Resolver o Simulado IDECAN

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Segurança da Informação

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“Refere-se ao esquema mais comum de rotação de mídias para backup. Foi originalmente concebido para execução de backup em fitas, mas funciona muito bem em qualquer estrutura de backup hierárquico. Seu método básico consiste em criar três conjuntos de backup, sendo um diário, um semanal e outro mensal.” Esse esquema de backup denomina-se:
  • A Fileset backup (FSB).
  • B SmallestVolume backup (SVB).
  • C Storage daemon backup (SDB).
  • D Grandfather-father-son backup (GFS).
2
Worms são programas que têm a capacidade de se propagar automaticamente pelas redes, enviando cópias de si mesmo, de computador para computador. São responsáveis por consumir muitos recursos devido à grande quantidade de cópias de si mesmo que costumam propagar, afetando consideravelmente o desempenho de redes e a utilização de computadores. Uma das formas de propagação e infecção dos worms é através da identificação dos computadores alvos, que pode ser realizada por diversos modos, EXCETO: 
  • A Varredura na rede e identificação dos computadores ativos.
  • B Utilização de listas predefinidas ou obtidas na internet contendo a identificação dos alvos.
  • C Utilização de informações contidas no computador infectado, como arquivos de configuração e listas de endereço de e-mail.
  • D Captura e armazenamento de informações digitadas pelo usuário no teclado do computador em arquivos de configuração que são utilizados para a identificação dos alvos.
3
O responsável pelas cópias de segurança do laboratório de uma faculdade realizou o seguinte procedimento: “Foram copiados apenas os dados criados ou alterados desde a data de realização do último backup normal. É importante salientar que todos os dados copiados nesta operação foram marcados”. Considerando as informações anteriores, pode-se afirmar que o backup realizado foi do tipo: 
  • A Padrão.
  • B Normal.
  • C Diferencial.
  • D Incremental.
4

Analise as afirmativas sobre procedimentos de backup.

I. O backup de cópia copia todos os arquivos selecionados e os marca como arquivos que passaram por backup.

II. O backup diferencial copia arquivos criados ou alterados desde o último backup normal ou incremental e os marca como arquivos que passaram por backup.

III.O backup incremental copia somente os arquivos criados ou alterados desde o último backup normal ou incremental e os marca como arquivos que passaram por backup.

Está(ão) correta(s) apenas a(s) afirmativa(s) 

  • A I.
  • B II.
  • C III.
  • D II e III.
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Analise as afirmativas sobre procedimentos de backup.

I. O backup de cópia copia todos os arquivos selecionados e os marca como arquivos que passaram por backup.

II. O backup diferencial copia arquivos criados ou alterados desde o último backup normal ou incremental e os marca como arquivos que passaram por backup.

III.O backup incremental copia somente os arquivos criados ou alterados desde o último backup normal ou incremental e os marca como arquivos que passaram por backup.

Está(ão) correta(s) apenas a(s) afirmativa(s)

  • A I.
  • B II.
  • C III.
  • D II e III.
6
Com o crescimento da Internet e o grande volume de serviços que passaram a ser oferecidos pela rede, a questão da segurança se tornou primordial. Muitos usuários já utilizam a Internet para efetuar transações bancárias, realizar compras, entre outros serviços. A criptografia é uma das tecnologias utilizadas para que as informações trafegadas na Internet não caiam em mãos erradas. Para isso são utilizados algoritmos criptográficos, aliados a senhas bem elaboradas. A criptografia pode ser simétrica (utiliza a mesma chave para criptografar e descriptografar) ou assimétrica (utiliza uma chave para criptografar e uma outra chave para descriptografar a mensagem). Na criptografia simétrica, o modo de operação é uma técnica que emprega modernas cifras de blocos como DES e AES (algoritmos criptográficos). Quatro técnicas são utilizadas no modo de operação para cifras de blocos. Um desses modos é uma técnica que se baseia puramente em cifras de blocos, em que o texto claro é dividido em blocos de N bits, o texto cifrado é formado por blocos de N bits, sendo que o valor de N depende do tipo de cifra usada. Assinale a alternativa correspondente a esse modo de operação. 
  • A CFB (Cipher Feedback).
  • B OFB (Output Feedback).
  • C ECB (Electronic Code Book).
  • D CBC (Cipher Block Chaining).
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A Norma ISO/IEC 27002 trata da tecnologia da informação, técnicas de segurança e código de prática para a gestão da segurança da informação. De acordo com essa norma, “a segurança da informação é a proteção da informação de vários tipos de ameaças para garantir a continuidade do negócio, minimizar o risco ao negócio, maximizar o retorno sobre os investimentos e oportunidades de negócio”. Na ISO 27002 são apresentados alguns controles que podem ser considerados como uma boa iniciativa para implementação de uma segurança da informação. São os controles considerados essenciais para uma organização e os controles considerados práticas para a segurança da informação. Assinale um dos controles essenciais para uma organização. 
  • A Gestão da continuidade do negócio.
  • B Gestão de vulnerabilidades técnicas.
  • C Processamento correto nas aplicações.
  • D Proteção de dados e privacidade de informações pessoais.
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Na segurança de redes, principalmente em redes corporativas, o sistema de detecção de intrusão, ou IDS (Intrusion Detection System) é um componente com importância vital. Ele tem a capacidade de detectar diversos tipos de ataque e intrusões, auxiliando na proteção do ambiente, sendo que sua localização deve ser definida com bastante cuidado. Existem dois tipos primários de IDS: HDIS (Host-Based Intrusion Detection System), baseado em host, e o NDIS (Network-Based Intrusion Detection System), baseado em rede. São alguns pontos fortes do HDIS, EXCETO: 
  • A Não necessita de hardware adicional.
  • B O monitoramento pode ser fornecido por múltiplas plataformas.
  • C Pode detectar ataques que ocorrem fisicamente no servidor (keyboard attack).
  • D Pode verificar o sucesso ou a falha de um ataque, com base nos registros (logs) do sistema.
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Na certificação digital, a assinatura digital é um componente essencial e é utilizada para dar autenticidade a quem envia uma mensagem, ou seja, uma mensagem assinada digitalmente tem credibilidade, e garante a autenticidade do emitente. Confidencialidade, autenticação, integridade e irretratabilidade são alguns dos serviços de segurança da informação. Na assinatura digital, três desses serviços são fornecidos diretamente; entretanto, um desses serviços, ainda, precisa de esquemas de cifração/decifração. Assinale a alternativa referente a este processo.
  • A Integridade.
  • B Autenticação.
  • C Irretratabilidade.
  • D Confidencialidade.
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Para que uma mensagem possa ser enviada com segurança, de sua origem ao destino, uma das formas de segurança a ser utilizada é a Criptografia. Na época do Império Romano, o famoso imperador Júlio César enviava mensagens “criptografadas”, aos seus generais, nos campos de batalha. Estes, por saber como César fazia, conseguiam lê-las. Existem dois tipos básicos de Criptografia: a simétrica e a assimétrica. Na Criptografia Simétrica utiliza-se a mesma chave para encriptação e decriptação. De acordo com o exposto, assinale a alternativa que apresenta um algoritmo de encriptação assimétrico.
  • A RC4 (Ron Code 4).
  • B RSA (Rivest, Shamir, Adleman).
  • C DES (Data Encryption Standard).
  • D IDEA (International Data Encryption Algorithm).

Administração Pública

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No atual planejamento estratégico da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, foram aprovadas diversas intenções estratégicas que afetam a organização como um todo. Nesse contexto, assinale o que vai de encontro às melhores práticas de gestão.
  • A foco prioritário nas ações de curto prazo
  • B fortalecimento da identidade institucional
  • C gestão participativa
  • D sinergia nas equipes e com órgãos parceiros
  • E efetividade
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“Os órgãos da Administração Pública podem apresentar diversos tipos de estrutura organizacional. As organizações lineares são caracterizadas pela formação piramidal ou verticalizada, na qual é evidenciada a clara hierarquização entre as linhas estruturais. São também marcadas pela centralização das tomadas de decisões.” A afirmativa anterior é:
  • A Verdadeira, sendo clássicos exemplos desta estruturação organizacional as antigas entidades religiosas medievais.
  • B Verdadeira, podendo dar-se como exemplo deste modelo a estruturação departamentalizada em razão da função.
  • C Falsa, tendo em vista que as organizações lineares são caracterizadas pela consideração da especialização funcional, de acordo com a área de atuação.
  • D Falsa, uma vez que no modelo linear há posição de assessoria para atender aos departamentos de linha básicos, primando por uma forma mais eficaz de se alcançar os objetivos da organização.
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“Uma boa governança pública, à semelhança da corporativa, está apoiada em princípios, ao qual as entidades do setor público devem aderir para efetivamente aplicar os elementos de governança corporativa visando alcançar as melhores práticas.” Os princípios a que o texto se refere são, EXCETO:
  • A Oratória.
  • B Transparência.
  • C Relações éticas.
  • D Prestação responsável de contas.
  • E Conformidade em todas as suas dimensões.
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Conhecer e estudar os tipos de usuários é uma obrigação das instituições governamentais e dos responsáveis pelo sistema contábil do governo, pois o contribuinte tem o direito de conhecer a realidade, principalmente a partir da Lei de Responsabilidade Fiscal, que estabelece a transparência como uma das premissas básicas da gestão responsável e indica instrumentos a serem utilizados com o objetivo de melhorar a interação entre o Estado e o Cidadão. Relacione adequadamente os tipos de informação para usuários com os integrantes do grupo de interesse.

1. Previdência Social.
2. Relacionados com a regulação legislativa e elaboração dos atos normativos pertinentes.
3. Relacionados com a prestação de contas dos governantes, possuem interesse no cumprimento da legalidade e utilização correta dos recursos públicos.
4. Relacionados com os aspectos econômicos e financeiros do Estado, como investidores.
5. Relacionados com o controle interno e auditoria.

( ) Poder Executivo.
( ) Dirigentes da entidade de todos os níveis.
( ) Empresários.
( ) Agências de rating.
( ) Poder Legislativo. 
A sequência está correta em  
  • A 1, 3, 5, 4, 2.
  • B 2, 5, 1, 4, 3.
  • C 3, 5, 2, 1, 4.
  • D 4, 1, 2, 3, 5.
  • E 5, 1, 3, 4, 2.
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No Brasil, ainda não há uma instrução normativa que norteie os órgãos públicos na gestão dos riscos. Apesar disso, controlar riscos, sobremaneira no serviço público, é fundamental. Por isso, instituições da administração pública federal indireta têm procurado gerir seus riscos com base nas seguintes metodologias, EXCETO:
  • A COSO II ERM (2004).
  • B ISO GUIDE 68 (2006).
  • C ABNT NBR ISO 31000 (2009).
  • D Método Brasiliano de Gestão de Riscos.
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Sobre as despesas com a criação, expansão ou aperfeiçoamento de ação governamental, analise as afirmativas a seguir.


I. Acompanhará estimativa do impacto orçamentário-financeiro no exercício em que deva entrar em vigor e nos dois subsequentes.

II. Acompanhará a declaração do ordenador da despesa de que o aumento tem adequação orçamentária e financeira com a lei orçamentária anual.

III. Acompanhará a declaração do ordenador da despesa de que tem compatibilidade com o plano plurianual e com a lei de diretrizes orçamentárias.


Estão corretas as afirmativas

  • A I, II e III.
  • B I e II, apenas.
  • C I e III, apenas.
  • D II e III, apenas.
17
Considerando conhecimentos básicos em administração financeira, orçamento e controle de custos, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.
( ) O orçamento tem como objetivo principal relacionar os dados contábeis ao desenvolvimento organizacional, auxiliar o processo de tomada de decisão, a projeção e o controle dos custos focados no controle financeiro.
( ) O orçamento é uma complexa rede de táticas, de determinações e de uso de recursos. Neste contexto, destacam-se quatro atividades que dão origem ao orçamento propriamente dito: planejamento, custos, receitas e controle.
( ) O orçamento pode ser definido como uma ferramenta que canaliza os recursos utilizados pelos diversos departamentos que constituem a empresa ou órgão público, com a finalidade de controlar os resultados, por meio de comparativos de resultados monetários relacionados a um histórico-financeiro e operacional da instituição e uma visão estratégica dos objetivos futuros.
( ) O levantamento de previsão de receitas dentro de um orçamento é ponto importante no processo de elaboração do planejamento administrativo, pois auxilia a tomada de decisão no momento em que se questiona a utilização de capital próprio ou de terceiros na execução das atividades. O projeto orçamentário faz a fixação das receitas orientado pelo nível anterior das mesmas.
A sequência está correta em
  • A F, V, V, F.
  • B V, V, V, F.
  • C F, V, V, V.
  • D V, F, F, V.
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Em forma de sumário geral, Coutinho (2000)¹ indica alguns aspectos relevantes para ajudar a orientar futuros processos de mudança para uma organização que deseja implantar um programa de administração pública voltado ao cidadão. Dentre os principais passos destes processos, o autor entende que o referido programa deve, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.

( ) Dispor de lideranças formais no nível estratégico, visto que as informais são totalmente irrelevantes neste processo.
( ) Buscar apoio e sustentação política no Congresso, na Presidência, nos Ministérios ou nas Secretarias.
( ) Estabelecer padrões de qualidade no atendimento com base unicamente nas diretrizes de especialistas.
(  ) Consultar stakeholders, isto é, indivíduos ou grupos que tenham interesse no desempenho do sistema ou organização.
(COUTINHO, Marcelo James Vasconcelos. Administração pública voltada para o cidadão: quadro teórico-conceitual. Revista do Serviço Público, Brasília: ENAP, ano 51, nº 3, p. 1-36, jul/set 2000.)
A sequência está correta em
  • A F, V, F, V.
  • B F, F, V, F.
  • C V, V, V, F.
  • D V, F, F, V.
19
“Os editais de licitação devem seguir a Lei Federal nº 8.666, de 21 de junho de 1993, que posteriormente foi atualizada por uma outra Lei Federal que altera dispositivos da Lei nº 8.666, regulamenta o Art. 37, inciso XXI, da Constituição Federal, institui normas para licitações e dá outras providências.” Trata-se da Lei Federal nº
  • A 8.883, de 8 de junho de 1994.
  • B 9.605, de 12 de fevereiro de 1998.
  • C 9.249, de 26 de dezembro de 1995.
  • D 9.394, de 20 de dezembro de 1996.
20
“Relaciona‐se melhor utilização dos recursos para atender ao interesse público. Pode ser definido(a) como a coerência dos meios em relação com os fins visados, e se traduz no emprego de meios para obtenção de um máximo de resultados positivos para o serviço público e satisfatório no atendimento das necessidades da comunidade e seus membros. Trata‐se do(a) ____________ na Administração Pública.” Assinale a alternativa que completa corretamente   a afirmativa anterior.
  • A eficácia
  • B controle
  • C avaliação
  • D eficiência
  • E efetividade

Noções de Informática

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Denise, analista de sistemas em uma empresa de planos de saúde, está desenvolvendo uma apresentação para a reunião de planejamento estratégico da empresa. Utilizando o PowerPoint 2016 (configuração padrão – idioma português Brasil) em seu notebook com o sistema operacional Windows 10, em determinado momento ela precisou capturar algumas imagens das telas do software em que está trabalhando. Existem diversas maneiras de realizar essa tarefa. A esse respeito, analise os itens a seguir:

I. No Windows, em Menu iniciar, Acessórios do Windows, selecionar a Ferramenta de Captura.

II. No PowerPoint, Guia Inserir, Grupo de Comandos Imagens, utilizar o comando Instantâneo.

III. Utilizar a combinação de teclas CTRL + PrtScr.

Assinale  

  • A se apenas o item II estiver correto.
  • B se apenas os itens I e II estiverem corretos.
  • C se apenas o item III estiver correto.
  • D se todos os itens estiverem corretos.
  • E se nenhum item estiver correto.
22

Silvia, gerente financeira de uma indústria de roupas femininas, costuma utilizar o Navegador Google Chrome para acessar a Internet. Um dia, ela precisou acessar o site de um fornecedor e, ao clicar no link de acesso ao referido site, outro navegador foi acionado. Daí se conclui que o navegador configurado como padrão no Windows não é o Google Chrome.

Uma das maneiras que Silvia tem para configurar o navegador de sua preferência como padrão no Sistema Operacional Microsoft Windows 10 (configuração padrão – idioma português Brasil) é o que está descrito numa das alternativas a seguir. Assinale-a.  

  • A No menu Iniciar, selecionar Configurações; em seguida, selecionar a opção Aplicativos e depois Aplicativos Padrão. Clicar em Navegador Web e selecionar o navegador de sua preferência.
  • B No menu Iniciar, selecionar Configurações; em seguida, selecionar a opção Personalização e depois Aplicativos Padrão. Clicar em Navegador Web e selecionar o navegador de sua preferência.
  • C No menu Iniciar, selecionar Explorador de Arquivos; em seguida, selecionar a opção Configurações e depois Aplicativos. Clicar em Aplicativos Padrão e selecionar o navegador de sua preferência.
  • D Na Barra de Ferramentas, selecionar Configurações; em seguida, selecionar a opção Aplicativos e depois Personalização. Clicar em Aplicativos Padrão e selecionar o navegador de sua preferência.
  • E Na Barra de Ferramentas, selecionar Configurações; em seguida, selecionar a opção Personalização e depois Aplicativos Padrão. Clicar em Navegador Web e selecionar o navegador de sua preferência.
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Lucas está cursando o último ano de graduação em arquitetura e, para a elaboração do TCC - Trabalho de Conclusão de Curso, escolheu o editor de texto Microsoft Word 2016 (configuração padrão – idioma português Brasil). O trabalho está sendo digitado em dois idiomas, e, para a correção ortográfica do texto, Lucas utiliza o recurso de revisão ortográfica do Word.

Assinale a alternativa que descreva uma das maneiras de utilização da ferramenta de correção ortográfica. 

  • A selecionar o texto cuja revisão ortográfica deseja realizar; em seguida, na guia Design, clicar em Idioma e, em seguida, clicar em Definir Idioma de Revisão de Texto; selecionar o idioma desejado e clicar em OK  
  • B selecionar o texto cuja revisão ortográfica deseja realizar; em seguida, na guia Correspondência, clicar em Idioma e, em seguida, clicar em Definir Idioma de Revisão de Texto; selecionar o idioma desejado e clicar em OK  
  • C selecionar o texto cuja revisão ortográfica deseja realizar; em seguida, na guia Revisão, no grupo Idioma, clicar em Idioma e, em seguida, clicar em Definir Idioma de Revisão de Texto; selecionar o idioma desejado e clicar em OK  
  • D selecionar o texto cuja revisão ortográfica deseja realizar; em seguida, na guia Ajuda, no grupo Idioma, clicar em Idioma e, em seguida, clicar em Definir Idioma de Revisão de Texto; selecionar o idioma desejado e clicar em OK  
  • E selecionar o texto cuja revisão ortográfica deseja realizar; em seguida, na guia Revisão; e, em seguida, clicar em Definir Idioma de Revisão de Texto e clicar em OK  
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No contexto da segurança da informação, analise os itens a seguir:

I. Malware que tem como finalidade armazenar tudo o que é digitado pelo usuário, objetivando capturar informações sigilosas como senhas de acesso ou números de cartões de crédito.

II. Malware normalmente recebido como um “presente”, que, além de executar as funções para as quais foi projetado, também executa funções danosas sem conhecimento do usuário.

III. É um tipo de fraude em que uma pessoa tenta persuadir a vítima para que forneça informações sigilosas, como senhas de banco etc.


As definições acima se referem, respectivamente, a

  • A Keylogger, Hacker, Phishing.
  • B Phishing, Engenharia Social, Cavalo de Troia.
  • C Keylogger, Cavalo de Troia, Engenharia Social.
  • D Vírus, Cavalo de Troia, Engenharia Social.
  • E Cavalo de Troia, Screenlogger, Vírus.
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 Fernando é analista de sistemas em uma indústria do ramo automotivo. Sempre que necessário, acessa a rede corporativa da empresa por meio da Internet para realizar algumas atividades emergenciais. De acordo com as políticas de segurança da empresa, somente usuários restritos podem ter acesso à rede corporativa de forma remota. No contexto de Segurança da Informação, assinale a alternativa que represente a maneira mais segura que Fernando pode utilizar para acessar a rede corporativa de forma remota. 
  • A Por uma conexão 4G, por meio do Internet Explorer, utilizando o modo de navegação anônima.
  • B Por uma conexão 4G não compartilhada, por meio de uma VPN (Virtual Private Network), utilizando um notebook corporativo.
  • C Pela rede WiFi compartilhada de um restaurante, por meio do Google Chrome, utilizando o modo de navegação anônima.
  • D Pela rede WiFi do hotel em que se encontra hospedado, por meio do serviço Proxy para rede local, a partir de um notebook corporativo.
  • E Por uma rede 3G, por meio de uma conexão da área de trabalho remota de seu computador pessoal.
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Alana trabalha na área de cobranças de uma loja de departamentos. Em determinada ocasião, precisou enviar para cerca de mil clientes inadimplentes uma carta com um texto-padrão, em que modificava apenas o nome do cliente e a data de comparecimento na loja para negociação da dívida. Por se tratar de um número elevado de clientes inadimplentes, Alana resolveu utilizar os recursos do editor de texto Microsoft Word 2016 (configuração padrão – idioma português Brasil) para automatizar sua tarefa. Assinale a alternativa que represente o recurso que Alana utilizou para atender à sua necessidade. 
  • A Recurso Tabela Dinâmica localizado na Guia Inserir
  • B Recurso Texto Padrão localizado na Guia Exibir.
  • C Recurso Banco de Dados localizado na Guia Correspondências.
  • D Recurso Mala Direta localizado na Guia Correspondências.
  • E Recurso Banco de Dados localizado na Guia Referências.
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Da estrutura interna de um disco rígido, qual componente é responsável para armazenar os dados ou informações de um computador?
  • A Prato
  • B Braço
  • C Atuador
  • D Barramento
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No contexto da segurança da informação, analise os itens a seguir:


I. Software que recebe atualizações periódicas com informações sobre novos malwares, com o objetivo de proteger o computador, eliminando e impedindo a propagação de novas ameaças.

II. Protege as redes de computadores filtrando os pacotes de dados e permitindo o tráfego somente do que for permitido previamente.

III. Refere-se à manipulação das pessoas pela persuasão a fim de descobrir informações sigilosas.


As definições acima se referem, respectivamente, a

  • A Spyware, Firewall, Hacker.
  • B Antivírus, Firewall, Engenharia social.
  • C Firewall, Antivírus, Cracker.
  • D Keyloger, Spyware, Hacker.
  • E Antivírus, Hacker, Engenharia social.
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Em um banco de dados relacional, o conjunto formado por um ou mais campos capazes de identificar unicamente uma tupla pertencente a uma tabela de dados, é conhecido como: 
  • A Chave estrangeira.
  • B Auto-relacionamento.
  • C Chave primária.
  • D Índice.
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No processo de modelagem de banco de dados, uma das técnicas mais utilizadas é a diagramação do modelo Entidade - Relacionamento. Neste diagrama são representadas diversas informações úteis para a posterior implementação do banco de dados em um Sistema Gerenciador de Banco de Dados (SGBD). Analise as seguintes afirmações sobre o modelo Entidade - Relacionamento e marque a alternativa correta.


1. As entidades são representadas por retângulos e posteriormente serão implementadas no SGBD através de tabelas.

2. Os atributos são informações referentes às entidades e serão representados através de tuplas nas tabelas.

3. No diagrama Entidade - Relacionamento os chamados relacionamentos são representados através de losangos e criam sempre uma relação "um para um" entre duas entidades.

  • A As opções 1 e 2 estão corretas.
  • B Somente a opção 3 está correta.
  • C Todas as opções estão corretas.
  • D Somente a opção 1 está correta.

Raciocínio Lógico

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Observe a sequência a seguir e assinale a resposta correta a respeito do termo alfanumérico que ocupa a milésima posição.

I D E C A N 2 0 1 9 I D E C A N 2 0 1 9 I D E C A N 2 0 1 9...

  • A É um número par.
  • B É um número ímpar.
  • C É uma vogal.
  • D É uma consoante.
  • E É o número zero.
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Luna é uma menina muito esperta e possui 27 colegas meninos e 34 colegas meninas. Todas essas crianças juntas formam uma turma de alunos muito diferente, pois cada aluno ou adora matemática ou adora português. Sabendo que, nessa turma, 21 meninas adoram matemática e um total de 38 alunos adoram português, o número de meninos que adoram matemática é

  • A 1.
  • B 2.
  • C 3.
  • D 4.
  • E 5.
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Leia as assertivas abaixo e, em seguida, Assinale a alternativa correta:

  • A 2=3 e 2+3=5
  • B Se 2=3, então 2+3=7
  • C 2=3 ou 2+3=7
  • D Se 2=2, então 2+3=7
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Os sobrenomes de João, André e José são Torres, Silva e Macedo, não necessariamente nessa ordem. O de sobrenome Silva, que não é o João, é mais velho que José. O de sobrenome Macedo é o mais velho dos três. Concluímos, então, que os sobrenomes de João, André e José são, respectivamente: 
  • A Torres, Macedo e Silva.
  • B Macedo, Silva e Torres.
  • C Macedo, Torres e Silva.
  • D Silva, Torres e Macedo.
35
Seguindo um determinado padrão, os termos da sequência (2, 6, 14, 30, 62, 126, 254, 510, 1.022, ...) foram obtidos. O 12º termo desta sequência é 
  • A 2.048.
  • B 4.094.
  • C 4.096.
  • D 8.190.
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Oitocentas pessoas responderam a uma pesquisa a respeito do uso de combustível em seus veículos automotivos. 550 disseram que utilizam gasolina, 350 afirmaram que utilizam etanol e 200 afirmaram que utilizam os dois combustíveis. Do total de entrevistados, qual o número de pessoas que não utilizam gasolina ou etanol.
  • A 200
  • B 100
  • C 300
  • D 400
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Dados os conjuntos


A= {x ∈ N / x ≥ 3},

B= {x ∈ Z / -2 ≤ x < 5} e

C= {x ∈ Z / x <4}.


Determine (AB) ∪ C.

  • A [3,+∞[
  • B ]4,5[
  • C [3,4[
  • D ]-∞,5[
38

Considerando os conjuntos A = {0 ,2 ,3 ,5 }, B = {0 ,1 ,3 ,5 }, C = {0, 3, 4, 5, 6}, D = {1, 3, 5, 7}, quantos elementos possui o conjunto (A U B) ∩ (C - D)?

  • A 1.
  • B 2.
  • C 3.
  • D 4.
  • E Não possui elementos.
39
Em uma corrida de cavalos, entre os concorrentes que participam da competição, os mais bem cotados são os cavalos Always, Empire, Irish, Jamaicano e Maragh. Um locutor que narrava a corrida anunciou a classificação dos cinco mais cotados da seguinte forma: Always chegou antes de Jamaicano e Irish. Jamaicano chegou antes de Maragh. Empire chegou antes de Always. Maragh não foi o último colocado dos cinco mais cotados. Os cavalos que ficaram em 1º, 2º e 3º lugar foram, respectivamente:
  • A Empire, Always e Maragh.
  • B  Always, Empire e Maragh.
  • C Always, Empire e Jamaicano.
  • D Empire, Always e Jamaicano.
40
Pedro possui cinco diferentes livros, dos quais três de mecânica e dois de matemática. Dessa forma, o número de maneiras distintas com que Pedro pode organizar os cinco livros posicionando-os lado a lado de modo que somente os livros de matemática fiquem todos juntos é: 
  • A 24.
  • B 36.
  • C 48.
  • D 72.

Ética na Administração Pública

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No campo do exercício ético da profissão de agente penitenciário, deve-se esperar do agente público, EXCETO: 
  • A Decoro para com os superiores hierárquicos.
  • B Respeito aos direitos fundamentais dos detentos.
  • C Temeridade no exercício das atividades cotidianas.
  • D Hombridade com os visitantes e parentes dos detentos.
42
No que tange à ética do servidor público, espera-se que sua conduta seja pautada por valores éticos, os quais NÃO inclui: 
  • A Desídia.
  • B Presteza.
  • C Probidade.
  • D Camaradagem.
43
No que tange à ética profissional, observe o seguinte comando deontológico dos servidores públicos federais: “a função pública deve ser tida como exercício profissional e, portanto, se integra na vida particular de cada servidor público. Assim, os fatos e atos verificados na conduta do dia a dia em sua vida privada poderão acrescer ou diminuir o seu bom conceito na vida funcional”. A partir do comando ético anterior pode-se concluir que:
  • A O servidor pode agir como quiser na sua vida pessoal, já que a imagem individual jamais afetará a sua imagem pública. 
  • B O servidor público deve ser leal à instituição pública a que serve, devendo, por exemplo, abster-se de comentar fatos internos da repartição nas redes sociais.
  • C O preceito ético apresentado no enunciado está equivocado porque a função pública não é uma profissão e sim um meio de o servidor obter estabilidade financeira.
  • D Um agente público que cumpre sua missão no trabalho não pode ser questionado quanto a atividades ilícitas ou imorais que exerce fora do horário de expediente.
44
Aristóteles distingue vícios e virtudes pelo critério do excesso, da falta e da moderação. Um vício é um sentimento ou uma conduta excessivos, ou, ao contrário, deficientes. Uma virtude é um sentimento ou uma conduta moderados. A partir do trecho anterior, assinale a alternativa que apresenta, nesta ordem: uma virtude, um vício por excesso e um vício por deficiência.
  • A Prudência, moleza e ambição.
  • B Coragem, temeridade e covardia.
  • C Vileza, magnificência e vulgaridade.
  • D Condescendência, amizade e enfado.
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“Toda cultura e cada sociedade institui uma moral, isto é, valores concernentes ao bem e ao mal, ao permitido e ao proibido, e à conduta correta. No entanto, a simples existência da moral não significa a presença explícita de uma ética, entendida como filosofia moral, isto é, uma reflexão que discuta, problematize e interprete o significado dos valores morais.”

(CHAUI, Marilena – Convite à filosofia.)


A partir do trecho anterior, pode-se concluir que:

  • A Ética é o estudo dos valores morais.
  • B Ética e moral são conceitos sinônimos.
  • C Tanto a moral quanto a ética são universais.
  • D Moral é uma ciência, enquanto ética é a conduta humana.

Português

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E se o Império Romano não tivesse acabado?

    Em vez da França, a província de Gália. Em vez da Inglaterra, a Bretanha. Em vez da Bulgária, a Trácia. Quem já leu as aventuras de Asterix conhece bem esses nomes esquisitos de regiões dominadas pelos exércitos de Roma (as histórias do herói gaulês se passam por volta de 50 a.C., época do apogeu do Império Romano). Pois assim seria o Velho Mundo se o império com sede em Roma não tivesse se desintegrado: uma única nação contornando o Mediterrâneo ao longo das costas europeia, asiática e africana. Mas a mudança dos nomes das localidades europeias é a menos importante das diferenças. O mundo seria outro. O capitalismo talvez ainda não tivesse surgido e, sem ele, a conquista e a colonização da América não aconteceriam. No final das contas, o Brasil poderia ser até hoje uma terra de índios.
    Mas vamos aos poucos. Primeiro é bom lembrar o que houve com o império de Roma. O poder imperial começou a se esfarelar no século 3, quando ocorreram lutas internas entre generais e vivia-se uma verdadeira anarquia militar. Para se ter uma ideia, em 50 anos houve pelo menos 20 imperadores, que foram destituídos um após o outro (alguns inclusive reinaram simultaneamente, em conflito). 
    Não era para menos. A economia romana era baseada no trabalho escravo e o suprimento de escravos dependia da conquista de novos territórios. O problema foi que o reino tornou-se grande demais para ser administrado, as conquistas minguaram, os escravos escassearam e a vida boa acabou. A arrecadação de impostos diminuiu e a população pobre começou a reclamar. Para ajudar, ainda havia o cristianismo (que era contra a escravidão e a riqueza da elite) e uma peste que varreu a região. Nessa barafunda de problemas, tentou-se de tudo, até a divisão administrativa do império em dois, o do Ocidente (com sede em Roma) e o do Oriente (o Império Bizantino), com sede em Constantinopla (onde antes ficava Bizâncio).
    Para este último, a solução foi eficaz. Mas o Império Romano do Ocidente, assolado pela crise econômica, perdeu seu poder militar e foi aos poucos invadido por guerreiros germânicos. Em 395, a divisão administrativa transformou-se em divisão política e o império rachou em dois. Deixada à própria sorte, a metade ocidental durou pouco. A queda definitiva ocorreu em 476, quando a tribo do rei Odoacro derrubou o último chefe de Roma, Rômulo Augústulo. No Oriente, no entanto, o Império Romano continuou existindo por quase mil anos, até 1453, quando os turcos tomaram Constantinopla.
    Se o Império Romano resistisse, possivelmente ele seria parecido com sua metade oriental, diz Pedro Paulo Funari, professor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Em primeiro lugar, o imperador seria também o papa, como em Constantinopla, onde o imperador governava tudo o que interessava: o Exército e a Igreja. Ou isso ou haveria uma divisão de poderes com a Igreja. Essa mistureba de papéis provavelmente criaria situações curiosas, como bispos governando uma província como Portugal, ou melhor, a Lusitânia, e párocos dirigindo cidades.
    A influência religiosa seria ainda maior do que foi na Idade Média ou atualmente. Nas províncias, o divórcio e o aborto provavelmente seriam proibidos e não seria nenhum absurdo que alguns costumes alimentares cristãos, como comer peixe às sextas-feiras, tivessem a força de lei, com penas severas (o açoite, o exílio e a prisão domiciliar eram comuns) para quem degustasse uma costelinha no dia sagrado.
    As línguas derivadas do latim, como o português, o espanhol, o francês e o italiano, provavelmente seriam muito diferentes. O português, por exemplo, não teria sofrido a influência das línguas árabe e germânica, já que, nesse nosso mundo hipotético, possivelmente não ocorreriam as invasões dos germânicos e muçulmanos na península Ibérica. Palavras de origem árabe e tão portuguesas, como azeite, não fariam parte do nosso vocabulário.
    E o capitalismo? “Provavelmente demoraria mais para acontecer”, afirma Funari. “Impérios em geral dificultam o desenvolvimento do capitalismo, que depende do individualismo para se desenvolver. Um Estado muito forte e controlador é um obstáculo”, diz o historiador. Na Europa, o feudalismo e a fragmentação do poder favoreceram o surgimento do capitalismo. No Japão, onde houve a fragmentação do Estado e a implantação de um sistema de shogunato, isso também aconteceu, ao contrário da China, um império que durou até 1911. Retardado o capitalismo, a colonização da América também seria outra. E os astecas, incas, tupinambás e guaranis talvez tivessem se desenvolvido mais e oferecido maior resistência aos europeus. Indo mais longe, um império inca talvez pudesse existir até hoje. Mas essa é uma outra hipótese.

(Lia Hama e Adriano Sambugaro – http://super.abril.com.br/cultura/se-imperio-romano-nao-tivesse-acabado-444330.shtml?utm_source= redesabril_super&utm_medium=facebook&utm_campaign=redesabril_jovem.)

Analise as frases a seguir, observando a função e o uso destacado da palavra “se”.

I. “As histórias do herói gaulês se passam por volta de 50 a.C.” (1º§).

II. “[...] assim seria o Velho Mundo se o império com sede em Roma não tivesse se desintegrado.” (1º§).

III. “O poder imperial começou a se esfarelar no século 3 [...].” (2º§).

IV. Se o Império Romano resistisse, possivelmente ele seria parecido com sua metade oriental [...].” (5º§).

“Se” tem a mesma função apenas em
  • A I e II.
  • B II e III.
  • C III e IV.
  • D I, II e IV.
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E se o Império Romano não tivesse acabado?

    Em vez da França, a província de Gália. Em vez da Inglaterra, a Bretanha. Em vez da Bulgária, a Trácia. Quem já leu as aventuras de Asterix conhece bem esses nomes esquisitos de regiões dominadas pelos exércitos de Roma (as histórias do herói gaulês se passam por volta de 50 a.C., época do apogeu do Império Romano). Pois assim seria o Velho Mundo se o império com sede em Roma não tivesse se desintegrado: uma única nação contornando o Mediterrâneo ao longo das costas europeia, asiática e africana. Mas a mudança dos nomes das localidades europeias é a menos importante das diferenças. O mundo seria outro. O capitalismo talvez ainda não tivesse surgido e, sem ele, a conquista e a colonização da América não aconteceriam. No final das contas, o Brasil poderia ser até hoje uma terra de índios.
    Mas vamos aos poucos. Primeiro é bom lembrar o que houve com o império de Roma. O poder imperial começou a se esfarelar no século 3, quando ocorreram lutas internas entre generais e vivia-se uma verdadeira anarquia militar. Para se ter uma ideia, em 50 anos houve pelo menos 20 imperadores, que foram destituídos um após o outro (alguns inclusive reinaram simultaneamente, em conflito). 
    Não era para menos. A economia romana era baseada no trabalho escravo e o suprimento de escravos dependia da conquista de novos territórios. O problema foi que o reino tornou-se grande demais para ser administrado, as conquistas minguaram, os escravos escassearam e a vida boa acabou. A arrecadação de impostos diminuiu e a população pobre começou a reclamar. Para ajudar, ainda havia o cristianismo (que era contra a escravidão e a riqueza da elite) e uma peste que varreu a região. Nessa barafunda de problemas, tentou-se de tudo, até a divisão administrativa do império em dois, o do Ocidente (com sede em Roma) e o do Oriente (o Império Bizantino), com sede em Constantinopla (onde antes ficava Bizâncio).
    Para este último, a solução foi eficaz. Mas o Império Romano do Ocidente, assolado pela crise econômica, perdeu seu poder militar e foi aos poucos invadido por guerreiros germânicos. Em 395, a divisão administrativa transformou-se em divisão política e o império rachou em dois. Deixada à própria sorte, a metade ocidental durou pouco. A queda definitiva ocorreu em 476, quando a tribo do rei Odoacro derrubou o último chefe de Roma, Rômulo Augústulo. No Oriente, no entanto, o Império Romano continuou existindo por quase mil anos, até 1453, quando os turcos tomaram Constantinopla.
    Se o Império Romano resistisse, possivelmente ele seria parecido com sua metade oriental, diz Pedro Paulo Funari, professor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Em primeiro lugar, o imperador seria também o papa, como em Constantinopla, onde o imperador governava tudo o que interessava: o Exército e a Igreja. Ou isso ou haveria uma divisão de poderes com a Igreja. Essa mistureba de papéis provavelmente criaria situações curiosas, como bispos governando uma província como Portugal, ou melhor, a Lusitânia, e párocos dirigindo cidades.
    A influência religiosa seria ainda maior do que foi na Idade Média ou atualmente. Nas províncias, o divórcio e o aborto provavelmente seriam proibidos e não seria nenhum absurdo que alguns costumes alimentares cristãos, como comer peixe às sextas-feiras, tivessem a força de lei, com penas severas (o açoite, o exílio e a prisão domiciliar eram comuns) para quem degustasse uma costelinha no dia sagrado.
    As línguas derivadas do latim, como o português, o espanhol, o francês e o italiano, provavelmente seriam muito diferentes. O português, por exemplo, não teria sofrido a influência das línguas árabe e germânica, já que, nesse nosso mundo hipotético, possivelmente não ocorreriam as invasões dos germânicos e muçulmanos na península Ibérica. Palavras de origem árabe e tão portuguesas, como azeite, não fariam parte do nosso vocabulário.
    E o capitalismo? “Provavelmente demoraria mais para acontecer”, afirma Funari. “Impérios em geral dificultam o desenvolvimento do capitalismo, que depende do individualismo para se desenvolver. Um Estado muito forte e controlador é um obstáculo”, diz o historiador. Na Europa, o feudalismo e a fragmentação do poder favoreceram o surgimento do capitalismo. No Japão, onde houve a fragmentação do Estado e a implantação de um sistema de shogunato, isso também aconteceu, ao contrário da China, um império que durou até 1911. Retardado o capitalismo, a colonização da América também seria outra. E os astecas, incas, tupinambás e guaranis talvez tivessem se desenvolvido mais e oferecido maior resistência aos europeus. Indo mais longe, um império inca talvez pudesse existir até hoje. Mas essa é uma outra hipótese.

(Lia Hama e Adriano Sambugaro – http://super.abril.com.br/cultura/se-imperio-romano-nao-tivesse-acabado-444330.shtml?utm_source= redesabril_super&utm_medium=facebook&utm_campaign=redesabril_jovem.)

Assinale a alternativa cujo conteúdo apresenta uso indevido do acento grave, indicador de crase na língua portuguesa.
  • A “Deixada à própria sorte, a metade ocidental durou pouco.” (4º§)
  • B “... não seria nenhum absurdo que alguns costumes alimentares cristãos, como comer peixe às sextas-feiras, tivessem a força de lei, ...” (6º§)
  • C “... não seria nenhum absurdo que costumes alimentares cristãos tivessem a força de lei com penas severas àquele que degustasse uma costelinha no dia sagrado.”
  • D “... assim seria o Velho Mundo se o Império Romano não tivesse se desintegrado: uma única nação contornando o Mediterrâneo à caminho das costas europeia, asiática e africana”.
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       Brasil fabricará medicamentos a partir da biodiversidade do país


      Para desenvolver a indústria farmacêutica do Brasil, nada melhor do que trabalhar com aquilo que temos de melhor: dono da maior fauna e flora do planeta, o país ainda tem milhares de espécies vegetais não catalogadas e que podem contribuir para a fabricação de medicamentos responsáveis pelo tratamento de diferentes enfermidades.

      Em uma parceria inédita, o Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM) somou esforços com o Aché Laboratórios e a empresa Phytobios para encontrar moléculas de plantas que podem contribuir para remédios destinados às áreas de oncologia e dermatologia. O acordo foi assinado na última segunda-feira (11 de dezembro), durante um evento no auditório do CNPEM, em Campinas.

      Com investimento planejado de R$ 10 milhões, as primeiras expedições comandadas pela Phytobios já reuniram exemplares de diferentes espécies vegetais que serão analisados no Laboratório Nacional de Biociências (LNBio), que faz parte do CNPEM. “A expedição em busca das espécies é algo bastante complexo: temos de ter um cuidado enorme para não danificar o meio ambiente durante as coletas, além de preservar o material vegetal encontrado”, afirma Cristina Ropke, CEO da Phytobios. “Temos de coletar plantas na época em que elas estão floridas ou frutificadas para que um botânico especialista naquela família as identifique de maneira apropriada.”

      À frente de projetos como o Sirius — maior projeto científico e tecnológico em desenvolvimento no Brasil —o CNPEM conta com equipamentos capazes de realizar a análise das moléculas e mapear suas potencialidades para o tratamento de enfermidades como o combate a diferentes tipos de câncer.

(Disponível em: http://revistagalileu.globo.com/Ciencia/noticia/2017/12/brasil-fabricara-medicamentos-partir-da-biodiversidade-do-pais. html.)

O uso do acento grave em “À frente de projetos como o Sirius — maior projeto científico e tecnológico em desenvolvimento no Brasil [...]” (4º§) é de uso obrigatório. Indique, a seguir, o fragmento em que o acento grave foi empregado INCORRETAMENTE. 
  • A “Primeiro smartphone com leitor de digitais integrado à tela vai ser chinês.”
  • B “Florianópolis vive hoje o temor de que 2017 termine com notícias semelhantes às que estrearam o ano.”
  • C “Uma garota de 9 anos teve o cabelo cortado à força por duas tias e duas primas no último fim de semana.” 
  • D “Todo o atendimento ao público será realizado de segunda à domingo conforme determinado anteriormente.” 
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                                              TEXTO I

                                             Meu valor


      Como todo homem tem seu preço e a corrupção é o que mais dá dinheiro no Brasil, hoje, decidi calcular o meu valor para o caso de quererem me comprar. É bom ter o nosso preço na ponta da língua e sempre atualizado, pois – para usar a frase-lema do Brasil dos nossos dias – nunca se sabe.

      Nossa autoavaliação deve ser objetiva. Costumamos nos dar mais valor do que realmente temos e há o perigo de, por uma questão de amor próprio, nos colocarmos fora do mercado. Também tendemos a valorizar coisas que, no mundo eminentemente prático da corrupção, não valem muito, como bons hábitos de higiene e a capacidade de mexer as orelhas. O que vale é o que podemos oferecer para o lucro imediato de quem nos comprar.

      As pessoas se queixam da falta de ética no Brasil e não se dão conta de que isso se deve à pouca oportunidade que o brasileiro comum tem de escolher ser ético ou não. Eu tenho tanto direito a ser corrupto quanto qualquer outro cidadão, mas não tenho oportunidade de sequer ouvir uma proposta para decidir se aceito. A corrupção continua ao alcance apenas de uns poucos privilegiados. Por que só uma pequena casta pode decidir se vai ter um comportamento ético enquanto a maioria permanece condenada à ética compulsória, por falta de alternativas? Quando me perguntam se sou ético, a única resposta que posso dar é a mesma que dou quando me perguntam se gosto do vinho Chateau Petrus: não sei. Nunca provei.

      Quem me comprar pode não lucrar com minhas conexões no governo ou com o conteúdo, inclusive, dos meus bolsos. Mas e o casco? Quanto me dão pelo vasilhame? Pagando agora eu garanto a entrega do corpo na hora da minha morte, com os sapatos de brinde. Tenho muitos anos de uso, mas todos os sistemas em razoável estado de conservação, precisando apenas de alguns ajustes das partes que se deterioraram com o tempo. Meus cabelos são poucos, mas os que ficaram são da melhor qualidade, do contrário não teriam ficado. Não dão para uma peruca inteira, mas ainda dão para um bom bigode.

      Meu cérebro, vendido à ciência, daria para alimentar vários ratos de laboratório durante semanas. Prejudicaria um pouco seu desempenho no labirinto, mas em compensação eles saberiam toda a letra do bolero No Sé Tú. Minhas entranhas dariam um bom preço em qualquer feira de órgãos usados, dependendo, claro, do poder de persuasão do leiloeiro (“Leve um sistema cardiovascular e eu incluo uma caixa de Isordil!”). Meu apêndice, por exemplo, nunca foi usado.

      Tudo calculado, descontada a depreciação, devo estar valendo aí uns, deixa ver… Mas é melhor não me anunciar. Vai que aparece um corruptor em potencial e eu descubra que não só não valho nada como estou lhe devendo.

                                                                          Luís Fernando Veríssimo

http://contobrasileiro.com.br/meu-valor-cronica-de-luis-fernando-verissimo/

Ao analisar a oração “Meu apêndice, por exemplo, nunca foi usado”, percebe-se que:

  • A Ele está na voz reflexiva.
  • B Ela está na voz passiva sintética.
  • C Ela está na voz passiva analítica.
  • D Ela está reflexiva analítica.
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                                              TEXTO I

                                             Meu valor


      Como todo homem tem seu preço e a corrupção é o que mais dá dinheiro no Brasil, hoje, decidi calcular o meu valor para o caso de quererem me comprar. É bom ter o nosso preço na ponta da língua e sempre atualizado, pois – para usar a frase-lema do Brasil dos nossos dias – nunca se sabe.

      Nossa autoavaliação deve ser objetiva. Costumamos nos dar mais valor do que realmente temos e há o perigo de, por uma questão de amor próprio, nos colocarmos fora do mercado. Também tendemos a valorizar coisas que, no mundo eminentemente prático da corrupção, não valem muito, como bons hábitos de higiene e a capacidade de mexer as orelhas. O que vale é o que podemos oferecer para o lucro imediato de quem nos comprar.

      As pessoas se queixam da falta de ética no Brasil e não se dão conta de que isso se deve à pouca oportunidade que o brasileiro comum tem de escolher ser ético ou não. Eu tenho tanto direito a ser corrupto quanto qualquer outro cidadão, mas não tenho oportunidade de sequer ouvir uma proposta para decidir se aceito. A corrupção continua ao alcance apenas de uns poucos privilegiados. Por que só uma pequena casta pode decidir se vai ter um comportamento ético enquanto a maioria permanece condenada à ética compulsória, por falta de alternativas? Quando me perguntam se sou ético, a única resposta que posso dar é a mesma que dou quando me perguntam se gosto do vinho Chateau Petrus: não sei. Nunca provei.

      Quem me comprar pode não lucrar com minhas conexões no governo ou com o conteúdo, inclusive, dos meus bolsos. Mas e o casco? Quanto me dão pelo vasilhame? Pagando agora eu garanto a entrega do corpo na hora da minha morte, com os sapatos de brinde. Tenho muitos anos de uso, mas todos os sistemas em razoável estado de conservação, precisando apenas de alguns ajustes das partes que se deterioraram com o tempo. Meus cabelos são poucos, mas os que ficaram são da melhor qualidade, do contrário não teriam ficado. Não dão para uma peruca inteira, mas ainda dão para um bom bigode.

      Meu cérebro, vendido à ciência, daria para alimentar vários ratos de laboratório durante semanas. Prejudicaria um pouco seu desempenho no labirinto, mas em compensação eles saberiam toda a letra do bolero No Sé Tú. Minhas entranhas dariam um bom preço em qualquer feira de órgãos usados, dependendo, claro, do poder de persuasão do leiloeiro (“Leve um sistema cardiovascular e eu incluo uma caixa de Isordil!”). Meu apêndice, por exemplo, nunca foi usado.

      Tudo calculado, descontada a depreciação, devo estar valendo aí uns, deixa ver… Mas é melhor não me anunciar. Vai que aparece um corruptor em potencial e eu descubra que não só não valho nada como estou lhe devendo.

                                                                          Luís Fernando Veríssimo

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Em “Meu cérebro, vendido à ciência, daria para alimentar vários ratos de laboratório durante semanas”, o verbo conjugado no particípio está introduzindo uma oração que transmite a ideia de:
  • A Explicação.
  • B Oposição.
  • C Finalidade.
  • D Suposição.
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                                              TEXTO I

                                             Meu valor


      Como todo homem tem seu preço e a corrupção é o que mais dá dinheiro no Brasil, hoje, decidi calcular o meu valor para o caso de quererem me comprar. É bom ter o nosso preço na ponta da língua e sempre atualizado, pois – para usar a frase-lema do Brasil dos nossos dias – nunca se sabe.

      Nossa autoavaliação deve ser objetiva. Costumamos nos dar mais valor do que realmente temos e há o perigo de, por uma questão de amor próprio, nos colocarmos fora do mercado. Também tendemos a valorizar coisas que, no mundo eminentemente prático da corrupção, não valem muito, como bons hábitos de higiene e a capacidade de mexer as orelhas. O que vale é o que podemos oferecer para o lucro imediato de quem nos comprar.

      As pessoas se queixam da falta de ética no Brasil e não se dão conta de que isso se deve à pouca oportunidade que o brasileiro comum tem de escolher ser ético ou não. Eu tenho tanto direito a ser corrupto quanto qualquer outro cidadão, mas não tenho oportunidade de sequer ouvir uma proposta para decidir se aceito. A corrupção continua ao alcance apenas de uns poucos privilegiados. Por que só uma pequena casta pode decidir se vai ter um comportamento ético enquanto a maioria permanece condenada à ética compulsória, por falta de alternativas? Quando me perguntam se sou ético, a única resposta que posso dar é a mesma que dou quando me perguntam se gosto do vinho Chateau Petrus: não sei. Nunca provei.

      Quem me comprar pode não lucrar com minhas conexões no governo ou com o conteúdo, inclusive, dos meus bolsos. Mas e o casco? Quanto me dão pelo vasilhame? Pagando agora eu garanto a entrega do corpo na hora da minha morte, com os sapatos de brinde. Tenho muitos anos de uso, mas todos os sistemas em razoável estado de conservação, precisando apenas de alguns ajustes das partes que se deterioraram com o tempo. Meus cabelos são poucos, mas os que ficaram são da melhor qualidade, do contrário não teriam ficado. Não dão para uma peruca inteira, mas ainda dão para um bom bigode.

      Meu cérebro, vendido à ciência, daria para alimentar vários ratos de laboratório durante semanas. Prejudicaria um pouco seu desempenho no labirinto, mas em compensação eles saberiam toda a letra do bolero No Sé Tú. Minhas entranhas dariam um bom preço em qualquer feira de órgãos usados, dependendo, claro, do poder de persuasão do leiloeiro (“Leve um sistema cardiovascular e eu incluo uma caixa de Isordil!”). Meu apêndice, por exemplo, nunca foi usado.

      Tudo calculado, descontada a depreciação, devo estar valendo aí uns, deixa ver… Mas é melhor não me anunciar. Vai que aparece um corruptor em potencial e eu descubra que não só não valho nada como estou lhe devendo.

                                                                          Luís Fernando Veríssimo

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As vírgulas empregadas no período “Tudo calculado, descontada a depreciação, devo estar valendo aí uns” foram necessárias para
  • A Isolar orações adverbiais da oração principal.
  • B Separar orações que apresentam sujeitos diferentes.
  • C Isolar orações adjetivas explicativas da oração principal.
  • D Isolar orações reduzidas de particípio da oração principal.
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                                              TEXTO I

                                             Meu valor


      Como todo homem tem seu preço e a corrupção é o que mais dá dinheiro no Brasil, hoje, decidi calcular o meu valor para o caso de quererem me comprar. É bom ter o nosso preço na ponta da língua e sempre atualizado, pois – para usar a frase-lema do Brasil dos nossos dias – nunca se sabe.

      Nossa autoavaliação deve ser objetiva. Costumamos nos dar mais valor do que realmente temos e há o perigo de, por uma questão de amor próprio, nos colocarmos fora do mercado. Também tendemos a valorizar coisas que, no mundo eminentemente prático da corrupção, não valem muito, como bons hábitos de higiene e a capacidade de mexer as orelhas. O que vale é o que podemos oferecer para o lucro imediato de quem nos comprar.

      As pessoas se queixam da falta de ética no Brasil e não se dão conta de que isso se deve à pouca oportunidade que o brasileiro comum tem de escolher ser ético ou não. Eu tenho tanto direito a ser corrupto quanto qualquer outro cidadão, mas não tenho oportunidade de sequer ouvir uma proposta para decidir se aceito. A corrupção continua ao alcance apenas de uns poucos privilegiados. Por que só uma pequena casta pode decidir se vai ter um comportamento ético enquanto a maioria permanece condenada à ética compulsória, por falta de alternativas? Quando me perguntam se sou ético, a única resposta que posso dar é a mesma que dou quando me perguntam se gosto do vinho Chateau Petrus: não sei. Nunca provei.

      Quem me comprar pode não lucrar com minhas conexões no governo ou com o conteúdo, inclusive, dos meus bolsos. Mas e o casco? Quanto me dão pelo vasilhame? Pagando agora eu garanto a entrega do corpo na hora da minha morte, com os sapatos de brinde. Tenho muitos anos de uso, mas todos os sistemas em razoável estado de conservação, precisando apenas de alguns ajustes das partes que se deterioraram com o tempo. Meus cabelos são poucos, mas os que ficaram são da melhor qualidade, do contrário não teriam ficado. Não dão para uma peruca inteira, mas ainda dão para um bom bigode.

      Meu cérebro, vendido à ciência, daria para alimentar vários ratos de laboratório durante semanas. Prejudicaria um pouco seu desempenho no labirinto, mas em compensação eles saberiam toda a letra do bolero No Sé Tú. Minhas entranhas dariam um bom preço em qualquer feira de órgãos usados, dependendo, claro, do poder de persuasão do leiloeiro (“Leve um sistema cardiovascular e eu incluo uma caixa de Isordil!”). Meu apêndice, por exemplo, nunca foi usado.

      Tudo calculado, descontada a depreciação, devo estar valendo aí uns, deixa ver… Mas é melhor não me anunciar. Vai que aparece um corruptor em potencial e eu descubra que não só não valho nada como estou lhe devendo.

                                                                          Luís Fernando Veríssimo

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Em “Por que só uma pequena casta pode decidir se vai ter um comportamento ético enquanto a maioria permanece condenada à ética compulsória, por falta de alternativas?”, o termo “compulsória” foi empregado com o mesmo sentido de
  • A Natural.
  • B Forçada.
  • C Ensinada.
  • D Estimulada.
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                                              TEXTO I

                                             Meu valor


      Como todo homem tem seu preço e a corrupção é o que mais dá dinheiro no Brasil, hoje, decidi calcular o meu valor para o caso de quererem me comprar. É bom ter o nosso preço na ponta da língua e sempre atualizado, pois – para usar a frase-lema do Brasil dos nossos dias – nunca se sabe.

      Nossa autoavaliação deve ser objetiva. Costumamos nos dar mais valor do que realmente temos e há o perigo de, por uma questão de amor próprio, nos colocarmos fora do mercado. Também tendemos a valorizar coisas que, no mundo eminentemente prático da corrupção, não valem muito, como bons hábitos de higiene e a capacidade de mexer as orelhas. O que vale é o que podemos oferecer para o lucro imediato de quem nos comprar.

      As pessoas se queixam da falta de ética no Brasil e não se dão conta de que isso se deve à pouca oportunidade que o brasileiro comum tem de escolher ser ético ou não. Eu tenho tanto direito a ser corrupto quanto qualquer outro cidadão, mas não tenho oportunidade de sequer ouvir uma proposta para decidir se aceito. A corrupção continua ao alcance apenas de uns poucos privilegiados. Por que só uma pequena casta pode decidir se vai ter um comportamento ético enquanto a maioria permanece condenada à ética compulsória, por falta de alternativas? Quando me perguntam se sou ético, a única resposta que posso dar é a mesma que dou quando me perguntam se gosto do vinho Chateau Petrus: não sei. Nunca provei.

      Quem me comprar pode não lucrar com minhas conexões no governo ou com o conteúdo, inclusive, dos meus bolsos. Mas e o casco? Quanto me dão pelo vasilhame? Pagando agora eu garanto a entrega do corpo na hora da minha morte, com os sapatos de brinde. Tenho muitos anos de uso, mas todos os sistemas em razoável estado de conservação, precisando apenas de alguns ajustes das partes que se deterioraram com o tempo. Meus cabelos são poucos, mas os que ficaram são da melhor qualidade, do contrário não teriam ficado. Não dão para uma peruca inteira, mas ainda dão para um bom bigode.

      Meu cérebro, vendido à ciência, daria para alimentar vários ratos de laboratório durante semanas. Prejudicaria um pouco seu desempenho no labirinto, mas em compensação eles saberiam toda a letra do bolero No Sé Tú. Minhas entranhas dariam um bom preço em qualquer feira de órgãos usados, dependendo, claro, do poder de persuasão do leiloeiro (“Leve um sistema cardiovascular e eu incluo uma caixa de Isordil!”). Meu apêndice, por exemplo, nunca foi usado.

      Tudo calculado, descontada a depreciação, devo estar valendo aí uns, deixa ver… Mas é melhor não me anunciar. Vai que aparece um corruptor em potencial e eu descubra que não só não valho nada como estou lhe devendo.

                                                                          Luís Fernando Veríssimo

http://contobrasileiro.com.br/meu-valor-cronica-de-luis-fernando-verissimo/

Ao tentar calcular o seu valor para o mercado, o autor enfatiza que nessa hora o que importa realmente: 
  • A São os valores humanos que a pessoa adota em suas crenças.
  • B São as ideias inovadoras que podem transformar a sociedade.
  • C É a lucratividade que a pessoa irá oferecer a quem comprá-la.
  • D É a herança material que a pessoa irá deixar ao falecer.
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                                              TEXTO I

                                             Meu valor


      Como todo homem tem seu preço e a corrupção é o que mais dá dinheiro no Brasil, hoje, decidi calcular o meu valor para o caso de quererem me comprar. É bom ter o nosso preço na ponta da língua e sempre atualizado, pois – para usar a frase-lema do Brasil dos nossos dias – nunca se sabe.

      Nossa autoavaliação deve ser objetiva. Costumamos nos dar mais valor do que realmente temos e há o perigo de, por uma questão de amor próprio, nos colocarmos fora do mercado. Também tendemos a valorizar coisas que, no mundo eminentemente prático da corrupção, não valem muito, como bons hábitos de higiene e a capacidade de mexer as orelhas. O que vale é o que podemos oferecer para o lucro imediato de quem nos comprar.

      As pessoas se queixam da falta de ética no Brasil e não se dão conta de que isso se deve à pouca oportunidade que o brasileiro comum tem de escolher ser ético ou não. Eu tenho tanto direito a ser corrupto quanto qualquer outro cidadão, mas não tenho oportunidade de sequer ouvir uma proposta para decidir se aceito. A corrupção continua ao alcance apenas de uns poucos privilegiados. Por que só uma pequena casta pode decidir se vai ter um comportamento ético enquanto a maioria permanece condenada à ética compulsória, por falta de alternativas? Quando me perguntam se sou ético, a única resposta que posso dar é a mesma que dou quando me perguntam se gosto do vinho Chateau Petrus: não sei. Nunca provei.

      Quem me comprar pode não lucrar com minhas conexões no governo ou com o conteúdo, inclusive, dos meus bolsos. Mas e o casco? Quanto me dão pelo vasilhame? Pagando agora eu garanto a entrega do corpo na hora da minha morte, com os sapatos de brinde. Tenho muitos anos de uso, mas todos os sistemas em razoável estado de conservação, precisando apenas de alguns ajustes das partes que se deterioraram com o tempo. Meus cabelos são poucos, mas os que ficaram são da melhor qualidade, do contrário não teriam ficado. Não dão para uma peruca inteira, mas ainda dão para um bom bigode.

      Meu cérebro, vendido à ciência, daria para alimentar vários ratos de laboratório durante semanas. Prejudicaria um pouco seu desempenho no labirinto, mas em compensação eles saberiam toda a letra do bolero No Sé Tú. Minhas entranhas dariam um bom preço em qualquer feira de órgãos usados, dependendo, claro, do poder de persuasão do leiloeiro (“Leve um sistema cardiovascular e eu incluo uma caixa de Isordil!”). Meu apêndice, por exemplo, nunca foi usado.

      Tudo calculado, descontada a depreciação, devo estar valendo aí uns, deixa ver… Mas é melhor não me anunciar. Vai que aparece um corruptor em potencial e eu descubra que não só não valho nada como estou lhe devendo.

                                                                          Luís Fernando Veríssimo

http://contobrasileiro.com.br/meu-valor-cronica-de-luis-fernando-verissimo/

Na crônica de Luís Fernando Veríssimo, o autor usa um tom irônico e sarcástico para criticar, principalmente:

  • A O comportamento ético do brasileiro.
  • B O egocentrismo dos brasileiros mais carentes.
  • C A contradição entre o que se prega e o que faz na prática.
  • D A falta de políticas públicas que incentivem a ética no brasileiro.
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            Por que é que morreram tantos remédios? Por que é que os remédios morrem? Tal é o problema. Não basta expô-lo; força é achar-lhe solução. Há de haver uma razão que explique tamanha ruína. Não se pode compreender que drogas eficazes no princípio de um século sejam inúteis ou insuficientes no fim dele. Tendo meditado sobre este ponto algumas horas longas, creio haver achado a solução necessária.

            Esta solução é de ordem metafísica. A natureza, interessada na conservação da espécie humana, inspira a composição dos remédios, conforme a graduação patológica dos tempos. Já alguém disse, com grande sagacidade, que não há doenças, mas doentes. Isto que se diz dos indivíduos, cabe igualmente aos tempos, e a moléstia de um vi não é exatamente a de outro. Há modificações lentas, sucessivas, por modo que, ao cabo de um século, já a droga que a curou não cura; é preciso outra. Não me digam que, se isto é assim, a observação basta para dar a sucessão dos remédios. Em primeiro lugar, não é a observação que produz todas as modificações terapêuticas; muitas destas são de pura sugestão. Em segundo lugar, a observação, em substância, não é mais que uma sugestão refletida da natureza. 

(Machado de Assis. Disponível em: http://www.cronicas.uerj.br/home/cronicas/machado/rio_de_janeiro/ano1893/19nov1893.html. Fragmento.)
O termo “que” dos segmentos em destaque apresenta-se com classificação morfológica DIFERENTE dos demais em:
  • A “[...] não é a observação que produz [...]”
  • B “[...] já a droga que a curou não cura [...]”
  • C “Não se pode compreender que drogas eficazes [...]” 
  • D  “Há de haver uma razão que explique tamanha ruína.”
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