do seguinte processo socio-histórico:

  • A Massificação da arte erudita.
  • B Rejeição de hábitos elitistas.
  • C Laicização dos rituais religiosos.
  • D Restauração dos costumes antigos.
  • E Apropriação de práticas estrangeiras.
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O fenômeno histórico conhecido como "tráfico de coolies" esteve associado diretamente ao período que vai do final da década de 1840 até o ano de 1874, quando milhares de chineses foram encaminhados principalmente para Cuba e Peru e muitos abusos no recrutamento de mão de obra foram identificados. O tráfico de coolies ou, em outros termos, o transporte por meios coativos de mão de obra de um lugar para outro, foi comparado ao tráfico africano de escravos por muitos periodistas e analistas do século XIX.
SANTOS. M. A. Migrações e trabalho sob contrato no século XIX, História, n, 12. 2017
A comparação mencionada no texto foi possível em razão da seguinte característica:

  • A Oferta de contrato formal.
  • B Origem étnica dos grupos de trabalhadores.
  • C Conhecimento das tarefas desenvolvidas.
  • D Controle opressivo das vidas dos indivíduos.
  • E Investimento requerido dos empregadores.
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O toyotismo, a partir dos anos 1970, teve grande impacto no mundo ocidental, quando se mostrou para os países avançados como uma opção possível para a superação de uma crise de acumulação.
ANTUNES, R. Os sentidos do trabalho: ensaio sobre a afirmação e a negação do trabalho. São Paulo, Botempo. 2009 (adaptado)
A característica organizacional do modelo em questão, requerida no contexto de crise, foi o(a)

  • A expansão dos grandes estoques.
  • B incremento da fabricação em massa.
  • C adequação da produção à demanda.
  • D aumento da mecanização do trabalho.
  • E centralização das etapas de planejamento.
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A participação da população nas decisões governamentais, traduzidas nas política públicas, é fundamental para a devida consolidação da democracia. Entre as afirmações abaixo, assinale a única que NÃO é correta sobre o assunto:

  • A A partir da Constituição de 1988, foram instituídos mecanismos que previam a participação popular. Isso se relaciona com o fato de a Carta Magna ter sido elaborada na redemocratização do país, com amplo envolvimento dos cidadãos na vida política.
  • B A participação cidadã envolve responsabilidade compartilhada sobre as políticas públicas, apontando para sua viabilidade e sustentabilidade.
  • C Entre as instâncias estabelecidas pelo Decreto que criou a Política Nacional de Participação Social estão: Conselho de Políticas Públicas; Fórum Interconselhos; Fórum Virtual de Discussão e Participação Social e Audiência Pública.
  • D Os diversos conselhos são instrumentos de controle social sobre a ação estatal, estabelecendo relação com o processo de descentralização administrativa, a partir de fins da década de 1980
  • E Quando a sociedade civil não é organizada para a participação, não se articula ou está muito dividida para encontrar uma agenda mínima de ação, pode acontecer de os conselhos se esvaziarem como espaços de força cidadã.
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Considere os seguintes conceitos da avaliação, especialmente sobre sua inserção no ciclo de políticas públicas. Assinale o item que está INCORRETO:

  • A impacto é o resultado do programa que pode ser atribuído exclusivamente às suas ações, isolados os efeitos externos.
  • B impacto é o resultado concreto do programa, podendo ser tanto bens, quanto serviços.
  • C eficiência é a relação entre custos e benefícios, com a minimização do custo total para uma quantidade de produto ou a maximização do produto para um gasto total fixo.
  • D efetividade é a medida do impacto ou do grau de alcance dos objetivos.
  • E eficácia é a relação entre alcance de metas e tempo, sem considerar os custos implicados.
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A produção teórica de Max Weber abrange diferentes áreas do conhecimento social. Assinale a alternativa correta sobre as obras weberianas.
  • A A ideia de que a sociedade define os indivíduos é premissa para a produção metodológica e epistemológica da teoria de Weber.
  • B A teoria dos “tipos ideais” é uma construção de conceitos que parte da síntese do método individualizante (compreensivo) e do próprio objeto de estudo.
  • C Os “tipos ideais” são uma normatização e tradução objetiva da realidade com o intuito, segundo Weber, de formar um quadro homogêneo do pensamento sociológico.
  • D O conceito de racionalização representa o essencial para a compreensão da teoria de Weber sobre a modernidade.
  • E Os tipos puros de ação social não se enquadram na metodologia dos tipos ideais de Max Weber.
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A escola de Chicago é reconhecida na sociologia como uma importante precursora de estudos que envolvem problemas urbanos, como pesquisas sobre conflitos étnicos, raciais, criminalidade, delinquência juvenil etc. Esses estudos demonstram de que modo os graves problemas presentes nas cidades podem ser estudados a partir de pontos de vistas dos indivíduos que são socialmente apontados como os principais responsáveis. A respeito de metodologia de pesquisa e análise de dados, assinale a alternativa correta.
  • A A escola de Chicago demonstrava, em 1927, que os métodos de estatísticas (quantitativos) e os estudos de caso eram conflitivos e mutualmente não complementares. Além disso, a utilização dos dois métodos juntos poderia ser metodologicamente inconclusiva.
  • B As recomendações da escola de Chicago são de que os estudos de caso (qualitativo) não devem ser sugestionados por pesquisas quantitativas de mapeamento, haja vista que o próprio estudo de caso tem como característica o diagnóstico social que dá luz aos processos sociais. Em suma, nesses casos, os indicadores estatísticos não seriam adequados.
  • C Segundo Mirian Goldeberg, é necessário seguir estritamente regras estabelecidas para um estudo de caso, pois cada entrevista e/ou observação deve ser encarada como uma pesquisa científica que tem como objetivo produzir resultados precisos e generalizantes.
  • D Segundo a bibliografia especializada, um estudo de caso deve durar, no máximo, semanas, pois, caso esse tempo seja excedido, o pesquisador estará abrindo a possibilidade para uma grande variedade de problemas teóricos e descobertas inesperadas, o que pode invalidar seu objeto de estudo.
  • E Os dados coletados em uma pesquisa qualitativa podem ou não ser generalizados, uma vez que as pesquisas que buscam a compreensão sobre os fatos sociais encaram a representatividade dos dados a partir de um paradigma diferente do positivismo.
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Os movimentos sociais são manifestações coletivo-históricas com características específicas que permitem seu estudo e proposições teóricas. Sobre esse tema, assinale a alternativa correta.
  • A Apenas são movimentos sociais as ações coletivas de oposição ao Estado com o objetivo de mudar uma situação política ou social.
  • B Nos dias atuais, os movimentos sociais conseguiram conquistar a legitimidade e o reconhecimento perante o Estado. Nesse sentido, a ideia dos movimentos sociais como desordem social e criminalidade é restrita ao passado autoritário e ditatorial.
  • C São expoentes dos movimentos sociais contemporâneos: os movimentos feminista, negro e ambientalista, buscando atingir não apenas o Estado mas também todas as práticas sociais.
  • D A discriminalização das drogas não pode ser considerada uma pauta dos movimentos sociais, pois há um consenso contra seus efeitos nocivos e a sua proibição é unânime na sociedade.
  • E O consumo de qualquer produto de origem animal é uma decisão individual que não atende a questões coletivas. Por essa razão, manifestações veganas e pró-direito dos animais estão fora do escopo dos movimento sociais.
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A globalização econômica, a exclusão social, o aumento do desemprego e os avanços tecnológicos ocupam uma grande parte das discussões sociológicas. Tendo como base esses temas e as discussões sociológicas sobre o desenvolvimento da sociedade, assinale a alternativa correta.
  • A A globalização permitiu que diversos grupos, como o Greenpeace, a Al-Qaeda e Anonymous ampliassem suas bases de ação sem se restringir a um território nacional.
  • B Em seus estudos sobre o processo de globalização, o sociólogo Boaventura de Sousa Santos teoriza sobre como as práticas de sucesso, como a alimentação fast-food, foram disseminadas por todo o mundo, demonstrando a capacidade de sempre manter ou otimizar as economias locais.
  • C A sociedade brasileira, segundo Gilberto Freyre, tem, desde o período colonial, as companhias de comércio exterior como grandes propulsoras da unidade produtiva do país, tendo elas instalado, em nosso território, fazendas e comprado escravos e ferramentas. Por isso, é possível afirmar que a atuação internacional em mercados brasileiros não é um fenômeno recente.
  • D Para o sociólogo Manuel Castells, a globalização dificulta a difusão de ideias feministas. Segundo ele, o patriarcalismo ainda domina as relações de genêro e perpetua a configuração de modelos familiares que impedem a consquista da cidadania para as mulheres.
  • E A tradição histórica de enxergar as crianças como “miniadultos” ainda é mantida no Brasil. Essa perspectiva, que dá legalidade ao trabalho infantil, casamentos arranjados por família e venda de crianças para trabalho doméstico, precisa ser alterada pelo Estado.

Química

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Considere a tabela a seguir, que mostra a variação da constante de equilíbrio para uma reação que ocorre na atmosfera, precursora da chuva ácida, representada a seguir:
2 SO2 (g) + O2 (g) ⇌ 2 SO3 (g) Temperatura, K Constante, Kc 300 4 x 1024 500 2,5 x 1010 700 3,0 x 104
As melhores condições para que a formação do produto seja favorecida são:

  • A no pico da Neblina, em dias quentes.
  • B no pico da Neblina, a qualquer temperatura.
  • C ao nível do mar, em dias frios.
  • D ao nível do mar, em dias quentes.
  • E no pico da Neblina, em dias frios.
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A primeira evidência experimental da estrutura interna dos átomos foi obtida em 1897 a partir do experimento conduzido pelo físico britânico J. J. Thomson.
Esse experimento refere-se___________ e à emissão de______________ .
Assinale a alternativa que completa, correta e respectivamente, as lacunas.

  • A aos raios catódicos … partículas alfa
  • B aos raios catódicos … elétrons
  • C ao efeito fotoelétrico … fótons
  • D ao efeito fotoelétrico … elétrons
  • E aos raios catódicos … fótons
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Considere a tabela dos valores de Kw a diferentes temperaturas.


T (ºC) Kw

10 0,29 × 10–14

15 0,45 × 10–14

20 0,68 × 10–14

25 1,01 × 10–14

30 1,47 × 10–14

50 5,48 × 10–14



Os valores de Kw mostram que, a 50 ºC, o pH da água pura é

  • A igual a 7 e [H3 O+] = [OH].
  • B maior que 7 e [H3 O+] < [OH].
  • C menor que 7 e [H3 O+] > [OH].
  • D menor que 7 e [H3 O+] = [OH].
  • E maior que 7 e [H3 O+] = [OH].
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Assinale a alternativa correta referente ao tema classificação periódica dos elementos.

  • A O químico inglês J. Newland listou os elementos em uma linha espiralada ao redor de um cilindro; o parafuso telúrico.
  • B O químico alemão J. W. Döberreiner observou que certos grupos de oito elementos possuíam propriedades semelhantes.
  • C A lei periódica e organização da tabela periódica são consequências da configuração eletrônica dos elementos.
  • D Em suas tabelas periódicas, Meyer e Mendeleev listaram os elementos em ordem crescente de número atômico.
  • E As propriedades físicas dos elementos como densidade, ponto de fusão e caráter ácido-base ilustram periodicidade perfeitamente regular.
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A razão entre as quantidades em mol de ácido acético (Ka = 1,8 x 10–5 ) e íons acetato para obter uma solução-tampão de pH = 5,0, a 25 ºC, é

  • A 0,56.
  • B 1,8.
  • C 7,8.
  • D 5,6.
  • E 0,78.
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Considere os seguintes pares de compostos iônicos:


I. MgO e MgS.

II. KBr e CaBr2 .

III. MgF2 e CaF2.


Os compostos que apresentam maior energia reticular em I, II e III, são, correta e respectivamente,

  • A MgS, CaBr2 e CaF2 .
  • B MgS, KBr e MgF2 .
  • C MgO, KBr e CaF2 .
  • D MgO, CaBr2 e CaF2 .
  • E MgO, CaBr2 e MgF2 .
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A fluoretação da água garante a concentração de flúor, na forma de fluoreto, de 0,7 mg.L–1 . Sabendo que CaF2 tem K ps = 5,3 x 10–11, uma água dura que contenha 320 mg.L–1 de íons Ca2+, quando misturada com volume igual de solução de NaF de 1,4 mg.L–1 , em relação ao CaF2 ,

  • A mantém-se insaturada, porque Q é maior que o K ps do CaF2 .
  • B mantém-se insaturada, porque Q é menor que o K ps do CaF2 .
  • C fica saturada, porque Q é igual ao Kps de CaF2 .
  • D começa a precipitar, porque Q é menor que o Kps do CaF2 .
  • E começa a precipitar, porque Q é maior que o Kps do CaF2 .
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O comportamento da molécula de oxigênio sob ação de um campo magnético revela que ela é paramagnética, pois apresenta elétrons__________ conforme é representado empregando-se ______________ .
Assinale a alternativa que completa, correta e respectivamente, as lacunas.

  • A emparelhados … a teoria de Lewis ou do octeto
  • B desemparelhados … a teoria da ligação de valência
  • C desemparelhados … a teoria de Lewis ou do octeto
  • D desemparelhados … a teoria dos orbitais moleculares
  • E emparelhados … a teoria dos orbitais moleculares
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Assinale a alternativa que apresenta corretamente a fórmula de uma molécula polar que tem geometria plana trigonal.

  • A ClF3 .
  • B COCl2 .
  • C SOCl2.
  • D XeOF2 .
  • E PH3.
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Em um balão volumétrico de 100 mL foram adicionados, com emprego de pipetas volumétricas, 5,0 mL de solução de nitrato de alumínio 2,0 mol/L e 1,0 mL de solução de ácido nítrico 1,0 mol/L.
Completou-se o volume do balão com água destilada. Considerando que se empregou a técnica quantitativa na preparação da solução, a concentração de íons nitrato na solução preparada é

  • A 0,31 mol/L.
  • B 0,11 mol/L.
  • C 0,011 mol/L.
  • D 0,0011 mol/L.
  • E 0,031 mol/L.
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