Resolver o Simulado Planejar - Nível Superior

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Português

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                               Come, meu filho


      – O mundo parece chato mas eu sei que não é.

      [...]

      – Sabe por que parece chato? Porque, sempre que a gente olha, o céu está em cima, nunca está embaixo, nunca está de lado. Eu sei que o mundo é redondo porque disseram, mas só ia parecer redondo se a gente olhasse e às vezes o céu estivesse lá embaixo. Eu sei que é redondo, mas para mim é chato, mas Ronaldo só sabe que o mundo é redondo, para ele não parece chato.

      – ...

      – Porque eu estive em muitos países e vi que nos Estados Unidos o céu também é em cima, por isso o mundo parecia todo reto para mim. Mas Ronaldo nunca saiu do Brasil e pode pensar que só aqui é que o céu é lá em cima, que nos outros lugares não é chato, que só é chato no Brasil, que nos outros lugares que ele não viu vai arredondando. Quando dizem para ele, é só acreditar, pra ele nada precisa parecer. Você prefere prato fundo ou prato chato?

      – Chat... raso, quer dizer.

      – Eu também. No fundo, parece que cabe mais, mas é só para o fundo, no chato cabe para os lados e a gente vê logo tudo o que tem. Pepino não parece inreal?

      – Irreal.

      – Por que você acha?

      – Se diz assim.

      – Não, por que é que você também achou que pepino parece inreal? Eu também. A gente olha e vê um pouco do outro lado, é cheio de desenho bem igual, é frio na boca, faz barulho de um pouco de vidro quando se mastiga. Você não acha que pepino parece inventado?

      – Parece.

      – Onde foi inventado feijão com arroz?

      – Aqui.

      – Ou no árabe, igual que Pedrinho disse de outra coisa?

      – Aqui.

      – Na Sorveteria Gatão o sorvete é bom porque tem gosto igual da cor. Para você carne tem gosto de carne?

      – Às vezes.

      – Duvido! Só quero ver: da carne pendurada no açougue?!

      – Não.

      – E nem da carne que a gente fala. Não tem gosto de quando você diz que carne tem vitamina.

      – Não fala tanto, come.

      – Mas você está olhando desse jeito para mim, mas não é para eu comer, é porque você está gostando muito de mim, adivinhei ou errei?

      – Adivinhou. Come, Paulinho.

      – Você só pensa nisso. Eu falei muito para você não pensar só em comida, mas você vai e não esquece.

(LISPECTOR, Clarice. Para não esquecer. São Paulo, Círculo do livro, 1988. P. 122-124.)

No texto, estão presentes as formas “por que” e “porque”, na indagação “– Sabe por que parece chato?” pode-se afirmar que a forma utilizada é formada por
  • A uma conjunção.
  • B preposição acrescida de pronome relativo.
  • C preposição acrescida de monossílabo tônico.
  • D preposição acrescida de pronome interrogativo.
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Texto para responder à questão.

O despreparo da geração mais preparada

    A crença de que a felicidade é um direito tem tornado despreparada a geração mais preparada. Preparada do ponto de vista das habilidades, despreparada porque não sabe lidar com frustrações. Preparada porque é capaz de usar as ferramentas da tecnologia, despreparada porque despreza o esforço. Preparada porque conhece o mundo em viagens protegidas, despreparada porque desconhece a fragilidade da matéria da vida. E por tudo isso sofre, sofre muito, porque foi ensinada a acreditar que nasceu com o patrimônio da felicidade. E não foi ensinada ___ criar _____ partir da dor.

    Há uma geração de classe média que estudou em bons colégios, é fluente em outras línguas, viajou para o exterior e teve acesso à cultura e à tecnologia. Uma geração que teve muito mais do que seus pais. Ao mesmo tempo, cresceu com a ilusão de que a vida é fácil. Ou que já nascem prontos – bastaria apenas que o mundo reconhecesse a sua genialidade.

    Tenho me deparado com jovens que esperam ter no mercado de trabalho uma continuação de suas casas – onde o chefe seria um pai ou uma mãe complacente, que tudo concede. Foram ensinados a pensar que merecem, seja lá o que for que queiram. E quando isso não acontece – porque obviamente não acontece – sentem-se traídos, revoltam-se com a “injustiça” e boa parte se emburra e desiste.

    Como esses estreantes na vida adulta foram crianças e adolescentes que ganharam tudo, sem ter de lutar por quase nada de relevante, desconhecem que a vida é construção – e para conquistar um espaço no mundo é preciso ralar muito. Com ética e honestidade – e não a cotoveladas ou aos gritos. Como seus pais não conseguiram dizer, é o mundo que anuncia a eles que: viver é para os insistentes.

    Por que boa parte dessa nova geração é assim? Penso que este é um questionamento importante para quem está educando uma criança ou um adolescente hoje. Nossa época tem sido marcada pela ilusão de que a felicidade é uma espécie de direito. E tenho testemunhado a angústia de muitos pais para garantir que os filhos sejam “felizes”. Pais que fazem malabarismos para dar tudo aos filhos e protegê-los de todos os perrengues – sem esperar nenhuma responsabilização nem reciprocidade.

    Nossa classe média parece desprezar o esforço. Prefere a genialidade. O valor está no dom, naquilo que já nasce pronto. Dizer que “fulano é esforçado” é quase uma ofensa. Ter de dar duro para conquistar algo parece já vir assinalado com o carimbo de perdedor. Bacana é o cara que não estudou, passou a noite na balada e foi aprovado no vestibular de Medicina. Este atesta a excelência dos genes de seus pais. Esforçar-se é, no máximo, coisa para os filhos da classe C, que ainda precisam assegurar seu lugar no país.

    Da mesma forma que supostamente seria possível construir um lugar sem esforço, existe a crença não menos fantasiosa de que é possível viver sem sofrer. De que as dores inerentes a toda vida são uma anomalia e, como percebo em muitos jovens, uma espécie de traição ao futuro que deveria estar garantido. Pais e filhos têm pagado caro pela crença de que a felicidade é um direito. E a frustração um fracasso. Talvez aí esteja uma pista para compreender a geração do “eu mereço”.

(Eliane Brum. Disponível em: http://www.portalraizes.com/28-2/. Fragmento.)

No título do texto, a autora utiliza palavras que são formadas a partir de um mesmo radical “despreparo” e “preparada”. O prefixo empregado em uma delas possui o mesmo sentido expresso pelo destacado em:
  • A ateu, inativo.
  • B decair, decrescer
  • C aversão, amovível.
  • D adventício, contrasselar.
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                          Capítulo LXVIII / O Vergalho


      Tais eram as reflexões que eu vinha fazendo, por aquele Valongo fora, logo depois de ver e ajustar a casa. Interrompeu-mas um ajuntamento; era um preto que vergalhava outro na praça. O outro não se atrevia a fugir; gemia somente estas únicas palavras: — “Não, perdão, meu senhor; meu senhor, perdão! ” Mas o primeiro não fazia caso, e, a cada súplica, respondia com uma vergalhada nova.

      — Toma, diabo! dizia ele; toma mais perdão, bêbado!

      — Meu senhor! gemia o outro.

      — Cala a boca, besta! replicava o vergalho.

      Parei, olhei... Justos céus! Quem havia de ser o do vergalho? Nada menos que o meu moleque Prudêncio, — o que meu pai libertara alguns anos antes. Cheguei-me; ele deteve-se logo e pediu-me a bênção; perguntei-lhe se aquele preto era escravo dele.

      — É, sim, nhonhô.

      — Fez-te alguma cousa?

      — É um vadio e um bêbado muito grande. Ainda hoje deixei ele na quitanda, enquanto eu ia lá embaixo na cidade, e ele deixou a quitanda para ir na venda beber.

      — Está bom, perdoa-lhe, disse eu.

      — Pois não, nhonhô. Nhonhô manda, não pede. Entra para casa, bêbado!

(Machado de Assis. Memórias póstumas de Brás Cubas. São Paulo, Ática, 1990. p. 83.)

Nas palavras “praça” e “bênção” emprega-se o cedilha para indicar o som do fonema /s/. Tal notação foi usada corretamente em todas as palavras do grupo:
  • A punção, louça, ascenção.
  • B açafrão, distenção, paçoca.
  • C estação, miçanga, sentença.
  • D excanção, calabouço, precaução.
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Todos nós trazemos no corpo as marcas de uma profunda identidade com o planeta. São marcas profundas, viscerais, que não podem ser apagadas. A primeira delas é a água. O mais fundamental dos elementos está presente em nosso corpo na mesma proporção em que aparece no globo terrestre. As lágrimas que derramamos de dor ou de alegria tem o sabor dos oceanos.

A água do mar tem quase a mesma consistência do soro fisiológico. Em nosso sangue carregamos a terra, pulverizada nos sais minerais, que vitalizam tecidos e órgãos. Ferro, cálcio, manganês, zinco, que jazem nas profundezas do solo, correm pelas nossas veias.

Desde o primeiro choro, quando inauguramos as vias respiratórias e inalamos pela primeira vez o ar que enche os pulmões, participamos de um grande espetáculo da natureza, que revela em pequenos detalhes, a grandeza do universo. Nossa principal fonte de energia é o ar. Podemos suportar dias sem comer ou beber. Mas não podemos ficar tanto tempo sem ar. Enchemos os pulmões de oxigênio e devolvemos gás carbônico para a atmosfera. Esse gás é absorvido pelas espécies vegetais, que através da fotossíntese, devolvem generosamente, oxigênio. Como se vê, interagimos intensamente com o meio natural. Nos confundimos com esse meio ambiente. Somos parte dele e ele de nós.

Neste início de terceiro milênio, quando a humanidade estabelece novos recordes de destruição dos recursos naturais, perdemos o contato com a Mãe Terra e, não por acaso, com nós mesmos. Na agitação da vida moderna, vivemos encubados em casas e apartamentos, elevadores, escritórios, ônibus e carros. O tempo do relógio se sobrepõe ao tempo natural, em que cada coisa acontece na hora certa, sem angústia ou ansiedade.

Esquecemos de nos conectar ao que empresta sentido à vida, que é a própria vida em essência, com um imenso repertório de ensinamentos. Assim, deixamos de olhar para o céu e perceber como está o tempo, perder alguns segundos admirando o esplendor de uma manhã ensolarada, o prazer do vento que desgrenha os cabelos trazendo alívio e frescor, o horizonte sem limites do mar azul, a imponência das montanhas, o brilho cintilante de uma estrela que atravessa milhões de quilômetros na velocidade da luz, e que depois de driblar as nuvens e a poluição, aparece no céu sem que percebamos seu esforço heroico.

Mergulhados em afazeres mais urgentes, nos afastamos de nossa essência. Será coincidência que o avanço da destruição da natureza se dá na mesma velocidade com que registramos o crescimento das estatísticas de depressão e suicídio? É preciso refazer os elos e perceber com humildade que as pequenas coisas da vida encerram as grandes verdades da existência. O mundo está em nós e nós no mundo. O meio ambiente começa no meio da gente.

(TRIGUEIRO, André. Intimidade ecológica. Mundo Sustentável, 10 jun. 2003. Disponível em: http://mundosustentavel.com.br/2003/06/10/ intimidade-ecologica/. Acesso em janeiro de 2018.)

Esse gás é absorvido pelas espécies vegetais, que através da fotossíntese, devolvem generosamente, oxigênio.” (3º§) Em relação ao período anterior destacado e à estrutura linguística apresentada, considere as afirmativas a seguir.


I. O período é composto por três orações justapostas.

II. Em uma das orações, ao paciente da ação verbal é atribuído o papel de sujeito.

III. Na última oração do período, a voz reflexiva demonstra o sujeito como agente e paciente ao mesmo tempo da ação verbal.


Assinale a alternativa correta.

  • A Todas as afirmativas são falsas.
  • B Todas as afirmativas são verdadeiras.
  • C Apenas uma das três afirmativas é verdadeira.
  • D Apenas duas das três afirmativas são verdadeiras.
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Todos nós trazemos no corpo as marcas de uma profunda identidade com o planeta. São marcas profundas, viscerais, que não podem ser apagadas. A primeira delas é a água. O mais fundamental dos elementos está presente em nosso corpo na mesma proporção em que aparece no globo terrestre. As lágrimas que derramamos de dor ou de alegria tem o sabor dos oceanos.

A água do mar tem quase a mesma consistência do soro fisiológico. Em nosso sangue carregamos a terra, pulverizada nos sais minerais, que vitalizam tecidos e órgãos. Ferro, cálcio, manganês, zinco, que jazem nas profundezas do solo, correm pelas nossas veias.

Desde o primeiro choro, quando inauguramos as vias respiratórias e inalamos pela primeira vez o ar que enche os pulmões, participamos de um grande espetáculo da natureza, que revela em pequenos detalhes, a grandeza do universo. Nossa principal fonte de energia é o ar. Podemos suportar dias sem comer ou beber. Mas não podemos ficar tanto tempo sem ar. Enchemos os pulmões de oxigênio e devolvemos gás carbônico para a atmosfera. Esse gás é absorvido pelas espécies vegetais, que através da fotossíntese, devolvem generosamente, oxigênio. Como se vê, interagimos intensamente com o meio natural. Nos confundimos com esse meio ambiente. Somos parte dele e ele de nós.

Neste início de terceiro milênio, quando a humanidade estabelece novos recordes de destruição dos recursos naturais, perdemos o contato com a Mãe Terra e, não por acaso, com nós mesmos. Na agitação da vida moderna, vivemos encubados em casas e apartamentos, elevadores, escritórios, ônibus e carros. O tempo do relógio se sobrepõe ao tempo natural, em que cada coisa acontece na hora certa, sem angústia ou ansiedade.

Esquecemos de nos conectar ao que empresta sentido à vida, que é a própria vida em essência, com um imenso repertório de ensinamentos. Assim, deixamos de olhar para o céu e perceber como está o tempo, perder alguns segundos admirando o esplendor de uma manhã ensolarada, o prazer do vento que desgrenha os cabelos trazendo alívio e frescor, o horizonte sem limites do mar azul, a imponência das montanhas, o brilho cintilante de uma estrela que atravessa milhões de quilômetros na velocidade da luz, e que depois de driblar as nuvens e a poluição, aparece no céu sem que percebamos seu esforço heroico.

Mergulhados em afazeres mais urgentes, nos afastamos de nossa essência. Será coincidência que o avanço da destruição da natureza se dá na mesma velocidade com que registramos o crescimento das estatísticas de depressão e suicídio? É preciso refazer os elos e perceber com humildade que as pequenas coisas da vida encerram as grandes verdades da existência. O mundo está em nós e nós no mundo. O meio ambiente começa no meio da gente.

(TRIGUEIRO, André. Intimidade ecológica. Mundo Sustentável, 10 jun. 2003. Disponível em: http://mundosustentavel.com.br/2003/06/10/ intimidade-ecologica/. Acesso em janeiro de 2018.)

Considerando-se as regras de concordância verbal e nominal de acordo a norma padrão da língua, identifique o trecho destacado do texto em que há incorreção gramatical.
  • AAssim, deixamos de olhar para o céu e perceber como está o tempo, [...]” (5º§)
  • BAs lágrimas que derramamos de dor ou de alegria tem o sabor dos oceanos.” (1º§)
  • C[...] quando a humanidade estabelece novos recordes de destruição dos recursos naturais, [...]” (4º§)
  • DFerro, cálcio, manganês, zinco, que jazem nas profundezas do solo, correm pelas nossas veias.” (2º§)
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Analise as afirmativas a seguir:


I - Sem motivo algum, ele para o carro no meio da rua.

II – Eles têm uma grande amizade, desde a infância.

III – A estudante foi visitar sua mãe na cidade de Bocaiúva.

IV – Viajar lhe causa enjôo.

V – Eles lêem jornal diariamente.


Assinale a alternativa CORRETA:

  • A Apenas as afirmativas I, IV e V não estão escritas de acordo com a norma culta da língua portuguesa.
  • B Apenas as afirmativas I e IV estão escritas de acordo com a norma culta da língua portuguesa.
  • C Apenas as afirmativas II e III estão escritas de acordo com a norma culta da língua portuguesa.
  • D Apenas as afirmativas III, IV e V não estão escritas de acordo com a norma culta da língua portuguesa.
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Assinale a alternativa na qual o hífen foi utilizado de forma INCORRETA.
  • A O médico prescreveu um anti-inflamatório.
  • B Ele se sente um semi-deus quando o assunto é futebol.
  • C Vamos ao shopping de micro-ônibus.
  • D Não coma sem lavar as mãos, é anti-higiênico.
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                           Hino Nacional Brasileiro


                 Ouviram do Ipiranga as margens plácidas

                 De um povo heróico o brado retumbante,

                   E o sol da liberdade, em raios fúlgidos,

                 Brilhou no céu da pátria nesse instante.

                         Se o penhor dessa igualdade

                Conseguimos conquistar com braço forte,

                             Em teu seio, ó liberdade,

                   Desafia o nosso peito a própria morte!

                                  Ó pátria amada,

                                       Idolatrada,

                                     Salve! Salve!

                   Brasil, um sonho intenso, um raio vívido

                    De amor e de esperança à terra desce,

                  Se em teu formoso céu, risonho e límpido,

                        A imagem do cruzeiro resplandece.

                           Gigante pela própria natureza,

                       És belo, és forte, impávido colosso,

                     E o teu futuro espelha essa grandeza.

                                        Terra adorada,

                                       Entre outras mil,

                                          És tu, Brasil,

                                      Ó pátria amada!

                        Dos filhos deste solo és mãe gentil,

                                         Pátria amada,

                                               Brasil!

                  Deitado eternamente em berço esplêndido,

                    Ao som do mar e à luz do céu profundo,

                       Fulguras, ó Brasil, florão da América,

                          Iluminado ao sol do novo mundo!

                               Do que a terra mais garrida

                  Teus risonhos, lindos campos têm mais flores;

                          "Nossos bosques têm mais vida",

                       "Nossa vida" no teu seio "mais amores".

                                       Ó pátria amada,

                                           Idolatrada,

                                         Salve! Salve!

                          Brasil, de amor eterno seja símbolo

                            O lábaro que ostentas estrelado,

                          E diga o verde-louro dessa flâmula

                         - Paz no futuro e glória no passado.

                       Mas, se ergues da justiça a clava forte,

                        Verás que um filho teu não foge à luta,

                     Nem teme, quem te adora, a própria morte.

                                         Terra adorada

                                        Entre outras mil,

                                           És tu, Brasil,

                                        Ó pátria amada!

                           Dos filhos deste solo és mãe gentil,

                                         Pátria amada,

                                                Brasil!

http://www2.planalto.gov.br/acervo/simbolos-nacionais/hinos/hino-nacional-brasileiro-1

No verso: “Ouviram do Ipiranga as margens plácidas”, o sujeito de ouviram é:
  • A indeterminado.
  • B oculto.
  • C simples.
  • D composto.
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                               Come, meu filho


      – O mundo parece chato mas eu sei que não é.

      [...]

      – Sabe por que parece chato? Porque, sempre que a gente olha, o céu está em cima, nunca está embaixo, nunca está de lado. Eu sei que o mundo é redondo porque disseram, mas só ia parecer redondo se a gente olhasse e às vezes o céu estivesse lá embaixo. Eu sei que é redondo, mas para mim é chato, mas Ronaldo só sabe que o mundo é redondo, para ele não parece chato.

      – ...

      – Porque eu estive em muitos países e vi que nos Estados Unidos o céu também é em cima, por isso o mundo parecia todo reto para mim. Mas Ronaldo nunca saiu do Brasil e pode pensar que só aqui é que o céu é lá em cima, que nos outros lugares não é chato, que só é chato no Brasil, que nos outros lugares que ele não viu vai arredondando. Quando dizem para ele, é só acreditar, pra ele nada precisa parecer. Você prefere prato fundo ou prato chato?

      – Chat... raso, quer dizer.

      – Eu também. No fundo, parece que cabe mais, mas é só para o fundo, no chato cabe para os lados e a gente vê logo tudo o que tem. Pepino não parece inreal?

      – Irreal.

      – Por que você acha?

      – Se diz assim.

      – Não, por que é que você também achou que pepino parece inreal? Eu também. A gente olha e vê um pouco do outro lado, é cheio de desenho bem igual, é frio na boca, faz barulho de um pouco de vidro quando se mastiga. Você não acha que pepino parece inventado?

      – Parece.

      – Onde foi inventado feijão com arroz?

      – Aqui.

      – Ou no árabe, igual que Pedrinho disse de outra coisa?

      – Aqui.

      – Na Sorveteria Gatão o sorvete é bom porque tem gosto igual da cor. Para você carne tem gosto de carne?

      – Às vezes.

      – Duvido! Só quero ver: da carne pendurada no açougue?!

      – Não.

      – E nem da carne que a gente fala. Não tem gosto de quando você diz que carne tem vitamina.

      – Não fala tanto, come.

      – Mas você está olhando desse jeito para mim, mas não é para eu comer, é porque você está gostando muito de mim, adivinhei ou errei?

      – Adivinhou. Come, Paulinho.

      – Você só pensa nisso. Eu falei muito para você não pensar só em comida, mas você vai e não esquece.

(LISPECTOR, Clarice. Para não esquecer. São Paulo, Círculo do livro, 1988. P. 122-124.)

Durante todo o texto, é possível observar a ocorrência de um diálogo em que um dos interlocutores, por meio do discurso infantil, apresenta
  • A inércia diante do discurso alheio, permitindo que não seja por ele influenciado.
  • B extrema indignação que se desenvolve em todo o texto, gerando o conflito textual.
  • C assuntos desconexos que são utilizados como pretextos para determinada finalidade.
  • D um desenvolvimento intelectual aquém do que seria compatível com sua provável idade.
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                               Come, meu filho


      – O mundo parece chato mas eu sei que não é.

      [...]

      – Sabe por que parece chato? Porque, sempre que a gente olha, o céu está em cima, nunca está embaixo, nunca está de lado. Eu sei que o mundo é redondo porque disseram, mas só ia parecer redondo se a gente olhasse e às vezes o céu estivesse lá embaixo. Eu sei que é redondo, mas para mim é chato, mas Ronaldo só sabe que o mundo é redondo, para ele não parece chato.

      – ...

      – Porque eu estive em muitos países e vi que nos Estados Unidos o céu também é em cima, por isso o mundo parecia todo reto para mim. Mas Ronaldo nunca saiu do Brasil e pode pensar que só aqui é que o céu é lá em cima, que nos outros lugares não é chato, que só é chato no Brasil, que nos outros lugares que ele não viu vai arredondando. Quando dizem para ele, é só acreditar, pra ele nada precisa parecer. Você prefere prato fundo ou prato chato?

      – Chat... raso, quer dizer.

      – Eu também. No fundo, parece que cabe mais, mas é só para o fundo, no chato cabe para os lados e a gente vê logo tudo o que tem. Pepino não parece inreal?

      – Irreal.

      – Por que você acha?

      – Se diz assim.

      – Não, por que é que você também achou que pepino parece inreal? Eu também. A gente olha e vê um pouco do outro lado, é cheio de desenho bem igual, é frio na boca, faz barulho de um pouco de vidro quando se mastiga. Você não acha que pepino parece inventado?

      – Parece.

      – Onde foi inventado feijão com arroz?

      – Aqui.

      – Ou no árabe, igual que Pedrinho disse de outra coisa?

      – Aqui.

      – Na Sorveteria Gatão o sorvete é bom porque tem gosto igual da cor. Para você carne tem gosto de carne?

      – Às vezes.

      – Duvido! Só quero ver: da carne pendurada no açougue?!

      – Não.

      – E nem da carne que a gente fala. Não tem gosto de quando você diz que carne tem vitamina.

      – Não fala tanto, come.

      – Mas você está olhando desse jeito para mim, mas não é para eu comer, é porque você está gostando muito de mim, adivinhei ou errei?

      – Adivinhou. Come, Paulinho.

      – Você só pensa nisso. Eu falei muito para você não pensar só em comida, mas você vai e não esquece.

(LISPECTOR, Clarice. Para não esquecer. São Paulo, Círculo do livro, 1988. P. 122-124.)

É possível identificar, no texto escrito, algumas marcas de oralidade que foram registradas propositadamente pela autora. Tais marcas podem ser identificadas em:
  • A “– Você só pensa nisso.”
  • B “– Não fala tanto, come.
  • C “– Chat... raso, quer dizer.”
  • DEu sei que o mundo é redondo porque disseram, [...]
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                               Come, meu filho


      – O mundo parece chato mas eu sei que não é.

      [...]

      – Sabe por que parece chato? Porque, sempre que a gente olha, o céu está em cima, nunca está embaixo, nunca está de lado. Eu sei que o mundo é redondo porque disseram, mas só ia parecer redondo se a gente olhasse e às vezes o céu estivesse lá embaixo. Eu sei que é redondo, mas para mim é chato, mas Ronaldo só sabe que o mundo é redondo, para ele não parece chato.

      – ...

      – Porque eu estive em muitos países e vi que nos Estados Unidos o céu também é em cima, por isso o mundo parecia todo reto para mim. Mas Ronaldo nunca saiu do Brasil e pode pensar que só aqui é que o céu é lá em cima, que nos outros lugares não é chato, que só é chato no Brasil, que nos outros lugares que ele não viu vai arredondando. Quando dizem para ele, é só acreditar, pra ele nada precisa parecer. Você prefere prato fundo ou prato chato?

      – Chat... raso, quer dizer.

      – Eu também. No fundo, parece que cabe mais, mas é só para o fundo, no chato cabe para os lados e a gente vê logo tudo o que tem. Pepino não parece inreal?

      – Irreal.

      – Por que você acha?

      – Se diz assim.

      – Não, por que é que você também achou que pepino parece inreal? Eu também. A gente olha e vê um pouco do outro lado, é cheio de desenho bem igual, é frio na boca, faz barulho de um pouco de vidro quando se mastiga. Você não acha que pepino parece inventado?

      – Parece.

      – Onde foi inventado feijão com arroz?

      – Aqui.

      – Ou no árabe, igual que Pedrinho disse de outra coisa?

      – Aqui.

      – Na Sorveteria Gatão o sorvete é bom porque tem gosto igual da cor. Para você carne tem gosto de carne?

      – Às vezes.

      – Duvido! Só quero ver: da carne pendurada no açougue?!

      – Não.

      – E nem da carne que a gente fala. Não tem gosto de quando você diz que carne tem vitamina.

      – Não fala tanto, come.

      – Mas você está olhando desse jeito para mim, mas não é para eu comer, é porque você está gostando muito de mim, adivinhei ou errei?

      – Adivinhou. Come, Paulinho.

      – Você só pensa nisso. Eu falei muito para você não pensar só em comida, mas você vai e não esquece.

(LISPECTOR, Clarice. Para não esquecer. São Paulo, Círculo do livro, 1988. P. 122-124.)

Em relação à transitividade verbal demonstrada nos trechos destacados a seguir, assinale aquele que se DIFERENCIA dos demais
  • A[...] carne tem vitamina.
  • B “[...] o céu está em cima, [...]”
  • C[...] e vê um pouco do outro lado, [...]
  • D[...] faz barulho de um pouco de vidro [...]
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                               Come, meu filho


      – O mundo parece chato mas eu sei que não é.

      [...]

      – Sabe por que parece chato? Porque, sempre que a gente olha, o céu está em cima, nunca está embaixo, nunca está de lado. Eu sei que o mundo é redondo porque disseram, mas só ia parecer redondo se a gente olhasse e às vezes o céu estivesse lá embaixo. Eu sei que é redondo, mas para mim é chato, mas Ronaldo só sabe que o mundo é redondo, para ele não parece chato.

      – ...

      – Porque eu estive em muitos países e vi que nos Estados Unidos o céu também é em cima, por isso o mundo parecia todo reto para mim. Mas Ronaldo nunca saiu do Brasil e pode pensar que só aqui é que o céu é lá em cima, que nos outros lugares não é chato, que só é chato no Brasil, que nos outros lugares que ele não viu vai arredondando. Quando dizem para ele, é só acreditar, pra ele nada precisa parecer. Você prefere prato fundo ou prato chato?

      – Chat... raso, quer dizer.

      – Eu também. No fundo, parece que cabe mais, mas é só para o fundo, no chato cabe para os lados e a gente vê logo tudo o que tem. Pepino não parece inreal?

      – Irreal.

      – Por que você acha?

      – Se diz assim.

      – Não, por que é que você também achou que pepino parece inreal? Eu também. A gente olha e vê um pouco do outro lado, é cheio de desenho bem igual, é frio na boca, faz barulho de um pouco de vidro quando se mastiga. Você não acha que pepino parece inventado?

      – Parece.

      – Onde foi inventado feijão com arroz?

      – Aqui.

      – Ou no árabe, igual que Pedrinho disse de outra coisa?

      – Aqui.

      – Na Sorveteria Gatão o sorvete é bom porque tem gosto igual da cor. Para você carne tem gosto de carne?

      – Às vezes.

      – Duvido! Só quero ver: da carne pendurada no açougue?!

      – Não.

      – E nem da carne que a gente fala. Não tem gosto de quando você diz que carne tem vitamina.

      – Não fala tanto, come.

      – Mas você está olhando desse jeito para mim, mas não é para eu comer, é porque você está gostando muito de mim, adivinhei ou errei?

      – Adivinhou. Come, Paulinho.

      – Você só pensa nisso. Eu falei muito para você não pensar só em comida, mas você vai e não esquece.

(LISPECTOR, Clarice. Para não esquecer. São Paulo, Círculo do livro, 1988. P. 122-124.)

O período que compõe a última fala do menino “Eu falei muito para você não pensar só em comida, mas você vai e não esquece.” possui
  • A conjunção adversativa que expressa um valor contrastivo e que pode ser substituída por “portanto”.
  • B conjunção que expressa uma relação de contraste entre dois fatos e pode ser substituída por “apesar disso”
  • C conectivo de coordenação “mas” podendo ser substituído por “daí que” anunciando um efeito do fato anterior.
  • D adjunto conjuntivo de explicação expressando a continuação lógica do raciocínio iniciado com a oração anterior.
13

                               Come, meu filho


      – O mundo parece chato mas eu sei que não é.

      [...]

      – Sabe por que parece chato? Porque, sempre que a gente olha, o céu está em cima, nunca está embaixo, nunca está de lado. Eu sei que o mundo é redondo porque disseram, mas só ia parecer redondo se a gente olhasse e às vezes o céu estivesse lá embaixo. Eu sei que é redondo, mas para mim é chato, mas Ronaldo só sabe que o mundo é redondo, para ele não parece chato.

      – ...

      – Porque eu estive em muitos países e vi que nos Estados Unidos o céu também é em cima, por isso o mundo parecia todo reto para mim. Mas Ronaldo nunca saiu do Brasil e pode pensar que só aqui é que o céu é lá em cima, que nos outros lugares não é chato, que só é chato no Brasil, que nos outros lugares que ele não viu vai arredondando. Quando dizem para ele, é só acreditar, pra ele nada precisa parecer. Você prefere prato fundo ou prato chato?

      – Chat... raso, quer dizer.

      – Eu também. No fundo, parece que cabe mais, mas é só para o fundo, no chato cabe para os lados e a gente vê logo tudo o que tem. Pepino não parece inreal?

      – Irreal.

      – Por que você acha?

      – Se diz assim.

      – Não, por que é que você também achou que pepino parece inreal? Eu também. A gente olha e vê um pouco do outro lado, é cheio de desenho bem igual, é frio na boca, faz barulho de um pouco de vidro quando se mastiga. Você não acha que pepino parece inventado?

      – Parece.

      – Onde foi inventado feijão com arroz?

      – Aqui.

      – Ou no árabe, igual que Pedrinho disse de outra coisa?

      – Aqui.

      – Na Sorveteria Gatão o sorvete é bom porque tem gosto igual da cor. Para você carne tem gosto de carne?

      – Às vezes.

      – Duvido! Só quero ver: da carne pendurada no açougue?!

      – Não.

      – E nem da carne que a gente fala. Não tem gosto de quando você diz que carne tem vitamina.

      – Não fala tanto, come.

      – Mas você está olhando desse jeito para mim, mas não é para eu comer, é porque você está gostando muito de mim, adivinhei ou errei?

      – Adivinhou. Come, Paulinho.

      – Você só pensa nisso. Eu falei muito para você não pensar só em comida, mas você vai e não esquece.

(LISPECTOR, Clarice. Para não esquecer. São Paulo, Círculo do livro, 1988. P. 122-124.)

O discurso das personagens demonstra especificidades tais como particularidades sobre a visão infantil no discurso da criança em especial como
  • A sua capacidade de perceber relações não identificadas pelos adultos, geralmente.
  • B a valorização de momentos da infância que só podem ser visitados por meio da memória.
  • C excessiva preocupação com fatos cotidianos que envolvem, principalmente, questões familiares.
  • D a capacidade de persuasão em momentos de crise ou debates que envolvem questões polêmicas.
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                               Come, meu filho


      – O mundo parece chato mas eu sei que não é.

      [...]

      – Sabe por que parece chato? Porque, sempre que a gente olha, o céu está em cima, nunca está embaixo, nunca está de lado. Eu sei que o mundo é redondo porque disseram, mas só ia parecer redondo se a gente olhasse e às vezes o céu estivesse lá embaixo. Eu sei que é redondo, mas para mim é chato, mas Ronaldo só sabe que o mundo é redondo, para ele não parece chato.

      – ...

      – Porque eu estive em muitos países e vi que nos Estados Unidos o céu também é em cima, por isso o mundo parecia todo reto para mim. Mas Ronaldo nunca saiu do Brasil e pode pensar que só aqui é que o céu é lá em cima, que nos outros lugares não é chato, que só é chato no Brasil, que nos outros lugares que ele não viu vai arredondando. Quando dizem para ele, é só acreditar, pra ele nada precisa parecer. Você prefere prato fundo ou prato chato?

      – Chat... raso, quer dizer.

      – Eu também. No fundo, parece que cabe mais, mas é só para o fundo, no chato cabe para os lados e a gente vê logo tudo o que tem. Pepino não parece inreal?

      – Irreal.

      – Por que você acha?

      – Se diz assim.

      – Não, por que é que você também achou que pepino parece inreal? Eu também. A gente olha e vê um pouco do outro lado, é cheio de desenho bem igual, é frio na boca, faz barulho de um pouco de vidro quando se mastiga. Você não acha que pepino parece inventado?

      – Parece.

      – Onde foi inventado feijão com arroz?

      – Aqui.

      – Ou no árabe, igual que Pedrinho disse de outra coisa?

      – Aqui.

      – Na Sorveteria Gatão o sorvete é bom porque tem gosto igual da cor. Para você carne tem gosto de carne?

      – Às vezes.

      – Duvido! Só quero ver: da carne pendurada no açougue?!

      – Não.

      – E nem da carne que a gente fala. Não tem gosto de quando você diz que carne tem vitamina.

      – Não fala tanto, come.

      – Mas você está olhando desse jeito para mim, mas não é para eu comer, é porque você está gostando muito de mim, adivinhei ou errei?

      – Adivinhou. Come, Paulinho.

      – Você só pensa nisso. Eu falei muito para você não pensar só em comida, mas você vai e não esquece.

(LISPECTOR, Clarice. Para não esquecer. São Paulo, Círculo do livro, 1988. P. 122-124.)

Reconhecendo-se a estrutura textual apresentada e seus elementos constitutivos pode-se afirmar que
  • A apresenta-se a narrativa como modalidade discursiva por meio de uma linguagem simples e um discurso informal.
  • B há uma mobilidade em relação à enunciação, tratando-se de um texto híbrido tendo em vista a interseção de gêneros diferentes.
  • C apresentam-se elementos fantásticos em uma narrativa cujo objetivo é demonstrar a coloquialidade de um diálogo entre mãe e filho.
  • D a mescla de gêneros se faz presente com o propósito comunicacional de despertar a atenção do leitor para a questão que é tratada como tema principal.
15

                     O poeta da roça


Sou fio das mata, cantô da mão grossa,

Trabaio na roça, de inverno e de estio.

A minha chupana é tapada de barro,

Só fumo cigarro de paia de mio.

Sou poeta das brenha, não faço papé

De argum menestré, ou errante cantô

Que veve vagando, com sua viola,

Cantando, pachola, à procura de amô.

Não tenho sabença, pois nunca estudei,

Apenas eu sei o meu nome assiná.

Meu pai, coitadinho! vivia sem cobre,

E o fio do pobre não pode estudá.

Meu verso rastero, singelo e sem graça,

Não entra na praça, no rico salão,

Meu verso só entra no campo e na roça

Nas pobre paioça, da serra ao sertão.

Só canto o buliço da vida apertada,

Da lida pesada, das roça e dos eito.

E às vez, recordando a feliz mocidade,

Canto uma sodade que mora em meu peito.

Eu canto o caboco com suas caçada,

Nas noite assombrada que tudo apavora,

Por dentro da mata, com tanta corage

Topando as visage chamada caipora.

Eu canto o vaquero vestido de coro,

Brigando com o toro no mato fechado,

Que pega na ponta do brabo novio,

Ganhando lugio do dono do gado.

Eu canto o mendigo de sujo farrapo,

Coberto de trapo e mochila na mão,

Que chora pedindo o socorro dos home,

E tomba de fome, sem casa e sem pão,

E assim, sem cobiça dos cofre luzente,

Eu vivo contente e feliz com a sorte,

Morando no campo, sem vê a cidade.

Cantando a verdade das coisa do Norte.

(ASSARÉ, Patativa do. Cante lá que eu canto cá. 5. Ed. Petrópolis, Vozes, 1984. p. 20-1.)

Dentre os segmentos a seguir, há exemplos cuja concordância não segue as normas da linguagem escrita, registro da norma padrão, com EXCEÇÃO de:
  • ASou poeta das brenha,”
  • BDa lida pesada, das roça e dos eito.”
  • CTrabaio na roça, de inverno e de estio.”
  • D "Que chora pedindo o socorro dos home,
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                     O poeta da roça


Sou fio das mata, cantô da mão grossa,

Trabaio na roça, de inverno e de estio.

A minha chupana é tapada de barro,

Só fumo cigarro de paia de mio.

Sou poeta das brenha, não faço papé

De argum menestré, ou errante cantô

Que veve vagando, com sua viola,

Cantando, pachola, à procura de amô.

Não tenho sabença, pois nunca estudei,

Apenas eu sei o meu nome assiná.

Meu pai, coitadinho! vivia sem cobre,

E o fio do pobre não pode estudá.

Meu verso rastero, singelo e sem graça,

Não entra na praça, no rico salão,

Meu verso só entra no campo e na roça

Nas pobre paioça, da serra ao sertão.

Só canto o buliço da vida apertada,

Da lida pesada, das roça e dos eito.

E às vez, recordando a feliz mocidade,

Canto uma sodade que mora em meu peito.

Eu canto o caboco com suas caçada,

Nas noite assombrada que tudo apavora,

Por dentro da mata, com tanta corage

Topando as visage chamada caipora.

Eu canto o vaquero vestido de coro,

Brigando com o toro no mato fechado,

Que pega na ponta do brabo novio,

Ganhando lugio do dono do gado.

Eu canto o mendigo de sujo farrapo,

Coberto de trapo e mochila na mão,

Que chora pedindo o socorro dos home,

E tomba de fome, sem casa e sem pão,

E assim, sem cobiça dos cofre luzente,

Eu vivo contente e feliz com a sorte,

Morando no campo, sem vê a cidade.

Cantando a verdade das coisa do Norte.

(ASSARÉ, Patativa do. Cante lá que eu canto cá. 5. Ed. Petrópolis, Vozes, 1984. p. 20-1.)

Considerando-se todas as manifestações da fala e suas variações linguísticas, pode-se afirmar que o texto apresenta
  • A debate acerca da limitação de um falar que se diferencia da norma padrão de prestígio social.
  • B pessoas de mesmo grupo social expressando-se com falas diferentes em diferentes situações de uso.
  • C a fala típica do brasileiro do meio rural, fator geográfico, podendo tal fato ser constatado no emprego da expressão “trabaio na roça”.
  • D uma variação linguística reforçando a identidade cultural de um povo e estabelecendo os limites entre o certo e o errado no uso da língua.
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                     O poeta da roça


Sou fio das mata, cantô da mão grossa,

Trabaio na roça, de inverno e de estio.

A minha chupana é tapada de barro,

Só fumo cigarro de paia de mio.

Sou poeta das brenha, não faço papé

De argum menestré, ou errante cantô

Que veve vagando, com sua viola,

Cantando, pachola, à procura de amô.

Não tenho sabença, pois nunca estudei,

Apenas eu sei o meu nome assiná.

Meu pai, coitadinho! vivia sem cobre,

E o fio do pobre não pode estudá.

Meu verso rastero, singelo e sem graça,

Não entra na praça, no rico salão,

Meu verso só entra no campo e na roça

Nas pobre paioça, da serra ao sertão.

Só canto o buliço da vida apertada,

Da lida pesada, das roça e dos eito.

E às vez, recordando a feliz mocidade,

Canto uma sodade que mora em meu peito.

Eu canto o caboco com suas caçada,

Nas noite assombrada que tudo apavora,

Por dentro da mata, com tanta corage

Topando as visage chamada caipora.

Eu canto o vaquero vestido de coro,

Brigando com o toro no mato fechado,

Que pega na ponta do brabo novio,

Ganhando lugio do dono do gado.

Eu canto o mendigo de sujo farrapo,

Coberto de trapo e mochila na mão,

Que chora pedindo o socorro dos home,

E tomba de fome, sem casa e sem pão,

E assim, sem cobiça dos cofre luzente,

Eu vivo contente e feliz com a sorte,

Morando no campo, sem vê a cidade.

Cantando a verdade das coisa do Norte.

(ASSARÉ, Patativa do. Cante lá que eu canto cá. 5. Ed. Petrópolis, Vozes, 1984. p. 20-1.)

De acordo com a estrutura e o conteúdo apresentados no texto, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.


( ) A forma da língua pela qual o poeta optou e a temática de sua poesia se harmonizam de forma coerente.

( ) O nível de linguagem utilizado caracteriza o poeta e sua resistência e oposição à variedade padrão da língua em quaisquer situações de uso.

( ) A variante linguística utilizada no texto é uma demonstração de que o poeta a caracteriza como literária, legitimando esta linguagem.


A sequência está correta em

  • A V, F, V.
  • B F, F, V.
  • C V, V, F.
  • D F, V, V.
18

      A gíria é a marca característica da linguagem de um grupo social.

      [...]

      Sendo um instrumento de agressividade no léxico, como se verá, a gíria está mais ligada à linguagem dos grupos socialmente menos favorecidos ou de oposição a um contexto social.

      [...]

      A língua é apenas uma entre outras formas de comportamento, um entre outros modos de realização das atividades culturais praticadas pelo grupo. Como essas formas de comportamento, a língua também varia no interior de uma sociedade, de tal maneira que os indivíduos que possuem entre si laços mais estreitos de convívio, relações de maior e mais durável intimidade, apresentam, precisamente por isso, modos de falar muito semelhantes (ou quase idênticos) que os distinguem de outros indivíduos. Quando esses comportamentos, essas marcas contribuem para a formação de uma consciência de grupo; quando os indivíduos fazem dessas marcas grupais uma forma de se auto afirmarem na sociedade, dizemos que essas marcas constituem signos de grupo. Ex.: a moda característica de grupos; a apresentação pessoal (cabelos etc.); o vocabulário gírio com que se comunicam.

      No caso específico da língua ou, mais precisamente, do léxico, damos o nome de gíria de grupo ao vocabulário de grupos sociais restritos, cujo comportamento se afasta da maioria, seja pelo inusitado, seja pelo conflito que estabelecem com a sociedade. Inusitados são, por exemplo, os grupos jovens ligados à música, às diversões, aos esportes, aos pontos de encontro nos shoppings, à universidade; conflituosos, violentos são os grupos comprometidos com as drogas e o tráfico, com a prostituição, com o roubo e o crime, com o contrabando, com o ambiente das prisões etc.

      [...]

      Hoje, com a grande divulgação da informação, com a presença social atuante da mídia, a gíria se vulgariza muito rapidamente, assim como rapidamente se extingue e é substituída por novas formas. Essa efemeridade é uma das características mais presentes no vocabulário gírio e, de certa maneira, identifica-o com a grande mobilidade de costumes da época contemporânea. E, talvez por essa constante dinâmica é que a gíria tornou-se tão utilizada em nossos tempos. [...]

  (PRETI, Dino. Revista Língua Portuguesa, São Paulo, 27 fev. 2009.)

De acordo com a estrutura textual apresentada, observe os itens a seguir.


I. Informação.

II. Descrição.

III. Definição.

IV. Enumeração.

V. Comparação.

VI. Contraste.


Pode-se observar presentes no texto apenas

  • A III, V e VI.
  • B I, II, IV e VI.
  • C I, II, III, IV e V.
  • D III, IV, V e VI.
19

      A gíria é a marca característica da linguagem de um grupo social.

      [...]

      Sendo um instrumento de agressividade no léxico, como se verá, a gíria está mais ligada à linguagem dos grupos socialmente menos favorecidos ou de oposição a um contexto social.

      [...]

      A língua é apenas uma entre outras formas de comportamento, um entre outros modos de realização das atividades culturais praticadas pelo grupo. Como essas formas de comportamento, a língua também varia no interior de uma sociedade, de tal maneira que os indivíduos que possuem entre si laços mais estreitos de convívio, relações de maior e mais durável intimidade, apresentam, precisamente por isso, modos de falar muito semelhantes (ou quase idênticos) que os distinguem de outros indivíduos. Quando esses comportamentos, essas marcas contribuem para a formação de uma consciência de grupo; quando os indivíduos fazem dessas marcas grupais uma forma de se auto afirmarem na sociedade, dizemos que essas marcas constituem signos de grupo. Ex.: a moda característica de grupos; a apresentação pessoal (cabelos etc.); o vocabulário gírio com que se comunicam.

      No caso específico da língua ou, mais precisamente, do léxico, damos o nome de gíria de grupo ao vocabulário de grupos sociais restritos, cujo comportamento se afasta da maioria, seja pelo inusitado, seja pelo conflito que estabelecem com a sociedade. Inusitados são, por exemplo, os grupos jovens ligados à música, às diversões, aos esportes, aos pontos de encontro nos shoppings, à universidade; conflituosos, violentos são os grupos comprometidos com as drogas e o tráfico, com a prostituição, com o roubo e o crime, com o contrabando, com o ambiente das prisões etc.

      [...]

      Hoje, com a grande divulgação da informação, com a presença social atuante da mídia, a gíria se vulgariza muito rapidamente, assim como rapidamente se extingue e é substituída por novas formas. Essa efemeridade é uma das características mais presentes no vocabulário gírio e, de certa maneira, identifica-o com a grande mobilidade de costumes da época contemporânea. E, talvez por essa constante dinâmica é que a gíria tornou-se tão utilizada em nossos tempos. [...]

  (PRETI, Dino. Revista Língua Portuguesa, São Paulo, 27 fev. 2009.)

Em “[...] a gíria está mais ligada à linguagem dos grupos socialmente menos favorecidos ou de oposição a um contexto social.” a correção da ocorrência de crase seria corretamente mantida em:
  • A [...] a gíria liga-se à linguagem [...]
  • B [...] à gíria liga-se à linguagem [...]
  • C [...] a gíria está mais ligada à grupos [...]
  • D [...] à linguagem está mais ligada à gíria [...]
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      A gíria é a marca característica da linguagem de um grupo social.

      [...]

      Sendo um instrumento de agressividade no léxico, como se verá, a gíria está mais ligada à linguagem dos grupos socialmente menos favorecidos ou de oposição a um contexto social.

      [...]

      A língua é apenas uma entre outras formas de comportamento, um entre outros modos de realização das atividades culturais praticadas pelo grupo. Como essas formas de comportamento, a língua também varia no interior de uma sociedade, de tal maneira que os indivíduos que possuem entre si laços mais estreitos de convívio, relações de maior e mais durável intimidade, apresentam, precisamente por isso, modos de falar muito semelhantes (ou quase idênticos) que os distinguem de outros indivíduos. Quando esses comportamentos, essas marcas contribuem para a formação de uma consciência de grupo; quando os indivíduos fazem dessas marcas grupais uma forma de se auto afirmarem na sociedade, dizemos que essas marcas constituem signos de grupo. Ex.: a moda característica de grupos; a apresentação pessoal (cabelos etc.); o vocabulário gírio com que se comunicam.

      No caso específico da língua ou, mais precisamente, do léxico, damos o nome de gíria de grupo ao vocabulário de grupos sociais restritos, cujo comportamento se afasta da maioria, seja pelo inusitado, seja pelo conflito que estabelecem com a sociedade. Inusitados são, por exemplo, os grupos jovens ligados à música, às diversões, aos esportes, aos pontos de encontro nos shoppings, à universidade; conflituosos, violentos são os grupos comprometidos com as drogas e o tráfico, com a prostituição, com o roubo e o crime, com o contrabando, com o ambiente das prisões etc.

      [...]

      Hoje, com a grande divulgação da informação, com a presença social atuante da mídia, a gíria se vulgariza muito rapidamente, assim como rapidamente se extingue e é substituída por novas formas. Essa efemeridade é uma das características mais presentes no vocabulário gírio e, de certa maneira, identifica-o com a grande mobilidade de costumes da época contemporânea. E, talvez por essa constante dinâmica é que a gíria tornou-se tão utilizada em nossos tempos. [...]

  (PRETI, Dino. Revista Língua Portuguesa, São Paulo, 27 fev. 2009.)

Inusitados são, por exemplo, os grupos jovens ligados à música, às diversões, aos esportes, aos pontos de encontro nos shoppings, à universidade; conflituosos, violentos são os grupos comprometidos com as drogas e o tráfico, com a prostituição, com o roubo e o crime, com o contrabando, com o ambiente das prisões etc.” O período destacado anteriormente apresenta diferente opção de pontuação, de acordo com os critérios estabelecidos pela norma padrão da língua, em:
  • A Inusitados são por exemplo; os grupos jovens ligados: à música, às diversões, aos esportes, aos pontos de encontro nos shoppings, à universidade; conflituosos, violentos são os grupos comprometidos com as drogas e o tráfico, com a prostituição, com o roubo e o crime, com o contrabando, com o ambiente das prisões etc.
  • B Inusitados são, por exemplo, os grupos jovens ligados à música, às diversões, aos esportes, aos pontos de encontro nos shoppings, à universidade, conflituosos; violentos são os grupos comprometidos com as drogas e o tráfico, com a prostituição, com o roubo e o crime, com o contrabando, com o ambiente das prisões, etc.
  • C Inusitados são – por exemplo – os grupos jovens ligados à música, às diversões, aos esportes, aos pontos de encontro nos shoppings, à universidade; conflituosos, violentos são os grupos comprometidos com as drogas e o tráfico, com a prostituição, com o roubo e o crime, com o contrabando, com o ambiente das prisões, etc.
  • D Inusitados, são por exemplo, os grupos jovens ligados à música, às diversões, aos esportes, aos pontos de encontro nos shoppings, à universidade – conflituosos – violentos são os grupos comprometidos com as drogas e o tráfico, com a prostituição, com o roubo e o crime, com o contrabando, com o ambiente das prisões etc.

Noções de Informática

21
O novo sistema operacional da Microsoft, o Windows 10, trouxe diversas novidades, uma nova interface e o retorno do menu iniciar. Muitos atalhos presentes em versões anteriores foram mantidos e outros adicionados, facilitando sua utilização pelos usuários. Uma nova janela foi adicionada: as configurações do sistema que se pode acionar pelo Menu Iniciar e clicar em ícone, parecendo uma engrenagem, ou utilizar uma combinação de teclas. “Tomando como base o Windows 10, Configuração Local, Idioma Português-Brasil, torna-se necessário modificar diversas configurações do sistema.” Assinale a alternativa que apresenta corretamente a sequência de teclas que aciona a janela Configurações.
  • A <WIN> + <I>.
  • B <WIN> + <J>.
  • C <WIN> + <E>.
  • D <WIN> + <G>.
22

Luana pretende criar um material voltado para a melhoria da comunicação interna no setor onde trabalha. Ela decidiu imprimir diversos folders com imagens e texto divulgando boas práticas de comunicação empresarial, para entregar a cada um de seus colegas de trabalho.

Uma das imagens que Luana gostaria de incluir nos folders é um balão de ideias.

Sabendo que Luana irá utilizar o mecanismo de busca de imagens do Google para realizar sua pesquisa, julgue os itens a seguir, considerando V para verdadeiro e F para falso:

( ) Luana pode escolher o tamanho (resolução) da imagem como filtro de resultados.

( ) Para limitar os resultados da pesquisa apenas a imagens do formato.png, Luana deve digitar na barra de pesquisa o comando filetype:png.

( ) Luana pode escolher pesquisar as imagens exclusivamente na rede social Twitter, utilizando o comando site:twitter.

( ) Se Luana quiser pesquisar apenas imagens publicadas na internet nas últimas 24 horas, ela pode selecionar essa opção no filtro de resultados Tempo, ou então utilizar o comando h:24 na barra de pesquisa.

A sequência correta, de cima para baixo, é:

  • A V – F – V – F.
  • B V – V – F – F.
  • C F – V – F – V.
  • D V – F – F – V.
  • E F – V – F – F.
23
Na ferramenta Microsoft Office Word 2007 (Configuração Padrão – Idioma Português do Brasil), as teclas de atalho Ctrl+T e F7 são utilizadas, respectivamente, para:
  • A Verificar a ortografia e a gramática do texto no documento / Imprimir o documento.
  • B Selecionar todo o texto / Verificar a ortografia e a gramática do texto no documento.
  • C Imprimir o documento / Proteger o documento contra a edição de usuários não autorizados.
  • D Alinhar todos os documentos de forma justificada / Verificar as regras de hifenização do texto.
24

Na célula A1 de uma planilha produzida com a ferramenta Microsoft Office Excel 2007 (configuração padrão), foi digitada a seguinte fórmula:


=SE(NÚM.CARACT(EXT.TEXTO("MINAS GERAIS";2;4))>=4;"ERRO";"OK")


Pode-se afirmar que o resultado da função será:

  • A 2.
  • B 4.
  • C OK.
  • D ERRO.
25
Na ferramenta Microsoft Office Excel 2007 (configuração padrão), a função EXT.TEXTO é utilizada para retornar os caracteres do meio de uma sequência de caracteres de texto, tendo a posição e o comprimento especificados. São parâmetros dessa função, EXCETO:
  • A Texto.
  • B Núm_final.
  • C Núm_inicial.
  • D Núm_caract.
26
“No Sistema Operacional Microsoft Windows 8.1 (configuração padrão), o recurso de ‘ativar ou desativar recursos do Windows’ está disponível na opção ____________________ do painel de controle (modo de exibição: ícones pequenos).” Assinale a alternativa que completa corretamente a afirmativa anterior.
  • A Personalização
  • B Programas padrão
  • C Programas e recursos
  • D Ferramentas administrativas
27
Ao editar um documento, utilizando o LibreOffice Writer, versão 5.4.2.2, Configuração Local, Idioma Padrão-Português, acidentalmente apertou-se a tecla F10. É correto afirmar que essa ação:
  • A Fecha o arquivo exibido.
  • B Chama a caixa de diálogo Localiza e substituir.
  • C Abre a caixa de diálogos Modelos e documentos.
  • D Ativa o foco na barra de menus começando pelo menu Arquivo.
28
No LibreOffice Calc 4.2 temos a referência absoluta, que é utilizada para bloquear a fórmula de uma célula, mesmo que ela seja copiada para outras células. Podemos afirmar que essa referência é representada pelo sinal?
  • A #
  • B $
  • C ?
  • D *
29
Em relação a funções matemáticas e estatísticas no LibreOffice Calc 4.2, quais dos tipos abaixo não corresponde a arredondamento de um número?
  • A =INT
  • B =ABS
  • C =ÍMPAR
  • D =ARRED
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Relacione as colunas e, em seguida, assinale a alternativa correta quanto ao uso dos botões que facilitam o acesso as principais funções do programa Libre Office Writer 4.2. 1 – Ctrl+O 2 – Ctrl+H 3 – Ctrl+N 4 – Ctrl+F12 ( ) Novo ( ) Abrir ( ) Tabela ( ) Localizar e substituir
  • A 2 – 1 – 4 – 3
  • B 3 – 1 – 4 – 2
  • C 3 – 4 – 2 – 1
  • D 1 – 2 – 3 – 4
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Assinale a alternativa correta quanto à sentença abaixo. No LibreOffice Impress 4.2, para alterar o Modo Gráfico de uma imagem, é possível escolher entre os quatro tipos de efeitos:
  • A Padrão, Colorido, Preto/Branco e Transparente.
  • B Imagem original, Envelhecimento, Suavizar e Inverter.
  • C Padrão, Escala de cinza, Preto/Branco e Marca d’água.
  • D Imagem original, Colorido, Transparente e Marca d’água.
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A segurança da informação vem ganhando cada vez mais atenção e espaço no mundo da tecnologia da informação, pois a todo momento novas formas de ataques aos recursos de informática são aplicadas. Assinale a alternativa incorreta no que diz respeito à segurança em redes.
  • A O vírus de computador é um programa feito com código malicioso, com o objetivo de causar algum tipo de dano ao computador.
  • B A engenharia social é o nome atribuído a técnica utilizada para obter informações importantes e sigilosas das empresas ou usuários domésticos sem a utilização de uma ameaça virtual.
  • C O sniffer é um software ou hardware que tem a função de analisar o tráfego de informações da rede e capturar pacotes para verificar seu conteúdo.
  • D Firewall é o nome atribuído aos softwares responsáveis por ações como publicidade, coleta de informações pessoais ou alteração da configuração do computador sem consentimento do usuário.
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Sobre o LibreOffice Writer 4.2, marque V para verdadeiro e F para falso. A seguir, assinale a alternativa com a sequência correta. ( ) No Writer também é possível formatar o texto em colunas, aplicando o efeito em todo o documento ou apenas em alguns parágrafos. ( ) O Writer possui diversos estilos prontos e tembém permite que sejam definidos novos estilos de formatação. ( ) No Writer não é possível transformar os dados em imagens, ou seja, a utilizar gráfico para representar uma informação. ( ) O Math é um editor presente no LibreOffice, desenvolvido para criar fórmulas matemáticas e científicas.
  • A V – V – F – V
  • B V – V – F – F
  • C F – F – V – V
  • D F – V – F – V
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Assinale a alternativa que corresponde afirmativamente a três partes do gráfico.
  • A Marcas do gráfico, eixos e colunas.
  • B Linhas de divisão, eixos e marcas.
  • C Título, legendas e colunas.
  • D Eixos, cilindros e título.
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O(A) _________________ possui grande variedade de figuras, formas e diagramas que podem ser inseridos à apresentação.
  • A galeria do Impress
  • B grupo de desenhos
  • C catalogação de figuras
  • D quadro de desenhos e figuras
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Para darmos um toque de sofisticação e ênfase no documento, devemos utilizar a
  • A orientação da página
  • B alteração das margens da página.
  • C configuração do tamanho da página.
  • D inserção de páginas de rosto no texto.
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Relacione a coluna da esquerda com a da direita e depois assinale a alternativa correta. 1 - Função INT 2 - Fução MOD 3 - Função CONST.SE 4 - Funções Estatísticas ( ) Permite realizar cálculos que coletam, analisam e interpretam dados. ( ) Retorna o valor do resto de uma divisão. ( ) Analisa um determinado intervalo de células. ( ) Realiza arredondamento
  • A 2 - 3 - 4 - 1
  • B 4 - 2 - 3 - 1
  • C 4 - 3 - 1 - 2
  • D 3 - 1 - 4 - 4
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Logo que iniciado, o Writer exibe por padrão na sua janela, um novo documento em branco pronto para ser editado. Não faz parte dessa janela do Writer:
  • A Barra padrão
  • B Barra de zoom
  • C Barra de status
  • D Barra de desenhos
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Analise as assertivas a seguir, colocando nos parênteses V para as verdadeiras e F para as falsas. Em seguida, assinale a alternativa onde consta a sequência correta. ( ) Os sinais +, -, *, / e ^ representam operadores aritméticos. ( ) O E comercial (&) é um dos símbolos de precedência dos operadores aritméticos. ( ) Os sinais =, > ,< , > = , <= e < > são operadores de concatenação e referência. ( ) As teclas Ctrl+F2, quando pressionadas juntas, fazem com que seja exibida a caixa de dialógo assisstente de funções.
  • A V - F - F - V
  • B V - V - F - F
  • C F - F - V - V
  • D F - V - V - F
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Qual das anternativas abaixo não é utilizada para acessar a caixa de dialógo Salvar como no Writer?

  • A Escolher Editar Salvar
  • B Escolher Arquivo Salvar como
  • C Pressionando simultaneamente as teclas Ctrl+Shift+S
  • D Clicando no botão Salvar da barra de ferramentas Padrão

Ética na Administração Pública

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São regras morais que devem ser seguidas pelos servidores públicos, segundo o Decreto nº 1.171, de 22 de junho de 1994, EXCETO:
  • A O servidor não pode omitir ou falsear a verdade, que é um direito de toda pessoa, mesmo contrariando interesses da própria pessoa interessada ou da Administração Pública.
  • B Devido à função pública de sua atividade profissional, os fatos e atos verificados na conduta do servidor em sua vida privada poderão acrescer ou diminuir o seu bom conceito na vida funcional.
  • C De forma irrestrita, a publicidade de todos os atos administrativos constitui requisito de eficácia e moralidade, ensejando sua omissão e comprometimento ético contra o bem comum, imputável a quem a negar.
  • D Tratar mal uma pessoa que paga seus tributos direta ou indiretamente significa causar-lhe dano moral, assim como se constitui em ofensa ao Estado e as pessoas deixar um bem público deteriorar por descuido ou má vontade.
  • E Além de atitude contra a ética ou ato de desumanidade, caracteriza-se grave dano moral aos usuários dos serviços públicos, o servidor deixar de oferecer solução a uma situação que compete a ele ou seu setor, permitindo a formação de longas filas ou qualquer outra espécie de atraso na prestação do serviço.
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João é estagiário da Prefeitura de Fortaleza e foi flagrado pelo seu chefe acessando sítios impróprios em um dos computadores do órgão. Nessa situação, a atitude do estagiário:

  • A não foi contra a ética no serviço público, porque João não é servidor público.
  • B foi indiferente em relação à ética do servidor público, porque João estava no intervalo do almoço.
  • C foi contra a ética no serviço público, mesmo que João seja apenas estagiário.
  • D não foi contra a ética, pois muitos estagiários acessam sítios impróprios em computadores do órgão em questão.
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