Resolver o Simulado Farmacêutico

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Farmácia

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Sobre as vias de administração de medicamentos, marque a alternativa INCORRETA:

  • A A administração de medicamentos por via retal proporciona a redução da biotransformação do princípio ativo pelo fígado por atingir diretamente a circulação sistêmica.
  • B A administração de medicamentos por via subcutânea proporciona a absorção boa e constante para soluções.
  • C A administração de medicamentos por via sublingual proporciona rápida absorção de substâncias hidrossolúveis.
  • D A administração de medicamentos por via intramuscular é adequada para volumes moderados, veículos aquosos, não aquosos e suspensões.
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Segundo a Resolução da Diretoria Colegiada n. 220 de 21 de setembro de 2004 que aprova o regulamento técnico de funcionamento dos Serviços de Terapia Antineoplásica, marque a alternativa CORRETA:

  • A A terapia antineoplásica rotulada, durante o transporte, deve ser acondicionada em embalagem impermeável e âmbar, independente de sua sensibilidade à luz.
  • B O responsável pelo transporte da terapia antineoplásica deve receber treinamento específico de biossegurança em caso de acidentes e emergências.
  • C A Cabine de Segurança Biológica deve estar em funcionamento no mínimo por 30 minutos antes do início do trabalho de manipulação e imediatamente após a conclusão do trabalho deverá ser desligada.
  • D A paramentação utilizada no preparo na terapia antineoplásica não pode ser reutilizável em hipótese alguma.
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A forma farmacêutica na qual um medicamento se apresenta pode facilitar a sua administração e promover otimização dos efeitos desejáveis. Sobre os requisitos e características das formas farmacêuticas, marque a alternativa CORRETA:

  • A O globo ocular traumatizado tem menos resistência a infecções do que a corrente sanguínea e por isso as preparações oftálmicas devem ser fabricadas com os mesmos cuidados do que os observados para as preparações parenterais.
  • B Medicamentos injetáveis para administração intramuscular e intradérmica, em decorrência do alto volume administrado e da via de administração utilizada devem apresentar um nível de pirogênio abaixo do limite estipulado pela Farmacopéia Brasileira.
  • C Uma das razões para o uso de medicamentos sob a forma de solução é a possibilidade do controle de sua biodisponibilidade, através de variações no tamanho das partículas insolúveis e da viscosidade do veículo.
  • D O revestimento gastroresistente pode ser utilizado para proteger princípio ativo da destruição em meio gástrico. Nestes casos o paciente pode administrar o medicamento ao mesmo tempo do leite ou qualquer outra bebida alcalina a fim de reduzir os efeito deletério do pH ácido ao princípio ativo.
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Segundo a Resolução da Diretoria Colegiada n. 156 de 11 de agosto de 2006, que dispõe sobre o registro, rotulagem e reprocessamento de produtos médicos, e dá outras providências, marque a alternativa CORRETA:

  • A O fabricante tem autonomia para contraindicar o reprocessamento de materiais médicos desde que o produto seja identificado com a expressão: “Proibido Reprocessar”.
  • B No caso de terceirização do serviço de reprocessamento de produtos médicos as empresas contratantes deverão exigir da contratada apenas seu alvará sanitário, o que dispensa a necessidade de auditorias complementares.
  • C Reprocessamento de produto médico compreende sua limpeza e desinfecção ou esterilização, bem como o controle de qualidade de todas as etapas.
  • D Os serviços públicos de saúde podem realizar atividades comerciais de reprocessamento para outras instituições públicas de saúde desde que estejam na mesma esfera de governo.
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Segundo a Portaria n. 344 de 12 de maio de 1998, a Autorização Especial é uma licença concedida a empresas, instituições ou órgãos para o exercício de determinadas atividades que envolvem substâncias ou medicamentos de controle especial. Analise as assertivas abaixo e, ao final, responda o que se pede. I - Farmácias, Drogarias e Unidades de Saúde que somente dispensem medicamentos objeto deste Regulamento Técnico, em suas embalagens originais, adquiridos no mercado nacional. II - Órgãos de Repressão a Entorpecentes. III - Laboratórios de Análises Clínicas que utilizem substâncias objeto deste Regulamento Técnico unicamente com finalidade diagnóstica. IV - Laboratórios de Referência que utilizem substâncias objeto deste Regulamento Técnico na realização de provas analíticas para identificação de drogas. Marque a alternativa que identifica a(s) situação (ões) em que há isenção da Autorização Especial:

  • A Apenas a assertiva I, está correta.
  • B Todas as assertivas estão corretas.
  • C Apenas as assertivas II e IV, estão corretas.
  • D Apenas as assertivas II, III e IV, estão corretas.
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Alguns medicamentos, devido a suas peculiaridades, exigem uma distribuição diferenciada. Sobre os fluxos especiais de dispensação e distribuição de medicamento, marque a alternativa INCORRETA:

  • A Os kits contendo materiais e medicamentos específicos para realização de determinados procedimentos tem sido empregados principalmente nas farmácias satélites dos blocos cirúrgicos e vem apresentando bons resultados no que se refere à racionalização do uso de medicamentos e materiais médicos.
  • B Medicamentos considerados reservas terapêuticas, que possuem custo de aquisição muito elevado ou ainda que possua indicações terapêuticas muito específicas podem ter seu uso restringido através de preenchimento de formulários submetidos a auditores da comissão de farmácia e terapêutica ou do serviço de controle de infecções hospitalares.
  • C Toda unidade assistencial deve manter em local de fácil acesso um estoque de medicamentos para ser utilizado nas situações de emergência. O armazenamento deverá ser feito em maletas ou carrinhos próprios a este fim. É recomendado que, após a utilização deste estoque, a reposição seja feita mediante prescrição médica em nome do paciente que utilizou o medicamento.
  • D Quando for adotado o sistema de distribuição de medicamentos por dose individualizada ou unitária é recomendado que os medicamentos sujeitos a controle especial sejam distribuídos separadamente dos demais. Quando adotado o sistema coletivo de distribuição de medicamentos é recomendado apenas que estes medicamentos sejam armazenados nas unidades assistenciais em local adequado e seguro.
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A seleção de medicamentos traz vantagens administrativas e assistenciais reduzindo custo e melhorando a qualidade da farmacoterapia desenvolvida na instituição. Sobre os critérios utilizados no processo de seleção de medicamentos, marque a alternativa INCORRETA:

  • A Optar por associações fixas quando o uso concomitante e o efeito terapêutico da associação forem maiores do que a soma dos efeitos dos produtos individuais.
  • B Reservar novos antimicrobianos para o tratamento de infecções por micro-organismos resistentes a antimicrobianos padrões ou para infecções em que o novo produto seja superior aos anteriores.
  • C Eleger entre os medicamentos da mesma indicação e eficácia aquele que apresentar menor custo.
  • D Padronizar, preferencialmente, medicamentos encontrados em formas farmacêuticas acondicionadas em dose unitária.
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Analise a prescrição abaixo, com base nos dados apresentados:

Cloreto de sódio 0,9% p/v 450 mL

Cloreto de sódio 20% p/v 20 mL

Glicose hipertônica 50% p/v 20 mL

Cloreto de potássio 10% p/v 10 mL 

Administrar à velocidade de 20 gotas/min. 

Dados:

Massa Molar:

MM K+ - 39 g

MM Cl- - 35 g

MM KCl – 74 g 


Apresentação dos eletrólitos disponíveis na farmácia:

Cloreto de sódio 0,9% p/v - bolsa com 500 mL

Cloreto de sódio 20% p/v - ampola de 10 mL

Solução de glicose 50% p/v - ampola de 20 mL

Cloreto de potássio 10% p/v - ampola de 10 mL

Nas assertivas abaixo, marque “V” para a(s) verdadeira(s) e “F” para a(s) falsa(s) e, ao final responda o que se pede. 

( ) A solução, se não houver interrupção, será infundida em aproximadamente 8 horas.

( ) O conteúdo eletrolítico da ampola de Cloreto de potássio 10% é de 13 mEq K+ /mL e 13 mEq Cl- /mL.

( ) A concentração glicose na solução final será de 2% p/v.

( ) Para preparo da solução de reposição eletrolítica será necessário desprezar 50 mL da bolsa de Cloreto de sódio 0,9% disponível na farmácia.

Marque a alternativa que contem a sequência CORRETA de respostas na ordem de cima para baixo:

  • A V - F - V - V.
  • B V - V - V - V.
  • C F - V - F - V.
  • D F - F - V - F.
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Sobre a atuação do farmacêutico e da farmácia hospitalar no controle de infecções hospitalares, marque a alternativa CORRETA:

  • A O farmacêutico é o único profissional responsável por estabelecer a politica de seleção e utilização de antimicrobianos o que corrobora para o uso racional dos antimicrobianos.
  • B É de responsabilidade do farmacêutico a identificação e notificação de reações adversas e acompanhamento da devolução das doses não administradas de antimicrobianos.
  • C Com a aplicação do sistema de distribuição de medicamentos do tipo coletivo, sabe-se quanto e de que maneira os antimicrobianos estão sendo utilizados, permitindo criar mecanismos capazes de auxiliar no controle rotineiro de seu uso em hospitais.
  • D O farmacêutico participa da elaboração de protocolos clínicos para o uso terapêutico de antimicrobianos, porém os protocolos de profilaxia antibiótica são de responsabilidade apenas das equipes cirúrgicas.
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Considerando a Resolução da Diretoria Colegiada n. 67 de 08 de outubro de 2007, que fixa os requisitos mínimos exigidos para o exercício das atividades de manipulação de preparações magistrais e oficiais das farmácias, marque a alternativa CORRETA:

  • A Após a validação inicial, a Cabine de Segurança Biológica utilizada nas manipulações estéreis será validada apenas quando houver necessidade de seu deslocamento e/ou reparo.
  • B Independente do prazo de validade, o período máximo para estoque dos medicamentos já submetidos à preparação de dose unitária é de 60 dias, mesmo quando o fracionamento não envolver o rompimento de embalagem primária.
  • C Durante a manipulação estéril devem ser usados dois pares de luvas (tipo cirúrgica) de látex e estéreis, com punho longo e sem talco, trocados a cada hora ou sempre que a integridade estiver comprometida.
  • D No caso de preparações de dose unitária ou a unitarização de doses por transformação/adequação ou subdivisão da forma farmacêutica, quando não houver recomendação específica do fabricante, o período de uso deve ser o mesmo das preparações extemporâneas, ou seja, 24 horas.

Técnicas em Laboratório

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Os produtos a base de Fenóis Sintéticos são utilizados principalmente para desinfecção de:
  • A Bancadas e pisos em laboratórios, hospitais e biotérios.
  • B Agulhas e bisturis em centros cirúrgicos.
  • C Luvas e campos cirúrgicos.
  • D Pipetas e vidrarias.
  • E Porta-agulhas e amalgamadores em consultórios odontológicos.

Biomedicina - Análises Clínicas

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Analise as proposições abaixo e assinale a alternativa CORRETA: I . Tem-se registro de limite de exposição, em nível mundial, de cerca de 50.000 produtos, vários aceitos somente por alguns países. II . Há pouca informação sobre os efeitos combinados dos agentes químicos e destes com fatores como calor, ruído, umidade, trabalho em turnos, fumo, consumo de álcool, etc. III . Há diversas metodologias validadas para avaliações ambientais de agentes químicos isolados e, principalmente, combinados (misturas de diferentes substâncias). IV . Poucas são as empresas e serviços públicos que possuem aparelhos específicos e pessoal tecnicamente habilitado para efetuar avaliações ambientais.
  • A I, II e IV são corretas.
  • B I e III são corretas.
  • C II e IV são corretas.
  • D III e IV são corretas.
  • E I e IV são corretas.

Biologia

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São principais fatores de risco potencial ao meio ambiente, EXCETO:

  • A A criação de novas pragas e um aumento do efeito deletério daquelas já existentes.
  • B A produção de substâncias que reconhecidamente sejam ou poderiam ser tóxicas.
  • C O efeito disruptivo em comunidades bióticas e o desperdício de valiosos recursos biológicos, seguido de contaminação de espécies nativas com características originadas de parentes distantes ou de espécies não relacionadas.
  • D Efeitos adversos em processos dos ecossistemas e origem de substâncias secundárias tóxicas após a degradação incompleta de químicos perigosos.
  • E As plantas daninhas são restritas a áreas agronômicas.

Biomedicina - Análises Clínicas

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Quanto à engenharia genética as plantas devem ser avaliadas sob diversos aspectos que incluem:
  • A A toxicidade do próprio DNA inserido.
  • B A toxicidade ou alergenicidade do produto do gene.
  • C Possíveis efeitos secundários e pleiotrópicos consequentes à inserção.
  • D A transferência de genes de plantas usadas como alimentos para microorganismos da flora intestinal.
  • E Todas as respostas acima.

Biologia

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Em relação ao manejo de risco, marque a alternativa INCORRETA:
  • A O manejo de risco integra os resultados da avaliação de riscos com a opinião pública e com considerações técnicas, sociais, econômicas e políticas.
  • B O manejo de risco é desenvolvido de forma sistemática, mas não estabelece ações apropriadas para a pesquisa em laboratórios, testes de campo, etc.
  • C O manejo de risco deve prevenir ou aliviar os riscos, particularmente no caso de introdução no meio ambiente de organismos que não podem ser recuperados com facilidade.
  • D Os tipos e o rigor do manejo de riscos a serem aplicados dependem dos riscos avaliados.
  • E Feito por órgãos reguladores sob mandatos legislativos, o manejo de risco é um processo de tomada de decisão que requer julgamento de valores que comparam riscos e benefícios potenciais.

Medicina

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Entende-se por doenças emergentes:
  • A Doenças descobertas recentemente pela ciência e que ainda não foram prontamente estudadas, embora já existam há anos.
  • B Doenças já existentes em uma determinada região e que, por algum motivo, começam a se disseminar para outros locais, como está ocorrendo em nosso país com a febre amarela.
  • C Doenças causadas por novos agentes patogênicos, ou ainda por antigos agentes que ganharam novas capacidades destrutivas.
  • D Doenças novas, que nunca foram relatadas em artigos científicos, mas que seus sintomas já haviam sido relatados.
  • E Doenças já existentes e que quando se disseminam para outros locais ficam mais ou menos patogênicas.
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O termo genérico de encefalopatia subaguda espongiforme reúne várias doenças neurodegenerativas e fatais, EXCETO:
  • A O Scrapie.
  • B A Encefalopatia Espongiforme Bovina.
  • C A Encefalopatia Espongiforme de outras espécies.
  • D A Doença de Creutzfeldt-Jakob.
  • E A Síndrome da insônia familiar fatal.
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Em se tratando de Scrapie, como e quando ocorreu sua introdução no Brasil?
  • A Através de navios ancorados no Rio de Janeiro, em 1890 e 1900.
  • B Através da importação de ovinos da Inglaterra, em 1977 e 1995.
  • C Através de produtos contaminados importados da Itália, em 1970 e 1990.
  • D Através da importação de equinos importados da Inglaterra, em 1971 e 1980.
  • E Através da doação de sangue, em 1955 e 1990.

Biomedicina - Análises Clínicas

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Entre as alternativas abaixo, qual a alternativa CORRETA em relação ao procedimento para uso da cabine de segurança biológica?
  • A Usar incinerador elétrico ou microqueimador automático.
  • B Manter-se dentro da cabine quando equipamentos como centrífugas e outros estiverem ligados.
  • C Introduzir a cabeça na zona estéril.
  • D Manter a luz UV ligada enquanto a cabine estiver sendo utilizada.
  • E Usar bico de Bunsen.
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As cabines de segurança biológica são classificadas em 3 classes, sendo I, II e III. Analise as proposições abaixo: I . As cabines de Classe I e II são consideradas como barreiras de proteção parcial, enquanto a cabine de classe III é uma barreira de proteção total. II . A da classe III é a forma mais simples de cabine, podendo ser construída com o painel frontal aberto. III . Na classe I não há proteção para o experimento, somente para o operador e o meio ambiente. IV . A cabine de classe II tem como princípio fundamental a proteção do trabalhador (operador), meio ambiente e do experimento ou produto. As proposições CORRETAS são:
  • A I, II e IV
  • B I e II
  • C I, III e IV
  • D II e IV
  • E Todas as proposições estão corretas.

Português

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TEXTO 3


NÃO SOMOS ESCRAVOS DE NENHUM SENHOR

Dríade Aguiar


“(...) Como editora da Mídia NINJA, não sei colocar em palavras a dor que sentia a cada vez que entrava na página e via o post fixado com a foto de um rapaz negro com a Máscara de Flandres, uma cena tão antiquada quanto torturosamente atual. Esse post chegou a mais de 130 mil compartilhamentos, mais de 15 milhões de pessoas alcançadas – o alcance de quem fura a bolha ao focar sua linguagem para mais de 50% dos brasileiros, a população negra.

Alegorias, fantasias, décimos e quesitos à parte, a agremiação de São Cristóvão, o quilombo da favela, termina aclamada como Campeã do Povo. (...)”


O trecho sublinhado aparece isolado entre vírgulas, porque se trata de:

  • A um aposto recapitulativo ou resumidor.
  • B uma locução adverbial.
  • C um vocativo.
  • D um aposto comparativo.
  • E ocução verbal.
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A palavra que precisa ser acentuada graficamente para estar correta quanto às normas em vigor está destacada na seguinte frase:

  • A Todo escritor de novela tem o desejo de criar um personagem inesquecível.
  • B Os telespectadores veem as novelas como um espelho da realidade.
  • C Alguns novelistas gostam de superpor temas sociais com temas políticos.
  • D Para decorar o texto antes de gravar, cada ator rele sua fala várias vezes.
  • E Alguns atores de novela constroem seus personagens fazendo pesquisa.
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                   A era do descartável: seu lixo diz muito sobre você


      Imagine se um dia todos os lixeiros de sua cidade decidirem não trabalhar. O caos será generalizado, se a greve se prolongar e, talvez só assim, esses profissionais serão valorizados pela população. O serviço social da limpeza urbana é imensurável: trata-se de saúde, segurança e conforto público.

      De uns anos para cá, o poder aquisitivo das famílias brasileiras tem aumentado. Ao consumir mais, produzimos mais lixo . Fato ! Em 2013, foram três milhões de toneladas a mais em relação ao ano anterior – o que significa um aumento de 4,1%. O Brasil é o quinto país que mais produz lixo no mundo.

      Frequentemente vejo – no trabalho, na faculdade, na rua – pessoas jogando embalagens descartáveis com a maior naturalidade. Já faz parte do cotidiano: ficou com sede? Passa lá na copa do escritório, saca um copo descartável, toma um gole de água e… LIXO! Daqui uma hora a história se repete. A naturalidade destes hábitos e a quantidade de lixo que produzimos dizem muito sobre nós.

      Somos seres que vivem em uma correria louca, onde a comida rápida e pronta é praticamente essencial, onde sobra pouco tempo para refletir e até mesmo para colocar em prática aquilo que acreditamos, onde o consumo é muito valorizado e lavar um copo é desnecessário.

      Conheci, há dois anos, uma mulher na faixa dos trinta que morava sozinha. Ela trabalhava durante o dia e frequentava a academia três vezes por semana. Quando fui à casa dela, logo me alertou: não tem pratos, talheres ou copos. “É tudo de plástico, para eu não precisar lavar!”, explicou. Fiquei um tanto quanto chocada.

      Com a mesma naturalidade e nesta mesma época, descartei por alguns meses os copos do café que comprava diariamente ao lado da faculdade, no Starbucks. “O copo é feito de papel e pode ser facilmente reciclado”, pensava eu. Depois de um período, o hábito começou a me incomodar – e não foi pouco. Até tentei levar uma caneca, mas era muito pesada e ocupava muito espaço em minha bolsa. Minha presença na lojinha passou a ser evento mais raro.

      Este ano resolvi experimentar uma composteira caseira. Aqueles minhocários práticos, pensados para quem vive como nós: na correria, sem espaço e etc. Estou adorando a experiência. Tudo que é  lixo orgânico jogo lá. Tenho um professor que jura que suas minhocas comem até carne. Eu nunca tentei. Mas parece mágica: nada de cheiro ruim ou de demora. Em alguns meses seu adubo está pronto. Como matéria seca, que é preciso colocar em proporção aos orgânicos, recorto a caixa de pizza em pedacinhos – e, assim, reciclo sua embalagem em casa mesmo. Então, se é para pedir comida em casa, eu já sei: pizza do restaurante ao lado.

      Alguns podem pensar: “Besteira, a prefeitura recolhe o lixo, recicla e dá destino correto. Por que iria me esforçar tanto para reduzir meu lixo?”. Aí, meu amigo, vai de cada um. Mas a reflexão é importante (...).

PS: os três famosos “Rs” da sustentabilidade são claros: reduza, reutilize, recicle. A opção da reciclagem é ótima, mas é a última medida a ser tomada.

Jéssica Miwa (Disponível em: thegreensestpost.com) Acesso em 14/03/2018.

A oração destacada em: “Somos seres QUE VIVEM EM UMA CORRERIA LOUCA” classifica-se como:

  • A subordinada substantiva apositiva.
  • B subordinada substantiva predicativa.
  • C subordinada adjetiva restritiva.
  • D coordenada sindética explicativa.
  • E coordenada sindética aditiva.
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As questão abaixo refere-se ao texto seguinte − parte do prefácio de um livro de sociologia em que o autor se dedicou ao estudo da cultura popular.


[Linguagens e culturas]


    Este livro estuda as modificações que se deram na cultura das classes populares ao longo das últimas décadas, de modo especial aquelas que podem ser atribuídas à influência das publicações de massa. Creio que obteríamos resultados muito semelhantes caso tomássemos como exemplos algumas outras formas de comunicação, como o cinema, o rádio ou a televisão.

    Penso que tenho sempre tentado dirigir-me principalmente ao “leitor comum” sério ou “leigo inteligente” de qualquer classe social. Não significa isto que eu tenha tentado adotar qualquer tom de voz específico, ou que tenha evitado o uso de quaisquer termos técnicos, para só empregar expressões banais. Escrevi tão claramente quanto o permitiu a minha compreensão do assunto, e apenas usei termos técnicos quando me pareceram susceptíveis de se tornarem úteis e sugestivos.

    O “leigo inteligente” é uma figura vaga, e a popularização uma tarefa perigosa; mas parece-me que aqueles de nós que consideram uma urgente necessidade escrever para ele devem continuar a tentá-lo. Porque um dos mais nefastos aspectos da nossa condição cultural é a divisão entre a linguagem dos peritos e o nível extraordinariamente baixo daquela utilizada nos órgãos de comunicação de massa.

(Adaptado de: HOGGART, Richard. As utilizações da cultura. Trad. de Maria do Carmo Cary. Lisboa: Editorial Presença, 1973.)

O verbo indicado entre parênteses deverá flexionar-se de modo a concordar com o elemento sublinhado na frase:

  • A As modificações da cultura popular (constituir) o centro da preocupação desse livro de Richard Hoggart.
  • B O autor do livro deseja que a linguagem de seus estudos (propiciar) aos seus leitores revelações sobre a cultura das classes populares.
  • C A popularização preocupa o autor porque muitos estudos se tornam simplórios devido à simplificação excessiva a que se (submeter).
  • D O pesquisador acredita que um dos mais negativos aspectos da nossa civilização está no abismo que (permear) as linguagens.
  • E Quem estuda os diferentes níveis de manifestações culturais propõe-se a reconhecer os distintos valores com os quais se (instituir) uma cultura complexa.
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Nas décadas subsequentes, vários estudos correlacionaram os hábitos dos pacientes como fatores de risco para doenças cardiovasculares. Sedentarismo, tabagismo, obesidade, entre outros, aumentam drasticamente as chances de enfarte. 

Com relação à quantidade de artigos no trecho, há

  • A cinco.
  • B três.
  • C quatro.
  • D dois.
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                                Mobilidade urbana


      Ao longo dos últimos anos a expressão mobilidade urbana – soma das condições e dos critérios oferecidos para a livre circulação das pessoas numa cidade − tem sido empregada para identificar um dos desafios dos grandes centros urbanos. Trata-se de um conceito mais complexo do que parece: não se reduz a uma simples questão de trânsito, diz respeito ao modo e à qualidade de vida das pessoas, à dinâmica instituída em seu cotidiano. Trata-se, enfim, de considerar uma política pública para qualificar os espaços em que os indivíduos se movimentam.

      O desafio está, sobretudo, em escolher os usos do território urbano, em privilegiar este ou aquele meio de transporte, em administrar os rumos e as concentrações de passageiros. Essa escolha não se faz sem pressupostos: o que, de fato, se pretende instituir? A livre circulação dos automóveis? O favorecimento do transporte coletivo? A velocidade máxima em canais de uso regulamentado? Faixas para ciclistas? Calçadões para pedestres? Espaços ambientais interligados? Linhas subterrâneas? A política implicada nesta ou naquela escolha diz muito das convicções de quem administra o espaço das grandes cidades. Como este é fatalmente limitado, e tende a receber um número sempre crescente de usuários, há que se encontrar medidas que otimizem seu uso e favoreçam a mobilidade de quem se considere seu usuário preferencial. Não é à toa que medidas tomadas para a implementação prática da mobilidade urbana provocam polêmicas ácidas, quando não conflitos mais graves, entre setores da população.

      Como regra geral, o poder público deve se envolver sobretudo com o que seja coletivo, o que atenda à parte maior da população, visando criar condições dignas para sua mobilidade. O transporte de massas não pode ser sacrificado em nome do transporte individual. A primazia do automóvel tem infligido enormes custos à qualidade de vida da maioria dos que habitam as grandes cidades.

                                                                              (Argemiro Diaféria, inédito

O verbo indicado entre parênteses deverá flexionar-se de modo a concordar com o elemento sublinhado na frase:

  • A Se não se (considerar) os efeitos práticos desse novo planejamento urbano, a cidade tornar-se-á um caos em que todos estaremos mergulhados.
  • B A administração de algumas pequenas cidades, de modo bisonho, (simular) problemas de mobilidade urbana para encontrar soluções desnecessárias.
  • C É preciso que se (cobrar) do poder público medidas gerenciais que garantam uma aceitável qualidade de vida para a maioria da população.
  • D Transitar em espaços ambientais ou amplos calçadões não (constituir) privilégios, mas condições dignas de mobilidade urbana.
  • Eresoluções que não (caber) ao poder público tomar sem antes averiguar quais sejam os reais interesses da maior parte dos cidadãos.
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TEXTO – Sem tolerância com o preconceito
Átila Alexandre Nunes, O Globo, 23/01/2018 (adaptado)
Diante do número de casos de preconceito explícito e agressões, somos levados ao questionamento se nossa sociedade corre o risco de estar tornando-se irracionalmente intolerante. Ou, quem sabe, intolerantemente irracional. Intolerância é a palavra do momento. Da religião à orientação sexual, da cor da pele às convicções políticas.
O tamanho desse problema rompeu fronteiras e torna-se uma praga mundial. Líderes políticos, em conluio com líderes religiosos, ignoram os conceitos de moral, ética, direitos, deveres e justiça. As redes sociais assumiram um papel cruel nesse sistema. Se deveriam servir para mostrar indignação, mostram, muitas vezes, um preconceito medieval.
No campo da religiosidade, o fanatismo se mostra cada dia mais presente no Rio de Janeiro. No último ano, foram registradas dezenas de casos de intolerância religiosa por meio da Secretaria de Estado de Direitos Humanos. Um número ainda subnotificado, pois, muitas ocorrências que deveriam ser registradas como “intolerância religiosa” são consideradas brigas de vizinhos.
A subnotificação desses casos é um dos maiores entraves na luta contra a intolerância religiosa. O registro incorreto e a descrença de grande parte da população na punição a esse tipo de crime colaboram para maquiar o retrato dos ataques promovidos pelo fanatismo religioso em nossa sociedade. A perseguição às minorias religiosas está cada vez mais organizada com braços políticos e até de milícias armadas como o tráfico de drogas.
No último ano recebemos denúncias de ataques contra religiões de matriz africana praticados pelo tráfico de drogas, que não só destruíam terreiros, como também proibiam a realização de cultos em determinada região, segundo o desejo do chefe da facção local.
Não podemos regredir a um estado confessional. A luta de agora pela liberdade religiosa é um dever de todos para garantir o cumprimento da Constituição Federal. Quando uma pessoa de fé é humilhada, agredida ou discriminada devido à sua crença, ela tem seus direitos humanos e constitucionais violados. Hoje, falase muito sobre intolerância religiosa, mas, muito mais do que sermos tolerantes, precisamos aprender a respeitar a individualidade e as crenças de cada um.
Até porque, nessa toada, a intolerância irracional ganha terreno, e nós vamos ficando cada vez mais irracionalmente intolerantes com aquilo que não deveríamos ser. Numa sociedade onde o preconceito se mostra cada dia mais presente, a única saída é a incorporação da cultura do respeito. Preconceito não se tolera, se combate.

“Até porque, nessa toada, a intolerância irracional ganha terreno, e nós vamos ficando cada vez mais irracionalmente intolerantes com aquilo que não deveríamos ser”. A forma verbal “deveríamos ser” forma uma locução verbal como os vocábulos abaixo:

  • A queremos ser;
  • B mandamos ser;
  • C deixemos ser;
  • D vimos ser;
  • E ouvimos ser.
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      Se determinado efeito, lógico ou artístico, mais fortemente se obtém do emprego de um substantivo masculino apenso a substantivo feminino, não deve o autor hesitar em fazê-lo. Quis eu uma vez dar, em uma só frase, a ideia – pouco importa se vera ou falsa – de que Deus é simultaneamente o Criador e a Alma do mundo. Não encontrei melhor maneira de o fazer do que tornando transitivo o verbo “ser”; e assim dei à voz de Deus a frase:

      – Ó universo, eu sou-te,

      em que o transitivo de criação se consubstancia com o intransitivo de identificação.

      Outra vez, porém em conversa, querendo dar incisiva, e portanto concentradamente, a noção verbal de que certa senhora tinha um tipo de rapaz, empreguei a frase “aquela rapaz”, violando deliberadamente e justissimamente a lei fundamental da concordância.

      A prosódia, já alguém o disse, não é mais que função do estilo.

      A linguagem fez-se para que nos sirvamos dela, não para que a sirvamos a ela.

                     (Fernando Pessoa. A língua portuguesa, 1999. Adaptado)

Assinale a alternativa que atende à norma-padrão de colocação pronominal.

  • A A prosódia, já disse-o alguém, não é mais que função do estilo.
  • B Se consubstancia o transitivo de criação com o intransitivo de identificação na frase: – Ó universo, eu sou-te.
  • C Tendo referido-me a Deus simultaneamente como o Criador e a Alma do mundo, recorri à frase: – Ó universo, eu sou-te.
  • D Sirvamo-nos da linguagem para quaisquer efeitos, sejam eles lógicos ou artísticos.
  • E Para expressar minha ideia, juntariam-se o transitivo de criação com o intransitivo de identificação na frase.
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TEXTO - Ressentimento e Covardia


Tenho comentado aqui na Folha em diversas crônicas, os usos da internet, que se ressente ainda da falta de uma legislação específica que coíba não somente os usos mas os abusos deste importante e eficaz veículo de comunicação. A maioria dos abusos, se praticados em outros meios, seriam crimes já especificados em lei, como a da imprensa, que pune injúrias, difamações e calúnias, bem como a violação dos direitos autorais, os plágios e outros recursos de apropriação indébita.

No fundo, é um problema técnico que os avanços da informática mais cedo ou mais tarde colocarão à disposição dos usuários e das autoridades. Como digo repetidas vezes, me valendo do óbvio, a comunicação virtual está em sua pré-história.

Atualmente, apesar dos abusos e crimes cometidos na internet, no que diz respeito aos cronistas, articulistas e escritores em geral, os mais comuns são os textos atribuídos ou deformados que circulam por aí e que não podem ser desmentidos ou esclarecidos caso por caso. Um jornal ou revista é processado se publicar sem autorização do autor um texto qualquer, ainda que em citação longa e sem aspas. Em caso de injúria, calúnia ou difamação, também. E em caso de falsear a verdade propositadamente, é obrigado pela justiça a desmentir e dar espaço ao contraditório.

Nada disso, por ora, acontece na internet. Prevalece a lei do cão em nome da liberdade de expressão, que é mais expressão de ressentidos e covardes do que de liberdade, da verdadeira liberdade. (Carlos Heitor Cony, Folha de São Paulo, 16/05/2006 – adaptado) 

“No fundo, é um problema técnico que os avanços da informática mais cedo ou mais tarde colocarão à disposição dos usuários e das autoridades”.


O acento grave indicativo da crase empregado nesse segmento é devido ao mesmo fator da seguinte frase:

  • A À noite, todos os gatos são pardos;
  • B Pagar à vista é coisa rara hoje em dia;
  • C Entregou o livro à aluna;
  • D Saiu à procura da namorada;
  • E Ficava contente à proporção que superava os obstáculos.
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TEXTO - Ressentimento e Covardia


Tenho comentado aqui na Folha em diversas crônicas, os usos da internet, que se ressente ainda da falta de uma legislação específica que coíba não somente os usos mas os abusos deste importante e eficaz veículo de comunicação. A maioria dos abusos, se praticados em outros meios, seriam crimes já especificados em lei, como a da imprensa, que pune injúrias, difamações e calúnias, bem como a violação dos direitos autorais, os plágios e outros recursos de apropriação indébita.

No fundo, é um problema técnico que os avanços da informática mais cedo ou mais tarde colocarão à disposição dos usuários e das autoridades. Como digo repetidas vezes, me valendo do óbvio, a comunicação virtual está em sua pré-história.

Atualmente, apesar dos abusos e crimes cometidos na internet, no que diz respeito aos cronistas, articulistas e escritores em geral, os mais comuns são os textos atribuídos ou deformados que circulam por aí e que não podem ser desmentidos ou esclarecidos caso por caso. Um jornal ou revista é processado se publicar sem autorização do autor um texto qualquer, ainda que em citação longa e sem aspas. Em caso de injúria, calúnia ou difamação, também. E em caso de falsear a verdade propositadamente, é obrigado pela justiça a desmentir e dar espaço ao contraditório.

Nada disso, por ora, acontece na internet. Prevalece a lei do cão em nome da liberdade de expressão, que é mais expressão de ressentidos e covardes do que de liberdade, da verdadeira liberdade. (Carlos Heitor Cony, Folha de São Paulo, 16/05/2006 – adaptado) 

A palavra do texto que NÃO segue o mesmo processo de formação que as demais é:

  • A ressentimento;
  • B covardia;
  • C legislação;
  • D importante;
  • E veículo.
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