Resolver o Simulado Nível Médio

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Português

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                                       O valor da fofoca

                                                                                       Walcyr Carrasco


      Dos aspectos negativos da fofoca, todos sabemos. Em Os miseráveis, Victor Hugo conta a história de Fantine, que se torna prostituta. Quem só viu o filme ou só assistiu ao musical não sabe muito bem como ela vai para as ruas. O livro conta: fofoca! Fantine é operária. Mas tem uma filha, sendo solteira, em época de moral rígida. Paga uma família para cuidar da menina, Cosette. Mas não sabe ler. Para enviar os pagamentos e pedir notícias, usa os trabalhos de um homem, que escreve e envia o dinheiro. As amigas desconfiam. Especulam. O homem não conta, mas uma consegue ver o endereço numa carta. E se dá ao trabalho de ir até o local onde vive Cosette. Volta com a história completa e conta às amigas. A história chega à direção da fábrica e Fantine é demitida por ser mãe solteira. Vende os dentes, os cabelos, torna-se prostituta, morre no hospital. Jean Valjean, que se esconde da polícia, era o dono da fábrica. Culpa-se pela insensibilidade, busca Cosette e a cria. Mas a questão é que a pobre Fantine teve de vender os dentes e se prostituir devido à avidez da fofoca. Hoje, em tempos menos rígidos, a intimidade de uma pessoa, confidenciada entre lágrimas, pode virar piada no próximo jantar de amigos. Ou seja: longe de mim defender a fofoca em si. Mas ela tem seu valor, psicológico e criativo.

      Simples. A fofoca é uma forma de criar.

      Sempre digo que as pessoas têm tanta necessidade de ficção na vida como do ar que respiram. Por isso precisam ler romances, assistir a filmes, novelas. Até mesmo conferir revistas sobre celebridades, uma forma de exercitar a imaginação, já que a vida real é muito mais árdua do que aparece nas reportagens. Criar também faz parte da natureza humana. Alguns se contentam botando posts no Instagram, inventando uma vida que não têm, com a taça de vinho emprestada de alguém, num hotel onde não se hospedaram. Outras preferem criar sobre a vida alheia. Aquela mulher que conta à outra sobre uma terceira, colega de escritório.

      – Sabe que ela está saindo com um rapaz 20 anos mais jovem? E sustenta!

      Pode ser verdade. Ou ela apenas viu a moça com o sobrinho, saindo do trabalho. O resto, inventou. Nem todo mundo é escritor, mas todo mundo pode criar ficção. Eu mesmo aprendi muito com a fofoca. Morava em um prédio onde vivia uma mulher já madura. De dia, recebia um, que a sustentava, dava carro, conforto material. De noite, recebia outro, que amava. Era a fofoca do prédio.

      Acontece que era feia. Garanto, feia de verdade. Os dois senhores, pavorosos. Aliás, o que ela amava, um velho bem mais feio que o outro, o rico. Eu, que tinha certo preconceito estético, aprendi que beleza não é o mais importante. Havia amor, dinheiro e paixão naquela história de pessoas maduras. A fofoca me fez entender mais da vida. Em outra época, soube que o filho da vizinha não era filho, mas neto. Filho da moça que considerava irmã, mãe solteira. Toda a vila onde morava sabia, menos o menino. Isso me fez entender mais sobre os pais, que são capazes de acolher, dar solidariedade num momento difícil. Suponho que o garoto deve ter levado um susto quando soube. Mas é outra história.

      Minha mãe, quando eu era criança, tinha um bazar. Pequeno, típico de interior, em Marília. Era o centro de informações sobre a vida alheia do bairro. Todas as mulheres passavam, comentavam. Eu tentava ouvir. Mamãe me punha para fora quando a história era mais pesada. Isso me ajudou a desenvolver um certo talento. Quando fiz faculdade de jornalismo, e mais tarde trabalhei no ramo, era ótimo com as perguntas ao entrevistar. Destemido. Fiz sucesso com colunas, jornalismo comportamental. Isso me ajuda até hoje. Quando vou construir uma história, falo com pessoas, converso. Extraio segredos. Conto por meio dos personagens. Vejam que ligação bonita saber da vida alheia tem com o ato de criar.

      O que é uma grande biografia, a não ser a vida de alguém? Uma fofoca autenticada, impressa e aplaudida pela crítica?

      Há um porém: a fofoca, mesmo real, passa pelo crivo de quem conta. Pelo meu, pelo seu, pelo nosso olhar. É a velha história – alguém me oferece meio copo de suco de laranja e posso dizer.

      – Adorei, ganhei meio copo de suco refrescante.

      – Odiei, imagine, me dar só meio copo? Era resto! 

      Quando ouvir uma fofoca, abra as orelhas. O que alguém diz sobre o outro revela mais sobre quem fala do que sobre o alvo em questão. Uma fofoca, como todo ato de criação, tira a máscara do criador. 

Disponível em: https://epoca.globo.com/sociedade/walcyr-carrasco/noticia/2017/10/o-valor-da-fofoca.html. Acesso em: 08 maio 2018.

A divisão silábica está correta, EXCETO em:

  • A a.lhei.o
  • B con.fi.den.ci.a.da
  • C cri.a.dor
  • D so.li.da.rie.da.de
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Consumismo e meio ambiente

(Rafael Tocantins Maltez e Monique Rodrigues Ferian)

1 Estamos vivendo na era pós-moderna, e o consumismo tornou-se uma de suas características fundamentais, o qual produz impactos preocupantes e até mesmo alarmantes sob a ótica do meio ambiente.
2 Sabe-se que o consumo é parte integrante da atividade humana, tanto para atender a necessidades básicas e vitais, bem como para atender aos desejos mais fúteis e desnecessários. Porém o consumo pode transformar-se em consumismo, vale dizer, o viés patológico do consumo, acarretando práticas de desperdício, lixo em excesso descartado sem critério em todos os ambientes (inclusive nos oceanos e no espaço), rejeitos, os quais podem causar desequilíbrios notadamente no processo evolutivo natural e até civilizatório, fomentado por meio da criação de necessidades artificiais, ou seja, nem tão necessárias quanto pode se acreditar em um primeiro momento. Dessa forma, o consumismo pode, por um lado, trazer benefícios aos consumidores e fornecedores, contudo também pode acarretar efeitos pouco convenientes ao meio ambiente natural, essencial à sadia qualidade de vida, tornando a natureza cada vez mais explorada, degradada, vilipendiada e menos preservada e recuperada.
3 Uma pesquisa do World Watch Institute, realizada em 2008, demonstrou que a degradação ambiental aumentou cerca de 50% nos últimos 30 anos. Degradação que se complementa pela produção de lixo, que totaliza cerca de 9 toneladas diárias, somente no Estado do Rio de Janeiro, conforme pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2001. Daí surge o conceito de etiquetas de preço ocultas aos nossos olhos, ou seja, a maioria dos produtos e serviços que adquirimos diariamente não possui informação de seus impactos ambientais, seja ao Planeta ou à saúde e à segurança do consumidor, e tampouco aos trabalhadores envolvidos no processo de produção, que exercem seu trabalho para satisfazer nossas necessidades e nossos desejos.
4 Muitas vezes, adquirem-se os produtos e utilizam-se serviços sem o cuidado necessário, sem a preocupação de analisar o seu ciclo de vida com todos os impactos produzidos (desde a extração dos recursos naturais, o transporte, a transformação, passando pelo meio ambiente do trabalho e a distribuição e comercialização), consciência imprescindível para a eliminação ou mitigação dos impactos ambientais. Em que pese a crise ambiental que vivemos, não há uma política séria, sistemática, globalizante, para o desenvolvimento de atitudes sustentáveis, nem tampouco para a redução de danos e dos impactos. Diante desse aspecto, surge o argumento de que as tecnologias produtivas não são aptas a reduzirem os impactos, pois não se tinha a consciência ambiental na época de sua elaboração (como no caso dos combustíveis fósseis) ou que o custo é alto para a implementação de técnicas sustentáveis.
5 O ser humano produziu e produz em um ritmo cada vez mais acelerado, impossibilitando a regeneração natural que tem seu ritmo próprio. O consumo global de bens e serviços já ultrapassou cerca de 30% da capacidade de regeneração natural do planeta. Sendo assim, questiona-se: Até que momento o homem irá se permitir viver dessa forma? Talvez somente no momento em que os impactos passarem a interferir de tal modo em sua vida cotidiana que a inviabilizará. Ou no momento em que a produção for paralisada por falta de recursos naturais.
6 De um modo ou de outro, o ser humano deve manter-se atento, para que a tecnologia tão idolatrada não se torne inviável, pois ainda depende dos recursos naturais, os quais nem sempre são percebidos como imprescindíveis. A situação atual requer atenção, consciência ambiental e, principalmente, um freio nas embalagens e preços ocultos que insistimos em colocar nas coisas simples. Seja por meio de bom senso, mudança de hábitos, posturas e principalmente redução do consumo exagerado e desnecessário, pois é necessário fazermos algo, antes que seja tarde demais.

Texto adaptado de <https://rafaelmaltez.jusbrasil.com.br/artigos/1219444044/consumismo-e-meio-ambiente>, acessado em 28 de março de 2018. 

Assinale a alternativa em que todas as palavras retiradas do texto obedecem à mesma regra de acentuação gráfica.

  • A ótica / práticas / patológico
  • B sistemática / básicas / inviabilizará
  • C época / política / imprescindível
  • D consciência / até / benefício
  • E critério / diárias / também
3
Consumismo e meio ambiente

(Rafael Tocantins Maltez e Monique Rodrigues Ferian)

1 Estamos vivendo na era pós-moderna, e o consumismo tornou-se uma de suas características fundamentais, o qual produz impactos preocupantes e até mesmo alarmantes sob a ótica do meio ambiente.
2 Sabe-se que o consumo é parte integrante da atividade humana, tanto para atender a necessidades básicas e vitais, bem como para atender aos desejos mais fúteis e desnecessários. Porém o consumo pode transformar-se em consumismo, vale dizer, o viés patológico do consumo, acarretando práticas de desperdício, lixo em excesso descartado sem critério em todos os ambientes (inclusive nos oceanos e no espaço), rejeitos, os quais podem causar desequilíbrios notadamente no processo evolutivo natural e até civilizatório, fomentado por meio da criação de necessidades artificiais, ou seja, nem tão necessárias quanto pode se acreditar em um primeiro momento. Dessa forma, o consumismo pode, por um lado, trazer benefícios aos consumidores e fornecedores, contudo também pode acarretar efeitos pouco convenientes ao meio ambiente natural, essencial à sadia qualidade de vida, tornando a natureza cada vez mais explorada, degradada, vilipendiada e menos preservada e recuperada.
3 Uma pesquisa do World Watch Institute, realizada em 2008, demonstrou que a degradação ambiental aumentou cerca de 50% nos últimos 30 anos. Degradação que se complementa pela produção de lixo, que totaliza cerca de 9 toneladas diárias, somente no Estado do Rio de Janeiro, conforme pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2001. Daí surge o conceito de etiquetas de preço ocultas aos nossos olhos, ou seja, a maioria dos produtos e serviços que adquirimos diariamente não possui informação de seus impactos ambientais, seja ao Planeta ou à saúde e à segurança do consumidor, e tampouco aos trabalhadores envolvidos no processo de produção, que exercem seu trabalho para satisfazer nossas necessidades e nossos desejos.
4 Muitas vezes, adquirem-se os produtos e utilizam-se serviços sem o cuidado necessário, sem a preocupação de analisar o seu ciclo de vida com todos os impactos produzidos (desde a extração dos recursos naturais, o transporte, a transformação, passando pelo meio ambiente do trabalho e a distribuição e comercialização), consciência imprescindível para a eliminação ou mitigação dos impactos ambientais. Em que pese a crise ambiental que vivemos, não há uma política séria, sistemática, globalizante, para o desenvolvimento de atitudes sustentáveis, nem tampouco para a redução de danos e dos impactos. Diante desse aspecto, surge o argumento de que as tecnologias produtivas não são aptas a reduzirem os impactos, pois não se tinha a consciência ambiental na época de sua elaboração (como no caso dos combustíveis fósseis) ou que o custo é alto para a implementação de técnicas sustentáveis.
5 O ser humano produziu e produz em um ritmo cada vez mais acelerado, impossibilitando a regeneração natural que tem seu ritmo próprio. O consumo global de bens e serviços já ultrapassou cerca de 30% da capacidade de regeneração natural do planeta. Sendo assim, questiona-se: Até que momento o homem irá se permitir viver dessa forma? Talvez somente no momento em que os impactos passarem a interferir de tal modo em sua vida cotidiana que a inviabilizará. Ou no momento em que a produção for paralisada por falta de recursos naturais.
6 De um modo ou de outro, o ser humano deve manter-se atento, para que a tecnologia tão idolatrada não se torne inviável, pois ainda depende dos recursos naturais, os quais nem sempre são percebidos como imprescindíveis. A situação atual requer atenção, consciência ambiental e, principalmente, um freio nas embalagens e preços ocultos que insistimos em colocar nas coisas simples. Seja por meio de bom senso, mudança de hábitos, posturas e principalmente redução do consumo exagerado e desnecessário, pois é necessário fazermos algo, antes que seja tarde demais.

Texto adaptado de <https://rafaelmaltez.jusbrasil.com.br/artigos/1219444044/consumismo-e-meio-ambiente>, acessado em 28 de março de 2018. 

Assinale a alternativa em que ambas as palavras retiradas do texto apresentam um hiato.

  • A combustíveis / sustentáveis
  • B daí / saúde
  • C hábitos / época
  • D até / viés
  • E técnica / próprio
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A palavra que precisa ser acentuada graficamente para estar correta quanto às normas em vigor está destacada na seguinte frase:

  • A Todo escritor de novela tem o desejo de criar um personagem inesquecível.
  • B Os telespectadores veem as novelas como um espelho da realidade.
  • C Alguns novelistas gostam de superpor temas sociais com temas políticos.
  • D Para decorar o texto antes de gravar, cada ator rele sua fala várias vezes.
  • E Alguns atores de novela constroem seus personagens fazendo pesquisa.
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Leia o texto a seguir para responder a questão.


Texto II


A terceira idade no mundo digital


Sabemos que o século XX presenciou um intenso desenvolvimento tecnológico. [...] Tais avanços têm se refletido em diversos âmbitos sociais, ocasionando, assim, a reconfiguração das relações sociais a das práticas cotidianas. Em função disso, o acesso ao mundo digital vem, continuamente, sendo algo presente nas práticas das relações sociais em diversas faixas etárias. É nesse contexto que o uso do computador e, consequentemente, o uso das Tecnologias da Informação e da Comunicação – TICs tem crescido intensamente, sobretudo, no que tange ao público da terceira idade.

Durante muito tempo, a terceira idade, ou como muitos chamam: a velhice, era sinônimo de inércia, de descanso, de ostracismo e de afastamento de diversos tipos de atividades. Diante disso, as pessoas pertencentes a essa faixa etária não praticavam inúmeros tipos de atividades, tais como: lúdicas, esportivas, etc, o que alçava esses sujeitos a um papel passivo nas práticas sociais do dia-a-dia. Contudo, nos últimos anos, a sociedade tem passado por diversas modificações no âmbito das relações sociais, o que tem acarretado reconfigurações nos papéis sociais. É nesse cenário, que a terceira idade passa a ser concebida como uma faixa etária comum e que pode desempenhar seu papel/função social.

É nesse cenário, também, que muitos idosos têm se dedicado a diversos tipos de atividades, tais como: esportes, atividades de lazer, cursos e, até mesmo, ao campo profissional. Em outras palavras, muitas pessoas dessa faixa etária se inserem novamente no mercado de trabalho, ainda que já sejam aposentadas. No entanto, um aspecto que se destaca nas novas práticas corriqueiras do dia-a-dia desse público diz respeito ao acesso à informática e, por conseguinte, ao universo digital. Dentro dessa perspectiva, o acesso à internet, às redes sociais, a recursos de entretenimento, o uso de e-mails, compras virtuais, cursos na modalidade EaD, pagamentos de contas e outros recursos oriundos do âmbito digital têm feito parte da rotina cotidiana da terceira idade. Essa utilização das TICs tem gerado inúmeros benefícios e facilidades para as mais diversas faixas etárias e, acima de tudo, para a terceira idade. O que reforça a perspectiva do computador como algo necessário.

Entretanto, o acesso ao mundo digital não se restringe aos benefícios da vida cotidiana, mas também abrange benefícios cognitivos. Isto é, o fato de levar o idoso a utilizar a mente e o intelecto, produzindo, assim, o conhecimento [dando sentido e elaborando significados a partir das informações recebidas]. Não se pode negar que, para uma grande parte de pessoas pertencentes a esse público, a utilização desses artefatos da informática ainda é um desafio. Dito de outra forma, o medo/ receio do novo e de algo contemporâneo é algo compartilhado por diversas pessoas da terceira idade. Além disso, muitos são refratários à informática. Contudo, a nova perspectiva do acesso ao universo digital por parte da terceira idade alça esse público à condição de um sujeito ativo nas práticas cotidianas das relações sociais, o que transcende a perspectiva do ostracismo.


Fonte: adaptado de: SILVA, Silvio Profírio da. Disponível em: <http://jconline.ne10.uol.com.br/canal/opiniao/noticia/2011/07/31/a-terceira-idade-no-mundo-digital-11626.php>. Acesso em: 6 fev. 2018.

Leia os excertos.


“Durante muito tempo, a terceira idade, ou como muitos chamam, a velhice era sinônimo de inércia, de descanso, de ostracismo e de afastamento de diversos tipos de atividades. [...] Contudo, a nova perspectiva do acesso ao universo digital por parte da terceira idade alça esse público à condição de um sujeito ativo nas práticas cotidianas das relações sociais, o que transcende a perspectiva do ostracismo.”


Assinale a alternativa CORRETA que pode manter o mesmo significado da palavra “ostracismo” destacada.

  • A pedantismo - aquele que ostenta um conhecimento que não possui.
  • B isolamento - ato de se isolar.
  • C ceticismo - estado de dúvida permanente.
  • D maquinismo - aquele que não possui sensibilidade em relação ao mundo.
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                   A era do descartável: seu lixo diz muito sobre você


      Imagine se um dia todos os lixeiros de sua cidade decidirem não trabalhar. O caos será generalizado, se a greve se prolongar e, talvez só assim, esses profissionais serão valorizados pela população. O serviço social da limpeza urbana é imensurável: trata-se de saúde, segurança e conforto público.

      De uns anos para cá, o poder aquisitivo das famílias brasileiras tem aumentado. Ao consumir mais, produzimos mais lixo . Fato ! Em 2013, foram três milhões de toneladas a mais em relação ao ano anterior – o que significa um aumento de 4,1%. O Brasil é o quinto país que mais produz lixo no mundo.

      Frequentemente vejo – no trabalho, na faculdade, na rua – pessoas jogando embalagens descartáveis com a maior naturalidade. Já faz parte do cotidiano: ficou com sede? Passa lá na copa do escritório, saca um copo descartável, toma um gole de água e… LIXO! Daqui uma hora a história se repete. A naturalidade destes hábitos e a quantidade de lixo que produzimos dizem muito sobre nós.

      Somos seres que vivem em uma correria louca, onde a comida rápida e pronta é praticamente essencial, onde sobra pouco tempo para refletir e até mesmo para colocar em prática aquilo que acreditamos, onde o consumo é muito valorizado e lavar um copo é desnecessário.

      Conheci, há dois anos, uma mulher na faixa dos trinta que morava sozinha. Ela trabalhava durante o dia e frequentava a academia três vezes por semana. Quando fui à casa dela, logo me alertou: não tem pratos, talheres ou copos. “É tudo de plástico, para eu não precisar lavar!”, explicou. Fiquei um tanto quanto chocada.

      Com a mesma naturalidade e nesta mesma época, descartei por alguns meses os copos do café que comprava diariamente ao lado da faculdade, no Starbucks. “O copo é feito de papel e pode ser facilmente reciclado”, pensava eu. Depois de um período, o hábito começou a me incomodar – e não foi pouco. Até tentei levar uma caneca, mas era muito pesada e ocupava muito espaço em minha bolsa. Minha presença na lojinha passou a ser evento mais raro.

      Este ano resolvi experimentar uma composteira caseira. Aqueles minhocários práticos, pensados para quem vive como nós: na correria, sem espaço e etc. Estou adorando a experiência. Tudo que é  lixo orgânico jogo lá. Tenho um professor que jura que suas minhocas comem até carne. Eu nunca tentei. Mas parece mágica: nada de cheiro ruim ou de demora. Em alguns meses seu adubo está pronto. Como matéria seca, que é preciso colocar em proporção aos orgânicos, recorto a caixa de pizza em pedacinhos – e, assim, reciclo sua embalagem em casa mesmo. Então, se é para pedir comida em casa, eu já sei: pizza do restaurante ao lado.

      Alguns podem pensar: “Besteira, a prefeitura recolhe o lixo, recicla e dá destino correto. Por que iria me esforçar tanto para reduzir meu lixo?”. Aí, meu amigo, vai de cada um. Mas a reflexão é importante (...).

PS: os três famosos “Rs” da sustentabilidade são claros: reduza, reutilize, recicle. A opção da reciclagem é ótima, mas é a última medida a ser tomada.

Jéssica Miwa (Disponível em: thegreensestpost.com) Acesso em 14/03/2018.

A oração destacada em: “Somos seres QUE VIVEM EM UMA CORRERIA LOUCA” classifica-se como:

  • A subordinada substantiva apositiva.
  • B subordinada substantiva predicativa.
  • C subordinada adjetiva restritiva.
  • D coordenada sindética explicativa.
  • E coordenada sindética aditiva.
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Nas décadas subsequentes, vários estudos correlacionaram os hábitos dos pacientes como fatores de risco para doenças cardiovasculares. Sedentarismo, tabagismo, obesidade, entre outros, aumentam drasticamente as chances de enfarte. 

Com relação à quantidade de artigos no trecho, há

  • A cinco.
  • B três.
  • C quatro.
  • D dois.
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      Se determinado efeito, lógico ou artístico, mais fortemente se obtém do emprego de um substantivo masculino apenso a substantivo feminino, não deve o autor hesitar em fazê-lo. Quis eu uma vez dar, em uma só frase, a ideia – pouco importa se vera ou falsa – de que Deus é simultaneamente o Criador e a Alma do mundo. Não encontrei melhor maneira de o fazer do que tornando transitivo o verbo “ser”; e assim dei à voz de Deus a frase:

      – Ó universo, eu sou-te,

      em que o transitivo de criação se consubstancia com o intransitivo de identificação.

      Outra vez, porém em conversa, querendo dar incisiva, e portanto concentradamente, a noção verbal de que certa senhora tinha um tipo de rapaz, empreguei a frase “aquela rapaz”, violando deliberadamente e justissimamente a lei fundamental da concordância.

      A prosódia, já alguém o disse, não é mais que função do estilo.

      A linguagem fez-se para que nos sirvamos dela, não para que a sirvamos a ela.

                     (Fernando Pessoa. A língua portuguesa, 1999. Adaptado)

Assinale a alternativa que atende à norma-padrão de colocação pronominal.

  • A A prosódia, já disse-o alguém, não é mais que função do estilo.
  • B Se consubstancia o transitivo de criação com o intransitivo de identificação na frase: – Ó universo, eu sou-te.
  • C Tendo referido-me a Deus simultaneamente como o Criador e a Alma do mundo, recorri à frase: – Ó universo, eu sou-te.
  • D Sirvamo-nos da linguagem para quaisquer efeitos, sejam eles lógicos ou artísticos.
  • E Para expressar minha ideia, juntariam-se o transitivo de criação com o intransitivo de identificação na frase.
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TEXTO - Ressentimento e Covardia


Tenho comentado aqui na Folha em diversas crônicas, os usos da internet, que se ressente ainda da falta de uma legislação específica que coíba não somente os usos mas os abusos deste importante e eficaz veículo de comunicação. A maioria dos abusos, se praticados em outros meios, seriam crimes já especificados em lei, como a da imprensa, que pune injúrias, difamações e calúnias, bem como a violação dos direitos autorais, os plágios e outros recursos de apropriação indébita.

No fundo, é um problema técnico que os avanços da informática mais cedo ou mais tarde colocarão à disposição dos usuários e das autoridades. Como digo repetidas vezes, me valendo do óbvio, a comunicação virtual está em sua pré-história.

Atualmente, apesar dos abusos e crimes cometidos na internet, no que diz respeito aos cronistas, articulistas e escritores em geral, os mais comuns são os textos atribuídos ou deformados que circulam por aí e que não podem ser desmentidos ou esclarecidos caso por caso. Um jornal ou revista é processado se publicar sem autorização do autor um texto qualquer, ainda que em citação longa e sem aspas. Em caso de injúria, calúnia ou difamação, também. E em caso de falsear a verdade propositadamente, é obrigado pela justiça a desmentir e dar espaço ao contraditório.

Nada disso, por ora, acontece na internet. Prevalece a lei do cão em nome da liberdade de expressão, que é mais expressão de ressentidos e covardes do que de liberdade, da verdadeira liberdade. (Carlos Heitor Cony, Folha de São Paulo, 16/05/2006 – adaptado) 

“Um jornal ou revista é processado se publicar sem autorização do autor um texto qualquer”.


Se reescrita no plural, a melhor forma dessa frase será:

  • A Jornais e revistas são processados se publicar sem autorização do autor um texto qualquer;
  • B Jornais e revistas são processados se publicarem sem autorização dos autores uns textos quaisquer;
  • C Jornais e revistas são processados se publicar sem autorizações dos autores um texto qualquer;
  • D Jornais e revistas são processados se publicarem sem autorizações dos autores uns textos quaisquer;
  • E Jornais e revistas são processados se publicarem sem autorização do autor um texto qualquer.
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TEXTO - Ressentimento e Covardia


Tenho comentado aqui na Folha em diversas crônicas, os usos da internet, que se ressente ainda da falta de uma legislação específica que coíba não somente os usos mas os abusos deste importante e eficaz veículo de comunicação. A maioria dos abusos, se praticados em outros meios, seriam crimes já especificados em lei, como a da imprensa, que pune injúrias, difamações e calúnias, bem como a violação dos direitos autorais, os plágios e outros recursos de apropriação indébita.

No fundo, é um problema técnico que os avanços da informática mais cedo ou mais tarde colocarão à disposição dos usuários e das autoridades. Como digo repetidas vezes, me valendo do óbvio, a comunicação virtual está em sua pré-história.

Atualmente, apesar dos abusos e crimes cometidos na internet, no que diz respeito aos cronistas, articulistas e escritores em geral, os mais comuns são os textos atribuídos ou deformados que circulam por aí e que não podem ser desmentidos ou esclarecidos caso por caso. Um jornal ou revista é processado se publicar sem autorização do autor um texto qualquer, ainda que em citação longa e sem aspas. Em caso de injúria, calúnia ou difamação, também. E em caso de falsear a verdade propositadamente, é obrigado pela justiça a desmentir e dar espaço ao contraditório.

Nada disso, por ora, acontece na internet. Prevalece a lei do cão em nome da liberdade de expressão, que é mais expressão de ressentidos e covardes do que de liberdade, da verdadeira liberdade. (Carlos Heitor Cony, Folha de São Paulo, 16/05/2006 – adaptado) 

“No fundo, é um problema técnico que os avanços da informática mais cedo ou mais tarde colocarão à disposição dos usuários e das autoridades”.


O acento grave indicativo da crase empregado nesse segmento é devido ao mesmo fator da seguinte frase:

  • A À noite, todos os gatos são pardos;
  • B Pagar à vista é coisa rara hoje em dia;
  • C Entregou o livro à aluna;
  • D Saiu à procura da namorada;
  • E Ficava contente à proporção que superava os obstáculos.
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TEXTO - Ressentimento e Covardia


Tenho comentado aqui na Folha em diversas crônicas, os usos da internet, que se ressente ainda da falta de uma legislação específica que coíba não somente os usos mas os abusos deste importante e eficaz veículo de comunicação. A maioria dos abusos, se praticados em outros meios, seriam crimes já especificados em lei, como a da imprensa, que pune injúrias, difamações e calúnias, bem como a violação dos direitos autorais, os plágios e outros recursos de apropriação indébita.

No fundo, é um problema técnico que os avanços da informática mais cedo ou mais tarde colocarão à disposição dos usuários e das autoridades. Como digo repetidas vezes, me valendo do óbvio, a comunicação virtual está em sua pré-história.

Atualmente, apesar dos abusos e crimes cometidos na internet, no que diz respeito aos cronistas, articulistas e escritores em geral, os mais comuns são os textos atribuídos ou deformados que circulam por aí e que não podem ser desmentidos ou esclarecidos caso por caso. Um jornal ou revista é processado se publicar sem autorização do autor um texto qualquer, ainda que em citação longa e sem aspas. Em caso de injúria, calúnia ou difamação, também. E em caso de falsear a verdade propositadamente, é obrigado pela justiça a desmentir e dar espaço ao contraditório.

Nada disso, por ora, acontece na internet. Prevalece a lei do cão em nome da liberdade de expressão, que é mais expressão de ressentidos e covardes do que de liberdade, da verdadeira liberdade. (Carlos Heitor Cony, Folha de São Paulo, 16/05/2006 – adaptado) 

A palavra do texto que NÃO segue o mesmo processo de formação que as demais é:

  • A ressentimento;
  • B covardia;
  • C legislação;
  • D importante;
  • E veículo.
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No texto 1A1BBB,

  • A o vocábulo “constante” (ℓ.8) foi empregado para qualificar o termo “aspecto” (ℓ.6).
  • B a expressão “sobre a”, nas linhas 13 e 15, tem o sentido de a respeito da.
  • C o trecho “Quando nos referimos” (ℓ.1) tem o mesmo sentido de Caso nos refiramos.
  • D o vocábulo “logo” (ℓ.2) tem o sentido adverbial de imediatamente.
  • E o termo “lugar” (ℓ.5) foi empregado para delimitar parte de um espaço ou região.
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No texto 1A1AAA, as relações sintático-semânticas do período “Embora fosse temido, o apagamento era necessário, assim como o esquecimento também o é para a memória” (ℓ. 20 e 21) seriam preservadas caso a conjunção “Embora” fosse substituída por

  • A Por conseguinte.
  • B Ainda que.
  • C Consoante.
  • D Desde que.
  • E Uma vez que.
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                             Uma ameaça chamada luz visível

                                                                 Por Naira Hofmeister e Sílvia Lisboa


      Aquela dose generosa de protetor que você passa antes de se expor ao sol pode não blindar sua pele como esperado. Calma: é para continuar lançando mão do produto, só que um elemento aparentemente oculto despontou nesse enredo e tem gerado preocupação. Oculto, não. Digamos que ele é bem visível.

      Uma investigação do Instituto de Química da Universidade de São Paulo (USP) revela que outro tipo de radiação solar, bem menos estudada e contra a qual a maioria dos filtros não consegue atuar, é capaz de danificar o tecido cutâneo. Trata-se da luz visível, que, como o nome indica, tem ondas que podemos enxergar – ao contrário dos raios UVA e UVB. “Nas células da pele, essa radiação gera lesões que, no longo prazo, podem sofrer uma transformação maligna”, conta o professor da USP e líder da pesquisa Maurício da Silva Baptista. A descoberta, inédita, sobre esse potencial cancerígeno ajudaria a explicar o aumento da incidência de tumores de pele, apesar das fortes campanhas de alerta por aí. “Casos de melanoma, o mais letal dos cânceres de pele, crescem de 3 a 4% a cada ano”, lamenta o médico Hélio Miot, diretor da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). Os outros tipos também seguem avançando.

      O estudo da USP desvendou que o efeito prejudicial da luz visível, que corresponde a 45% da energia solar que alcança o corpo, é multiplicado devido à associação com os raios UVA. Combinadas, as duas radiações aumentam, na pele, a produção de lipofuscina, o pigmento do envelhecimento – e isso acontece independentemente da cor da cútis. O inquietante é que hoje não existem filtros solares capazes de interceptar a luz visível. Especialistas afirmam, porém, que não é caso para pânico. “Essa radiação é menos energética e perigosa que a ultravioleta. O UVA, por exemplo, é mil vezes mais potente no que se refere aos danos”, pondera Miot.

      Na escala de preocupação dos experts, sempre figurou no topo a fração UVB. Ela é a mais tóxica à pele, mesmo representando apenas 5% da radiação que atinge o corpo e tendo danos mais restritos às camadas cutâneas superficiais. É o raio solar com maior probabilidade de causar um câncer em médio prazo. “Há 50 anos, se sabe que o UVB promove o envelhecimento e afeta o DNA das células da pele, sem contar que ainda prejudica estruturas dos olhos e favorece a catarata“, contextualiza Miot, que também é professor da Universidade Estadual Paulista (Unesp). O UVA seria o segundo colocado em termos de lesões, seguido pela luz visível.

      Ainda restam mais perguntas do que respostas quanto aos efeitos dessa radiação – inclusive sua parcela de culpa sobre o câncer de pele. A luz visível, aliás, também vem de lâmpadas, TVs e celulares, só que as fontes artificiais não seriam maléficas à saúde. A versão solar, potencialmente perigosa, é bloqueada com uma barreira física, isto é, roupas, chapéus, óculos escuros e cremes coloridos. “Os filtros solares infantis conferem a proteção necessária contra ela, mas não são utilizados no corpo todo”, observa Baptista.

      A dermatologista Flávia Addor, da Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (ABIHPEC), entidade que reúne os fabricantes, explica que, atualmente, os cremes capazes de barrar a luz visível miram apenas o rosto e foram desenvolvidos para prevenir manchas e marcas do envelhecimento, duas consequências já conhecidas dessa espécie de radiação. “Quem usa é aquela pessoa que precisa tratar esse problema em particular”, nota.

      De fato, ainda não há produtos voltados para o corpo todo e focados em deter as repercussões mais profundas e nefastas na pele, como revelado no trabalho da USP. “Não conheço nenhum composto que atue diretamente contra esse tipo de dano”, diz Flávia. Para suprir essa lacuna, a equipe de Baptista criou e patenteou uma fórmula que utiliza nanotecnologia e um filme finíssimo de melanina para o corpo inteiro contra as três radiações, UVA, UVB e luz visível. Agora o químico busca empresas interessadas em inves tir em sua solução – e já tem encontros marcados com integrantes da indústria.

      Enquanto novos produtos que também nos defendam da luz visível não chegam ao mercado, continua de pé a recomendação de usar sempre o protetor tradicional, maneirar na exposição nos horários de maior incidência do sol e usar, se for o caso, chapéu e camiseta.

Disponível em: <https://saude.abril.com.br/bem-estar/um-perigo-chamado-luz-visivel/>. Acesso em: 01 mar. 2018. [Adaptado]

O estudo da USP desvendou que o efeito prejudicial da luz visível, que corresponde a 45% da energia solar que alcança o corpo, é multiplicado devido à associação com os raios UVA. Combinadas, as duas radiações aumentam, na pele, a produção de lipofuscina, o pigmento do envelhecimento – e isso acontece independentemente da cor da cútis. O inquietante é que hoje não existem filtros solares capazes de interceptar a luz visível. Especialistas afirmam, porém, que não é caso para pânico. “Essa radiação é menos energética e perigosa que a ultravioleta. O UVA, por exemplo, é mil vezes mais potente no que se refere aos danos”, pondera Miot.

Sem alterar o sentido do trecho em que é empregada, a palavra destacada pode ser substituída por

  • A “absorver”.
  • B “proteger”.
  • C “bloquear”.
  • D “amenizar”.
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                             Uma ameaça chamada luz visível

                                                                 Por Naira Hofmeister e Sílvia Lisboa


      Aquela dose generosa de protetor que você passa antes de se expor ao sol pode não blindar sua pele como esperado. Calma: é para continuar lançando mão do produto, só que um elemento aparentemente oculto despontou nesse enredo e tem gerado preocupação. Oculto, não. Digamos que ele é bem visível.

      Uma investigação do Instituto de Química da Universidade de São Paulo (USP) revela que outro tipo de radiação solar, bem menos estudada e contra a qual a maioria dos filtros não consegue atuar, é capaz de danificar o tecido cutâneo. Trata-se da luz visível, que, como o nome indica, tem ondas que podemos enxergar – ao contrário dos raios UVA e UVB. “Nas células da pele, essa radiação gera lesões que, no longo prazo, podem sofrer uma transformação maligna”, conta o professor da USP e líder da pesquisa Maurício da Silva Baptista. A descoberta, inédita, sobre esse potencial cancerígeno ajudaria a explicar o aumento da incidência de tumores de pele, apesar das fortes campanhas de alerta por aí. “Casos de melanoma, o mais letal dos cânceres de pele, crescem de 3 a 4% a cada ano”, lamenta o médico Hélio Miot, diretor da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). Os outros tipos também seguem avançando.

      O estudo da USP desvendou que o efeito prejudicial da luz visível, que corresponde a 45% da energia solar que alcança o corpo, é multiplicado devido à associação com os raios UVA. Combinadas, as duas radiações aumentam, na pele, a produção de lipofuscina, o pigmento do envelhecimento – e isso acontece independentemente da cor da cútis. O inquietante é que hoje não existem filtros solares capazes de interceptar a luz visível. Especialistas afirmam, porém, que não é caso para pânico. “Essa radiação é menos energética e perigosa que a ultravioleta. O UVA, por exemplo, é mil vezes mais potente no que se refere aos danos”, pondera Miot.

      Na escala de preocupação dos experts, sempre figurou no topo a fração UVB. Ela é a mais tóxica à pele, mesmo representando apenas 5% da radiação que atinge o corpo e tendo danos mais restritos às camadas cutâneas superficiais. É o raio solar com maior probabilidade de causar um câncer em médio prazo. “Há 50 anos, se sabe que o UVB promove o envelhecimento e afeta o DNA das células da pele, sem contar que ainda prejudica estruturas dos olhos e favorece a catarata“, contextualiza Miot, que também é professor da Universidade Estadual Paulista (Unesp). O UVA seria o segundo colocado em termos de lesões, seguido pela luz visível.

      Ainda restam mais perguntas do que respostas quanto aos efeitos dessa radiação – inclusive sua parcela de culpa sobre o câncer de pele. A luz visível, aliás, também vem de lâmpadas, TVs e celulares, só que as fontes artificiais não seriam maléficas à saúde. A versão solar, potencialmente perigosa, é bloqueada com uma barreira física, isto é, roupas, chapéus, óculos escuros e cremes coloridos. “Os filtros solares infantis conferem a proteção necessária contra ela, mas não são utilizados no corpo todo”, observa Baptista.

      A dermatologista Flávia Addor, da Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (ABIHPEC), entidade que reúne os fabricantes, explica que, atualmente, os cremes capazes de barrar a luz visível miram apenas o rosto e foram desenvolvidos para prevenir manchas e marcas do envelhecimento, duas consequências já conhecidas dessa espécie de radiação. “Quem usa é aquela pessoa que precisa tratar esse problema em particular”, nota.

      De fato, ainda não há produtos voltados para o corpo todo e focados em deter as repercussões mais profundas e nefastas na pele, como revelado no trabalho da USP. “Não conheço nenhum composto que atue diretamente contra esse tipo de dano”, diz Flávia. Para suprir essa lacuna, a equipe de Baptista criou e patenteou uma fórmula que utiliza nanotecnologia e um filme finíssimo de melanina para o corpo inteiro contra as três radiações, UVA, UVB e luz visível. Agora o químico busca empresas interessadas em inves tir em sua solução – e já tem encontros marcados com integrantes da indústria.

      Enquanto novos produtos que também nos defendam da luz visível não chegam ao mercado, continua de pé a recomendação de usar sempre o protetor tradicional, maneirar na exposição nos horários de maior incidência do sol e usar, se for o caso, chapéu e camiseta.

Disponível em: <https://saude.abril.com.br/bem-estar/um-perigo-chamado-luz-visivel/>. Acesso em: 01 mar. 2018. [Adaptado]

O estudo da USP desvendou que o efeito prejudicial da luz visível, que corresponde a 45% da energia solar que alcança o corpo, é multiplicado devido à associação com os raios UVA. Combinadas, as duas radiações aumentam, na pele, a produção de lipofuscina, o pigmento do envelhecimento – e isso acontece independentemente da cor da cútis. O inquietante é que hoje não existem filtros solares capazes de interceptar a luz visível. Especialistas afirmam, porém, que não é caso para pânico. “Essa radiação é menos energética e perigosa que a ultravioleta. O UVA, por exemplo, é mil vezes mais potente no que se refere aos danos”, pondera Miot.
A ideia principal do parágrafo é apresentada

  • A no terceiro período, sendo confirmada, principalmente, no quarto.
  • B no segundo período e explicada, principalmente, no primeiro.
  • C no primeiro período e explicada, principalmente, no segundo.
  • D no quarto período, sendo confirmada, principalmente, no quinto.
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                             Uma ameaça chamada luz visível

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      Aquela dose generosa de protetor que você passa antes de se expor ao sol pode não blindar sua pele como esperado. Calma: é para continuar lançando mão do produto, só que um elemento aparentemente oculto despontou nesse enredo e tem gerado preocupação. Oculto, não. Digamos que ele é bem visível.

      Uma investigação do Instituto de Química da Universidade de São Paulo (USP) revela que outro tipo de radiação solar, bem menos estudada e contra a qual a maioria dos filtros não consegue atuar, é capaz de danificar o tecido cutâneo. Trata-se da luz visível, que, como o nome indica, tem ondas que podemos enxergar – ao contrário dos raios UVA e UVB. “Nas células da pele, essa radiação gera lesões que, no longo prazo, podem sofrer uma transformação maligna”, conta o professor da USP e líder da pesquisa Maurício da Silva Baptista. A descoberta, inédita, sobre esse potencial cancerígeno ajudaria a explicar o aumento da incidência de tumores de pele, apesar das fortes campanhas de alerta por aí. “Casos de melanoma, o mais letal dos cânceres de pele, crescem de 3 a 4% a cada ano”, lamenta o médico Hélio Miot, diretor da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). Os outros tipos também seguem avançando.

      O estudo da USP desvendou que o efeito prejudicial da luz visível, que corresponde a 45% da energia solar que alcança o corpo, é multiplicado devido à associação com os raios UVA. Combinadas, as duas radiações aumentam, na pele, a produção de lipofuscina, o pigmento do envelhecimento – e isso acontece independentemente da cor da cútis. O inquietante é que hoje não existem filtros solares capazes de interceptar a luz visível. Especialistas afirmam, porém, que não é caso para pânico. “Essa radiação é menos energética e perigosa que a ultravioleta. O UVA, por exemplo, é mil vezes mais potente no que se refere aos danos”, pondera Miot.

      Na escala de preocupação dos experts, sempre figurou no topo a fração UVB. Ela é a mais tóxica à pele, mesmo representando apenas 5% da radiação que atinge o corpo e tendo danos mais restritos às camadas cutâneas superficiais. É o raio solar com maior probabilidade de causar um câncer em médio prazo. “Há 50 anos, se sabe que o UVB promove o envelhecimento e afeta o DNA das células da pele, sem contar que ainda prejudica estruturas dos olhos e favorece a catarata“, contextualiza Miot, que também é professor da Universidade Estadual Paulista (Unesp). O UVA seria o segundo colocado em termos de lesões, seguido pela luz visível.

      Ainda restam mais perguntas do que respostas quanto aos efeitos dessa radiação – inclusive sua parcela de culpa sobre o câncer de pele. A luz visível, aliás, também vem de lâmpadas, TVs e celulares, só que as fontes artificiais não seriam maléficas à saúde. A versão solar, potencialmente perigosa, é bloqueada com uma barreira física, isto é, roupas, chapéus, óculos escuros e cremes coloridos. “Os filtros solares infantis conferem a proteção necessária contra ela, mas não são utilizados no corpo todo”, observa Baptista.

      A dermatologista Flávia Addor, da Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (ABIHPEC), entidade que reúne os fabricantes, explica que, atualmente, os cremes capazes de barrar a luz visível miram apenas o rosto e foram desenvolvidos para prevenir manchas e marcas do envelhecimento, duas consequências já conhecidas dessa espécie de radiação. “Quem usa é aquela pessoa que precisa tratar esse problema em particular”, nota.

      De fato, ainda não há produtos voltados para o corpo todo e focados em deter as repercussões mais profundas e nefastas na pele, como revelado no trabalho da USP. “Não conheço nenhum composto que atue diretamente contra esse tipo de dano”, diz Flávia. Para suprir essa lacuna, a equipe de Baptista criou e patenteou uma fórmula que utiliza nanotecnologia e um filme finíssimo de melanina para o corpo inteiro contra as três radiações, UVA, UVB e luz visível. Agora o químico busca empresas interessadas em inves tir em sua solução – e já tem encontros marcados com integrantes da indústria.

      Enquanto novos produtos que também nos defendam da luz visível não chegam ao mercado, continua de pé a recomendação de usar sempre o protetor tradicional, maneirar na exposição nos horários de maior incidência do sol e usar, se for o caso, chapéu e camiseta.

Disponível em: <https://saude.abril.com.br/bem-estar/um-perigo-chamado-luz-visivel/>. Acesso em: 01 mar. 2018. [Adaptado]

A dermatologista Flávia Addor, da Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (ABIHPEC), entidade que[1] reúne os fabricantes, explica que[2], atualmente, os cremes capazes de barrar a luz visível miram apenas o rosto e foram desenvolvidos para[3] prevenir manchas e marcas do envelhecimento, duas consequências já conhecidas dessa espécie de radiação. “Quem usa é aquela pessoa que precisa tratar esse problema em particular”, nota.


No parágrafo, há

  • A uma única citação de discurso alheio, apresentada sob forma indireta, atribuída a uma voz de autoridade.
  • B duas citações do discurso alheio, sendo a primeira apresentada sob forma direta e a segunda sob forma indireta, cada uma atribuída a um enunciador diferente.
  • C uma única citação de discurso alheio, apresentada sob forma direta, atribuída a uma voz de autoridade.
  • D duas citações do discurso alheio, sendo a primeira apresentada sob forma indireta e a segunda sob forma direta, ambas atribuídas a um mesmo enunciador.
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      Aquela dose generosa de protetor que você passa antes de se expor ao sol pode não blindar sua pele como esperado. Calma: é para continuar lançando mão do produto, só que um elemento aparentemente oculto despontou nesse enredo e tem gerado preocupação. Oculto, não. Digamos que ele é bem visível.

      Uma investigação do Instituto de Química da Universidade de São Paulo (USP) revela que outro tipo de radiação solar, bem menos estudada e contra a qual a maioria dos filtros não consegue atuar, é capaz de danificar o tecido cutâneo. Trata-se da luz visível, que, como o nome indica, tem ondas que podemos enxergar – ao contrário dos raios UVA e UVB. “Nas células da pele, essa radiação gera lesões que, no longo prazo, podem sofrer uma transformação maligna”, conta o professor da USP e líder da pesquisa Maurício da Silva Baptista. A descoberta, inédita, sobre esse potencial cancerígeno ajudaria a explicar o aumento da incidência de tumores de pele, apesar das fortes campanhas de alerta por aí. “Casos de melanoma, o mais letal dos cânceres de pele, crescem de 3 a 4% a cada ano”, lamenta o médico Hélio Miot, diretor da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). Os outros tipos também seguem avançando.

      O estudo da USP desvendou que o efeito prejudicial da luz visível, que corresponde a 45% da energia solar que alcança o corpo, é multiplicado devido à associação com os raios UVA. Combinadas, as duas radiações aumentam, na pele, a produção de lipofuscina, o pigmento do envelhecimento – e isso acontece independentemente da cor da cútis. O inquietante é que hoje não existem filtros solares capazes de interceptar a luz visível. Especialistas afirmam, porém, que não é caso para pânico. “Essa radiação é menos energética e perigosa que a ultravioleta. O UVA, por exemplo, é mil vezes mais potente no que se refere aos danos”, pondera Miot.

      Na escala de preocupação dos experts, sempre figurou no topo a fração UVB. Ela é a mais tóxica à pele, mesmo representando apenas 5% da radiação que atinge o corpo e tendo danos mais restritos às camadas cutâneas superficiais. É o raio solar com maior probabilidade de causar um câncer em médio prazo. “Há 50 anos, se sabe que o UVB promove o envelhecimento e afeta o DNA das células da pele, sem contar que ainda prejudica estruturas dos olhos e favorece a catarata“, contextualiza Miot, que também é professor da Universidade Estadual Paulista (Unesp). O UVA seria o segundo colocado em termos de lesões, seguido pela luz visível.

      Ainda restam mais perguntas do que respostas quanto aos efeitos dessa radiação – inclusive sua parcela de culpa sobre o câncer de pele. A luz visível, aliás, também vem de lâmpadas, TVs e celulares, só que as fontes artificiais não seriam maléficas à saúde. A versão solar, potencialmente perigosa, é bloqueada com uma barreira física, isto é, roupas, chapéus, óculos escuros e cremes coloridos. “Os filtros solares infantis conferem a proteção necessária contra ela, mas não são utilizados no corpo todo”, observa Baptista.

      A dermatologista Flávia Addor, da Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (ABIHPEC), entidade que reúne os fabricantes, explica que, atualmente, os cremes capazes de barrar a luz visível miram apenas o rosto e foram desenvolvidos para prevenir manchas e marcas do envelhecimento, duas consequências já conhecidas dessa espécie de radiação. “Quem usa é aquela pessoa que precisa tratar esse problema em particular”, nota.

      De fato, ainda não há produtos voltados para o corpo todo e focados em deter as repercussões mais profundas e nefastas na pele, como revelado no trabalho da USP. “Não conheço nenhum composto que atue diretamente contra esse tipo de dano”, diz Flávia. Para suprir essa lacuna, a equipe de Baptista criou e patenteou uma fórmula que utiliza nanotecnologia e um filme finíssimo de melanina para o corpo inteiro contra as três radiações, UVA, UVB e luz visível. Agora o químico busca empresas interessadas em inves tir em sua solução – e já tem encontros marcados com integrantes da indústria.

      Enquanto novos produtos que também nos defendam da luz visível não chegam ao mercado, continua de pé a recomendação de usar sempre o protetor tradicional, maneirar na exposição nos horários de maior incidência do sol e usar, se for o caso, chapéu e camiseta.

Disponível em: <https://saude.abril.com.br/bem-estar/um-perigo-chamado-luz-visivel/>. Acesso em: 01 mar. 2018. [Adaptado]

A dermatologista Flávia Addor, da Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (ABIHPEC), entidade que[1] reúne os fabricantes, explica que[2], atualmente, os cremes capazes de barrar a luz visível miram apenas o rosto e foram desenvolvidos para[3] prevenir manchas e marcas do envelhecimento, duas consequências já conhecidas dessa espécie de radiação. “Quem usa é aquela pessoa que precisa tratar esse problema em particular”, nota.


No contexto em que surge, o elemento linguístico [3] é utilizado para

  • A retomar uma ideia presente na oração anterior.
  • B sequenciar ideias, estabelecendo relação semântica de destinação com o período posterior.
  • C sequenciar ideias, estabelecendo relação semântica de finalidade com a oração posterior.
  • D retomar uma ideia presente no período anterior.
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      Aquela dose generosa de protetor que você passa antes de se expor ao sol pode não blindar sua pele como esperado. Calma: é para continuar lançando mão do produto, só que um elemento aparentemente oculto despontou nesse enredo e tem gerado preocupação. Oculto, não. Digamos que ele é bem visível.

      Uma investigação do Instituto de Química da Universidade de São Paulo (USP) revela que outro tipo de radiação solar, bem menos estudada e contra a qual a maioria dos filtros não consegue atuar, é capaz de danificar o tecido cutâneo. Trata-se da luz visível, que, como o nome indica, tem ondas que podemos enxergar – ao contrário dos raios UVA e UVB. “Nas células da pele, essa radiação gera lesões que, no longo prazo, podem sofrer uma transformação maligna”, conta o professor da USP e líder da pesquisa Maurício da Silva Baptista. A descoberta, inédita, sobre esse potencial cancerígeno ajudaria a explicar o aumento da incidência de tumores de pele, apesar das fortes campanhas de alerta por aí. “Casos de melanoma, o mais letal dos cânceres de pele, crescem de 3 a 4% a cada ano”, lamenta o médico Hélio Miot, diretor da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). Os outros tipos também seguem avançando.

      O estudo da USP desvendou que o efeito prejudicial da luz visível, que corresponde a 45% da energia solar que alcança o corpo, é multiplicado devido à associação com os raios UVA. Combinadas, as duas radiações aumentam, na pele, a produção de lipofuscina, o pigmento do envelhecimento – e isso acontece independentemente da cor da cútis. O inquietante é que hoje não existem filtros solares capazes de interceptar a luz visível. Especialistas afirmam, porém, que não é caso para pânico. “Essa radiação é menos energética e perigosa que a ultravioleta. O UVA, por exemplo, é mil vezes mais potente no que se refere aos danos”, pondera Miot.

      Na escala de preocupação dos experts, sempre figurou no topo a fração UVB. Ela é a mais tóxica à pele, mesmo representando apenas 5% da radiação que atinge o corpo e tendo danos mais restritos às camadas cutâneas superficiais. É o raio solar com maior probabilidade de causar um câncer em médio prazo. “Há 50 anos, se sabe que o UVB promove o envelhecimento e afeta o DNA das células da pele, sem contar que ainda prejudica estruturas dos olhos e favorece a catarata“, contextualiza Miot, que também é professor da Universidade Estadual Paulista (Unesp). O UVA seria o segundo colocado em termos de lesões, seguido pela luz visível.

      Ainda restam mais perguntas do que respostas quanto aos efeitos dessa radiação – inclusive sua parcela de culpa sobre o câncer de pele. A luz visível, aliás, também vem de lâmpadas, TVs e celulares, só que as fontes artificiais não seriam maléficas à saúde. A versão solar, potencialmente perigosa, é bloqueada com uma barreira física, isto é, roupas, chapéus, óculos escuros e cremes coloridos. “Os filtros solares infantis conferem a proteção necessária contra ela, mas não são utilizados no corpo todo”, observa Baptista.

      A dermatologista Flávia Addor, da Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (ABIHPEC), entidade que reúne os fabricantes, explica que, atualmente, os cremes capazes de barrar a luz visível miram apenas o rosto e foram desenvolvidos para prevenir manchas e marcas do envelhecimento, duas consequências já conhecidas dessa espécie de radiação. “Quem usa é aquela pessoa que precisa tratar esse problema em particular”, nota.

      De fato, ainda não há produtos voltados para o corpo todo e focados em deter as repercussões mais profundas e nefastas na pele, como revelado no trabalho da USP. “Não conheço nenhum composto que atue diretamente contra esse tipo de dano”, diz Flávia. Para suprir essa lacuna, a equipe de Baptista criou e patenteou uma fórmula que utiliza nanotecnologia e um filme finíssimo de melanina para o corpo inteiro contra as três radiações, UVA, UVB e luz visível. Agora o químico busca empresas interessadas em inves tir em sua solução – e já tem encontros marcados com integrantes da indústria.

      Enquanto novos produtos que também nos defendam da luz visível não chegam ao mercado, continua de pé a recomendação de usar sempre o protetor tradicional, maneirar na exposição nos horários de maior incidência do sol e usar, se for o caso, chapéu e camiseta.

Disponível em: <https://saude.abril.com.br/bem-estar/um-perigo-chamado-luz-visivel/>. Acesso em: 01 mar. 2018. [Adaptado]

A dermatologista Flávia Addor, da Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (ABIHPEC), entidade que[1] reúne os fabricantes, explica que[2], atualmente, os cremes capazes de barrar a luz visível miram apenas o rosto e foram desenvolvidos para[3] prevenir manchas e marcas do envelhecimento, duas consequências já conhecidas dessa espécie de radiação. “Quem usa é aquela pessoa que precisa tratar esse problema em particular”, nota.


Os elementos linguísticos [1] e [2] pertencem

  • A a classes gramaticais diferentes, e o primeiro deles introduz uma oração adjetiva restritiva.
  • B a classes gramaticais diferentes, e o segundo deles introduz uma oração adjetiva explicativa.
  • C a uma mesma classe gramatical, e o primeiro deles retoma informação presente no período anterior.
  • D a uma mesma classe gramatical, e o segundo deles antecipa informação presente no período posterior.
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      Aquela dose generosa de protetor que você passa antes de se expor ao sol pode não blindar sua pele como esperado. Calma: é para continuar lançando mão do produto, só que um elemento aparentemente oculto despontou nesse enredo e tem gerado preocupação. Oculto, não. Digamos que ele é bem visível.

      Uma investigação do Instituto de Química da Universidade de São Paulo (USP) revela que outro tipo de radiação solar, bem menos estudada e contra a qual a maioria dos filtros não consegue atuar, é capaz de danificar o tecido cutâneo. Trata-se da luz visível, que, como o nome indica, tem ondas que podemos enxergar – ao contrário dos raios UVA e UVB. “Nas células da pele, essa radiação gera lesões que, no longo prazo, podem sofrer uma transformação maligna”, conta o professor da USP e líder da pesquisa Maurício da Silva Baptista. A descoberta, inédita, sobre esse potencial cancerígeno ajudaria a explicar o aumento da incidência de tumores de pele, apesar das fortes campanhas de alerta por aí. “Casos de melanoma, o mais letal dos cânceres de pele, crescem de 3 a 4% a cada ano”, lamenta o médico Hélio Miot, diretor da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). Os outros tipos também seguem avançando.

      O estudo da USP desvendou que o efeito prejudicial da luz visível, que corresponde a 45% da energia solar que alcança o corpo, é multiplicado devido à associação com os raios UVA. Combinadas, as duas radiações aumentam, na pele, a produção de lipofuscina, o pigmento do envelhecimento – e isso acontece independentemente da cor da cútis. O inquietante é que hoje não existem filtros solares capazes de interceptar a luz visível. Especialistas afirmam, porém, que não é caso para pânico. “Essa radiação é menos energética e perigosa que a ultravioleta. O UVA, por exemplo, é mil vezes mais potente no que se refere aos danos”, pondera Miot.

      Na escala de preocupação dos experts, sempre figurou no topo a fração UVB. Ela é a mais tóxica à pele, mesmo representando apenas 5% da radiação que atinge o corpo e tendo danos mais restritos às camadas cutâneas superficiais. É o raio solar com maior probabilidade de causar um câncer em médio prazo. “Há 50 anos, se sabe que o UVB promove o envelhecimento e afeta o DNA das células da pele, sem contar que ainda prejudica estruturas dos olhos e favorece a catarata“, contextualiza Miot, que também é professor da Universidade Estadual Paulista (Unesp). O UVA seria o segundo colocado em termos de lesões, seguido pela luz visível.

      Ainda restam mais perguntas do que respostas quanto aos efeitos dessa radiação – inclusive sua parcela de culpa sobre o câncer de pele. A luz visível, aliás, também vem de lâmpadas, TVs e celulares, só que as fontes artificiais não seriam maléficas à saúde. A versão solar, potencialmente perigosa, é bloqueada com uma barreira física, isto é, roupas, chapéus, óculos escuros e cremes coloridos. “Os filtros solares infantis conferem a proteção necessária contra ela, mas não são utilizados no corpo todo”, observa Baptista.

      A dermatologista Flávia Addor, da Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (ABIHPEC), entidade que reúne os fabricantes, explica que, atualmente, os cremes capazes de barrar a luz visível miram apenas o rosto e foram desenvolvidos para prevenir manchas e marcas do envelhecimento, duas consequências já conhecidas dessa espécie de radiação. “Quem usa é aquela pessoa que precisa tratar esse problema em particular”, nota.

      De fato, ainda não há produtos voltados para o corpo todo e focados em deter as repercussões mais profundas e nefastas na pele, como revelado no trabalho da USP. “Não conheço nenhum composto que atue diretamente contra esse tipo de dano”, diz Flávia. Para suprir essa lacuna, a equipe de Baptista criou e patenteou uma fórmula que utiliza nanotecnologia e um filme finíssimo de melanina para o corpo inteiro contra as três radiações, UVA, UVB e luz visível. Agora o químico busca empresas interessadas em inves tir em sua solução – e já tem encontros marcados com integrantes da indústria.

      Enquanto novos produtos que também nos defendam da luz visível não chegam ao mercado, continua de pé a recomendação de usar sempre o protetor tradicional, maneirar na exposição nos horários de maior incidência do sol e usar, se for o caso, chapéu e camiseta.

Disponível em: <https://saude.abril.com.br/bem-estar/um-perigo-chamado-luz-visivel/>. Acesso em: 01 mar. 2018. [Adaptado]

A linguagem empregada no texto

  • A não condiz com o gênero discursivo em questão e apresenta marcas estilísticas cujo objetivo é distanciar texto e leitor.
  • B condiz com o gênero discursivo em questão e apresenta marcas estilísticas cujo objetivo é aproximar texto e leitor.
  • C condiz com o gênero discursivo em questão por tentar promover um distanciamento entre texto e leitor.
  • D não condiz com o gênero discursivo em questão por tentar promover uma aproximação entre texto e leitor.
20

                             Uma ameaça chamada luz visível

                                                                 Por Naira Hofmeister e Sílvia Lisboa


      Aquela dose generosa de protetor que você passa antes de se expor ao sol pode não blindar sua pele como esperado. Calma: é para continuar lançando mão do produto, só que um elemento aparentemente oculto despontou nesse enredo e tem gerado preocupação. Oculto, não. Digamos que ele é bem visível.

      Uma investigação do Instituto de Química da Universidade de São Paulo (USP) revela que outro tipo de radiação solar, bem menos estudada e contra a qual a maioria dos filtros não consegue atuar, é capaz de danificar o tecido cutâneo. Trata-se da luz visível, que, como o nome indica, tem ondas que podemos enxergar – ao contrário dos raios UVA e UVB. “Nas células da pele, essa radiação gera lesões que, no longo prazo, podem sofrer uma transformação maligna”, conta o professor da USP e líder da pesquisa Maurício da Silva Baptista. A descoberta, inédita, sobre esse potencial cancerígeno ajudaria a explicar o aumento da incidência de tumores de pele, apesar das fortes campanhas de alerta por aí. “Casos de melanoma, o mais letal dos cânceres de pele, crescem de 3 a 4% a cada ano”, lamenta o médico Hélio Miot, diretor da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). Os outros tipos também seguem avançando.

      O estudo da USP desvendou que o efeito prejudicial da luz visível, que corresponde a 45% da energia solar que alcança o corpo, é multiplicado devido à associação com os raios UVA. Combinadas, as duas radiações aumentam, na pele, a produção de lipofuscina, o pigmento do envelhecimento – e isso acontece independentemente da cor da cútis. O inquietante é que hoje não existem filtros solares capazes de interceptar a luz visível. Especialistas afirmam, porém, que não é caso para pânico. “Essa radiação é menos energética e perigosa que a ultravioleta. O UVA, por exemplo, é mil vezes mais potente no que se refere aos danos”, pondera Miot.

      Na escala de preocupação dos experts, sempre figurou no topo a fração UVB. Ela é a mais tóxica à pele, mesmo representando apenas 5% da radiação que atinge o corpo e tendo danos mais restritos às camadas cutâneas superficiais. É o raio solar com maior probabilidade de causar um câncer em médio prazo. “Há 50 anos, se sabe que o UVB promove o envelhecimento e afeta o DNA das células da pele, sem contar que ainda prejudica estruturas dos olhos e favorece a catarata“, contextualiza Miot, que também é professor da Universidade Estadual Paulista (Unesp). O UVA seria o segundo colocado em termos de lesões, seguido pela luz visível.

      Ainda restam mais perguntas do que respostas quanto aos efeitos dessa radiação – inclusive sua parcela de culpa sobre o câncer de pele. A luz visível, aliás, também vem de lâmpadas, TVs e celulares, só que as fontes artificiais não seriam maléficas à saúde. A versão solar, potencialmente perigosa, é bloqueada com uma barreira física, isto é, roupas, chapéus, óculos escuros e cremes coloridos. “Os filtros solares infantis conferem a proteção necessária contra ela, mas não são utilizados no corpo todo”, observa Baptista.

      A dermatologista Flávia Addor, da Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (ABIHPEC), entidade que reúne os fabricantes, explica que, atualmente, os cremes capazes de barrar a luz visível miram apenas o rosto e foram desenvolvidos para prevenir manchas e marcas do envelhecimento, duas consequências já conhecidas dessa espécie de radiação. “Quem usa é aquela pessoa que precisa tratar esse problema em particular”, nota.

      De fato, ainda não há produtos voltados para o corpo todo e focados em deter as repercussões mais profundas e nefastas na pele, como revelado no trabalho da USP. “Não conheço nenhum composto que atue diretamente contra esse tipo de dano”, diz Flávia. Para suprir essa lacuna, a equipe de Baptista criou e patenteou uma fórmula que utiliza nanotecnologia e um filme finíssimo de melanina para o corpo inteiro contra as três radiações, UVA, UVB e luz visível. Agora o químico busca empresas interessadas em inves tir em sua solução – e já tem encontros marcados com integrantes da indústria.

      Enquanto novos produtos que também nos defendam da luz visível não chegam ao mercado, continua de pé a recomendação de usar sempre o protetor tradicional, maneirar na exposição nos horários de maior incidência do sol e usar, se for o caso, chapéu e camiseta.

Disponível em: <https://saude.abril.com.br/bem-estar/um-perigo-chamado-luz-visivel/>. Acesso em: 01 mar. 2018. [Adaptado]

O texto compõe-se dominantemente por

  • A argumentação.
  • B descrição.
  • C injunção.
  • D explicação.

Matemática

21

Com os elementos A, B, C são possíveis as permutações:

  • A ABC, ACB, BAC, BCA, CAB e CBA
  • B ABC, CBA, ABB, BBC, AAA e BBB
  • C ABC, BCA, AAB, BBC, CCC e BBB
  • D ACC, ABB, CCA, AAA, BBB e CCC
22

Na prateleira de uma estante estão dispostos 10 livros de direito, 12 livros de economia e 15 livros de administração. O menor número de livros que se devem retirar ao acaso dessa prateleira para que se tenha certeza de que dentre os livros retirados haja um de direito, um de economia e um de administração é igual a

  • A 26.
  • B 23.
  • C 27.
  • D 28.
  • E 29.
23

Uma empresa designou para recreação de seus funcionários um espaço retangular de dimensões inteiras e diferentes da unidade, em metros, cuja área é 793 m2. Sabe-se que a área de um retângulo é o produto de suas duas dimensões. No último mês, a empresa aumentou a dimensão maior desse espaço retangular em 4 metros e a menor em 3 metros. Feito isso, a área de recreação dos funcionários aumentou em

  • A 247 m2
  • B 12 m2
  • C 315 m2
  • D 189 m2
  • E 49 m2
24

Considere:

1 m³ = 1000 litros e que o cálculo de vazão é dado pela equação Q = V × A


Onde:

Q = vazão;

V = velocidade e

A = área transversal de um tubo.


A vazão de água (em litros por segundo) circulando através de um tubo de 200 mm de diâmetro, considerando a velocidade da água como sendo 15 m/s, é, em L/s,

Dado:

Adote π = 3,142

  • A 471,3
  • B 1885,2
  • C 47,13
  • D 18,52
  • E 4,713
25

Um reservatório com volume igual a 240 m3 está sendo abastecido de forma ininterrupta a uma velocidade de 150 L/s. O tempo aproximado para abastecer 2/3 deste reservatório é, em h,

  • A 3,0
  • B 0,3
  • C 30
  • D 0,15
  • E 1,5
26

Um recipiente tem o formato de um paralelepípedo retangular, de largura 50 cm, comprimento 28 cm e altura 30 cm e foi preenchido até a metade com água. Os volumes em litros (L) e em metros cúbicos (m3) são, respectivamente,

  • A 0,21 e 2,1
  • B 0,021 e 21
  • C 2,1 e 0,0021
  • D 21 e 0,021
  • E 210 e 2,1
27

A vazão é uma grandeza metrológica utilizada para enumerar a quantidade de fluido que passa em um sistema. A vazão volumétrica é definida como sendo a quantidade, em volume, que escoa por meio de uma seção em um intervalo de tempo determinado. É representado pela letra Q, ou por Qv, e expressa pela seguinte equação:


Qv = v/t


Onde:

v = volume

t = tempo


As unidades de vazão volumétricas comumente mais utilizadas são: m3/s, m3/h, L/h e L/min. A Conversão de L/h para m3/h das vazões 5 L/h e 30 L/h são, respectivamente, em m3/h,

  • A 0,0005 e 0,3
  • B 0,0005 e 0,003
  • C 0,005 e 0,03
  • D 0,05 e 0,3
  • E 0,5 e 3,0
28

Numa estante reservada de uma biblioteca, existem livros que não podem ser emprestados e ficam sempre disponíveis para leitura. Porém, é o bibliotecário quem escolhe aleatoriamente o livro para o leitor e sem se preocupar com repetição. São 8 livros do título A, 4 livros do título B e 8 livros do título C. Desconsiderando a existência de outros leitores, qual a probabilidade de dois leitores, que pegam livros em épocas distintas, lerem os títulos A, B, C, nessa sequência?

  • A 0,10%
  • B 0,14%
  • C 3,20%
  • D 3,74%
  • E 6,40%
29

Um cilindro de altura 1,0 m é perfurado por uma barra de comprimento 3,0 m. Sabendo-se que a seção da barra é um quadrado de lado 0,5 m e que o raio do cilindro tem essa mesma medida, qual o volume (aproximado) que sobra no cilindro após a retirada da barra?
Dado: π = 3,14

  • A 2,890 m³
  • B 2,390 m³
  • C 1,320 m³
  • D 0,535 m³
  • E 0,035 m³
30
Copa São Paulo de Futebol Júnior
A Copa São Paulo de Futebol Júnior 2018 será disputada até 25 de janeiro por 128 times, que serão divididos em 32 grupos. Em cada grupo, cada equipe joga com as demais uma única vez e os dois primeiros colocados classificam-se para as fases seguintes, que serão disputadas no sistema mata-mata (um único jogo, com eliminação do time perdedor; definição do campeão do torneio no último jogo).
Disponível em:< http://www.tribunapr.com.br/esportes/tabela-copa-sao-paulo-de-futebol-junior-2018/>. Acesso em: 02 jan. 2018 (adaptado).
Se a Copa São Paulo de Futebol Júnior 2019 for disputada por 256 times e for mantido o formato da copa de 2018, qual será o número de jogos realizados no sistema mata-mata?
  • A 64
  • B 127
  • C 255
  • D 384
  • E 511
31
Número primo
[...] Para todo primo p seja p# o produto de todos os números primos q inferiores ou iguais a p. De acordo com a terminologia empregada por Dubner (1987), p# é chamado o primorial de p.[...]
Disponível em: <https://pt.wikipedia.org/wiki/N%C3%BAmero_primo>. Acesso em: 13 abr. 2018.
Dadas as afirmativas sobre primoriais de números primos, considerando estritamente a definição e a simbologia estabelecidas no texto,
I. O primorial de um número primo é um número primo. II. Se p é um número primo maior que 2, a soma dos algarismos do número p# + 3 é um número múltiplo de 3. III. 8# = 2x3x5x7 = 210.
verifica-se que está(ão) correta(s)
  • A II, apenas.
  • B III, apenas.
  • C I e II, apenas.
  • D I e III, apenas.
  • E I, II e III.
32

Texto 1


Lei nº 4.090, de 13 de Julho de 1962.

Institui a Gratificação de Natal para os Trabalhadores.


O PRESIDENTE DA REPÚBLICA: Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

Art. 1º - No mês de dezembro de cada ano, a todo empregado será paga, pelo empregador, uma gratificação salarial, independentemente da remuneração a que fizer jus.

§ 1º - A gratificação corresponderá a 1/12 avos da remuneração devida em dezembro, por mês de serviço, do ano correspondente.

§ 2º - A fração igual ou superior a 15 (quinze) dias de trabalho será havida como mês integral para os efeitos do parágrafo anterior.

§ 3º - A gratificação será proporcional: (Incluído pela Lei nº 9.011, de 1995)

I - na extinção dos contratos a prazo, entre estes incluídos os de safra, ainda que a relação de emprego haja findado antes de dezembro; e (Incluído pela Lei nº 9.011, de 1995)

II - na cessação da relação de emprego resultante da aposentadoria do trabalhador, ainda que verificada antes de dezembro. (Incluído pela Lei nº 9.011, de 1995)

[...]


Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l4090.htm>. Acesso em: 13 abr. 2018.


Texto 2


Se a legislação da gratificação natalina for modificada no corrente ano e as frações de mês passarem a ser pagas proporcionalmente, considerando um mês de trinta dias, um servidor público que trabalhar apenas quatro meses e quatro dias no ano de 2019 terá direito a uma gratificação natalina nesse ano correspondente a _____ do salário a que fizer jus.


Que fração preenche corretamente a lacuna do texto 2?

  • A 31/ 90
  • B 2/ 93
  • C 1/ 90
  • D 1/ 3
  • E 7/ 15
33

Um determinado objeto tem seu valor depreciado anualmente em 4%. Se o valor atual de tal objeto é R$ 2.000,00, então é CORRETO afirmar que, daqui a dois anos, seu valor será igual a:

  • A 1.843,20
  • B 1.630,70
  • C 1.436,30
  • D 1.234,50
34

Uma empresa sorteia entre seus vários funcionários 7 viagens, com translado e hospedagem. Para facilitar, o sorteio é realizado considerando o número da matrícula de cada funcionário. Foram sorteados os 7 funcionários com respectivas numerações de matrícula: AA1, A1A, 1AA, 1A1, AAA, 111 e A11.


Para melhor organização da viagem, é necessário separar os sete ganhadores em três grupos distintos, da seguinte maneira:


• AAA deve estar no mesmo grupo do funcionário AA1, mas não deve estar no grupo do funcionário 1A1;

• A1A não deve estar no grupo de 1AA, nem deve estar no grupo de 1A1;

• AA1 e A11 devem estar em grupos distintos;

• 1AA não deve estar no grupo de 1A1, nem deve estar no grupo de A1A;

• Cada grupo possui no máximo 3 pessoas;

• 1A1 não deve estar no grupo de AA1, e também não deve estar no grupo de A11;

• 111 não deve estar no grupo de AAA, e também não deve estar no grupo do funcionário 1A1;

• A11 não deve estar no grupo do funcionário AAA, e não deve estar no grupo do funcionário A1A.


Podemos afirmar, com certeza, que estão no mesmo grupo os funcionários de matrículas:

  • A AAA, A1A e 1A1.
  • B A11, 1AA e 111.
  • C A1A, 1AA e 111.
  • D A1A, AA1 e A11.
  • E 1AA, 1A1 e A11.
35
Num concurso, inscreveram-se 560 candidatos, sendo que a quantidade de candidatos do ensino fundamental foi o triplo da quantidade de candidatos do ensino médio. Sabendo que só tiveram candidatos dos ensinos fundamental e médio, quantos candidatos do ensino fundamental se inscreveram?
  • A 140
  • B 185
  • C 375
  • D 420
  • E 480
36
Adriana aplicou R$15000,00 a juros simples, a uma taxa semestral de 6%. Após 3 anos, o montante resgatado dessa aplicação foi de:
  • A R$2700,00
  • B R$5400,00
  • C R$17700,00
  • D R$18400,00
  • E R$20400,00
37
Uma hípica possui 50 cavalos alojados em suas baias. Desses, 70% são fêmeas, e dos cavalos machos somente 20% são garanhões. Quantos cavalos garanhões estão alojados nessa hípica?
  • A 3
  • B 4
  • C 5
  • D 6
  • E 7
38
Um motorista faz uma viagem de 360 km toda semana com uma velocidade constante de 120km/h. Numa determinada semana, devido a um congestionamento, fez a viagem com uma velocidade constante de 100km/h. O tempo que ele demorou na viagem nessa referida semana foi de:
  • A 4 horas
  • B 3 horas e 60 minutos
  • C 3 horas e 36 minutos
  • D 3 horas e 15 minutos
  • E 3 horas e 6 minutos
39

Em uma partida de vôlei, Marcela marcou o triplo de pontos que Joice. Se as duas juntas marcaram 28 pontos, quantos pontos Marcela marcou?

  • A 3
  • B 28
  • C 4
  • D 7
  • E 21
40

Jorge realizou uma viagem de carro de Porto Alegre a Manaus e levou 110 horas e 45 minutos para chegar ao destino. Se Jorge saiu de Porto Alegre às 14 horas e 30 minutos do dia 3 de março de 2018, em que dia e a que horas Jorge chegou em Manaus?

  • A Às 2h45mim do dia 7 de março.
  • B Às 14h30min do dia 6 de março.
  • C Às 5h15min do dia 7 de março.
  • D Às 17h15min do dia 6 de março.
  • E Às 2h15min do dia 6 de março.

Acessibilidade

41

O Congresso Nacional votou a Lei nº 10.048, de 08 de novembro de 2000, que trata do atendimento prioritário a algumas pessoas.

Em relação ao que ficou estabelecido sobre o atendimento prioritário, considere as afirmativas a seguir.

I - As empresas públicas de transporte e as concessionárias de transporte coletivo reservarão assentos, devidamente identificados, aos idosos, às gestantes, lactantes, pessoas portadoras de deficiência e pessoas acompanhadas por crianças de colo.

II - Os logradouros e sanitários públicos, para terem suas edificações licenciadas, terão normas de construção destinadas a facilitar o acesso e o uso desses locais pelos portadores de deficiência.

III - Os veículos de transporte público deverão ser planejados de forma que os portadores de deficiência tenham garantido o acesso a seu interior.

Está correto o que se afirma em

  • A I, apenas.
  • B II, apenas.
  • C I e II, apenas.
  • D II e III, apenas.
  • E I, II e III.
42

Tratando-se da Lei nº 10.048/2000 terão atendimento prioritário

  • A apenas os idosos com idade igual ou superior a 60 (sessenta) anos e pessoas acompanhadas por crianças de colo.
  • B as pessoas portadoras de deficiência, os idosos com idade igual ou superior a 60 (sessenta) anos, as gestantes, as lactantes e as pessoas acompanhadas por crianças de colo.
  • C apenas as pessoas portadoras de deficiência com idade igual ou superior a 65 (sessenta e cinco) anos, as gestantes, as lactantes e as pessoas acompa nhadas por crianças de colo.
  • D apenas as pessoas portadoras de deficiência e os idosos com idade igual ou superior a 60 (sessenta) anos.
  • E as pessoas portadoras de deficiência, os idosos com idade igual ou superior a 65 (sessenta e cinco) anos, as gestantes, as lactantes desde que acompanhadas por crianças de colo.

Noções de Informática

43
Um computador normalmente é composto por um conjunto de hardware, incluindo seus periféricos. Qual das alternativas a seguir NÃO é um exemplo de periférico?
  • A Monitor.
  • B Leitor de digitais.
  • C Impressora.
  • D CPU.
  • E Teclado.
44

Sobre a Internet e os navegadores, avalie os itens abaixo e indique a alternativa correta.
I) Os navegadores Google Chrome e Mozilla Firefox apresentam o ícone de uma estrela, próximo à barra de navegação. Esse ícone tem como função adicionar o site a favoritos. II) Cookies são pequenos programas que adicionam funções auxiliares ao navegador. III) As teclas CTRL + F, no navegador Mozilla Firefox, tem a função de localizar pesquisa na página.

  • A Somente a afirmação I está correta.
  • B Somente a afirmação II está correta.
  • C Somente a afirmação III está correta.
  • D Somente as afirmações I e III estão corretas.
  • E Todas as afirmações estão corretas.
45

Para transpor dados de linhas para colunas em planilha do Excel 2010, deve-se selecionar o intervalo de dados que deseja reorganizar; Copiar (Ctrl + C); clicar com o botão direito do mouse na primeira célula onde deseja colar os dados e escolher a opção

  • A colar.
  • B formatação.
  • C transpor.
  • D números.
  • E fórmulas.
46

O Sistema Operacional Windows possui funções e características que o diferencia de outros tipos de programas. Indique qual das alternativas abaixo não faz parte das funções típicas do referido sistema.

  • A Gerenciar os recursos dos hardwares para que todas as tarefas possam ser executadas pelos usuários.
  • B Permitir a Instalação e a Inicialização de Aplicativos.
  • C Coordenar e supervisionar a ação do hardware, permitindo que todas as partes do computador possam se comunicar.
  • D Permitir o funcionamento de periféricos como impressora, hd externo, mouse sem fio, pen drive, conectados ao computador.
  • E Navegar na Internet.
47

Caso o usuário deseje excluir de forma permanente um determinado arquivo, poderá utilizar a tecla ‘DELETE’, que enviará o arquivo para a lixeira do sistema. Após esta operação é possível esvaziar a lixeira apagando-o permanentemente. Também é possível realizar este procedimento utilizando atalhos com o teclado. Qual comando de atalho permite excluir de forma permanentemente um arquivo?

  • A CTRL + DELETE.
  • B SHIFT + DELETE.
  • C TABS + DELETE.
  • D ALT + DELETE.
48

Ataques cibernéticos causaram prejuízo de US$ 280 bilhões às corporações


A extorsão virtual, quando servidores de empresas são bloqueados e seus gestores só recebem acesso novamente mediante pagamento para os criminosos, também é um dos maiores problemas na América Latina, 28,1%, ficando atrás apenas do bloco de países Asiáticos, 35,1%. Os setores mais suscetíveis a essa modalidade de ataques cibernéticos são serviços financeiros (45,8%); cuidados da saúde (23,7%); energia (23,3%); bens de consumo (22,4%); educação (22,1%); viagem, turismo e lazer (19,8%); agricultura (17,9%); setor produtivo (16,3%); tecnologia, meios de comunicação e telecomunicações (13,0%); transporte (11,3%); imobiliário e construção (6,2%) e serviços profissionais (4,8%).

(Disponível em: http://www.convergenciadigital.com.br)

O texto se refere à “extorsão virtual, quando servidores de empresas são bloqueados e seus gestores só recebem acesso novamente mediante pagamento para os criminosos” e quase 18% deste tipo de ataque atinge o setor de agricultura. A denominação deste tipo de ataque é

  • A bot.
  • B spyware.
  • C backdoor.
  • D ransomware.
  • E rootkit.
49

A qualidade de imagem de um monitor é função de alguns parâmetros como resolução e tamanho de tela.


Qual é a quantidade mínima de memória, em megabytes, adequada para trabalhar com uma resolução de 1920x1080 e 10 bits de profundidade de cor?

  • A 1
  • B 2
  • C 4
  • D 6
  • E 8
50
Acerca dos conceitos básicos sobre a segurança da informação, como se denomina a ferramenta de segurança muito utilizada, nos mais diversos sites web, com o intuito de evitar spams ou acessos diretos por robôs ou outros computadores, utilizando a aplicação de testes nos quais os seres humanos são submetidos a respostas consideradas de “difícil solução” para um computador?
  • A DDoS.
  • B Blockbuster.
  • C CAPTCHA.
  • D Firewall.
  • E Cloud computing.
51

Utilizando o site de busca Google, deseja-se pesquisar apenas as páginas que contenham exatamente a frase: feriados no Brasil. Para isso, deve-se digitar, na Barra de Pesquisa do site, o seguinte:

  • A (feriados no Brasil)
  • B feriados-no-Brasil
  • C feriados&no&Brasil
  • D feriadosANDnoANDBrasil
  • E “feriados no Brasil”
52

Uma caixa de texto foi inserida em um documento que estava sendo editado no MS-Word 2016 (versão em português e em sua configuração padrão), por meio da guia Inserir, grupo Texto, botão Caixa de Texto. Caso se deseje alterar a cor da linha dessa caixa de texto, basta ajustar esse parâmetro após se

  • A selecionar a caixa de texto e pressionar a tecla de atalho Ctrl+T, que esse parâmetro será apresentado em um quadro.
  • B dar um duplo click com o botão esquerdo do mouse, em sua configuração padrão, sobre a borda dessa caixa, que esse parâmetro será apresentado em um quadro.
  • C dar um click com o botão direito do mouse, em sua configuração padrão, dentro dessa caixa de texto e selecionar a opção “Formatar Borda...”.
  • D dar um click com o botão direito do mouse, em sua configuração padrão, sobre a borda dessa caixa de texto e selecionar a opção “Formatar Forma...”.
  • E dar um duplo click com o botão esquerdo do mouse, em sua configuração padrão, dentro dessa caixa, que esse parâmetro será apresentado em um quadro.
53

Observe atentamente o trecho de um documento no MS Word 2010 exibido a seguir. Um elefante incomoda muita gente. Dois elefantes incomodam muito mais. Três elefantes incomodam muita gente. Quatro elefantes incomodam muito mais. Sobre esse trecho foi aplicado um comando de substituição, e o seu conteúdo foi alterado conforme se observa a seguir. Um elefante carrega muita gente. Dois elefantes carregam muito mais. Três elefantes carregam muita gente. Quatro elefantes carregam muito mais. O comando Substituir foi utilizado com as opções normais, ou seja, Diferenciar maiúsculas e minúsculas, Localizar apenas palavras inteiras e Usar caracteres curinga desligadas. Nessas condições, é correto afirmar que os termos digitados nas caixas Localizar e Substituir como, respectivamente, devem ter sido:

  • A incomodam, carregam;
  • B incomoda, CARREGAM;
  • C incomodam, carrega;
  • D incomoda, CARREGA;
  • E INCOMODA, carrega.
54

Entre os vários tipos de programas utilizados para realizar ataques a computadores, aquele capaz de se propagar automaticamente pelas redes, enviando cópias de si mesmo entre computadores, é conhecido como

  • A botnet.
  • B spyware.
  • C backdoor.
  • D trojan.
  • E worm.
55

Assinale a opção que apresenta, respectivamente, as extensões dos arquivos dos softwares Microsoft Excel 2010, Microsoft Word 97-2003, Bloco de Notas e BrOffice Impress em suas configurações padrão.

  • A .xlsx, .doc, .txtx e .odp
  • B .xls, .docx, .txt e .odt
  • C .xlsx, .docx, .txtx e .odp
  • D .xlsx, .doc, .txt e .odp
  • E .xls, .doc, .txt e .odt
56

Na computação em nuvem (cloud computing), que mudou a visão de pessoas físicas e jurídicas acerca de recursos de tecnologia da informação, o modelo que oferece um ambiente sob demanda para desenvolvimento, teste e gerenciamento de aplicações de software é denominado

  • A infraestrutura como serviço (IaaS).
  • B big data como serviço (BDaaS).
  • C software como serviço (SaaS).
  • D plataforma como serviço (PaaS).
  • E dados como serviço (DaaS).
57

Durante a digitação do terceiro parágrafo da página 5 de um documento, no Word 2016 em português, um assistente administrativo pressionou a combinação de teclas Ctrl+Home.

Tal combinação de teclas fez com que o cursor se deslocasse para o

  • A início da página anterior
  • B início do parágrafo anterior
  • C início da linha em que estava
  • D início do documento
  • E final da linha em que estava
58

Um usuário do MS PowerPoint 2016 em português deseja inserir um objeto que corresponda a um elemento gráfico, como, por exemplo, um tipo de diagrama estruturado, ou um organograma, ou um modelo de processo contínuo.

Para inserir tal objeto, o usuário pode utilizar um recurso denominado

  • A Ação
  • B Tabelas
  • C WordArt
  • D SmartArt
  • E Painel de Animação
59

Ao criar um slide para uma apresentação, um usuário do MS PowerPoint 2016 em português incluiu um objeto e deseja que esse objeto apareça de acordo com a animação do tipo “Surgir”.

Uma maneira de o usuário fazer isso é marcar o objeto, acessar a guia Animações e clicar no seguinte ícone:

  • A
  • B
  • C
  • D
  • E
60

O hardware é

  • A um software embutido em dispositivos eletrônicos durante a fabricação do sistema operacional.
  • B constituído pelos programas, criados a partir de algoritmos e suas representações no computador.
  • C constituído por componentes eletrônicos, com memória e dispositivos de entrada/saída.
  • D uma coleção de fios usados para transmitir sinais em paralelo.
  • E uma máquina virtual de um computador hipotético.
61

Em relação às opções disponíveis nas “Categorias” do “Painel de Controle” Microsoft Windows 10, versão português, relacione as colunas a seguir associando a configuração à categoria a que ela pertence.


Categoria


I. contas de usuário

II. sistemas e segurança

III. rede e internet

IV. facilidade de acesso

V. aparência e personalização


Configuração dentro da categoria

( ) Reconhecimento de fala

( ) Barra de tarefas e navegação

( ) Opções de energia

( ) Gerenciador de credenciais

( ) Grupo doméstico


Está correta a sequência

  • A I – V – III – II – IV.
  • B V – IV – III – II – I.
  • C IV – V – II – I – III.
  • D IV – V – III – I – II.
  • E V – IV – III – I – II.
62

Comando acionado pelo atalho de teclado “Ctrl+E” do Microsoft Word, versão português do Office 2007:


Assinale a opção correta.

  • A Alinhar o parágrafo à esquerda.
  • B Centralizar o texto.
  • C Recuar o parágrafo a partir da esquerda.
  • D Salvar o documento.
  • E Alinhar o texto à esquerda.

Administração de Recursos Materiais

63

Um conceito utilizado em administração de materiais é o relativo aos custos de manutenção de estoque. Entre os apontados como inversamente proporcionais ao nível do estoque médio, incluem-se os custos de

  • A pedido ou de produção.
  • B armazenagem ou de perdas.
  • C capital ou de oportunidade.
  • D depreciação ou de obsolescência.
  • E carregamento ou de manutenção.
64

Considere as afirmações sobre o Sistema de Gerenciamento de Armazém (WMS).


I. Não possui integração com o Sistema de Intercâmbio Eletrônico de Dados (EDI).

II. Programa a mão de obra necessária e analisa seu desempenho e produtividade.

III. Prioriza tarefas operacionais e parametriza a consolidação do picking list.

IV. Controla o desempenho, as distâncias e as rotas percorridas pelos transportes.


Está correto o que se afirma APENAS em

  • A II e III.
  • B I, II e IV.
  • C II, III e IV.
  • D I e IV.
  • E I e III.
65

A Capacidade Dinâmica do almoxarifado de uma empresa de soluções em mobilidade urbana é de 60000 toneladas por ano. Esta empresa pretende terceirizar os serviços de armazenagem dos seus materiais, desde que a empresa contratada consiga oferecer um prazo, médio de permanência, em 1 ano, de 10 dias para seus materiais. Para atender esses pré-requisitos, a empresa contratada deve possuir Capacidade Estática de, em toneladas,

  • A 750.
  • B 1450.
  • C 1000.
  • D 950.
  • E 1650.
66

Um depósito de peças sobressalentes do almoxarifado de uma empresa de transportes público armazena somente um tipo de produto. Sabendo que a área do piso é de 1500 m2 e a resistência estrutural do piso é 9 t/m2, quando este depósito contiver 6000 toneladas de carga, sua taxa de ocupação será de

  • A 55%.
  • B 44%.
  • C 36%.
  • D 60%.
  • E 30%.
67

O Sistema de Estocagem do almoxarifado de uma empresa de transportes urbanos possui um método para localização e movimentação de materiais denominado empilhamento em bloco, que apresenta uma significativa desvantagem em relação a outros sistemas. Essa desvantagem se refere ao fato de esse sistema

  • A desperdiçar o volume com cargas heterogêneas.
  • B requerer a utilização do sistema PEPS.
  • C dificultar o processo de desmontagem.
  • D operar com empilhadeiras especiais.
  • E necessitar de piso específico e de alto investimento.

Raciocínio Lógico

68

O almoxarifado da companhia de transportes urbanos trabalhou ininterruptamente, com duas empilhadeiras, das 8h até às 20h. Sabe-se que a empilhadeira A operou por 7h40min e a empilhadeira B, por 6h20min. Portanto, a taxa de operacionalidade para esta classe de equipamento de manuseio foi

  • A 47%.
  • B 39%.
  • C 28%.
  • D 62%.
  • E 58%.

Administração de Recursos Materiais

69

O fluxo de recebimento de materiais desencadeia-se pela análise da Nota Fiscal emitida pelo fornecedor e encerra-se na fase de

  • A conferência quantitativa.
  • B descarga interna.
  • C conferência qualitativa.
  • D regularização.
  • E emissão do laudo de inspeção técnica.
70

O almoxarifado de uma empresa de transportes coletivos pretende armazenar 2000 caixas de suprimentos em paletes que comportam 20 caixas cada um e podem ser empilhados em número de quatro. O número de posições de paletes necessárias será de

  • A 25.
  • B 50.
  • C 15.
  • D 20.
  • E 40.
71

O almoxarifado de sobressalentes de uma empresa de transportes possui Capacidade Estática dos seus itens armazenados em 1.000 toneladas. Se o Tempo Médio de Permanência é de 25 dias, logo a Capacidade Dinâmica anual é, em toneladas,

  • A 460.
  • B 14 600.
  • C 5 520.
  • D 25 000.
  • E 9 400.
72

No início de uma reunião sobre a mudança de local do almoxarifado, o gerente forneceu as seguintes informações:


− As medidas de comprimento e largura do novo espaço são, respectivamente, 40 m e 20 m.

− A norma de segurança prevê que as pilhas de carga devem estar afastadas a 1 m das paredes.


Ao término da reunião, a equipe concluiu que este novo almoxarifado deve ter as seguintes características:


− Espaço para circulação longitudinal de 2 m de largura.

− Espaço para circulação transversal de 2 m de largura.

− Instalações para escritório e sanitários de 13 m2.


Portanto, a utilização (U) deste novo almoxarifado é de

  • A 77%.
  • B 85%.
  • C 53%.
  • D 65%.
  • E 61%.
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