Resolver o Simulado Fisioterapeuta - Terapia Intensiva - Nível Superior

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Saúde Pública

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Está CORRETO afirmar que as prioridades do Pacto pela Vida e alguns dos seus objetivos são baseados na(s)/no(s):

  • A Saúde do idoso, mortalidade infantil e câncer de pâncreas.
  • B Câncer de colo de útero e de mama, promoção da saúde e atenção de média e alta complexidade.
  • C Mortalidades infantil e materna, atenção básica à saúde e doenças neurológicas dismielinizantes.
  • D Saúde do idoso, atenção básica à saúde e doenças emergentes e endemias.

Direito Ambiental

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De acordo com o que determina a Lei de Biossegurança, analise as assertivas abaixo.

I. Instituições de pesquisa e serviços de saúde que realizem pesquisa ou terapia com células-tronco embrionárias humanas deverão submeter seus projetos à apreciação e aprovação dos respectivos comitês de ética em pesquisa.

II. É obrigatória a adoção de meios necessários para, plenamente, informar à CTNBio, às autoridades da saúde pública, do meio ambiente, da defesa agropecuária, à coletividade e aos demais empregados da instituição ou empresa, sobre os riscos a que possam estar submetidos, bem como os procedimentos a serem tomados no caso de acidentes com Organismo Geneticamente Modificado (OGM).

III. A Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) deverá acompanhar o desenvolvimento e o progresso técnico e científico nas áreas de biossegurança, biotecnologia, bioética e afins, com o objetivo de aumentar sua capacitação para a proteção da saúde humana, dos animais e das plantas e do meio ambiente.

É correto o que se afirma em:

  • A I, apenas.
  • B I e II, apenas.
  • C II e III, apenas.
  • D III, apenas.
  • E I, II e III.

Saúde Pública

3

As roupas e acessórios utilizados para cuidar dos pacientes podem ser fontes de agentes patogênicos. Segundo Ferreira Júnior (2001), é correto afirmar que

  • A são muito comuns os casos de infecção em pacientes e profissionais de saúde, relacionados às roupas de cama.
  • B para construir uma lavanderia, é necessário apenas saber a quantidade de Unidades de Terapia Intensiva e o número de andares do hospital.
  • C a roupa suja deve ser coletada e manipulada com o mínimo de agitação para evitar a contaminação do ar e das pessoas que a manipulam.
  • D toda roupa suja deve ser transportada em Container e, ao chegar à lavanderia, deve ser imediatamente ensacada.
  • E o processo de lavagem para toda a roupa do hospital é único, independentemente do nível de sujidade e do tipo de tecido.
4
Em relação à participação dos serviços privados de assistência à saúde, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas. ( ) É vedada a participação direta ou indireta de empresas estrangeiras na assistência à saúde. ( ) As instituições privadas podem prestar assistência à saúde no âmbito do SUS através do instrumento contrato ou convênio, mediante interesse do gestor municipal ou estadual, a fim de melhorar a prestação de serviços de saúde à população, mesmo havendo a disponibilidade suficiente dos serviços contratados ou conveniados na rede pública de saúde de uma determinada área. ( ) Os serviços privados que prestam assistência à saúde no âmbito do SUS devem submeter-se às normas técnicas e administrativas do SUS. ( ) As entidades sem fins lucrativos e as filantrópicas têm preferência para participar do Sistema Único de Saúde (SUS) de maneira complementar. A sequência está correta em
  • A V, V, V, F.
  • B V, V, F, F.
  • C F, F, V, V.
  • D F, F, F, V.
5

Analise as afirmativas abaixo sobre o processo de acreditação hospitalar descrito por Londono (2009) e assinale a opção correta.

  • A Acreditação é um procedimento realizado habitualmente uma úinica vez, antes de o estabelecimento entrar em funcionamento.
  • B Habilitação é um procedimento de avaliação de recursos institucionais que tendem a garantir a qualidade da atenção por meio de padrões previamente aceitos.
  • C Na auditoria do prontuário clínico, um dos dados exigidos na identificação é o exame físico.
  • D Entende-se por Coerência, o estudo em profundidade do prontuário clínico em que um dos dados exigidos é a abordagem sindrômica.
  • E Entende-se por legibilidade a facilidade na leitura compreensiva do prontuário clínico pelo médico que assiste o caso.
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“Conjunto articulado e contínuo das ações e serviços preventivos e curativos, individuais e coletivos, exigidos para cada caso em todos os níveis de complexidade do sistema” caracteriza:

  • A a integralidade de assistência.
  • B a universalidade de acesso aos serviços de saúde em todos os níveis de assistência.
  • C a preservação da autonomia das pessoas.
  • D a descentralização político-administrativa.
  • E a hierarquização do sistema de saúde.

Direito Sanitário

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Medidas de prevalência são frequentemente utilizadas e bastante úteis para alguns estudos epidemiológicos, entretanto o cálculo da taxa de prevalência de determinada doença é influenciado por diversos fatores. Sobre o assunto, assinale a alternativa correta.

  • A Uma maior duração da doença pode influenciar na diminuição da taxa de prevalência dessa doença na população.
  • B Uma maior letalidade da doença pode influenciar no aumento da taxa de prevalência dessa doença na população.
  • C Um aumento da taxa de cura da doença pode influenciar na diminuição da taxa de prevalência dessa doença na população.
  • D A imigração de pessoas sadias pode influenciar no aumento da taxa de prevalência da doença na população.
  • E A emigração de casos pode influenciar no aumento da taxa de prevalência da doença na população.
8

Determinadas doenças e agravos à saúde são classificados como de notificação imediata, e, para algumas doenças, tal notificação pode ser feita a partir da suspeita de caso. Assinale a alternativa que não apresenta um agravo de notificação imediata a partir da suspeita de caso.

  • A Febre amarela.
  • B Botulismo.
  • C Cólera.
  • D Poliomielite
  • E Doença de Chagas aguda.

Saúde Pública

9

Segundo o Manual de Higienização de Estabelecimentos de Saúde e Gestão de seus Resíduos, pode-se afirmar que

  • A caberá aos estabelecimentos de saúde o gerenciamento de seus resíduos, desde a geração até a disposição final, de forma a atender aos requisitos ambientais e de saúde pública.
  • B o Gerenciamento Interno dos Resíduos de Serviços de Saúde (GIRSS)não contribui para aumentar a vida útil dos aterros sanitários.
  • C os princípios de uma política de gestão de resíduos de serviços de saúde incluem reutilizar, tratar e aumentar sua geração.
  • D O plano de Gerenciamento Interno dos Resíduos de Serviços de Saúde (GIRSS)está previsto na Resolução CONAMA 005/93 como parte integrante do processo de licenciamento ambiental, mas não contempla o tratamento dos resíduos.
  • E o Plano de Gerenciamento Interno dos Resíduos de Serviços de Saúde (GIRSS)é um instrumento para orientação das ações relativas ao manejo dos resíduos, contemplando apenas as etapas de segregação, acondicionamento e destinação final.

Português

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Texto 7

Em 3 de novembro de 1957, a cadela Laika se tornava o primeiro animal da Terra a ser colocado em órbita. A bordo da nave soviética Sputnik2, ela morreu horas depois do lançamento, mas pôde entrar para a história da corrida espacial. O animal escolhido para ir ao espaço era uma vira-latas de 6Kg de nome kudriavka. Depois os soviéticos decidiram renomeá-la como Laika. Sua cabine tinha espaço para ela ficar deitada ou em pé. Comida e água eram providenciadas em forma de gelatina. Ela tinha uma proteção e eletrodos para monitorar seus sinais vitais. Os primeiros dados da telemetria mostraram que ela estava agitada, mas comia a ração. Apesar de toda a preparação, ela morreu devido a uma combinação de superaquecimento e pânico, deixando alguns cientistas tristes.

No texto 7 há duas ocorrências do vocábulo “mas”; em ambos os casos, esse vocábulo:

  • A marca uma oposição entre dois segmentos;
  • B indica posicionamentos críticos diante de algum fato;
  • C explicita uma relação lógica entre dois termos;
  • D introduz um aspecto positivo após a citação de algo negativo;
  • E esclarece alguma ideia anterior.
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Muita gente pensa que as palavras têm um sentido fixo e verdadeiro. Entre os defensores dessa tese, os mais sofisticados argumentam em nome de um sentido antigo, supostamente originário. Não deixa de estar implícita nessa tese uma generalização dela, segundo a qual antigamente tudo era melhor (do paraíso antes da queda às línguas antes de Babel). Entretanto, o que melhor se pode saber sobre as línguas decorre da observação cotidiana do que fazem com ela os falantes. E o que os falantes mais fazem com ela é puxá-la para seu lado.

Se se quer entender minimamente uma língua, talvez o melhor caminho seja olhá-la com olhos de sociólogo (em vez de consultar uma gramática ou um dicionário): e o que primeiro se vê é que ela não é (nenhuma delas) uniforme – assim como não o é nenhuma sociedade.
É mais comum que se observe a heterogeneidade de uma língua com base na diversidade de sotaques e de construções gramaticais (de que \'nós vamos\' / \'nós vai\' pode ser uma espécie de símbolo). Mas há tanta variedade de sentidos quanto de pronúncias ou de concordâncias verbais e nominais.
Muitos pensam que, assim, nunca nos entenderemos. Mas é óbvio que não. Se nos entendêssemos, por que existiria a história de Babel?

POSSENTI, Sírio. Disputa de sentidos. Instituto Ciência Hoje. Disponível em:
<http://cienciahoje.uol.com.br/colunas/palavreado/d...> .
Acesso em: 11 ago. 2015. Adaptado.

A expressão “puxá-la para seu lado" possui, no texto, o sentido de

  • A aproveitá-la como se acha melhor, pois a comunicação independe da variante.
  • B fazê-la uma aliada para enfrentar as situações de uso formal da linguagem.
  • C omitir-se do uso padrão da linguagem, utilizando-a de maneira aleatória.
  • D utilizá-la segundo as necessidades linguísticas do dia a dia do usuário.
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Texto 4

“O cigarro é um dos produtos de consumo mais vendidos no mundo. Comanda legiões de compradores leais e tem um mercado em mais rápida expansão. Satisfeitíssimos, os fabricantes orgulham-se de ter lucros impressionantes, influência política e prestígio. O único problema é que seus melhores clientes morrem um a um.
A revista The Economist comenta: “Os cigarros estão entre os produtos de consumo mais lucrativos do mundo. São também os únicos produtos (legais) que, usados como manda o figurino, viciam a maioria dos consumidores e muitas vezes os matam.” Isso dá grandes lucros para a indústria do tabaco, e enormes prejuízos para os clientes.
Segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças, dos Estados Unidos, a vida dos fumantes americanos é reduzida, coletivamente, todo ano, em uns cinco milhões de anos, cerca de um minuto de vida a menos para cada minuto gasto fumando.“ O fumo mata 420.000 americanos por ano”, diz a revista Newsweek. “Isso equivale a 50 vezes mais mortes do que as causadas pelas drogas ilegais”.

O segmento do texto 4 que pode ser visto como ironia é:

  • A “O cigarro é um dos produtos de consumo mais vendidos no mundo”;
  • B “Comanda legiões de compradores leais e tem um mercado em mais rápida expansão”;
  • C “Satisfeitíssimos, os fabricantes orgulham-se de ter lucros impressionantes, influência política e prestígio”;
  • D “O único problema é que seus melhores clientes morrem um a um”;
  • E “A revista The Economist comenta: “Os cigarros estão entre os produtos de consumo mais lucrativos do mundo”.
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Texto

                                     A IMAGEM NO ESPELHO

      Aos 20 anos escreveu suas memórias. Daí por diante é que começou a viver. Justificava-se:

      – Se eu deixar para escrever minhas memórias quando tiver 70 anos, vou esquecer muita coisa e mentir demais. Redigindo-as logo de saída, serão mais fiéis e terão a graça das coisas verdes.

      O que viveu depois disto não foi propriamente o que constava do livro, embora ele se esforçasse por viver o contado, não recuando nem diante de coisas desabonadoras. Mas os fatos nem sempre correspondiam ao texto e, para ser franco, direi que muitas vezes o contradiziam.

      Querendo ser honesto, pensou em retificar as memórias à proporção que a vida as contrariava. Mas isto seria falsificação do que honestamente pretendera (ou imaginara) devesse ser a sua vida. Ele não tinha fantasiado coisa alguma. Pusera no papel o que lhe parecia próprio de acontecer. Se não tinha acontecido, era certamente traição da vida, não dele.

      Em paz com a consciência, ignorou a versão do real, oposta ao real prefigurado. Seu livro foi adotado nos colégios, e todos reconheceram que aquele era o único livro de memórias totalmente verdadeiro. Os espelhos não mentem.

                             (ANDRADE, C. D. de. Contos plausíveis. Rio de Janeiro: J. Olympio, 1981, p. 23.) 

“Seu livro foi adotado nos colégios, e todos reconheceram que aquele era o único livro de memórias totalmente verdadeiro.”

Os adjetivos único e verdadeiro empregados no contexto indicam que:

  • A os nossos ideais nem sempre correspondem ao que consta do livro.
  • B os nossos ideais nem sempre são importantes na juventude.
  • C as memórias deixam de ser importantes com o passar do tempo.
  • D as memórias seriam falsificação do ímpeto da juventude.
  • E as memórias, no livro, se referem a um real prefigurado na juventude.
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Estudante sou, nada mais. Mau sabedor, fraco jurista, mesquinho advogado, pouco mais sei do que saber estudar, saber como se estuda, e saber que tenho estudado. Nem isso mesmo sei se saberei bem. Mas, do que tenho logrado saber, o melhor devo às manhãs e madrugadas. Muitas lendas se têm inventado, por aí, sobre excessos da minha vida laboriosa. Deram, nos meus progressos intelectuais, larga parte ao uso em abuso do café e ao estímulo habitual dos pés mergulhados n’água fria. Contos de imaginadores. Refratário sou ao café. Nunca recorri a ele como a estimulante cerebral. Nem uma só vez na minha vida busquei num pedilúvio o espantalho do sono.

Ao que devo, sim, o mais dos frutos do meu trabalho, a relativa exabundância de sua fertilidade, a parte produtiva e durável da sua safra, é às minhas madrugadas. Menino ainda, assim que entrei para o colégio, alvidrei eu mesmo a conveniência desse costume, e daí avante o observei, sem cessar, toda a vida. Eduquei nele o meu cérebro, a ponto de espertar exatamente à hora, que comigo mesmo assentava, ao dormir. Sucedia, muito amiúde, encetar eu a minha solitária banca de estudo à uma ou às duas da antemanhã. Muitas vezes me mandava meu pai volver ao leito; e eu fazia apenas que lhe obedecia, tornando, logo após, àquelas amadas lucubrações, as de que me lembro com saudade mais deleitosa e entranhável.

Tenho, ainda hoje, convicção de que nessa observância persistente está o segredo feliz, não só das minhas primeiras vitórias no trabalho, mas de quantas vantagens alcancei jamais levar aos meus concorrentes, em todo o andar dos anos, até à velhice. Muito há que já não subtraio tanto às horas da cama, para acrescentar às do estudo. Mas o sistema ainda perdura, bem que largamente cerceado nas antigas imoderações. Até agora, nunca o sol deu comigo deitado e, ainda hoje, um dos meus raros e modestos desvanecimentos é o dever grande madrugador, madrugador impenitente

Assinale a opção correta em relação aos aspectos linguísticos do texto.

  • A No trecho “Muitas vezes me mandava meu pai volver ao leito” (l.21 e 22), a expressão “meu pai”, que exerce a função de complemento da forma verbal “mandava”, é o agente da forma verbal “volver”.
  • B Seriam mantidos o sentido original do texto e sua correção gramatical caso o pronome “o”, em “e daí avante o observei, sem cessar” (l.17 e 18), fosse substituído por lhe.
  • C A forma verbal “Sucedia” (l.20) está empregada, no texto, no sentido de Seguir-se.
  • D Nas linhas 2 e 3, as orações “estudar”, “como se estuda” e “que tenho estudado” não possuem o mesmo sujeito.
  • E O pronome “nele” em “Eduquei nele o meu cérebro” (l. 18) faz referência ao termo “trabalho” (l.13).
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Banquete dos mendigos

                            Lindolfo Paoliello

    As grandes cidades do Brasil de hoje, como Paris do século XIX, têm suas ruelas, seu mundo ____ as pontes (aqui se chamam viadutos), sua vida subterrânea.

    Aqui, como lá, vivem nesse submundo criaturas que vagueiam pelas ruas, dormem ao relento, removem aqui e ali os monturos, latas de lixo, vivendo de dejetos da sociedade.

    São seres que há muito tempo desceram da condição de pobreza para um outro patamar, onde se vive em estado habitual de privação dos bens necessários ____ vida.

    A essas criaturas, Victor Hugo dedicou, há um século, um romance – Os miseráveis – onde as conceituou assim: “Esse querubim do enxurro possui às vezes uma camisa, mas nunca mais do que uma; possui às vezes um albergue a que consagra afeição, porque nele vive sua mãe, mas prefere a rua, porque vive nela a liberdade.”

    Em uma rua de São Paulo, próxima ___ Praça da Sé, ligando as zonas Leste e Norte ao centro da cidade, fica o Viaduto do Glicério. É _____ suas marquises bolorentas e imundas que, ____quartas-feiras, se realiza o banquete dos mendigos.

    Eles vêm _____ dezenas, catadores de papeis, pedintes, aleijados, e logo que se vão os consumidores da feira-livre, por volta do meio-dia, uma outra atividade começa a agitar ____ rua, que é a de recolher os restos para o preparo do banquete.

    Logo vão sendo lançados ____ um velho tambor de gasolina, montado _______ uma grande fogueira, os ingredientes que cada um recolheu: carcaça de peixe, tomates, cenoura, vagens, sobras de carne, tudo mexido com uma concha improvisada com um cabo de vassoura.

    Algum tempo depois, em meio ____ muita alegria, é servida a sopa que cheira a cebola e alho. Dela vão se servindo os mendigos em velhas latas de leite em pó. Sorvem-na com vontade, repetem, sabem que só na outra quarta-feira vão ter outra refeição como essa.

    A muitos deles a sopa cheirosa e quente traz lembranças de uma outra vida. São antigas empregadas domésticas, operários desempregados, motoristas que se acidentaram.

    Esses costumam sentar-se no meio-fio, após o banquete, e vão passar os olhos nos jornais que cataram na jornada da manhã.

    Um repórter entrevistou alguns desses _________ brasileiros que vivem nos subterrâneos de São Paulo.

    - Só o que está congelado neste país é a madrugada mesmo – falou um deles.

    - Quando o governo diz que é aquilo, tem que ser aquilo – disse um outro.

    - Devem parar de mentir para o povo – acrescentou o terceiro.

    E detrás do repórter, cutucando timidamente o ombro, um dos comensais do banquete dos mendigos pediu licença para dar sua opinião:

    - Olha, moço, a gente anda muito, sente na carne tudo o que aconteceu e, mesmo assim, a gente quer acreditar. Mas hoje em dia, eu vou dizer pra você uma coisa, torço para o Brasil como antigamente torcia para o Corinthians: com uma vontade danada de acreditar. Mas sabendo que têm umas coisas boas que nunca vão acontecer com a gente.

O plural do substantivo composto quarta-feira é quartas-feiras. Assinale a alternativa em que o substantivo composto é flexionado com os dois elementos no plural:

  • A abaixo-assinado.
  • B pé-de-moleque.
  • C curto-circuito.
  • D grão-mestre.
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Leia a carta a seguir para responder à questão.
Entendo que há um longo processo histórico-cultural sobre o qual muitos falam na superfície, mas poucos têm coragem de pensá-lo em profundidade: somos muito mal educados no sentido dos resultados efetivos aos quais chegam os processos de Ribeirão Preto, 16 de novembro de 2013.
Oi Maria,
Fico no regalo por nossa interlocução verdadeira, pois além do sentido dado pela fisiologia, a palavra sinapse indica, do latim synapsis, e do grego súnapsis, a ação de juntar, ligação, união. É o que temos a nos unir para fugir e nos manter longe das famigeradas e desagradáveis conversas fáticas apontadas por você. Você faz, em torno desse conteúdo, uma série de perguntas iniciais que expõem o nosso comportamento médio humano de uma forma dura e verdadeira, muito distante da hipocrisia que costuma cercar as relações que costumo denominar “de superfície”.
Não somos verdadeiros o tempo todo porque convivemos na quase totalidade desse mesmo tempo em “autoengano”, conforme diz o prof. Eduardo Gianetti em seu livro homônimo (1997), ou seja, mentindo excessivamente para nós mesmos! Veja o que ele diz sobre esse ato comum e corriqueiro: “se enganar outro ser humano é uma ação que pressupõe um descompasso de informação, enganar a si mesmo não seria uma impossibilidade lógica? Se posso enganar o outro, é pelo fato de ele não saber algo que conheço. [...] A aparente contradição é afastada quando percebemos que o fulcro do auto-engano está na capacidade que temos de sentir e de acreditar sinceramente que somos aquilo que não somos. [...] Abandonados a ele, perdemos a dimensão que nos reúne às outras pessoas e possibilita a convivência social”. E Gianetti conclui, incisivo: aí está a origem “dos sofrimentos que muitas vezes causamos a nós mesmos e às pessoas que nos cercam”.
Fui longo nessa citação, eu sei, mas entendo que ela se faz necessária quando reconhecemos no pensamento do outro aquilo que explica com fundamento o que já pensamos sobre o real, afinal, o conhecimento é uma construção coletiva. Respondo às suas quatro primeiras perguntas com tal menção, pois ela resume o que penso sobre a nossa falta de verdade individual e cotidiana! Mas ainda não respondi a outra pergunta central que você fez e a reproduzo agora: “Por que a sociedade impõe que usemos máscaras em diferentes contextos sociais?”
Essas tais “máscaras sociais” são verdadeiramente complexas, pois temos nelas internalizados, e em tempo interativo simultâneo, os três principais elementos que compõem a dinâmica central da vida cotidiana, quais sejam, indivíduo, sociedade e cultura. Na sociologia, denominamos essas “máscaras” de “face” em função dos estudos de um cientista social canadense, ErvingGoffman. Em seu texto “A elaboração da face: uma análise dos elementos rituais na interação social”, Goffman nos coloca em uma condição permanente: somos atores sociais em ação teatral constante no palco social. Em sua concepção, o nosso semblante (a “face”) expõe a representação que fazemos dos nossos personagens diante de um público, de forma que ele o define assim: é “o valor social positivo que uma pessoa efetivamente reclama para si mesma através daquilo que os outros presumem ser a linha por ela tomada durante um contato específico”.
Isso significa que a nossa “face” é uma imagem desenhada e construída por nós mesmos por muito tempo e nos mais diversos tipos de interação pública em função de atributos sociais previamente aprovados e, por isso, ela é partilhada por outros indivíduos. Daí ela conotar, para além dos seus significados usuais de palavra, dignidade, autorrespeito e prestígio. Em conclusão, a nossa “face social” define-se pelo que possuímos de mais pessoal que é, simultaneamente, para Goffman, um mero empréstimo que nos foi dado pela cultura e pela sociedade, de modo que é possível perdê-la no caso de não nos comportarmos para bem merecê-la, conforme a ótica social.
Por esse motivo, sinceramente, não sei se tenho ou uso menos máscaras do que você! Percebe a profundidade do problema? Se somarmos a ideia de “auto-engano” de Gianetti ao conceito de “face” de Goffman, teremos elementos de trabalho para uma discussão profunda sobre a condição do indivíduo humano, nós, na vida social complexa dos nossos dias... Quer dar seguimento a ela? Proponha...
[...]
Você perguntou por fruto de “observação empírica e indignada”: “O homem sempre foi ruim, egoísta, sem senso de coletividade e de amor ao próximo, ou hoje apenas temos a impressão de que esses sentimentos predominam devido à rápida transmissão de informação?” “Há mais maldade hoje do que antigamente?”
Ressalvo, apesar de resistir ao caminho da resposta afirmativa, também não quero ser meramente otimista! As leituras que tenho em Antonio Gramsi levam-me a insistir em pensar com os critérios do “pessimismo da razão e do otimismo da vontade”!
socialização primária e secundária, isto é, família e escola não têm sido bem sucedidas nos seus atos diários de “fazer gente”. Isso significa que não nos educamos para a autonomia a partir dos paradigmas da prática da cooperação e do respeito ao indivíduo, mas sim para viver formas básicas de dependência familiar e pessoal ciumentas, possessivas e competitivas baseadas na máxima do provérbio da neurose individualista e insaciável da escassez, “A farinha tá pouca, no meu pirão primeiro!”.
Não acato a clássica ideia de Hobbes de que os homens são “maus por natureza”, lobos de si próprios por possuírem poder de violência ilimitado; mas também não entendo que o homem seja bom pela mesma natureza e que é a sociedade que o corrompe, como defendeu Rousseau. A meu ver, os filósofos do “contrato social” erraram na origem, mesmo que Rousseau tenha refletido muito sobre a educação, no ponto exato em que exaltaram o individualismo como princípio e base da condição existencial humana. Se nascemos presos a ele e focados apenas no leite do peito da mãe para sobreviver, e isso é um fato, essa condição concreta inicial não justifica que a nossa educação reproduza culturalmente essa condição humana primordial e primária. Por isso, educar vem, em sua etimologia, do latim, “educare”, que significa “educar, instruir” e “criar”. Essa palavra, composta por “ex”, “fora”, e “ducere”, “guiar, conduzir, liderar”, denota a ideia de que introduzir alguém ao mundo por meio da educação significa levar a pessoa para fora de si mesma, ou seja, construir com ela condições e pontes para que viva plenamente aquilo que mais existe para além dela mesma.
Partindo dessa matriz, posso afirmar que não damos à educação a importância que ela tem para a
prática da cooperação no lugar da competição, essa é a verdade e o fenômeno não é apenas brasileiro! É isso que temos que transformar para que eu venha a discordar plenamente do que você reclama em queixa pertinente: “A honra importa? Já lhe respondo: Não! O que importa, infelizmente, é o carro que se tem, a casa que se tem, a roupa que se veste, o lugar (e não a comida) em que se come e a cultura que se ingere”. “Não importa o que fez para ter essa vida, não importa se passou por cima de pessoas para ganhar esse dinheiro; importa essa aparência...” Não sei se houve mesmo, Maria, esse tempo das “pessoas mais antigas” no qual “o nome valia a honra”, pois me parece que a única “honra” que lá valia era, e é, a dos que ocupavam, e ocupam, os andares de cima da sociedade, justamente os que menos valiam, e valem, por ter menos palavras e princípios éticos nos quais se confiar. [...]
Meu abraço é um convite!
João
FERREIRA, DELSON. “Condição humana e educação”. Ribeirão Preto, SP, nov. de 2013. (não publicado)

Releia o trecho: “Essas tais 'máscaras sociais' são verdadeiramente complexas, pois temos nelas internalizados, e em tempo interativo simultâneo, os três principais elementos que compõem a dinâmica central da vida cotidiana". Analise as informações abaixo a respeito dele e assinale a alternativa correta.

I – Trata-se de um período composto por subordinação apenas.
II – Trata-se de um período composto por três orações.
III – “internalizados" é predicativo do objeto e está no masculino plural para concordar com: “os três principais elementos"

o pronome relativo que grifado exerce a função de sujeito, substituindo “os elementos".

  • A Apenas a IV está incorreta.
  • B Apenas a III está incorreta.
  • C Apenas a II está incorreta.
  • D Apenas a I está incorreta.
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Para responder à questão , leia o trecho extraído do conto Minha gente, de Guimarães Rosa.


“Pelo rego desciam bolas de lã sulfurina: eram os patinhos novos, que decerto tinham matado o tempo, dentro dos ovos, estudando a teoria da natação. E, no pátio, um turbilhão de asas e bicos revoluteava e se embaralhava, rodeando a preta, que jogava os últimos punhados de milho [...]”

                                          Guimarães Rosa. Sagarana. Rio de Janeiro: José Olímpio, 1972.


Para dizer que os patinhos novos eram “bolas de lã”, o autor se apoiou em aspectos comuns aos patinhos e às bolas de lã. A figura de linguagem presente nesse caso é uma:

  • A Eufemismo.
  • B Antítese.
  • C Hipérbole.
  • D Prosopopeia.
  • E Metáfora.
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Leia o texto para responder à questão.

      A moléstia conservou durante muitos dias – dias angustiosos e terríveis – um caráter de excessiva gravidade; durante longo tempo, Fadinha, que estava com todo o corpo cruelmente invadido pela medonha erupção, teve a existência por um fio. Entretanto, os cuidados da ciência e a ciência dos cuidados triunfaram do mal, e Fadinha ficou boa, completamente boa, depois de ter estado suspensa entre a vida e a morte.

      Ficou boa, mas desfigurada: a moça mais bonita do Rio de Janeiro transformara-se num monstro. Aquele rosto intumescido e esburacado não conservara nada, absolutamente nada da beleza célebre de outrora. Ela, porém, consolou-se vendo que o amor de Remígio, longe de enfraquecer, crescera, fortificado pelo espetáculo do seu martírio.

      A mãe, conquanto insensível às boas ações, não pôde disfarçar a admiração e o prazer que o moço lhe causou no dia em que lhe pediu a filha em casamento, dizendo:

      – Só havia um obstáculo à minha felicidade: era a formosura – de Fadinha. Agora que esse obstáculo desapareceu, espero que a senhora não se oponha a um enlace que era o desejo de seu marido.

      Realizou-se o casamento. D. Firmina, desprovida sempre de todo o senso moral, entendeu que devia ser aproveitado o rico enxoval oferecido pelo primeiro noivo; Remígio, porém, teve o cuidado de fazer com que o restituíssem ao barão. A cerimônia efetuou-se com toda a simplicidade, na matriz do Engenho Novo.

      Um ano depois do casamento, Fadinha estava outra vez bonita, não da boniteza irradiante e espetaculosa de outrora, mas, enfim, com um semblante agradável, o quanto bastava para regalo dos olhos enamorados do esposo. Remígio dizia, sinceramente, quem sabe? que a achava assim mais simpática, e os sinais das bexigas lhe davam até um “não sei quê”, que lhe faltava dantes.

      – Não é bela que me inquiete, nem feia que me repugne. Era assim que eu a desejava.

      O caso é que ambos foram muito felizes. Ainda vivem. Remígio é atualmente um alto funcionário, pai de cinco filhos perfeitamente educados.

(Arthur Azevedo, “A moça mais bonita do Rio de Janeiro”. Em: Seleção de Contos, 2014. Adaptado)

Assinale a alternativa em que todas as palavras estão corretamente grafadas, considerando-se as regras de acentuação da língua padrão.

  • A Fadinha não tinha mágoa por não ser mais tão bela; agora, interessava-lhe viver no paraíso com Remígio.
  • B Remígio era homem de carater, o que surpreendeu D. Firmina, que aceitou o matrimônio de sua filha.
  • C Com o triúnfo do bem sobre o mal, Fadinha se recuperou, Remígio resolveu pedí-la em casamento.
  • D O consôlo de Fadinha foi ver que Remígio queria desposa-la apesar de sua beleza ter ido embora depois da doença.
  • E Com a saúde de Fadinha comprometida, Remígio não conseguia se recompôr e viver tranquilo.
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Delicadezas colhidas com mão leve


Era sábado e estávamos os dois na redação vazia da revista. Esparramado na cadeira, Guilherme roía o que lhe restava das unhas, levantava-se, andava de um lado para outro, folheava um jornal velho, suspirava. Aí me veio com esta:
- Meu texto é melhor que eu.
A frase me fez rir, devolveu a alegria a meu amigo e poderia render uma discussão sobre quem era melhor, Guilherme Cunha Pinto ou o texto do Guilherme Cunha Pinto. Os que foram apenas leitores desse jornalista tão especial, morto já faz tempo, não teriam problema em escolher as matérias que ele assinava, que me enchiam de uma inveja benigna.
Inveja, por exemplo, da mão leve com que ele ia buscar e punha em palavras as coisas mais incorpóreas e delicadas. Não era com ele, definitivamente, a simplificação grosseira que o jornalismo tantas vezes se concede, com a desculpa dos espaços e horários curtos, e que acaba fazendo do mundo algo chapado, previsível, sem graça. Guilherme não aceitava ser um mero recolhedor de aspas, nas entrevistas, nem sair à rua para ajustar os fatos a uma pauta. Tinha a capacidade infelizmente rara de se deixar tocar pelas coisas e pessoas sobre as quais ia escrever, sem ideias prontas nem pé atrás. Pois gostava de coisas e de pessoas, e permitia que elas o surpreendessem. Olhava-as com amorosa curiosidade - donde os detalhes que faziam o singular encanto de suas matérias. O personagem mais batido se desdobrava em ângulos inéditos quando o repórter era ele. Com suavidade descia ao fundo da alma de seus entrevistados, sem jamais pendurá-los no pau de arara do jornalismo inquisitorial. Deu forma a textos memoráveis e produziu um título desde então citado e recitado nas redações paulistanas: “Picasso morreu, se é que Picasso morre”.


(Adaptado de: WERNECK Humberto. Esse inferno vai acabar.
Porto Alegre: Arquipélago, 2001. p.45 e 46)


Considerando-se o contexto, traduz-se adequadamente o sentido de um segmento em:

  • A me veio com esta (1º parágrafo) = atalhou-me para discordar.
  • B me enchiam de uma inveja benigna (3º parágrafo) = via-me tomado por um franco ressentimento.
  • C algo chapado, previsível (4º parágrafo) = uma coisa insólita, prematura.
  • D ajustar os fatos a uma pauta (4º parágrafo) = enquadrar as ocorrências num roteiro prévio.
  • E jornalismo inquisitorial (4º parágrafo) = reportagem especulativa.

Fisioterapia

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A fisiologia respiratória do recém-nascido possui características individuais que precisam ser conhecidas pela equipe assistencial hospitalar e estar inseridas nos protocolos de avaliação e intervenção terapêutica. Tais particularidades envolvem a mecânica respiratória, as capacidades pulmonares, as trocas gasosas e o controle da ventilação.

Nesse contexto, as principais características da mecânica respiratória do neonato são

  • A alta complacência estática pulmonar; orientação oblíqua das costelas; constante de tempo similar ao adulto.
  • B alta complacência da parede torácica e maior resistência de vias aéreas em comparação aos valores do adulto.
  • C alta complacência dinâmica do pulmão e baixa resistência total do sistema respiratório.
  • D baixa complacência de parede torácica e costelas alinhadas horizontalmente, com composição óssea já estabelecida e finalizada.
  • E complacência e resistência com valores similares aos dos adultos e trabalho respiratório reduzido pela pequena quantidade de alvéolos.
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Com relação ao desmame da ventilação mecânica, assinale V para a afirmativa verdadeira e F para a falsa.

( ) A demanda ventilatória deve apresentar uma relação VD/VT < 0,60.
( ) A PI máxima deve ser sempre menor que menos 30 cm H2O.
( ) O padrão respiratório deve apresentar o índice de Tobin entre 60 e 105.

As afirmativas são, respectivamente,

  • A F, V e F.
  • B F, V e V.
  • C V, F e V.
  • D V, V e F.
  • E F, F e V.
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São efeitos terapêuticos e fisiológicos da hidroterapia, EXCETO
  • A redução da sobrecarga articular.
  • B aumento do tônus muscular.
  • C aumento do trabalho respiratório, devido à compressão da caixa torácica.
  • D aumento do fluxo sanguíneo muscular.
  • E facilitação do ortostatismo.
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Com relação à anatomia do sistema músculo esquelético, assinale a alternativa INCORRETA.

  • A A cabeça óssea é dividida em crânio (neurocrânio) e face (viscerocrânio).
  • B Os dois requisitos mecânicos fundamentais da coluna vertebral são a rigidez e a flexibilidade.
  • C O esqueleto humano é dividido em axial e apendicular e a sua união se dá através dos cíngulos.
  • D Além da função de proteção, o periósteo é responsável pela reconstituição do osso em casos de fratura.
  • E No carpo, a fileira proximal dos ossos, de lateral para medial, é composta pelos ossos na seguinte ordem: escafoide, semilunar, capitato e pisiforme.
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Como podemos classificar o paciente que chega à clínica com perda urinária de urina acompanhada por forte desejo de urinar?
  • A Incontinência extrauretral.
  • B Incontinência de urgência.
  • C Incontinência orgásmica.
  • D Incontinência mista.
  • E Incontinência de gotejamento.
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A neoglicogênese é a formação de glicose, a partir de moléculas não carboidratos, que ocorre quando em jejum prolongado associado ao baixo nível de secreção de insulina, juntamente com a secreção elevada de glucagon. Portanto, qual é a enzima responsável pela utilização do glicogênio hepático como fonte adicional de glicose sanguínea?

  • A Glicogênio fosfatado.
  • B Glicose-6-fosfatase.
  • C Glicose-1-fosfatase.
  • D Triiodotironina (T3).
  • E Tetraiodotironina(T4).
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O AVE (Acidente Vascular Encefálico) merece grande atenção por todos os profissionais da saúde por ser um problema de saúde pública no Brasil e no mundo. A incidência da doença aumenta com o avançar da idade e é responsável por boa parte da incapacidade que atinge os idosos. Analise as sentenças a seguir no que se refere ao AVE:

I. Hemiplegia é um sinal clássico dessa patologia, que se caracteriza por perda dos movimentos voluntários em um hemicorpo com alterações musculares, no lado oposto do corpo ao da lesão do hemisfério cerebral atingido.

II. Os pacientes com AVE exibem um aumento na velocidade da marcha e no tamanho do passo, bem como no aumento do equilíbrio e inabilidade para transferir o peso no membro inferior afetado.

III. Alguns deficitsneurológicos são encontrados em pacientes que sofreram AVE, como alterações no tônus e na força muscular, distúrbios da linguagem, dafala,edeficitsnaamplitudedemovimento.

IV. Durante a marcha, o paciente com AVE transfere o peso para o membro não afetado, resultando em uma assimetria.

Assinale a alternativa correta:

  • A Somente I e II estão corretas.
  • B Somente I, II e III estão corretas
  • C Somente I, III e IV estão corretas
  • D Somente I e III estão corretas
  • E Somente I e IV estão corretas
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Assinale a alternativa que completa correta e respectivamente as lacunas. A corrente interferencial é de média frequência, aumentando e diminuindo sua amplitude ritmicamente em baixa frequência. A frequência da corrente resultante será ______ à média das 2 correntes originais e variará em ______ com uma frequência ______ à diferença entre essas 2 correntes.
  • A diferente; frequência; igual
  • B igual; frequência; diferente
  • C igual; amplitude; igual
  • D diferente; amplitude; igual
  • E igual; resistência; igual
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O padrão postural do lado acometido de um paciente que sofreu um acidente vascular cerebral, em relação a cotovelo, antebraço, membro inferior e dedos do pé, respectivamente, é:

  • A estendido e hipotônico – supinado – flexionado – estendidos e abduzidos
  • B flexionado e espástico – pronado – flexionado – estendidos e abduzidos
  • C estendido e espástico – pronado – estendido – flexionados e estendidos
  • D flexionado e espástico – pronado – estendido – flexionados e aduzidos
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“Quedas em idosos são prevalentes, podendo resultar em sérias complicações, incluindo fraturas e morte.”

(Melo, 2007, p. 375.)

Sobre os episódios de quedas é correto afirmar que:

  • A Os idosos tendem a ter uma performance boa de equilíbrio, porém possuem uma privação de informação sensorial, ou estas informações são confusas; desta forma, a seleção de pistas sensoriais são boas estratégias para evitar a queda em pacientes idosos.
  • B Os idosos com bom condicionamento físico tendem a cair em situações corriqueiras do dia a dia envolvendo atividades simples como sentar e levantar, tomar banho, interferindo diretamente na sua dependência nas atividades e instrumentais de vida diária.
  • C A etiologia das quedas entre idosos é multifatorial, sendo resultado de uma interação entre fatores intrínsecos, decorrentes das alterações fisiológicas do próprio processo de envelhecimento e das patologias múltiplas associadas, além de fatores extrínsecos, comportamentais.
  • D É fato que as quedas não possuem uma relação com o ambiente em que o idoso vive, tão pouco fatos como hábitos rotineiros em suas AVDs, as condições da temperatura do ambiente e o julgamento errado sobre o uso deste ambiente em favor da qualidade de vida do idoso.
  • E As quedas são causadas apenas por fatores intrínsecos, fazendo com que o terapeuta ocupacional modifique de forma preventiva o ambiente em que o idoso vive, deixando-o mais seguro e, assim, fazendo com que o mesmo sinta-se mais confortável em seu ambiente natural.
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