Resolver o Simulado

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Português

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TEXTO 3


NÃO SOMOS ESCRAVOS DE NENHUM SENHOR

Dríade Aguiar


“(...) Como editora da Mídia NINJA, não sei colocar em palavras a dor que sentia a cada vez que entrava na página e via o post fixado com a foto de um rapaz negro com a Máscara de Flandres, uma cena tão antiquada quanto torturosamente atual. Esse post chegou a mais de 130 mil compartilhamentos, mais de 15 milhões de pessoas alcançadas – o alcance de quem fura a bolha ao focar sua linguagem para mais de 50% dos brasileiros, a população negra.

Alegorias, fantasias, décimos e quesitos à parte, a agremiação de São Cristóvão, o quilombo da favela, termina aclamada como Campeã do Povo. (...)”


O trecho sublinhado aparece isolado entre vírgulas, porque se trata de:

  • A um aposto recapitulativo ou resumidor.
  • B uma locução adverbial.
  • C um vocativo.
  • D um aposto comparativo.
  • E ocução verbal.
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                                       O valor da fofoca

                                                                                       Walcyr Carrasco


      Dos aspectos negativos da fofoca, todos sabemos. Em Os miseráveis, Victor Hugo conta a história de Fantine, que se torna prostituta. Quem só viu o filme ou só assistiu ao musical não sabe muito bem como ela vai para as ruas. O livro conta: fofoca! Fantine é operária. Mas tem uma filha, sendo solteira, em época de moral rígida. Paga uma família para cuidar da menina, Cosette. Mas não sabe ler. Para enviar os pagamentos e pedir notícias, usa os trabalhos de um homem, que escreve e envia o dinheiro. As amigas desconfiam. Especulam. O homem não conta, mas uma consegue ver o endereço numa carta. E se dá ao trabalho de ir até o local onde vive Cosette. Volta com a história completa e conta às amigas. A história chega à direção da fábrica e Fantine é demitida por ser mãe solteira. Vende os dentes, os cabelos, torna-se prostituta, morre no hospital. Jean Valjean, que se esconde da polícia, era o dono da fábrica. Culpa-se pela insensibilidade, busca Cosette e a cria. Mas a questão é que a pobre Fantine teve de vender os dentes e se prostituir devido à avidez da fofoca. Hoje, em tempos menos rígidos, a intimidade de uma pessoa, confidenciada entre lágrimas, pode virar piada no próximo jantar de amigos. Ou seja: longe de mim defender a fofoca em si. Mas ela tem seu valor, psicológico e criativo.

      Simples. A fofoca é uma forma de criar.

      Sempre digo que as pessoas têm tanta necessidade de ficção na vida como do ar que respiram. Por isso precisam ler romances, assistir a filmes, novelas. Até mesmo conferir revistas sobre celebridades, uma forma de exercitar a imaginação, já que a vida real é muito mais árdua do que aparece nas reportagens. Criar também faz parte da natureza humana. Alguns se contentam botando posts no Instagram, inventando uma vida que não têm, com a taça de vinho emprestada de alguém, num hotel onde não se hospedaram. Outras preferem criar sobre a vida alheia. Aquela mulher que conta à outra sobre uma terceira, colega de escritório.

      – Sabe que ela está saindo com um rapaz 20 anos mais jovem? E sustenta!

      Pode ser verdade. Ou ela apenas viu a moça com o sobrinho, saindo do trabalho. O resto, inventou. Nem todo mundo é escritor, mas todo mundo pode criar ficção. Eu mesmo aprendi muito com a fofoca. Morava em um prédio onde vivia uma mulher já madura. De dia, recebia um, que a sustentava, dava carro, conforto material. De noite, recebia outro, que amava. Era a fofoca do prédio.

      Acontece que era feia. Garanto, feia de verdade. Os dois senhores, pavorosos. Aliás, o que ela amava, um velho bem mais feio que o outro, o rico. Eu, que tinha certo preconceito estético, aprendi que beleza não é o mais importante. Havia amor, dinheiro e paixão naquela história de pessoas maduras. A fofoca me fez entender mais da vida. Em outra época, soube que o filho da vizinha não era filho, mas neto. Filho da moça que considerava irmã, mãe solteira. Toda a vila onde morava sabia, menos o menino. Isso me fez entender mais sobre os pais, que são capazes de acolher, dar solidariedade num momento difícil. Suponho que o garoto deve ter levado um susto quando soube. Mas é outra história.

      Minha mãe, quando eu era criança, tinha um bazar. Pequeno, típico de interior, em Marília. Era o centro de informações sobre a vida alheia do bairro. Todas as mulheres passavam, comentavam. Eu tentava ouvir. Mamãe me punha para fora quando a história era mais pesada. Isso me ajudou a desenvolver um certo talento. Quando fiz faculdade de jornalismo, e mais tarde trabalhei no ramo, era ótimo com as perguntas ao entrevistar. Destemido. Fiz sucesso com colunas, jornalismo comportamental. Isso me ajuda até hoje. Quando vou construir uma história, falo com pessoas, converso. Extraio segredos. Conto por meio dos personagens. Vejam que ligação bonita saber da vida alheia tem com o ato de criar.

      O que é uma grande biografia, a não ser a vida de alguém? Uma fofoca autenticada, impressa e aplaudida pela crítica?

      Há um porém: a fofoca, mesmo real, passa pelo crivo de quem conta. Pelo meu, pelo seu, pelo nosso olhar. É a velha história – alguém me oferece meio copo de suco de laranja e posso dizer.

      – Adorei, ganhei meio copo de suco refrescante.

      – Odiei, imagine, me dar só meio copo? Era resto! 

      Quando ouvir uma fofoca, abra as orelhas. O que alguém diz sobre o outro revela mais sobre quem fala do que sobre o alvo em questão. Uma fofoca, como todo ato de criação, tira a máscara do criador. 

Disponível em: https://epoca.globo.com/sociedade/walcyr-carrasco/noticia/2017/10/o-valor-da-fofoca.html. Acesso em: 08 maio 2018.

A divisão silábica está correta, EXCETO em:

  • A a.lhei.o
  • B con.fi.den.ci.a.da
  • C cri.a.dor
  • D so.li.da.rie.da.de
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Consumismo e meio ambiente

(Rafael Tocantins Maltez e Monique Rodrigues Ferian)

1 Estamos vivendo na era pós-moderna, e o consumismo tornou-se uma de suas características fundamentais, o qual produz impactos preocupantes e até mesmo alarmantes sob a ótica do meio ambiente.
2 Sabe-se que o consumo é parte integrante da atividade humana, tanto para atender a necessidades básicas e vitais, bem como para atender aos desejos mais fúteis e desnecessários. Porém o consumo pode transformar-se em consumismo, vale dizer, o viés patológico do consumo, acarretando práticas de desperdício, lixo em excesso descartado sem critério em todos os ambientes (inclusive nos oceanos e no espaço), rejeitos, os quais podem causar desequilíbrios notadamente no processo evolutivo natural e até civilizatório, fomentado por meio da criação de necessidades artificiais, ou seja, nem tão necessárias quanto pode se acreditar em um primeiro momento. Dessa forma, o consumismo pode, por um lado, trazer benefícios aos consumidores e fornecedores, contudo também pode acarretar efeitos pouco convenientes ao meio ambiente natural, essencial à sadia qualidade de vida, tornando a natureza cada vez mais explorada, degradada, vilipendiada e menos preservada e recuperada.
3 Uma pesquisa do World Watch Institute, realizada em 2008, demonstrou que a degradação ambiental aumentou cerca de 50% nos últimos 30 anos. Degradação que se complementa pela produção de lixo, que totaliza cerca de 9 toneladas diárias, somente no Estado do Rio de Janeiro, conforme pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2001. Daí surge o conceito de etiquetas de preço ocultas aos nossos olhos, ou seja, a maioria dos produtos e serviços que adquirimos diariamente não possui informação de seus impactos ambientais, seja ao Planeta ou à saúde e à segurança do consumidor, e tampouco aos trabalhadores envolvidos no processo de produção, que exercem seu trabalho para satisfazer nossas necessidades e nossos desejos.
4 Muitas vezes, adquirem-se os produtos e utilizam-se serviços sem o cuidado necessário, sem a preocupação de analisar o seu ciclo de vida com todos os impactos produzidos (desde a extração dos recursos naturais, o transporte, a transformação, passando pelo meio ambiente do trabalho e a distribuição e comercialização), consciência imprescindível para a eliminação ou mitigação dos impactos ambientais. Em que pese a crise ambiental que vivemos, não há uma política séria, sistemática, globalizante, para o desenvolvimento de atitudes sustentáveis, nem tampouco para a redução de danos e dos impactos. Diante desse aspecto, surge o argumento de que as tecnologias produtivas não são aptas a reduzirem os impactos, pois não se tinha a consciência ambiental na época de sua elaboração (como no caso dos combustíveis fósseis) ou que o custo é alto para a implementação de técnicas sustentáveis.
5 O ser humano produziu e produz em um ritmo cada vez mais acelerado, impossibilitando a regeneração natural que tem seu ritmo próprio. O consumo global de bens e serviços já ultrapassou cerca de 30% da capacidade de regeneração natural do planeta. Sendo assim, questiona-se: Até que momento o homem irá se permitir viver dessa forma? Talvez somente no momento em que os impactos passarem a interferir de tal modo em sua vida cotidiana que a inviabilizará. Ou no momento em que a produção for paralisada por falta de recursos naturais.
6 De um modo ou de outro, o ser humano deve manter-se atento, para que a tecnologia tão idolatrada não se torne inviável, pois ainda depende dos recursos naturais, os quais nem sempre são percebidos como imprescindíveis. A situação atual requer atenção, consciência ambiental e, principalmente, um freio nas embalagens e preços ocultos que insistimos em colocar nas coisas simples. Seja por meio de bom senso, mudança de hábitos, posturas e principalmente redução do consumo exagerado e desnecessário, pois é necessário fazermos algo, antes que seja tarde demais.

Texto adaptado de <https://rafaelmaltez.jusbrasil.com.br/artigos/1219444044/consumismo-e-meio-ambiente>, acessado em 28 de março de 2018. 

Assinale a alternativa em que todas as palavras retiradas do texto obedecem à mesma regra de acentuação gráfica.

  • A ótica / práticas / patológico
  • B sistemática / básicas / inviabilizará
  • C época / política / imprescindível
  • D consciência / até / benefício
  • E critério / diárias / também
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Consumismo e meio ambiente

(Rafael Tocantins Maltez e Monique Rodrigues Ferian)

1 Estamos vivendo na era pós-moderna, e o consumismo tornou-se uma de suas características fundamentais, o qual produz impactos preocupantes e até mesmo alarmantes sob a ótica do meio ambiente.
2 Sabe-se que o consumo é parte integrante da atividade humana, tanto para atender a necessidades básicas e vitais, bem como para atender aos desejos mais fúteis e desnecessários. Porém o consumo pode transformar-se em consumismo, vale dizer, o viés patológico do consumo, acarretando práticas de desperdício, lixo em excesso descartado sem critério em todos os ambientes (inclusive nos oceanos e no espaço), rejeitos, os quais podem causar desequilíbrios notadamente no processo evolutivo natural e até civilizatório, fomentado por meio da criação de necessidades artificiais, ou seja, nem tão necessárias quanto pode se acreditar em um primeiro momento. Dessa forma, o consumismo pode, por um lado, trazer benefícios aos consumidores e fornecedores, contudo também pode acarretar efeitos pouco convenientes ao meio ambiente natural, essencial à sadia qualidade de vida, tornando a natureza cada vez mais explorada, degradada, vilipendiada e menos preservada e recuperada.
3 Uma pesquisa do World Watch Institute, realizada em 2008, demonstrou que a degradação ambiental aumentou cerca de 50% nos últimos 30 anos. Degradação que se complementa pela produção de lixo, que totaliza cerca de 9 toneladas diárias, somente no Estado do Rio de Janeiro, conforme pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2001. Daí surge o conceito de etiquetas de preço ocultas aos nossos olhos, ou seja, a maioria dos produtos e serviços que adquirimos diariamente não possui informação de seus impactos ambientais, seja ao Planeta ou à saúde e à segurança do consumidor, e tampouco aos trabalhadores envolvidos no processo de produção, que exercem seu trabalho para satisfazer nossas necessidades e nossos desejos.
4 Muitas vezes, adquirem-se os produtos e utilizam-se serviços sem o cuidado necessário, sem a preocupação de analisar o seu ciclo de vida com todos os impactos produzidos (desde a extração dos recursos naturais, o transporte, a transformação, passando pelo meio ambiente do trabalho e a distribuição e comercialização), consciência imprescindível para a eliminação ou mitigação dos impactos ambientais. Em que pese a crise ambiental que vivemos, não há uma política séria, sistemática, globalizante, para o desenvolvimento de atitudes sustentáveis, nem tampouco para a redução de danos e dos impactos. Diante desse aspecto, surge o argumento de que as tecnologias produtivas não são aptas a reduzirem os impactos, pois não se tinha a consciência ambiental na época de sua elaboração (como no caso dos combustíveis fósseis) ou que o custo é alto para a implementação de técnicas sustentáveis.
5 O ser humano produziu e produz em um ritmo cada vez mais acelerado, impossibilitando a regeneração natural que tem seu ritmo próprio. O consumo global de bens e serviços já ultrapassou cerca de 30% da capacidade de regeneração natural do planeta. Sendo assim, questiona-se: Até que momento o homem irá se permitir viver dessa forma? Talvez somente no momento em que os impactos passarem a interferir de tal modo em sua vida cotidiana que a inviabilizará. Ou no momento em que a produção for paralisada por falta de recursos naturais.
6 De um modo ou de outro, o ser humano deve manter-se atento, para que a tecnologia tão idolatrada não se torne inviável, pois ainda depende dos recursos naturais, os quais nem sempre são percebidos como imprescindíveis. A situação atual requer atenção, consciência ambiental e, principalmente, um freio nas embalagens e preços ocultos que insistimos em colocar nas coisas simples. Seja por meio de bom senso, mudança de hábitos, posturas e principalmente redução do consumo exagerado e desnecessário, pois é necessário fazermos algo, antes que seja tarde demais.

Texto adaptado de <https://rafaelmaltez.jusbrasil.com.br/artigos/1219444044/consumismo-e-meio-ambiente>, acessado em 28 de março de 2018. 

Assinale a alternativa em que ambas as palavras retiradas do texto apresentam um hiato.

  • A combustíveis / sustentáveis
  • B daí / saúde
  • C hábitos / época
  • D até / viés
  • E técnica / próprio
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A palavra que precisa ser acentuada graficamente para estar correta quanto às normas em vigor está destacada na seguinte frase:

  • A Todo escritor de novela tem o desejo de criar um personagem inesquecível.
  • B Os telespectadores veem as novelas como um espelho da realidade.
  • C Alguns novelistas gostam de superpor temas sociais com temas políticos.
  • D Para decorar o texto antes de gravar, cada ator rele sua fala várias vezes.
  • E Alguns atores de novela constroem seus personagens fazendo pesquisa.
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                                A não menos nobre vírgula


      [...] Jacob mandou esta questão: “Sempre aprendi que o advérbio deveria vir entre vírgulas, mesmo que, às vezes, a frase fique truncada.

      Quando vi que não colocou os advérbios entre vírgulas, senti que há uma esperança de me libertar dessas verdadeiras amarras dos tempos escolares. Como pontuar, afinal, nesses casos?”.

      O leitor acertou na mosca quando se referiu a “essas verdadeiras amarras escolares”. Tomemos como exemplo o próprio texto do leitor, que na passagem “...mesmo que, às vezes, a frase fique truncada” optou por pôr entre vírgulas a expressão adverbial “às vezes”, que vem entre a locução conjuntiva “mesmo que” e “a frase”, sujeito da oração introduzida por “mesmo que”.

      Vamos lá. Teria sido perfeitamente possível deixar “livre” a expressão adverbial “às vezes”, ou seja, teria sido possível não empregar as duas vírgulas (“...mesmo que às vezes a frase fique truncada”). É bom que se diga que, com as duas vírgulas, a expressão “às vezes” ganha ênfase, o que não ocorreria se não fossem empregadas as vírgulas.

      O que não se pode fazer de jeito nenhum nesses casos é empregar a chamada “vírgula solteira”, que é aquela que perde o par no meio do caminho. Tradução: ou se escreve “...mesmo que, às vezes, a frase fique truncada” ou se escreve “...mesmo que às vezes a frase fique truncada”. [...]

(Pasquale Cipro Neto, publicado em: <https://www1.folha.uol.com.br/colunas/pasquale/2016/11/1831039-a-nao-menos-nobre-virgula.shtml> . Acesso em 24/03/18. Adaptado)

A partir da explicação dada pelo autor, considere o uso da vírgula nas seguintes afirmativas:


1. O presidente eleito disse, durante a campanha que construirá um muro entre o México e os EUA.

2. O presidente eleito disse, durante a campanha, que construirá um muro entre o México e os EUA.

3. O presidente eleito disse durante a campanha que construirá um muro entre o México e os EUA.

4. O presidente eleito disse durante a campanha, que construirá um muro entre o México e os EUA.


Está correto o uso da vírgula em:

  • A 1 apenas.
  • B 2 apenas.
  • C 3 apenas.
  • D 1 e 4 apenas
  • E 2 e 3 apenas.
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Leia o texto a seguir para responder a questão.


Texto II


A terceira idade no mundo digital


Sabemos que o século XX presenciou um intenso desenvolvimento tecnológico. [...] Tais avanços têm se refletido em diversos âmbitos sociais, ocasionando, assim, a reconfiguração das relações sociais a das práticas cotidianas. Em função disso, o acesso ao mundo digital vem, continuamente, sendo algo presente nas práticas das relações sociais em diversas faixas etárias. É nesse contexto que o uso do computador e, consequentemente, o uso das Tecnologias da Informação e da Comunicação – TICs tem crescido intensamente, sobretudo, no que tange ao público da terceira idade.

Durante muito tempo, a terceira idade, ou como muitos chamam: a velhice, era sinônimo de inércia, de descanso, de ostracismo e de afastamento de diversos tipos de atividades. Diante disso, as pessoas pertencentes a essa faixa etária não praticavam inúmeros tipos de atividades, tais como: lúdicas, esportivas, etc, o que alçava esses sujeitos a um papel passivo nas práticas sociais do dia-a-dia. Contudo, nos últimos anos, a sociedade tem passado por diversas modificações no âmbito das relações sociais, o que tem acarretado reconfigurações nos papéis sociais. É nesse cenário, que a terceira idade passa a ser concebida como uma faixa etária comum e que pode desempenhar seu papel/função social.

É nesse cenário, também, que muitos idosos têm se dedicado a diversos tipos de atividades, tais como: esportes, atividades de lazer, cursos e, até mesmo, ao campo profissional. Em outras palavras, muitas pessoas dessa faixa etária se inserem novamente no mercado de trabalho, ainda que já sejam aposentadas. No entanto, um aspecto que se destaca nas novas práticas corriqueiras do dia-a-dia desse público diz respeito ao acesso à informática e, por conseguinte, ao universo digital. Dentro dessa perspectiva, o acesso à internet, às redes sociais, a recursos de entretenimento, o uso de e-mails, compras virtuais, cursos na modalidade EaD, pagamentos de contas e outros recursos oriundos do âmbito digital têm feito parte da rotina cotidiana da terceira idade. Essa utilização das TICs tem gerado inúmeros benefícios e facilidades para as mais diversas faixas etárias e, acima de tudo, para a terceira idade. O que reforça a perspectiva do computador como algo necessário.

Entretanto, o acesso ao mundo digital não se restringe aos benefícios da vida cotidiana, mas também abrange benefícios cognitivos. Isto é, o fato de levar o idoso a utilizar a mente e o intelecto, produzindo, assim, o conhecimento [dando sentido e elaborando significados a partir das informações recebidas]. Não se pode negar que, para uma grande parte de pessoas pertencentes a esse público, a utilização desses artefatos da informática ainda é um desafio. Dito de outra forma, o medo/ receio do novo e de algo contemporâneo é algo compartilhado por diversas pessoas da terceira idade. Além disso, muitos são refratários à informática. Contudo, a nova perspectiva do acesso ao universo digital por parte da terceira idade alça esse público à condição de um sujeito ativo nas práticas cotidianas das relações sociais, o que transcende a perspectiva do ostracismo.


Fonte: adaptado de: SILVA, Silvio Profírio da. Disponível em: <http://jconline.ne10.uol.com.br/canal/opiniao/noticia/2011/07/31/a-terceira-idade-no-mundo-digital-11626.php>. Acesso em: 6 fev. 2018.

Leia os excertos.


“Durante muito tempo, a terceira idade, ou como muitos chamam, a velhice era sinônimo de inércia, de descanso, de ostracismo e de afastamento de diversos tipos de atividades. [...] Contudo, a nova perspectiva do acesso ao universo digital por parte da terceira idade alça esse público à condição de um sujeito ativo nas práticas cotidianas das relações sociais, o que transcende a perspectiva do ostracismo.”


Assinale a alternativa CORRETA que pode manter o mesmo significado da palavra “ostracismo” destacada.

  • A pedantismo - aquele que ostenta um conhecimento que não possui.
  • B isolamento - ato de se isolar.
  • C ceticismo - estado de dúvida permanente.
  • D maquinismo - aquele que não possui sensibilidade em relação ao mundo.
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                   A era do descartável: seu lixo diz muito sobre você


      Imagine se um dia todos os lixeiros de sua cidade decidirem não trabalhar. O caos será generalizado, se a greve se prolongar e, talvez só assim, esses profissionais serão valorizados pela população. O serviço social da limpeza urbana é imensurável: trata-se de saúde, segurança e conforto público.

      De uns anos para cá, o poder aquisitivo das famílias brasileiras tem aumentado. Ao consumir mais, produzimos mais lixo . Fato ! Em 2013, foram três milhões de toneladas a mais em relação ao ano anterior – o que significa um aumento de 4,1%. O Brasil é o quinto país que mais produz lixo no mundo.

      Frequentemente vejo – no trabalho, na faculdade, na rua – pessoas jogando embalagens descartáveis com a maior naturalidade. Já faz parte do cotidiano: ficou com sede? Passa lá na copa do escritório, saca um copo descartável, toma um gole de água e… LIXO! Daqui uma hora a história se repete. A naturalidade destes hábitos e a quantidade de lixo que produzimos dizem muito sobre nós.

      Somos seres que vivem em uma correria louca, onde a comida rápida e pronta é praticamente essencial, onde sobra pouco tempo para refletir e até mesmo para colocar em prática aquilo que acreditamos, onde o consumo é muito valorizado e lavar um copo é desnecessário.

      Conheci, há dois anos, uma mulher na faixa dos trinta que morava sozinha. Ela trabalhava durante o dia e frequentava a academia três vezes por semana. Quando fui à casa dela, logo me alertou: não tem pratos, talheres ou copos. “É tudo de plástico, para eu não precisar lavar!”, explicou. Fiquei um tanto quanto chocada.

      Com a mesma naturalidade e nesta mesma época, descartei por alguns meses os copos do café que comprava diariamente ao lado da faculdade, no Starbucks. “O copo é feito de papel e pode ser facilmente reciclado”, pensava eu. Depois de um período, o hábito começou a me incomodar – e não foi pouco. Até tentei levar uma caneca, mas era muito pesada e ocupava muito espaço em minha bolsa. Minha presença na lojinha passou a ser evento mais raro.

      Este ano resolvi experimentar uma composteira caseira. Aqueles minhocários práticos, pensados para quem vive como nós: na correria, sem espaço e etc. Estou adorando a experiência. Tudo que é  lixo orgânico jogo lá. Tenho um professor que jura que suas minhocas comem até carne. Eu nunca tentei. Mas parece mágica: nada de cheiro ruim ou de demora. Em alguns meses seu adubo está pronto. Como matéria seca, que é preciso colocar em proporção aos orgânicos, recorto a caixa de pizza em pedacinhos – e, assim, reciclo sua embalagem em casa mesmo. Então, se é para pedir comida em casa, eu já sei: pizza do restaurante ao lado.

      Alguns podem pensar: “Besteira, a prefeitura recolhe o lixo, recicla e dá destino correto. Por que iria me esforçar tanto para reduzir meu lixo?”. Aí, meu amigo, vai de cada um. Mas a reflexão é importante (...).

PS: os três famosos “Rs” da sustentabilidade são claros: reduza, reutilize, recicle. A opção da reciclagem é ótima, mas é a última medida a ser tomada.

Jéssica Miwa (Disponível em: thegreensestpost.com) Acesso em 14/03/2018.

A oração destacada em: “Somos seres QUE VIVEM EM UMA CORRERIA LOUCA” classifica-se como:

  • A subordinada substantiva apositiva.
  • B subordinada substantiva predicativa.
  • C subordinada adjetiva restritiva.
  • D coordenada sindética explicativa.
  • E coordenada sindética aditiva.
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As questão abaixo refere-se ao texto seguinte − parte do prefácio de um livro de sociologia em que o autor se dedicou ao estudo da cultura popular.


[Linguagens e culturas]


    Este livro estuda as modificações que se deram na cultura das classes populares ao longo das últimas décadas, de modo especial aquelas que podem ser atribuídas à influência das publicações de massa. Creio que obteríamos resultados muito semelhantes caso tomássemos como exemplos algumas outras formas de comunicação, como o cinema, o rádio ou a televisão.

    Penso que tenho sempre tentado dirigir-me principalmente ao “leitor comum” sério ou “leigo inteligente” de qualquer classe social. Não significa isto que eu tenha tentado adotar qualquer tom de voz específico, ou que tenha evitado o uso de quaisquer termos técnicos, para só empregar expressões banais. Escrevi tão claramente quanto o permitiu a minha compreensão do assunto, e apenas usei termos técnicos quando me pareceram susceptíveis de se tornarem úteis e sugestivos.

    O “leigo inteligente” é uma figura vaga, e a popularização uma tarefa perigosa; mas parece-me que aqueles de nós que consideram uma urgente necessidade escrever para ele devem continuar a tentá-lo. Porque um dos mais nefastos aspectos da nossa condição cultural é a divisão entre a linguagem dos peritos e o nível extraordinariamente baixo daquela utilizada nos órgãos de comunicação de massa.

(Adaptado de: HOGGART, Richard. As utilizações da cultura. Trad. de Maria do Carmo Cary. Lisboa: Editorial Presença, 1973.)

O verbo indicado entre parênteses deverá flexionar-se de modo a concordar com o elemento sublinhado na frase:

  • A As modificações da cultura popular (constituir) o centro da preocupação desse livro de Richard Hoggart.
  • B O autor do livro deseja que a linguagem de seus estudos (propiciar) aos seus leitores revelações sobre a cultura das classes populares.
  • C A popularização preocupa o autor porque muitos estudos se tornam simplórios devido à simplificação excessiva a que se (submeter).
  • D O pesquisador acredita que um dos mais negativos aspectos da nossa civilização está no abismo que (permear) as linguagens.
  • E Quem estuda os diferentes níveis de manifestações culturais propõe-se a reconhecer os distintos valores com os quais se (instituir) uma cultura complexa.
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Nas décadas subsequentes, vários estudos correlacionaram os hábitos dos pacientes como fatores de risco para doenças cardiovasculares. Sedentarismo, tabagismo, obesidade, entre outros, aumentam drasticamente as chances de enfarte. 

Com relação à quantidade de artigos no trecho, há

  • A cinco.
  • B três.
  • C quatro.
  • D dois.
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                                Mobilidade urbana


      Ao longo dos últimos anos a expressão mobilidade urbana – soma das condições e dos critérios oferecidos para a livre circulação das pessoas numa cidade − tem sido empregada para identificar um dos desafios dos grandes centros urbanos. Trata-se de um conceito mais complexo do que parece: não se reduz a uma simples questão de trânsito, diz respeito ao modo e à qualidade de vida das pessoas, à dinâmica instituída em seu cotidiano. Trata-se, enfim, de considerar uma política pública para qualificar os espaços em que os indivíduos se movimentam.

      O desafio está, sobretudo, em escolher os usos do território urbano, em privilegiar este ou aquele meio de transporte, em administrar os rumos e as concentrações de passageiros. Essa escolha não se faz sem pressupostos: o que, de fato, se pretende instituir? A livre circulação dos automóveis? O favorecimento do transporte coletivo? A velocidade máxima em canais de uso regulamentado? Faixas para ciclistas? Calçadões para pedestres? Espaços ambientais interligados? Linhas subterrâneas? A política implicada nesta ou naquela escolha diz muito das convicções de quem administra o espaço das grandes cidades. Como este é fatalmente limitado, e tende a receber um número sempre crescente de usuários, há que se encontrar medidas que otimizem seu uso e favoreçam a mobilidade de quem se considere seu usuário preferencial. Não é à toa que medidas tomadas para a implementação prática da mobilidade urbana provocam polêmicas ácidas, quando não conflitos mais graves, entre setores da população.

      Como regra geral, o poder público deve se envolver sobretudo com o que seja coletivo, o que atenda à parte maior da população, visando criar condições dignas para sua mobilidade. O transporte de massas não pode ser sacrificado em nome do transporte individual. A primazia do automóvel tem infligido enormes custos à qualidade de vida da maioria dos que habitam as grandes cidades.

                                                                              (Argemiro Diaféria, inédito

O verbo indicado entre parênteses deverá flexionar-se de modo a concordar com o elemento sublinhado na frase:

  • A Se não se (considerar) os efeitos práticos desse novo planejamento urbano, a cidade tornar-se-á um caos em que todos estaremos mergulhados.
  • B A administração de algumas pequenas cidades, de modo bisonho, (simular) problemas de mobilidade urbana para encontrar soluções desnecessárias.
  • C É preciso que se (cobrar) do poder público medidas gerenciais que garantam uma aceitável qualidade de vida para a maioria da população.
  • D Transitar em espaços ambientais ou amplos calçadões não (constituir) privilégios, mas condições dignas de mobilidade urbana.
  • Eresoluções que não (caber) ao poder público tomar sem antes averiguar quais sejam os reais interesses da maior parte dos cidadãos.
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TEXTO – Sem tolerância com o preconceito
Átila Alexandre Nunes, O Globo, 23/01/2018 (adaptado)
Diante do número de casos de preconceito explícito e agressões, somos levados ao questionamento se nossa sociedade corre o risco de estar tornando-se irracionalmente intolerante. Ou, quem sabe, intolerantemente irracional. Intolerância é a palavra do momento. Da religião à orientação sexual, da cor da pele às convicções políticas.
O tamanho desse problema rompeu fronteiras e torna-se uma praga mundial. Líderes políticos, em conluio com líderes religiosos, ignoram os conceitos de moral, ética, direitos, deveres e justiça. As redes sociais assumiram um papel cruel nesse sistema. Se deveriam servir para mostrar indignação, mostram, muitas vezes, um preconceito medieval.
No campo da religiosidade, o fanatismo se mostra cada dia mais presente no Rio de Janeiro. No último ano, foram registradas dezenas de casos de intolerância religiosa por meio da Secretaria de Estado de Direitos Humanos. Um número ainda subnotificado, pois, muitas ocorrências que deveriam ser registradas como “intolerância religiosa” são consideradas brigas de vizinhos.
A subnotificação desses casos é um dos maiores entraves na luta contra a intolerância religiosa. O registro incorreto e a descrença de grande parte da população na punição a esse tipo de crime colaboram para maquiar o retrato dos ataques promovidos pelo fanatismo religioso em nossa sociedade. A perseguição às minorias religiosas está cada vez mais organizada com braços políticos e até de milícias armadas como o tráfico de drogas.
No último ano recebemos denúncias de ataques contra religiões de matriz africana praticados pelo tráfico de drogas, que não só destruíam terreiros, como também proibiam a realização de cultos em determinada região, segundo o desejo do chefe da facção local.
Não podemos regredir a um estado confessional. A luta de agora pela liberdade religiosa é um dever de todos para garantir o cumprimento da Constituição Federal. Quando uma pessoa de fé é humilhada, agredida ou discriminada devido à sua crença, ela tem seus direitos humanos e constitucionais violados. Hoje, falase muito sobre intolerância religiosa, mas, muito mais do que sermos tolerantes, precisamos aprender a respeitar a individualidade e as crenças de cada um.
Até porque, nessa toada, a intolerância irracional ganha terreno, e nós vamos ficando cada vez mais irracionalmente intolerantes com aquilo que não deveríamos ser. Numa sociedade onde o preconceito se mostra cada dia mais presente, a única saída é a incorporação da cultura do respeito. Preconceito não se tolera, se combate.

“Até porque, nessa toada, a intolerância irracional ganha terreno, e nós vamos ficando cada vez mais irracionalmente intolerantes com aquilo que não deveríamos ser”. A forma verbal “deveríamos ser” forma uma locução verbal como os vocábulos abaixo:

  • A queremos ser;
  • B mandamos ser;
  • C deixemos ser;
  • D vimos ser;
  • E ouvimos ser.
13

      Se determinado efeito, lógico ou artístico, mais fortemente se obtém do emprego de um substantivo masculino apenso a substantivo feminino, não deve o autor hesitar em fazê-lo. Quis eu uma vez dar, em uma só frase, a ideia – pouco importa se vera ou falsa – de que Deus é simultaneamente o Criador e a Alma do mundo. Não encontrei melhor maneira de o fazer do que tornando transitivo o verbo “ser”; e assim dei à voz de Deus a frase:

      – Ó universo, eu sou-te,

      em que o transitivo de criação se consubstancia com o intransitivo de identificação.

      Outra vez, porém em conversa, querendo dar incisiva, e portanto concentradamente, a noção verbal de que certa senhora tinha um tipo de rapaz, empreguei a frase “aquela rapaz”, violando deliberadamente e justissimamente a lei fundamental da concordância.

      A prosódia, já alguém o disse, não é mais que função do estilo.

      A linguagem fez-se para que nos sirvamos dela, não para que a sirvamos a ela.

                     (Fernando Pessoa. A língua portuguesa, 1999. Adaptado)

Assinale a alternativa que atende à norma-padrão de colocação pronominal.

  • A A prosódia, já disse-o alguém, não é mais que função do estilo.
  • B Se consubstancia o transitivo de criação com o intransitivo de identificação na frase: – Ó universo, eu sou-te.
  • C Tendo referido-me a Deus simultaneamente como o Criador e a Alma do mundo, recorri à frase: – Ó universo, eu sou-te.
  • D Sirvamo-nos da linguagem para quaisquer efeitos, sejam eles lógicos ou artísticos.
  • E Para expressar minha ideia, juntariam-se o transitivo de criação com o intransitivo de identificação na frase.
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TEXTO - Ressentimento e Covardia


Tenho comentado aqui na Folha em diversas crônicas, os usos da internet, que se ressente ainda da falta de uma legislação específica que coíba não somente os usos mas os abusos deste importante e eficaz veículo de comunicação. A maioria dos abusos, se praticados em outros meios, seriam crimes já especificados em lei, como a da imprensa, que pune injúrias, difamações e calúnias, bem como a violação dos direitos autorais, os plágios e outros recursos de apropriação indébita.

No fundo, é um problema técnico que os avanços da informática mais cedo ou mais tarde colocarão à disposição dos usuários e das autoridades. Como digo repetidas vezes, me valendo do óbvio, a comunicação virtual está em sua pré-história.

Atualmente, apesar dos abusos e crimes cometidos na internet, no que diz respeito aos cronistas, articulistas e escritores em geral, os mais comuns são os textos atribuídos ou deformados que circulam por aí e que não podem ser desmentidos ou esclarecidos caso por caso. Um jornal ou revista é processado se publicar sem autorização do autor um texto qualquer, ainda que em citação longa e sem aspas. Em caso de injúria, calúnia ou difamação, também. E em caso de falsear a verdade propositadamente, é obrigado pela justiça a desmentir e dar espaço ao contraditório.

Nada disso, por ora, acontece na internet. Prevalece a lei do cão em nome da liberdade de expressão, que é mais expressão de ressentidos e covardes do que de liberdade, da verdadeira liberdade. (Carlos Heitor Cony, Folha de São Paulo, 16/05/2006 – adaptado) 

“Um jornal ou revista é processado se publicar sem autorização do autor um texto qualquer”.


Se reescrita no plural, a melhor forma dessa frase será:

  • A Jornais e revistas são processados se publicar sem autorização do autor um texto qualquer;
  • B Jornais e revistas são processados se publicarem sem autorização dos autores uns textos quaisquer;
  • C Jornais e revistas são processados se publicar sem autorizações dos autores um texto qualquer;
  • D Jornais e revistas são processados se publicarem sem autorizações dos autores uns textos quaisquer;
  • E Jornais e revistas são processados se publicarem sem autorização do autor um texto qualquer.
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TEXTO - Ressentimento e Covardia


Tenho comentado aqui na Folha em diversas crônicas, os usos da internet, que se ressente ainda da falta de uma legislação específica que coíba não somente os usos mas os abusos deste importante e eficaz veículo de comunicação. A maioria dos abusos, se praticados em outros meios, seriam crimes já especificados em lei, como a da imprensa, que pune injúrias, difamações e calúnias, bem como a violação dos direitos autorais, os plágios e outros recursos de apropriação indébita.

No fundo, é um problema técnico que os avanços da informática mais cedo ou mais tarde colocarão à disposição dos usuários e das autoridades. Como digo repetidas vezes, me valendo do óbvio, a comunicação virtual está em sua pré-história.

Atualmente, apesar dos abusos e crimes cometidos na internet, no que diz respeito aos cronistas, articulistas e escritores em geral, os mais comuns são os textos atribuídos ou deformados que circulam por aí e que não podem ser desmentidos ou esclarecidos caso por caso. Um jornal ou revista é processado se publicar sem autorização do autor um texto qualquer, ainda que em citação longa e sem aspas. Em caso de injúria, calúnia ou difamação, também. E em caso de falsear a verdade propositadamente, é obrigado pela justiça a desmentir e dar espaço ao contraditório.

Nada disso, por ora, acontece na internet. Prevalece a lei do cão em nome da liberdade de expressão, que é mais expressão de ressentidos e covardes do que de liberdade, da verdadeira liberdade. (Carlos Heitor Cony, Folha de São Paulo, 16/05/2006 – adaptado) 

“No fundo, é um problema técnico que os avanços da informática mais cedo ou mais tarde colocarão à disposição dos usuários e das autoridades”.


O acento grave indicativo da crase empregado nesse segmento é devido ao mesmo fator da seguinte frase:

  • A À noite, todos os gatos são pardos;
  • B Pagar à vista é coisa rara hoje em dia;
  • C Entregou o livro à aluna;
  • D Saiu à procura da namorada;
  • E Ficava contente à proporção que superava os obstáculos.
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TEXTO - Ressentimento e Covardia


Tenho comentado aqui na Folha em diversas crônicas, os usos da internet, que se ressente ainda da falta de uma legislação específica que coíba não somente os usos mas os abusos deste importante e eficaz veículo de comunicação. A maioria dos abusos, se praticados em outros meios, seriam crimes já especificados em lei, como a da imprensa, que pune injúrias, difamações e calúnias, bem como a violação dos direitos autorais, os plágios e outros recursos de apropriação indébita.

No fundo, é um problema técnico que os avanços da informática mais cedo ou mais tarde colocarão à disposição dos usuários e das autoridades. Como digo repetidas vezes, me valendo do óbvio, a comunicação virtual está em sua pré-história.

Atualmente, apesar dos abusos e crimes cometidos na internet, no que diz respeito aos cronistas, articulistas e escritores em geral, os mais comuns são os textos atribuídos ou deformados que circulam por aí e que não podem ser desmentidos ou esclarecidos caso por caso. Um jornal ou revista é processado se publicar sem autorização do autor um texto qualquer, ainda que em citação longa e sem aspas. Em caso de injúria, calúnia ou difamação, também. E em caso de falsear a verdade propositadamente, é obrigado pela justiça a desmentir e dar espaço ao contraditório.

Nada disso, por ora, acontece na internet. Prevalece a lei do cão em nome da liberdade de expressão, que é mais expressão de ressentidos e covardes do que de liberdade, da verdadeira liberdade. (Carlos Heitor Cony, Folha de São Paulo, 16/05/2006 – adaptado) 

A palavra do texto que NÃO segue o mesmo processo de formação que as demais é:

  • A ressentimento;
  • B covardia;
  • C legislação;
  • D importante;
  • E veículo.
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Texto para responder à questão.

O despreparo da geração mais preparada

    A crença de que a felicidade é um direito tem tornado despreparada a geração mais preparada. Preparada do ponto de vista das habilidades, despreparada porque não sabe lidar com frustrações. Preparada porque é capaz de usar as ferramentas da tecnologia, despreparada porque despreza o esforço. Preparada porque conhece o mundo em viagens protegidas, despreparada porque desconhece a fragilidade da matéria da vida. E por tudo isso sofre, sofre muito, porque foi ensinada a acreditar que nasceu com o patrimônio da felicidade. E não foi ensinada ___ criar _____ partir da dor.

    Há uma geração de classe média que estudou em bons colégios, é fluente em outras línguas, viajou para o exterior e teve acesso à cultura e à tecnologia. Uma geração que teve muito mais do que seus pais. Ao mesmo tempo, cresceu com a ilusão de que a vida é fácil. Ou que já nascem prontos – bastaria apenas que o mundo reconhecesse a sua genialidade.

    Tenho me deparado com jovens que esperam ter no mercado de trabalho uma continuação de suas casas – onde o chefe seria um pai ou uma mãe complacente, que tudo concede. Foram ensinados a pensar que merecem, seja lá o que for que queiram. E quando isso não acontece – porque obviamente não acontece – sentem-se traídos, revoltam-se com a “injustiça” e boa parte se emburra e desiste.

    Como esses estreantes na vida adulta foram crianças e adolescentes que ganharam tudo, sem ter de lutar por quase nada de relevante, desconhecem que a vida é construção – e para conquistar um espaço no mundo é preciso ralar muito. Com ética e honestidade – e não a cotoveladas ou aos gritos. Como seus pais não conseguiram dizer, é o mundo que anuncia a eles que: viver é para os insistentes.

    Por que boa parte dessa nova geração é assim? Penso que este é um questionamento importante para quem está educando uma criança ou um adolescente hoje. Nossa época tem sido marcada pela ilusão de que a felicidade é uma espécie de direito. E tenho testemunhado a angústia de muitos pais para garantir que os filhos sejam “felizes”. Pais que fazem malabarismos para dar tudo aos filhos e protegê-los de todos os perrengues – sem esperar nenhuma responsabilização nem reciprocidade.

    Nossa classe média parece desprezar o esforço. Prefere a genialidade. O valor está no dom, naquilo que já nasce pronto. Dizer que “fulano é esforçado” é quase uma ofensa. Ter de dar duro para conquistar algo parece já vir assinalado com o carimbo de perdedor. Bacana é o cara que não estudou, passou a noite na balada e foi aprovado no vestibular de Medicina. Este atesta a excelência dos genes de seus pais. Esforçar-se é, no máximo, coisa para os filhos da classe C, que ainda precisam assegurar seu lugar no país.

    Da mesma forma que supostamente seria possível construir um lugar sem esforço, existe a crença não menos fantasiosa de que é possível viver sem sofrer. De que as dores inerentes a toda vida são uma anomalia e, como percebo em muitos jovens, uma espécie de traição ao futuro que deveria estar garantido. Pais e filhos têm pagado caro pela crença de que a felicidade é um direito. E a frustração um fracasso. Talvez aí esteja uma pista para compreender a geração do “eu mereço”.

(Eliane Brum. Disponível em: http://www.portalraizes.com/28-2/. Fragmento.)

No título do texto, a autora utiliza palavras que são formadas a partir de um mesmo radical “despreparo” e “preparada”. O prefixo empregado em uma delas possui o mesmo sentido expresso pelo destacado em:
  • A ateu, inativo.
  • B decair, decrescer
  • C aversão, amovível.
  • D adventício, contrasselar.
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Texto I – Do que as pessoas têm medo?


A geração pós-1980 e início de 1990 só conhece os tempos militares pelos livros de História e pelas séries da TV. Para a maioria dela, as palavras “democracia” e “liberdade” têm sentido diferente daquele para quem conheceu a falta desses direitos e as consequências de brigar por eles. Se hoje é possível existir redes sociais; se é possível que pessoas se organizem em grupos ou movimentos e digam ou escrevam o que querem e o que pensam, devem-se essas prerrogativas a quem no passado combateu as arbitrariedades de uma ditadura violenta, a custo muito alto.

A liberdade não é um benefício seletivo. Não existe numa sociedade quando alguns indivíduos têm mais liberdade que outros, ou quando a de uns se sobrepõe à de outros.

É fundamental para a evolução das sociedades compreender que o status quo das culturas está sempre se modificando, e que todas as modificações relacionadas aos costumes de cada época precisaram quebrar paradigmas que pareciam imutáveis. Foi assim com a conquista do voto da mulher, com a trajetória até o divórcio e para que a “desquitada” deixasse de ser discriminada. Foi assim, também, com outros costumes: o comprimento das saias, a introdução do biquíni, a inclusão racial, as famílias constituídas por união estável, o primeiro beijo na TV e tantas outras mudanças que precisaram vencer os movimentos conservadores até conseguirem se estabelecer. Hoje, ninguém se importa em ver um casal se beijando numa novela (desde que o casal seja formado por um homem e uma mulher). Há pouco mais de 60 anos, o primeiro beijo na TV, comportado, um encostar de lábios, foi um escândalo para a época.

A questão do momento é se existe limite para a expressão da arte.

                                    Simone Kamenetz, O Globo, 18/10/2017. (Adaptado) 

Foi assim com a conquista do voto da mulher, com a trajetória até o divórcio e para que a ´desquitada´ deixasse de ser discriminada.”


Esse período do terceiro parágrafo do texto tem a função de

  • A valorizar a ascensão político-social da mulher.
  • B demonstrar a luta das mulheres ao longo do tempo.
  • C exemplificar modificações nos costumes de uma época.
  • D explicar a que tipos de mudanças o texto se refere.
  • E esclarecer afirmações pouco claras feitas anteriormente.
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Texto I – Do que as pessoas têm medo?


A geração pós-1980 e início de 1990 só conhece os tempos militares pelos livros de História e pelas séries da TV. Para a maioria dela, as palavras “democracia” e “liberdade” têm sentido diferente daquele para quem conheceu a falta desses direitos e as consequências de brigar por eles. Se hoje é possível existir redes sociais; se é possível que pessoas se organizem em grupos ou movimentos e digam ou escrevam o que querem e o que pensam, devem-se essas prerrogativas a quem no passado combateu as arbitrariedades de uma ditadura violenta, a custo muito alto.

A liberdade não é um benefício seletivo. Não existe numa sociedade quando alguns indivíduos têm mais liberdade que outros, ou quando a de uns se sobrepõe à de outros.

É fundamental para a evolução das sociedades compreender que o status quo das culturas está sempre se modificando, e que todas as modificações relacionadas aos costumes de cada época precisaram quebrar paradigmas que pareciam imutáveis. Foi assim com a conquista do voto da mulher, com a trajetória até o divórcio e para que a “desquitada” deixasse de ser discriminada. Foi assim, também, com outros costumes: o comprimento das saias, a introdução do biquíni, a inclusão racial, as famílias constituídas por união estável, o primeiro beijo na TV e tantas outras mudanças que precisaram vencer os movimentos conservadores até conseguirem se estabelecer. Hoje, ninguém se importa em ver um casal se beijando numa novela (desde que o casal seja formado por um homem e uma mulher). Há pouco mais de 60 anos, o primeiro beijo na TV, comportado, um encostar de lábios, foi um escândalo para a época.

A questão do momento é se existe limite para a expressão da arte.

                                    Simone Kamenetz, O Globo, 18/10/2017. (Adaptado) 

Um dos conselhos para uma boa escrita é que as frases de um texto tenham a mesma organização sintática numa enumeração.

No fragmento “Se hoje é possível existir redes sociais; se é possível que pessoas se organizem em grupos...”, para que as duas frases tenham a mesma organização, a mudança adequada seria:

  • A a primeira frase deveria ser “Se é possível que existam redes sociais”.
  • B a primeira frase deveria ser “Se é possível a existência de redes sociais”.
  • C a segunda frase deveria ser “se é possível a organização de pessoas em grupos”.
  • D a segunda frase deveria ser “se é possível que pessoas sejam organizadas em grupos”.
  • E a segunda frase deveria ser “se é possível pessoas organizando-se em grupos”.
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Texto I – Do que as pessoas têm medo?


A geração pós-1980 e início de 1990 só conhece os tempos militares pelos livros de História e pelas séries da TV. Para a maioria dela, as palavras “democracia” e “liberdade” têm sentido diferente daquele para quem conheceu a falta desses direitos e as consequências de brigar por eles. Se hoje é possível existir redes sociais; se é possível que pessoas se organizem em grupos ou movimentos e digam ou escrevam o que querem e o que pensam, devem-se essas prerrogativas a quem no passado combateu as arbitrariedades de uma ditadura violenta, a custo muito alto.

A liberdade não é um benefício seletivo. Não existe numa sociedade quando alguns indivíduos têm mais liberdade que outros, ou quando a de uns se sobrepõe à de outros.

É fundamental para a evolução das sociedades compreender que o status quo das culturas está sempre se modificando, e que todas as modificações relacionadas aos costumes de cada época precisaram quebrar paradigmas que pareciam imutáveis. Foi assim com a conquista do voto da mulher, com a trajetória até o divórcio e para que a “desquitada” deixasse de ser discriminada. Foi assim, também, com outros costumes: o comprimento das saias, a introdução do biquíni, a inclusão racial, as famílias constituídas por união estável, o primeiro beijo na TV e tantas outras mudanças que precisaram vencer os movimentos conservadores até conseguirem se estabelecer. Hoje, ninguém se importa em ver um casal se beijando numa novela (desde que o casal seja formado por um homem e uma mulher). Há pouco mais de 60 anos, o primeiro beijo na TV, comportado, um encostar de lábios, foi um escândalo para a época.

A questão do momento é se existe limite para a expressão da arte.

                                    Simone Kamenetz, O Globo, 18/10/2017. (Adaptado) 

Apesar de bem escrito, o primeiro parágrafo do texto apresenta uma incorreção, segundo a norma padrão.
Assinale a opção que a apresenta.

  • A O segmento “Para a maioria dela” deveria ser substituído por “Para a maioria delas”.
  • B O segmento “têm sentido diferente” deveria ser substituído por “têm sentidos diferentes”.
  • C O segmento “a falta desses direitos” deveria ser substituído por “a falta desse direito”.
  • D O segmento “É possível existir” deveria ser substituído por “É possível existirem”.
  • E O segmento “devem-se essas prerrogativas” deveria ser substituído por “deve-se essas prerrogativas”.

Acessibilidade

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De acordo com a lei n° 7.853/1989, os órgãos e entidades da administração direta e indireta devem dispensar, no âmbito de sua competência e finalidade, aos assuntos objetos desta Lei, tratamento prioritário e adequado, tendente a viabilizar, sem prejuízo de outras, as medidas nas áreas de educação, saúde, formação profissional e do trabalho, recursos humanos e edificações. Sendo assim, quanto à área da educação, é correto afirmar que deve-se priorizar 
  • A a criação de uma rede de serviços especializados em reabilitação e habilitação.
  • B a inclusão, no sistema educacional, da Educação Especial como modalidade educativa que abranja a educação precoce, a pré-escolar, as de 1° e 2° graus, a supletiva, a habilitação e reabilitação profissionais, com currículos, etapas e exigências de diplomação próprios.
  • C o apoio governamental à formação profissional e a garantia de acesso aos serviços concernentes, inclusive aos cursos regulares voltados à educação especial.
  • D o incentivo à pesquisa e ao desenvolvimento tecnológico em todas as áreas do conhecimento relacionadas com a pessoa portadora de deficiência.
  • E a promoção de ações eficazes que propiciem a inserção, nos setores público e privado, de pessoas portadoras de deficiência.
22
As pessoas que historicamente são conhecidas e denominadas como surdas ou deficientes auditivos são aquelas pessoas que
  • A não se movem sem a ajuda de equipamentos adequados.
  • B não enxergam nada sem o uso de lentes corretivas.
  • C não identificam as cores do ambiente.
  • D não percebem os sons no ambiente.
  • E não sentem cheiro algum ao seu redor.
23
O processo de contratação regular, nos termos da legislação trabalhista e previdenciária, que independe da adoção de procedimentos especiais para sua concretização, não sendo excluída a possibilidade de utilização de apoios especiais, trata-se de uma inserção laboral da pessoa portadora de deficiência e denomina-se
  • A colocação competitiva.
  • B colocação seletiva.
  • C promoção do trabalho por conta própria.
  • D ação humanitária.
  • E assistência social.
24
Analise as assertivas e assinale a alternativa que aponta as corretas. De acordo com o Decreto Federal n. 3298/1999, são diretrizes da Política Nacional para a Integração da Pessoa Portadora de Deficiência:

I. adotar estratégias de articulação com órgãos e entidades públicos e privados, bem assim com organismos internacionais e estrangeiros para a implantação desta Política.
II. incluir a pessoa portadora de deficiência, respeitadas as suas peculiaridades, em todas as iniciativas governamentais relacionadas à educação, à saúde, ao trabalho, à edificação pública, à previdência social, à assistência social, ao transporte, à habitação, à cultura, ao esporte e ao lazer.
III. viabilizar a participação da pessoa portadora de deficiência em todas as fases de implementação dessa Política, por intermédio de suas entidades representativas.
IV. garantir o efetivo atendimento das necessidades da pessoa portadora de deficiência, sem o cunho assistencialista.
  • A Apenas II e III.
  • B Apenas I, III e IV.
  • C Apenas I e III.
  • D Apenas III e IV.
  • E I, II, III e IV.
25
De acordo com o Decreto Federal n. 3298/1999, considera-se deficiente auditivo a perda bilateral, parcial ou total de
  • A quarenta decibéis (dB) ou mais, aferida por audiograma nas frequências de 500HZ, 1.000HZ, 2.000Hz e 3.000Hz.
  • B quarenta e um decibéis (dB) ou mais, aferida por audiograma nas frequências de 500HZ, 1.000HZ, 2.000Hz e 3.000Hz.
  • C trinta e um decibéis (dB) ou mais, aferida por audiograma nas frequências de 500HZ, 1.000HZ, 2.000Hz e 3.000Hz.
  • D vinte e um decibéis (dB) ou mais, aferida por audiograma nas frequências de 500HZ, 1.000HZ, 2.000Hz e 3.000Hz.
  • E vinte decibéis (dB) ou mais, aferida por audiograma nas frequências de 500HZ, 1.000HZ, 2.000Hz e 3.000Hz.
26

Com base no disposto na Lei n.º 10.048/2000 e no Decreto n.º 5.296/2004, bem como no dispositivo constitucional sobre o direito das pessoas com deficiência, assinale a opção correta.

  • A O tratamento diferenciado previsto no Decreto n.º 5.296/2004 inclui, entre outros, pessoal capacitado para prestar atendimento às pessoas com deficiência visual, mental e múltipla, bem como às pessoas idosas.
  • B Nos serviços de emergência dos estabelecimentos públicos e privados de atendimento à saúde, a prioridade deve sempre ser dada a pessoas com deficiência.
  • C É constitucionalmente prevista a criação de programas de prevenção e atendimento especializado para os portadores de deficiência física, sensorial ou mental, bem como a integração social exclusiva do adolescente portador de deficiência, mediante o treinamento para o trabalho.
  • D As empresas de ônibus estão obrigadas a reservar assentos às pessoas portadoras de deficiência, devendo o proprietário da empresa que descumprir a determinação legal responder criminalmente pela omissão.
  • E Os logradouros e sanitários públicos e particulares, assim como os edifícios públicos e particulares, devem obedecer a normas de construção, para efeito de licenciamento da respectiva edificação, específicas para o atendimento das necessidades das pessoas portadoras de deficiência.
27

Acerca do direito das pessoas com deficiência, conforme a Lei n.º 7.853/1989, assinale a opção correta.

  • A Recusar, retardar ou dificultar internação ou deixar de prestar assistência médico-hospitalar e ambulatorial, quando possível, a pessoa portadora de deficiência constitui crime punível com pena de reclusão e multa.
  • B Recusar, retardar ou omitir dados técnicos indispensáveis à propositura da ação civil constitui crime punível com pena de prisão simples.
  • C Obstar, sem justa causa, o acesso de alguém a qualquer cargo público, por motivos derivados de sua deficiência, constitui crime punível com pena de detenção.
  • D Recusar, suspender, procrastinar, cancelar ou fazer cessar, sem justa causa, a inscrição de aluno em estabelecimento de ensino de qualquer natureza, por motivos derivados da deficiência que porte, consiste em infração administrativa punível com multa.
  • E Negar a alguém, sem justa causa, emprego ou trabalho, por motivos derivados de sua deficiência, constitui infração penal punível apenas com pena de multa.
28

No que concerne à defesa das pessoas portadoras de deficiência, assinale a opção correta.

  • A O candidato que não se declarar portador de necessidades especiais no ato da inscrição, mesmo após a divulgação do resultado final, será obrigatoriamente incluído na lista especial, em virtude de debilidade residual permanente oriunda de fato ocorrido antes da publicação do edital do certame.
  • B O MP não possui legitimidade ativa para ajuizar ACP para a defesa do interesse individual de pessoa portadora de deficiência que necessite de prótese auditiva.
  • C A reserva de percentual de vagas, em concursos públicos, para pessoas portadoras de deficiência física, nos termos da CF, afasta a exigência de aprovação em etapa do concurso público em que se avalia a capacitação física do candidato, mesmo que seja indispensável para o desempenho do cargo.
  • D Devem ser reservadas, no mínimo, 5% das vagas ofertadas em concurso público aos portadores de necessidades especiais e, caso a aplicação do referido percentual resulte em número fracionado, este deverá ser elevado até o primeiro número inteiro subsequente, desde que respeitado o limite máximo de 20% das vagas ofertadas.
  • E Os portadores de visão monocular e de surdez unilateral não têm direito de concorrer, em concurso público, às vagas reservadas aos deficientes, visto que a legislação exige, para o exercício desse direito, deficiência total de membro, órgão ou sistema do corpo humano.
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NÃO constitui crime previsto na Lei nº 7.853/89, que tipifica os ilícitos praticados contra as pessoas com deficiência:
  • A Recusar, retardar ou omitir dados técnicos indispensáveis à propositura da ação civil pública destinada à proteção de interesses das pessoas com deficiência, quando requisitados pelo Ministério Público.
  • B Recusar, suspender, procrastinar, cancelar ou fazer cessar, sem justa causa, a inscrição de aluno em estabelecimento de ensino de qualquer curso ou grau, público ou privado, por motivos derivados da deficiência que porta.
  • C A exigência de teste, exame, perícia, laudo, atestado, declaração ou qualquer outro procedimento relativo à esterilização ou a estado de gravidez de pessoas com deficiência.
  • D Deixar de cumprir, retardar ou frustrar, sem justo motivo, a execução de ordem judicial expedida na ação civil pública destinada à proteção de interesses das pessoas com deficiência.
30

No que se refere à defesa das pessoas portadoras de deficiência, à proteção ao patrimônio cultural e à ordem urbanística, assinale a opção correta.

  • A O conceito de ordem urbanística, reconhecida como direito coletivo em sentido amplo, abrange o direito à terra urbana, a moradia e a saneamento ambiental, mas não a transporte e prestação de serviços públicos.
  • B Não podem ser objetos de ação judicial de natureza coletiva a reparação do dano nem a determinação do cumprimento da lei em caso de violação ao direito do portador de deficiência de ter assento preferencial em qualquer meio de transporte coletivo.
  • C O direito urbanístico é difuso, ainda que se trate de dano que atinja apenas alguns bairros.
  • D Segundo a jurisprudência, é obrigatória a intervenção do MP como custos legis na ação judicial que tenha por objeto a defesa do interesse de deficiente físico cuja nomeação em concurso público tenha sido negada.
  • E Como o valor cultural do bem é anterior ao seu tombamento, é cabível a proposição de ACP para responsabilizar o particular pela conservação do patrimônio, independentemente de qualquer ato do poder público que estabeleça a necessidade de sua proteção.

Administração de Recursos Materiais

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Um conceito utilizado em administração de materiais é o relativo aos custos de manutenção de estoque. Entre os apontados como inversamente proporcionais ao nível do estoque médio, incluem-se os custos de

  • A pedido ou de produção.
  • B armazenagem ou de perdas.
  • C capital ou de oportunidade.
  • D depreciação ou de obsolescência.
  • E carregamento ou de manutenção.
32

Uma das funções da administração de compras é determinar as especificações de compras: qualidade certa, quantidade certa e entrega certa. Para tanto, uma das ferramentas disponíveis para auxiliar na determinação das quantidades é o cálculo do lote econômico de compras (LEC), representado pela equação:



Onde:

Co = custo do pedido

Ci = taxa anual de manutenção de estoques

D = Volume de vendas anuais

U = Custo unitário do produto


O uso do LEC fundamenta-se em alguns pressupostos, dentre esses o de que

  • A a demanda do item é atendida parcialmente.
  • B a interação entre os itens de estoque é um fator determinante.
  • C o lote deve ser otimizado mediante processamento de, no mínimo, três itens.
  • D os estoques em trânsito são considerados para a quantificação do pedido.
  • E os custos com a preparação de pedidos e os custos de armazenagem de estoques são constantes e conhecidos.
33

Considere as afirmações sobre o Sistema de Gerenciamento de Armazém (WMS).


I. Não possui integração com o Sistema de Intercâmbio Eletrônico de Dados (EDI).

II. Programa a mão de obra necessária e analisa seu desempenho e produtividade.

III. Prioriza tarefas operacionais e parametriza a consolidação do picking list.

IV. Controla o desempenho, as distâncias e as rotas percorridas pelos transportes.


Está correto o que se afirma APENAS em

  • A II e III.
  • B I, II e IV.
  • C II, III e IV.
  • D I e IV.
  • E I e III.
34

A Capacidade Dinâmica do almoxarifado de uma empresa de soluções em mobilidade urbana é de 60000 toneladas por ano. Esta empresa pretende terceirizar os serviços de armazenagem dos seus materiais, desde que a empresa contratada consiga oferecer um prazo, médio de permanência, em 1 ano, de 10 dias para seus materiais. Para atender esses pré-requisitos, a empresa contratada deve possuir Capacidade Estática de, em toneladas,

  • A 750.
  • B 1450.
  • C 1000.
  • D 950.
  • E 1650.
35

Um depósito de peças sobressalentes do almoxarifado de uma empresa de transportes público armazena somente um tipo de produto. Sabendo que a área do piso é de 1500 m2 e a resistência estrutural do piso é 9 t/m2, quando este depósito contiver 6000 toneladas de carga, sua taxa de ocupação será de

  • A 55%.
  • B 44%.
  • C 36%.
  • D 60%.
  • E 30%.
36

O Sistema de Estocagem do almoxarifado de uma empresa de transportes urbanos possui um método para localização e movimentação de materiais denominado empilhamento em bloco, que apresenta uma significativa desvantagem em relação a outros sistemas. Essa desvantagem se refere ao fato de esse sistema

  • A desperdiçar o volume com cargas heterogêneas.
  • B requerer a utilização do sistema PEPS.
  • C dificultar o processo de desmontagem.
  • D operar com empilhadeiras especiais.
  • E necessitar de piso específico e de alto investimento.

Raciocínio Lógico

37

O almoxarifado da companhia de transportes urbanos trabalhou ininterruptamente, com duas empilhadeiras, das 8h até às 20h. Sabe-se que a empilhadeira A operou por 7h40min e a empilhadeira B, por 6h20min. Portanto, a taxa de operacionalidade para esta classe de equipamento de manuseio foi

  • A 47%.
  • B 39%.
  • C 28%.
  • D 62%.
  • E 58%.

Administração de Recursos Materiais

38

O fluxo de recebimento de materiais desencadeia-se pela análise da Nota Fiscal emitida pelo fornecedor e encerra-se na fase de

  • A conferência quantitativa.
  • B descarga interna.
  • C conferência qualitativa.
  • D regularização.
  • E emissão do laudo de inspeção técnica.
39

O almoxarifado de uma empresa de transportes coletivos pretende armazenar 2000 caixas de suprimentos em paletes que comportam 20 caixas cada um e podem ser empilhados em número de quatro. O número de posições de paletes necessárias será de

  • A 25.
  • B 50.
  • C 15.
  • D 20.
  • E 40.
40

O almoxarifado de sobressalentes de uma empresa de transportes possui Capacidade Estática dos seus itens armazenados em 1.000 toneladas. Se o Tempo Médio de Permanência é de 25 dias, logo a Capacidade Dinâmica anual é, em toneladas,

  • A 460.
  • B 14 600.
  • C 5 520.
  • D 25 000.
  • E 9 400.

Noções de Informática

41
Uma aplicação exportou dados de um banco de dados para um arquivo de extensão '.csv'. Esse arquivo contém algumas centenas de linhas e várias colunas. Será necessário ordenar os dados contidos no arquivo e manipular alguns valores. No seu computador, estão disponíveis as ferramentas do Microsoft Office e LibreOffice. Qual das seguintes alternativas de software é a recomendada para realizar a tarefa necessária?
  • A Bloco de notas.
  • B Impress.
  • C PowerPoint.
  • D Calc.
  • E Thunderbird.
42
Um computador normalmente é composto por um conjunto de hardware, incluindo seus periféricos. Qual das alternativas a seguir NÃO é um exemplo de periférico?
  • A Monitor.
  • B Leitor de digitais.
  • C Impressora.
  • D CPU.
  • E Teclado.
43

Sobre a Internet e os navegadores, avalie os itens abaixo e indique a alternativa correta.
I) Os navegadores Google Chrome e Mozilla Firefox apresentam o ícone de uma estrela, próximo à barra de navegação. Esse ícone tem como função adicionar o site a favoritos. II) Cookies são pequenos programas que adicionam funções auxiliares ao navegador. III) As teclas CTRL + F, no navegador Mozilla Firefox, tem a função de localizar pesquisa na página.

  • A Somente a afirmação I está correta.
  • B Somente a afirmação II está correta.
  • C Somente a afirmação III está correta.
  • D Somente as afirmações I e III estão corretas.
  • E Todas as afirmações estão corretas.
44

Para transpor dados de linhas para colunas em planilha do Excel 2010, deve-se selecionar o intervalo de dados que deseja reorganizar; Copiar (Ctrl + C); clicar com o botão direito do mouse na primeira célula onde deseja colar os dados e escolher a opção

  • A colar.
  • B formatação.
  • C transpor.
  • D números.
  • E fórmulas.
45

O Sistema Operacional Windows possui funções e características que o diferencia de outros tipos de programas. Indique qual das alternativas abaixo não faz parte das funções típicas do referido sistema.

  • A Gerenciar os recursos dos hardwares para que todas as tarefas possam ser executadas pelos usuários.
  • B Permitir a Instalação e a Inicialização de Aplicativos.
  • C Coordenar e supervisionar a ação do hardware, permitindo que todas as partes do computador possam se comunicar.
  • D Permitir o funcionamento de periféricos como impressora, hd externo, mouse sem fio, pen drive, conectados ao computador.
  • E Navegar na Internet.
46

Caso o usuário deseje excluir de forma permanente um determinado arquivo, poderá utilizar a tecla ‘DELETE’, que enviará o arquivo para a lixeira do sistema. Após esta operação é possível esvaziar a lixeira apagando-o permanentemente. Também é possível realizar este procedimento utilizando atalhos com o teclado. Qual comando de atalho permite excluir de forma permanentemente um arquivo?

  • A CTRL + DELETE.
  • B SHIFT + DELETE.
  • C TABS + DELETE.
  • D ALT + DELETE.
47
Como são conhecidos os setores defeituosos em um HD?
  • A Trilhas.
  • B Root Sectors.
  • C Bump roads.
  • D Badblocks.
  • E Partições.
48

Considerando-se segurança em redes de computadores, é INCORRETO afirmar que

  • A criptografia é um mecanismo de transformação da informação para uma nova forma ilegível que pode ser reconhecida apenas pelo detentor da chave secreta.
  • B os ataques aos sistemas computacionais têm aumentado significativamente com a interconexão dos diversos dispositivos. Os estudos atuais visam criar meios tecnológicos para proteger os programas, computadores redes e dados de danos e intrusão.
  • C a segurança em uma rede de computadores tem como objetivo assegurar a confidencialidade, integridade e disponibilidade da informação.
  • D a política de segurança em corporações depende exclusivamente dos recursos técnicos disponibilizados. Podemos dizer que, se a infraestrutura for bem dimensionada, os problemas de segurança estarão todos resolvidos.
49

Ataques cibernéticos causaram prejuízo de US$ 280 bilhões às corporações


A extorsão virtual, quando servidores de empresas são bloqueados e seus gestores só recebem acesso novamente mediante pagamento para os criminosos, também é um dos maiores problemas na América Latina, 28,1%, ficando atrás apenas do bloco de países Asiáticos, 35,1%. Os setores mais suscetíveis a essa modalidade de ataques cibernéticos são serviços financeiros (45,8%); cuidados da saúde (23,7%); energia (23,3%); bens de consumo (22,4%); educação (22,1%); viagem, turismo e lazer (19,8%); agricultura (17,9%); setor produtivo (16,3%); tecnologia, meios de comunicação e telecomunicações (13,0%); transporte (11,3%); imobiliário e construção (6,2%) e serviços profissionais (4,8%).

(Disponível em: http://www.convergenciadigital.com.br)

O texto se refere à “extorsão virtual, quando servidores de empresas são bloqueados e seus gestores só recebem acesso novamente mediante pagamento para os criminosos” e quase 18% deste tipo de ataque atinge o setor de agricultura. A denominação deste tipo de ataque é

  • A bot.
  • B spyware.
  • C backdoor.
  • D ransomware.
  • E rootkit.
50

A qualidade de imagem de um monitor é função de alguns parâmetros como resolução e tamanho de tela.


Qual é a quantidade mínima de memória, em megabytes, adequada para trabalhar com uma resolução de 1920x1080 e 10 bits de profundidade de cor?

  • A 1
  • B 2
  • C 4
  • D 6
  • E 8
51
Acerca dos conceitos básicos sobre a segurança da informação, como se denomina a ferramenta de segurança muito utilizada, nos mais diversos sites web, com o intuito de evitar spams ou acessos diretos por robôs ou outros computadores, utilizando a aplicação de testes nos quais os seres humanos são submetidos a respostas consideradas de “difícil solução” para um computador?
  • A DDoS.
  • B Blockbuster.
  • C CAPTCHA.
  • D Firewall.
  • E Cloud computing.
52

Utilizando o site de busca Google, deseja-se pesquisar apenas as páginas que contenham exatamente a frase: feriados no Brasil. Para isso, deve-se digitar, na Barra de Pesquisa do site, o seguinte:

  • A (feriados no Brasil)
  • B feriados-no-Brasil
  • C feriados&no&Brasil
  • D feriadosANDnoANDBrasil
  • E “feriados no Brasil”
53

Uma caixa de texto foi inserida em um documento que estava sendo editado no MS-Word 2016 (versão em português e em sua configuração padrão), por meio da guia Inserir, grupo Texto, botão Caixa de Texto. Caso se deseje alterar a cor da linha dessa caixa de texto, basta ajustar esse parâmetro após se

  • A selecionar a caixa de texto e pressionar a tecla de atalho Ctrl+T, que esse parâmetro será apresentado em um quadro.
  • B dar um duplo click com o botão esquerdo do mouse, em sua configuração padrão, sobre a borda dessa caixa, que esse parâmetro será apresentado em um quadro.
  • C dar um click com o botão direito do mouse, em sua configuração padrão, dentro dessa caixa de texto e selecionar a opção “Formatar Borda...”.
  • D dar um click com o botão direito do mouse, em sua configuração padrão, sobre a borda dessa caixa de texto e selecionar a opção “Formatar Forma...”.
  • E dar um duplo click com o botão esquerdo do mouse, em sua configuração padrão, dentro dessa caixa, que esse parâmetro será apresentado em um quadro.
54

Observe atentamente o trecho de um documento no MS Word 2010 exibido a seguir. Um elefante incomoda muita gente. Dois elefantes incomodam muito mais. Três elefantes incomodam muita gente. Quatro elefantes incomodam muito mais. Sobre esse trecho foi aplicado um comando de substituição, e o seu conteúdo foi alterado conforme se observa a seguir. Um elefante carrega muita gente. Dois elefantes carregam muito mais. Três elefantes carregam muita gente. Quatro elefantes carregam muito mais. O comando Substituir foi utilizado com as opções normais, ou seja, Diferenciar maiúsculas e minúsculas, Localizar apenas palavras inteiras e Usar caracteres curinga desligadas. Nessas condições, é correto afirmar que os termos digitados nas caixas Localizar e Substituir como, respectivamente, devem ter sido:

  • A incomodam, carregam;
  • B incomoda, CARREGAM;
  • C incomodam, carrega;
  • D incomoda, CARREGA;
  • E INCOMODA, carrega.
55

A planilha MS Excel contém:


- nas células A1, A2, A3. A4 e A5, respectivamente, os valores 10, 20, 30, 40 e 50, e

- na célula B4, a fórmula “=$A$1 + A2”.


Se a célula B4 for copiada e colada na célula C6 (ctrl+C e ctrl+V), o valor exibido na célula de destino será

  • A 20.
  • B 30.
  • C 40.
  • D 50.
  • E 60.
56

Entre os vários tipos de programas utilizados para realizar ataques a computadores, aquele capaz de se propagar automaticamente pelas redes, enviando cópias de si mesmo entre computadores, é conhecido como

  • A botnet.
  • B spyware.
  • C backdoor.
  • D trojan.
  • E worm.
57

Assinale a opção que apresenta, respectivamente, as extensões dos arquivos dos softwares Microsoft Excel 2010, Microsoft Word 97-2003, Bloco de Notas e BrOffice Impress em suas configurações padrão.

  • A .xlsx, .doc, .txtx e .odp
  • B .xls, .docx, .txt e .odt
  • C .xlsx, .docx, .txtx e .odp
  • D .xlsx, .doc, .txt e .odp
  • E .xls, .doc, .txt e .odt
58

Na computação em nuvem (cloud computing), que mudou a visão de pessoas físicas e jurídicas acerca de recursos de tecnologia da informação, o modelo que oferece um ambiente sob demanda para desenvolvimento, teste e gerenciamento de aplicações de software é denominado

  • A infraestrutura como serviço (IaaS).
  • B big data como serviço (BDaaS).
  • C software como serviço (SaaS).
  • D plataforma como serviço (PaaS).
  • E dados como serviço (DaaS).
59

Durante a digitação do terceiro parágrafo da página 5 de um documento, no Word 2016 em português, um assistente administrativo pressionou a combinação de teclas Ctrl+Home.

Tal combinação de teclas fez com que o cursor se deslocasse para o

  • A início da página anterior
  • B início do parágrafo anterior
  • C início da linha em que estava
  • D início do documento
  • E final da linha em que estava
60

Um usuário do MS PowerPoint 2016 em português deseja inserir um objeto que corresponda a um elemento gráfico, como, por exemplo, um tipo de diagrama estruturado, ou um organograma, ou um modelo de processo contínuo.

Para inserir tal objeto, o usuário pode utilizar um recurso denominado

  • A Ação
  • B Tabelas
  • C WordArt
  • D SmartArt
  • E Painel de Animação

Administração Financeira e Orçamentária

61

Se determinado órgão público precisar adquirir equipamentos novos necessários à execução de determinada obra, a despesa correspondente será classificada como

  • A subvenção econômica.
  • B transferência de capital.
  • C inversão financeira.
  • D investimento.
  • E subvenção social.
62

Para realizar uma despesa pública, a autoridade competente deve proceder, sucessivamente, às etapas de

  • A fixação, programação financeira, pagamento, empenho e liquidação.
  • B programação financeira, empenho, fixação, liquidação e pagamento.
  • C fixação, empenho, programação financeira, liquidação e pagamento.
  • D programação financeira, fixação, empenho, pagamento e liquidação.
  • E fixação, programação financeira, empenho, liquidação e pagamento.
63

A respeito do ato de limitação de empenho decorrente do acompanhamento da execução orçamentária, assinale a opção correta.

  • A Cabe ao Poder Executivo definir os critérios de limitação de empenho.
  • B A recomposição das dotações, objeto do ato de limitação, depende do restabelecimento integral da receita.
  • C A limitação de empenho implica a desvinculação dos recursos previamente vinculados a finalidade específica.
  • D É vedada a limitação de despesas que constituam obrigações constitucionais e legais do ente.
  • E O referido ato pode ser publicado em qualquer momento da execução, a critério do Poder Executivo.
64

As operações especiais, ações que integram a estrutura programática,

  • A destinam-se a mensurar a eficácia, eficiência ou efetividade alcançada com a execução do programa.
  • B delimitam o conjunto de operações que resultem na expansão ou no aperfeiçoamento da ação de governo.
  • C indicam a forma de implementação da ação, descrevendo todas as etapas do processo até a entrega do produto.
  • D agrupam despesas que não contribuam para a manutenção, a expansão ou o aperfeiçoamento das ações de governo.
  • E constituem um conjunto de operações das quais resulte um produto ou serviço necessário à manutenção da ação de governo.
65

O anexo de metas fiscais, que integra o projeto de LDO, deve dispor sobre

  • A as normas relativas ao controle de custos.
  • B a avaliação do RGPS.
  • C as exigências para transferências de recursos a entidades privadas.
  • D o equilíbrio entre receitas e despesas.
  • E os critérios e a forma de limitação de empenho.
66

Acerca dos conceitos relacionados à Lei de Diretrizes Orçamentárias, Lei Orçamentária Anual e Plano Plurianual, considere as seguintes afirmativas:


1. Em âmbito federal, o Plano Plurianual é um plano pelo qual procura-se ordenar as ações do governo que levem ao atingimento dos objetivos e metas fixados para um período de seis anos.

2. O orçamento anual de investimentos das empresas em que a União, direta ou indiretamente, detém a maioria do capital social com direito a voto faz parte da Lei Orçamentária Anual da União.

3. Em âmbito municipal, a Lei de Diretrizes Orçamentárias é obrigatória somente para municípios com população superior a 50.000 habitantes.

4. O orçamento fiscal da União refere-se aos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, seus fundos, órgãos e entidades da administração direta e indireta, inclusive fundações instituídas e mantidas pelo poder público.


Assinale a alternativa correta.

  • A Somente as afirmativas 1 e 3 são verdadeiras.
  • B Somente as afirmativas 2 e 4 são verdadeiras.
  • C Somente as afirmativas 1, 2 e 3 são verdadeiras.
  • D Somente as afirmativas 1, 3 e 4 são verdadeiras.
  • E As afirmativas 1, 2, 3 e 4 são verdadeiras.
67

A proposta orçamentária anual da União deve ser encaminhada para discussão e aprovação do Poder Legislativo até:

  • A 30 de junho do exercício anterior a sua vigência.
  • B 31 de agosto do exercício anterior a sua vigência.
  • C 30 de julho do exercício anterior a sua vigência.
  • D 30 de agosto do exercício de sua vigência.
  • E 30 de junho do exercício de sua vigência.
68

Sobre os dispositivos da Lei Complementar nº 101, de 04 de maio de 2000, intitulada de Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), assinale a alternativa INCORRETA.

  • A Para os efeitos desta Lei Complementar, entende-se como despesa total com pessoal: o somatório dos gastos do ente da Federação com os ativos, os inativos e os pensionistas, relativos a mandatos eletivos, cargos, funções ou empregos, civis, militares e de membros de poder, com quaisquer espécies remuneratórias, tais como: vencimentos e vantagens, fixas e variáveis, subsídios, proventos da aposentadoria, reformas e pensões, inclusive adicionais, gratificações, horas extras e vantagens pessoais de qualquer natureza, bem como encargos sociais e contribuições recolhidas pelo ente às entidades de previdência.
  • B É vedado ao titular de Poder ou órgão referido no art. 20, no último ano do seu mandato, contrair obrigação de despesa que não possa ser cumprida integralmente dentro dele, ou que tenha parcelas a serem pagas no exercício seguinte, sem que haja suficiente disponibilidade de caixa para esse efeito.
  • C É vedada a aplicação da receita de capital derivada da alienação de bens e de direitos que integram o patrimônio público para o financiamento de despesa corrente, salvo se destinada por lei aos regimes de previdência social, geral e próprio dos servidores públicos.
  • D Na escrituração das contas públicas a despesa e a assunção de compromisso serão registradas segundo o regime de competência, apurando-se, em caráter complementar, o resultado dos fluxos financeiros pelo regime de caixa.
69

Um dos instrumentos de controle, transparência e fiscalização previsto na Lei de Responsabilidade Fiscal (Lei complementar no 101/2000) consiste no Relatório de Gestão Fiscal, que

  • A deve ser publicado até 30 dias após o encerramento de cada bimestre, contendo demonstrativo do resultado nominal e primário.
  • B deve indicar os restos a pagar utilizados para cobertura da extrapolação dos limites fixados no referido diploma legal.
  • C deve ser emitido ao final de cada quadrimestre pelos titulares dos Poderes e órgãos discriminados no referido diploma legal.
  • D deve ser apresentado pelo Chefe do Executivo ao final do exercício, contendo os principais indicadores de endividamento e despesas de pessoal.
  • E integra a prestação de contas do Chefe do Executivo, contendo, entre outros elementos, a comprovação de aplicação dos montantes previstos na Constituição Federal em despesas com Educação e Saúde.
70

Os efeitos financeiros decorrentes das denominadas “despesas obrigatórias de caráter continuado”, salvo aquelas decorrentes do reajustamento anual dos servidores e do serviço da dívida, nos termos normatizados pela Lei de Responsabilidade Fiscal (Lei complementar no 101/2000),

  • A serão excluídos para fins de cálculo do superávit financeiro, porém não do limite da dívida consolidada.
  • B não são considerados para fins de cômputo do limite de comprometimento de despesa com pessoal.
  • C somente poderão ocorrer no exercício subsequente à lei ou ato normativo que lhe der causa.
  • D serão suportados com recursos provenientes de alienação de ativos ou de operações de crédito, vedada a utilização de dotações do orçamento vigente.
  • E devem ser compensados com aumento permanente de receita ou redução permanente de despesa.
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