Resolver o Simulado Nível Médio

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Geografia

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A reorganização da estrutura fundiária com o objetivo de promover a distribuição mais justa das terras denomina-se:

  • A Movimento dos Sem Terra
  • B Movimento de Libertação dos Sem Terra
  • C Reforma Agrária
  • D Pronaf
  • E Sistema latifundiário

História e Geografia de Estados e Municípios

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O estado do Acre possui uma das menores populações entre as unidades da federação. Assinale a alternativa que apresenta a faixa da população acreana, segundo dados do IBGE de 2016.

  • A Inferior a 400 mil habitantes
  • B Entre 700 mil e 900 mil habitantes
  • C Entre 450 mil e 650 mil habitantes
  • D Entre 1 milhão e 1 milhão e 300 mil habitantes
  • E Superiora 1 milhão e 500 mil habitantes

Geografia

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Atualmente, seguindo uma tendência mundial, o Brasil vem passando por um processo de desconcentração industrial. Uma das características desse processo é

  • A o movimento de saída das indústrias de ponta de áreas metropolitanas congestionadas para cidades médias, que apresentam infraestrutura mais propícia para a instalação de tecnopolos.
  • B a migração das indústrias de áreas tradicionais como o ABCD paulista para cidades médias do interior de São Paulo ou de outros estados onde os custos de produção são menores.
  • C a realocação das indústrias localizadas às margens de rodovias, como a Bandeirantes e a Imigrantes, para parques industriais ao longo das ferrovias, devido aos menores custos com transportes.
  • D a diminuição da atividade manufatureira nas metrópoles do Sudeste e a instalação de indústrias de bens de produção na Zona Franca de Manaus devido aos menores custos com mão de obra.
  • E a saída das atividades industriais dos estados de São Paulo, de Minas Gerais e do Rio de Janeiro, com o objetivo de revitalizar áreas decadentes como os distritos industriais nordestinos.
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Considere as seguintes intervenções humanas em uma região brasileira.

I. A expansão de mineradoras que ocasionam desmatamento, contaminação dos solos e surgimento de novas estradas, ferrovias e hidrovias; empreendimentos estes que provocam alterações ambientais.

II. Atividades clandestinas de garimpos de ouro que alteram leitos e margens dos cursos d’água, e contaminam a água destes com mercúrio.

III. Extração ilegal de madeira que causa desflorestamento de extensas áreas e possibilidade de perdas em biodiversidade genética.

IV. Expansão da atividade agropecuária sobre áreas de floresta nativa, logo substituída por extensas glebas para lavoura de soja ou formação de pasto para o gado bovino.


(http://www.eceme.ensino.eb.br. Adaptado)

Essas intervenções são frequentes e características da região.
  • A Amazônica.
  • B Centro-Oeste
  • C Pantaneira.
  • D Centro-Sul.
  • E Marajoara.
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Território federal é uma denominação brasileira para uma categoria específica de divisão administrativa. Os territórios federais integram diretamente a União, sem pertencerem a qualquer estado, e podem surgir da divisão de um estado ou desmembramento, dele exigindo-se aprovação popular através de plebiscito e lei complementar.

Com a extinção dos territórios federais no Brasil pela Constituição Federal de 1988, a seguinte unidade político-administrativa tornou-se estado da federação:

  • A Tocantins
  • B Amapá
  • C Rondônia
  • D Pará
  • E Pernambuco
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O IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) é usado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) para avaliar o nível de bem-estar social de um país. Sobre o IDH, podemos afirmar que

I - o cálculo desse índice é feito com base nos seguintes indicadores socioeconômicos: longevidade, nível de instrução e PIB per capita.
II - tal como o coeficiente de Gini, os valores do IDH variam entre 0 e 1, e quanto mais próximos a zero, mais elevado será o IDH, isto é, melhores serão as condições de vida de um país.
III - o Brasil possui um IDH que o classifica acima da média de muitos países em desenvolvimento, porém encontra-se ainda atrás de países como a Argentina e o Uruguai.
IV - os IDHs apresentados pelos estados do Maranhão e de Alagoas, no Nordeste brasileiro, estão entre os piores do mundo, inferiores aos de países africanos, como Zimbábue e Lesoto.
Assinale a alternativa que apresenta todas as afirmativas corretas.
  • A I e III
  • B II e IV
  • C III e IV
  • D I, II e III
  • E I, II e IV
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Sobre a medição da precipitação, é correto afirmar:
  • A A altura pluviométrica representa a quantidade de chuva que cai em uma determinada região, por meio da altura de água acumulada no aparelho de medição por unidade de tempo, expressa normalmente em mm por hora.
  • B O pluviógrafo é um aparelho que registra a altura de chuva em milímetros no decorrer do tempo.
  • C Pluviômetro é um aparelho usado para saber a altura pluviométrica, sendo recomendada uma distância mínima entre o equipamento instalado e obstáculos, que deverá ser maior que 4 vezes a altura do obstáculo.
  • D O tempo de retorno (ou período de recorrência) representa a quantidade de vezes que uma dada precipitação caiu num determinado período.
  • E A ação do vento provoca a leitura de um valor maior em pluviômetro instalado a 1,5 metros do solo, quando comparado com a precipitação medida junto ao solo.
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INSTRUÇÃO: Para responder à questão , analise as afirmativas abaixo sobre terremotos e tsunamis no Chile.

I. O terremoto de 8,2 graus na escala Richter que ocorreu no Chile em abril de 2014 está associado à movimentação das placas tectônicas.
II. Um terremoto de fundo oceânico na costa chilena é capaz de gerar um tsunami que, em sua propagação, pode atingir os países localizados no Pacífico Leste.
III. Os terremotos chilenos são ocasionados por duas placas tectônicas em movimento divergente.

Está/Estão correta(s) a(s) afirmativa(s)
  • A I, apenas.
  • B II, apenas.
  • C I e II, apenas.
  • D II e III, apenas.
  • E I, II e III.
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Em 2013, o Brasil atingiu os 200 milhões de habitantes. Além de apresentar essa estimativa, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) também divulgou tendências atuais da população brasileira, dentre as quais

  • A a progressiva diminuição da esperança de vida da população.
  • B o crescimento da taxa de mortalidade infantil nas áreas urbanas.
  • C o esvaziamento das pequenas e médias cidades do interior.
  • D a contínua redução das taxas de fecundidade e natalidade.
  • E o aumento do êxodo rural, isto é, da migração campo-cidade.
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Com o término da Guerra Fria e o fim do controle das superpotências, observa-se inúmeras e substanciais mudanças na geopolítica internacional que levaram a ocorrência de novos e variados conflitos ao redor do mundo. Os conflitos da época da Guerra Fria eram motivados por fatores políticos e ideológicos. As atuais guerras civis ou outros tipos de conflitos são movidos por pressão demográfica, disputa de territórios e recursos naturais, questões étnicas e culturais, religião, ideologia e injustiças sociais.

Com relação aos conflitos ocorridos na África subsaariana, verifica-se que são motivados por questões ocorridos na África subsaariana,

  • A econômicas, assentadas na disputa dos parques industriais
  • B sociais e religiosas, desvinculadas de fatores econômicos e culturais.
  • C étnicas e culturais e disputa por áreas ricas em diamantes.
  • D raciais e econômicas, acentuadas por conflitos ideológicos.
  • E políticas e sociais, assentadas com base em uma proposta econômica.

História

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A Portugal, a economia do ouro proporcionou apenas uma apa­rência de riqueza [...]. Como agudamente observou o Marquês de Pombal, na segunda metade do século XVIII, o ouro era uma riqueza puramente fictícia para Portugal.
(Celso Furtado. Formação econômica do Brasil, 1971. Adaptado.)


A afirmação do texto, relativa à economia do ouro no Brasil colonial, pode ser explicada

  • A pelos acordos diplomáticos entre Portugal e Espanha, que definiam que as áreas mineradoras, embora estivessem em território sob domínio português, fossem exploradas prioritariamente por espanhóis.
  • B pelas sucessivas revoltas contra os impostos na região das Minas, que paralisavam seguidamente a exploração do minério e desperdiçavam a oportunidade de enriquecimento rápido.
  • C pela forte dependência comercial de Portugal com a Inglaterra, que fazia com que boa parte do ouro obtido no Brasil fosse transferido para os cofres ingleses.
  • D pela incapacidade portuguesa de explorar e transportar o ouro brasileiro, o que levava a Coroa de Portugal a conceder a estrangeiros os direitos de extração do minério.
  • E pelo grande contrabando existente na região das Minas Gerais, que não era reprimido pelos portugueses e impedia que os minérios chegassem à Metrópole.
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O desenvolvimento e crescimento econômico advindos da estabilização da economia contribuíram para estabilidade governamental. O governo Médici entrou para a história como o período em que se registraram os maiores índices de desenvolvimento e crescimento econômico do país. Porém, esta fase de prosperidade da economia brasileira tinha muito mais causas externas (internacionais) do que internas. O custo social e econômico para o país foi altíssimo. A brutal concentração da renda impediu que as camadas populares melhorassem sua condição de vida. As desigualdades sociais e a pobreza aumentaram neste período.

(Renato Cancian,http://educacao.uol.com.br/disciplinas/historia-brasil/ governo-medici-1969-1974. Acesso em 24.03.2014. Adaptado)

Os acontecimentos descritos no texto ficaram conhecidos pelo nome de

  • A doutrina da segurança nacional.
  • B milagre econômico brasileiro.
  • C política das salvações.
  • D reformas de base.
  • E plano de metas.
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A partir de meados da década de 1970, a ditadura militar brasileira iniciou um lento processo de abertura. As medidas liberalizantes que aos poucos fizeram o país retornar a uma democracia foram comandadas
  • A pelos estudantes universitários, lutando pela reorganização de suas entidades.
  • B pelos sindicatos de trabalhadores em busca de melhores condições de vida e trabalho.
  • C pelas autoridades militares, buscando promover uma transição sem revanchismos.
  • D pelos políticos do MDB, exercendo sua função de partido de oposição ao governo.
  • E pelo empresariado nacional, contrário à política econômica praticada pelos militares.
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Certa vez, um velho Tupinambá me perguntou: “Por que vocês, mairs [franceses] e perós [portugueses], vêm de tão longe para buscar lenha? Por acaso não existem árvores na sua terra?” Respondi que sim, que tínhamos muitas, mas não daquela qualidade, e que não as queimávamos, como ele supunha, mas dela extraíamos tinta para tingir. “E precisam de tanta assim?”, retrucou o velho Tupinambá. “Sim”, respondi, “pois no nosso país existem negociantes que possuem mais panos, facas, tesouras, espelhos e outras mercadorias do que se possa imaginar, e um só deles compra todo o pau-brasil que possamos carregar.” “Ah!”, tornou a retrucar o selvagem. “Você me conta maravilhas. Mas me diga: esse homem tão rico de quem você me fala, não morre?” “Sim”, disse eu, “morre como os outros”. Aqueles selva- gens são grandes debatedores e gostam de ir ao fim em qualquer assunto. Por isso, o velho indígena me inquiriu outra vez: “E quando morrem os ricos, para quem fica o que deixam?” “Para seus filhos, se os têm”, respondi. “Na falta destes, para os irmãos e parentes próximos.” “Bem vejo agora que vocês, mairs, são mesmo uns grandes tolos. Sofrem tanto para cruzar o mar, suportando todas as privações e incômodos dos quais sempre falam quando aqui chegam, e trabalham dessa maneira apenas para amontoar riquezas para seus filhos ou para aqueles que vão sucedê-los? A terra que os alimenta não será por acaso suficiente para alimentar a eles? Nós também temos filhos a quem ama- mos. Mas estamos certos de que, depois da nossa morte, a terra que nos nutriu nutrirá também a eles. Por isso, descansamos sem maiores preocupações.”

(BUENO, Eduardo. Pau Brasil. São Paulo: Axis Mundi, 2002)

O diálogo entre o pastor calvinista Jean de Léry (1534-1611) e o velho Tupinambá, travado em algum momento da estada de Léry no Rio de Janeiro, entre março de 1557 e janeiro de 1558, é revelador

  • A da aliança entre portugueses e franceses no Atlântico sul, o que permitiu aos dois países explorarem conjuntamente as riquezas da América e, ao mesmo tempo, isolarem os espanhóis na porção mais ocidental do continente.
  • B da necessidade que Portugal tinha em exigir do papado um posicionamento favorável à partilha das terras “recém- -descobertas e por descobrir” apenas entre portugueses e espanhóis, o que só aconteceu no final do século XVII.
  • C do permanente conflito ocorrido entre os povos nativos da América e os colonizadores europeus, que não conseguiram estabelecer nenhuma forma de diálogo com os povos indígenas e participaram de constantes guerras de extermínio.
  • D da importância econômica que o pau-brasil tinha para os europeus no início da colonização e das intensas disputas entre portugueses e franceses pelas terras da América do Sul no século XVI, há pouco descobertas pela Coroa Portuguesa.
  • E da proximidade de pensamento entre os povos indígenas e os franceses, em geral mais respeitosos na relação com a natureza e com os nativos da América do que os portugueses, responsáveis por uma prática econômica predatória.
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Assinale a opção que apresenta a composição correta dos blocos militares formados antes da Primeira Guerra Mundial.

  • A Tríplice Aliança (Espanha, Itália e Alemanha) e Tríplice Entente (Estados Unidos, França e Japão).
  • B Tríplice Aliança (Rússia, Alemanha e Itália) e Tríplice Entente (Japão, Alemanha e Grã-Bretanha).
  • C Tríplice Aliança (França, Alemanha e Rússia) e Tríplice Entente (Portugal, França e Estados Unidos).
  • D Tríplice Aliança (Itália, Império Austro-Húngaro e Alemanha) e Tríplice Entente (Rússia, Inglaterra e França).
  • E Tríplice Aliança (Brasil, Itália e Alemanha) e Tríplice Entente (Rússia, França e Espanha).
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A Idade Média repousa sobre a terra. Idade Média é rural. É sobre essa ruralidade que se articula o conjunto de outras redes."

Jacques Le Goff. Em busca da Idade Média . Rio de Janeiro: Em busca da Idade Média Civilização Brasileira, 2008, p. 156

A frase pode ser considerada correta, entre outros motivos, porque

  • A a organização social, na Idade Média, baseava-se na relação dos diversos grupos sociais com a posse ou uso da terra.
  • B a economia medieval é baseada na produção agrícola em larga escala, destinada à exportação.
  • C as cidades desapareceram na Idade Média e todas as pessoas se transferiram para o campo.
  • D as atividades rurais, na Idade Média, ofereciam os capitais necessários para o desenvolvimento da grande indústria.
  • E a sociedade medieval retomava valores greco- romanos e idealizava a vida nos campos.
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Leia o texto.

“Conhecido como
Navegante negro
Tinha a dignidade de um
Mestre-sala [...]
Rubras cascatas jorravam
Das costas
Dos santos entre cantos
E chibatas [...]
Salve o navegante negro
Que tem por monumento
As pedras pisadas do cais.”

(Adaptado de João Bosco. Mestre-Sala dos Mares.)

A música de João Bosco está associada a um importante movimento de marinheiros ocorrido no Brasil em1910. O movimento e seu líder são:

  • A Revolta da Chibata – João Cândido.
  • B Revolta da Armada – Saldanha da Gama.
  • C Revolta do Cruzador –Custódio de Melo.
  • D Revolta do Cruzador –Custódio de Melo
  • E Revolta do Encouraça do Minas Gerais – Eduardo Wandenkolk.
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Pode-se afirmar que o quadro Retirantes (1944), de Cândido Portinari,
  • A revela padrões estéticos do modernismo, defendendo a valorização da arte pela arte e rejeitando qualquer traço realista.
  • B rejeita toda influência estrangeira, definindo sua temática e forma de representação a partir da tradição pictórica nacional.
  • C explora a plena integração do homem ao meio natural e a serenidade do brasileiro frente aos problemas que enfrenta.
  • D privilegia o abstracionismo e afirma a decadência da preocupação figurativa, que marcava a pintura surrealista
  • E manifesta preocupação social, expressa na representação de figuras populares e da desesperança dos trabalhadores.
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Três momentos distintos marcaram o período monárquico Brasil: Primeiro Reinado, Período Regencial e Segundo Reinado. Dentre os fatos significativos que marcaram cada momento, pode-se destacar, respectivamente,

  • A Constituição de 1824; abdicação de D. Pedro I; e Guerra da Cisplatina.
  • B Guerra do Paraguai; governo de Dom Pedro I; e Constituição de 1824.
  • C Revolução Praieira; Constituição de 1824; e Guerra do Paraguai.
  • D Confederação do Equador; revoltas deflagradas; e Guerra do Paraguai.
  • E abdicação de D. Pedro I; Constituição de 1824; e as revoltas deflagradas.
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Qual foi o fato que deu início à Primeira Guerra Mundial?

  • A A invasão da Polônia pelo exército alemão.
  • B A formação do bloco militar composto por Alemanha, Itália e França.
  • C O assassinato de Francisco Ferdinando, herdeiro do trono austríaco.
  • D A disputa por território no continente americano, principalmente entre Alemanha e Itália.
  • E A disputa pelo território brasileiro.

Português

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Afiando o Machado

No Alasca, um esporte tradicional é cortar árvores. Há lenhadores famosos, com domínio, habilidade e energia no uso do machado. Querendo tornar-se também um grande lenhador, um jovem escutou falar do melhor de todos os lenhadores do país. Resolveu procurá-lo.

- Quero ser seu discípulo. Quero aprender a cortar árvore como o senhor. O jovem empenhou-se no aprendizado das lições do mestre, e depois de algum tempo achou-se melhor que ele. Mais forte, mais ágil, mais jovem, venceria facilmente o velho lenhador. Desafiou o mestre para uma competição de oito horas, para ver qual dos dois cortaria mais árvores.

O desafio foi aceito, e o jovem lenhador começou a cortar árvores com entusiasmo e vigor. Entre uma árvore e outra, olhava para o mestre, mas na maior parte das vezes o via sentado. O jovem voltava às suas árvores, certo da vitória, sentindo piedade pelo velho mestre.

Quando terminou o dia, para grande surpresa do jovem, o velho mestre havia cortado muito mais árvores do que o seu desafiante.
Mas como é que pode? - surpreendeu-se. Quase todas as vezes em que olhei, você estava descansando!
Não, meu filho, eu não estava descansando. Estava afiando o machado. Foi por isso que você perdeu.

Aprendizado é um processo que não tem fim. Sempre temos algo a aprender. O tempo utilizado para afiar o machado é recompensado valiosamente. O reforço no aprendizado, que dura a vida toda, é como afiar sempre o machado.

Continue afiando o seu.


“... Mais forte, mais ágil, mais jovem, venceria facilmente o velho lenhador. Desafiou o mestre para uma competição de oito horas, para ver qual dos dois cortaria mais árvores.”

Considerando que, em português, todas as palavras proparoxítonas devem ser acentuadas, as palavras que obedecem, no fragmento acima, a essa regra de acentuação são em número de

  • A apenas uma palavra.
  • B apenas duas palavras.
  • C três palavras.
  • D mais de três palavras.
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Texto

Apesar de todos os avanços na medicina, o câncer é uma palavra que assusta qualquer paciente no momento do diagnóstico. E, embora não existam estudos científicos que comprovem, os médicos que trabalham na área garantem que a forma como a pessoa encara a doença é determinante para o sucesso do tratamento. É por isso que espaços que permitem a troca de experiências – seja em encontros presenciais, criados por associações de pacientes, por exemplo, ou na Internet – são tão importantes. Eles ajudam a entender que ninguém está sozinho nessa luta que leva tempo.

(Saúde Uol)

No texto, a palavra “paciente” designa a pessoa que

  • A recebe um diagnóstico de doença grave.
  • B mostra-se impaciente diante de um longo tratamento.
  • C é submetida a um tratamento médico.
  • D é obrigada a tomar uma série de remédios.
  • E apresenta sinais de doenças mentais.
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Sem ódio

Ao término de laboriosas pesquisas, mesas-redondas, simpósios, inquéritos e análises em laboratórios de psicologia,descobriu-se que os motoristas guiavam com ódio. Agora que isto ficou esclarecido, a solução, fácil e independente do Código Nacional de Trânsito, que por ser código não costuma ser cumprido, está na frase: GUIE SEM ÓDIO.
— Como é que eu vou fazer daqui por diante — bramia aquele agraciado com a grã-cruz da Ordem do Mérito dos Atropeladores da Guanabara e do Grande Rio —, se não sei guiar com outro aditivo?
Diversos motoristas, aspiran+tes ao mesmo galardão,cogitam de substituir o ódio, que está proibido, por sucedâneos mais ou menos eficazes, e verificam as propriedades estimulantes do rancor (esse ódio de segunda categoria), da aversão, da raiva, da antipatia generalizada. Mas a impressão comum é esta:
— Se ao menos recomendassem “Guie com pouco ódio”,a gente procurava maneirar. Assim não dá.
Todo resultado científico pode ser contestado. Por isso, começam a aparecer os que negam validade aos estudos feitos.Garantem não nutrir ódio algum ao pedestre. Se acabam com este, não é por detestarem a espécie, que lhes é indiferente.Como também não odeiam os muros, paredes, árvores e postes que derrubam. É porque eles atravessam o caminho. Portanto,se alguma recomendação deve ser feita, a melhor seria esta,inclusive aos postes: FOGE QUE ELE VEM LÁ.
Ouvi dizer que a Companhia Telefônica pensa em lançar uma variante, dirigida aos usuários que tiveram suas contas aumentadas com impulsos fantasmas: PAGUE SEM ÓDIO.
O filme não presta? Assista sem ódio. Bife de pedra no restaurante? Coma sem ódio. O livro é chatíssimo? Leia sem ódio. O conferencista dá sono? Durma sem ódio. Se tiver de brigar, brigue sem ódio. Se possível. Se de todo for impossível,odeie sem ódio, tá?

ANDRADE, Carlos Drummond de. “Sem ódio”.
In: Os dias lindos. Rio de Janeiro: Record,
2008 (Adaptado).


Levando em consideração o 4º e o 5º parágrafos e as orientações da prescrição gramatical no que se refere a textos escritos na modalidade padrão da Língua Portuguesa, assinale a alternativa correta sobre o texto.

  • A No 4º parágrafo, a alteração do verbo “recomendassem” para “recomendarem” exigiria também a troca do verbo “procurava” por “procuraria”, para manter a correlação verbal.
  • B Nos fragmentos: “‘Guie com pouco ódio’” e “Se acabam com este”, os dois termos destacados expressam circunstância de modo.
  • C Uma correta transposição de “todo resultado científico pode ser contestado” para o plural é “todos resultados científicos podem ser contestados”.
  • D No 5º parágrafo, os termos destacados em “Se acabam com este” e em “que lhes é indiferente” referem-se, respectivamente, a “pedestre” e a “os que negam validade aos estudos feitos”.
  • E No 5º parágrafo, o fragmento “não é por detestarem a espécie” poderia ser substituído por “não é por que detestam a espécie”, que está gramaticalmente correto e não alteraria o sentido da frase.
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Texto


AQUECIMENTO GLOBAL (com adaptações)


Todos os dias acompanhamos na televisão, nos jornais e revistas as catástrofes climáticas e as mudanças que estão ocorrendo, rapidamente, no clima mundial. Nunca se viu mudanças tão rápidas e com efeitos devastadores como tem ocorrido nos últimos anos.

A Europa tem sido castigada por ondas de calor de até 40 graus centígrados, ciclones atingem o Brasil (principalmente a costa sul e sudeste), o número de desertos aumenta a cada dia, fortes furacões causam mortes e destruição em várias regiões do planeta e as calotas polares estão derretendo (fator que pode ocasionar o avanço dos oceanos sobre cidades litorâneas). O que pode estar provocando tudo isso? Os cientistas são unânimes em afirmar que o aquecimento global está relacionado a todos estes acontecimentos.

Pesquisadores do clima mundial afirmam que este aquecimento global está ocorrendo em função do aumento da emissão de gases poluentes, principalmente, derivados da queima de combustíveis fósseis (gasolina, diesel, etc), na atmosfera. Estes gases (ozônio, dióxido de carbono, metano, óxido nitroso e monóxido de carbono) formam uma camada de poluentes, de difícil dispersão, causando o famoso efeito estufa. Este fenômeno ocorre, pois estes gases absorvem grande parte da radiação infravermelha emitida pela Terra, dificultando a dispersão do calor.

O desmatamento e a queimada de florestas e matas também colabora para este processo. Os raios do Sol atingem o solo e irradiam calor na atmosfera. Como esta camada de poluentes dificulta a dispersão do calor, o resultado é o aumento da temperatura global. Embora este fenômeno ocorra de forma mais evidente nas grandes cidades, já se verificam suas consequências em nível global.

(...)

O protocolo de Kioto é um acordo internacional que visa à redução da emissão dos poluentes que aumentam o efeito estufa no planeta. Entrou em vigor em 16 fevereiro de 2005. O principal objetivo é que ocorra a diminuição da temperatura global nos próximos anos. Infelizmente os Estados Unidos, país que mais emite poluentes no mundo, não aceitou o acordo, pois afirmou que ele prejudicaria o desenvolvimento industrial do país.

(...)

(http://www.suapesquisa.com/geografia/aquecimento_global.htm)

Tendo em vista o texto, marque a opção que traz um fenômeno alheio ao quadro negativo das mudanças climáticas no mundo ou em regiões dele.

  • A Elevação excessiva da temperatura média.
  • B Aumento da camada de gelo nos polos do globo.
  • C Ocorrência frequente de furacões.
  • D Aumento do nível do mar no litoral.
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A Eletrobras é uma empresa global com foco em energia limpa. Maior companhia do setor elétrico da América Latina, é responsável por mais de um terço da energia elétrica do Brasil e metade das linhas de transmissão que cortam o território nacional.

Presente em todas as regiões brasileiras, a Eletrobras lidera um sistema composto por empresas de geração e transmissão, distribuidoras no norte e nordeste do País, um centro de pesquisas de energia elétrica, uma empresa de participações e metade do capital de Itaipu Binacional.

Quanto às ideias do texto, assinale a alternativa correta.

  • A Segundo o texto, a Eletrobras trabalha com energia limpa e é a responsável pela maioria das linhas de transmissão do Brasil.
  • B No texto, afirma-se que a Eletrobras possui mais da metade do capital de Itaipu Binacional.
  • C Conforme o texto, a Eletrobras possui empresas de geração e transmissão, que distribuem eletricidade apenas para as regiões do norte e do nordeste do Brasil.
  • D No texto, destaca-se a importância da Eletrobras no cenário nacional, visto sua representatividade e atuação no território brasileiro.
  • E De acordo com o texto, a Eletrobras é a maior companhia de energia elétrica das Américas.
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Leia a crônica “Ser Tudo”, de Walcyr Carrasco, para responder à questão.

      Ao entrar na sala de um amigo, observo uma luminária idêntica a um chifre. Ele a exibe, orgulhoso.

      – Phillipe Starck1 . Só existem três no Brasil.

      Atarraxo um sorriso de admiração. Como dizer que parece o despojo2 de uma fantasia de Carnaval? Entusiasmado, ele aconselha:

      – Na loja havia uma cadeira de couro de vaca incrível, assinada. Você precisa comprar.  

      – Mas não preciso de mais uma cadeira.

      – É uma oportunidade única, e você vai jogar fora?

      Suspiro. É impressionante como as pessoas dão valor a grifes. Há bastante tempo vi uma linda carteira Louis Vuitton com desenho quadriculado. Fui verificar. Meus documentos não cabiam. O vendedor explicou:

      – É que os documentos europeus são de tamanho menor. Os nossos ficam sobrando.

      Agradeci e ia sair da loja. Um amigo que me acompanhava se escandalizou.

      – Não vai levar?

      – Onde vou botar minha identidade?

      – Mas, quando você abrir a carteira, todo mundo vai notar. É chique.

      Sou do tipo que só compra quando gosta e espanto-me quando vejo as pessoas se digladiando para ser elegantes.

      É só observar a mania de conhecer vinhos. Se parte das pessoas se dedicasse a estudar os gregos com o mesmo afinco com que decora rótulos, teríamos um país de filósofos. Guerra semelhante acontece entre os que se dizem conhecedores de charuto. O fato é que a maioria seria incapaz de distinguir um cubano de um cigarro de palha do sítio. Respeito os apreciadores das coisas boas da vida. Mas é terrível ver alguém bebendo e fumando só para parecer o que não é, nem precisa ser.

      Inventaram até uma expressão para dizer que alguma coisa é chique e imprescindível. Estava em uma famosa loja de roupas masculinas. A gerente conversava com um rapaz e comentou:

      – Seu sapato é tudo.

      O elogiado sorriu como se tivesse ganho a Mega-Sena.

      – Eu sei. É mesmo. Tudo.

      Como um sapato pode ser tudo?

      Falando assim, parece que estou me referindo aos ricos ou à classe média abastada. Coisa nenhuma. Muitas pessoas gastam o pouco que ganham para ter roupa com etiqueta. Quanto mais jovens, mais estritos3 : é preciso usar os tênis que todos usam, botar o jeans, a calça. Caso contrário, serão desdenhados como o patinho feio. Fico pensando: nessa ânsia por ser especiais, as pessoas tornam-se idênticas. Ser “tudo” acaba sendo um bom caminho para terminar em nada.

                                                                       (VejaSP, 05.04.2000. Adaptado)

1. Phillipe Starck: designer francês

2. despojo: resto, sobra

3. estrito: rigoroso, exato

A colocação pronominal está em conformidade com a norma-padrão da língua portuguesa em:

  • A Muitas pessoas adquirem roupas e objetos de grife na esperança de que transformem-se em indivíduos elegantes.
  • B Na opinião do narrador, na ânsia por serem especiais, as pessoas frequentemente se tornam idênticas umas às outras.
  • C Em tratando-se das imposições sociais, há indivíduos que seguem à risca os padrões estéticos determinados, pois não querem ser o patinho feio.
  • D Se os documentos coubessem na carteira, provavelmente o narrador teria comprado-a.
  • E Ao questionar a importância dada às grifes, o narrador não limita-se ao comportamento das pessoas abastadas.
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Assinale o item em que a oração destacada se classifica como subordinada substantiva:

  • A O colégio onde ela estuda é antigo.
  • B Onde ela mora, não canta galo nem vive cristão batizado.
  • C Os amigos sabem onde ela estuda.
  • D Morava onde conseguisse abrigo.
  • E Todos ignoram o lugar onde ela mora.
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Ai que preguiça

O corpo humano é uma máquina desenhada para o movimento. É dotado de dobradiças, músculos que formam alavancas capazes de deslocar o esqueleto em qualquer direção, ossos resistentes, ligamentos elásticos que amortecem choques e sistemas de alta complexidade para mobilizar energia, consumir oxigênio e manter a temperatura interna constante. Em 6 milhões de anos, a seleção natural se encarregou de eliminar os portadores de características genéticas que dificultavam a movimentação necessária para ir atrás de alimentos, construir abrigos e fugir de predadores.
Se o corpo humano fosse projetado para os usos de hoje, para que pernas tão compridas e braços tão longos? Se fossem só para ir de um assento a outro, nossas pernas poderiam ter metade do comprimento. Se os braços servissem apenas para alcançar o teclado do computador, para que antebraços? Seríamos anões de membros atrofiados, mas com um traseiro enorme, acolchoado, para nos dar conforto nas cadeiras.
A possibilidade de ganharmos a vida sem andar é aquisição dos últimos 50 anos. A disponibilidade de alimentos de qualidade acessíveis a grandes massas populacionais, mais recente ainda.
Para quem já morou em cavernas, a adaptação a um meio com alimentação rica em nutrientes e tecnologia para fazer chegar em nossas mãos tudo de que necessitamos foi imediata. Os efeitos adversos desse estilo de vida, no entanto, não demoraram para surgir: sedentarismo, obesidade e seu cortejo nefasto: complicações cardiovasculares, diabetes, câncer, degenerações neurológicas, doenças reumáticas e muitas outras.
Se todos reconhecem que a atividade física faz bem para o organismo, por que ninguém se exercita com regularidade?
Por uma razão simples: descontadas as brincadeiras da infância, fase de aprendizado, os animais nunca desperdiçam energia. Só o fazem atrás de alimento, sexo ou para escapar de predadores. Satisfeitas as três necessidades, permanecem em repouso.
Vá ao zoológico. Você verá uma onça dando um pique para manter a forma? Um chimpanzé - com quem compartilhamos 99% de nossos genes - correndo para perder a barriga?
É tão difícil abandonar a vida sedentária porque desperdiçar energia vai contra a natureza humana. Quando você ouvir alguém dizendo que, todos os dias, pula da cama louco de disposição para o exercício, pode ter certeza: é mentira. Essa vontade pode nos visitar num sítio ou na praia com os amigos, na rotina diária jamais.
Digo por experiência própria. Há 20 anos corro maratonas, provas de 42 quilômetros que me obrigam a levantar às cinco e meia para treinar. Fiz um trato comigo mesmo: ao acordar, só posso desistir de correr depois de vestir calção, camiseta e calçar o tênis. Se me permitir tomar essa decisão deitado na cama, cada manhã terei uma desculpa. Não há limite para as justificativas que a preguiça é capaz de inventar nessa hora.
Ao contrário do que os treinadores preconizam, não faço alongamento antes, já saio correndo, única maneira de resistir ao ímpeto de voltar para a cama. O primeiro quilômetro é dominado por um pensamento recorrente: “Não há o que justifique um homem a passar pelo que estou passando”.
Vencido esse martírio inicial, a corrida se torna suportável. Boa mesmo, só fica quando acaba. Nessa hora, a circulação inundada de endorfinas traz uma sensação de paz celestial.
Por isso, caro leitor, se você está à espera da chegada da disposição física para sair da vadiagem em 2014, tire o cavalo da chuva: ela não virá. Praticar exercícios com regularidade exige disciplina militar, a mesma que você tem na hora de ir para o trabalho.

(Drauzio Varella, Folha de S.Paulo, 11.01.2014, http://zip.net/bgl5Xn~. Adaptado)


A palavra que deve ser interpretada com sentido figurado está destacada em:

  • A Se os braços servissem apenas para alcançar o teclado do computador... (segundo parágrafo)
  • B ... sedentarismo, obesidade e seu cortejo nefasto... (quarto parágrafo)
  • C Há 20 anos corro maratonas... (nono parágrafo)
  • D Se me permitir tomar essa decisão deitado na cama... (nono parágrafo)
  • E Ao contrário do que os treinadores preconizam... (décimo parágrafo)
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A pátria de chuteiras

O estilo de jogo e as celebrações dos torcedores são publicamente reconhecidos no Brasil como traços nacionais. Em um plano, temos o tão celebrado“futebol-arte” glorificado como a forma genuína de nosso suposto estilo de jogo, e o entusiasmo e os diversos modos de torcer como características típicas de ser brasileiro. Mas, no plano organizacional, não enaltecemos determinados aspectos, uma vez que eles falam de algo indesejado na resolução de obstáculos da vida cotidiana. Nesse sentido, tais traços do famoso “jeitinho” brasileiro não são considerados como representativos do Brasil que idealizamos.

Repetido diversas vezes e vendido para o exterior como uma das imagens que melhor retrata o nosso país, o epíteto “Brasil: país do futebol” merece uma investigação mais cuidadosa. Essa ideia foi uma“construção” histórica que teve um papel importante na formação da nossa identidade. Internamente a utilizamos,quase sempre, com um viés positivo, como uma maneira de nos sentirmos membros de uma nação singular, mais alegre.

Não negamos a sua força nem sua eficácia simbólica,mas começamos a questionar o papel dessa representação na virada do século, bem como a atual intensidade de seu impacto no cotidiano brasileiro.Se a paixão pelo futebol é um fenômeno que ocorre em diversos países do mundo, o que nos diferencia seria a forma como nos utilizamos dele para construirmos nossa identidade e conquistas em competições internacionais? Observemos, no entanto, que ser um aficionado não significa necessariamente se valer do futebol como metáfora do país.

A Copa do Mundo possui uma estrutura narrativa que estimula os nacionalismos. O encanto da competição encontra-se justamente no fato de “fingirmos”acreditar que as nações estão representadas por 11 jogadores. O futebol não é a nação, mas a crença de que ele o é move as paixões durante um Mundial.Mas, ao compararmos a situação atual com a carga emocional de 1950 e 1970, especulamos sobre a possibilidade de estarmos assistindo a um declínio do interesse pelo futebol como emblema da nação.

O jogador que veste a camisa nacional também representa clubes da Europa, além de empresas multinacionais. As marcas empresariais estão amalgamadas com o fenômeno esportivo. As camisas e os produtos associados a ele são vendidos em todas as partes do mundo. Esse processo de desterritorialização do ídolo e do futebol cria um novo processo e identidade cultural. Ao se enaltecer o futebol como um produto a ser consumido em um mercado de entretenimento cada vez mais diversificado, sem um projeto que o articule a instâncias mais inclusivas, oque se consegue é esgarçar cada vez mais o vínculo estabelecido em décadas passadas.

Se o futebol foi um dos fatores primordiais de integração nacional, sendo a seleção motivo de orgulho e identificação para os brasileiros, qual seria o seu papel no século 21? Continuar resgatando sentimentos nacionalistas por meio das atuações da seleção ou estimulá-los despertando a população para um olhar mais crítico sobre o papel desse esporte na vida do país?

A concordância verbal está de acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa em:

  • A É preciso que não se considere essas características do famoso ‘jeitinho’ brasileiro como o ideal a atingir no nosso projeto de nação.
  • B A população exige que se estabeleça regras mais rígidas para coibir os atos de agressão entre atletas no decorrer de eventos esportivos.
  • C Um exemplo do estilo de jogo, nos últimos campeonatos, que deslumbraram plateias do mundo inteiro, foi o dos jogadores holandeses.
  • D A decisão dos juízes sobre os procedimentos a serem implementados no decorrer das partidas serão decisivos para evitar violência
  • E Os jornais noticiaram que o responsável pelos episódios violentos que ocorreram nas últimas partidas foi punido exemplarmente.
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Ortotanásia e eutanásia

O que é a vida, afinal? É simplesmente um conjunto de reações bioquímicas? Ou algo maior, sagrado e eterno? A nossa perplexidade diante desse tema tão polêmico, que é a eutanásia, advém das incertezas que cercam o sentido da existência humana.
Sou oncologista e imunologista. Faz 28 anos que busco mais vida com qualidade para os pacientes com câncer e portadores de Aids com câncer. Os pacientes que já na primeira consulta me dizem que querem morrer antes de tentar os tratamentos são exceções. Mas existem. Todos os pacientes, tanto os que querem enfrentar tratamentos antes de morrer como os que não querem, têm um elemento comum, que é a falta de esperança, a depressão e o medo do sofrimento. Independentemente das novas e eficientes técnicas de tratamento, há instantes em que se perde a batalha contra as doenças. É então que uma pergunta se faz necessária: até quando é lícito prolongar com medidas artificiais a manutenção da vida vegetativa? Existe grande confusão entre os diversos tipos de eutanásia – ou boa morte. Uma é a eutanásia ativa, na qual o médico ou alguém causa ativamente a morte do indivíduo. Ela é proibida por lei no Brasil, mas é prática regulamentada, em alguns outros países, como Holanda e Dinamarca.
Em um outro extremo, há a distanásia que, segundo o especialista em bioética padre Leo Pessini, “é um procedimento médico que prolonga inútil e sofridamente o processo de morrer procurando distanciar a morte”. Sou contra a distanásia. E como seria a verdadeira boa morte? Creio que é aquela denominada morte assistida que prefiro denominar de ortotanásia. É cuidar dos sintomas sem recorrer a medidas intervencionistas de suporte em quadros irreversíveis. É respeitar o descanso merecido do corpo, o momento da limpeza da caixa preta de mágoas e rancores; é a hora de dizer coisas boas, os agradecimentos que não fizemos antes. É a hora da despedida e da partida. Então, talvez possamos acreditar no escritor Jorge Luis Borges: “Morrer é como uma curva na estrada, é não ser visto”.

(Nise Hitomi Yamaguchi, doutora pela Faculdade de Medicina da USP. Folha de S.Paulo, Tendências/Debates, 26 de março de 2005. Adaptado)

Assinale a alternativa em que a palavra em destaque na frase pertence à classe dos adjetivos (palavra que qualifica um substantivo).

  • A Existe grande confusão entre os diversos tipos de eutanásia...
  • B ... o médico ou alguém causa ativamente a morte...
  • C prolonga o processo de morrer procurando distanciar a morte.
  • D Ela é proibida por lei no Brasil,...
  • E E como seria a verdadeira boa morte?
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