Resolver o Simulado Soldado da Polícia Militar - AOCP - Nível Médio

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Direito Constitucional

1

Jorge, cidadão brasileiro com dezoito anos de idade, deseja tomar medida jurídica, sob o fundamento de que determinada prerrogativa inerente a sua cidadania não pode ser usufruída em razão de omissão legislativa na edição de norma regulamentadora de dispositivo constitucional.


Nessa situação hipotética, para buscar tutela jurisdicional, de acordo com o rol de direitos e garantias fundamentais, Jorge deverá valer-se de

  • A habeas data.
  • B mandado de injunção.
  • C mandado de segurança.
  • D ação direta de inconstitucionalidade por omissão.
  • E ação popular.
2

De acordo com o regime constitucional brasileiro, as denominadas funções de confiança devem ser exercidas

  • A de forma exclusiva por servidor ocupante de cargo efetivo, e destinam-se apenas às atribuições de direção, chefia e assessoramento.
  • B por servidor aposentado que retorne ao serviço público para exercer qualquer atividade diversa daquela em que tenha se dado a aposentadoria.
  • C somente por quem não possua cargo efetivo, nos limites fixados na legislação, e se destinam apenas à atividade meio.
  • D por qualquer cidadão, salvo se forem destinadas a atividades de direção ou assessoramento jurídico.
  • E por pessoa natural, com ou sem vínculo com o poder público, e destinam-se a qualquer atividade — meio ou fim — realizada na administração pública.
3

De acordo com os princípios fundamentais estabelecidos na CF, assinale a opção que apresenta, respectivamente, as formas de Estado e de governo adotadas no Brasil.

  • A Federação e República
  • B Federação e presidencialismo
  • C presidencialismo e República
  • D República e Federação
  • E República e presidencialismo

Direito Penal

4
A ação de “retardar ou deixar de praticar, indevidamente, ato de ofício, ou praticá-lo contra disposição expressa de lei, para satisfazer interesse ou sentimento pessoal” configura crime de:
  • A corrupção passiva.
  • B tráfico de influência.
  • C advocacia administrativa.
  • D prevaricação.
  • E concussão.

Direitos Humanos

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Atente ao seguinte enunciado: “[...] também guiada pelo ideário iluminista, veio a consagrar inúmeros direitos da pessoa, em documentos como a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, de 1789, e as Constituições de 1791 e de 1793, que reconheceram expressamente a liberdade e a igualdade inerentes ao ser humano, bem como a necessidade de limitar os poderes estatais, de modo a que estes não interferissem na esfera de liberdade dos indivíduos”.


No que diz respeito a direitos humanos, o enunciado acima faz referência ao legado resultante da

  • A Revolução Inglesa.
  • B Revolução Francesa.
  • C Revolução Industrial.
  • D Primeira Guerra Mundial.
6
Considere as disposições do decreto federal n° 65.810, de 08 de dezembro de 1969 (Convenção internacional sobre a eliminação de todas as formas de discriminação racial) e assinale a alternativa correta.
  • A Na referida Convenção, a expressão “discriminação racial” significará apenas o crime de injúria praticado em razão de raça, cor ou origem nacional
  • B Na referida Convenção, a expressão “discriminação racial” significará apenas o crime de difamação praticado em razão de raça, cor ou origem étnica
  • C Na referida Convenção, a expressão “discriminação racial” significará apenas o crime de lesão corporal praticado em razão de raça, origem nacional ou étnica
  • D Na referida Convenção, a expressão “discriminação racial” significará qualquer distinção, exclusão restrição ou preferência baseadas em raça, cor, descendência ou origem nacional ou étnica que tem por objetivo ou efeito anular ou restringir o reconhecimento, gozo ou exercício num mesmo plano, em igualdade de condição, de direitos humanos e liberdades fundamentais no domínio político econômico, social, cultural ou em qualquer outro domínio de vida pública
  • E Na referida Convenção, a expressão “discriminação racial” significará apenas o crime de calúnia praticado em razão de origem étnica

Português

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Infere-se do texto 1A1AAA que a escrita é uma

  • A tecnologia ambígua, pois é capaz de, ao mesmo tempo, preservar informações úteis e contribuir para a disseminação de textos inúteis.
  • B atividade que transforma escritos em arquivos, garantindo, assim, a integridade das informações frente às inconstâncias da história.
  • C invenção da primeira fase da modernidade, voltada a manter vivas as memórias sociais e culturais.
  • D forma de evitar o desaparecimento de informações importantes que não deveriam ser esquecidas ou perdidas.
  • E manifestação efêmera, que podia ser registrada, depois apagada e, mais tarde, recuperada pela reescrita.
8


Seria mantida a correção gramatical do texto 1A1AAA, embora com alteração do sentido original, caso se inserisse uma vírgula logo após a palavra

  • A “grande” (ℓ.19).
  • B “como” (ℓ.21).
  • C “arquivos” (ℓ.22).
  • D “missão” (ℓ.10).
  • E “inúteis” (ℓ.17).
9


No texto 1A1AAA, as relações sintático-semânticas do período “Embora fosse temido, o apagamento era necessário, assim como o esquecimento também o é para a memória” (ℓ. 20 e 21) seriam preservadas caso a conjunção “Embora” fosse substituída por

  • A Por conseguinte.
  • B Ainda que.
  • C Consoante.
  • D Desde que.
  • E Uma vez que.
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Predomina no texto 1A1AAA a tipologia

  • A narrativa.
  • B prescritiva.
  • C argumentativa.
  • D descritiva.
  • E expositiva.
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Conforme as ideias do texto 1A1BBB,

  • A o desenvolvimento da fala e o surgimento da escrita são eventos que, sob o enfoque histórico, se deram exatamente nessa ordem.
  • B há uma ideologia compartilhada pelas sociedades contemporâneas de associar a escrita a uma manifestação superior à fala.
  • C do ponto de vista linguístico, fala e escrita são manifestações idênticas, não havendo diferenças entre elas nem superioridade de uma sobre a outra.
  • D ao longo da história e nas diversas civilizações, identificam-se momentos de maior e de menor valorização da língua escrita.
  • E em sociedades letradas, a comunicação por meio da escrita supera a comunicação por meio da fala.
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Em cada uma das opções a seguir, é mostrada uma proposta de reescrita para o seguinte período do texto 1A1BBB: “Não há por que negar que a fala é mais antiga que a escrita e que esta lhe é posterior e, em certo sentido, dependente” (ℓ. 19 a 21). Assinale a opção em que a proposta apresentada mantém o sentido original e a correção gramatical do referido trecho.

  • A Não há por que negar que a fala será mais antiga que a escrita e que esta lhe seria posterior e, nesse sentido, dependente.
  • B Não há por que negar que a fala é mais antiga do que a escrita e que a fala é posterior à ela e, em certo sentido, dependente.
  • C Não há razão para negar que a fala é mais antiga que a escrita e que essa última é posterior e, em certo sentido, dependente da primeira.
  • D Não tem por que negar que a fala é mais que a escrita e que esta lhe é posterior e, em sentido certo, dependente.
  • E Não se pode negar de que a fala é mais antiga que a escrita e de que esta lhe é posterior e, em certo sentido, dependente.
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No texto 1A1BBB,

  • A o vocábulo “constante” (ℓ.8) foi empregado para qualificar o termo “aspecto” (ℓ.6).
  • B a expressão “sobre a”, nas linhas 13 e 15, tem o sentido de a respeito da.
  • C o trecho “Quando nos referimos” (ℓ.1) tem o mesmo sentido de Caso nos refiramos.
  • D o vocábulo “logo” (ℓ.2) tem o sentido adverbial de imediatamente.
  • E o termo “lugar” (ℓ.5) foi empregado para delimitar parte de um espaço ou região.
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A correção gramatical e o sentido original do texto 1A1BBB seriam preservados caso se substituísse

  • A “orais” (ℓ.23) por comunicativos.
  • B “equivocada” (ℓ.4) por desordenada.
  • C “precedência” (ℓ.13) por preferência.
  • D “intrínseco” (ℓ.16) por inerente.
  • E “inegável” (ℓ.21) por incerta.
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Texto para responder à questão.

O Dia da Consciência Negra
[...]
O assunto é delicado; em questão de raça, deve-se tocar nela com dedos de veludo. Pode ser que eu esteja errada, mas parece que no tema de raça, racismo, negritude, branquitude, nós caímos em preconceito igual ao dos racistas. O europeu colonizador tem - ou tinha - uma lei: teve uma parte de sangue negro - é negro. Por pequena que seja a gota de sangue negro no indivíduo, polui-se a nobre linfa ariana, e o portador da mistura é "declarado negro”. E os mestiços aceitam a definição e - meiões, quarteirões, octorões - se dizem altivamente “negros", quando isso não é verdade. Ao se afirmar “negro” o mestiço faz bonito, pois assume no total a cor que o branco despreza. Mas ao mesmo tempo está assumindo também o preconceito do branco contra o mestiço. Vira racista, porque, dizendo-se negro, renega a sua condição de mulato, mestiço, half-breed, meia casta, marabá, desprezados pela branquidade. Aliás, é geral no mundo a noção exacerbada de raça, que não afeta só os brancos, mas os amarelos, vermelhos, negros; todos desprezam o meia casta, exemplo vivo da infração à lei tribal.
Eu acho que um povo mestiço, como nós, deveria assumir tranquilamente essa sua condição de mestiço; em vez de se dizer negro por bravata, por desafio - o que é bonito, sinal de orgulho, mas sinal de preconceito também. Os campeões nossos da negritude, todos eles, se dizem simplesmente negros. Acham feio, quem sabe até humilhante, se declararem mestiços, ou meio brancos, como na verdade o são. “Black is beautiful” eu também acho. Mas mulato é lindo também, seja qual for a dose da sua mistura de raça. Houve um tempo, antes de se desenvolver no mundo a reação antirracista, em que até se fazia aqui no Rio o concurso “rainha das mulatas”. Mas a distinção só valia para a mulata jovem e bela. Preconceito também e dos péssimos, pois a mulata só era valorizada como objeto sexual, capaz de satisfazer a consciência dos homens.
A gente não pode se deixar cair nessa armadilha dos brancos. A gente tem de assumir a nossa mulataria. Qual brasileiro pode jurar que tem sangue “puro” nas veias, - branco, negro, árabe, japonês? Vejam a lição de Gilberto Freyre, tão bonita. Nós todos somos mestiços, mulatos, morenos, em dosagens várias. Os casos de branco puro são exceção {como os de índios puros - tais os remanescentes de tribos que certos antropólogos querem manter isolados, geneticamente puros - fósseis vivos - para eles estudarem...). Não vale indagar se a nossa avó chegou aqui de caravela ou de navio negreiro, se nasceu em taba de índio ou na casa-grande. Todas elas somos nós, qualquer procedência Tudo é brasileiro. Quando uma amiga minha, doutora, participante ilustre de um congresso médico, me declarou orgulhosa “eu sou negra” - não resisti e perguntei: “Por que você tem vergonha de ser mulata?” Ela quase se zangou. Mas quem tinha razão era eu. Na paixão da luta contra a estupidez dos brancos, os mestiços caem justamente na posição que o branco prega: negro de um lado, branco do outro. Teve uma gota de sangue africano é negro - mas tendo uma gota de sangue branco será declarado branco? Não é.
Ah, meus irmãos, pensem bem. Mulata, mulato também são bonitos e quanto! E nós todos somos mesmo mestiços, com muita honra, ou morenos, como o queria o grande Freyre. Raça morena, estamos apurando. Daqui a 500 anos será reconhecida como “zootecnicamente pura" tal como se diz de bois e de cavalos. Se é assim que eles gostam!
QUEIROZ, Rachel. O Dia da Consciência Negra. O Estado de S. Paulo, São Paulo, 23nov. 2002. Brasil, caderno 2, p. D16,
Vocabulário:
half-bread:mestiço.
marabá: mameluco.
meião, quarteirão e octorão: pessoas que têm, respectivamente, metade, um quarto e um oitavo de sangue negro.
“Black is beautiful”: “O negro é bonito

Sobre o elemento destacado em “Não vale indagar SE a nossa avó chegou aqui de caravela ou de navio negreiro” é correto afirmar que:

  • A atribui ideia reflexiva à oração a que pertence.
  • B inicia uma oração cuja função sintática é objeto direto.
  • C é uma conjunção condicional que enuncia uma dúvida.
  • D é uma conjunção adverbial que introduz um adjunto adverbial.
  • E introduz uma oração que é complemento nominal da primeira oração.
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O exagero das festas infantis é uma ignorância peculiar do Brasil?

(Ivana Ebel)

1 Se tem uma coisa que eu nunca entendi no Brasil foi o exagero dos pais na hora de organizar uma festa de aniversário para as crianças. Isso é mesmo parte da nossa tradição cultural? O país tem uma verdadeira indústria em torno do que parece um desfile carnavalesco temático encerrado em qualquer dos salões de festa de Norte a Sul. Não, não me entenda mal: não sou contra celebrar a vida, festejar mais um ano. Mas chamar cem pessoas para um cenário emaranhado de figuras de isopor e balões porque o bebê está fazendo um aninho é de um exagero.

2 Quando cheguei aqui na Alemanha notei essa diferença antes mesmo de ter amigos com filhos. Nas lojas e supermercados, o setor das festinhas é bem pequeno. Velinhas, um ou dois brinquedinhos e deu. Pratos, copos, chapéus temáticos são raridade. As decoradoras de festas infantis morreriam de fome por aqui e os adultos gulosos pelos docinhos podem tirar o cavalinho da chuva.

3 Primeiro que os salgadinhos, docinhos e afins não existem. Alemães geralmente detestam brigadeiro: acham doce demais. Em algumas comunidades brasileiras aparecem pessoas que oferecem os serviços pela internet para mães brasileiras que querem fazer as festas como na terra natal, para espanto e choque dos alemães. Ninguém por aqui entende o motivo de tanta pompa e circunstância – e eu compartilho esse sentimento: por aqui se celebra muito mais o primeiro dia de aula de uma criança do que o fato de ela fazer mais um ano.

4 Os primeiros anos dos bebês alemães que vi por aqui foram festejados pelo pai, pela mãe e, em alguns casos, pelos avós. Um bolo na mesa marcou a data, mas a vida não mudou seu curso por causa disso. E é assim até quando a criança está maiorzinha e passa a ter relações de amizade no jardim. Só então a festinha passa a ser mais importante. Aos 4 anos, ela pode convidar quatro amiguinhos. Aos 5, cinco. O convite para a festa é específico: tem a hora em que os pais devem deixar os filhos na casa do aniversariante e a hora em que devem buscá-los.

5 Os pais dos convidados não ficam na festa. Geralmente a mesa é posta com bolo, salsichas (claro!) e salgados feitos em casa, não se bebe refrigerante e, depois de comer, as crianças participam de brincadeiras organizadas pela mãe anfitriã. Nessas brincadeiras existem pequenas prendas e no final todos ganham uma sacolinha de balas para levar para casa. Mas a festa não precisa ser necessariamente uma festa. Pode ser apenas um dia especial em que a criança comemora com os amigos em um programa que ela escolheu: ir ao cinema, ir a um parque fazer piquenique, um parque de diversões.

6 Na escolinha, nada de frescura. A mãe leva um bolo ou muffins e algo salgado. Podem ser palitos de cenoura ou rodelas de pepino, por exemplo. Nada de decoração. O aniversariante usa uma coroa e é o rei da turma naquele dia. Geralmente se senta em uma cadeira em forma de troninho e é isso. A vida por aqui é muito, muito menos complicada. E menos consumista também.

7 Os casamentos seguem a mesma linha. Muita gente se casa apenas no civil, festeja no quintal de casa, faz fotos com amigos queridos em um parque e ninguém acha que por isso exista menos amor. Na verdade, confesso que a simplicidade da cerimônia me faz crer na cumplicidade do casal, mas isso é outro debate. Nunca fui uma moçoila casadeira mesmo.

8 Mas depois de alguns anos aqui começo a achar que uma coisa é o resultado da outra. Quando os pais transformam cada aniversário do filho em um show pirotécnico, o que sobra para eles na hora de festejar o que realmente importa na vida? Estamos constantemente preocupados em mostrar para o vizinho que a Pepa Pig da festa do nosso filho tem mais purpurina do que Elza do cenário do outro. No fundo, em vez de passarmos tempo de qualidade com quem amamos correndo por um parque ou cuidando do jardim, estamos mais preocupados em decidir o tema da próxima festa de isopor.

9 É na simplicidade de viver que os alemães e seu jeito austero nos fazem pensar no porquê de tanta complicação. Sem arcos de balões, eles dão de mil a zero na nossa pretensão de sermos calorosos, porque investimos mais nas aparências e convidamos dezenas de pessoas que nem gostamos tanto assim. Apostamos mais no cenário do que nas relações verdadeiras.

Texto adaptado de <http://www.pragmatismopolitico.com.br/2016/03/o-exagero-das-festas-infantis-e-uma-ignorancia-peculiar-do-brasil.html>.Acessado em 14 de março de 2016.

Assinale a alternativa incorreta sobre a pontuação empregada no texto.
  • A Em "Isso é mesmo parte da nossa tradição cultural?" (primeiro parágrafo), o ponto de interrogação foi empregado para fazer uma pergunta.
  • B Em "Primeiro que os salgadinhos, docinhos e afins não existem." (terceiro parágrafo), o ponto final foi empregado para encerrar uma frase declarativa.
  • C Em "Ninguém por aqui entende o motivo de tanta pompa e circunstância – e eu compartilho esse sentimento [...]." (terceiro parágrafo), o travessão foi empregado para indicar a mudança de interlocutor
  • D Em "Aos 4 anos, ela pode convidar quatro amiguinhos." (quarto parágrafo), vírgula foi empregada para separar uma expressão adverbial antecipada.
  • E Em "O convite para a festa é específico: tem a hora em que os pais devem deixar os filhos na casa do aniversariante e a hora em que devem buscá-los." (quarto parágrafo), os dois-pontos foram empregados para introduzir um esclarecimento.
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TEXTO

                            VIAGEM AO FOCO DA FEBRE AMARELA

      Semanas antes do anúncio dos primeiros casos de febre amarela silvestre, em janeiro, a doença já assustava no Leste de Minas Gerais. Famílias de pequenos municípios choravam seus mortos e doentes em dezembro sem saber de que mal se tratava. Nunca tinham ouvido falar da doença na região. Macacos começaram a morrer meses antes. Após a zika, em 2015, e a chicungunha, em 2016, é o terceiro ano consecutivo sob o jugo de doenças transmitidas por mosquitos. Especialistas dizem que houve falha de vigilância sanitária e defendem vacinar a população de grandes cidades do Sudeste, principalmente Rio, Vitória e Belo Horizonte, para conter a propagação da doença.(O Globo, 05/02/2017)

A crítica presente no texto se dirige essencialmente:

  • A à proliferação de mosquitos transmissores de doenças.
  • B ao abandono da assistência médica nos pequenos municípios.
  • C às deficiências operacionais da vigilância sanitária.
  • D à falta de cuidado com os animais infectados.
  • E à ausência de cultura nas populações interioranas.
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Leia o texto de Adriana Gomes para responder à questão.

Tentação do imediato

É difícil definir o status de uma época quando ainda se está nela, mas certamente uma das características marcantes do momento atual é o imediatismo. Percebo a tendência de simplificação nos procedimentos e a opção pelas ações que oferecem vantagens imediatas e menores riscos, sem considerar as consequências futuras.
Esse comportamento pode ser resultante da dificuldade de se lidar com as frustrações geradas, basicamente, por três motivos: demora, contrariedade e conflito. Seus efeitos podem ser agressão, regressão e fuga.
Um experimento famoso feito na Universidade Stanford (EUA), no final dos anos 1960, testou a capacidade de crianças resistirem à atração da recompensa instantânea – e rendeu informações úteis sobre a força de vontade e a autodisciplina. Aquelas que resistiram tiveram mais sucesso na vida.
A atitude imediatista praticamente impacta todas as decisões, desde a vida pessoal à rotina das empresas, chegando até à condução do país. O que importa é o hoje e o agora!
Muitas vezes, o valor da durabilidade e da consistência – o longo prazo – parece uma história fantasiosa. Entretanto, a vida prática confirma que o investimento em educação de qualidade e a dedicação aos estudos, por exemplo, geram bons resultados futuros. Profissionais bem qualificados e competentes em suas áreas de atuação, ou seja, aqueles que se dedicaram, aprofundaram seus conhecimentos e os praticaram, costumam encontrar melhores opções na vida profissional.
É preciso, todavia, acreditar nessa equação e investir tempo e dinheiro para colher seus frutos.
Os atalhos são tentadores, mas seus resultados a longo prazo tendem a ser frustrantes.

(Folha de S.Paulo, 31.01.2016. Adaptado)

Leia o trecho do quarto parágrafo: A atitude imediatista praticamente impacta todas as decisões... O pronome que substitui corretamente a expressão destacada e está adequadamente colocado no trecho selecionado encontra-se em:

  • A A atitude imediatista praticamente impacta-as...
  • B A atitude imediatista praticamente as impacta...
  • C A atitude imediatista praticamente impacta-se...
  • D A atitude imediatista praticamente impacta-lhes...
  • E A atitude imediatista praticamente lhes impacta...
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Canudos tinha muito apropriadamente, em roda, uma cercadura de montanhas. Era um parêntesis; era um hiato. Era um vácuo. Não existia. Transposto aquele cordão de serras, ninguém mais pecava. (Euclides da Cunha)


Disponível em:. Acesso em: 22 fev. 2017.


Na citação, a oração destacada Era um parêntesis; era um hiato marca a criatividade e a invenção para expressar uma maneira singular de ver objetos, coisas, pessoas, paisagens e seres em geral. É um exemplo de

  • A sentido literal da linguagem.
  • B sentido conotativo da linguagem.
  • C sentido denotativo da linguagem.
  • D nível informativo da linguagem.
  • E forma objetiva da linguagem.
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Releia a seguinte passagem do texto:

“O Ministério da Saúde estuda fracionar as doses da vacina da febre amarela para imunizar um número maior de pessoas(...)”.

Para que mantenha o mesmo sentido, dentro do contexto, a palavra fracionar pode ser substituída por:

  • A Fragmentar.
  • B Aumentar.
  • C Fortalecer.
  • D Unificar.
  • E Integrar.
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Uma estranha descoberta

Lá dentro viu dependurados compridos casacos de peles. Lúcia gostava muito do cheiro e do contato das peles. Pulou para dentro e se meteu entre os casacos, deixando que eles lhe afagassem o rosto. Não fechou a porta, naturalmente: sabia muito bem que seria uma tolice fechar-se dentro de um guarda roupa. Foi avançando cada vez mais e descobriu que havia uma segunda fila de casacos pendurada atrás da primeira. Ali já estava meio escuro, e ela estendia os braços, para não bater com a cara no fundo do móvel. Deu mais uns passos, esperando sempre tocar no fundo com as pontas dos dedos. Mas nada encontrava.

“Deve ser um guarda-roupa colossal!”, pensou Lúcia, avançando ainda mais. De repente notou que estava pisando qualquer coisa que se desfazia debaixo de seus pés. Seriam outras bolinhas de naftalina? Abaixou-se para examinar com as mãos. Em vez de achar o fundo liso e duro do guarda roupa, encontrou uma coisa macia e fria, que se esfarelava nos dedos. “É muito estranho”, pensou, e deu mais um ou dois passos.

O que agora lhe roçava o rosto e as mãos não eram mais as peles macias, mas algo duro, áspero e que espetava.

– Ora essa! Parecem ramos de árvores!

Só então viu que havia uma luz em frente, não a dois palmos do nariz, onde deveria estar o fundo do guarda-roupa, mas lá longe. Caía-lhe em cima uma coisa leve e macia. Um minuto depois, percebeu que estava num bosque, à noite, e que havia neve sob os seus pés, enquanto outros flocos tombavam do ar. Sentiu-se um pouco assustada, mas, ao mesmo tempo, excitada e cheia de curiosidade. Olhando para trás, lá no fundo, por entre os troncos sombrios das árvores, viu ainda a porta aberta do guarda-roupa e também distinguiu a sala vazia de onde havia saído. Naturalmente, deixara a porta aberta, porque bem sabia que é uma estupidez uma pessoa fechar-se num guarda-roupa. Lá longe ainda parecia divisar a luz do dia.

- Se alguma coisa não correr bem, posso perfeitamente voltar.

E ela começou a avançar devagar sobre a neve, na direção da luz distante.

Dez minutos depois, chegou lá e viu que se tratava de um lampião. O que estaria fazendo um lampião no meio de um bosque? Lúcia pensava no que deveria fazer, quando ouviu uns pulinhos ligeiros e leves que vinham na sua direção. De repente, à luz do lampião, surgiu um tipo muito estranho.

Era um pouquinho mais alto do que Lúcia e levava uma sombrinha branca. Da cintura para cima parecia um homem, mas as pernas eram de bode (com pelos pretos e acetinados) e, em vez de pés, tinha cascos de bode. Tinha também cauda, mas a princípio Lúcia não notou, pois ela descansava elegantemente sobre o braço que segurava a sombrinha, para não se arrastar pela neve.

Trazia um cachecol vermelho de lã enrolado no pescoço. Sua pele também era meio avermelhada. A cara era estranha, mas simpática, com uma barbicha pontuda e cabelos frisados, de onde lhe saíam dois chifres, um de cada lado da testa. Na outra mão carregava vários embrulhos de papel pardo. Com todos aqueles pacotes e coberto de neve, parecia que acabava de fazer suas compras de Natal.

Era um fauno. Quando viu Lúcia, ficou tão espantado que deixou cair os embrulhos.

– Ora bolas! - exclamou o fauno.

[...]

LEWIS, C.S.Uma estranha descoberta.In: As Crônicas de Nárnia.Tradução de Paulo Mendes Campos. São Paulo: Martins Fontes, 2005. p.105-6. Volume único.



Considerando-se o contexto, traduz-se corretamente o sentido de um segmento em:

  • A “Lá dentro viu dependurados compridos casacos de peles.” = Naquele lugar, visualizou dependurados longos casacos de peles.
  • B “Pulou para dentro e se meteu entre os casacos, deixando que eles lhe afagassem o rosto.” = Pulou para o interior e se meteu entre os casacos, deixando que eles lhe acariciassem o rosto.
  • C “Lúcia gostava muito do cheiro e do contato das peles.” = Lúcia gostava muito do olor e do atrito das peles.
  • D “Foi avançando cada vez mais e descobriu que havia uma segunda fila de casacos pendurada atrás da primeira.” = Foi recuando bem devagar e percebeu que havia uma segunda fila de casacos pendurada atrás da primeira.
  • E “Deu mais uns passos, esperando sempre tocar no fundo com as pontas dos dedos.” = Deu mais uns passos, esperando sempre tocar no fundo embaixo dos dedos.
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Sabe aquele seu amigo "vergonha alheia" que tenta, de todos os jeitos, contar uma piada hilária e parece não se ligar de que os outros não estão achando graça? Imagine se ele estivesse fadado a fazer isso o tempo todo, sem interrupções. É por essa situação que passam pessoas que sofrem com Witzelsucht, um distúrbio que faz com que o paciente não pare de fazer comentários achando que são engraçados.

Essa doença, normalmente, não aparece do nada. Ela pode ser resultante de um derrame ou de alguma lesão na região frontal do lado direito do cérebro, a área responsável por sua personalidade. Qualquer mudança sofrida por lá pode alterar seu gosto e o seu humor, normalmente o deixando mais eufórico (a título de curiosidade, alterações no lado esquerdo deixam a pessoa irritada e depressiva).

Mas antes que você pense que fazer umas piadas a mais e ser sorridente o tempo todo não é ruim, é bom conhecer casos de pessoas que sofrem com Witzelsucht. Um homem de 56 anos, por exemplo, sofreu um derrame e, além de desenvolver o distúrbio, passou a ser viciado em sexo. Ele fazia piadas de cunho sexual o tempo todo, afastando qualquer mulher ao seu redor – e ele era casado. E o pior: ele não conseguia parar, mesmo quando médicos estavam conduzindo exames nele.

Já uma mulher que teve um pequeno derrame aos 57 anos de idade e ao ter Witzelsuch parou de cuidar da higiene, só se interessava por suas próprias piadas. Afinal, vale lembrar também que pessoas com o distúrbio podem adorar suas próprias anedotas, mas são insensíveis às dos outros. Ou seja: não adianta tentar fazê-los rir, eles só entendem o próprio humor.

Não existem muitas formas de tratar a doença. Os médicos apelam para incansáveis sessões de terapia, nas quais devem explicar o tempo todo para os pacientes que suas piadas não são engraçadas. Outro método é a administração de remédios para estabilizar a condição emocional.

(Fonte: http://revistagalileu.globo.com/Ciencia/Saude/noticia/2017/05/conheca-doenca-que-faz-com-que-pacientes-nao-parem-de-contar-piadas.html. Adaptado)

Em “Qualquer mudança sofrida por ...”, o elemento anafórico, em negrito, refere- ao termo:

  • A de um derrame.
  • B de alguma lesão.
  • C na região frontal do lado direito do cérebro.
  • D a área responsável por sua personalidade.
  • E qualquer mudança sofrida.
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Atenção: Nesta prova, considera-se uso correto da Língua Portuguesa o que está de acordo com a norma padrão escrita.

Leia o texto a seguir para responder a questão sobre seu conteúdo.

COMO A ABSTENÇÃO PODE MUDAR O RESULTADO

DAS ELEIÇÕES NA FRANÇA

Por Julia Braun. 07 maio 2017. Disponível em: http://veja.abril.com.br/mundo/como-a-abstencao-pode-mudar-o-resultado-das-eleicoes-na-franca/ Acesso em 07 mai 2017

Os franceses vão às urnas neste domingo, 7, para decidir sobre o futuro político de sua nação. As estações de voto começaram a receber os quase 47 milhões de eleitores inscritos às 8 horas da manhã do horário local e devem ficar abertas até as 19h nas cidades menores e até as 20h nos grandes centros urbanos, como Paris. Após quatro meses de campanha, o mundo todo aguarda ansioso pelo resultado destas presidenciais.

Uma pesquisa divulgada pelo Instituto Odoxa na última sexta-feira apontou que um quarto do eleitorado da França deve se abster neste segundo turno. Os números são extremamente altos para a história do país e se forem provados verdadeiros podem ter um impacto potente no resultado da votação.

Baixas taxas de comparecimento normalmente significam resultados mais distantes daquilo que era previsto pelas pesquisas de boca de urna. E, neste caso, a abstenção tem tudo para beneficiar a candidata de extrema-direita Marine Le Pen. “Altas taxas de abstenção sempre beneficiam os partidos e os candidatos menores”, diz o especialista inglês em política francesa da Universidade de Warwick, David Lee.

Os eleitores de Le Pen são mais fiéis, tem menos chances de mudar seu voto na última hora, e não devem deixar de comparecer às urnas. São os eleitores de centro, que costumavam votar nos grandes partidos e que estão descrentes na política francesa, que tem mais chances de desistir de votar. Nesta equação, o independente Emmanuel Macron tem tudo a perder, já que os cidadãos mais moderados são essenciais para sua vitória. “É muito mais provável que os eleitores de Le Pen saiam de casa para dar seu voto para ela do que os de Macron”, diz o americano David A. Bell, historiador especialista em França e professor da Universidade de Princeton.

Observe a crase em: “Os franceses vão às urnas neste domingo“. Agora assinale a alternativa em que, para o período estar correto, deveria, também, obrigatoriamente, haver crase.

  • A A roupa que comprou a prazo é igual a que era vendida a menor preço no comércio local.
  • B Destacou-se a referência que fez a pessoas menos esclarecidas que a maioria.
  • C Fazia alusão a qualquer forma de administrar que não fosse a indicada pelo partido.
  • D Disse a todas as cidadãs que a pessoa a quem fazia referência não estava presente.
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Em relação à acentuação viciosa, analisar os itens abaixo, considerando-se a exata pronúncia das palavras e sua classificação quanto ao acento tônico, evitando-se uma silabada, denominação dada ao erro de prosódia:

I - São oxítonas: “ruim”, “mister”, “Nobel”, “ureter” etc. II - São paroxítonas: “ibero”, “rubrica”, “avaro”, “ciclope”, “misantropo” etc. III - São proparoxítonas: “ômega”, “ágape”, “aerólito”, “ínterim”, “arquétipo” etc.


Está(ão) CORRETO(S):

  • A Todos os itens.
  • B Somente o item III.
  • C Somente os itens I e II.
  • D Somente os itens I e III.
  • E Somente os itens II e III.
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      Há quatro anos, Chris Nagele fez o que muitos executivos no setor de tecnologia já tinham feito – ele transferiu sua equipe para um chamado escritório aberto, sem paredes e divisórias.

      Os funcionários, até então, trabalhavam de casa, mas ele queria que todos estivessem juntos, para se conectarem e colaborarem mais facilmente. Mas em pouco tempo ficou claro que Nagele tinha cometido um grande erro. Todos estavam distraídos, a produtividade caiu, e os nove empregados estavam insatisfeitos, sem falar do próprio chefe.

      Em abril de 2015, quase três anos após a mudança para o escritório aberto, Nagele transferiu a empresa para um espaço de 900 m² onde hoje todos têm seu próprio espaço, com portas e tudo.

      Inúmeras empresas adotaram o conceito de escritório aberto – cerca de 70% dos escritórios nos Estados Unidos são assim – e até onde se sabe poucos retornaram ao modelo de espaços tradicionais com salas e portas.

      Pesquisas, contudo, mostram que podemos perder até 15% da produtividade, desenvolver problemas graves de concentração e até ter o dobro de chances de ficar doentes em espaços de trabalho abertos – fatores que estão contribuindo para uma reação contra esse tipo de organização.

      Desde que se mudou para o formato tradicional, Nagele já ouviu colegas do setor de tecnologia dizerem sentir falta do estilo de trabalho do escritório fechado. “Muita gente concorda – simplesmente não aguentam o escritório aberto. Nunca se consegue terminar as coisas e é preciso levar mais trabalho para casa”, diz ele.

      É improvável que o conceito de escritório aberto caia em desuso, mas algumas firmas estão seguindo o exemplo de Nagele e voltando aos espaços privados.

      Há uma boa razão que explica por que todos adoram um espaço com quatro paredes e uma porta: foco. A verdade é que não conseguimos cumprir várias tarefas ao mesmo tempo, e pequenas distrações podem desviar nosso foco por até 20 minutos.

      Retemos mais informações quando nos sentamos em um local fixo, afirma Sally Augustin, psicóloga ambiental e de design de interiores.

(Bryan Borzykowski, “Por que escritórios abertos podem ser ruins para funcionários.” Disponível em:<www1.folha.uol.com.br>. Acesso em: 04.04.2017. Adaptado)

O termo privado está em relação de sentido com público, seu antônimo, da mesma forma que estão as palavras

  • A insatisfeitos e desabonados.
  • B tradicional e usual.
  • C distraídos e atentos.
  • D conectar e interligar.
  • E improvável e inaceitável.
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      O problema de São Paulo, dizia o Vinicius, “é que você anda, anda, anda e nunca chega a Ipanema”. Se tomarmos “Ipanema” ao pé da letra, a frase é absurda e cômica. Tomando “Ipanema” como um símbolo, no entanto, como um exemplo de alívio, promessa de alegria em meio à vida dura da cidade, a frase passa a ser de um triste realismo: o problema de São Paulo é que você anda, anda, anda e nunca chega a alívio algum. O Ibirapuera, o parque do Estado, o Jardim da Luz são uns raros respiros perdidos entre o mar de asfalto, a floresta de lajes batidas e os Corcovados de concreto armado.

      O paulistano, contudo, não é de jogar a toalha – prefere estendê-la e se deitar em cima, caso lhe concedam dois metros quadrados de chão. É o que vemos nas avenidas abertas aos pedestres, nos fins de semana: basta liberarem um pedacinho do cinza e surgem revoadas de patinadores, maracatus, big bands, corredores evangélicos, góticos satanistas, praticantes de ioga, dançarinos de tango, barraquinhas de yakissoba e barris de cerveja artesanal.

      Tenho estado atento às agruras e oportunidades da cidade porque, depois de cinco anos vivendo na Granja Viana, vim morar em Higienópolis. Lá em Cotia, no fim da tarde, eu corria em volta de um lago, desviando de patos e assustando jacus. Agora, aos domingos, corro pela Paulista ou Minhocão e, durante a semana, venho testando diferentes percursos. Corri em volta do parque Buenos Aires e do cemitério da Consolação, ziguezagueei por Santa Cecília e pelas encostas do Sumaré, até que, na última terça, sem querer, descobri um insuspeito parque noturno com bastante gente, quase nenhum carro e propício a todo tipo de atividades: o estacionamento do estádio do Pacaembu.

(Antonio Prata. “O paulistano não é de jogar a toalha. Prefere estendê-la e deitar em cima.” Disponível em:<http://www1.folha.uol.com.br/colunas>. Acesso em: 13.04.2017. Adaptado)

Assinale a alternativa que dá nova redação à passagem – O paulistano, contudo, não é de jogar a toalha – prefere estendê-la e se deitar em cima, caso lhe concedam dois metros quadrados de chão. – atendendo à norma-padrão de concordância.

  • A Cem por cento dos paulistanos não joga a toalha – acha preferível estendê-la para que se deite sobre elas, caso seja dado a eles dois metros quadrados de chão.
  • B Os paulistanos não jogam a toalha – acham preferíveis estendê-la e se deitar em cima, caso lhes deem dois metros quadrados de chão.
  • C Mais de um paulistano não são de jogar a toalha – acham preferíveis estendê-la e se deitarem em cima, caso se dê a eles dois metros de chão.
  • D Para os paulistanos, não se joga a toalha – é preferível que seja estendida, para que possam deitar-se sobre ela, caso lhes sejam dados dois metros quadrados de chão.
  • E A maior parte dos paulistanos, contudo, não são de jogarem a toalha – acha preferível elas serem estendidas e deitar-se em cima, caso lhe seja dado dois metros de chão.

Matemática

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Paulo gastou 40% de 3/5 de seu salário e ainda lhe restou R$ 570,00. Nessas condições o salário de Paulo é igual a:
  • A R$ 2.375,00
  • B R$ 750,00
  • C R$ 1.240,00
  • D R$ 1.050,00
  • E R$ 875,00
28
Qual é o valor dos juros obtidos em uma aplicação de financeira de $1.550,00 feita à taxa de juros simples de 4,5% ao mês durante um semestre?
  • A $ 573,29
  • B $ 468,50
  • C $ 418,50
  • D $ 1.968,50
29
Raoni comprou um fogão com 25% de desconto, pagando por ele R$ 330,00. Qual era o preço do fogão sem o desconto?
  • A R$ 355,00
  • B R$ 412,50
  • C R$ 440,00
  • D R$ 460,00
30
O total de números de 3 algarismos, não repetidos, que podem ser formados utilizando os números 4,5,6 e 7 é igual a:
  • A 256
  • B 128
  • C 24
  • D 60
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Considere a seguinte expressão numérica:

(112 – 102 ) ÷ (3·2·5 – 32 ) ÷ 3

O resultado correto é

  • A 5/3
  • B 4/3
  • C 1
  • D 2/3
  • E 1/3

Noções de Informática

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Assinale a opção que apresenta, respectivamente, as extensões dos arquivos dos softwares Microsoft Excel 2010, Microsoft Word 97-2003, Bloco de Notas e BrOffice Impress em suas configurações padrão.

  • A .xlsx, .doc, .txtx e .odp
  • B .xls, .docx, .txt e .odt
  • C .xlsx, .docx, .txtx e .odp
  • D .xlsx, .doc, .txt e .odp
  • E .xls, .doc, .txt e .odt
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Entre os vários tipos de programas utilizados para realizar ataques a computadores, aquele capaz de se propagar automaticamente pelas redes, enviando cópias de si mesmo entre computadores, é conhecido como

  • A botnet.
  • B spyware.
  • C backdoor.
  • D trojan.
  • E worm.
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Acerca do uso do Windows Explorer (WE) para o gerenciamento de arquivos, pastas e programas sob os sistemas Windows Vista e Windows 7 Professional, assinale a opção correta.

  • A No WE, para ver a data de modificação de um arquivo, uma possibilidade é selecionar a opção Lista entre as opções de visualização de pastas.
  • B No WE, para se verificar que processador e que quantidade de memória RAM estão instalados no computador, uma opção é clicar o ícone Computador com o botão direito do mouse e, em seguida, escolher a opção Propriedades.
  • C Em sua configuração padrão, a área da janela do WE apresenta dois painéis: o do lado esquerdo mostra a árvore de pastas e os arquivos; no do lado direito, visualiza-se o conteúdo dos arquivos.
  • D O WE permite que o usuário criptografe o conteúdo de uma pasta mediante a seguinte sequência de procedimentos: clicar o botão direito do mouse, selecionar a opção Criptografar e digitar a senha desejada.
  • E O WE não permite que arquivos localizados na pasta c:\Windows\system32 sejam removidos, pois eles são arquivos de configuração do sistema operacional.
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Os comandos para deletar um arquivo em um utilitário de linha de comando no Windows e no Linux são, respectivamente,

  • A del e delete.
  • B del e rm.
  • C delete e remove.
  • D del e remove.
  • E delete e rm.
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Na computação em nuvem (cloud computing), que mudou a visão de pessoas físicas e jurídicas acerca de recursos de tecnologia da informação, o modelo que oferece um ambiente sob demanda para desenvolvimento, teste e gerenciamento de aplicações de software é denominado

  • A infraestrutura como serviço (IaaS).
  • B big data como serviço (BDaaS).
  • C software como serviço (SaaS).
  • D plataforma como serviço (PaaS).
  • E dados como serviço (DaaS).

História e Geografia de Estados e Municípios

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O estado de Rondônia faz divisa com, EXCETO:

  • A o estado do Amazonas.
  • B o estado de Mato Grosso.
  • C o estado do Acre.
  • D o estado do Pará.
  • E a Bolívia.
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Os primeiros poços perfurados no Rio Grande do Norte, nos municípios de Grossos e Macau, por volta de 1956, tinham como objetivo estudar as possibilidades de existência de petróleo, que justificasse a exploração nessa área, que veio a ser chamada de Bacia Potiguar. Após a descoberta de petróleo e a intervenção da Petrobras, o petróleo passou a fazer parte da economia norte-rio-grandense. Atualmente
  • A toda a produção de petróleo que ainda resiste no RN é destinada à produção de gás de cozinha (GLP – Gás Liquefeito de Petróleo).
  • B a Petrobras, após decretar oficialmente falência, retirou sua participação na economia do Estado fechando suas refinarias potiguares.
  • C o Rio Grande do Norte ainda é o terceiro maior produtor de petróleo do Brasil. O estado do Rio de Janeiro ocupa o primeiro lugar nesse ranking.
  • D a produção no Rio Grande do Norte reflete o esforço de milhares de trabalhadores potiguares mantendo a hegemonia na produção de petróleo em terra do país.
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O fluxo populacional foi constante na história do Acre. Em diferentes momentos, diferentes origens formavam rotas de migrantes em direção ao estado. No final do século XIX, a principal origem da população que migrou para o Acre foi de:

  • A uruguaios.
  • B nordestinos brasileiros.
  • C sulistas brasileiros.
  • D equatorianos.
  • E haitianos.
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Porto Velho, como capital do estado, é considerado um município com grande importância econômica. Dessa maneira, em princípio, os municípios localizados próximos à capital possuem algumas facilidades. Assinale a alternativa que apresenta o município que possui limites territoriais com a capital, Porto Velho.

  • A Candeias do Jamari
  • B Alto Alegre dos Parecis
  • C Urupá
  • D Cacoal
  • E Vale do Paraíso
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O estado de Rondônia elege, a cada quatro anos, a seguinte quantidade de deputados federais:

  • A 6.
  • B 8.
  • C 10.
  • D 12.
  • E 16.

Atualidades

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Há poucos meses, os Estados Unidos da América lançaram a bomba GBU-43 sobre uma região afegã. A justificativa oficial para o uso de tal armamento foi

  • A realizar testes de novos modelos de bombas produzidos por ordem do presidente Donald Trump.
  • B destruir a rede de túneis e as cavernas utilizadas por extremistas do grupo Estado Islâmico.
  • C impedir que os terroristas sérvios pudessem levar armamentos e alimentos para os rebeldes da região.
  • D retaliar aquele país, devido às medidas impostas pelo presidente afegão Ashraf Ghani às importações norte-americanas.
43

Em março de 2017, foi divulgado na mídia uma operação da polícia federal em relação a falhas de produção e corrupção nas fiscalizações de um determinado setor. Esse setor, com grande importância na economia brasileira, inclusive com grandes volumes de exportação, é:

  • A metalúrgico.
  • B alimentos.
  • C computação
  • D calçadista.
  • E aviação.
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Os EUA abandonarão o acordo sobre o programa nuclear do país caso não consigam mudanças que tornem permanentes suas restrições e impeçam o país islâmico de desenvolver mísseis balísticos intercontinentais, disse nesta sexta-feira, 13 de outubro, o presidente Donald Trump, em discurso. Ele retirou a certificação do pacto, mas uma ruptura depende do Congresso.

(Estadão - goo.gl/vu9xd6. Acesso em 15.10.2017. Adaptado)


As ameaças de Trump em romper o acordo nuclear dirigem-se

  • A à Arábia Saudita.
  • B ao Iraque.
  • C ao Irã.
  • D ao Paquistão.
  • E à Jordânia.
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Os chanceleres do Mercosul decidiram hoje (5 de agosto de 2017), em consenso, suspender a Venezuela do bloco – formado por Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai – por ruptura da ordem democrática. A sanção foi aplicada com base nas cláusulas do Protocolo de Ushuaia, assinado em 1998. A partir da medida, os países membros do bloco esperam isolar o governo de Nicolás Maduro, considerado não democrático pelo Mercosul.

(EBC, 5 ago. 17. Disponível em:<https://goo.gl/iPtFmW> . Adaptado)


Entre as exigências para que a medida seja revista, está

  • A a imediata saída de Maduro do poder.
  • B a desmilitarização do território venezuelano.
  • C o fechamento dos meios de comunicação estatais.
  • D a anulação da convocação da Assembleia Constituinte.
  • E o abandono da ideia de socialismo como princípio do governo.
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A morte da representante comercial Cristine Fonseca Fagundes, em 25 de agosto 2016, gerou uma revolução na área da Segurança no RS. Ela foi morta durante um assalto, em frente a uma escola, na Zona Norte de Porto Alegre. Sobre esse fato, analise as seguintes assertivas:

I. No mesmo dia, o Governo anunciou a criação do Comitê de Gestão da Segurança Pública, que teve o vice-governador José Paulo Cairoli como coordenador.

II. Horas após o latrocínio, o então secretário de Segurança do RS, Wantuir Jacini, pediu demissão, tendo o vice-governador assumido como secretário até a posse de um sucessor.

III. O governador do Estado, José Ivo Sartori, foi a Brasília pedir a intervenção do Exército Brasileiro para garantir a ordem e a segurança em todo o território gaúcho.

Quais estão corretas?

  • A Apenas I.
  • B Apenas III.
  • C Apenas I e II.
  • D Apenas II e III.
  • E I, II e III.
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