Resolver o Simulado Engenheiro Agrônomo - Nível Superior

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Português

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                    Infestação de escorpiões no Brasil pode ser imparável


A infestação de escorpião no Brasil é o exemplo perfeito de como a vida moderna se tornou imprevisível. É uma característica do que, no complexo campo de problemas, chamamos de um mundo “VUCA” (Volatility, uncertainty, complexity and ambiguity em inglês) - um mundo volátil, incerto, complexo e ambíguo.

Escorpiões, como as baratas que eles comem, são um a espécie incrivelmente adaptável. O número de pessoas picadas em todo o Brasil aumentou de 12 mil em 2000 para 140 mil no ano passado, de acordo com o Ministério da Saúde. A espécie que aterroriza os brasileiros é o perigoso escorpião amarelo, ou Tityus serrulatus. Ele se reproduz por meio do milagre da partenogênese, s ignificando que um escorpião feminino simplesmente gera cópias de si mesma duas vezes por ano - nenhuma participação masculina é necessária.

A infestação do escorpião urbano no Brasil é um clássico "problema perverso". Este termo, usado pela primeira vez em 1973, refere-se a enormes problemas sociais ou culturais como pobreza e guerra - sem solução simples ou definitiva, e que surgem na interseção de outros problemas. Nesse caso, a infestação do escorpião urbano no Brasil é o resultado de uma gestão inadequada do lixo, saneamento inapropriado, urbanização rápida e mudanças climáticas.

No VUCA, quanto mais recursos você der para os problemas, melhor. Isso pode significar tudo, desde campanhas de conscientização pública que educam brasileiros sobre escorpiões até forças-tarefa exterminadoras que trabalham para controlar sua população em áreas urbanas. Os cientistas devem estar envolvidos. O sistema nacional de saúde pública do Brasil precisará se adaptar a essa nova ameaça.

Apesar da obstinada cobertura da imprensa, as autoridades federais de saúde mal falaram publicamente sobre o problema do escorpião urbano no Brasil. E, além de alguns esforços mornos em nível nacional e estadual para treinar profissionais de saúde sobre o risco de escorpião, as autoridades parecem não ter nenhum plano para combater a infestação no nível epidêmico para o qual ela está se dirigindo.

Temo que os escorpiões amarelos venenosos tenham reivindicado seu lugar ao lado de crimes violentos, tráfico brutal e outros problemas crônicos com os quais os urbanitas no Brasil precisam lidar diariamente.

* Hamilton Coimbra Carvalho é pesquisador em Problemas Sociais Complexos, na Universidade de São Paulo (USP).

Text o adaptado de Revista Galileu (https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/Meio Ambiente /noticia/2019/02/infestacao-de-escorpioes-no-brasil-pode-ser-imparavel-diz-pesquisador.html)

Observe o emprego de “mal” no trecho em destaque.


"... as autoridades federais de saúde mal falaram publicamente sobre o problema do escorpião urbano no Brasil.”


Agora preencha as lacunas com o adjetivo ou com o advérbio.


Ele falava ______ do governo, mas sempre se comportava______ diante dos empregados, que o tinham como um _____ chefe, porque, além de os pagar_____ , desempenhava_____ seu papel de líder.


A sequência está correta em:

  • A mau - mau - mal - mau - mau.
  • B mal - mau - mal - mau - mau.
  • C mau - mal - mau - mal - mal.
  • D mau - mal - mau - mal - mau.
  • E mal - mal - mau - mal - mal.
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Envelhecer

            Vá um homem envelhecendo, e caia na tolice de pensar que envelhece por inteiro - famosa tolice. Alguém já notou: envelhecemos nisto, não naquilo; este trecho ainda é verde, aquele outro já quase apodrece; aqui há seiva estuando, além é coisa murcha. 

            A infância não volta, mas não vai - fica recolhida, como se diz de certas doenças. Pode dar um acesso. Outro dia sofri um ataque não de infância, mas de adolescência: precipitei-me célere, árdego*, confuso. Meus olhos estavam úmidos e ardiam; mãos trêmulas; os demônios me apertavam a garganta; eu me sentia inibido, mas agia com estranha velocidade por fora. Exatamente o contrário do que convém a um senhor de minha idade e condição. 

            Pior é o ataque de infância: o respeitável cavalheiro de repente começa a agir como um menino bobo. Será que só eu sou assim, ou os outros disfarçam melhor?

            *árdego: impetuoso. 


(BRAGA, Rubem. Recado de primavera. Rio de Janeiro: Record, 1984, p. 71) 

O emprego da pontuação e a observância do sinal de crase estão adequados na frase:

  • A Quando se está à envelhecer, as nossas sensações boas ou más, parecem confundir-se em nosso espírito.
  • B Não se tribute as nossas experiências desafortunadas, a responsabilidade maior de um penoso envelhecimento.
  • C Em meio aquelas boas horas da infância, sempre havia alguma suspeita, de que tudo logo acabaria.
  • D Quem diria, que a proporção que o tempo passa, mais retornos imaginários experimentamos à outras idades?
  • E Corresse o tempo de modo uniforme, como alguns acreditam, não voltaríamos às mais antigas sensações.
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Sobre a amizade

O clássico pensador romano Cícero dizia que nada é mais difícil do que conservar intacta uma amizade até o último dia da vida. Para ele, os interesses e mesmo o caráter dos homens costumam variar com o tempo, por conta dos reveses ou dos sucessos por que passamos. As mais vivas amizades da infância podem não resistir aos anos da adolescência, quando grandes transformações nos atingem.

Mesmo para aqueles cuja amizade resiste por muito tempo, há a possibilidade de desavenças políticas porem tudo a perder. Outras violentas dissensões surgem quando se exige de um amigo algo de inconveniente, como se tornar cúmplice de uma fraqueza nossa, ou quando se lhe pede uma providência que esteja acima de suas forças. Mas essas ameaças à amizade não devem enfraquecer a potência desse sentimento; devem nos lembrar o quanto um amigo é precioso, e quão preciosa será a conservação de sua leal companhia.


(Cláudio Augusto Catilino, inédito)

Há correta flexão das formas verbais e plena observância das normas para emprego do sinal de crase em:

  • A É a muito custo que preservaremos uma amizade, sobretudo se não contivermos nossos primeiros impulsos.
  • B Ele acabará se desfazendo dos amigos a medida que eles virem a contrariar seus ímpetos caprichosos.
  • C Uma amizade resiste à toda prova quando, em qualquer das ocasiões da vida, se manter leal e verdadeira.
  • D Se aprouviesse a alguém construir uma sólida amizade, teria de renunciar as fraquezas mais comuns.
  • E Nada poderei fazer em reparo a fragilidade de uma amizade que não advir de uma leal construção.
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Texto IV


                          UMA PROIBIÇÃO NECESSÁRIA


      Um assunto que vem despertando a atenção não só da comunidade acadêmica, mas da sociedade como um todo, é a proibição do uso de celulares e bonés pelos estudantes em sala de aula. A discussão acirrou-se após a restrição do uso desses objetos em algumas escolas. Apesar da polêmica instaurada, cremos que a vedação é a melhor solução.

      No que se refere ao celular, a proibição do seu uso em sala de aula é uma medida que se harmoniza com o ambiente em que o estudante está. A sala de aula é um local de aprendizagem, onde o discente deve se esforçar ao máximo para extrair do professor os conhecimentos da matéria. Nesse contexto, o celular é um aparelho que só vem dificultar a relação ensino-aprendizagem, visto que atrapalha não só quem atende, mas todos os que estão ao seu redor.

      Quanto ao boné, a restrição de seu uso em sala de aula se deve a uma questão de educação e de respeito pela figura do mestre. Deve-se ter em mente que o professor, assim como os pais e as autoridades religiosas, merece todo o respeito no exercício do seu ofício, que é o de transmitir conhecimentos. Do mesmo modo que é mal-educado sentar-se à mesa com um chapéu na cabeça, assistir a uma aula usando um boné também o é.

      Por outro lado, alguns entendem que o Estado não poderia proibir os celulares e os bonés em sala de aula, visto que violaria o direito da pessoa de ir e vir com seus bens. Entretanto, devemos ter em mente que não existe direito absoluto: todos são relativos e, sempre que há um conflito entre eles, deve-se realizar uma ponderação de valores, a fim de determinar qual prevalecerá. No caso em análise, o direito da coletividade {alunos e professores) prevalece sobre o direito individual de usar o celular ou o boné em sala de aula.

      Desse modo, percebe-se que há razoabilidade nos objetivos pretendidos pela proibição, visto que beneficia toda a comunidade acadêmica. Os estudantes devem se conscientizar de que escola é sinônimo de aprendizagem e de que todo o esforço deve ser feito para valorizar o processo de ensino e a figura do professor.

Disponível em: <http://thunderms1.blogspot.com/2009/05/ modelo-de-dissertação_12.html>.Acesso em: 12 dez. 2018

"Do mesmo modo que é mal-educado sentar-se à mesa com um chapéu na cabeça, assistir a uma aula usando um boné também o é."


No período destacado do texto, está correto o uso da preposição “a” após o verbo “assistir", uma vez que esse verbo, no sentido de “ver, presenciar", é transitivo indireto. Entre as alternativas abaixo, assinale aquela em que há erro quanto à regência verbal:

  • A Atualmente, o patrão assiste em Paris.
  • B Esteve no cinema e assistiu um filme incrível.
  • C A mãe assistiu o filho em suas necessidades.
  • D Assistiu, incrédulo, ao acidente.
  • E Ontem, assistiu a um excelente show.
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Texto III


Infeliz iniciativa do senador Cyro Miranda (PSDB- GO), presidente da Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado, ao criar um grupo de trabalho com Ernani Pimentel e Pasquale Cipro Neto, propondo uma simplificação do sistema ortográfico brasileiro. [...] O mais importante é que a grande motivação alegada por seus autores - a facilitação da alfabetização e do domínio da escrita - revela uma concepção bem equivocada da questão, pois a ortografia é um problema de somenos na formação de leitores e produtores de bons textos. Por exemplo, a norma gramatical brasileira, desatualizada e adventícia, coloca problemas muito mais sérios para quem quer escrever hoje um texto na norma-padrão do que o atual sistema ortográfico.”

LUCCHESI, Dante. Um erro crasso de ortografia. Disponível em: <www1 .folha.uol.com.br/opiniao/2014/09/1512848-dante- lucchesi-um-erro-crasso-de-ortografia.shtml>. Acesso em: 11 dez. 2018

O Texto III aborda a “simplificação do sistema ortográfico brasileiro". Entre as alternativas abaixo, assinale aquela cujas palavras NÃO tiveram sua escrita modificada pelo Novo Acordo Ortográfico:

  • A enjoo-veem-perdoo.
  • B papéis-cartéis - rouxinóis.
  • C frequente - aguentar - sequência.
  • D geleia - paranoia - heroico.
  • E micro-ondas - autoescola - antissocial.
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                               A VIOLÊNCIA INFANTIL


      Nos últimos tempos, a violência infantil vem crescendo de modo alarmante. Muitas razões têm sido apontadas como causa para um problema tão grave, entretanto acredita-se que a prática dos crimes infantis se deva ao modo como se vive nos dias atuais.

      Em primeiro lugar, pode-se constatar que as crianças passam durante muitas horas assistindo, pela televisão, a uma programação baseada na violência. Os desenhos, com personagens utilizando- se de espadas, armas de fogo etc., fazem, todo o tempo, apologia da força física, da coragem mediante o uso de uma arma. Os filmes apresentam lutas, brigas, disputas, homens fortes, como Schwarzenegger, com armas possantes, destruindo tudo à sua frente. As novelas, muitas vezes, mostram o lado negativo do ser humano, através de intrigas, vícios, maldades, enfim. Na verdade, podem ser contados nos dedos os programas que não incitem a criança e o próprio adulto a sair pelas ruas cometendo desatinos. Podem ser contados nos dedos os programas que acalmem o telespectador, que direcionem para as boas ações.

      Em segundo lugar, verifica-se que a maioria das mães não está dentro de casa para educar os filhos, o que tem sido, aliás, fator determinante para a sua desestruturação. Com as dificuldades financeiras por que passa grande parte das famílias, a mulher precisou sair para trabalhar e ajudar nas despesas do lar. Sua saída embora positiva por um lado, por outro foi desastrosa, pois os filhos ficaram a mercê das empregadas ou até sozinhos em grande parte dos casos. Isso significa que a educação ficou por conta de pessoas que não tem condições nem motivo para educar, ou ainda, por conta deles próprios. A criança passou a ter liberdade para fazer o que bem quer; os pais, por seu turno, com sentimento de culpa por se encontrarem somente à noite com os filhos, não lhes impõem limites, e tudo fica por isso mesmo.

      Por fim, outro dado que se destaca é a separação tão frequente dos casais hoje em dia. Marido e mulher já não estão tendo paciência para enfrentar os problemas, os desentendimentos, o dia-a-dia complicado que é viver em família; por qualquer coisa um pouco mais grave estão desfazendo o compromisso e indo cada um para o seu lado. Com isso, ficam os filhos normalmente com a mãe e vendo o pai apenas uma vez por semana. A mãe, como já se comentou, passa a maior parte do tempo trabalhando, o que faz com que a convivência seja mínima. Mais uma vez está a criança sozinha, agora encontrando somente um dos pais, no final do dia, a atenção, se for o caso.

      Em vista de tudo isso, pergunta-se o que pensa essa criança durante o dia inteiro, como ela encara a vida, que noção tem de certo e de errado, que sentimentos tem no coração. A mãe não está em casa; não pode, portanto, ensiná-la, orientá-la. O pai só a vê no fim de semana, o que o fará sentir-se culpado e o impedirá de ministrar qualquer ensinamento. Sobra-lhe a TV amiga das horas de solidão, a passar mensagens de violência e mais violência. Com essa vida, é difícil seguir outro caminho.

                                                                         (Lucia Helena Gouvêa, 2004)

“(...), entretanto acredita-SE que a prática dos crimes infantis se deva ao modo como se vive nos dias atuais”

A palavra SE em destaque classifica-se como:

  • A índice de indeterminação do sujeito.
  • B partícula expletiva
  • C conjunção subordinativa integrante.
  • D pronome reflexivo.
  • E partícula apassivadora.
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                               A VIOLÊNCIA INFANTIL


      Nos últimos tempos, a violência infantil vem crescendo de modo alarmante. Muitas razões têm sido apontadas como causa para um problema tão grave, entretanto acredita-se que a prática dos crimes infantis se deva ao modo como se vive nos dias atuais.

      Em primeiro lugar, pode-se constatar que as crianças passam durante muitas horas assistindo, pela televisão, a uma programação baseada na violência. Os desenhos, com personagens utilizando- se de espadas, armas de fogo etc., fazem, todo o tempo, apologia da força física, da coragem mediante o uso de uma arma. Os filmes apresentam lutas, brigas, disputas, homens fortes, como Schwarzenegger, com armas possantes, destruindo tudo à sua frente. As novelas, muitas vezes, mostram o lado negativo do ser humano, através de intrigas, vícios, maldades, enfim. Na verdade, podem ser contados nos dedos os programas que não incitem a criança e o próprio adulto a sair pelas ruas cometendo desatinos. Podem ser contados nos dedos os programas que acalmem o telespectador, que direcionem para as boas ações.

      Em segundo lugar, verifica-se que a maioria das mães não está dentro de casa para educar os filhos, o que tem sido, aliás, fator determinante para a sua desestruturação. Com as dificuldades financeiras por que passa grande parte das famílias, a mulher precisou sair para trabalhar e ajudar nas despesas do lar. Sua saída embora positiva por um lado, por outro foi desastrosa, pois os filhos ficaram a mercê das empregadas ou até sozinhos em grande parte dos casos. Isso significa que a educação ficou por conta de pessoas que não tem condições nem motivo para educar, ou ainda, por conta deles próprios. A criança passou a ter liberdade para fazer o que bem quer; os pais, por seu turno, com sentimento de culpa por se encontrarem somente à noite com os filhos, não lhes impõem limites, e tudo fica por isso mesmo.

      Por fim, outro dado que se destaca é a separação tão frequente dos casais hoje em dia. Marido e mulher já não estão tendo paciência para enfrentar os problemas, os desentendimentos, o dia-a-dia complicado que é viver em família; por qualquer coisa um pouco mais grave estão desfazendo o compromisso e indo cada um para o seu lado. Com isso, ficam os filhos normalmente com a mãe e vendo o pai apenas uma vez por semana. A mãe, como já se comentou, passa a maior parte do tempo trabalhando, o que faz com que a convivência seja mínima. Mais uma vez está a criança sozinha, agora encontrando somente um dos pais, no final do dia, a atenção, se for o caso.

      Em vista de tudo isso, pergunta-se o que pensa essa criança durante o dia inteiro, como ela encara a vida, que noção tem de certo e de errado, que sentimentos tem no coração. A mãe não está em casa; não pode, portanto, ensiná-la, orientá-la. O pai só a vê no fim de semana, o que o fará sentir-se culpado e o impedirá de ministrar qualquer ensinamento. Sobra-lhe a TV amiga das horas de solidão, a passar mensagens de violência e mais violência. Com essa vida, é difícil seguir outro caminho.

                                                                         (Lucia Helena Gouvêa, 2004)

“O pai só a vê no fim de semana, O QUE O FARÁ SENTIR-SE CULPADO (...)."


A oração em destaque classifica-se como:

  • A oração relativa substantiva.
  • B oração relativa explicativa
  • C oração relativa apositiva.
  • D oração relativa cortadora.
  • E oração relativa restritiva
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     "O certo a ser feito": as marcas do utilitarismo no nosso dia-a-dia

                               Por Carlos Henrique Cardoso


      Ultimamente tenho analisado e refletido sobre a situação política do país e sua judicialização. E enxergo muito dos princípios do utilitarismo instaurados nos desejos de boa parte dos cidadãos. Enxergo o que? Como assim?

      O utilitarismo é uma teoria social desenvolvida pelo jurista, economista, e filósofo Jeremy Bentham, lá pelos fins do século XVIII e início do XIX. Essa teoria também foi objeto de estudo do filósofo John Stuart Mill. Tem como princípio a busca do prazer e da felicidade, mas também satisfazer os indivíduos na coletividade, almejando benefícios, onde as leis seriam socialmente úteis e as escolhas mais corretas. Alguns testes e dinâmicas de grupo também utilizam conceitos de base utilitarista, pautadas nas melhores escolhas para cada situação posta com a finalidade de encontrarmos um bem comum a todos.

      Um exemplo. No único hospital de uma pequena cidade, há apenas uma máquina de hemodiálise e quatro doentes renais. As características sociais, econômicas, profissionais, familiares, e pessoais de cada um são apresentadas e faz-se a pergunta: qual deles merece ser salvo para que possa utilizar o equipamento? Após um pequeno debate, chega-se à conclusão e as razões para que aquele felizardo seja o escolhido. Ou seja, o intuito é tomar decisões para obter o melhor resultado para todos.

      O utilitarismo pode ser transposto para o nosso cotidiano e sua doutrina ética pode estar incrustada em vários fatos e decisões. Sua aplicação pode ser considerável diante de fatores que venham a ocorrer e se tornar aceitável para diversos setores sociais.

      Digamos que comecem a aparecer pessoas feridas por rajadas de metralhadora nas ruas de um município e que muitos testemunharam um homem portando essa arma por aí. As autoridades partem a sua busca, mas não o encontram em lugar nenhum. E novas pessoas são baleadas. Com o rumo das investigações, familiares do suspeito são localizados. Como não informam seu paradeiro, os policiais passam a torturar seus pais, irmãos, e outros parentes a fim de obterem respostas ou pistas para sua descoberta. Dias depois, o “louco da metralhadora” é encontrado. A tortura é proibida por lei, mas sua utilização foi justificada pelo bem-estar público, ou seja, “o certo a ser feito”. Um cálculo que foi interpretado como moralmente aceitável por muitos que consideram aquela postura adequada para que mais ninguém fosse alvejado. Mesmo que jamais fosse preciso tomar tal atitude para um crime ser desvendado. Um princípio utilitarista.

      E assim observo muitas atitudes manifestadas por seguimentos de nossa população. Na véspera da decisão do Supremo Tribunal Federal em conceder ou não o Habeas Corpus para o ex-presidente Lula, grupos pediam que o STF não concedesse o HC porque Lula “tinha que ser preso”, pois já havia sido condenado. Apesar do HC ser um quesito legal, o desejo de prisão parecia ser maior que a virtude da lei. O que imperava era a vontade popular, o desejo de ver alguém que aprenderam a detestar, encarcerado. Importava menos o previsto em lei e mais “a voz das ruas”.

      Declarações de ministros e ex-ministros do STF engrossaram os manifestos. “Temos que ouvir a voz das ruas”, “o sentimento social”, e “o clamor popular” foram termos utilizados pelos ocupantes da Suprema Corte. Apesar das decisões judiciais não serem pautadas, obviamente, pelas vontades do povo profissionais que interpretam as leis não podem estimular aproximações demasiadas entre “as ruas” e os juízes, como termômetro a medir algum “choque térmico” entre a conclusão dos processos e os anseios sociais amparados pelas paixões e ódios. Uma linha tênue entre a lei e “o certo a ser feito”. Reflexões realizadas no calor dos acontecimentos podem influenciar atos finais moralmente justificáveis. Um receio calcado em posturas utilitaristas.

      Essas condutas são visíveis quando qualificam defensores dos Direitos Humanos – que seguem resoluções ratificadas por órgãos internacionais – como “defensores de bandidos”. Isso porque “o pessoal” dos Direitos Humanos defendem medidas previstas em leis e na Constituição Federal. Curioso que muitos dos críticos se referem aos Direitos Humanos como se fosse uma ONG, uma entidade representativa, com CNPJ, sede, funcionários (“o pessoal”) que se reúnem frequentemente em torno de uma grande mesa e passam a discutir políticas de apoio a assassinos, estupradores, e ladrões – uma espécie de “Greenpeace” voltado para meliantes. Com isso, proporcionam reflexões equivocadas sobre como devem ser tratados detentos, como a justiça deve agir com acusados de crime hediondo, ou como nossos policiais devem ser protegidos em autos de resistência ou intervenções repressoras. Tudo para alcançar o bem-estar social e “o certo a ser feito”. E a lei? Que se lasque!! Atos para que o “cidadão de bem” fique protegido das mazelas sociais e que se cumpra a vontade popular acima de qualquer artigo, parágrafo, inciso, ou decreto. Enquanto não se reestrutura o nosso defasado Código Penal, podemos bradar juntos as delicias de um Estado Utilitarista.

https://www.soteroprosa.com/inicio/author/Carlos-Henrique-Cardoso. Acessado em 28/01/2019 (Com adaptação)

“Sua aplicação pode ser considerável diante de fatores que venham a ocorrer e se tornar aceitável para diversos setores sociais.” (4º parágrafo).


O elemento grifado no período acima pode ser substituído, preservando-se a correção gramatical e o sentido, por:

  • A aos quais
  • B cujos
  • C os quais
  • D de que
  • E nos quais
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Texto: É brincando que se aprende


      O professor Pardal gostava muito do Huguinho, do Zezinho e do Luizinho e queria fazê-los felizes. Inventou, então, brinquedos que os fariam felizes para sempre, brinquedos que davam certo sempre: uma pipa que voava sempre, um peão que rodava sempre e um taco de beisebol que acertava sempre na bola. Os três patinhos ficaram felicíssimos ao receber os presentes e se puseram logo a brincar com seus brinquedos que funcionavam sempre.

      Mas a alegria durou pouco. Veio logo o enfado. Porque não existe nada mais sem graça que um brinquedo que dá certo sempre. Brinquedo, para ser brinquedo, tem de ser um desafio. Um brinquedo é um objeto que, olhando para mim, me diz: “Veja se você pode comigo!”. O brinquedo me põe à prova. Testa as minhas habilidades. Qual é a graça de armar um quebra-cabeça de 24 peças? Pode ser desafio para uma criança de 3 anos, mas não para mim. Já um quebra-cabeça de 500 peças é um desafio. Eu quero juntar as suas peças! Para isso, sou capaz de gastar meus olhos, meu tempo, minha inteligência, meu sono.

      Qualquer coisa pode ser um brinquedo. Não é preciso que seja comprado em lojas. Na verdade, muitos dos brinquedos que se vendem em lojas não são brinquedos precisamente por não oferecerem desafio algum.

      Que desafio existe numa boneca que fala quando se aperta a sua barriga? Que desafio existe num carrinho que anda ao se apertar um botão? Como os brinquedos do professor Pardal, eles logo perdem a graça. Mas um cabo de vassoura vira um brinquedo se ele faz um desafio: “Vamos, equilibre-me em sua testa!”. Quando era menino, eu e meus amigos fazíamos competições para saber quem era capaz de equilibrar um cabo de vassoura na testa por mais tempo. O mesmo acontece com uma corda no momento em que ela deixa de ser coisa para se amarrar e passa a ser coisa de se pular.

      Laranjas podem ser brinquedos? Meu pai era um mestre em descascar laranjas sem arrebentar a casca e sem ferir a fruta. Para o meu pai, a laranja e o canivete eram brinquedos. Eu olhava para ele e tinha inveja. Assim, tratei de aprender. E ainda hoje, quando vou descascar uma laranja, ela vira brinquedo nas minhas mãos ao me desafiar: “Vamos ver se você é capaz de tirar a minha casca sem me ferir e sem deixar que ela arrebente”.

       Para um alpinista, o Aconcágua é um brinquedo: é um desafio a ser vencido. Mas um morrinho baixo não é brinquedo porque é muito fácil – não é desafio. Ao escalar o Aconcágua, ele está medindo forças com a montanha ameaçadora! Pelo desafio dos picos, os alpinistas arriscam as suas vidas, e muitos morrem. Parodiando o Riobaldo: “Brincar é muito perigoso...”.

      Há brinquedos que são desafios ao seu corpo, à sua força, à sua habilidade, à sua paciência. E há brinquedos que são desafios à inteligência. A inteligência gosta de brincar. Brincando, ela salta e fica mais inteligente ainda. Brinquedo é tônico para a inteligência. Mas se ela tem de fazer coisas que não são desafio, ela fica preguiçosa e emburrecida.

      Todo conhecimento científico começa com um desafio: um enigma a ser decifrado! A natureza desafia: “Veja se você me decifra!”. E aí os olhos e a inteligência do cientista se põem a trabalhar para decifrar o enigma. Assim aconteceu com Johannes Kepler (15711630), cuja inteligência brincava com o movimento dos planetas. Assim aconteceu com Galileu Galilei (1564-1642), que, ao observar a natureza, tinha a suspeita de que ela falava uma linguagem que ele não entendia. Pôs-se, então, a observar e a pensar (ciência se faz com essas duas coisas, olho e cérebro!) até que decifrou o enigma: a natureza fala a linguagem da matemática! E até hoje os cientistas continuam a brincar o mesmo brinquedo descoberto por Galileu.

      Aconteceu assim também com um monge chamado Gregor Johann Mendel (1882-1962). No seu mosteiro havia uma horta onde cresciam ervilhas. Os outros monges, vendo as ervilhas, pensavam em sopa. Mas Mendel percebeu que elas escondiam um segredo. E ele tanto fez que acabou por descobrir o segredo que nos revelou o incrível mundo da genética. E não é esse mesmo jogo que faz a criança que está começando a aprender a ler? Ela olha para as letras-ervilhas e tenta decifrar a palavra que elas formam. Tudo é brinquedo!

Rubem Alves
https://institutorubemalves.org.br/wp-content/uploads/2018/08/2002.12.17.pdf

A palavra para traz a ideia de finalidade no seguinte fragmento de texto:

  • A “Pode ser desafio para uma criança de 3 anos...”
  • BPara isso, sou capaz de gastar meus olhos...”
  • C “Um brinquedo é um objeto que, olhando para mim...”
  • DPara um alpinista, o Aconcágua é um brinquedo...”
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Texto: É brincando que se aprende


      O professor Pardal gostava muito do Huguinho, do Zezinho e do Luizinho e queria fazê-los felizes. Inventou, então, brinquedos que os fariam felizes para sempre, brinquedos que davam certo sempre: uma pipa que voava sempre, um peão que rodava sempre e um taco de beisebol que acertava sempre na bola. Os três patinhos ficaram felicíssimos ao receber os presentes e se puseram logo a brincar com seus brinquedos que funcionavam sempre.

      Mas a alegria durou pouco. Veio logo o enfado. Porque não existe nada mais sem graça que um brinquedo que dá certo sempre. Brinquedo, para ser brinquedo, tem de ser um desafio. Um brinquedo é um objeto que, olhando para mim, me diz: “Veja se você pode comigo!”. O brinquedo me põe à prova. Testa as minhas habilidades. Qual é a graça de armar um quebra-cabeça de 24 peças? Pode ser desafio para uma criança de 3 anos, mas não para mim. Já um quebra-cabeça de 500 peças é um desafio. Eu quero juntar as suas peças! Para isso, sou capaz de gastar meus olhos, meu tempo, minha inteligência, meu sono.

      Qualquer coisa pode ser um brinquedo. Não é preciso que seja comprado em lojas. Na verdade, muitos dos brinquedos que se vendem em lojas não são brinquedos precisamente por não oferecerem desafio algum.

      Que desafio existe numa boneca que fala quando se aperta a sua barriga? Que desafio existe num carrinho que anda ao se apertar um botão? Como os brinquedos do professor Pardal, eles logo perdem a graça. Mas um cabo de vassoura vira um brinquedo se ele faz um desafio: “Vamos, equilibre-me em sua testa!”. Quando era menino, eu e meus amigos fazíamos competições para saber quem era capaz de equilibrar um cabo de vassoura na testa por mais tempo. O mesmo acontece com uma corda no momento em que ela deixa de ser coisa para se amarrar e passa a ser coisa de se pular.

      Laranjas podem ser brinquedos? Meu pai era um mestre em descascar laranjas sem arrebentar a casca e sem ferir a fruta. Para o meu pai, a laranja e o canivete eram brinquedos. Eu olhava para ele e tinha inveja. Assim, tratei de aprender. E ainda hoje, quando vou descascar uma laranja, ela vira brinquedo nas minhas mãos ao me desafiar: “Vamos ver se você é capaz de tirar a minha casca sem me ferir e sem deixar que ela arrebente”.

       Para um alpinista, o Aconcágua é um brinquedo: é um desafio a ser vencido. Mas um morrinho baixo não é brinquedo porque é muito fácil – não é desafio. Ao escalar o Aconcágua, ele está medindo forças com a montanha ameaçadora! Pelo desafio dos picos, os alpinistas arriscam as suas vidas, e muitos morrem. Parodiando o Riobaldo: “Brincar é muito perigoso...”.

      Há brinquedos que são desafios ao seu corpo, à sua força, à sua habilidade, à sua paciência. E há brinquedos que são desafios à inteligência. A inteligência gosta de brincar. Brincando, ela salta e fica mais inteligente ainda. Brinquedo é tônico para a inteligência. Mas se ela tem de fazer coisas que não são desafio, ela fica preguiçosa e emburrecida.

      Todo conhecimento científico começa com um desafio: um enigma a ser decifrado! A natureza desafia: “Veja se você me decifra!”. E aí os olhos e a inteligência do cientista se põem a trabalhar para decifrar o enigma. Assim aconteceu com Johannes Kepler (15711630), cuja inteligência brincava com o movimento dos planetas. Assim aconteceu com Galileu Galilei (1564-1642), que, ao observar a natureza, tinha a suspeita de que ela falava uma linguagem que ele não entendia. Pôs-se, então, a observar e a pensar (ciência se faz com essas duas coisas, olho e cérebro!) até que decifrou o enigma: a natureza fala a linguagem da matemática! E até hoje os cientistas continuam a brincar o mesmo brinquedo descoberto por Galileu.

      Aconteceu assim também com um monge chamado Gregor Johann Mendel (1882-1962). No seu mosteiro havia uma horta onde cresciam ervilhas. Os outros monges, vendo as ervilhas, pensavam em sopa. Mas Mendel percebeu que elas escondiam um segredo. E ele tanto fez que acabou por descobrir o segredo que nos revelou o incrível mundo da genética. E não é esse mesmo jogo que faz a criança que está começando a aprender a ler? Ela olha para as letras-ervilhas e tenta decifrar a palavra que elas formam. Tudo é brinquedo!

Rubem Alves
https://institutorubemalves.org.br/wp-content/uploads/2018/08/2002.12.17.pdf

Foge à norma padrão da língua a seguinte frase:

  • A Tudo são brinquedos.
  • B Ao receberem os brinquedos, os patinhos se entusiasmaram.
  • C Existem brinquedos que são extremamente desafiadores.
  • D Vamos, me equilibra na sua testa!

Noções de Informática

11

Considerando uma apresentação com 10 slides no Microsoft PowerPoint 201 0, em sua configuração padrão, sendo que o slide ativo é o slide 10 e ele está oculto, assim como o slide 1 também está oculto, assinale a alternativa correta.

  • A Ao pressionar as teclas SHIFT+F5 para iniciar o modo de apresentação, a apresentação inicia-se pelo slide 11.

  • B Ao pressionar as teclas SHIFT+F5 para iniciar o modo de apresentação, a apresentação inicia-se pelo slide 1.

  • C Ao pressionar a tecla F5 para iniciar o modo de apresentação, a apresentação inicia-se pelo slide 1.
  • D Ao pressionar a tecla F5 para iniciar o modo de apresentação, a apresentação inicia-se pelo slide 10.
  • E Ao pressionar a tecla F5 para iniciar o modo de apresentação, a apresentação inicia-se pelo slide 2.

12

Têm-se os seguintes recursos para aplicar na edição de um texto.


I - Formatação em negrito

II - Localizar e substituir

III - Alterar a fonte de letra


Considerando os aplicativos Bloco de Notas e WordPad, em um computador com Microsoft Windows 7, em sua configuração original, assinale a alternativa que indica corretamente onde cada recurso, de I a III, pode ser aplicado.

  • A I - Ambos; II - ambos; III - ambos.
  • B I - Wordpad, apenas; II - ambos; III - ambos.
  • C I - Ambos; II - ambos; III - Bloco de Notas, apenas.
  • D I - Bloco de Notas, apenas; II - WordPad, apenas; III - ambos.
  • E I - Wordpad, apenas; II - Wordpad, apenas; III - Wordpad, apenas.
13

Analise as seguintes afirmativas abaixo sobre as formas de salvar um documento no Writer pertencente ao pacote LibreOffice.


I - Pressione Control + S

II - Clique no botão Salvar na barra de ferramenta principal.

III- Escolha Editar → Salvar


Estão CORRETAS as afirmativas:

  • A I e II apenas.
  • B I e III, apenas.
  • C I apenas.
  • D II e III apenas.
  • E I, II e III.
14

Acerca de criptografia e segurança da informação na internet, assinale a alternativa correta.

  • A A data correta do computador impede que certificados válidos sejam considerados confiáveis.
  • B A assinatura digital permite comprovar a autenticidade e a integridade de uma informação.
  • C O certificado eletrônico é um registro digital composto por um conjunto de dados que distingue uma entidade e associa a ela uma chave privada.
  • D Chave é o meio adotado para a troca de informações.
  • E Criptografia é utilizada somente para enviar uma mensagem que deve ser lida por um destinatário específico.
15

Um spyware é um programa desenvolvido para monitorar as atividades de um sistema e enviar as informações coletadas para terceiros. Com relação a esse assunto, assinale a alternativa correspondente a um programa que pode ser classificado como um spyware.

  • A Rootkit
  • B Backdoor
  • C Adware
  • D Vírus
  • E Worms

Raciocínio Lógico

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Sabe-se que as sequências S1 e S2 abaixo são diretamente proporcionais (x > 0), isto é, a razão entre os elementos correspondentes das duas sequências é constante:


Sequência S1: {4, x, 16, ...}

Sequência S2: {x, 9, y, ...}


O valor de y é igual a

  • A 15.
  • B 9.
  • C 12.
  • D 6.
  • E 24.
17

Em uma sorveteria um cliente declara: “Se eu não comer sorvete de baunilha, então não comerei de flocos, mas comerei de chocolate”.


Assinale a alternativa que faz com que a declaração do cliente seja falsa.

  • A O cliente comeu sorvete de baunilha.
  • B O cliente comeu sorvete de baunilha e comeu sorvete de flocos.
  • C O cliente comeu sorvete de baunilha, comeu sorvete de flocos e não comeu sorvete de chocolate.
  • D O cliente não comeu sorvete de baunilha, mas não comeu sorvete de chocolate.
  • E O cliente não comeu sorvete de baunilha, mas comeu sorvete de chocolate.
18

Ângela, Bruna, Carol e Denise são quatro amigas com diferentes idades. Quando se perguntou qual delas era a mais jovem, elas deram as seguintes respostas:


• Ângela: Eu sou a mais velha;

• Bruna: Eu sou nem a mais velha nem a mais jovem

• Carol: Eu não sou a mais jovem

• Denise: Eu sou a mais jovem.


Sabendo que uma das meninas não estava dizendo a verdade, a mais jovem e a mais velha, respectivamente, são:

  • A Bruna é a mais jovem e Ângela é a mais velha.
  • B Ângela é a mais jovem e Denise é a mais velha.
  • C Carol é a mais jovem e Bruna é a mais velha.
  • D Denise é a mais jovem e Carol é a mais velha.
  • E Carol é a mais jovem e Denise é a mais velha.
19

Sejam dadas as proposições simples abaixo:


A: Campo Grande é a capital de Mato Grosso do Sul.

B: Jair Bolsonaro foi eleito Presidente do Brasil nas eleições de 2018.


Considerando os valores lógicos de A e B, pode-se afirmar que:

  • A a condicional A →B é verdadeira.
  • B a bicondicional A ↔ B é falsa.
  • C a conjunção (e) entre ambas é falsa.
  • D a disjunção (ou) entre ambas é falsa.
  • E a disjunção exclusiva (ou...ou) é verdadeira.
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Se Paulo colar na prova de Matemática, então ele será punido. Contudo, Paulo não colou na prova de Matemática. Dessa maneira, podemos afirmar, com toda certeza, que:

  • A Paulo não será punido.
  • B Paulo será punido.
  • C Paulo colou na prova de Matemática.
  • D Alguém colou na prova de Matemática.
  • E Alguém não colou na prova de Matemática.

Direito Administrativo

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Considere que em determinado certame instaurado pelo Município tenha sido exigida dos licitantes a apresentação de metodologia de execução. Tal circunstância significa, necessariamente, que

  • A foi adotada a pré-qualificação dos licitantes, com o credenciamento como procedimento substitutivo da modalidade licitatória ordinariamente aplicável.
  • B o critério de julgamento adotado foi o de melhor técnica, utilizando-se a pontuação obtida com a metodologia apresentada.
  • C se trata de licitação do tipo técnica e preço, devendo a metodologia de execução ser avaliada após a apresentação da proposta econômica.
  • D foi dispensada, na fase de habilitação, a apresentação de atestados, utilizando-se os elementos constantes da metodologia para fins de aferição da qualificação técnica.
  • E o objeto licitado consiste em obras, serviços ou compras de grande vulto, de alta complexidade técnica, devendo a metodologia ser avaliada exclusivamente por critérios objetivos.
22

Diante da prática de um ato tipificado pela Lei de Improbidade Administrativa em uma das modalidades desse ilícito,

  • A fica obstado o processamento de infração criminal, tendo em vista que a identidade dos fatos que dariam ensejo a essa conduta antijurídica acarretaria dupla penalidade.
  • B não fica impedido o processamento de processos em outras esferas, seja administrativa, seja criminal, tendo em vista que uma mesma conduta pode dar ensejo a mais de uma antijuridicidade.
  • C cabe a apuração e processamento da conduta na esfera, para fins de aplicação de sanção de improbidade em processo administrativo.
  • D a depender do vínculo travado entre o autor e a Administração pública, poderá ser considerado sujeito ativo da conduta, pois o servidor celetista, por exemplo, somente pode ser processado e julgado por conduta dolosa.
  • E o funcionário público estatutário poderá ser afastado de suas funções, o que não se aplica aos servidores celetistas, porque estes não têm estabilidade, podendo ser demitidos imotivadamente.
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Analise as modalidades de licitação abaixo, segundo a Lei 8.666/1993:


1. Convite é a modalidade de licitação entre interessados devidamente cadastrados ou que atenderem a todas as condições exigidas para cadastramento até o terceiro dia anterior à data do recebimento das propostas, observada a necessária qualificação.

2. Concorrência é a modalidade de licitação entre quaisquer interessados que, na fase inicial de habilitação preliminar, comprovem possuir os requisitos mínimos de qualificação exigidos no edital para execução de seu objeto.

3. Tomada de preços é a modalidade de licitação entre interessados do ramo pertinente ao seu objeto, cadastrados ou não, escolhidos e convidados em número mínimo de 3 pela unidade administrativa, a qual afixará, em local apropriado, cópia do instrumento convocatório e o estenderá aos demais cadastrados na correspondente especialidade que manifestarem seu interesse com antecedência de até 24 horas da apresentação das propostas.


Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.

  • A É correta apenas a afirmativa 2.
  • B São corretas apenas as afirmativas 1 e 2.
  • C São corretas apenas as afirmativas 1 e 3.
  • D São corretas apenas as afirmativas 2 e 3.
  • E São corretas as afirmativas 1, 2 e 3.
24

De acordo com a Lei 8.666/1993, a execução indireta é aquela que o órgão ou entidade contrata com terceiros sob alguns regimes.


Assinale a alternativa correta em relação ao assunto.

  • A Empreitada por preço unitário - quando se ajusta mão-de-obra para pequenos trabalhos por preço certo, com ou sem fornecimento de materiais.
  • B Empreitada por preço global - quando se contrata a execução da obra ou do serviço por preço certo e total.
  • C Empreitada parcial - quando se contrata uma empresa que fornecerá somente os materiais.
  • D Empreitada integral - quando se contrata a execução da obra ou do serviço por preço certo de unidades determinadas.
  • E Tarefa - quando se contrata um empreendimento em sua integralidade, compreendendo todas as etapas das obras, serviços e instalações necessárias, sob inteira responsabilidade da contratada.
25
Na descentralização, o Estado distribui algumas de suas atribuições para outras pessoas, físicas ou jurídicas. A descentralização administrativa pode ocorrer por serviços ou por colaboração. A respeito da delegação por colaboração, é correto afirmar:
  • A Transfere a titularidade e execução do serviço por prazo .indeterminado e possui controle finalístico.
  • B O controle é rígido e amplo e transfere a titularidade e execução do serviço.
  • C Transfere a titularidade e execução do serviço por lei e por prazo indeterminado.
  • D Transfere apenas a execução do serviço por contrato por tempo determinado e por ato unilateral por tempo indeterminado.
  • E O controle se dá por tutela ou supervisão e transfere apenas a execução do serviço por contrato por tempo indeterminado.
26

O aplicativo Whatsapp, comprado por Mark Zuckerberg, fundador do Facebook, tem sido largamente utilizado nas organizações, como forma de comunicação mais ágil, se consolidando como forma poderosa de comunicação oficial, inclusive no Poder Judiciário, onde está sendo utilizado para realizar citações judiciais. Segundo a revista EXAME, publicada esta semana, o IBGE constatou que 95% dos brasileiros que têm celular já utilizam o Whatsapp, inclusive para comunicar assuntos do trabalho.

Enunciado baseado na Revista EXAME – Janeiro de 2019 – disponível em https://exame.abril.com.br/negocios/como-suaempresa-pode-prevenir-o-mau-uso-do-whatsapp/


Sobre o processo de comunicação no Whatsapp nas empresas públicas, considere a hipótese abaixo:

Carlos captura um print tratando de questões internas e sigilosas, porém lícitas de seu setor, na instituição federal onde presta serviço, e envia para um cidadão que declaradamente é inimigo pessoal da autoridade máxima do órgão. Pode-se dizer que à luz dos princípios expressos no art. 37, da Constituição Federal, o ato de Carlos afronta:

  • A a eficiência, somente.
  • B a publicidade e a legalidade.
  • C a moralidade e a transparência.
  • D a probidade e a boa fé.
  • E a legalidade, a moralidade e a impessoalidade.
27

O agente público federal, na administração da res publica, usando das prerrogativas legais de que é investido pelo poder público, pode praticar atos e celebrar contratos administrativos, desde que seja competente para isto, formalizando atos e contratos como prescrito em lei e motivando-os adequadamente. A partir deste pressuposto, os atos e contratos da administração guardam diferenças importantes, a exemplo da unilateralidade dos atos, e da bilateralidade dos contratos. Considerando estes aspectos basilares, considere o seguinte case hipotético:


Maria dos Anjos é agente pública federal, e realiza, no mesmo dia de trabalho, à frente da administração de um departamento de gestão de pessoas:


I. O despacho deferindo o gozo de licença para tratar de interesses particulares pelo período de 2 anos, requerida por um servidor de sua equipe com base no artigo 91, caput, da Lei 8.112/90, e dispondo, no referido despacho, que a licença deferida poderá ser interrompida, a qualquer tempo, a pedido do servidor ou por interesse do serviço.

II. A elaboração de documento oficial de instrução administrativa, informando a lentidão da prestação de um ciclo de treinamentos a ser realizado pela empresa contratada CAPACITA T&D a 300 servidores do órgão, em razão de três adiamentos solicitados pela contratada, sem qualquer justificativa. A agente formaliza a informação, motivando-a com base no art. 78, III, da Lei 8.666/93.


Considerando a natureza das atividades de Maria dos Anjos, pode-se afirmar que o despacho (I) é um (________) administrativo, e está balizado pela (___________), podendo ser (_________) pelo poder público, e que a elaboração do documento instrutório (II), informando o atraso da empresa contratada, visa comprovar a impossibilidade de execução do (______) administrativo, e está orientado pela (__________), podendo ser (_____________) pelo poder público.


Assinale a alternativa CORRETA que complementa corretamente as lacunas do enunciado acima:

  • A Contrato – legalidade – anulado – Ato – discricionariedade – revogado
  • B Contrato – legalidade – revogado – Ato – obrigatoriedade – anulado
  • C Ato – discricionariedade – revogado – contrato – conveniência e oportunidade da administração pública – rescindido
  • D Ato – obrigatoriedade – anulado – ato – obrigatoriedade – revogado
  • E Ato – legitimidade – revogado – contrato – discricionariedade – revogado
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Agentes Públicos são todas as pessoas físicas incumbidas de exercer alguma função estatal, seja de forma definitiva ou de forma transitória, esses agentes desempenham suas funções nos órgãos aos quais estão vinculados, vale ressaltar que, os cargos e as funções são independentes dos agentes. Em relação aos agentes públicos, assinale a alternativa CORRETA:

  • A Agentes honoríficos: são os agentes públicos que se vinculam à Administração Pública Direta ou às Autarquias por relações profissionais. Sujeitam-se à hierarquia funcional; são funcionários públicos com regime jurídico único (estatutários); Respondem por simples culpa ou dolo pelos atos ilícitos civis, penais ou administrativos que praticarem; Funcionários de para-estatais: não são agentes administrativos, todavia seus dirigentes são considerados funcionários públicos; Funcionários das Fundações Públicas: são agentes administrativo.
  • B Agentes Credenciados: são particulares que, por delegação do Estado, executam atividade ou serviço público, em nome próprio, por conta e risco, mas sempre sob a fiscalização da administração pública. Apesar de colaborarem com o Poder Público, os agentes delegados não são considerados servidores públicos, pois não atuam em nome do Estado. A remuneração que recebem não é paga pelos cofres públicos, mas sim pelos usuários do serviço. São os concessionários e permissionários de serviços públicos, os leiloeiros, os tradutores públicos, entre outros.
  • C Agentes políticos: exercem atribuições constitucionais. Ocupam os cargos dos órgãos independentes (que representam os poderes do Estado) e dos órgãos autônomos (que são os auxiliares imediatos dos órgãos independentes). Exs.: Presidente da República, Senadores, Governadores, Deputados, Prefeitos, Juízes, Ministros, etc. Exercem funções e mandatos temporários; Não são funcionários nem servidores públicos, exceto para fins penais, caso cometam crimes contra a Administração Pública.
  • D Agentes delegados: os agentes credenciados são os que recebem a incumbência da administração para representá-la em determinado ato ou praticar certa atividade, mediante remuneração do Poder Público credenciante. Como exemplo, podemos citar quando é atribuída a alguma pessoa a tarefa de representar o Brasil em determinado evento internacional.
  • E Agentes administrativos: so cidadãos requisitados ou designados, em função da sua honra, de sua condição cívica para, transitoriamente, colaborarem com o Estado mediante a prestação de serviços específicos, não possuindo qualquer tipo de vínculo com a administração, atuando usualmente sem remuneração. Enquanto desempenham a função pública, ficam momentaneamente inseridos na hierarquia do órgão. Exemplos de agentes honoríficos são os jurados, mesários eleitorais e os membros dos Conselhos Tutelares.

Ética na Administração Pública

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É dever do servidor público, EXCETO:

  • A ter consciência de que seu trabalho é regido por princípios éticos que se materializam na adequada prestação dos serviços públicos.
  • B tratar cuidadosamente os usuários dos serviços aperfeiçoando o processo de comunicação e contato com o público.
  • C facilitar a fiscalização de todos atos ou serviços por quem de direito.
  • D comunicar, em até 48 horas, a seus superiores todo e qualquer ato ou fato contrário ao interesse público, exigindo as providências cabíveis.
  • E ser assíduo e frequente ao serviço, na certeza de que sua ausência provoca danos ao trabalho ordenado, refletindo negativamente em todo o sistema.

Direito Administrativo

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De acordo com o STF, a competência das agências reguladoras para editar atos normativos que visem à organização e à fiscalização das atividades por elas reguladas representa o exercício de seu poder administrativo

  • A discricionário, que depende da conveniência e da oportunidade.
  • B de polícia, na sua função normativa, estando subordinado ao disposto na lei.
  • C normativo, que é dotado de autonomia com relação às competências definidas em lei.
  • D regulamentar, visando à normatização de situações concretas voltadas à atividade regulada.
  • E disciplinar, objetivando a punição do administrado pela prática de atividade contrária ao disposto no ato normativo.

Engenharia Agronômica (Agronomia)

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Analise as seguintes afirmativas sobre princípios de sensoriamento remoto e assinale com V as verdadeiras e com F as falsas.
( ) O incremento da resolução espacial da imagem implica no incremento da qualidade radiométrica da mesma. ( ) O comportamento espectral dos alvos terrestres é analisado pela resolução espectral da imagem. ( ) As imagens orbitais multiespectrais equivalem a imagens que apresentam diferentes bandas espectrais. ( ) O índice normalizado de diferença de vegetação (NDVI) é obtido pela combinação das bandas espectrais relativas à faixa do vermelho e do infravermelho próximo.
Assinale a sequência CORRETA.

  • A V F V F
  • B F V V V
  • C V F F V
  • D V V V F
32

Analise as seguintes afirmativas sobre variáveis visuais utilizadas na cartografia temática e assinale com V as verdadeiras e com F as falsas.
( ) Tamanho, Valor, Cor, Forma são variáveis visuais da cartografia temática. ( ) A variável visual Tamanho é empregada para representar e ilustrar dados quantitativos. ( ) As variáveis visuais Forma e Orientação são utilizadas para ilustrar dados qualitativos. ( ) Qualquer variável visual pode ser utilizada tanto para dados qualitativos como para dados quantitativos.
Assinale a sequência CORRETA.

  • A V V F F
  • B F V F V
  • C V F F V
  • D V V V F
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A Portaria MAPA n° 1.177, de 22 de dezembro de 2014, estabelece em seu artigo 11-A: Ficam priorizadas as análises técnicas dos pleitos dos produtos agrotóxicos e afins aplicáveis no controle, supressão ou erradicação da praga Helicoverpa armigera enquanto vigente a emergência fitossanitária. No âmbito da referida Portaria, há a necessidade de requerer a habilitação para controle emergencial da praga quarentenária, no uso do agrotóxico com o ingrediente ativo

  • A Chlorantraniliprole.
  • B Indoxacarb.
  • C Chlorfenapyr.
  • D Emamectin Benzoate.
  • E Bacillus thuringiensis.
34

A Instrução Normativa n° 1, de 5 de janeiro de 2009, aprova os Critérios e Procedimentos para Aplicação das Medidas Integradas em um Enfoque de Sistemas para o Manejo de Risco − SMR da Praga Mancha Preta ou Pinta Preta dos Citros − MPC Guignardia citricarpa Kiely (Phyllosticta citricarpa Van der Aa) em espécies do gênero Citrus destinadas à exportação e quando houver exigência do país importador.


Os critérios e procedimentos do SMR previstos nesta Instrução Normativa NÃO se aplicam aos frutos de citrus

  • A latifólia Tanaka (lima-ácida Tahiti).
  • B paradisi Macfadyen.
  • C aurantifolia Swingle.
  • D reticulata.
  • E limon L. Burmann f.
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Sobre a Permissão de Trânsito de Vegetais − PTV, considere:


I. É o documento emitido para acompanhar o trânsito da partida de plantas ou produtos vegetais.

II. Serve para subsidiar a emissão do Certificado Fitossanitário.

III. Serve para subsidiar a emissão do Certificado Fitossanitário de Reexportação.

IV. Apenas servirá para trânsito de plantas ou de produtos vegetais envolvendo o transporte interno rodoviário.

V. No caso de emissão manual, somente poderá ser emitida e assinada por um Engenheiro de Minas.


Está correto o que se afirma APENAS em

  • A I, II e V.
  • B I, II e III.
  • C I, IV e V.
  • D III, IV e V.
  • E II, III e V.
36

A Agência Estadual de Defesa Agropecuária do Maranhão definiu como pragas prioritárias aquelas de interesse econômico ou social que não estejam enquadradas como pragas quarentenárias, para as quais haja regulamentação e/ou ações em âmbito local.


Considere:


I. Ferrugem Asiática da Soja.

II. Nematoide do Cisto da Soja.

III. Ferrugem Alaranjada da Cana-de-açúcar.

IV. Bicudo do Algodoeiro.

V. Vespa da Galha do Eucalipto.


( ) Causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi. Provoca desfolha precoce, impedindo a completa formação dos grãos, com consequente redução da produtividade.

( ) Nematoide de Cisto de Soja − NCS (Heterodera glycines), foi detectado pela primeira vez no Brasil na safra de 1991/1992.

( ) Causada pelo fungo Puccinia kuehnii. Ataca certas variedades de Saccharum spp., interferindo na fotossíntese e na produtividade da planta.

( ) O Anthonomus grandis tem grande potencial de dano, com alta capacidade reprodutiva, elevado poder destrutivo, de difícil controle.

( ) Leptocybe invasa foi identificada no Brasil em meados de 2008. Desde de então se espalhou pelos principais Estados produtores, inclusive o Maranhão.


Associando as definições e seus significados, a sequência correta, de cima para baixo, é:

  • A V − I − II − III − IV
  • B I − II − III − IV − V
  • C III − II − I − IV − V
  • D IV − I − II − V − III
  • E II − III − I − IV − V
37

Os níveis são equipamentos que permitem definir com precisão um plano horizontal ortogonal à vertical definida pelo eixo principal do equipamento. Quanto ao funcionamento, os equipamentos podem ser classificados em ópticos, digitais e a laser. Os erros cometidos durante a determinação indireta de distâncias podem ser atribuídos a fatores relativos à leitura errônea dos fios estadimétricos inferior, médio e superior, provocados principalmente pela


I → distância entre o equipamento e a mira.

II → espessura dos traços do retículo.

III → maneira de como a régua está dividida e pela variação do seu comprimento.

IV → falta de experiência do operador.


Está(ão) correta(s)

  • A apenas II.
  • B apenas I e III.
  • C apenas II e IV.
  • D apenas I, III e IV.
  • E I, II, III e IV.
38

A conservação da qualidade e a redução de perdas quantitativas de grãos ao longo do tempo de armazenamento passam pelo monitoramento dos teores de água e da temperatura da massa de grãos. A aeração natural e o resfriamento artificial são as operações mais indicadas para a conservação da qualidade dos grãos armazenados.


Com base no exposto, considere as afirmativas a seguir.


I → Para realizar uma aeração natural em uma massa de grãos, é necessário levar em consideração as condições de temperatura e umidade relativa do ar ambiente, a temperatura e os teores de água da massa de grãos.

II → O resfriamento artificial de uma massa de grãos armazenada pode ser realizado em condições de temperaturas e umidades relativas do ar abaixo de 25°Ce60% , respectivamente.

III → As taxas de oxigênio interferem no processo respiratório dos grãos, que, quando armazenados em ambiente com resfriamento artificial abaixo de 15°C, têm os efeitos de deterioração amenizados.

IV → A redução da temperatura e do teor de água da massa de grãos, utilizando o resfriamento artificial, faz com que os grãos atinjam uma umidade equilíbrio higroscópio, recomendada para o seu armazenamentoseguro(11 a 13%).


Está(ão) correta(s)

  • A apenas I.
  • B apenas III.
  • C apenas II e IV.
  • D apenas I, II e III.
  • E I, II, III e IV.
39

Quanto ao método empregado na colheita, as colhedoras podem ser classificadas em: colheita por corte, arranquio, sucção, vibração e colheita no solo. Cada máquina, em função do método empregado na colheita, realiza diferentes processos.


São processos realizados pelas colhedoras combinadas de grãos:

  • A corte, vibração, transporte, separação e limpeza.
  • B arranquio, sucção, transporte, limpeza e separação.
  • C corte,transporte,trilha,separação e limpeza.
  • D arranquio, limpeza, trilha, vibração e separação.
  • E corte, arranquio, sucção, transporte e vibração.
40

Para poder comparar a potência de suas máquinas com outros recursos conhecidos, James Watt definiu a grandeza horsepower (HP), que, traduzida em termos mais atuais, equivaleria aproximadamente à capacidade de elevar a um metro de altura uma massa de cerca de 76 kg em um segundo. Ele fez essa comparação observando a capacidade que um cavalo tinha em levantar pesos; daí o nome horsepower, que significa poder ou potência de cavalo. Sabendo-se que 1 cv (cavalo-vapor) equivale a 0,98632 hp e considerando uma eficiência de transmissão de potência do motor para a barra de tração (BT) do trator de 80%, pergunta-se: qual a potência nominal (potência do motor, cv) de um trator cuja potência disponível na barra de tração é de 98,632 hp?

  • A 120
  • B 125
  • C 130
  • D 135
  • E 140
41

Os sistemas de irrigação podem ser divididos em duas categorias: irrigação por superfície e irrigação sob pressão ou pressurizada.


Sobre a irrigação pressurizada, assinale a alternativa correta.

  • A Para o dimensionamento da linha lateral de um sistema de irrigação poraspersão convencional, o cálculo da vazão que a linha conduzirá é efetuado pela multiplicação entre o número de aspersores na linha e o diâmetro da tubulação.
  • B Considerando um sistema de irrigação por pivô central em funcionamento, a lâmina de água aplicada é função apenas da velocidade de infiltração de água no solo.
  • C Na avaliação de um sistema de irrigação auto-propelido, a lâmina aplicada é medida em uma linha de coletores instalados perpendicularmente ao movimento do equipamento, localizada próximo à metade do comprimento total da faixa irrigada.
  • D O espaçamento entre gotejadores dependerá, principalmente, da vazão de água a ser irrigada, podendo formar um bulbo molhado ou uma faixa molhada contínua (recomendado para culturas mais espaçadas).
  • E No sistema de irrigação por aspersão convencional, para minimizar os efeitos do vento, é recomendada a utilização de aspersores com maior intensidade de aplicação, instalados com uma menor superposição (10%), em linhas laterais paralelas à direção do vento.
42

A compreensão do efeito das variáveis meteorológicas sobre o conforto térmico dos animais é uma das maiores preocupações para o dimensionamento de instalações que propiciem condições ambientais satisfatórias, visando ao máximo potencial produtivo.


Nesse contexto, assinale V (verdadeiro) ou F (falso) em cada afirmativa a seguir.


( ) O ambiente térmico engloba os efeitos da radiação solar, da temperatura do ar, da umidade relativa do ar e da velocidade do vento. A combinação da temperatura do ar com a umidade relativa do ar é a principal condicionante para conforto térmico dos animais, pois compromete a manutenção da homeotermia, considerada uma função vital alcançada por meio de processos sensíveis e latentes de perda de calor.

( ) A faixa de temperatura ambiental, em que o animal mantém praticamente constante a temperatura corporal, com o mínimo esforço dos mecanismos termorregulatórios, é denominada de Zona de Conforto Térmico (ZCT). A ZCT é em média 30% menor para animais recém-nascidos em comparação aos animais adultos.

( ) Para predizer o conforto térmico, o Índice de Temperatura e Umidade (ITU) é calculado a partir da temperatura do bulbo seco (Tbs) e da temperatura do bulbo úmido (Tbu) ou da umidade relativa do ar (UR). Portanto, para uma mesma temperatura de 31°C, se a UR aumentar de 50 para 80%, o ITU reduzirá de 84 para 79.


A sequência correta é

  • A V - V - F.
  • B F - F - V.
  • C F - V - V.
  • D V - F - V.
  • E V - F - F.
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Na implantação de uma lavoura de café, a principal preocupação é a utilização de mudas de boa qualidade, de uma cultivar adaptada à região de interesse, sementes de boa origem e cuidados na formação das mudas no viveiro.


Considerando a fase de formação de mudas, analise as afirmativas a seguir:


I. As sementes devem ser oriundas de plantas sadias e produtivas. Após o seu preparo e secagem (14%), devem ser utilizadas até, no máximo, seis meses após colhidas, quando armazenadas em ambiente natural.

II. No preparo das sementes, retira-se o pergaminho para acelerar o processo germinativo, sem prejuízos à integridade física da semente e do risco de ataque de fungos.

III. Para enchimento dos saquinhos é importante ter substrato de boa qualidade e sua desinfecção deve ser feita com brometo de metila.


Está CORRETO o que se afirma apenas em:

  • A I.
  • B II.
  • C II e III.
  • D I e III.
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Ao realizar o beneficiamento de uma amostra de 300 gramas de café em coco, obtiveram-se os seguintes resultados de classificação do café cru:


- Grãos beneficiados: 174 g; Grãos pretos: 0,5%; Moca: 5,2%; Quebrados: 10%.


Assinale a alternativa que apresenta CORRETAMENTE as condições de produção do lote, a partir dos resultados acima:

  • A Rendimento: 62%; colheita tardia; frio na floração; secagem muito rápida.
  • B Rendimento: 58%; colheita antecipada; altas temperaturas no campo; umidade dos grãos acima de 13%.
  • C Rendimento: 58%; colheita tardia; estresse de seca e calor no campo; umidade dos grãos abaixo de 11%.
  • D Rendimento: 54%; colheita antecipada; excesso de umidade no campo; umidade dos grãos abaixo de 11%.
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A qualidade do café é determinada com base na classificação física e no tipo de bebida pelo enquadramento do lote, segundo as normas estabelecidas pelo Ministério da Agricultura, por meio de Instruções Normativas.


Considerando essas instruções, marque a alternativa que apresenta CORRETAMENTE o melhor resultado da análise de um lote de café:

  • A Peneira: 17; Defeitos: 15%; Cor: verde amarelada; Bebida: mole.
  • B Peneira: 16; Defeitos: 10%; Cor: verde; Bebida: dura.
  • C Peneira: 17; Defeitos: 15%; Cor: verde amarelada; Bebida: riada.
  • D Peneira: 16; Defeitos: 15%; Cor: verde; Bebida: estritamente mole.
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As exigências nutricionais do cafeeiro variam de acordo com as fases de desenvolvimento da lavoura. Considerando os macronutrientes N, P e K, analise as afirmativas a seguir:


I. Nas lavouras em formação, que compreendem o primeiro e segundo anos, deve-se fazer as adubações em três parcelas e em cobertura com NPK.

II. Nas lavouras em produção, as doses de NPK são definidas com base nos resultados da análise química do solo ou de tecidos foliares e aplicadas em três parcelas.

III. Na implantação da lavoura de café, utiliza-se a dose total recomendada de P2O5 no enchimento da cova ou do sulco de plantio e, em cobertura, aplicam-se as doses de N e K2O em três parcelas.


Está CORRETO o que se afirma em:

  • A I, apenas.
  • B I e II, apenas.
  • C II e III, apenas.
  • D I, II e III.
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A despeito da planta de café ser considerada perene, ocorre a competição com plantas daninhas e os prejuízos na produtividade da lavoura dependem da idade das plantas de café, do arranjo espacial e da população de plantas.


Sobre esse assunto, analise as afirmativas abaixo:


I. No estado de maior produção de café do Brasil, o controle do mato deve ser concentrado na estação das chuvas, de outubro a março, pois nesse período haverá competição por nutrientes e luz, o que compromete o crescimento e a produção da planta do café.

II. A utilização de qualquer um dos métodos de controle das plantas invasoras por maior tempo é vantajosa, pois não acarreta desequilíbrio no ambiente e é mais eficiente.

III. Contrariando ao que se espera em eficiência e sustentabilidade, a utilização de herbicidas aplicados em pré-emergência é vantajosa em relação ao controle do mato com raçadoras.


Está CORRETO o que se afirma em:

  • A I e II, apenas.
  • B I e III, apenas.
  • C II e III, apenas.
  • D I, II e III.
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A bienualidade é um fenômeno que ocorre em todos os cafezais. Diversos fatores podem contribuir para essa ocorrência. Sobre a bienualidade, assinale a afirmativa CORRETA:

  • A A menor produtividade da safra seguinte decorre da falta de equilíbrio da disponibilidade de carboidratos e minerais quando a planta atinge a maturação fisiológica dos grãos.
  • B A maior demanda de nutrientes pelo cafeeiro está diretamente relacionada à carga de grãos na planta, mas depende das reservas de carboidratos armazenados em órgãos da planta.
  • C O desfolhamento da planta ocorre por diversas causas, como temperaturas elevadas, estresse hídrico, concomitantemente, a alta carga de grãos reduz a produção de grãos da safra seguinte.
  • D A bienualidade sempre ocorre independente da situação nutricional e do manejo do cafezal, pois, com maior produção, não ocorre crescimento vegetativo da planta.
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Nas condições brasileiras, a colheita do café é realizada de forma total, diferentemente do que se pratica na Colômbia, onde se fazem várias colheitas na mesma safra, chamada catação. A uniformidade de maturação depende do clima predominante na região onde se cultiva o café.


Considerando o período de indução floral até a formação do grão e maturação, é CORRETO afirmar:

  • A A indução da floração ocorre após a colheita e é influenciada pelo ambiente (chuvas e temperaturas) e pelo fotoperíodo curto.
  • B A indução da floração ocorre somente quando as gemas apresentam sensibilidade ao ambiente, que inclui fotoperíodo curto (menos de 14 horas), umidade adequada e temperaturas entre 18°C e 23°C.
  • C Após a indução floral, os primórdios florais desenvolvem-se por período definido e entram em dormência; somente voltam a crescer com a umidade adequada do solo.
  • D Os botões florais somente voltam a crescer após período de estresse de seca e baixa temperatura e quando a umidade do solo atinge níveis próximos à capacidade de campo.
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Em geral, o cafeeiro responde à adubação via foliar, sobretudo para alguns micronutrientes. Analise as afirmativas abaixo sobre a adubação via foliar:


I. As pulverizações com nutrientes, via foliar, no cafeeiro, devem ocorrer em horários de menor temperatura, porque a absorção pelos estômatos é maior.

II. A radiação solar excessiva e as altas temperaturas promovem o fechamento dos estômatos, porém não afetam a absorção de nutrientes via foliar.

III. Nas pulverizações com nutrientes, é importante acrescentar espalhante adesivo, visto que 90% da absorção se dá pela cutícula, que é protegida por ceras e polissacarídeos.


Está CORRETO o que se afirma apenas em:

  • A I.
  • B II.
  • C I e III.
  • D II e III.
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