Resolver o Simulado Psicólogo - VUNESP - Nível Superior

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Psicologia

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Jovem deficiente, em situação de curatela, que tem um impedimento de longo prazo de natureza intelectual e sensorial, é trazido para atendimento em um serviço de atenção básica em saúde. Ele precisa submeter-se a um tratamento prolongado, em função de um comprometimento de sua saúde física. Nesse caso, o consentimento prévio, livre e esclarecido para a realização desse tratamento

  • A é desnecessário, porque o jovem é uma pessoa com deficiência.
  • B só precisa ser solicitado ao representante legal desse jovem com deficiência.
  • C precisa ser obtido junto a uma autoridade judicial.
  • D é dispensável, pois a limitação descrita compromete o entendimento da situação.
  • E é indispensável, e a participação do jovem deve ser assegurada no maior grau possível.
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Um idoso deu entrada em um pronto-atendimento de um hospital geral, inconsciente, trazido por uma ambulância. Ele não estava acompanhado no momento em que chegou ao hospital, porque o atendimento emergencial foi solicitado por desconhecidos. Os exames iniciais identificaram risco de morte e a necessidade de uma intervenção cirúrgica imediata. Nesse caso,

  • A o procedimento pode ser autorizado pelo médico que o atendeu.
  • B a intervenção deverá aguardar a presença e autorização de um familiar do idoso.
  • C o atendimento deverá ser adiado até que o idoso possa autorizar conscientemente a intervenção.
  • D a cirurgia deverá ser autorizada por um curador, porque o idoso está interditado.
  • E a operação pode ser realizada sem autorização, porque envolve risco imediato.
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De acordo com os princípios do Sistema Único de Saúde (SUS), a integralidade

  • A garante à população o acesso imediato às ações e aos serviços públicos em todos os níveis de atenção em saúde.
  • B reafirma a necessidade de se reduzir as disparidades sociais e regionais no que se refere à atenção e recuperação da saúde das comunidades.
  • C preconiza que a atenção em saúde deve levar em consideração as necessidades específicas de grupos de pessoas, ainda que minoritários em relação à população.
  • D gerencia as atribuições dos gestores municipais e estaduais para garantir a eficiência e efetividade das ações de saúde para a população.
  • E reassegura a formação e o funcionamento dos Conselhos de Saúde, impulsionando a participação da população na elaboração de políticas públicas.
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As oficinas terapêuticas são uma das principais formas de tratamento oferecidas pelos Centros de Atenção Psicossocial – CAPS. As oficinais terapêuticas propõem uma série de atividades que

  • A devem atender, fundamentalmente, aos interesses determinados pelos técnicos encarregados do serviço para a reabilitação dos usuários.
  • B podem ser definidas de acordo com os interesses dos usuários, das possibilidades dos técnicos ou das necessidades do serviço de saúde.
  • C visam, prioritariamente, a recuperação da capacidade produtiva e a recomposição da renda dos portadores de transtornos mentais.
  • D possibilitam aos portadores de transtornos mentais um contato mais profundo com a sua dinâmica psíquica e com as suas limitações afetivas.
  • E eliminam as angústias dos usuários do serviço, favorecendo sua aderência ao tratamento e às estratégias adotadas para sua recuperação.
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Os Centros de Convivência e Cooperativa foram criados, em 1989, na cidade de São Paulo, como um

  • A meio para atuar nas lacunas identificadas em outras instituições de saúde, com o objetivo de recuperar a cidadania dos portadores de transtornos mentais.
  • B ambiente para conectar as pessoas pelas suas patologias, favorecendo o encontro entre os iguais para o compartilhamento de experiências.
  • C modo para oferecer assistência psiquiátrica e psicológica com caráter mais individualizado aos portadores de transtornos psíquicos.
  • D serviço que tinha como função prioritária na rede de saúde a inclusão dos usuários das unidades em saúde mental no tecido social.
  • E dispositivo para garantir a renda de portadores de transtornos mentais que, devido à sua condição, não conseguem inserção no mercado de trabalho.
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Pesquisas recentes na área da neurobiologia comprovam que tanto a psicoterapia quanto o tratamento em farmacoterapia afetam o cérebro. Essas pesquisas permitem afirmar que

  • A ambos podem ser considerados tratamentos biológicos, em um sentido extremamente real.
  • B a psicoterapia modifica as mesmas estruturas cerebrais alteradas pelo uso da medicação.
  • C a farmacoterapia tem a mesma eficácia da psicoterapia no tratamento dos transtornos mentais.
  • D a psicoterapia pode substituir com sucesso a utilização da medicação no tratamento dos transtornos psíquicos.
  • E tanto a psicoterapia quanto a farmacoterapia são incapazes de atuar no nível simbólico do sofrimento psíquico.
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Os pacientes borderline, na visão de Otto Kernberg, um dos principais teóricos que abordou esse tipo de organização da personalidade,

  • A perseveram em uma modalidade de pensamento psicótico, independentemente das condições com as quais se deparam no ambiente externo.
  • B utilizam como principal estratégia defensiva a racionalização, o que impede o contato com os afetos reprimidos e com o seu temor de entrar em conflito nos relacionamentos.
  • C exibem capacidade para sublimação somente quando se deparam com situações de pressão no ambiente externo que podem provocar um colapso.
  • D demonstram desconforto em situações de proximidade física e não gostam de se envolver em relacionamentos íntimos, por medo da dependência.
  • E são incapazes de reunir forças do ego para retardar a descarga de impulsos, para modular manifestações afetivas e orientar o comportamento.
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O atendimento domiciliar em psicologia é uma modalidade de atuação que tem levantado algumas questões relativas à sua natureza e aos problemas éticos que pode envolver. Em um atendimento domiciliar, o psicólogo

  • A pode se envolver nas questões familiares de seus pacientes, que constituem impedimentos para a recuperação do doente.
  • B deve abordar, durante os atendimentos, somente o conteúdo que o paciente trouxer ou as situações que tenha presenciado.
  • C evita qualquer tipo de contato com os familiares do paciente, para garantir a confidencialidade dos dados por ele fornecidos.
  • D comparece à casa do paciente sem a necessidade de estabelecer nenhum horário ou dia fixo, em respeito às limitações do paciente.
  • E estabelece as condições do setting de maneira rígida, uma vez que as condições nas quais o atendimento ocorre são geralmente muito precárias.
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A conduta adotada para encaminhamento de pacientes com transtorno de pânico geralmente associa o uso de medicamentos e a psicoterapia psicodinâmica. Essa conduta é

  • A desaconselhável, porque a medicação impede a mentalização e compromete o entendimento das fantasias agressivas características desse tipo de paciente.
  • B acertada, pois permite que a ansiedade antecipatória desses pacientes seja eliminada, o que favorece a compreensão da angústia de castração característica desse transtorno.
  • C inadequada, uma vez que, eliminados os temores por meio da medicação, é impossível acessar os conteúdos inconscientes que produzem e sustentam as crises de pânico.
  • D adequada, uma vez que os ataques de pânico e a agorafobia podem ser controlados farmacologicamente e a terapia ajuda os pacientes a superarem seus temores.
  • E questionável, pois o controle das crises de pânico e da ansiedade antecipatória desses pacientes torna inócua a interpretação dos conteúdos que provocam a crise.
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A observação lúdica é um recurso utilizado pelo psicólogo, durante a realização de um processo psicodiagnóstico, para conhecer a realidade da criança que foi trazida para o atendimento. É correto afirmar que, durante a observação lúdica, a criança

  • A tem a possibilidade de brincar, em um contexto particular, sem um enquadramento específico e sem explicitação de papéis, o que lhe permite total liberdade expressiva.
  • B ainda não estabeleceu um vínculo transferencial com o terapeuta, por isso, o campo da entrevista organiza-se, basicamente, pelas variáveis da personalidade da criança.
  • C expressa somente um segmento de seu repertório, reatualizando no presente um conjunto de fantasias que irão se sobrepor ao campo de estímulo.
  • D comunica suas fantasias sem a interferência do processo primário, o que facilita a compreensão dos conflitos responsáveis pela sua sintomatologia.
  • E expressa, por meio da linguagem e do uso apropriado dos verbos e das leis de pensamento, a natureza das fantasias que dominam seu mundo interno.

Português

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                         Pais e filhos: tão perto, tão longe

                                                                                                        Valdeli Vieira


      A sociedade contemporânea se assenta, segundo vários pensadores das ciências humanas, por uma polaridade: de um lado o excesso, de outro a falta. No entanto, há muitos anos a psicanálise nos ensina: todo excesso esconde uma falta. Vivemos um momento sócio-histórico de excessos de trabalho, compromissos, desejos, expectativas e estímulos que atingem indistintamente crianças, adolescentes e adultos.

      Vivemos ocupados, com agendas cheias de cursos, reuniões, compromissos e atividades extracurriculares. Não há tempo a perder e nunca antes tivemos tanto a sensação de estarmos correndo em busca do tempo perdido. A excelência de desempenho acompanha a todos na escola, no trabalho, nos demais ambientes em que estamos inseridos. Estamos conectados permanentemente e devemos estar disponíveis todo o tempo.

      Esse ambiente de estimulação e exigências constantes, no qual às vezes damos conta das demandas que nos são impostas por nós mesmos ou pelo outro, e outras vezes não, tem uma única consequência a todos: a exaustão.

      Exaustos, ao chegarmos a casa, só queremos ficar mergulhados no nosso mundo, para de certa forma termos (ainda que na nossa fantasia) uma compensação pelas frustrações enfrentadas ao longo do dia. E é nesse ponto que começamos a nos distanciar do nosso parceiro e dos nossos filhos, porque passamos a nos tornar indisponíveis ao outro.

      Educar filhos, formá-los, é tarefa para a vida inteira e exige disposição, tempo, vitalidade e dedicação, e o fato é que, embora na teoria estejamos todos comprometidos com isso, na prática nem sempre estamos dispostos. Terceirizamos essas tarefas para professores, psicólogos, avós e babás. E, quando não temos essas pessoas à disposição, silenciamos as crianças dando-lhes a possibilidade de passar horas diante de alguma telinha: se antes era a televisão, hoje vemos crianças em idades cada vez mais precoces com um Ipad na mão. Não queremos ser perturbados no nosso mundo, no nosso silêncio e, sem percebermos, vamos criando abismos nas nossas relações.

(Valdeli Vieira Pais e filhos: tão perto, tão longe (adaptado) REVISTA E: https://www.sescsp.org.br/online/artigo/13291_PAISEFILHOS. Acesso 10.06.2019)

Assinale a alternativa que, mantendo o sentido original do texto, reescreve a passagem de acordo com a norma-padrão de regência.

  • A Professores, psicólogos, avós e babás, quando indisponíveis, nos levam a largar as crianças por horas em companhia com alguma tecnologia.
  • B Se hoje vemos crianças em idades cada vez mais precoces com um Ipad na mão, isso se deve à dependência sobre as telinhas.
  • C Paralela a compromissos, cursos, reuniões e atividades extracurriculares, ainda temos a tarefa de educar os filhos.
  • D É preciso ter tempo, vitalidade, dedicação e disposição em educar os filhos e formá-los, já que é tarefa para a vida inteira.
  • E Em casa, só queremos mergulhar em nosso mundo, para nos sentirmos compensados com as frustrações acumuladas ao longo do dia.
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                         Pais e filhos: tão perto, tão longe

                                                                                                        Valdeli Vieira


      A sociedade contemporânea se assenta, segundo vários pensadores das ciências humanas, por uma polaridade: de um lado o excesso, de outro a falta. No entanto, há muitos anos a psicanálise nos ensina: todo excesso esconde uma falta. Vivemos um momento sócio-histórico de excessos de trabalho, compromissos, desejos, expectativas e estímulos que atingem indistintamente crianças, adolescentes e adultos.

      Vivemos ocupados, com agendas cheias de cursos, reuniões, compromissos e atividades extracurriculares. Não há tempo a perder e nunca antes tivemos tanto a sensação de estarmos correndo em busca do tempo perdido. A excelência de desempenho acompanha a todos na escola, no trabalho, nos demais ambientes em que estamos inseridos. Estamos conectados permanentemente e devemos estar disponíveis todo o tempo.

      Esse ambiente de estimulação e exigências constantes, no qual às vezes damos conta das demandas que nos são impostas por nós mesmos ou pelo outro, e outras vezes não, tem uma única consequência a todos: a exaustão.

      Exaustos, ao chegarmos a casa, só queremos ficar mergulhados no nosso mundo, para de certa forma termos (ainda que na nossa fantasia) uma compensação pelas frustrações enfrentadas ao longo do dia. E é nesse ponto que começamos a nos distanciar do nosso parceiro e dos nossos filhos, porque passamos a nos tornar indisponíveis ao outro.

      Educar filhos, formá-los, é tarefa para a vida inteira e exige disposição, tempo, vitalidade e dedicação, e o fato é que, embora na teoria estejamos todos comprometidos com isso, na prática nem sempre estamos dispostos. Terceirizamos essas tarefas para professores, psicólogos, avós e babás. E, quando não temos essas pessoas à disposição, silenciamos as crianças dando-lhes a possibilidade de passar horas diante de alguma telinha: se antes era a televisão, hoje vemos crianças em idades cada vez mais precoces com um Ipad na mão. Não queremos ser perturbados no nosso mundo, no nosso silêncio e, sem percebermos, vamos criando abismos nas nossas relações.

(Valdeli Vieira Pais e filhos: tão perto, tão longe (adaptado) REVISTA E: https://www.sescsp.org.br/online/artigo/13291_PAISEFILHOS. Acesso 10.06.2019)

Assinale a alternativa que apresenta livre reescrita de um trecho do texto de acordo com a norma-padrão de emprego e de colocação de pronome.

  • A Se trata de um momento sócio-histórico de excessos de trabalho, compromissos, desejos, expectativas e estímulos.
  • B Quanto às crianças, é preciso entender esse momento sócio-histórico que atinge-as, indistintamente.
  • C Estarmos conectados permanentemente auxiliaría-nos, se pudéssemos estar disponíveis todo o tempo.
  • D Nesse ambiente de estimulação e exigências constantes, às vezes não damo-nos conta das demandas a nós impostas.
  • E Poderá alguém os formar, mesmo que não os próprios pais, mas será tarefa para a vida inteira.
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                      O cemitério dos vivos: testemunho e ficção

                                                                                                         Alfredo Bosi


      Perplexo, o intelectual crítico Lima Barreto, cuja obra toda fora uma denúncia da mentira social, teme que os médicos do Hospício o tratem de maneira cega ou arbitrária. Teme principalmente que a ciência livresca que seguem, avessa à ideia mesma de enigma, não lhes permita ter dúvidas, nem Ihes faça ver pessoas, mas apenas casos exemplares devidamente catalogados e passíveis das terapias reificadas nos manuais de psiquiatria.

      A impotência do internado, que sofrera o arbítrio dos policiais com seus preconceitos de cor e classe, vê-se, de repente, confrontada com a onipotência do médico. A assimetria é brutal e, embora Lima tenha escapado ao risco de virar cobaia de alienistas enrijecidos ou precipitados, a sua crítica guarda um potencial de verdade ainda hoje ameaçador:

O terrível nessa coisa de hospital é ter-se de receber um médico que nos é imposto e muitas vezes não é da nossa confiança. Além disso, o médico que tem em sua frente um doente, de que a polícia é tutor e a impersonalidade da lei, curador, por melhor que seja, não o tem mais na conta de gente, é um náufrago, um rebotalho da sociedade, a sua infelicidade e desgraça podem ainda ser úteis à salvação dos outros, e a sua teima em não querer prestar esse serviço aparece aos olhos do facultativo como a revolta de um detento, em nome da Constituição, aos olhos de um delegado de polícia. (Lima Barreto, p.34)

(BOSI, Alfredo. O cemitério dos vivos: testemunho e ficção. Prefácio (adaptado) em Diário do hospício e O cemitério dos vivos, Lima Barreto. São Paulo: Cosac Naify, 2010)

Assinale a alternativa que conduz uma leitura do texto em pleno acordo com a norma-padrão quanto à concordância verbal.

  • A A consolidação de certas terapias nos manuais de psiquiatria faziam com que Lima Barreto temesse ser tratado como um dos casos catalogados.
  • B Lima Barreto temia que os médicos do Hospício o maltratassem, como é possível deduzir por sua obra que, faziam muitas décadas, já denunciava a mentira social.
  • C Lima Barreto temia que os responsáveis por sua internação, ao promover estudo de caso, constatasse nele apenas um detento revoltado.
  • D O internado, que já houvera sofrido o arbítrio de policiais preconceituosos, deparou-se com a onipotência do médico.
  • E Despertados pelas condições de internação haviam muitos temores, depois registrados pelo intelectual em suas obras de ficção.
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                      O cemitério dos vivos: testemunho e ficção

                                                                                                         Alfredo Bosi


      Perplexo, o intelectual crítico Lima Barreto, cuja obra toda fora uma denúncia da mentira social, teme que os médicos do Hospício o tratem de maneira cega ou arbitrária. Teme principalmente que a ciência livresca que seguem, avessa à ideia mesma de enigma, não lhes permita ter dúvidas, nem Ihes faça ver pessoas, mas apenas casos exemplares devidamente catalogados e passíveis das terapias reificadas nos manuais de psiquiatria.

      A impotência do internado, que sofrera o arbítrio dos policiais com seus preconceitos de cor e classe, vê-se, de repente, confrontada com a onipotência do médico. A assimetria é brutal e, embora Lima tenha escapado ao risco de virar cobaia de alienistas enrijecidos ou precipitados, a sua crítica guarda um potencial de verdade ainda hoje ameaçador:

O terrível nessa coisa de hospital é ter-se de receber um médico que nos é imposto e muitas vezes não é da nossa confiança. Além disso, o médico que tem em sua frente um doente, de que a polícia é tutor e a impersonalidade da lei, curador, por melhor que seja, não o tem mais na conta de gente, é um náufrago, um rebotalho da sociedade, a sua infelicidade e desgraça podem ainda ser úteis à salvação dos outros, e a sua teima em não querer prestar esse serviço aparece aos olhos do facultativo como a revolta de um detento, em nome da Constituição, aos olhos de um delegado de polícia. (Lima Barreto, p.34)

(BOSI, Alfredo. O cemitério dos vivos: testemunho e ficção. Prefácio (adaptado) em Diário do hospício e O cemitério dos vivos, Lima Barreto. São Paulo: Cosac Naify, 2010)

No trecho – Perplexo, o intelectual crítico Lima Barreto, cuja obra toda fora uma denúncia da mentira social, teme que os médicos do Hospício o tratem de maneira cega ou arbitrária. –, a oração em destaque exerce função sintática com o mesmo valor da expressão destacada em:

  • A … a sua crítica guarda um potencial de verdade...
  • B … podem ainda ser úteis à salvação dos outros...
  • C … embora Lima tenha escapado ao risco de virar cobaia…
  • D … que a ciência livresca que seguem, avessa à ideia mesma de enigma…
  • E … A impotência do internado, que sofrera o arbítrio dos policiais…
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                      O cemitério dos vivos: testemunho e ficção

                                                                                                         Alfredo Bosi


      Perplexo, o intelectual crítico Lima Barreto, cuja obra toda fora uma denúncia da mentira social, teme que os médicos do Hospício o tratem de maneira cega ou arbitrária. Teme principalmente que a ciência livresca que seguem, avessa à ideia mesma de enigma, não lhes permita ter dúvidas, nem Ihes faça ver pessoas, mas apenas casos exemplares devidamente catalogados e passíveis das terapias reificadas nos manuais de psiquiatria.

      A impotência do internado, que sofrera o arbítrio dos policiais com seus preconceitos de cor e classe, vê-se, de repente, confrontada com a onipotência do médico. A assimetria é brutal e, embora Lima tenha escapado ao risco de virar cobaia de alienistas enrijecidos ou precipitados, a sua crítica guarda um potencial de verdade ainda hoje ameaçador:

O terrível nessa coisa de hospital é ter-se de receber um médico que nos é imposto e muitas vezes não é da nossa confiança. Além disso, o médico que tem em sua frente um doente, de que a polícia é tutor e a impersonalidade da lei, curador, por melhor que seja, não o tem mais na conta de gente, é um náufrago, um rebotalho da sociedade, a sua infelicidade e desgraça podem ainda ser úteis à salvação dos outros, e a sua teima em não querer prestar esse serviço aparece aos olhos do facultativo como a revolta de um detento, em nome da Constituição, aos olhos de um delegado de polícia. (Lima Barreto, p.34)

(BOSI, Alfredo. O cemitério dos vivos: testemunho e ficção. Prefácio (adaptado) em Diário do hospício e O cemitério dos vivos, Lima Barreto. São Paulo: Cosac Naify, 2010)

Assinale a alternativa que apresenta, respectivamente, sinônimos para os termos destacados na sequência de Lima Barreto, adequados ao contexto estabelecido pelo crítico e historiador Alfredo Bosi.

Além disso, o médico que tem em sua frente um doente, de que a polícia é tutor e a impersonalidade da lei, curador, por melhor que seja, não o tem mais na conta de gente, é um náufrago, um rebotalho da sociedade, a sua infelicidade e desgraça podem ainda ser úteis à salvação dos outros, e a sua teima em não querer prestar esse serviço aparece aos olhos do facultativo como a revolta de um detento…

  • A Conselheiro, isolado, qualquer, administrador.
  • B Responsável, desaparecido, marginal, comissário.
  • C Defensor, fracassado, resíduo, médico.
  • D Protetor, malsucedido, arruinado, juiz.
  • E Vigário, degradado, vulgo, advogado.
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                         Pais e filhos: tão perto, tão longe

                                                                                                        Valdeli Vieira


      A sociedade contemporânea se assenta, segundo vários pensadores das ciências humanas, por uma polaridade: de um lado o excesso, de outro a falta. No entanto, há muitos anos a psicanálise nos ensina: todo excesso esconde uma falta. Vivemos um momento sócio-histórico de excessos de trabalho, compromissos, desejos, expectativas e estímulos que atingem indistintamente crianças, adolescentes e adultos.

      Vivemos ocupados, com agendas cheias de cursos, reuniões, compromissos e atividades extracurriculares. Não há tempo a perder e nunca antes tivemos tanto a sensação de estarmos correndo em busca do tempo perdido. A excelência de desempenho acompanha a todos na escola, no trabalho, nos demais ambientes em que estamos inseridos. Estamos conectados permanentemente e devemos estar disponíveis todo o tempo.

      Esse ambiente de estimulação e exigências constantes, no qual às vezes damos conta das demandas que nos são impostas por nós mesmos ou pelo outro, e outras vezes não, tem uma única consequência a todos: a exaustão.

      Exaustos, ao chegarmos a casa, só queremos ficar mergulhados no nosso mundo, para de certa forma termos (ainda que na nossa fantasia) uma compensação pelas frustrações enfrentadas ao longo do dia. E é nesse ponto que começamos a nos distanciar do nosso parceiro e dos nossos filhos, porque passamos a nos tornar indisponíveis ao outro.

      Educar filhos, formá-los, é tarefa para a vida inteira e exige disposição, tempo, vitalidade e dedicação, e o fato é que, embora na teoria estejamos todos comprometidos com isso, na prática nem sempre estamos dispostos. Terceirizamos essas tarefas para professores, psicólogos, avós e babás. E, quando não temos essas pessoas à disposição, silenciamos as crianças dando-lhes a possibilidade de passar horas diante de alguma telinha: se antes era a televisão, hoje vemos crianças em idades cada vez mais precoces com um Ipad na mão. Não queremos ser perturbados no nosso mundo, no nosso silêncio e, sem percebermos, vamos criando abismos nas nossas relações.

(Valdeli Vieira Pais e filhos: tão perto, tão longe (adaptado) REVISTA E: https://www.sescsp.org.br/online/artigo/13291_PAISEFILHOS. Acesso 10.06.2019)

A alternativa que apresenta o trecho reescrito preservando o sentido das reflexões da autora e o respeito à norma-padrão de emprego da pontuação é:

  • A Segundo vários pensadores das ciências humanas a sociedade contemporânea se assenta por uma polaridade que vai, do excesso à falta.
  • B Educar filhos e formá-los são tarefas para a vida inteira e exigem disposição, tempo, vitalidade e dedicação.
  • C Ao chegarmos, em casa, exaustos, só queremos ficar mergulhados no nosso mundo: uma forma de, ao longo do dia, compensar as frustrações enfrentadas.
  • D Esse ambiente de estimulação e exigências constantes, gera uma única consequência a todos: a exaustão.
  • E Não queremos ser perturbados no nosso mundo e no nosso silêncio sem percebermos criamos abismos nas nossas relações.
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                         Pais e filhos: tão perto, tão longe

                                                                                                        Valdeli Vieira


      A sociedade contemporânea se assenta, segundo vários pensadores das ciências humanas, por uma polaridade: de um lado o excesso, de outro a falta. No entanto, há muitos anos a psicanálise nos ensina: todo excesso esconde uma falta. Vivemos um momento sócio-histórico de excessos de trabalho, compromissos, desejos, expectativas e estímulos que atingem indistintamente crianças, adolescentes e adultos.

      Vivemos ocupados, com agendas cheias de cursos, reuniões, compromissos e atividades extracurriculares. Não há tempo a perder e nunca antes tivemos tanto a sensação de estarmos correndo em busca do tempo perdido. A excelência de desempenho acompanha a todos na escola, no trabalho, nos demais ambientes em que estamos inseridos. Estamos conectados permanentemente e devemos estar disponíveis todo o tempo.

      Esse ambiente de estimulação e exigências constantes, no qual às vezes damos conta das demandas que nos são impostas por nós mesmos ou pelo outro, e outras vezes não, tem uma única consequência a todos: a exaustão.

      Exaustos, ao chegarmos a casa, só queremos ficar mergulhados no nosso mundo, para de certa forma termos (ainda que na nossa fantasia) uma compensação pelas frustrações enfrentadas ao longo do dia. E é nesse ponto que começamos a nos distanciar do nosso parceiro e dos nossos filhos, porque passamos a nos tornar indisponíveis ao outro.

      Educar filhos, formá-los, é tarefa para a vida inteira e exige disposição, tempo, vitalidade e dedicação, e o fato é que, embora na teoria estejamos todos comprometidos com isso, na prática nem sempre estamos dispostos. Terceirizamos essas tarefas para professores, psicólogos, avós e babás. E, quando não temos essas pessoas à disposição, silenciamos as crianças dando-lhes a possibilidade de passar horas diante de alguma telinha: se antes era a televisão, hoje vemos crianças em idades cada vez mais precoces com um Ipad na mão. Não queremos ser perturbados no nosso mundo, no nosso silêncio e, sem percebermos, vamos criando abismos nas nossas relações.

(Valdeli Vieira Pais e filhos: tão perto, tão longe (adaptado) REVISTA E: https://www.sescsp.org.br/online/artigo/13291_PAISEFILHOS. Acesso 10.06.2019)

Assinale a alternativa em que há palavra ou expressão em sentido figurado.

  • A … hoje vemos crianças em idades cada vez mais precoces com um Ipad na mão.
  • B … uma compensação pelas frustrações enfrentadas ao longo do dia.
  • C … é tarefa para a vida inteira e exige disposição, tempo, vitalidade e dedicação…
  • D … porque passamos a nos tornar indisponíveis ao outro.
  • E Exaustos, ao chegarmos a casa, só queremos ficar mergulhados no nosso mundo…
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                         Pais e filhos: tão perto, tão longe

                                                                                                        Valdeli Vieira


      A sociedade contemporânea se assenta, segundo vários pensadores das ciências humanas, por uma polaridade: de um lado o excesso, de outro a falta. No entanto, há muitos anos a psicanálise nos ensina: todo excesso esconde uma falta. Vivemos um momento sócio-histórico de excessos de trabalho, compromissos, desejos, expectativas e estímulos que atingem indistintamente crianças, adolescentes e adultos.

      Vivemos ocupados, com agendas cheias de cursos, reuniões, compromissos e atividades extracurriculares. Não há tempo a perder e nunca antes tivemos tanto a sensação de estarmos correndo em busca do tempo perdido. A excelência de desempenho acompanha a todos na escola, no trabalho, nos demais ambientes em que estamos inseridos. Estamos conectados permanentemente e devemos estar disponíveis todo o tempo.

      Esse ambiente de estimulação e exigências constantes, no qual às vezes damos conta das demandas que nos são impostas por nós mesmos ou pelo outro, e outras vezes não, tem uma única consequência a todos: a exaustão.

      Exaustos, ao chegarmos a casa, só queremos ficar mergulhados no nosso mundo, para de certa forma termos (ainda que na nossa fantasia) uma compensação pelas frustrações enfrentadas ao longo do dia. E é nesse ponto que começamos a nos distanciar do nosso parceiro e dos nossos filhos, porque passamos a nos tornar indisponíveis ao outro.

      Educar filhos, formá-los, é tarefa para a vida inteira e exige disposição, tempo, vitalidade e dedicação, e o fato é que, embora na teoria estejamos todos comprometidos com isso, na prática nem sempre estamos dispostos. Terceirizamos essas tarefas para professores, psicólogos, avós e babás. E, quando não temos essas pessoas à disposição, silenciamos as crianças dando-lhes a possibilidade de passar horas diante de alguma telinha: se antes era a televisão, hoje vemos crianças em idades cada vez mais precoces com um Ipad na mão. Não queremos ser perturbados no nosso mundo, no nosso silêncio e, sem percebermos, vamos criando abismos nas nossas relações.

(Valdeli Vieira Pais e filhos: tão perto, tão longe (adaptado) REVISTA E: https://www.sescsp.org.br/online/artigo/13291_PAISEFILHOS. Acesso 10.06.2019)

Na passagem – Não há tempo a perder e nunca antes tivemos tanto a sensação de estarmos correndo em busca do tempo perdido. A excelência de desempenho acompanha a todos na escola, no trabalho, nos demais ambientes em que estamos inseridos. Estamos conectados permanentemente e devemos estar disponíveis todo o tempo. –, os termos destacados introduzem no contexto, respectivamente, as circunstâncias de

  • A negação, dúvida e intensidade.
  • B intensidade, modo e tempo.
  • C dúvida, intensidade e afirmação.
  • D negação, tempo e modo.
  • E intensidade, negação e tempo.
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                         Pais e filhos: tão perto, tão longe

                                                                                                        Valdeli Vieira


      A sociedade contemporânea se assenta, segundo vários pensadores das ciências humanas, por uma polaridade: de um lado o excesso, de outro a falta. No entanto, há muitos anos a psicanálise nos ensina: todo excesso esconde uma falta. Vivemos um momento sócio-histórico de excessos de trabalho, compromissos, desejos, expectativas e estímulos que atingem indistintamente crianças, adolescentes e adultos.

      Vivemos ocupados, com agendas cheias de cursos, reuniões, compromissos e atividades extracurriculares. Não há tempo a perder e nunca antes tivemos tanto a sensação de estarmos correndo em busca do tempo perdido. A excelência de desempenho acompanha a todos na escola, no trabalho, nos demais ambientes em que estamos inseridos. Estamos conectados permanentemente e devemos estar disponíveis todo o tempo.

      Esse ambiente de estimulação e exigências constantes, no qual às vezes damos conta das demandas que nos são impostas por nós mesmos ou pelo outro, e outras vezes não, tem uma única consequência a todos: a exaustão.

      Exaustos, ao chegarmos a casa, só queremos ficar mergulhados no nosso mundo, para de certa forma termos (ainda que na nossa fantasia) uma compensação pelas frustrações enfrentadas ao longo do dia. E é nesse ponto que começamos a nos distanciar do nosso parceiro e dos nossos filhos, porque passamos a nos tornar indisponíveis ao outro.

      Educar filhos, formá-los, é tarefa para a vida inteira e exige disposição, tempo, vitalidade e dedicação, e o fato é que, embora na teoria estejamos todos comprometidos com isso, na prática nem sempre estamos dispostos. Terceirizamos essas tarefas para professores, psicólogos, avós e babás. E, quando não temos essas pessoas à disposição, silenciamos as crianças dando-lhes a possibilidade de passar horas diante de alguma telinha: se antes era a televisão, hoje vemos crianças em idades cada vez mais precoces com um Ipad na mão. Não queremos ser perturbados no nosso mundo, no nosso silêncio e, sem percebermos, vamos criando abismos nas nossas relações.

(Valdeli Vieira Pais e filhos: tão perto, tão longe (adaptado) REVISTA E: https://www.sescsp.org.br/online/artigo/13291_PAISEFILHOS. Acesso 10.06.2019)

É correto afirmar que no trecho – E é nesse ponto que começamos a nos distanciar do nosso parceiro e dos nossos filhos, porque passamos a nos tornar indisponíveis ao outro. – , a autora expressa

  • A assentimento em relação à postura afetiva que estabelecemos com nossos familiares mais próximos, atualmente.
  • B contrariedade quanto ao modo como estabelecemos relações familiares na contemporaneidade.
  • C complacência quanto às atividades profissionais de excelência exercidas pelos pais de crianças e adolescentes.
  • D desconfiança em relação aos profissionais da educação e aos parentes próximos.
  • E intransigência quanto ao excesso de atividades exercidas na sociedade contemporânea.
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                         Pais e filhos: tão perto, tão longe

                                                                                                        Valdeli Vieira


      A sociedade contemporânea se assenta, segundo vários pensadores das ciências humanas, por uma polaridade: de um lado o excesso, de outro a falta. No entanto, há muitos anos a psicanálise nos ensina: todo excesso esconde uma falta. Vivemos um momento sócio-histórico de excessos de trabalho, compromissos, desejos, expectativas e estímulos que atingem indistintamente crianças, adolescentes e adultos.

      Vivemos ocupados, com agendas cheias de cursos, reuniões, compromissos e atividades extracurriculares. Não há tempo a perder e nunca antes tivemos tanto a sensação de estarmos correndo em busca do tempo perdido. A excelência de desempenho acompanha a todos na escola, no trabalho, nos demais ambientes em que estamos inseridos. Estamos conectados permanentemente e devemos estar disponíveis todo o tempo.

      Esse ambiente de estimulação e exigências constantes, no qual às vezes damos conta das demandas que nos são impostas por nós mesmos ou pelo outro, e outras vezes não, tem uma única consequência a todos: a exaustão.

      Exaustos, ao chegarmos a casa, só queremos ficar mergulhados no nosso mundo, para de certa forma termos (ainda que na nossa fantasia) uma compensação pelas frustrações enfrentadas ao longo do dia. E é nesse ponto que começamos a nos distanciar do nosso parceiro e dos nossos filhos, porque passamos a nos tornar indisponíveis ao outro.

      Educar filhos, formá-los, é tarefa para a vida inteira e exige disposição, tempo, vitalidade e dedicação, e o fato é que, embora na teoria estejamos todos comprometidos com isso, na prática nem sempre estamos dispostos. Terceirizamos essas tarefas para professores, psicólogos, avós e babás. E, quando não temos essas pessoas à disposição, silenciamos as crianças dando-lhes a possibilidade de passar horas diante de alguma telinha: se antes era a televisão, hoje vemos crianças em idades cada vez mais precoces com um Ipad na mão. Não queremos ser perturbados no nosso mundo, no nosso silêncio e, sem percebermos, vamos criando abismos nas nossas relações.

(Valdeli Vieira Pais e filhos: tão perto, tão longe (adaptado) REVISTA E: https://www.sescsp.org.br/online/artigo/13291_PAISEFILHOS. Acesso 10.06.2019)

Para a psicanalista Valdeli Vieira, autora do texto,

  • A pais que trabalham fora devem ter espaço individualizado de descanso em casa, já que a sociedade contemporânea é exaustiva e frustrante.
  • B estudantes e trabalhadores devem estar conectados permanentemente para realizarem suas atividades em um nível de excelência.
  • C na sociedade contemporânea, a educação dos filhos passou a ser delegada a profissionais e parentes próximos.
  • D a terceirização da educação dos filhos agilizou o dia a dia, liberando os pais para exercerem suas atividades com mais qualidade.
  • E na sociedade contemporânea, a tecnologia tem se apropriado da formação dos filhos, beneficiando pais que trabalham fora.

Legislação Federal

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Em sede de mandado de segurança, quando, a requerimento de pessoa jurídica de direito público interessada ou do Ministério Público e para evitar grave lesão à ordem, à saúde, à segurança e à economia públicas, o presidente do tribunal ao qual couber o conhecimento do respectivo recurso suspender, em decisão fundamentada, a execução da liminar e da sentença, dessa decisão caberá agravo, sem efeito suspensivo, no prazo de 5 dias, que será levado a julgamento na sessão seguinte à sua interposição.


A esse respeito, é correto afirmar que

  • A indeferido o pedido de suspensão ou provido o agravo, não caberá novo pedido de suspensão ao presidente do tribunal competente para conhecer de eventual recurso especial ou extraordinário.
  • B o presidente do tribunal poderá conferir ao pedido efeito suspensivo liminar se constatar, em juízo prévio, a plausibilidade do direito invocado e a urgência na concessão da medida.
  • C a interposição de agravo de instrumento contra liminar concedida nas ações movidas contra o poder público e seus agentes prejudica o julgamento do pedido de suspensão.
  • D as liminares cujo objeto seja idêntico poderão ser suspensas, mediante decisões distintas, podendo o presidente do tribunal estender os efeitos da suspensão a liminares supervenientes, somente instrumentalizadas por pedidos em separado, não sendo admitido aditamento do pedido original.
  • E não é cabível o pedido de suspensão quando negado provimento a agravo interposto contra a decisão liminar.
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O Programa Minha Casa, Minha Vida – PMCMV tem por finalidade criar mecanismos de incentivo à produção e aquisição de novas unidades habitacionais ou requalificação de imóveis urbanos e produção ou reforma de habitações rurais, para famílias com renda mensal de até R$ 4.650,00 (quatro mil, seiscentos e cinquenta reais).


Em relação à Lei n° 11.977, de 7 de julho de 2009, assinale a alternativa correta.

  • A O PMCMV compreende os seguintes programas: Programa Nacional de Habitação Urbana (PNHU), Programa Nacional de Habitação Rural (PNHR) e Programa Nacional de Habitação Coletiva (PNHC).
  • B Os contratos e registros efetivados no âmbito do PMCMV serão formalizados, preferencialmente, em nome de ambos os cônjuges.
  • C Nas hipóteses de dissolução de casamento ou união estável, o título de propriedade do imóvel adquirido, no âmbito do PMCMV, será registrado em nome da mulher ou a ela transferido, independentemente do regime de bens aplicável, ainda que envolvam recursos do FGTS.
  • D Os lotes destinados à construção de moradias no âmbito do PMCMV poderão ser objeto de remembramento, devendo tal permissão constar expressamente dos contratos celebrados.
  • E Para a indicação dos beneficiários do PMCMV, deverão, dentre outros requisitos, ser observada prioridade de atendimento às famílias com mulheres responsáveis pela unidade familiar.
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É correto afirmar, nos termos

  • A da Lei Federal n° 12.846/2013, que a responsabilização da pessoa jurídica exclui a responsabilidade individual de seus dirigentes ou administradores ou de qualquer pessoa natural, autora, coautora ou partícipe do ato ilícito.
  • B do Decreto-Lei n° 201/1967, que a conduta de se utilizar, indevidamente, em proveito próprio ou alheio, de bens, rendas ou serviços públicos é considerada crime de responsabilidade do Prefeito Municipal, sujeitando-o ao julgamento exclusivo da Câmara dos Vereadores e sancionadas com a cassação do mandato.
  • C da Lei Complementar n° 101/2000, que na concessão de crédito por ente da Federação a pessoa física, ou jurídica que não esteja sob seu controle direto ou indireto, os encargos financeiros, comissões e despesas congêneres poderão ser inferiores aos definidos em lei ou ao custo de captação.
  • D da Lei Federal n° 12.527/2011, que o serviço de busca e fornecimento da informação é gratuito, salvo nas hipóteses de reprodução de documentos pelo órgão ou entidade pública consultada, situação em que poderá ser cobrado exclusivamente o valor necessário ao ressarcimento do custo dos serviços e dos materiais utilizados.
  • E da Lei Federal n° 8.429/1992, que a posse e o exercício de agente público não ficam condicionados à apresentação de declaração dos bens e valores que compõem o seu patrimônio privado.
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Nos termos da Lei n° 12.232/2010, é correto afirmar:

  • A na contratação dos serviços de publicidade, faculta-se a adjudicação do objeto da licitação a mais de uma agência de propaganda, sem a segregação em itens ou contas publicitárias, mediante justificativa no processo de licitação.
  • B é facultado às agências contratadas manter acervo comprobatório da totalidade dos serviços prestados e das peças publicitárias produzidas.
  • C nas contratações de serviços de publicidade, não poderão ser incluídos como atividades complementares os serviços especializados pertinentes à produção técnica das peças e projetos publicitários criados.
  • D é obrigatória a concessão de planos de incentivo por veículo de divulgação e sua aceitação por agência de propaganda, e os frutos deles resultantes não poderão constituir receita própria da agência.
  • E poderão as agências de propaganda, excepcionalmente e em determinadas hipóteses, sobrepor os planos de incentivo aos interesses dos contratantes, preterindo veículos de divulgação que não os concedam.
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A respeito do Decreto-Lei n° 201/67, é correto afirmar que

  • A os crimes de responsabilidade, definidos no artigo 1° , são punidos com reclusão de 02 a 12 anos.
  • B a quebra de decoro do cargo pelo Prefeito é crime de responsabilidade, previsto no artigo 1° , sujeitando-o à reclusão de 02 a 12 anos.
  • C a conduta de aplicar indevidamente verba pública é crime de responsabilidade, punível com reclusão de 02 a 12 anos.
  • D são infrações político-administrativas dos Prefeitos impedir o regular funcionamento da Câmara e o não atendimento, sem justo motivo, de pedidos de informações da Câmara dos Vereadores.
  • E a conduta de conceder empréstimo ou subvenção, sem autorização da Câmara de Vereadores, é infração-político administrativa, sujeitando o Prefeito a cassação do mandato.
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O termo de ajustamento de conduta é considerado, pela doutrina majoritária, como um meio extrajudicial de solução de conflitos coletivos. Nesse sentido, seguindo tal orientação sobre o tema, é correto afirmar que

  • A são legitimados exclusivos para firmar esse documento, o Ministério Público, a Defensoria Pública, a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios.
  • B no art. 5° , § 6° , da Lei n° 7.347/1985, tem-se com clareza o estrito rigor formal na formulação de termos de ajustamento de conduta.
  • C pode ser formulado de forma escrita ou verbal, porém sempre perante a um órgão público que figurará como compromitente.
  • D para sua formalização, é dispensável a presença de advogados, bem como de testemunhas instrumentárias.
  • E precisa de homologação judicial para produzir efeitos porque possui eficácia de título executivo judicial.
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Zuleika alugou, por contrato escrito, uma casa residencial pelo prazo de trinta meses. Após sete meses, Zuleika recebeu, do locador, uma notificação de que ele havia vendido o imóvel para a empresa Alpha. Analisando essa situação hipotética, assinale a alternativa correta.

  • A Zuleika, por ter seu direito de preferência prejudicado, poderá reclamar da empresa adquirente as perdas e danos e requerer para si o imóvel, no prazo de seis meses, a contar do registro do ato no cartório de imóveis, independentemente do fato de que o contrato de locação esteja averbado junto à matrícula do imóvel.
  • B Não exercida a denúncia do contrato no prazo de trinta dias pelo comprador, contados do registro da venda, presume-se a concordância na manutenção da locação.
  • C Zuleika tem o direito de depositar o preço da venda e haver para si o imóvel locado, no prazo de 30 dias contados do registro do ato no cartório de imóveis, uma vez que teve preterido seu direito de preferência, ainda que o contrato não esteja averbado no Cartório de Registro de Imóveis competente.
  • D Zuleika terá preferência e poderá, em qualquer caso, haver o imóvel para si, desde que deposite o preço, mais as despesas de escritura.
  • E A empresa Alpha poderá denunciar o contrato no prazo de noventa dias, para a desocupação também em noventa dias, salvo se a locação for por tempo determinado e o contrato contiver cláusula de vigência em caso de alienação e estiver averbado junto à matrícula do imóvel.
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A respeito do ensino religioso, a Lei n° 9.394/1996 (Diretrizes e Bases da Educação Nacional) estabelece que

  • A não poderá ser ministrado para alunos do ensino fundamental.
  • B é de matrícula facultativa, com ênfase no proselitismo.
  • C constitui disciplina a ser ministrada fora dos horários normais de aulas.
  • D deverá ser ministrado em sala de aula por, pelo menos, duas horas semanais.
  • E entidades civis de diferentes denominações religiosas serão ouvidas para definição do seu conteúdo.
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Determinada categoria de servidores públicos ajuizou mandado de injunção para obtenção de um direito constitucional em razão da falta da respectiva norma regulamentadora, obtendo decisão favorável para usufruir desse direito. Assim, considerando o que dispõe o direito brasileiro a respeito desse instituto, é correto afirmar que

  • A a decisão judicial terá eficácia subjetiva limitada às partes e produzirá efeitos até eventual edição da norma regulamentadora, ainda que a aplicação da norma lhe seja mais favorável.
  • B sem prejuízo dos efeitos já produzidos, a decisão poderá ser revista, a pedido de qualquer interessado, quando sobrevierem relevantes modificações das circunstâncias de fato ou de direito.
  • C transitada em julgado a decisão, seus efeitos não mais poderão ser estendidos aos casos análogos por decisão monocrática do relator.
  • D se, eventualmente, a norma regulamentadora for editada antes da decisão, não ficará prejudicada a impetração, devendo o processo ter regular prosseguimento com resolução de mérito.
  • E a decisão terá eficácia ultra partes ou erga omnes e produzirá efeitos que prevalecerão sobre a norma regulamentadora.
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De acordo com a Lei n° 12.527 (Lei de Acesso à Informação), de 18 de novembro de 2011,

  • A as informações a respeito da administração do patrimônio público, utilização de recursos públicos, licitação e contratos administrativos dependem de solicitação prévia e despacho de autoridade superior.
  • B os municípios com até cem mil habitantes ficam dispensados da divulgação obrigatória, na internet, dos dados referentes à licitação pública.
  • C para acessar informações de interesse público, o interessado deverá apresentar requerimento com firma reconhecida.
  • D os recursos relacionados à proibição de acesso devem ser dirigidos à Controladoria-Geral da União.
  • E a divulgação de informações de interesse público independe de solicitações.
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