Resolver o Simulado Agente Administrativo - IBGP - Nível Médio

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Português

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Universidades públicas realizam mais de 95% da ciência no Brasil

Quem minimamente acompanha a questão da produção científica no Brasil e do financiamento da pesquisa em ciência, tecnologia e inovação sabe que, ao lado da meta tão longamente sonhada da aplicação de 2% do PIB no setor, um bom equilíbrio entre investimentos públicos e privados nessas atividades constitui o segundo grande objeto de desejo de boa parte dos estrategistas e gestores da área – além, é claro, da parcela da comunidade científica nacional bem antenada às políticas de CT&I.
Isso se apresentou desde a redemocratização do país, na segunda metade dos anos 1980. O espelho em que todos miravam era obviamente o das nações mais desenvolvidas. O pensamento que então se espraiava, muito distante de recentíssimas tentações obscurantistas, era o de que o desenvolvimento científico e tecnológico constituía condição sine qua para um verdadeiro desenvolvimento socioeconômico e para a implantação de uma sociedade mais justa.
Na época, o Brasil andava ali pela casa de pouco mais de 0,7% do PIB em investimentos totais em ciência e tecnologia e a participação do setor privado, quer dizer, de empresas, ressalte-se, nesse bolo, mal ultrapassava a marca de 20%. De lá para cá, o país fez uma reviravolta nesses números, avançou muito, e pode-se mesmo dizer que cresceu espetacularmente, quando a métrica é o volume de artigos científicos indexados em bases de dados internacionais, um indicador mundialmente consagrado. Essa produção científica praticamente dobrou do começo para o fim da primeira década do século XXI. E continuou sua ascensão consistente (dados disponíveis até 2016).
A expansão notável, fruto de algumas políticas muito bem estruturadas que estão a merecer outros comentários no Ciência na rua, foi baseada na capacidade de produzir ciência das universidades públicas brasileiras, com a Universidade de São Paulo (USP) e a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), ou seja, duas grandes universidades estaduais paulistas, mais algumas grandes universidades federais, como a do Rio de Janeiro (UFRJ), a de Minas Gerais (UFMG) e a do Rio Grande do Sul (UFRGS), na liderança desse processo. Mais de 95% dessa produção científica do Brasil nas bases internacionais deve-se, assim, à capacidade de pesquisa de suas universidades públicas.
[...]
[...] O presidente da Academia Brasileira de Ciências, Luiz Davidovich, físico, professor da UFRJ, pesquisador dos mais respeitados por seus brilhantes trabalhos em emaranhamento quântico, [...] relata [...] que, “de acordo com recente publicação feita por Clarivate Analytics a pedido da CAPES, o Brasil, no período de 2011-2016, publicou mais de 250.000 artigos na base de dados Web of Science em todas as áreas do conhecimento, correspondendo à 13.ª posição na produção científica global (mais de 190 países)”. As áreas de maior impacto, prossegue, “correspondem a agricultura, medicina e saúde, física e ciência espacial, psiquiatria, e odontologia, entre outras”.
Davidovich ressalta que “todos os estados brasileiros estão representados” nessa produção, “o que mostra uma evolução em relação a períodos anteriores e o papel preponderante desempenhado pelas universidades públicas que estão presentes em todos os estados”.
Outro ponto fundamental de sua fala: “Mais de 95% das publicações referem-se às universidades públicas, federais e estaduais. O artigo lista as 20 universidades que mais publicam (5 estaduais e 15 federais), das quais 5 estão na região Sul, 11 na região Sudeste, 2 na região Nordeste e 2 na Centro-Oeste”.


Essas publicações, destaca o presidente da ABC, “estão associadas a pesquisas que beneficiam a população brasileira e contribuem para a riqueza nacional. Graças a essas pesquisas, o petróleo do pré-sal representa atualmente mais de 50% do petróleo produzido no país, a agricultura brasileira sofisticou-se e aumentou sua produtividade, epidemias, como a do vírus da zika, são enfrentadas por grupos científicos de grande qualidade, novos fármacos são produzidos, alternativas energéticas são propostas, novos materiais são desenvolvidos e empresas brasileiras obtêm protagonismo internacional em diversas áreas de alto conteúdo tecnológico, como cosméticos, compressores e equipamentos elétricos”.

A realidade que os dados mostram

Coordenador do projeto Métricas, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), o professor Jacques Marcovich, ex-reitor da USP (1997-2001), enviou a pedido do Ciência na Rua duas tabelas também muito reveladoras da produção científica das universidades brasileiras. A primeira, baseada no Leiden Ranking, “mostra que das 20 universidades que mais publicam no Brasil, não há nenhuma privada”, ele comentou.
A segunda, modificada do capítulo de autoria de Solange Santos na obra coletiva Repensar a Universidade (Repensar a universidade: desempenho acadêmico e comparações internacionais, organizado por Jacques Marcovitch, 256 pp, São Paulo, ComArte, 2018, disponível para download), mostra resultados de todas as universidades no Brasil em rankings internacionais e, ele observa, “aparecem apenas as PUCs em termos de privadas, e em posições relativamente baixas”.
Uma terceira tabela, mais extensa e bastante atualizada, foi obtida pelo diretor científico da Fapesp, professor Carlos Henrique de Brito Cruz, a partir da base de dados Incites. O que ele observa é que, “das 100 universidades brasileiras que mais publicaram artigos científicos no quinquênio 2014-2018, há 17 privadas. A melhor colocada é a PUC Paraná, em 37º lugar”.

Artigo de Mariluce Moura, publicado em 11 de abril no Ciência na Rua.
Disponível em: https://www.unifesp.br/reitoria/dci/noticias-anteriores-dci/item/3799-universidades-publicas-realizam-mais-de-95-daciencia-no-brasil
Acesso em: 10 de fevereiro de 2020 (Adaptado).

O vocábulo “que” funciona como conjunção integrante APENAS em:

  • A O pensamento que então se espraiava...
  • B ... pode-se mesmo dizer que cresceu espetacularmente...
  • C ...pelas universidades públicas que estão presentes em todos os estados...
  • D O artigo lista as 20 universidades que mais publicam...
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Universidades públicas realizam mais de 95% da ciência no Brasil

Quem minimamente acompanha a questão da produção científica no Brasil e do financiamento da pesquisa em ciência, tecnologia e inovação sabe que, ao lado da meta tão longamente sonhada da aplicação de 2% do PIB no setor, um bom equilíbrio entre investimentos públicos e privados nessas atividades constitui o segundo grande objeto de desejo de boa parte dos estrategistas e gestores da área – além, é claro, da parcela da comunidade científica nacional bem antenada às políticas de CT&I.
Isso se apresentou desde a redemocratização do país, na segunda metade dos anos 1980. O espelho em que todos miravam era obviamente o das nações mais desenvolvidas. O pensamento que então se espraiava, muito distante de recentíssimas tentações obscurantistas, era o de que o desenvolvimento científico e tecnológico constituía condição sine qua para um verdadeiro desenvolvimento socioeconômico e para a implantação de uma sociedade mais justa.
Na época, o Brasil andava ali pela casa de pouco mais de 0,7% do PIB em investimentos totais em ciência e tecnologia e a participação do setor privado, quer dizer, de empresas, ressalte-se, nesse bolo, mal ultrapassava a marca de 20%. De lá para cá, o país fez uma reviravolta nesses números, avançou muito, e pode-se mesmo dizer que cresceu espetacularmente, quando a métrica é o volume de artigos científicos indexados em bases de dados internacionais, um indicador mundialmente consagrado. Essa produção científica praticamente dobrou do começo para o fim da primeira década do século XXI. E continuou sua ascensão consistente (dados disponíveis até 2016).
A expansão notável, fruto de algumas políticas muito bem estruturadas que estão a merecer outros comentários no Ciência na rua, foi baseada na capacidade de produzir ciência das universidades públicas brasileiras, com a Universidade de São Paulo (USP) e a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), ou seja, duas grandes universidades estaduais paulistas, mais algumas grandes universidades federais, como a do Rio de Janeiro (UFRJ), a de Minas Gerais (UFMG) e a do Rio Grande do Sul (UFRGS), na liderança desse processo. Mais de 95% dessa produção científica do Brasil nas bases internacionais deve-se, assim, à capacidade de pesquisa de suas universidades públicas.
[...]
[...] O presidente da Academia Brasileira de Ciências, Luiz Davidovich, físico, professor da UFRJ, pesquisador dos mais respeitados por seus brilhantes trabalhos em emaranhamento quântico, [...] relata [...] que, “de acordo com recente publicação feita por Clarivate Analytics a pedido da CAPES, o Brasil, no período de 2011-2016, publicou mais de 250.000 artigos na base de dados Web of Science em todas as áreas do conhecimento, correspondendo à 13.ª posição na produção científica global (mais de 190 países)”. As áreas de maior impacto, prossegue, “correspondem a agricultura, medicina e saúde, física e ciência espacial, psiquiatria, e odontologia, entre outras”.
Davidovich ressalta que “todos os estados brasileiros estão representados” nessa produção, “o que mostra uma evolução em relação a períodos anteriores e o papel preponderante desempenhado pelas universidades públicas que estão presentes em todos os estados”.
Outro ponto fundamental de sua fala: “Mais de 95% das publicações referem-se às universidades públicas, federais e estaduais. O artigo lista as 20 universidades que mais publicam (5 estaduais e 15 federais), das quais 5 estão na região Sul, 11 na região Sudeste, 2 na região Nordeste e 2 na Centro-Oeste”.


Essas publicações, destaca o presidente da ABC, “estão associadas a pesquisas que beneficiam a população brasileira e contribuem para a riqueza nacional. Graças a essas pesquisas, o petróleo do pré-sal representa atualmente mais de 50% do petróleo produzido no país, a agricultura brasileira sofisticou-se e aumentou sua produtividade, epidemias, como a do vírus da zika, são enfrentadas por grupos científicos de grande qualidade, novos fármacos são produzidos, alternativas energéticas são propostas, novos materiais são desenvolvidos e empresas brasileiras obtêm protagonismo internacional em diversas áreas de alto conteúdo tecnológico, como cosméticos, compressores e equipamentos elétricos”.

A realidade que os dados mostram

Coordenador do projeto Métricas, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), o professor Jacques Marcovich, ex-reitor da USP (1997-2001), enviou a pedido do Ciência na Rua duas tabelas também muito reveladoras da produção científica das universidades brasileiras. A primeira, baseada no Leiden Ranking, “mostra que das 20 universidades que mais publicam no Brasil, não há nenhuma privada”, ele comentou.
A segunda, modificada do capítulo de autoria de Solange Santos na obra coletiva Repensar a Universidade (Repensar a universidade: desempenho acadêmico e comparações internacionais, organizado por Jacques Marcovitch, 256 pp, São Paulo, ComArte, 2018, disponível para download), mostra resultados de todas as universidades no Brasil em rankings internacionais e, ele observa, “aparecem apenas as PUCs em termos de privadas, e em posições relativamente baixas”.
Uma terceira tabela, mais extensa e bastante atualizada, foi obtida pelo diretor científico da Fapesp, professor Carlos Henrique de Brito Cruz, a partir da base de dados Incites. O que ele observa é que, “das 100 universidades brasileiras que mais publicaram artigos científicos no quinquênio 2014-2018, há 17 privadas. A melhor colocada é a PUC Paraná, em 37º lugar”.

Artigo de Mariluce Moura, publicado em 11 de abril no Ciência na Rua.
Disponível em: https://www.unifesp.br/reitoria/dci/noticias-anteriores-dci/item/3799-universidades-publicas-realizam-mais-de-95-daciencia-no-brasil
Acesso em: 10 de fevereiro de 2020 (Adaptado).

Leia o trecho a seguir.


Isso se apresentou desde a redemocratização do país, na segunda metade dos anos 1980.


Todos os termos destacados nas alternativas a seguir exercem a mesma função sintática de “na segunda metade dos anos 1980”, EXCETO:

  • A Quem minimamente acompanha a questão da produção científica no Brasil...
  • B Isso se apresentou desde a redemocratização do país...
  • C Na época, o Brasil andava ali pela casa de pouco mais de 0,7% do PIB...
  • D ... e pode-se mesmo dizer que cresceu espetacularmente...
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Universidades públicas realizam mais de 95% da ciência no Brasil

Quem minimamente acompanha a questão da produção científica no Brasil e do financiamento da pesquisa em ciência, tecnologia e inovação sabe que, ao lado da meta tão longamente sonhada da aplicação de 2% do PIB no setor, um bom equilíbrio entre investimentos públicos e privados nessas atividades constitui o segundo grande objeto de desejo de boa parte dos estrategistas e gestores da área – além, é claro, da parcela da comunidade científica nacional bem antenada às políticas de CT&I.
Isso se apresentou desde a redemocratização do país, na segunda metade dos anos 1980. O espelho em que todos miravam era obviamente o das nações mais desenvolvidas. O pensamento que então se espraiava, muito distante de recentíssimas tentações obscurantistas, era o de que o desenvolvimento científico e tecnológico constituía condição sine qua para um verdadeiro desenvolvimento socioeconômico e para a implantação de uma sociedade mais justa.
Na época, o Brasil andava ali pela casa de pouco mais de 0,7% do PIB em investimentos totais em ciência e tecnologia e a participação do setor privado, quer dizer, de empresas, ressalte-se, nesse bolo, mal ultrapassava a marca de 20%. De lá para cá, o país fez uma reviravolta nesses números, avançou muito, e pode-se mesmo dizer que cresceu espetacularmente, quando a métrica é o volume de artigos científicos indexados em bases de dados internacionais, um indicador mundialmente consagrado. Essa produção científica praticamente dobrou do começo para o fim da primeira década do século XXI. E continuou sua ascensão consistente (dados disponíveis até 2016).
A expansão notável, fruto de algumas políticas muito bem estruturadas que estão a merecer outros comentários no Ciência na rua, foi baseada na capacidade de produzir ciência das universidades públicas brasileiras, com a Universidade de São Paulo (USP) e a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), ou seja, duas grandes universidades estaduais paulistas, mais algumas grandes universidades federais, como a do Rio de Janeiro (UFRJ), a de Minas Gerais (UFMG) e a do Rio Grande do Sul (UFRGS), na liderança desse processo. Mais de 95% dessa produção científica do Brasil nas bases internacionais deve-se, assim, à capacidade de pesquisa de suas universidades públicas.
[...]
[...] O presidente da Academia Brasileira de Ciências, Luiz Davidovich, físico, professor da UFRJ, pesquisador dos mais respeitados por seus brilhantes trabalhos em emaranhamento quântico, [...] relata [...] que, “de acordo com recente publicação feita por Clarivate Analytics a pedido da CAPES, o Brasil, no período de 2011-2016, publicou mais de 250.000 artigos na base de dados Web of Science em todas as áreas do conhecimento, correspondendo à 13.ª posição na produção científica global (mais de 190 países)”. As áreas de maior impacto, prossegue, “correspondem a agricultura, medicina e saúde, física e ciência espacial, psiquiatria, e odontologia, entre outras”.
Davidovich ressalta que “todos os estados brasileiros estão representados” nessa produção, “o que mostra uma evolução em relação a períodos anteriores e o papel preponderante desempenhado pelas universidades públicas que estão presentes em todos os estados”.
Outro ponto fundamental de sua fala: “Mais de 95% das publicações referem-se às universidades públicas, federais e estaduais. O artigo lista as 20 universidades que mais publicam (5 estaduais e 15 federais), das quais 5 estão na região Sul, 11 na região Sudeste, 2 na região Nordeste e 2 na Centro-Oeste”.


Essas publicações, destaca o presidente da ABC, “estão associadas a pesquisas que beneficiam a população brasileira e contribuem para a riqueza nacional. Graças a essas pesquisas, o petróleo do pré-sal representa atualmente mais de 50% do petróleo produzido no país, a agricultura brasileira sofisticou-se e aumentou sua produtividade, epidemias, como a do vírus da zika, são enfrentadas por grupos científicos de grande qualidade, novos fármacos são produzidos, alternativas energéticas são propostas, novos materiais são desenvolvidos e empresas brasileiras obtêm protagonismo internacional em diversas áreas de alto conteúdo tecnológico, como cosméticos, compressores e equipamentos elétricos”.

A realidade que os dados mostram

Coordenador do projeto Métricas, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), o professor Jacques Marcovich, ex-reitor da USP (1997-2001), enviou a pedido do Ciência na Rua duas tabelas também muito reveladoras da produção científica das universidades brasileiras. A primeira, baseada no Leiden Ranking, “mostra que das 20 universidades que mais publicam no Brasil, não há nenhuma privada”, ele comentou.
A segunda, modificada do capítulo de autoria de Solange Santos na obra coletiva Repensar a Universidade (Repensar a universidade: desempenho acadêmico e comparações internacionais, organizado por Jacques Marcovitch, 256 pp, São Paulo, ComArte, 2018, disponível para download), mostra resultados de todas as universidades no Brasil em rankings internacionais e, ele observa, “aparecem apenas as PUCs em termos de privadas, e em posições relativamente baixas”.
Uma terceira tabela, mais extensa e bastante atualizada, foi obtida pelo diretor científico da Fapesp, professor Carlos Henrique de Brito Cruz, a partir da base de dados Incites. O que ele observa é que, “das 100 universidades brasileiras que mais publicaram artigos científicos no quinquênio 2014-2018, há 17 privadas. A melhor colocada é a PUC Paraná, em 37º lugar”.

Artigo de Mariluce Moura, publicado em 11 de abril no Ciência na Rua.
Disponível em: https://www.unifesp.br/reitoria/dci/noticias-anteriores-dci/item/3799-universidades-publicas-realizam-mais-de-95-daciencia-no-brasil
Acesso em: 10 de fevereiro de 2020 (Adaptado).

Leia os trechos do Texto 1 a seguir:


I- A expansão notável, fruto de algumas políticas muito bem estruturadas...

II- ... aparecem apenas as PUCs em termos de privadas, e em posições relativamente baixas.

III- O pensamento que então se espraiava, muito distante de recentíssimas tentações obscurantistas...

IV- Quem minimamente acompanha a questão da produção científica no Brasil...


A classificação morfológica dos vocábulos destacados está CORRETAMENTE identificada em:

  • A I. adjetivo; II. advérbio; III. substantivo; IV. pronome.
  • B I. substantivo; II. advérbio; III. adjetivo; IV. pronome.
  • C I. substantivo; II. advérbio; III. adjetivo; IV. conjunção.
  • D I. adjetivo; II. substantivo; III. substantivo; IV. conjunção.
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Universidades públicas realizam mais de 95% da ciência no Brasil

Quem minimamente acompanha a questão da produção científica no Brasil e do financiamento da pesquisa em ciência, tecnologia e inovação sabe que, ao lado da meta tão longamente sonhada da aplicação de 2% do PIB no setor, um bom equilíbrio entre investimentos públicos e privados nessas atividades constitui o segundo grande objeto de desejo de boa parte dos estrategistas e gestores da área – além, é claro, da parcela da comunidade científica nacional bem antenada às políticas de CT&I.
Isso se apresentou desde a redemocratização do país, na segunda metade dos anos 1980. O espelho em que todos miravam era obviamente o das nações mais desenvolvidas. O pensamento que então se espraiava, muito distante de recentíssimas tentações obscurantistas, era o de que o desenvolvimento científico e tecnológico constituía condição sine qua para um verdadeiro desenvolvimento socioeconômico e para a implantação de uma sociedade mais justa.
Na época, o Brasil andava ali pela casa de pouco mais de 0,7% do PIB em investimentos totais em ciência e tecnologia e a participação do setor privado, quer dizer, de empresas, ressalte-se, nesse bolo, mal ultrapassava a marca de 20%. De lá para cá, o país fez uma reviravolta nesses números, avançou muito, e pode-se mesmo dizer que cresceu espetacularmente, quando a métrica é o volume de artigos científicos indexados em bases de dados internacionais, um indicador mundialmente consagrado. Essa produção científica praticamente dobrou do começo para o fim da primeira década do século XXI. E continuou sua ascensão consistente (dados disponíveis até 2016).
A expansão notável, fruto de algumas políticas muito bem estruturadas que estão a merecer outros comentários no Ciência na rua, foi baseada na capacidade de produzir ciência das universidades públicas brasileiras, com a Universidade de São Paulo (USP) e a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), ou seja, duas grandes universidades estaduais paulistas, mais algumas grandes universidades federais, como a do Rio de Janeiro (UFRJ), a de Minas Gerais (UFMG) e a do Rio Grande do Sul (UFRGS), na liderança desse processo. Mais de 95% dessa produção científica do Brasil nas bases internacionais deve-se, assim, à capacidade de pesquisa de suas universidades públicas.
[...]
[...] O presidente da Academia Brasileira de Ciências, Luiz Davidovich, físico, professor da UFRJ, pesquisador dos mais respeitados por seus brilhantes trabalhos em emaranhamento quântico, [...] relata [...] que, “de acordo com recente publicação feita por Clarivate Analytics a pedido da CAPES, o Brasil, no período de 2011-2016, publicou mais de 250.000 artigos na base de dados Web of Science em todas as áreas do conhecimento, correspondendo à 13.ª posição na produção científica global (mais de 190 países)”. As áreas de maior impacto, prossegue, “correspondem a agricultura, medicina e saúde, física e ciência espacial, psiquiatria, e odontologia, entre outras”.
Davidovich ressalta que “todos os estados brasileiros estão representados” nessa produção, “o que mostra uma evolução em relação a períodos anteriores e o papel preponderante desempenhado pelas universidades públicas que estão presentes em todos os estados”.
Outro ponto fundamental de sua fala: “Mais de 95% das publicações referem-se às universidades públicas, federais e estaduais. O artigo lista as 20 universidades que mais publicam (5 estaduais e 15 federais), das quais 5 estão na região Sul, 11 na região Sudeste, 2 na região Nordeste e 2 na Centro-Oeste”.


Essas publicações, destaca o presidente da ABC, “estão associadas a pesquisas que beneficiam a população brasileira e contribuem para a riqueza nacional. Graças a essas pesquisas, o petróleo do pré-sal representa atualmente mais de 50% do petróleo produzido no país, a agricultura brasileira sofisticou-se e aumentou sua produtividade, epidemias, como a do vírus da zika, são enfrentadas por grupos científicos de grande qualidade, novos fármacos são produzidos, alternativas energéticas são propostas, novos materiais são desenvolvidos e empresas brasileiras obtêm protagonismo internacional em diversas áreas de alto conteúdo tecnológico, como cosméticos, compressores e equipamentos elétricos”.

A realidade que os dados mostram

Coordenador do projeto Métricas, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), o professor Jacques Marcovich, ex-reitor da USP (1997-2001), enviou a pedido do Ciência na Rua duas tabelas também muito reveladoras da produção científica das universidades brasileiras. A primeira, baseada no Leiden Ranking, “mostra que das 20 universidades que mais publicam no Brasil, não há nenhuma privada”, ele comentou.
A segunda, modificada do capítulo de autoria de Solange Santos na obra coletiva Repensar a Universidade (Repensar a universidade: desempenho acadêmico e comparações internacionais, organizado por Jacques Marcovitch, 256 pp, São Paulo, ComArte, 2018, disponível para download), mostra resultados de todas as universidades no Brasil em rankings internacionais e, ele observa, “aparecem apenas as PUCs em termos de privadas, e em posições relativamente baixas”.
Uma terceira tabela, mais extensa e bastante atualizada, foi obtida pelo diretor científico da Fapesp, professor Carlos Henrique de Brito Cruz, a partir da base de dados Incites. O que ele observa é que, “das 100 universidades brasileiras que mais publicaram artigos científicos no quinquênio 2014-2018, há 17 privadas. A melhor colocada é a PUC Paraná, em 37º lugar”.

Artigo de Mariluce Moura, publicado em 11 de abril no Ciência na Rua.
Disponível em: https://www.unifesp.br/reitoria/dci/noticias-anteriores-dci/item/3799-universidades-publicas-realizam-mais-de-95-daciencia-no-brasil
Acesso em: 10 de fevereiro de 2020 (Adaptado).

Leia uma regra de acentuação presente em Bechara (2010).


Levam acento agudo ou circunflexo os vocábulos terminados por ditongo oral átono, quer decrescente ou crescente (...)

Fonte: BECHARA, 2010, p.107.


O vocábulo, cujo acento, se encaixa nessa regra é:

  • A Ciência.
  • B Física.
  • C Implantação.
  • D País.
5
Universidades públicas realizam mais de 95% da ciência no Brasil

Quem minimamente acompanha a questão da produção científica no Brasil e do financiamento da pesquisa em ciência, tecnologia e inovação sabe que, ao lado da meta tão longamente sonhada da aplicação de 2% do PIB no setor, um bom equilíbrio entre investimentos públicos e privados nessas atividades constitui o segundo grande objeto de desejo de boa parte dos estrategistas e gestores da área – além, é claro, da parcela da comunidade científica nacional bem antenada às políticas de CT&I.
Isso se apresentou desde a redemocratização do país, na segunda metade dos anos 1980. O espelho em que todos miravam era obviamente o das nações mais desenvolvidas. O pensamento que então se espraiava, muito distante de recentíssimas tentações obscurantistas, era o de que o desenvolvimento científico e tecnológico constituía condição sine qua para um verdadeiro desenvolvimento socioeconômico e para a implantação de uma sociedade mais justa.
Na época, o Brasil andava ali pela casa de pouco mais de 0,7% do PIB em investimentos totais em ciência e tecnologia e a participação do setor privado, quer dizer, de empresas, ressalte-se, nesse bolo, mal ultrapassava a marca de 20%. De lá para cá, o país fez uma reviravolta nesses números, avançou muito, e pode-se mesmo dizer que cresceu espetacularmente, quando a métrica é o volume de artigos científicos indexados em bases de dados internacionais, um indicador mundialmente consagrado. Essa produção científica praticamente dobrou do começo para o fim da primeira década do século XXI. E continuou sua ascensão consistente (dados disponíveis até 2016).
A expansão notável, fruto de algumas políticas muito bem estruturadas que estão a merecer outros comentários no Ciência na rua, foi baseada na capacidade de produzir ciência das universidades públicas brasileiras, com a Universidade de São Paulo (USP) e a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), ou seja, duas grandes universidades estaduais paulistas, mais algumas grandes universidades federais, como a do Rio de Janeiro (UFRJ), a de Minas Gerais (UFMG) e a do Rio Grande do Sul (UFRGS), na liderança desse processo. Mais de 95% dessa produção científica do Brasil nas bases internacionais deve-se, assim, à capacidade de pesquisa de suas universidades públicas.
[...]
[...] O presidente da Academia Brasileira de Ciências, Luiz Davidovich, físico, professor da UFRJ, pesquisador dos mais respeitados por seus brilhantes trabalhos em emaranhamento quântico, [...] relata [...] que, “de acordo com recente publicação feita por Clarivate Analytics a pedido da CAPES, o Brasil, no período de 2011-2016, publicou mais de 250.000 artigos na base de dados Web of Science em todas as áreas do conhecimento, correspondendo à 13.ª posição na produção científica global (mais de 190 países)”. As áreas de maior impacto, prossegue, “correspondem a agricultura, medicina e saúde, física e ciência espacial, psiquiatria, e odontologia, entre outras”.
Davidovich ressalta que “todos os estados brasileiros estão representados” nessa produção, “o que mostra uma evolução em relação a períodos anteriores e o papel preponderante desempenhado pelas universidades públicas que estão presentes em todos os estados”.
Outro ponto fundamental de sua fala: “Mais de 95% das publicações referem-se às universidades públicas, federais e estaduais. O artigo lista as 20 universidades que mais publicam (5 estaduais e 15 federais), das quais 5 estão na região Sul, 11 na região Sudeste, 2 na região Nordeste e 2 na Centro-Oeste”.


Essas publicações, destaca o presidente da ABC, “estão associadas a pesquisas que beneficiam a população brasileira e contribuem para a riqueza nacional. Graças a essas pesquisas, o petróleo do pré-sal representa atualmente mais de 50% do petróleo produzido no país, a agricultura brasileira sofisticou-se e aumentou sua produtividade, epidemias, como a do vírus da zika, são enfrentadas por grupos científicos de grande qualidade, novos fármacos são produzidos, alternativas energéticas são propostas, novos materiais são desenvolvidos e empresas brasileiras obtêm protagonismo internacional em diversas áreas de alto conteúdo tecnológico, como cosméticos, compressores e equipamentos elétricos”.

A realidade que os dados mostram

Coordenador do projeto Métricas, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), o professor Jacques Marcovich, ex-reitor da USP (1997-2001), enviou a pedido do Ciência na Rua duas tabelas também muito reveladoras da produção científica das universidades brasileiras. A primeira, baseada no Leiden Ranking, “mostra que das 20 universidades que mais publicam no Brasil, não há nenhuma privada”, ele comentou.
A segunda, modificada do capítulo de autoria de Solange Santos na obra coletiva Repensar a Universidade (Repensar a universidade: desempenho acadêmico e comparações internacionais, organizado por Jacques Marcovitch, 256 pp, São Paulo, ComArte, 2018, disponível para download), mostra resultados de todas as universidades no Brasil em rankings internacionais e, ele observa, “aparecem apenas as PUCs em termos de privadas, e em posições relativamente baixas”.
Uma terceira tabela, mais extensa e bastante atualizada, foi obtida pelo diretor científico da Fapesp, professor Carlos Henrique de Brito Cruz, a partir da base de dados Incites. O que ele observa é que, “das 100 universidades brasileiras que mais publicaram artigos científicos no quinquênio 2014-2018, há 17 privadas. A melhor colocada é a PUC Paraná, em 37º lugar”.

Artigo de Mariluce Moura, publicado em 11 de abril no Ciência na Rua.
Disponível em: https://www.unifesp.br/reitoria/dci/noticias-anteriores-dci/item/3799-universidades-publicas-realizam-mais-de-95-daciencia-no-brasil
Acesso em: 10 de fevereiro de 2020 (Adaptado).

Todos os termos destacados apresentam função anafórica no Texto 1, EXCETO:

  • A ... um bom equilíbrio entre investimentos públicos e privados nessas atividades...
  • B O espelho em que todos miravam era obviamente o das nações mais desenvolvidas.
  • C Na época, o Brasil andava ali pela casa de pouco mais de 0,7% do PIB...
  • D Essa produção científica praticamente dobrou do começo para o fim...
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LEIA o artigo de opinião para responder à questão.


Liberdade de imprensa X proteção à imagem

Por Bernardo Annes Dias, advogado, em 23/10/2017 na edição 963


[P1] Uma questão que há muito é objeto de acalorado debate, em especial quando estamos perante regimes democráticos tal como vivemos na atualidade, é o eterno embate entre a liberdade de imprensa em contraponto aos direitos humanos e fundamentais, tais como o direito à privacidade e o direito à imagem.
[P2] Trata-se de questão ligada ao direito constitucional, uma vez que a nossa constituição apresenta, no seu art. 5º, como direitos fundamentais de um lado o direito à imagem e de outro à liberdade de informação.
[P3] Essa celeuma acirrou-se, ainda mais, após a decisão proferida pelo STF, na ADPF n.º 130, no sentido da não recepção pela ordem jurídica constitucional da Lei n.º 5.250/67 (Lei de imprensa). Isso porque os vetores e limites que devem pautar a atuação da imprensa ficaram sem uma legislação específica para regulamentá-la, de forma minuciosa.
[P4] Assim, com essa lacuna legislativa, a solução para esse choque de direitos fundamentais passou para as mãos, em especial, da jurisprudência e da doutrina. Logo, na atualidade, os Tribunais têm uma função de destaque na fixação de balizas acerca desse tema.
[P5] Outro fator propulsor do número de conflitos envolvendo esses direitos constitucionalmente reconhecidos é a “difusão descontrolada da informação”, em especial por meio da internet e suas redes sociais.
[P6] Na atualidade, a propagação de uma notícia é algo instantâneo, ou seja, em questão de segundos um fato já se torna de domínio público. Essa celeridade na divulgação da notícia, no entanto, contém pontos positivos e negativos.
[P7] Um aspecto nocivo vem sendo vivenciado por todos nós, que é a proliferação das chamadas “fake news”, ou seja, notícias falsas. Nesses casos, no afã de dar a notícia em primeiro lugar, isto é, obter “um furo de reportagem”, alguns veículos de comunicação não apuram, minimamente, a veracidade do fato, levando ao público uma notícia em dissonância com a realidade. O problema é de tal monta que alguns veículos já contam hoje com departamentos de checagem para evitar a reprodução de notícias falsas.
[P8] Mas lidar com este problema da chamada sociedade informacional é um desafio ainda maior. Quando se descobre que a “fake news” foi produzida propositalmente e muitas vezes profissionalmente para “plantar” e “viralizar” uma mentira, com a intenção de manipular a opinião pública e favorecer defensores de determinado ponto de vista em detrimento de seus opositores, a constituição prevê, que comprovada a má-fé da informação inverídica, pode-se pedir uma tutela jurisdicional para a retirada da mesma da internet ou mídia que a tenha divulgado.
[P9] Abusos na difusão de imagens e fatos reais também podem ter efeitos catastróficos à vida e à imagem das pessoas ou empresas envolvidas na notícia. Muitos, inclusive, chamam a imprensa de o “quarto poder do Estado”, tendo em vista sua capacidade de alterar o rumo da História e alavancar ou destruir a imagem de alguém.
[P10] O que se apresenta incontestável é a importância da imprensa em uma sociedade democrática, pois somente com o acesso à informação a população terá conhecimento dos fatos relevantes para seu país e para o mundo, além de aprimorar o seu juízo crítico, permitindo-lhe ter opiniões sobre os mais variados assuntos. Um jornalismo sério e investigativo é fundamental para garantir a transparência, em especial do trato da coisa pública.
[P11] Por outro lado, deve ficar claro que a liberdade de imprensa é uma realidade no Brasil, mas esta “não pode ser confundida com irresponsabilidade de afirmação”. Essa afirmação pode ser uma “fake news”, com repercussão em grande escala, ou se restringir a um abuso do limite entre o que é público e o que é privado.
[P12] Quanto ao direito à tutela da imagem e da honra, ele deve ser visto como uma barreira protetiva à banalização da exposição da intimidade dos indivíduos, tal como ocorre diariamente, quando pessoas “públicas” não conseguem, sequer, caminhar na rua, com suas famílias, sem serem abordadas por fotógrafos. Deve haver um mínimo de proteção à intimidade dessas pessoas!

Disponível em: <http://observatoriodaimprensa.com.br/impasses-na-imprensa/liberdade-de-imprensa-x-protecao-imagem/>. Acesso: 10 fev. 2018 (Adaptado)

Assinale a alternativa em que o termo em destaque NÃO funciona sintaticamente como sujeito da oração.

  • A Essa celeuma acirrou-se, ainda mais, após a decisão proferida pelo STF... [P3].
  • B Assim, com essa lacuna legislativa, a solução para esse choque de direitos fundamentais passou para as mãos... [P4].
  • C Na atualidade, a propagação de uma notícia é algo instantâneo, ou seja, em questão de segundos um fato já se torna de domínio público. [P6].
  • D Mas lidar com este problema da chamada sociedade informacional é um desafio ainda maior. [P8].
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Milhares de imóveis da União estão vagos para uso
21 de junho de 2018

    No centro do Rio de Janeiro, a dois quarteirões da Igreja da Candelária, um edifício de 11 andares permanece vazio há cerca de oito anos. Conhecido como Palácio dos Esportes, o prédio serviu de sede para a Fundação Centro Brasileiro para a Infância e Adolescência (FCBIA), extinta em 1998, e, depois, para diversas associações esportivas que o ocuparam esporadicamente. O edifício chegou a ser cotado para servir de sede do Porto Maravilha. A reforma do Palácio dos Esportes, contudo, foi descartada, pois considerou-se inviável a obra: somente o custo inicial do projeto de readequação das instalações era de R$ 4,2 milhões.

    Abandonado, o prédio, propriedade da União, foi ocupado por um grupo não identificado em agosto de 2015 e esvaziado, no dia seguinte, pela Polícia Militar. Hoje, segue com as portas fechadas e deve ser destinado à Marinha, que assumirá o ônus da recuperação e manutenção das instalações. 


Principais tipos de imóveis vazios



    Além dos comprovadamente vagos, podem existir muitos outros, já que propriedades cedidas a outros órgãos, como governos e prefeituras, podem estar sob a descrição de “em guarda provisória”.


Em Brasília, condomínio privado disputa terra pública 

    Segundo os registros da SPU, a cidade brasileira que mais possui imóveis da União vagos para uso é Brasília. 
Lá, a secretaria aponta 173 terrenos ociosos, a maioria deles, 96, na região administrativa de Santa Maria, antiga área de assentamento de famílias de baixa renda no sul do Distrito Federal.

    Nessa região está o Residencial Santos Dumont, loteamento privado de casas envolvido em uma disputa com a Agência de Fiscalização do Governo do Distrito Federal (Agefis). Construído inicialmente como moradia para militares da aeronáutica, o condomínio passou a ser residência de civis – cerca de 14 mil pessoas vivem no local. 

    Em 2015, o residencial foi notificado pela Agefis por ter cercado irregularmente o seu entorno, isolando terrenos e serviços públicos, como uma escola e um posto policial. A Agefis ordenou a derrubada de 2 quilômetros do cercamento, mas, contestada pelos moradores, a decisão não foi levada adiante. Segundo a Agefis, o residencial “não é um local de prioridade de fiscalização neste momento”. Já a administração do condomínio afirma que a cerca sempre existiu e negou ocupar terreno público. 

    Além dos imóveis ociosos em Santa Maria, Brasília possui terrenos vagos em áreas nobres do Plano Piloto, como nas asas Norte e Sul. A Asa Norte é a campeã, com 38 terrenos vagos para uso; já na Asa Sul são seis. Fora os terrenos, as duas asas juntas possuem 49 apartamentos vagos. Há, ainda, dois andares em edifícios, três salas e duas residências vagas.

    O segundo município brasileiro com mais imóveis vagos para uso é outra capital: Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. Na cidade, a maior parte dos imóveis vagos são terrenos, sobretudo os lotes do Jardim Imá, área ao redor do aeroporto e da base aérea da Força Aérea Brasileira (FAB). 

    A terceira cidade na lista também fica no Mato Grosso do Sul: Ponta Porã, na divisa do estado com o Paraguai. 
O município possui 112 imóveis vagos para uso, a maioria deles terrenos vagos na Vila Militar, bairro próximo ao centro da cidade.


“Na cidade, a maior parte dos imóveis vagos são terrenos, sobretudo os lotes do Jardim Imá, área ao redor do aeroporto e da base aérea da Força Aérea Brasileira (FAB).” Nesse fragmento, conforme prescreve a norma-padrão, a concordância verbal está:

  • A Errada, pois o verbo deve concordar com “a maior parte”.
  • B Correta, pois o verbo deve concordar com “terrenos”.
  • C Correta, pois o verbo deve concordar com “aeroporto”.
  • D Errada, pois o verbo deve concordar com “imóveis vagos”.
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Milhares de imóveis da União estão vagos para uso
21 de junho de 2018

    No centro do Rio de Janeiro, a dois quarteirões da Igreja da Candelária, um edifício de 11 andares permanece vazio há cerca de oito anos. Conhecido como Palácio dos Esportes, o prédio serviu de sede para a Fundação Centro Brasileiro para a Infância e Adolescência (FCBIA), extinta em 1998, e, depois, para diversas associações esportivas que o ocuparam esporadicamente. O edifício chegou a ser cotado para servir de sede do Porto Maravilha. A reforma do Palácio dos Esportes, contudo, foi descartada, pois considerou-se inviável a obra: somente o custo inicial do projeto de readequação das instalações era de R$ 4,2 milhões.

    Abandonado, o prédio, propriedade da União, foi ocupado por um grupo não identificado em agosto de 2015 e esvaziado, no dia seguinte, pela Polícia Militar. Hoje, segue com as portas fechadas e deve ser destinado à Marinha, que assumirá o ônus da recuperação e manutenção das instalações. 


Principais tipos de imóveis vazios



    Além dos comprovadamente vagos, podem existir muitos outros, já que propriedades cedidas a outros órgãos, como governos e prefeituras, podem estar sob a descrição de “em guarda provisória”.


Em Brasília, condomínio privado disputa terra pública 

    Segundo os registros da SPU, a cidade brasileira que mais possui imóveis da União vagos para uso é Brasília. 
Lá, a secretaria aponta 173 terrenos ociosos, a maioria deles, 96, na região administrativa de Santa Maria, antiga área de assentamento de famílias de baixa renda no sul do Distrito Federal.

    Nessa região está o Residencial Santos Dumont, loteamento privado de casas envolvido em uma disputa com a Agência de Fiscalização do Governo do Distrito Federal (Agefis). Construído inicialmente como moradia para militares da aeronáutica, o condomínio passou a ser residência de civis – cerca de 14 mil pessoas vivem no local. 

    Em 2015, o residencial foi notificado pela Agefis por ter cercado irregularmente o seu entorno, isolando terrenos e serviços públicos, como uma escola e um posto policial. A Agefis ordenou a derrubada de 2 quilômetros do cercamento, mas, contestada pelos moradores, a decisão não foi levada adiante. Segundo a Agefis, o residencial “não é um local de prioridade de fiscalização neste momento”. Já a administração do condomínio afirma que a cerca sempre existiu e negou ocupar terreno público. 

    Além dos imóveis ociosos em Santa Maria, Brasília possui terrenos vagos em áreas nobres do Plano Piloto, como nas asas Norte e Sul. A Asa Norte é a campeã, com 38 terrenos vagos para uso; já na Asa Sul são seis. Fora os terrenos, as duas asas juntas possuem 49 apartamentos vagos. Há, ainda, dois andares em edifícios, três salas e duas residências vagas.

    O segundo município brasileiro com mais imóveis vagos para uso é outra capital: Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. Na cidade, a maior parte dos imóveis vagos são terrenos, sobretudo os lotes do Jardim Imá, área ao redor do aeroporto e da base aérea da Força Aérea Brasileira (FAB). 

    A terceira cidade na lista também fica no Mato Grosso do Sul: Ponta Porã, na divisa do estado com o Paraguai. 
O município possui 112 imóveis vagos para uso, a maioria deles terrenos vagos na Vila Militar, bairro próximo ao centro da cidade.


O fragmento cuja oração em destaque tem a função de completar o sentido de um verbo é:

  • A “o prédio serviu de sede [...] para diversas associações esportivas que o ocuparam esporadicamente.”
  • B “deve ser destinado à Marinha, que assumirá o ônus da recuperação e manutenção das instalações.”
  • C “Segundo os registros da SPU, a cidade brasileira que mais possui imóveis da União vagos para uso é Brasília.”
  • D “Já a administração do condomínio afirma que a cerca sempre existiu e negou ocupar terreno público.”
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Milhares de imóveis da União estão vagos para uso
21 de junho de 2018

    No centro do Rio de Janeiro, a dois quarteirões da Igreja da Candelária, um edifício de 11 andares permanece vazio há cerca de oito anos. Conhecido como Palácio dos Esportes, o prédio serviu de sede para a Fundação Centro Brasileiro para a Infância e Adolescência (FCBIA), extinta em 1998, e, depois, para diversas associações esportivas que o ocuparam esporadicamente. O edifício chegou a ser cotado para servir de sede do Porto Maravilha. A reforma do Palácio dos Esportes, contudo, foi descartada, pois considerou-se inviável a obra: somente o custo inicial do projeto de readequação das instalações era de R$ 4,2 milhões.

    Abandonado, o prédio, propriedade da União, foi ocupado por um grupo não identificado em agosto de 2015 e esvaziado, no dia seguinte, pela Polícia Militar. Hoje, segue com as portas fechadas e deve ser destinado à Marinha, que assumirá o ônus da recuperação e manutenção das instalações. 


Principais tipos de imóveis vazios



    Além dos comprovadamente vagos, podem existir muitos outros, já que propriedades cedidas a outros órgãos, como governos e prefeituras, podem estar sob a descrição de “em guarda provisória”.


Em Brasília, condomínio privado disputa terra pública 

    Segundo os registros da SPU, a cidade brasileira que mais possui imóveis da União vagos para uso é Brasília. 
Lá, a secretaria aponta 173 terrenos ociosos, a maioria deles, 96, na região administrativa de Santa Maria, antiga área de assentamento de famílias de baixa renda no sul do Distrito Federal.

    Nessa região está o Residencial Santos Dumont, loteamento privado de casas envolvido em uma disputa com a Agência de Fiscalização do Governo do Distrito Federal (Agefis). Construído inicialmente como moradia para militares da aeronáutica, o condomínio passou a ser residência de civis – cerca de 14 mil pessoas vivem no local. 

    Em 2015, o residencial foi notificado pela Agefis por ter cercado irregularmente o seu entorno, isolando terrenos e serviços públicos, como uma escola e um posto policial. A Agefis ordenou a derrubada de 2 quilômetros do cercamento, mas, contestada pelos moradores, a decisão não foi levada adiante. Segundo a Agefis, o residencial “não é um local de prioridade de fiscalização neste momento”. Já a administração do condomínio afirma que a cerca sempre existiu e negou ocupar terreno público. 

    Além dos imóveis ociosos em Santa Maria, Brasília possui terrenos vagos em áreas nobres do Plano Piloto, como nas asas Norte e Sul. A Asa Norte é a campeã, com 38 terrenos vagos para uso; já na Asa Sul são seis. Fora os terrenos, as duas asas juntas possuem 49 apartamentos vagos. Há, ainda, dois andares em edifícios, três salas e duas residências vagas.

    O segundo município brasileiro com mais imóveis vagos para uso é outra capital: Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. Na cidade, a maior parte dos imóveis vagos são terrenos, sobretudo os lotes do Jardim Imá, área ao redor do aeroporto e da base aérea da Força Aérea Brasileira (FAB). 

    A terceira cidade na lista também fica no Mato Grosso do Sul: Ponta Porã, na divisa do estado com o Paraguai. 
O município possui 112 imóveis vagos para uso, a maioria deles terrenos vagos na Vila Militar, bairro próximo ao centro da cidade.


“Hoje, segue com as portas fechadas e deve ser destinado à Marinha [...]”

Assinale a alternativa em que a alteração da estrutura em destaque acarretou um ERRO semântico e de regência.

  • A “Hoje, segue com as portas fechadas e deve se reservar à Marinha [...]”
  • B “Hoje, segue com as portas fechadas e deve se designar a Marinha [...]”
  • C “Hoje, segue com as portas fechadas e deve ser gerido na Marinha [...]”
  • D “Hoje, segue com as portas fechadas e deve ser dirigido pela Marinha [...]”
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Milhares de imóveis da União estão vagos para uso
21 de junho de 2018

    No centro do Rio de Janeiro, a dois quarteirões da Igreja da Candelária, um edifício de 11 andares permanece vazio há cerca de oito anos. Conhecido como Palácio dos Esportes, o prédio serviu de sede para a Fundação Centro Brasileiro para a Infância e Adolescência (FCBIA), extinta em 1998, e, depois, para diversas associações esportivas que o ocuparam esporadicamente. O edifício chegou a ser cotado para servir de sede do Porto Maravilha. A reforma do Palácio dos Esportes, contudo, foi descartada, pois considerou-se inviável a obra: somente o custo inicial do projeto de readequação das instalações era de R$ 4,2 milhões.

    Abandonado, o prédio, propriedade da União, foi ocupado por um grupo não identificado em agosto de 2015 e esvaziado, no dia seguinte, pela Polícia Militar. Hoje, segue com as portas fechadas e deve ser destinado à Marinha, que assumirá o ônus da recuperação e manutenção das instalações. 


Principais tipos de imóveis vazios



    Além dos comprovadamente vagos, podem existir muitos outros, já que propriedades cedidas a outros órgãos, como governos e prefeituras, podem estar sob a descrição de “em guarda provisória”.


Em Brasília, condomínio privado disputa terra pública 

    Segundo os registros da SPU, a cidade brasileira que mais possui imóveis da União vagos para uso é Brasília. 
Lá, a secretaria aponta 173 terrenos ociosos, a maioria deles, 96, na região administrativa de Santa Maria, antiga área de assentamento de famílias de baixa renda no sul do Distrito Federal.

    Nessa região está o Residencial Santos Dumont, loteamento privado de casas envolvido em uma disputa com a Agência de Fiscalização do Governo do Distrito Federal (Agefis). Construído inicialmente como moradia para militares da aeronáutica, o condomínio passou a ser residência de civis – cerca de 14 mil pessoas vivem no local. 

    Em 2015, o residencial foi notificado pela Agefis por ter cercado irregularmente o seu entorno, isolando terrenos e serviços públicos, como uma escola e um posto policial. A Agefis ordenou a derrubada de 2 quilômetros do cercamento, mas, contestada pelos moradores, a decisão não foi levada adiante. Segundo a Agefis, o residencial “não é um local de prioridade de fiscalização neste momento”. Já a administração do condomínio afirma que a cerca sempre existiu e negou ocupar terreno público. 

    Além dos imóveis ociosos em Santa Maria, Brasília possui terrenos vagos em áreas nobres do Plano Piloto, como nas asas Norte e Sul. A Asa Norte é a campeã, com 38 terrenos vagos para uso; já na Asa Sul são seis. Fora os terrenos, as duas asas juntas possuem 49 apartamentos vagos. Há, ainda, dois andares em edifícios, três salas e duas residências vagas.

    O segundo município brasileiro com mais imóveis vagos para uso é outra capital: Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. Na cidade, a maior parte dos imóveis vagos são terrenos, sobretudo os lotes do Jardim Imá, área ao redor do aeroporto e da base aérea da Força Aérea Brasileira (FAB). 

    A terceira cidade na lista também fica no Mato Grosso do Sul: Ponta Porã, na divisa do estado com o Paraguai. 
O município possui 112 imóveis vagos para uso, a maioria deles terrenos vagos na Vila Militar, bairro próximo ao centro da cidade.


O tipo textual predominante nessa reportagem é o informativo, pois:

  • A Optou-se pelo emprego da norma-padrão.
  • B Privilegiou-se um tema de interesse público.
  • C Relataram-se fatos condizentes com a realidade
  • D Revelaram-se opiniões sobre a má gestão pública.

Direito Constitucional

11

Márcio é empregado de uma empresa privada brasileira. Estava a serviço da empresa na Itália, onde casou-se com uma italiana, e tiveram o primeiro filho naquele país. Márcio fez o registro de nascimento do seu filho na embaixada brasileira em Roma, com a intensão de que seu filho tivesse nacionalidade brasileira. Segundo a Constituição da República Federativa do Brasil de 1988, quanto a sua nacionalidade, o filho de Márcio é considerado:

  • A Brasileiro nato, porque apesar de nascer em território estrangeiro, seu pai é brasileiro e o registrou em repartição brasileira competente.
  • B Estrangeiro, pois nasceu fora do Brasil, e apesar de seu pai ser brasileiro, não estava a serviço da República Federativa do Brasil.
  • C Estrangeiro, pois nasceu em território italiano e sua mãe tem nacionalidade italiana.
  • D Brasileiro naturalizado, pois seu pai é brasileiro, mas nasceu fora do território brasileiro.
12

Segundo o art. 5º da Constituição da República Federativa do Brasil de 1988: Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade.

Assinale a alternativa que constitui em direitos individuais e/ou coletivos assegurados pela CF/88.


  • A Ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa, inclusive em virtude de lei.
  • B É livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer.
  • C É livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, salvo em caso de censura ou licença.
  • D O Estado promoverá, independentemente da forma da lei, a defesa do consumidor.
13

De acordo com a CF, para a composição das Câmaras Municipais, essa define um limite máximo de vereadores para a quantidade de habitantes. Nesse contexto, assinale a alternativa que apresenta a correlação número de vereadores com número de habitantes de forma INCORRETA.

  • A 13 (treze) vereadores, para municípios com 30.000 a 50.000 habitantes.
  • B 17 (dezessete) vereadores, para municípios com 70.000 a 120.000 habitantes.
  • C 15 (quinze) vereadores, para municípios com 50.000 a 80.000 habitantes.
  • D 11 (onze) vereadores, para municípios com 15.000 a 30.000 habitantes.

Direito Administrativo

14

Quanto à definição legal, as empresas públicas são entidades dotadas de personalidade jurídica de direito privado, com patrimônio e capital exclusivo da União, Distrito Federal, Estados ou Municípios, criadas por lei para exploração de atividade econômica que o governo seja levado a exercer por força de contingência, ou de conveniência administrativa, podendo ser constituída de quaisquer das formas admitidas em direito (S/A e Ltda.).
Assinale a alternativa que NÃO está de acordo com as características de uma empresa pública conforme a definição apresentada:

  • A Personalidade jurídica de direito privado sob qualquer das formas jurídicas admitidas.
  • B Prestação de serviço público ou exploração de atividade econômica com controle exercido pelo Tribunal de Contas.
  • C Concurso público ou processo seletivo para contratação de pessoal, que se dá pelo regime celetista.
  • D Autorização legal para criação e controle do capital da União, Distrito Federal, Estados ou Municípios.
15

O uso comum dos bens públicos pode ser gratuito ou retribuído, conforme for estabelecido legalmente pela entidade, a cuja Administração pertencerem, conforme determina o art. 103 do Código Civil.

Os instrumentos colocados à disposição dos particulares para utilização dos bens públicos são, EXCETO:

  • A Autorização de uso de bem público que consiste em um ato unilateral, discricionário, precário, revogável a qualquer tempo e em caráter gratuito ou oneroso. Serve para atender interesses particulares, atividades transitórias e irrelevantes pelo Poder Público.
  • B Permissão de uso de bem público que consiste em um ato negocial, discricionário e precário, semelhante à autorização, porém seu consentimento visa ao interesse público.
  • C Alienação de bem público que consiste no repasse da propriedade, remunerada ou gratuita, sob a forma de venda, permuta, doação, dação em pagamento, investidura, legitimação de posse ou concessão de domínio.
  • D Concessão de uso de bem público que consiste em um contrato administrativo celebrado entre a Administração e um particular, tendo por objeto uma utilidade pública de certa permanência.
16

Sobre a distinção entre Empresa Pública e Sociedade de Economia Mista, assinale V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.
( ) As Empresas Públicas são pessoas jurídicas de direito privada criadas pelo poder público após autorização legislativa específica, cujo o capital é exclusivamente público, para prestação de serviço público ou a realização de atividade econômica de relevante interesse coletivo.
( ) A Sociedade de Economia mista não admite lucro e rege-se pelas normas do poder público, principalmente no que tange as leis que autorizam sua criação e funcionamento.
( ) O que caracteriza a Empresa Pública é seu capital exclusivamente público, sendo a Caixa Econômica Federal (CEF) e a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (EBCT) dois exemplos.
( ) A Sociedade de Economia mista é uma pessoa jurídica de direito privado, com participação do poder público e de particulares em seu capital e na sua administração, para a realização de atividade econômica ou serviço público outorgado pelo Estado.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:

  • A V F V F.
  • B F V F F
  • C V F V V.
  • D F V F V.
17

A EMC nº 19, de 04 de junho de 1998, vinculada ao artigo 20 da Lei nº 8.112/1990, define que o servidor público estável só perderá o cargo, EXCETO:

  • A Em virtude de sentença judicial transitada em julgado.
  • B Mediante processo administrativo, em que lhe seja assegurada ampla defesa.
  • C Em virtude de exoneração a pedido para apostilamento, assegurada ampla defesa.
  • D Mediante procedimento de avaliação periódica de desempenho, assegurada ampla defesa.
18

De acordo com a Lei nº 8.666, de 21 de junho de 1993, a licitação é o conjunto de procedimentos para as compras ou serviços contratados pelos governos Federal, Estadual ou Municipal. Portanto, licitação é um processo formal, em que há a competição entre os participantes da negociação.
Nesse sentido, conforme o artigo 22, são modalidades de licitação, EXCETO:

  • A Concorrência
  • B Tomada de preço.
  • C Compra direta.
  • D Concurso.

Raciocínio Lógico

19

Observe as equivalências propostas a seguir:


93 = 45

53 = 25

49 = 23

123 = X



Seguindo a lógica das equivalências, o número que substitui CORRETAMENTE X é:

  • A 65.
  • B 70.
  • C 60.
  • D 75.
20

Observe a proposição a seguir: “Se Itabira é em Minas então, o queijo é bom”. Uma frase equivalente à essa é:

  • A Ou o queijo é bom ou Itabira é em Minas.
  • B Itabira não é em Minas ou o queijo não é bom
  • C Itabira é em Minas e o queijo não é bom.
  • D Se o queijo não é bom, Itabira não é em Minas.
21

Rogério acabou de se formar no ensino médio e encontrou-se diante do seguinte dilema, mediante o lançamento do edital do concurso público de Itabira/MG, sua terra natal: “Estudo para vestibular ou para concurso público. Faço uma viagem ou não estudo para o concurso público. Faço intercâmbio ou não estudo para o vestibular”. Ora não faço intercâmbio.

Com base nas afirmações apresentadas, é CORRETO afirmar que:

  • A Rogério irá estudar para o vestibular.
  • B Rogério irá estudar para o concurso.
  • C Rogério irá estudar para o concurso e viajar.
  • D Rogério não irá viajar.
22

Um técnico de edificações da cidade de Itabira/MG precisa sortear diariamente 3 casas para vistoriar. Ele escreve o endereço de 12 casas residenciais e 6 casas comerciais em papeis e coloca-os em uma urna. No primeiro dia serão retirados aleatoriamente e sem reposição 3 papéis. Nessa situação, a probabilidade da primeira casa ser comercial, a segunda residencial e a terceira também ser residencial, é igual à:

  • A 792/4894.
  • B 2/3.
  • C 33/68.
  • D 11/68.
23

Um técnico de enfermagem de saúde da família do município de Itabira/MG resolveu fazer uma pesquisa no banco de dados do hospital para verificar qual à incidência de sarampo e catapora nos últimos 10 anos na cidade. Ele obteve os dados de 1300 pessoas infectadas, sendo que 650 tiveram apenas catapora e 350 foram infectados pelas duas moléstias. Com base nesses dados, é CORRETO afirmar que o número de pessoas infectadas com sarampo foi de:

  • A 650.
  • B 300.
  • C 750.
  • D 700.

Matemática

24

Uma prefeitura colocou como condicional para assinatura de uma Parceria Público-Privada (PPP) na área de saneamento que os equipamentos principais fossem trocados a cada 8 anos, os equipamentos auxiliares a cada 6 anos e os equipamentos de mobilidade a cada 4 anos.
Sabendo-se que os equipamentos iniciaram no mesmo dia, esses serão trocados simultaneamente em:

  • A 16 anos.
  • B 24 anos.
  • C 18 anos.
  • D 12 anos.
25
Os gráficos a seguir apresentam dados sobre o montante investido em debêntures de uma empresa e o lucro por ela obtido com esses títulos ao longo de três anos:

                                   

Com base na análise dos gráficos, a alternativa que apresenta de maneira CORRETA a diferença, em milhares de reais, do lucro entre o ano de 2016 e 2017 é:
  • A 6600.
  • B 6,6.
  • C 8,0
  • D 8000.
26

Com base no gráfico, assinale a alternativa que apresenta o ano que teve o MAIOR valor monetário de lucro.

  • A 2015.
  • B 2016.
  • C 2017.
  • D 2015 e 2016 tiveram o mesmo lucro.

Noções de Informática

27

Na suíte de softwares do Libre Office, quando um usuário deseja abrir um novo documento, este usuário deve utilizar as teclas de atalho:

  • A “Ctrl”+A.
  • B “Ctrl”+I.
  • C “Ctrl”+T.
  • D “Ctrl”+O.
28

A extensão padrão do software LibO Writer para arquivos do tipo texto é:

  • A “.odt”.
  • B “.doc”.
  • C “.wdoc”.
  • D “.odx”.
29

Um usuário da prefeitura de Itabira/MG trabalhando em um documento no Libre Office Writer pretende inserir uma anotação nesse texto. Para realizar esta ação o usuário deverá posicionar o cursor no local ao qual deseja realizar a anotação e pressione as teclas de atalho:

  • A “Ctrl”+”Alt”+A.
  • B “Ctrl”+”Alt”+N.
  • C “Ctrl”+”Alt”+I
  • D “Ctrl”+”Alt”+W.
30

É CORRETO afirmar que o LibO Calc é um programa:

  • A De cálculo contido no Sistema Operacional Linux.
  • B Que possibilita a criação, edição e apresentação de planilhas eletrônicas.
  • C De proteção dos computadores para rastreamento de arquivos nocivos.
  • D Com fórmulas matemáticas sendo capaz de criar fórmulas para funções algébricas, logarítmicas, trigonométricas e estatísticas.
31

Um funcionário da prefeitura de Sarzedo irá conectar um laptop disponibilizado pela prefeitura, rodando o Windows 7, versão português, à rede Wi-Fi de seu local de trabalho, com o intuito de acessar a internet. Ao conectar-se na rede da prefeitura, o Windows solicitou a definição de um local de rede.
Assinale a alternativa que apresenta o tipo de local de rede recomendado pela Microsoft para o caso em questão.

  • A Doméstica.
  • B Corporativa.
  • C Pública.
  • D Municipal.

Administração Geral

32

Ao administrador cumpre a tarefa de planejar, organizar, dirigir e controlar as atividades do pessoal que está sob suas ordens. Portanto, o administrador, constante ou simultaneamente, está planejando, organizando, dirigindo e controlando o trabalho dos empregados ou funcionários sob sua gestão.
Na prática da Total Quality Management (TQM), ou seja, da gestão da qualidade total, o controle constitui uma das quatro fases do conhecido ciclo PDCA, cujo modelo básico ilustra as atividades do administrador.
Faça a relação das atividades apresentadas na COLUNA II com os componentes do PDCA apresentados na COLUNA I:
01 – P (do inglês Plan) – Planejamento
02 – D (do inglês Do) – Desenvolvimento
03 – C (do inglês Check)- Controle
04 - A (do inglês Act) – Ação (corretiva)

( ) Verificação do acerto ou não do que foi planejado e das ordens dadas.
( ) Confrontação com o que foi planejado para devidas correções ou ajustes, objetivando a melhoria contínua.
( ) Determinação do que se pretende fazer e das metas que devem ser atingidas

( ) Execução do que foi planejado.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:

  • A 3 4 1 2.
  • B 4 3 1 2.
  • C 3 4 2 1.
  • D 4 2 1 3.
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Dentro das organizações, os grupos informais, também chamados grupos de amizade, organizam-se naturalmente por meio de adesões espontâneas de pessoas que com eles se identificam. A hierarquia funcional existente na organização formal nem sempre prevalece nos grupos informais.

Um dos desafios do administrador moderno é transformar grupos de pessoas em equipes eficazes capazes de crescer e de se auto-gerenciar. A diferença entre grupos e equipes é enorme. Os primeiros trabalham juntos geograficamente, mas separados psicologicamente. Para alcançar essa transformação, os grupos precisam participar de um conjunto de atividades.

Nesse contexto, assinale a alternativa que NÃO está de acordo com a afirmação apresentada:

  • A Formação: os membros do grupo devem definir as regras básicas para que possam conviver socialmente e de maneira saudável.
  • B Integração de objetivos: para que não haja disputas ou conflitos de poder ou de posição no alcance dos objetivos comuns.
  • C Normas: os membros devem concordar sobre metas que compartilham e desenvolver relações humanas mais próximas.
  • D Desempenho: os membros devem canalizar suas energias para seus interesses pessoais
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Departamentalização é um dos conceitos básicos de organização, seja ela pública ou privada. Logo que tomar posse para sua nova função na prefeitura de Sarzedo lhe será apresentado diversos departamentos estruturados e organizados por função, por localização, por produto ou serviço, por clientes, por processos, por projetos ou por algum outro critério. Sobre departamentalização, correlacione a COLUNA I com a COLUNA II.
COLUNA I 1. Departamentalização por função ou funcional.
2. Departamentalização por quantidade.
3. Departamentalização por produto ou serviço.
4. Departamentalização por cliente.
5. Departamentalização por processo.
6. Departamentalização por projetos.
7. Departamentalização matricial.
8. Departamentalização mista.

COLUNA II ( ) São tipos diferentes de departamentalização.
( ) Tende a ser temporária.
( ) Ocorre na passagem das tarefas de um setor para o outro.
( ) Ocorre quando existe mais de um tipo de distribuição de tarefas ocorrendo ao mesmo tempo.
( ) Ocorre com agrupamento dos servidores/funcionários por função.
( ) Ocorre quando é necessário focar mais em seus produtos.
( ) Baseia-se em critérios numéricos.
( ) Orienta-se pelo mercado.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA.
  • A 1 2 3 4 5 6 7 8.
  • B 8 6 5 7 1 3 2 4.
  • C 7 5 6 8 3 2 4 1.
  • D 6 4 3 2 8 7 1 5.
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Segundo Cury (2006), os manuais são documentos criados dentro de uma empresa com o objetivo de padronizar os procedimentos que devem ser seguidos nas diversas áreas de atividades. De acordo com a solução adotada pela American Machine & Foundry Company (AMF), para se preparar um Manual de Organização, são etapas básicas para a construção de um manual, EXCETO:

  • A Seguir, a rigor, um modelo de Manual de Organização que existe para atender ao interesse de todo e qualquer tipo de empresa, servindo de padrão.
  • B Reconhecer a necessidade, pela alta administração, de a empresa ter Manuais de Organização.
  • C Fixar os objetivos específicos de cada manual e respectivo conteúdo.
  • D Atribuir responsabilidade pelo preparo de cada manual.
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Para Cury (2006), dentro de uma empresa, seja ela pública ou privada, um dos elementos estruturais mais críticos é a natureza da divisão das novas funções em departamentos ou unidades organizacionais de níveis inferiores, que se refere ao modo como o trabalho daquela empresa é dividido em unidades semiautônomas, ao longo da estrutura interna da organização. Assim, logo após o nível estratégico, da alta administração, inicia-se o processo de departamentalização. Sobre a departamentalização, assinale a alternativa INCORRETA.

  • A A departamentalização é um processo de institucionalização de unidades organizacionais quaisquer, por meio da divisão do trabalho geral em suas funções componentes, desde as principais às mais especializadas, e/ou do grupamento de atividades homogêneas.
  • B O processo de departamentalização envolve duas perspectivas distintas: do geral para o particular e do particular para o geral, sendo que elas, por serem antagônicas, não se complementam.
  • C Quando o processo de departamentalização ocorre do geral para o particular, significa que houve uma divisão do trabalho, segundo as especializações existentes.
  • D Quando o processo de departamentalização ocorre do particular para o geral, a divisão do trabalho é feita como algo semelhante ao agrupamento de atividades homogêneas.
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O texto empresarial serve para diferentes fins dentro de uma organização. Profissionais dos mais variados cargos estão envolvidos e o modo como se expressam via texto pode causar grande impacto na organização, tanto positivo quanto negativo. São funções que um texto empresarial pode representar, EXCETO:

  • A Instrumento de marketing indireto, reforçando ou conferindo novos rumos à cultura da empresa.
  • B Instrumento relacionado à função estratégica empresarial, no que se refere à cultura da empresa e no aspecto motivacional
  • C Instrumento relacionado à função estratégica no sentido de economia, na medida em que evita o retrabalho e o desperdício de tempo.
  • D Instrumento relacionado à comunicação, quando escrito de forma ampla e pouco objetiva, fazendo com que as pessoas precisem se comunicar para, face a face, chegarem a um acordo da interpretação do que está escrito e, consequentemente, do que deve ser feito.
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Pedro auxilia nas atividades técnico-operacionais de natureza administrativa dos departamentos, setores e áreas de Recursos Humanos, Financeiro, Almoxarifado, Compras e Licitação, Recepção, etc. do Consórcio Intermunicipal de Saúde da Macrorregião do Sul de Minas – CISSUL. Foi solicitado a ele que verificasse a redação dos procedimentos referentes a algumas áreas, de acordo com os padrões de elaboração de texto empresarial, segundo Gold (2005). Analise as frases a seguir. 1. Concisão: expressar o máximo de informações com o mínimo de palavras. A pessoa deve ser capaz de incluir todas as informações, tanto as mais relevantes quanto as demais relacionadas ao assunto. 2. Coerência: se expressar com harmonia, tanto na relação de sentido entre as palavras quanto no encadeamento de ideias dentro do texto, que significa estabelecer uma relação de tempo, espaço, causa e consequência. 3. Linguagem formal: para evitar que regionalismos e outras variações contextuais afetem na interpretação. Assinale a alternativa que apresenta CORRETAMENTE a(s) orientação(ões) que ele deve seguir.

  • A As 3 orientações.
  • B As orientações 2 e 3.
  • C As orientações 1 e 2.
  • D Apenas a orientação 2.
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Uma das atividades profissionais de José é auxiliar na realização de reuniões internas e externas, identificando e preparando espaços físicos, recursos audiovisuais e demais itens solicitados pelos departamentos, setores e áreas. Contudo, com muita frequência, ele tem tido problemas para conseguir tudo: ora a sala que deveria estar livre foi ocupada com materiais, ora os recursos audiovisuais estão com defeito e ele precisa contratar recursos, dentre outros imprevistos. Dubrin (2003) descreve um modelo de 7 passos para a tomada de decisões não programadas. São passos do modelo de Dubrin (2003) para tomada de decisões não programadas, EXCETO:

  • A Identificação e diagnóstico do problema.
  • B Estabelecimento do critério de decisão.
  • C Exclusão de criatividade e foco na realidade.
  • D Avaliação e controle.
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Segundo Cury (2006), para fazer a representação da estrutura organizacional, é necessário usar o gráfico universal, chamado de organograma. Há diferentes tipos de organogramas, sendo que um dos modelos mais tradicionais, segundo o autor, tem como finalidade representar todos os itens compostos nas alternativas a seguir, EXCETO:

  • A Os órgãos componentes da empresa.
  • B Todas as funções, detalhadamente, desenvolvidas pelos órgãos
  • C As vinculações e/ou relações de interdependência entre os órgãos.
  • D Os níveis administrativos que compõem a organização.
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De uma forma ampla, pode-se entender, segundo Robbins, Judge e Sobral (2010, p.73), que a satisfação no trabalho é um sentimento positivo resultante de uma avaliação de suas características. Segundo os autores, todos os fatores a seguir causam satisfação no trabalho, EXCETO:

  • A Trabalhos interessantes, que fornecem treinamento, variedade, independência e controle.
  • B O contexto social de seu local de trabalho.
  • C A interdependência, o feedback, o apoio social e a interação com os colegas fora do trabalho.
  • D Um alto salário é o que mais causa satisfação no trabalho, mesmo que o indivíduo não alcance um nível superior de qualidade de vida.
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