Resolver o Simulado VUNESP - Nível Médio

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Português

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TEXTO 6


“É um fato que terá impactos brutais no mundo globalizado, mas a mídia nacional prefere centrar seus holofotes na Petrobras, como se se tratasse de um caso único de depressão num ambiente de extrema alegria. (1) Desde junho, quando atingiu o pico de 115 dólares o barril, o preço do petróleo caiu pela metade. Nesta semana, o barril está sendo vendido na casa dos 60 dólares. Vários fatores se somaram para que isso acontecesse, mas você pode resumir a explicação na tradicional lei da demanda e da oferta. A produção de petróleo, hoje, supera amplamente o consumo. Isso está ligado à crise econômica mundial. Com sua economia se desacelerando, a China consome hoje muito menos petróleo do que fazia. O mesmo ocorre com outra potência, a Alemanha. Os Estados Unidos, tradicionalmente os maiores importadores, (2) está quase auto-suficiente, graças ao “shale oil” — saudado como uma revolução no campo energético.”

No trecho (1), em destaque no TEXTO 6 dado, as vírgulas foram empregadas:

  • A corretamente para isolar uma oração subordinada adjetiva explicativa.
  • B incorretamente, já que isola o sujeito do predicado da oração principal
  • C corretamente para isolar uma oração subordinada adverbial intercalada.
  • D incorretamente, já que separa uma oração subordinada anteposta ao predicado
  • E corretamente, uma vez que seu uso é facultativo para isolar orações subordinadas.
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Considere o trecho a seguir.

Já ________ alguns anos que estudos a respeito da utilização abusiva dos smartphones estão sendo desenvolvidos. Os especialistas acreditam ____________motivos para associar alguns comportamentos dos adolescentes ao uso prolongado desses aparelhos, e ____________alertado os pais para que avaliem a necessidade de estabelecer limites aos seus filhos.

De acordo com a norma-padrão da língua portuguesa, as lacunas do texto devem ser preenchidas, correta e respectivamente, com:

  • A faz … haver … têm
  • B fazem … haver … tem
  • C faz … haverem … têm
  • D fazem … haverem … têm
  • E faz … haverem … tem
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Assinale a alternativa redigida de acordo com a norma-padrão de colocação dos pronomes destacados e de emprego do sinal indicativo de crase.

  • A Por certo todos comportariam-se adequadamente durante a cerimônia à que comparecessem as autoridades.
  • B Ninguém se aventurou a fazer lances à partir de dois milhões de reais pela obra do pintor.
  • C Nos esconderam em uma fazenda, temendo que ficássemos expostos à agressões.
  • D Ainda me comove a situação da família da vítima, à qual só resta chorar o assassinato do pai.
  • E Nada incomodados com à censura de toda a imprensa, os terroristas se responsabilizaram por mais um ataque a civis.
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Direitos humanos: ressocialização de presos e combate à reincidência

O Brasil é signatário de tratados que versam sobre direitos humanos como o Pacto de San José, a Declaração Americana dos Direitos e Deveres do Homem e a Declaração Universal dos Direitos Humanos da ONU. Todos eles proíbem o tratamento degradante do preso.

Iniciativas estão sendo tomadas no sentido de buscar melhores condições de vida para os detentos e os egressos do sistema prisional. Exemplos disso são os programas “Começar de Novo” e o “Mutirão Carcerário”, desenvolvidos pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

O CNJ tem realizado mutirões carcerários para identificar pessoas que já cumpriram pena ou que tenham direito à progressão de regime prisional e ainda continuam encarceradas. Esse trabalho já resultou na liberdade de mais de 2200 presos que puderam exercer o direito à progressão prisional ou já tinham cumprido pena e ainda continuavam presos. Para o presidente do Supremo e do CNJ, não basta somente libertar as pessoas que estavam presas irregularmente. Esse trabalho, para ele, precisa ser acompanhado de “uma séria política de reintegração social”, para evitar a reincidência.

O projeto “Começar de Novo” busca sensibilizar entidades públicas e privadas para promover a ressocialização dos presos, por meio de propostas de trabalho e de cursos de capacitação profissional para presos e egressos do sistema carcerário, de modo a concretizar ações de cidadania e promover a redução da reincidência.

Como prevê a Constituição de 1988, o Pacto de San José da Costa Rica e a Lei de Execução Penal, é preciso dar condições dignas ao preso. “Muito mais do que o valor pecuniário do salário, avulta nessa jornada a importância de resgatar-se inteiramente a dignidade do ser humano que, mesmo havendo ultrapassado os limites da lei, em momento algum deixou de ser cidadão plenamente e respeitado por todos”, defende o presidente do STF e CNJ.

(Disponível em: www.stf.jus.br/portal/cms/verNoticiaDetalhe. asp?idConteudo=116383. Acesso em: 18.08.2012. Adaptado)

Assinale a alternativa em que a palavra “como” foi empregada com a mesma função gramatical com que aparece na seguinte frase do texto:

Como prevê a Constituição de 1988, o Pacto de San José da Costa Rica e a Lei de Execução Penal, é preciso dar condições dignas ao preso

  • A Para que a ressocialização realmente ocorra, como afirma o presidente do Supremo e do CNJ, não basta apenas libertar pessoas que estavam presas irregularmente.
  • B Os cursos de capacitação profissional para presos e egressos do sistema carcerário surgiram como medida concreta para a ressocialização.
  • C É notável como a vida dos presos mudou para melhor com a participação no projeto “Xadrez que liberta”.
  • D Programas como “Começar de Novo” e “Mutirão Carcerário” buscam melhores condições de vida para detentos e egressos do sistema prisional.
  • E Se não tiverem oportunidades concretas, como os ex-detentos poderão ser ressocializados?
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Leia o texto para responder a questão a seguir.

Entreouvida na rua: “O que isso tem a ver com o meu café com leite?” Não sei se é uma frase feita comum que só eu não conhecia ou se estava sendo inventada na hora, mas gostei. Tudo, no fim, se resume no que tem e não tem a ver com o nosso café com leite, no que afeta ou não afeta diretamente nossas vidas e nossos hábitos. É uma questão que envolve mais do que a vizinhança próxima. Outro dia ficamos sabendo que o Stephen Hawking voltou atrás na sua teoria sobre os buracos negros, aqueles furos no Universo em que a matéria desaparece. Nem eu nem você entendíamos a teoria, e agora somos obrigados a rever nossa ignorância: os buracos negros não eram nada daquilo que a gente não sabia que eram, são outra coisa que a gente nunca vai entender. Nosso consolo é que nada disto tem a ver com nosso café com leite. Os buracos negros e o nosso café com leite são, mesmo, extremos opostos, a extrema angústia do desconhecido e o extremo conforto do familiar. Não cabem na mesma mesa ou no mesmo cérebro.

(Luis Fernando Verissimo. O mundo é bárbaro e o que nós temos a ver com isso. Rio de Janeiro, Objetiva, 2008, p. 09)

O sentido atribuído pelo autor à frase – “O que isso tem a ver com o meu café com leite?” – está expresso, em outras palavras, na alternativa:

  • A Será que somos capazes de compreender isso?
  • B Até que ponto isso desperta o interesse dos cientistas?
  • C De que modo nós poderíamos contribuir para isso?
  • D Por que eu deveria crer na veracidade disso?
  • E Como isso pode impactar o meu cotidiano?
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Considerando as regras de concordância, assinale a alternativa em que a forma verbal em destaque está empregada em conformidade com a norma-padrão da língua portuguesa.
  • A Está se tornando frequentes os anúncios indesejados.
  • B Deve existir muitas formas de se tornar uma vítima da moda.
  • C Pode haver maneiras de solucionar o problema do autor.
  • D Tende a ocorrer muitos casos semelhantes ao do autor.
  • E Anda surgindo muitas matérias com conteúdo patrocinado.
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                                  A idade das palavras


      Já cansei de ver gente madura falando gíria para parecer jovem. O trágico é que, em geral, a gíria é velha, daí que é terrível ver uma senhora madura e plastificada dizendo “Eu sou prafrentex!”.

      Esse termo foi usado nos anos 60 para dizer que uma jovem aceitava comportamentos mais ousados, tipo viajar no fim de semana para a praia com um grupo de amigos, o máximo de liberdade imaginável até então.

      Mas agora é passado… Assim como as variações para falar de homem bonito. Houve época em que era “pão”, agora se usa gato, se não estou atrasado… Volta e meia noto alguém exclamar à passagem de um homem atlético: “Ai, que pão!”.

      Esse é o mal das gírias. Marcam a juventude de cada um. O tempo passa, mas fica difícil mudar o modo de falar.

      Lembro o sucesso de “boko moko”, criado por uma marca de refrigerante para rotular de cafona quem não tomava a tal bebida. Caiu na boca do povo. Cafona vale? Ou devo dizer “out”, como na década de 90?

      Reconheço, tenho saudade de certos termos. Lembro-me das conversas com os amigos nos anos 70, quando fiz faculdade e era frequente ouvir “tou numas com ela”, equivalente, guardadas algumas proporções, ao “ficar” de hoje em dia.

      Que adolescente aceitaria hoje ir a um “mingau dançante”? Vão para a balada, para a “night”. Aliás, a maioria foge de mingau e de qualquer delícia que engorde!

      Muita gente odeia gíria e a considera um dialeto capaz de estraçalhar a língua. Elas esquecem que, no seu tempo, também a usavam.

      Não é fácil acompanhar sua evolução e, às vezes, me confundo: não sei se ainda se fala “hype” para indicar algo que no passado foi “in”. Ou que alguém é “fashion”, para dizer que está “nos trinques”, como nos anos 80.

      A verdade é: não há botox ou plástica que resista. Gíria velha denuncia a idade mais do que as rugas!

(Walcyr Carrasco. http://vejasp.abril.com.br/cidades/ a-idade-das-palavras/ Adaptado)

O termo “boko moko” foi criado para rotular as pessoas de cafona porque não tomavam a tal bebida.


Os pronomes que substituem corretamente as expressões destacadas e estão adequadamente colocados na frase encontram-se na alternativa:

  • A O termo “boko moko” foi criado para rotulá-las de cafona porque não tomavam-na.
  • B O termo “boko moko” foi criado para rotulá-las de cafona porque não a tomavam.
  • C O termo “boko moko” foi criado para as rotular de cafona porque não lhe tomavam.
  • D O termo “boko moko” foi criado para rotular-lhes de cafona porque não tomavam-na.
  • E O termo “boko moko” foi criado para lhes rotular de cafona porque não a tomavam.
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                             O potencial de consumo dos idosos

      No Censo de 2010, a participação das pessoas com mais de 65 anos de idade atingiu 7,4%. Isso representa mais de 14 milhões de brasileiros.

      Além de numeroso, esse grupo representa um grande potencial de vendas para o varejo e empresas em geral. Afinal, essas pessoas já passaram pelas maiores despesas da vida: educaram os filhos e construíram e mobiliaram a casa onde vivem. A renda agora é para alimentação, saúde e lazer e para continuar presenteando os familiares.

      Como entender e atender esses consumidores? A pior coisa que uma empresa pode fazer é usar eufemismos como “melhor idade” para se comunicar com eles. “Melhor idade é quando eu tinha 20”, muitos vão dizer.

      Mesmo assim, o estereótipo da velhinha de cabelos brancos usando bengala é absolutamente rejeitado por eles – e com toda a razão.

      Hoje em dia, pessoas perto dos 70 anos não têm cara de velhinha de bengala, afinal foram culturalmente ativas e pioneiras: viram o homem pisar na Lua, viveram como hippies, passaram pelo regime militar, pela revolução sexual, da informática e da internet, entre tantas outras modificações. Para elas, a idade é um estado de espírito, e não um número.

      Entre os 20 e os 40 anos, as pessoas sentem-se imortais. O esforço pessoal é focado em ser alguém, em destacar-se. Acredita-se que é possível moldar o mundo às nossas necessidades.

      Depois dos 40 anos, percebe-se que a realidade não é tão boa assim, e as pessoas iniciam uma busca por significado na vida, que se estende até seus últimos dias.

      De maneira geral, até os 40, o foco é no “ser social”. Depois dessa idade, o foco passa a ser o “eu interior”.

      Produtos e serviços que satisfaçam essa necessidade têm mais chances junto a esse público. Mas será que nossas lojas sabem atender esses consumidores?

      Não, pois os consumidores mais velhos, apesar da mentalidade jovem, sentem desconforto em ambientes com excesso de estímulos, sua visão perde a capacidade de discernir cores (sem falar nas letras pequenas), sua agilidade para manusear objetos fica reduzida, além de sofrerem mais com as consequências da obesidade.

      É patente que as lojas e os produtos não são desenhados para ajudá-los a superar essas dificuldades. No quesito atendimento, os mais velhos odeiam ser um número. Querem tratamento diferenciado, alguém treinado para ouvi-los e que os trate como indivíduos, coisas cada vez mais raras no varejo de hoje.

      Além disso, não valorizam lojas, produtos e marcas pelo prestígio social que trazem. Querem algo autêntico, personalizado e, hoje, poucas marcas podem disputar esse lugar no mercado.

      Em poucas palavras, o potencial dos consumidores mais velhos é grande, mas quase ninguém está preparado para atendê-los.

                            (Maurício Morgado. Folha de S.Paulo, 10.06.2012. Adaptado)

De acordo com a leitura do texto, é correto afirmar que

  • A as lojas e as prestadoras de serviços vêm disponibilizando altas somas para adequar suas instalações às expectativas dos clientes idosos.
  • B as pessoas com mais de 65 anos estão dispostas a consumir mais, embora parte significativa de seus rendimentos esteja comprometida com a formação dos filhos.
  • C os idosos querem consumir diferentes produtos e serviços, mas os valores recebidos da aposentaria restringem sensivelmente os gastos dessas pessoas.
  • D o mercado brasileiro está perdendo a oportunidade de aumentar os lucros, pois não tem conseguido atender adequadamente o público idoso.
  • E as pessoas que já passaram dos 65 anos negam a imagem dos velhinhos de bengala, por isso preferem frequentar lojas direcionadas ao consumidor jovem.
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A reconstrução da democracia

A sociedade brasileira acorda para os 50 anos de um trauma que viveu em sua história democrática.
O golpe de 1964 atrasou a consolidação das bases da democracia brasileira e o alargamento de suas vias de desenvolvimento político, socioeconômico e cultural. É extremamente oportuno trazer à memória os eventos arbitrários que levaram à destituição do presidente João Goulart, que cumpria legítimo mandato democrático. Tais eventos abriram ao país os terríveis anos de chumbo, fechando as portas da liberdade com a instalação de 21 anos de ditadura.
Todos os desdobramentos, danos e reflexos daquele fatídico 31 de março devem ser lembrados como aprendizado, como antídoto a eliminar, de pronto, eventuais sinais de ameaça que venham a pairar sobre o Estado democrático de Direito.
Regimes de exceção perpetuam privilégios, disseminam a injustiça, atrasam o desenvolvimento, comprometem as perspectivas de emancipação do povo e fecham as janelas do futuro de uma nação.
As sociedades atuais encontraram nas legislações de caráter democrático a referência para estabilizar a convivência entre os homens, sob a base ampla de direitos e deveres comuns a todos. Nesse contexto está a advocacia, profissão com status constitucional que defende os direitos dos cidadãos junto ao Estado, exercendo extraordinária função de caráter social. Na moldura arbitrária e sombria imposta aos brasileiros entre 1964 e 1985, a advocacia emergiu como principal defensora da cidadania, a despeito de pressões, prisões, ameaças e abusos de toda a espécie que se abateram sobre seus quadros.
A seccional paulista e o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) enfrentaram corajosamente os governos militares pela salvaguarda das prerrogativas dos advogados em seu papel de defesa dos presos e perseguidos políticos, procurando-os em delegacias, quartéis e em centros clandestinos de detenção e tortura. Pesava aí não apenas a demanda pela legalidade processual, mas a urgência da preservação da vida. É sabido que centenas de brasileiros, vítimas de prisões arbitrárias, acabaram mortos sob tortura.
A advocacia emergiu na linha de frente pela reconstrução da ordem democrática, mesmo nos anos mais duros da repressão. Conduziu as bandeiras libertárias a um Congresso que atuava com direitos mínimos e controlados, aos representantes do Judiciário, à imprensa, às entidades organizadas da sociedade civil, às praças. Viveu-se nesse tempo sob a imposição de atos institucionais, como o AI-5, que estabeleceu o estado de sítio, suspendeu direitos políticos e cassou o habeas corpus daqueles acusados de crimes contra a Lei de Segurança Nacional.
Momento digno de nota, porque memorável, foi a leitura da “Carta aos Brasileiros” pelo jurista Goffredo Telles Júnior. Em 8 de agosto de 1977, sob as arcadas da Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, ele conclamou a volta da democracia, do “Estado de Direito, já”. Goffredo justifica o brado dizendo-se representante da família do Direito, uma “família indestrutível, espalhada por todos os rincões da pátria”.
Nos duros anos do regime militar, os advogados, em todos os espaços do país, assumiram com destemor seu papel em defesa dos cidadãos e da normalidade institucional. Alguns desses nomes ainda permanecem à frente de ações que, hoje, buscam promover o resgate da memória nacional e da verdade, em uma demonstração de que o caminho mais viável para o Brasil superar seus imensos desafios passa, necessariamente, pela democracia.

(Marcos da Costa. Folha de São Paulo. Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2014/04/1434430-marcos-da-costa-a- reconstrucao-da-democracia.shtml. Adaptado.)

Do ponto de vista morfológico, a palavra “libertária” é formada por

  • A composição, visto que apresenta dois radicais seguidos de um sufixo.
  • B justaposição, porque a palavra não perde som no processo de formação.
  • C aglutinação, visto que, se juntar dois radicais diferentes, a palavra perde alguns sons
  • D derivação, porque forma-se com o acréscimo de um sufixo, que altera parcialmente o significado do radical.
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Como evitar que motoristas bêbados fiquem impunes e continuem a matar no trânsito

Rodrigo Cardoso, Paula Rocha, Michel Alecrim e Luciani Gomes

O Brasil possui uma legislação que dificulta a redução do número de mortes em acidentes de trânsito.Nem mesmo a Lei n.º 11.705,a chamada Lei Seca, que entrou em vigor em meados de 2008 para frear o ímpeto de brasileiros que insistem em guiar sob o efeito do álcool, tem conseguido conter o avanço desse tipo de tragédia.É fácil identificar o porquê.Está disseminado no país o sentimento de que é possível combinar a bebida com a direção sem que haja punição.
As garras do Judiciário, na maioria dos casos, não têm alcançado esses motoristas porque a lei é falha. O exame do bafômetro, necessário para que se detecte a quantidade de álcool ingerida passível de penalidade, pode ser recusado pelo infrator.Sem o teste, não há como se punir com rigor. Há pelo menos 170 projetos de lei propondo alterações na Lei Seca na Câmara dos Deputados. “Do jeito que está, não existe Lei Seca no País”, diz o advogado Maurício Januzzi.
Os números mostram a ineficácia do atual Código de Trânsito.No ano seguinte à implantação da Lei Seca, quando a fiscalização marcava presença nas ruas e os veículos de comunicação a divulgavam, houve uma redução de 1,8% nas mortes de trânsito.
Nos últimos meses,uma sequência de acidentes com vítimas fatais em ruas e avenidas tem chocado a opinião pública.
Na última década, enquanto nos países da Europa as mortes no trânsito decresceram em 41%, no Brasil verificou-se um crescimento de 40%.
Aumentar a punição de quem dirige embriagado é um dos caminhos para inibir as pessoas de dirigir depois de beber.
Um dos maiores problemas da eficácia da Lei Seca é a fiscalização.O jurista Luiz Flávio Gomes acredita que o controle tem que ser implacável. “A fiscalização não pode ser flexibilizada, afrouxada”, afirma.
Mostrar o caminho e reger o comportamento. É assim que campanhas de segurança no trânsito mundo afora tiveram sucesso.Se educar deve vir primeiro do que a repressão, rever socialmente o conceito que temos sobre o álcool, porém, não é fácil. O uso da bebida alcoólica está culturalmente presente na vida do brasileiro. É uma das poucas drogas consumidas – por ser lícita – com a família reunida. O álcool ganha poder de sedução por meio de propagandas direcionadas ao público jovem que o associa a situações de poder, conquista, de belas companhias, velocidade.
Para dirigir, porém, não se deve beber.
(ISTO É, nov. 2011. Adaptado)

Leia as frases a seguir.

I. A punição aos motoristas que dirige embriagados inibem as pessoas de dirigir depois de beber.
II. Nos últimos meses, muitos acidentes têm chocado a opinião pública.
III. Os maiores problemas da eficácia da Lei Seca são a fiscalização e a educação das pessoas.

Quanto à concordância verbal, está(ão) correta(s), de acordo com a norma-padrão, apenas

  • A I.
  • B II.
  • C III.
  • D I e II.
  • E II e III.
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Leia o texto para responder a questão.


As cotas raciais deram certo porque seus beneficiados são, sim, competentes. Merecem, sim, frequentar uma universidade pública e de qualidade. No vestibular, que é o princípio de tudo, os cotistas estão só um pouco atrás. Segundo dados do Sistema de Seleção Unificada, a nota de corte para os candidatos convencionais a vagas de medicina nas federais foi de 787,56 pontos. Para os cotistas, foi de 761,67 pontos. A diferença entre eles, portanto, ficou próxima de 3%. IstoÉ entrevistou educadores e todos disseram que essa distância é mais do que razoável. Na verdade, é quase nada. Se em uma disciplina tão concorrida quanto medicina um coeficiente de apenas 3% separa os privilegiados, que estudaram em colégios privados, dos negros e pobres, que frequentaram escolas públicas, então é justo supor que a diferença mínima pode, perfeitamente, ser igualada ou superada no decorrer dos cursos. Depende só da disposição do aluno. Na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), uma das mais conceituadas do País, os resultados do último vestibular surpreenderam. “A maior diferença entre as notas de ingresso de cotistas e não cotistas foi observada no curso de economia”, diz Ângela Rocha, pró-reitora da UFRJ. “Mesmo assim, essa distância foi de 11%, o que, estatisticamente, não é significativo”.


(www.istoe.com.br)


De acordo com o autor, o desempenho dos estudantes cotistas

  • A ratifica a ideia de que as cotas lograram êxito no sistema educacional brasileiro.
  • B reforça a ideia de que os cursos mais concorridos são difíceis de acompanhar.
  • C sugere que a avaliação atual é menos democrática e mais difícil que no passado.
  • D revela a necessidade de que seja feita uma ampla revisão no sistema de cotas.
  • E sinaliza diferenças expressivas nas universidades públicas brasileiras.
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A vida dá voltas
Sou um tipo meio fatalista. Acho que a vida dá voltas. Um amigo meu, Luís, casou-se com Cláudia, uma mulher egoísta. Ele era filho único, de mãe separada e sem pensão. Durante algum tempo, a mãe de Luís foi sustentada pelo próprio tio, um solteirão. Quando este faleceu, começaram as brigas domésticas: Cláudia não admitia que Luís desse dinheiro à mãe. Ele era um rapaz de classe média. Por algum tempo, arrumou trabalhos extras para ajudar a idosa.
Convencido pela esposa, ele mudou-se para longe. Visitava a mãe uma vez por ano. Para se livrar da questão financeira, Luís convenceu a mãe a vender o apartamento. Durante alguns anos, ela viveu desse dinheiro. Muitas vezes, lamentava a falta do filho, mas o que fazer? Luís, sempre tão ocupado, viajando pelo mundo todo, não tinha tempo disponível. Na casa da mãe, faltou até o essencial. E ela faleceu sozinha.
O tempo passou. Hoje, Luís, antes um profissional disputado, está desempregado. Foi obrigado a se instalar com a família na casa dos sogros, onde é atormentado diariamente. A filha de Luís e Cláudia cresceu e saiu de casa. Quer seguir seu próprio rumo!
Luís não tem renda, nem bens. Está quase se divorciando. Ficou fora do mercado de trabalho. O que vai acontecer? A filha cuidará dele? Tenho dúvidas,porque ele não a ensinou com seu próprio exemplo.
A vida é um eterno ciclo afetivo. Em uma época todos nós somos filhos. Em outra, tornamo-nos pais: é a nossa vez de cuidar de quem cuidou de nós.
(Walcyr Carrasco. http://vejasp.abril.com.br. Acesso em 30.12.2013. Adaptado)

Conforme o texto, a mãe de Luís, após a morte do tio, pôde sobreviver algum tempo devido

  • A à colaboração de outros filhos.
  • B à reserva de dinheiro deixada pelo marido.
  • C à ajuda de netos e sobrinhos.
  • D ao dinheiro da venda do imóvel.
  • E aos familiares de Cláudia.
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Quer ganhar mais dinheiro? A ciência tem uma dica

Você acredita que muitas pessoas mentem para se dar bem? Ou que agem de forma injusta para levar a melhor? Portanto, melhor não confiar em ninguém, certo? Bem, se você concorda com tudo isso, a ciência tem um conselho: pare.

É que pesquisadores alemães descobriram uma relação entre desconfiança e salários. Eles analisaram questionários respondidos por 1,5 mil pessoas, os quais mostravam o grau de ceticismo delas, e a renda mensal relatada por elas anos depois. E quanto mais céticos os participantes, menos dinheiro eles ganhavam.

Numa segunda etapa, compararam a renda de 16 mil alemães. Todos completaram um questionário semelhante ao anterior. Mais uma vez, as pessoas menos desconfiadas levavam a melhor: ganhavam, em média, 300 dólares por mês a mais que os outros.

Isso porque os céticos, cheios de medo de serem passados para trás, acabam cooperando menos – e pedindo menos ajuda aos outros. Aí, além de se queimarem com os colegas, os resultados do trabalho podem sair piores.

(Carol Castro. http://super.abril.com.br, 08.07.2015. Adaptado)

Considere o segundo parágrafo para responder à questão.

É que pesquisadores alemães descobriram uma relação entre desconfiança e salários. Eles analisaram questionários respondidos por 1,5 mil pessoas, os quais mostravam o grau de ceticismo delas, e a renda mensal relatada por elas anos depois. E quanto mais céticos os participantes, menos dinheiro eles ganhavam.

A expressão os quais, em destaque, refere-se a

  • A pesquisadores.
  • B salários.
  • C questionários.
  • D pessoas.
  • E participantes.
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Leia o texto para responder às questões de números 07 a 13.

Conama decide sobre resíduos em adubo

O Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) decidirá se aprova uma resolução que regulariza o uso de resíduos industriais como matéria-prima para a produção de adubos. Essa resolução tem causado protestos de ambientalistas e motivou a realização de um abaixo-assinado, contrário à aprovação, na página de petições on-line Avaaz.
A preocupação está no fato de que tais resíduos - como cinzas, lama e escória de processos de produção de ligas de metais - ao mesmo tempo que trazem micronutrientes essenciais para a produção de fertilizantes (cobre, manganês, molibdênio e zinco), carregam metais pesados com potencial cancerígeno.
O assunto está em discussão no Conama há cerca de oito anos e voltou à pauta neste ano, diante da sensação de que, como a prática acontece de qualquer jeito, seria preciso regulamentá-la. Pela proposta, se fosse feito um tratamento desses resíduos, e dentro de determinados limites de contaminantes, seria possível o uso desse material em adubos. Uma série de pareceres anexados ao processo, até mesmo do Ministério da Saúde, aponta, entretanto, que não há limite mínimo seguro para a presença de metais pesados.
O risco é que metais como chumbo, mercúrio, arsênio, cromo e cádmio se acumulem no solo e na água, contaminando as plantas, os animais e os seres humanos.
Segundo o ambientalista Carlos Bocuhy, membro do Conama que liderou o abaixo-assinado, a resolução se insere no que ele chama de “processo de conformação” sobre procedimentos que já ocorrem.
“Só porque acontecem, não significa que devam ser regulamentados. Se isso for aprovado, vai parar na Justiça, é uma questão de constitucionalidade. Passa a ser um problema de saúde pública”, afirma.
Um outro parecer, feito por pesquisadores da USP e da Federal do ABC, também traz conclusão semelhante e ainda acrescenta que o uso desses resíduos pode criar barreiras à exportação de produtos agrícolas.
O Instituto Brasileiro de Proteção Ambiental (Proam) defende uma proposta alternativa de resolução em que o uso desses resíduos industriais só seja admitido em duas possibilidades. Ou se extraem deles os elementos de interesse para os fertilizantes, ou se eliminam totalmente os metais pesados.
O promotor ambiental de São Paulo, Adriano A. de Souza, lembra que a fragilidade da proposta se deve à inexistência de controle eficiente em torno de contaminações do solo.

(O Estado de S.Paulo, 4 set.2013. Adaptado)

De acordo com o texto, ambientalistas manifestam-se contrariamente à

  • A definição do limite mínimo de resíduos industriais na produção de adubos, estabelecido por resolução Conama.
  • B criação de barreiras à exportação de produtos agrícolas.
  • C produção, pelo Conama, de adubos e fertilizantes, a partir de resíduos industriais.
  • D normatização do uso de resíduos industriais (matéria-prima) para a produção de adubos.
  • E regulamentação da presença de micronutrientes essenciais para a produção de fertilizantes.
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– Eu amo o mundo! Eu detesto o mundo!
Eu creio em Deus! Deus é um absurdo!
Eu vou me matar! Eu quero viver!
– Você é louco?
– Não, sou poeta.
Quanto ao emprego das formas verbais em destaque, é correto afirmar que exprimem fatos
  • A que já foram completamente concluídos no passado.
  • B enunciados como ordens.
  • C improváveis, que só acontecerão mediante alguma condição.
  • D que acontecerão num futuro distante.
  • E atuais, do presente.

Matemática

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No canteiro retangular de um jardim serão plantadas mudas de flores, em linha reta e na direção de seu comprimento que tem 3 metros. A primeira muda deverá estar à distância de 50 cm do início do canteiro, a última, a 50 cm do final dele, e a distância entre as duas mudas deverá ser de 40 cm. Nesse caso, o número mínimo necessário de mudas é

  • A 12.
  • B 10.
  • C 8.
  • D 6.
  • E 4.
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O preço de um livro é R$ 50,00 à vista, em dinheiro. Pagando com cheque pré-datado, esse preço aumenta em 3% e, se parcelado no cartão de crédito, esse valor aumenta em 10%.

A diferença entre o pagamento parcelado no cartão ou o pagamento em cheque é de

  • A R$ 3,50.
  • B R$ 3,75.
  • C R$ 4,00.
  • D R$ 4,25.
  • E R$ 4,50.
18

Em uma reunião estavam presentes, para cada 2 homens, 5 mulheres. Sabe-se que havia 12 mulheres a mais que homens, concluindo-se que o número total de pessoas nessa reunião era

  • A 15.
  • B 18.
  • C 20.
  • D 24
  • E 28
19

Para uma pesquisa, foram realizadas entrevistas nos estados da Região Sudeste do Brasil. A amostra foi composta da seguinte maneira:


– 2500 entrevistas realizadas no estado de São Paulo;

– 1500 entrevistas realizadas nos outros três estados da Região Sudeste.


Desse modo, é correto afirmar que a razão entre o número de entrevistas realizadas em São Paulo e o número total de entrevistas realizadas nos quatro estados é de

  • A 8 para 5.
  • B 5 para 8.
  • C 5 para 7.
  • D 3 para 5.
  • E 3 para 8.
20

Um arquiteto destinou um quarto da área de um terreno de 1 200 m2 para a construção de uma casa. Da área restante, ele utilizou metade para o lazer. A área destinada ao lazer é de

  • A 400 m2
  • B 425 m2 .
  • C 450 m2 .
  • D 475 m2 .
  • E 500 m2
21

Marcelo fez uma aplicação de R$ 1.000,00, à taxa de juros simples de 18% ao ano. Exatamente 4 meses após, ele aplicou mais x reais nas mesmas condições e, quando a primeira aplicação completou 15 meses, resgatou um montante total de R$ 1.807,50. A segunda aplicação que Marcelo fez correspondeu, da primeira aplicação,

  • A à metade.
  • B a um terço.
  • C a um quarto.
  • D a um quinto.
  • E a um sexto.
22

Uma sorveteria vende os sorvetes em copinhos pequenos, médios ou grandes, cuja soma dos respectivos preços unitários é igual a R$ 42,00. Sabe-se que os preços unitários dos copinhos médio e grande correspondem, respectivamente, a 7/4 e 5/2 do preço do copinho pequeno. Desse modo, é correto afirmar que cada copinho grande é vendido por

  • A R$ 16,00.
  • B R$ 16,50.
  • C R$ 18,50.
  • D R$ 20,00.
  • E R$ 21,00.

Raciocínio Lógico

23

Em 14 de janeiro de 2013, o jornal Folha de S.Paulo publicou a seguinte informação:

1 Coeficiente de eficiência
Ao dividir o consumo a álcool pelo consumo a gasolina do modelo, o motorista terá um coeficiente de eficiência.

2 Álcool x gasolina
Álcool x gasolina da gasolina pelo coeficiente. Se o resultado for maior que o preço do álcool, é melhor abastecer com álcool.


Um motorista sabe que o consumo de álcool de seu veículo é de 6,3 km/L e o de gasolina é de 9 km/L. Ao fazer os cálculos indicados no artigo, obteve como resultado R = 1,82.
Sabendo-se que o preço do litro do álcool é R$ 1,90, pode-se concluir que o preço do litro da gasolina e a melhor opção de combustível para esse carro são, respectivamente,

  • A R$ 2,80 e álcool.
  • B R$ 2,80 e gasolina.
  • C R$ 2,60 e gasolina.
  • D R$ 2,60 e álcool.
  • E R$ 2,40 e gasolina.

Matemática

24

Paulo consultou a tabela de classificação e constatou que o seu time, que é o 1.º colocado de um determinado campeonato, tem 4 pontos a mais que o 2.º, e este tem 4 pontos a mais que o 3.º colocado. Sabendo-se que o 3.º colocado tem exatamente a metade do número de pontos do 1.º, pode-se concluir que a soma dos pontos obtidos pelos três primeiros colocados nesse campeonato, até esse momento, é igual a

  • A 20
  • B 24
  • C 28
  • D 30
  • E 36
25

Na virada do ano, uma escola organizou uma campanha de arrecadação de alimentos para ajudar famílias carentes. Foram arrecadados, ao todo, 180 garrafas de óleo, 315 pacotes de macarrão, 405 latas de atum e 585 sachês de molho de tomate. Os alunos que organizaram a campanha decidiram dividir os produtos no maior número possível de cestas idênticas, de modo a não sobrar nenhum produto. Dessa forma, o número de cestas montadas foi igual a

  • A 15.
  • B 20.
  • C 30.
  • D 45.
  • E 50.
26

Um concurso teve duas fases, e, em cada uma delas, os candidatos foram avaliados com notas que variaram de zero a dez. Para efeito de classificação, foram consideradas as médias ponderadas de cada candidato, uma vez que os pesos da 1.ª e da 2.ª fases foram 2 e 3, respectivamente. Se um candidato tirou 8 na 1.ª fase e 5 na 2.ª, então é verdade que sua média ponderada foi

  • A 6,2.
  • B 6,5.
  • C 6,8.
  • D 7,1.
  • E 7,4.
27

Um cursinho não conseguiu aprovar no exame vestibular 693 de seus alunos. Esse número corresponde a 77% do total de alunos do cursinho. O número de alunos desse cursinho que foram aprovados no vestibular é:

  • A 203.
  • B 207.
  • C 211.
  • D 214.
  • E 210.
28

Em uma gráfica, 4 máquinas, todas com a mesma capacidade de produção, gastam, juntas, 9 horas para realizar um determinado serviço. Para que esse mesmo serviço possa ser feito em 6 horas, o número de máquinas a mais, com a mesma capacidade das anteriores, que precisarão ser colocadas em funcionamento, é

  • A 5.
  • B 4.
  • C 3.
  • D 2.
  • E 1.
29

Considere a equação matricial A + BX = X + 2C, cuja incógnita é a matriz X e todas as matrizes são quadradas de ordem n. A condição necessária e suficiente para que esta equação tenha solução única é que:

  • A B – I ≠ O, onde I é a matriz identidade de ordem n e O é a matriz nula de ordem n
  • B B seja invertível.
  • C B ≠ O, onde O é a matriz nula de ordem n.
  • D B – I seja invertível, onde I é a matriz identidade de ordem n
  • E A e C sejam invertíveis.
30

Em um município, sabe-se que 1 em cada 16 habitantes vive em área de risco. Desse modo, é correto afirmar que, do número total de habitantes, o correspondente àqueles que não vivem em área de risco é:

  • A 93,25%
  • B 93,50%
  • C 93,75%
  • D 94,00%
  • E 94,25%

Raciocínio Lógico

31

Observe as regularidades da sequência a seguir:

(10; 11; 20; 21; 22; 30; 31; 32; 33; 40; . . . ; 98; 99).

Pode-se afirmar corretamente que a soma dos algarismos que compõem o 38º elemento é

  • A 7.
  • B 10.
  • C 9.
  • D 6.
  • E 8.
32

Quando um argumento dedutivo é válido, isso significa que

  • A se as premissas são falsas, a conclusão é falsa.
  • B premissas e conclusão devem ter sempre o mesmo valor de verdade.
  • C se a conclusão é falsa, deve haver alguma premissa falsa.
  • D não existe situação em que as premissas são verdadeiras e a conclusão falsa.
  • E as premissas são sempre verdadeiras.
33

No ano de 2008, a Secretaria Nacional de Segurança Pública divulgou o Relatório Descritivo com o Perfil dos Institutos de Medicina Legal (IML) brasileiros. Nesse relatório, consta que, em 2006, as quantidades de IMLs nos Estados do Espírito Santo, de Minas Gerais, do Rio de Janeiro e de São Paulo eram, respectivamente, 2, 20, 9 e 64. Supondo-se que uma verba federal de R$ 190 milhões fosse destinada aos IMLs desses Estados, e a divisão dessa verba fosse feita de forma diretamente proporcional a essas quantidades de IMLs por estado, o Estado de São Paulo receberia o valor, em milhões, de

  • A R$ 128.
  • B R$ 165,5.
  • C R$ 98.
  • D R$ 156.
  • E R$ 47,5.
34

Uma empresa pretende dar um novo benefício aos seus funcionários e, para tanto, fez um levantamento para descobrir a preferência dos funcionários por faixa etária. Os dados do levantamento foram:

Idade/Benefício Vale alimentação Plano de Saúde Total

Menos de 30 anos 513 R 788

De 30 a 50 anos S 206 394

Mais de 50 anos 24 Z Y

Total T 625 X

Sabendo que cada funcionário escolheu apenas uma dentre as duas opções de benefício, pode-se afirmar que, em relação aos funcionários com mais de 50 anos, a fração que representa aqueles que votaram pelo plano de saúde é

  • A 2/3
  • B 3/4
  • C 4/5
  • D 5/6
  • E 6/7
35

Se Cláudio é auxiliar de fiscalização, então Adalberto é dentista. Mário é bibliotecário ou Adalberto é dentista. Se Adalberto não for dentista, então é verdade que

  • A Cláudio será auxiliar de fiscalização ou Mário não será bibliotecário.
  • B Cláudio será auxiliar de fiscalização e Mário não será bibliotecário
  • C Cláudio não será auxiliar de fiscalização e Mário não será bibliotecário.
  • D Cláudio será auxiliar de fiscalização e Mário será bibliotecário.
  • E Cláudio não será auxiliar de fiscalização e Mário será bibliotecário.

Legislação Municipal

36
O Estatuto dos Servidores Públicos do Município de Jaboticabal prevê, acerca dos cargos em comissão, que
  • A são reservados 10 (dez) por cento do cômputo em geral dos cargos em comissão para a nomeação de servidores do quadro efetivo.
  • B o servidor efetivo nomeado para cargo em comissão fará jus à remuneração prevista em lei para o cargo efetivo para o qual prestou concurso público e em cuja carreira se encontra inserido.
  • C eles destinam-se às atribuições de direção, chefia e assessoramento e serão providos mediante livre escolha da autoridade competente de cada Poder, autarquia ou fundação pública.
  • D aos servidores ocupantes exclusivamente de cargo em comissão, alheios aos quadros de pessoal permanente do Município, aplicam-se os direitos e vantagens previstos na Consolidação das Leis Trabalhistas.
  • E os servidores ocupantes exclusivamente de cargo em comissão fazem jus às gratificações de função, natalina e de produtividade, bem como aos adicionais de férias, de serviço extraordinário e pelo exercício de atividades perigosas ou insalubres.
37
Considere a seguinte situação hipotética:

Diretor do Setor de Licitações da Câmara Municipal de Jaboticabal, servidor público municipal, está sendo investigado por suposto direcionamento de licitações, mediante cobrança de valores indevidos de empresas, a suscitar hipótese de prática de crime contra a Administração Pública, em razão de denúncia formulada por outros três servidores públicos que trabalham naquela unidade. Estes servidores afirmam, também, que o diretor está ameaçando imputar-lhes falsas faltas e condutas irregulares, para que sejam punidos e até mesmo demitidos do serviço público municipal. Neste caso, considerando as medidas previstas no Estatuto dos Servidores Públicos do Município de Jaboticabal e a necessidade de se apurar a veracidade da denúncia, deverá o Presidente da Câmara Municipal
  • A informar todo o ocorrido à autoridade policial, remetendo cópias de todos os documentos pertinentes e aguardar o término do inquérito policial e, com a conclusão deste, decidir pela aplicação ou não de pena ao servidor.
  • B remeter os autos da apuração preliminar ao Ministério Público, que é parte legítima para pleitear, perante o Poder Judiciário, a instauração do processo disciplinar contra o servidor público, visando a sua demissão.
  • C representar, imediatamente, ao juiz do trabalho competente, pela abertura de inquérito administrativo para apuração da falta disciplinar, podendo também requerer o afastamento imediato do servidor, com prejuízo de seus vencimentos.
  • D determinar, como medida cautelar, a fim de que o servidor não venha a influir na apuração da irregularidade, o afastamento do exercício do cargo, pelo prazo de 60 (sessenta) dias, sem prejuízo da respectiva remuneração.
  • E requerer ao Prefeito Municipal a indicação de Comissão de Sindicância que deverá, em tempo integral, apurar o cometimento de infração e determinar a imposição da pena, mediante procedimento sumário, assegurados o contraditório e a ampla defesa.
38
Considere a seguinte situação hipotética: No ano de 2015, aumentaram drasticamente os números de casos de dengue no Estado de São Paulo, o que também ocorreu em relação ao Município de Jaboticabal. Diante do aumento considerável do número de pessoas que procuraram as unidades básicas de saúde municipais, a situação pode ser considerada uma calamidade pública. Tal fato afetou os recursos orçamentários e financeiros disponíveis para o tratamento dos casos de dengue e os demais atendimentos de saúde em geral. Nos termos da Lei Orgânica do Município de Jaboticabal, o Prefeito Municipal, para fazer frente a essa necessidade pública, poderá
  • A adotar Medida Provisória, com força de lei, para abertura de crédito extraordinário, devendo submetê-la de imediato à Câmara Municipal, a fim de permitir que possa tomar as providências necessárias ao combate da epidemia.
  • B decretar estado de defesa para preservar ou prontamente restabelecer, em locais restritos e determinados, a ordem pública ou a paz social ameaçadas por essa calamidade de saúde pública.
  • C instituir empréstimo compulsório para atender a despesas extraordinárias, decorrentes da calamidade pública anunciada, que, no entanto, somente poderá ser cobrado após 90 (noventa) dias de sua instituição.
  • D decretar situação de emergência e pleitear o recebimento de créditos de caráter emergencial junto ao Estado de São Paulo e à União, que são responsá- veis pelo contingenciamento de recursos afetos à defesa permanente contra as calamidades públicas.
  • E promover a transferência de recursos orçamentários de outras áreas da Administração Pública para a área da saúde, excepcionalmente sem necessidade de autorização da Câmara Municipal, pois se trata do instituto do remanejamento fiscal.
39

Sobre a ordem interna e o poder de polícia exercido no âmbito da Câmara dos Vereadores de Sorocaba, é correto afirmar que o Regimento Interno (Resolução n.º 322/2007) prevê que

  • A os cidadãos poderão externar sinal de aplauso ou reprovação ao que se passar em Plenário, podendo conversar em Plenário ou nas demais dependências.
  • B para assegurar a ordem dos trabalhos, o Presidente não poderá suspender ou encerrar a sessão, nem fazer evacuar o recinto destinado ao público ou retirar determinada pessoa do recinto da Câmara.
  • C o exercício do poder de polícia no prédio da Câmara e de suas dependências compete privativamente à Mesa, sob a direção do Presidente, sem qualquer intervenção de outra autoridade.
  • D se algum Vereador cometer algum excesso que deva ser reprimido, a Mesa conhecerá do fato e o relatará, em reunião pública, devendo a Câmara deliberar a respeito, impondo, se for o caso, pena de prisão.
  • E o policiamento das dependências da Câmara será realizado por funcionários especialmente designados, dentre servidores requisitados, exclusivamente, à Guarda Municipal de Sorocaba.
40

Nos termos do Código Tributário de Arujá, ao imóvel com cobertura vegetal, nativa ou não, significativa para o meio ambiente, situado em área de proteção aos mananciais, será concedido um desconto no Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), aplicado de 1% (um por cento) do total do imposto, por metro quadrado preservado. Referido Código faz referência ao imposto, nesse caso, como IPTU

  • A Preservacional.
  • B Vegetal.
  • C Verde.
  • D Manancial.
  • E Ecológico.

Noções de Informática

41
Cliente de e‐mail ou cliente de correio eletrônico é o nome que se dá ao programa que utiliza os serviços dos servidores e entrada e saída de e‐mails, ou seja, é um programa que o usuário utiliza para enviar ou receber seus e‐mails. Os navegadores de internet também são utilizados para acessar a versão Web do e‐mail ou webmail. Nem todos os provedores desses serviços têm a versãoweb, geralmente são as grandes empresas de tecnologia, como Microsoft, Google, Yahoo, entre várias outras. No correio eletrônico, um servidor de envio é o responsável por enviar para ainternet todas as mensagens de e‐mail que os usuários desejam. Esse servidor também recebe o nome de:
  • A POP.
  • B Web.
  • C SMTP.
  • D Proxy.
42
Assinale a alternativa que preenche, corretamente, a lacuna do texto.
No MS-Windows 7, em sua configuração padrão, uma das opções em que é possível escolher o aplicativo que será utilizado para abrir um arquivo é clicar com o botão direito (mouse configurado para destros) sobre o arquivo e escolher a opção ____________ do menu de contexto.
  • A Abrir local do arquivo
  • B Abrir com...
  • C Editar
  • D Abrir aplicativo
  • E Escolher programa
43

Elaborou­-se o seguinte gráfico a partir da planilha apresentada, após a seleção de algumas células:

Esse tipo de gráfico é denominado Gráfico de

  • A Radar
  • B Dispersão.
  • C Ações.
  • D Área.
  • E Colunas.
44

Um documento foi criado no Microsoft Word 2010, em sua configuração padrão, conforme imagem a seguir.



Se o usuário marcar todo esse conteúdo e clicar na guia Inserir, botão Tabela, opção Converter texto em tabela, aceitando as opções padrão oferecidas na caixa Converter texto para tabela, o resultado, sem as marcas de formatação, será:

  • A
  • B
  • C
  • D
  • E
45

A figura seguinte apresenta o grupo “Parágrafo”, da guia “Início” do MS-Word 2010, em sua configuração padrão.

Assinale a alternativa que contém o nome do recurso representado pelo botão , capaz de alinhar o texto às margens esquerda e direita, ao mesmo tempo, adicionando espaço extra entre as palavras quando necessário.

  • A Classificar.
  • B Justificar.
  • C Mostrar Tudo.
  • D Espaçamento entre linhas.
  • E Marcadores.
46

Utilize as imagens a seguir para responder à questão. Elas apresentam parte de um documentodo MS-Word 2010 em dois momentos: antes e depois daaplicação de recursos de formatação da guia Página Inicial,em sua configuração padrão.


Os nomes dos recursos de formatação aplicados ao título “Origem e Evolução de Jaboticabal", entre os dois momentos das imagens, são

  • A Tachado, Justificar e Negrito.
  • B Subscrito, Tachado e Sublinhado.
  • C Sublinhado, Centralizar e Negrito.
  • D Negrito, Tachado e Centralizar.
  • E Alinhar Texto à Direita, Justificar e Negrito.
47

Observe a planilha do MS-Excel 2010, na sua configuração padrão, apresentada na figura.



Assinale a alternativa que contém o valor do Imposto da Torta de Limão ao ser aplicada a fórmula indicada na célula D6.

  • A R$ 12,00
  • B R$ 16,00
  • C R$ 20,00
  • D R$ 24,00
  • E R$ 36,00
48

A opção para ativar linhas de grade que podem ser usadas para alinhar os objetos de um documento do MS Word 2010, na sua configuração padrão, encontra-se na guia de opções

  • A Página Inicial.
  • B Inserir.
  • C Exibição.
  • D Layout da Página.
  • E Revisão.
49

Considere a figura a seguir, retirada do MS-Word 2010, em sua configuração padrão, para responder à questão.



O nome da guia a que pertence o grupo exibido na figura é

  • A Inserir.
  • B Exibição.
  • C Layout da Página.
  • D Página Inicial.
  • E Revisão.
50

No Windows Explorer do Windows 7, na sua configuração padrão, apresenta o conteúdo de uma pasta chamada “Teste”, conforme ilustra a figura.



O conteúdo da pasta “Teste” apresenta dois atalhos, uma planilha do Excel 2010, uma apresentação do PowerPoint 2010 e um documento do Word 2010.

Analisando a figura, assinale a alternativa cuja afirmação é correta.

  • A Para selecionar os dois atalhos usando o mouse, a tecla Alt precisa estar pressionada durante a seleção.
  • B Para selecionar os dois atalhos usando o mouse, a tecla Esc precisa estar pressionada durante a seleção.
  • C Para selecionar os dois atalhos usando o mouse, a tecla Tab precisa estar pressionada durante a seleção.
  • D Para selecionar os dois atalhos usando o mouse, a tecla Ctrl precisa estar pressionada durante a seleção.
  • E Para selecionar os dois atalhos usando o mouse, a tecla F1 precisa estar pressionada durante a seleção.
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