Resolver o Simulado Nível Médio

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Português

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Saúde e produtividade, não há tempo a perder
Bruce Rasmussen

O Brasil segue envelhecendo rapidamente e vivendo mais. Dados de 2014, divulgados peloInstituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que as pessoas com mais de 60anos já são 13,7% da população do país - há dez anos, esse percentual era de 9,7%. Ao mesmotempo, a expectativa de vida cresce ano a ano. Chegou a 75,2 anos: 29,7 anos a mais quandocomparado com 1940.
Um dos principais reflexos dessa mudança na pirâmide etária é o envelhecimento da forçade trabalho do país, fenômeno já observado em países desenvolvidos. Com um contingente dejovens menor, os países dependem de trabalhadores mais velhos e experientes. Mantê -lossaudáveis e ativos se torna, assim, uma das variáveis para o crescimento econômico e para odesenvolvimento.
Em estudo recente que elaboramos na Victoria University, "Impactos econômicos dasdoenças crônicas na produtividade e na aposentadoria precoce: o Brasil em foco", constatamosque, entre os países comparados, o Brasil tinha uma das forças de trabalho mais "jovens" no ano2000, com apenas 12% do total tendo entre 50 e 64 anos.
Até o ano 2030, essa proporção deve quase dobrar para quase 21%. O cenário brasileirointegrou um trabalho que analisou 11 países – China, Colômbia, Índia, Japão, México, Peru,Polônia, África do Sul, Turquia e Estados Unidos.
Nesse contexto, uma das principais questões com que o Brasil terá que lidar é ocrescimento das chamadas doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) na força de trabalho.Fazem parte do grupo doenças cardiovasculares, câncer, doenças crônicas respiratórias ediabetes. A incidência dessas doenças é cada vez maior nos países em desenvolvimento , e,entre os países estudados, o Brasil tem o maior nível de DCNTs, medido pelo número de anosque a pessoa vive com a deficiência.
O custo dessas doenças cresce exponencialmente com a idade. No Brasil, essa despesa,aos 60 anos, é duas vezes maior do que aos 45.
O relógio está correndo e aponta que é a hora de o Brasil olhar para os impactos dasDCNTs na produtividade da força de trabalho e na aposentadoria precoce da populaçãoeconomicamente ativa. Se projetadas até 2030, essas perdas totalizariam 8,7% do PIB, oequivalente a US$ 184 bilhões a menos, considerando mortes por doenças crônicas e casos deabsenteísmo e presenteísmo.
Tais fatores precisam de tratamento intensivo para conter o efeito negativo sobre osindicadores econômicos ao longo do tempo. A evolução desse quadro, nos próximos 15 anos, vaiafetar o crescimento dos países – por estar diretamente relacionado à redução da capacidadepara trabalhar e à perda de produtividade.
Soluções possíveis exigem cooperação para viabilizar e disseminar ações transversais deprevenção, mas é vital quebrar um paradigma: mudar o entendimento de saúde, passando aconsiderar sua gestão um investimento em produtividade e vida mais saudável.
Mesmo em um cenário de contingenciamento, oportunidades não podem ser desperdiçadas.Essas transformações são um processo de longo prazo, mas que precisa ser iniciado. Umprimeiro passo é criar condições para uma articulação entre sociedade, setor privado e governo,com foco no enfrentamento dos desafios que o Brasil terá pela frente com a sua saúde. 
Disponível em: . Acesso em: 7 jan. 2016. [Adaptado]


GLOSSÁRIO
Absenteísmo: ausência de um empregado ao trabalho, causada especialmente por motivo dedoença ou dano físico.
Presenteísmo: presença de um emprego no trabalho sem a produtividade esperada.
Contingenciamento: controle de despesas.

A partir da leitura do texto, é correto afirmar que

  • A o Brasil integra um grupo de países que foi alvo de pesquisa para verificar quanto tempo os trabalhadores convivem com doenças crônicas não transmissíveis.
  • B o custo com o tratamento das doenças crônicas não transmissíveis sofre um drástico aumento quando o trabalhador atinge os 45 anos de idade.
  • C o prejuízo decorrente do impacto das doenças crônicas não transmissíveis sobre a economia brasileira soma 184 bilhões de dólares atualmente.
  • D o investimento em produtividade e vida mais saudável deve ser medida a ser perseguida pelo Brasil para garantir seu crescimento econômico.
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Mobilidade Urbana
Rodolfo F. Alves Pena
A mobilidade urbana, isto é, as condições oferecidas pelas cidades para garantir a livre circulação de pessoas entre as suas diferentes áreas, é um dos maiores desafios na atualidade tanto para o Brasil quanto para vários outros países. O crescente número de veículos individuais promove o inchaço do trânsito, dificultando a locomoção ao longo das áreas das grandes cidades, principalmente, nas regiões que concentram a maior parte dos serviços e empregos.
O Brasil, atualmente, vive um drama a respeito dessa questão. A melhoria da renda da população de classe média e baixa, os incentivos promovidos pelo Governo Federal para o mercado automobilístico (como a redução do IPI) e a baixa qualidade do transporte público contribuíram para o aumento do número de carros no trânsito. Com isso, tornaram-se ainda mais constantes os problemas com engarrafamentos, lentidão, estresse e outros, um elemento presente até mesmo em cidades e localidades que não sofriam com essa questão.
Outro fator que contribui para aumentar o problema da falta de mobilidade urbana no Brasil é a herança histórica da política rodoviarista do país, que gerou um acúmulo nos investimentos para esse tipo de transporte em detrimento de outras formas de locomoção. Com isso, aumentou-se também a presença de veículos pesados, como os caminhões, o que dificulta ainda mais a fluidez do trânsito no Brasil.
A cidade de São Paulo é uma das que mais sofrem com esse problema. Em média, o paulistano pode passar até 45 dias do ano no trânsito, algo impensável para quem deseja uma melhor qualidade de vida no âmbito das cidades. Aparentemente, as medidas criadas para combater essa questão não foram de grande valia: o sistema de rodízio de automóveis, a construção de mais ruas, viadutos e avenidas para a locomoção, entre outras.
A grande questão é que, segundo especialistas, não há perspectiva de promoção de uma real mobilidade urbana no Brasil se as medidas adotadas privilegiarem o uso do transporte individual. É preciso, pois, melhorar as características do transporte público de massa, com mais ônibus, metrôs e terminais. Além disso, incentivos a meios de transporte como as bicicletas, além de contribuir para essa questão, ajudam a reduzir a emissão de poluentes na atmosfera e melhorar a qualidade de vida no meio urbano. Por isso, a construção de ciclofaixas ou ciclovias surge como uma saída viável e inteligente.
Outra solução apontada para combater o inchaço de veículos nas cidades é a adoção do chamado pedágio urbano, o que gera uma grande polêmica. Com isso, os carros e motocic letas teriam de pagar taxas para deslocar-se em determinados pontos da cidade, o que recebe apoio de muitos especialistas, mas também o rechaçamento de outros. Se, por um lado, essa medida estimularia o transporte coletivo ao invés do individual; por outro , as críticas colocam que apenas a população de menor renda média é que seria direcionada para esse sentido, o que representaria, em tese, uma exclusão desse grupo ao espaço da cidade.
Vale ressaltar também que o modelo histórico de organização do espaço g eográfico brasileiro não contribui para uma mudança desse cenário. Afinal, ao longo do século XX, houve uma rápida urbanização do país, que assistiu a um acelerado processo de crescimento das cidades e também de metropolização, ou seja, a concentração da população nas grandes metrópoles. Se o país tivesse passado por um processo de Reforma Agrária adequado, de forma a conter o elevado êxodo rural e, consequentemente, os níveis de urbanização, talvez essas e outras questões urbanas fossem de mais fácil resolução.
Disponível em:<http://mundoeducacao.bol.uol.com.br/geografia/mobilidade-urbana.htm> . Acesso em: 26 Ago. 2016. [Adaptado]

Para responder à questão, considere o excerto a seguir.

A mobilidade urbana, isto é, as condições oferecidas pelas cidades para garantir a livre circulação de pessoas entre as suas diferentes áreas, é um dos maiores desafios na atualidade tanto para o Brasil quanto para vários outros países. O crescente número de veículos individuais promove o inchaço do trânsito, dificultando a locomoção ao longo das áreas das grandes cidades, principalmente nas regiões que concentram a maior parte dos serviços e empregos.

Se for alterada a ordem dos períodos,

  • A não haverá mudança na sequência textual dominante, mas o sentido do parágrafo sofrerá alteração.
  • B haverá mudança de sentido do parágrafo e de sequência textual dominante.
  • C haverá mudança na sequência textual dominante, mas o sentido do parágrafo continuará o mesmo.
  • D não haverá mudança de sentido do parágrafo nem de sequência textual dominante.
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O poder do cérebro em evitar distrações
Diante de um estímulo relevante, nossa mente recorre a um “truque”: a reação a distrações tende a diminuir, de modo que, comparativamente, o alvo de interesse ganha destaque em relação aos demais
Por Ferris Jabr
Você está dirigindo por uma rodovia por onde não costuma transitar e sabe que a saída está em algum lugar desse trecho da estrada, mas nunca a utilizou antes e não quer perdê-la. Enquanto olha atentamente para um lado em busca do sinal de saída, numerosas distrações se intrometem em seu campo visual: cartazes, um conversível charmoso, o toque do celular. Como o seu cérebro se concentra na tarefa que está realizando? Para responder a essa pergunta, neurocientistas em geral estudam o modo como o cérebro reforça sua resposta para o que você está procurando, condicionando-se com um impulso elétrico especialmente forte quando vê o que procura. Outro “truque” neurológico pode ser igualmente importante: segundo um estudo divulgado pelo periódico científico Journal of Neuroscience, o cérebro enfraquece sua reação, deliberadamente, perante tudo o mais, de modo que, comparativamente, o alvo de interesse ganhe destaque. E o mais curioso: fazemos isso sem sequer perceber.
Os neurocientistas cognitivos John Gaspar e John McDonald, ambos pesquisadores da Universidade Simon Fraser, na Colúmbia Britânica, Canadá, chegaram a essa conclusão depois de pedirem a 48 universitários que fizessem testes de atenção em um computador. Os voluntários deveriam identificar rapidamente um círculo amarelo isolado em meio a um conjunto de círculos verdes sem serem distraídos por um círculo vermelho ainda mais chamativo. Durante todo esse tempo, os pesquisadores monitoraram a atividade elétrica no cérebro dos estudantes por meio de uma rede de eletrodos conectados a seu couro cabeludo. Como primeira evidência direta desse processo neural em ação, os padrões registrados revelaram que o cérebro dos participantes do experimento consistentemente suprimia reações a todos os círculos, exceto quando se referia àquelas formas geométricas que estavam procurando. “Neurocientistas estão cientes da supressão há algum tempo, mas ela não tem sido tão estudada quanto mecanismos que aumentam a atenção”, salienta McDonald. “A novidade é que, com esse trabalho, determinamos como é possível evitar distração por meio da supressão”.
O neurocientista acredita que pesquisas desse tipo, algum dia, poderão ajudar os cientistas a entender o que ocorre no cérebro de pessoas com problemas de atenção, como o transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDA/H). Em um mundo cada vez mais permeado de distrações, o que é um importante fator para acidentes de trânsito, qualquer insight sobre como o cérebro concentra atenção deve despertar também a nossa.   

A leitura do texto permite inferir que

  • A pesquisadores cognitivistas canadenses não utilizam recursos de informática para estudar a mente humana.
  • B os pesquisadores ainda não descobriram se o cérebro humano é capaz de se distrair quando exposto a estímulos externos.
  • C os cientistas ainda não têm um entendimento sobre o que acontece no cérebro de pessoas com transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDA/H).
  • D neurocientistas britânicos não reconhecem que o cérebro humano possa suprimir reações e estímulos externos.
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Saúde e produtividade, não há tempo a perder
Bruce Rasmussen

O Brasil segue envelhecendo rapidamente e vivendo mais. Dados de 2014, divulgados peloInstituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que as pessoas com mais de 60anos já são 13,7% da população do país - há dez anos, esse percentual era de 9,7%. Ao mesmotempo, a expectativa de vida cresce ano a ano. Chegou a 75,2 anos: 29,7 anos a mais quandocomparado com 1940.
Um dos principais reflexos dessa mudança na pirâmide etária é o envelhecimento da forçade trabalho do país, fenômeno já observado em países desenvolvidos. Com um contingente dejovens menor, os países dependem de trabalhadores mais velhos e experientes. Mantê -lossaudáveis e ativos se torna, assim, uma das variáveis para o crescimento econômico e para odesenvolvimento.
Em estudo recente que elaboramos na Victoria University, "Impactos econômicos dasdoenças crônicas na produtividade e na aposentadoria precoce: o Brasil em foco", constatamosque, entre os países comparados, o Brasil tinha uma das forças de trabalho mais "jovens" no ano2000, com apenas 12% do total tendo entre 50 e 64 anos.
Até o ano 2030, essa proporção deve quase dobrar para quase 21%. O cenário brasileirointegrou um trabalho que analisou 11 países – China, Colômbia, Índia, Japão, México, Peru,Polônia, África do Sul, Turquia e Estados Unidos.
Nesse contexto, uma das principais questões com que o Brasil terá que lidar é ocrescimento das chamadas doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) na força de trabalho.Fazem parte do grupo doenças cardiovasculares, câncer, doenças crônicas respiratórias ediabetes. A incidência dessas doenças é cada vez maior nos países em desenvolvimento , e,entre os países estudados, o Brasil tem o maior nível de DCNTs, medido pelo número de anosque a pessoa vive com a deficiência.
O custo dessas doenças cresce exponencialmente com a idade. No Brasil, essa despesa,aos 60 anos, é duas vezes maior do que aos 45.
O relógio está correndo e aponta que é a hora de o Brasil olhar para os impactos dasDCNTs na produtividade da força de trabalho e na aposentadoria precoce da populaçãoeconomicamente ativa. Se projetadas até 2030, essas perdas totalizariam 8,7% do PIB, oequivalente a US$ 184 bilhões a menos, considerando mortes por doenças crônicas e casos deabsenteísmo e presenteísmo.
Tais fatores precisam de tratamento intensivo para conter o efeito negativo sobre osindicadores econômicos ao longo do tempo. A evolução desse quadro, nos próximos 15 anos, vaiafetar o crescimento dos países – por estar diretamente relacionado à redução da capacidadepara trabalhar e à perda de produtividade.
Soluções possíveis exigem cooperação para viabilizar e disseminar ações transversais deprevenção, mas é vital quebrar um paradigma: mudar o entendimento de saúde, passando aconsiderar sua gestão um investimento em produtividade e vida mais saudável.
Mesmo em um cenário de contingenciamento, oportunidades não podem ser desperdiçadas.Essas transformações são um processo de longo prazo, mas que precisa ser iniciado. Umprimeiro passo é criar condições para uma articulação entre sociedade, setor privado e governo,com foco no enfrentamento dos desafios que o Brasil terá pela frente com a sua saúde. 
Disponível em: . Acesso em: 7 jan. 2016. [Adaptado]


GLOSSÁRIO
Absenteísmo: ausência de um empregado ao trabalho, causada especialmente por motivo dedoença ou dano físico.
Presenteísmo: presença de um emprego no trabalho sem a produtividade esperada.
Contingenciamento: controle de despesas.

De acordo com o texto,

  • A o envelhecimento da população no Brasil é benéfico para a economia do país .
  • B o aumento no percentual de idosos no Brasil intensificou-se a partir de 1940.
  • C uma das primeiras providências a serem tomadas pelo Brasil, caso deseje crescer economicamente, é mudar o entendimento sobre saúde.
  • D uma das consequências das doenças crônicas não transmissíveis é a elevação da idade para aposentadoria dos trabalhadores brasileiros.
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Mobilidade Urbana
Rodolfo F. Alves Pena
A mobilidade urbana, isto é, as condições oferecidas pelas cidades para garantir a livre circulação de pessoas entre as suas diferentes áreas, é um dos maiores desafios na atualidade tanto para o Brasil quanto para vários outros países. O crescente número de veículos individuais promove o inchaço do trânsito, dificultando a locomoção ao longo das áreas das grandes cidades, principalmente, nas regiões que concentram a maior parte dos serviços e empregos.
O Brasil, atualmente, vive um drama a respeito dessa questão. A melhoria da renda da população de classe média e baixa, os incentivos promovidos pelo Governo Federal para o mercado automobilístico (como a redução do IPI) e a baixa qualidade do transporte público contribuíram para o aumento do número de carros no trânsito. Com isso, tornaram-se ainda mais constantes os problemas com engarrafamentos, lentidão, estresse e outros, um elemento presente até mesmo em cidades e localidades que não sofriam com essa questão.
Outro fator que contribui para aumentar o problema da falta de mobilidade urbana no Brasil é a herança histórica da política rodoviarista do país, que gerou um acúmulo nos investimentos para esse tipo de transporte em detrimento de outras formas de locomoção. Com isso, aumentou-se também a presença de veículos pesados, como os caminhões, o que dificulta ainda mais a fluidez do trânsito no Brasil.
A cidade de São Paulo é uma das que mais sofrem com esse problema. Em média, o paulistano pode passar até 45 dias do ano no trânsito, algo impensável para quem deseja uma melhor qualidade de vida no âmbito das cidades. Aparentemente, as medidas criadas para combater essa questão não foram de grande valia: o sistema de rodízio de automóveis, a construção de mais ruas, viadutos e avenidas para a locomoção, entre outras.
A grande questão é que, segundo especialistas, não há perspectiva de promoção de uma real mobilidade urbana no Brasil se as medidas adotadas privilegiarem o uso do transporte individual. É preciso, pois, melhorar as características do transporte público de massa, com mais ônibus, metrôs e terminais. Além disso, incentivos a meios de transporte como as bicicletas, além de contribuir para essa questão, ajudam a reduzir a emissão de poluentes na atmosfera e melhorar a qualidade de vida no meio urbano. Por isso, a construção de ciclofaixas ou ciclovias surge como uma saída viável e inteligente.
Outra solução apontada para combater o inchaço de veículos nas cidades é a adoção do chamado pedágio urbano, o que gera uma grande polêmica. Com isso, os carros e motocic letas teriam de pagar taxas para deslocar-se em determinados pontos da cidade, o que recebe apoio de muitos especialistas, mas também o rechaçamento de outros. Se, por um lado, essa medida estimularia o transporte coletivo ao invés do individual; por outro , as críticas colocam que apenas a população de menor renda média é que seria direcionada para esse sentido, o que representaria, em tese, uma exclusão desse grupo ao espaço da cidade.
Vale ressaltar também que o modelo histórico de organização do espaço g eográfico brasileiro não contribui para uma mudança desse cenário. Afinal, ao longo do século XX, houve uma rápida urbanização do país, que assistiu a um acelerado processo de crescimento das cidades e também de metropolização, ou seja, a concentração da população nas grandes metrópoles. Se o país tivesse passado por um processo de Reforma Agrária adequado, de forma a conter o elevado êxodo rural e, consequentemente, os níveis de urbanização, talvez essas e outras questões urbanas fossem de mais fácil resolução.
Disponível em:<http://mundoeducacao.bol.uol.com.br/geografia/mobilidade-urbana.htm> . Acesso em: 26 Ago. 2016. [Adaptado]
A ideia central do quinto parágrafo encontra-se explícita
  • A no segundo período e está interligada ao primeiro por um conector de conclusão.
  • B no quarto período e está interligada ao terceiro por um conector de explicação.
  • C no primeiro período e está interligada ao parágrafo anterior por um conector de condição.
  • D no terceiro período e está interligada ao parágrafo anterior por um conector de adição.
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O poder do cérebro em evitar distrações
Diante de um estímulo relevante, nossa mente recorre a um “truque”: a reação a distrações tende a diminuir, de modo que, comparativamente, o alvo de interesse ganha destaque em relação aos demais
Por Ferris Jabr
Você está dirigindo por uma rodovia por onde não costuma transitar e sabe que a saída está em algum lugar desse trecho da estrada, mas nunca a utilizou antes e não quer perdê-la. Enquanto olha atentamente para um lado em busca do sinal de saída, numerosas distrações se intrometem em seu campo visual: cartazes, um conversível charmoso, o toque do celular. Como o seu cérebro se concentra na tarefa que está realizando? Para responder a essa pergunta, neurocientistas em geral estudam o modo como o cérebro reforça sua resposta para o que você está procurando, condicionando-se com um impulso elétrico especialmente forte quando vê o que procura. Outro “truque” neurológico pode ser igualmente importante: segundo um estudo divulgado pelo periódico científico Journal of Neuroscience, o cérebro enfraquece sua reação, deliberadamente, perante tudo o mais, de modo que, comparativamente, o alvo de interesse ganhe destaque. E o mais curioso: fazemos isso sem sequer perceber.
Os neurocientistas cognitivos John Gaspar e John McDonald, ambos pesquisadores da Universidade Simon Fraser, na Colúmbia Britânica, Canadá, chegaram a essa conclusão depois de pedirem a 48 universitários que fizessem testes de atenção em um computador. Os voluntários deveriam identificar rapidamente um círculo amarelo isolado em meio a um conjunto de círculos verdes sem serem distraídos por um círculo vermelho ainda mais chamativo. Durante todo esse tempo, os pesquisadores monitoraram a atividade elétrica no cérebro dos estudantes por meio de uma rede de eletrodos conectados a seu couro cabeludo. Como primeira evidência direta desse processo neural em ação, os padrões registrados revelaram que o cérebro dos participantes do experimento consistentemente suprimia reações a todos os círculos, exceto quando se referia àquelas formas geométricas que estavam procurando. “Neurocientistas estão cientes da supressão há algum tempo, mas ela não tem sido tão estudada quanto mecanismos que aumentam a atenção”, salienta McDonald. “A novidade é que, com esse trabalho, determinamos como é possível evitar distração por meio da supressão”.
O neurocientista acredita que pesquisas desse tipo, algum dia, poderão ajudar os cientistas a entender o que ocorre no cérebro de pessoas com problemas de atenção, como o transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDA/H). Em um mundo cada vez mais permeado de distrações, o que é um importante fator para acidentes de trânsito, qualquer insight sobre como o cérebro concentra atenção deve despertar também a nossa.   

A intenção comunicativa predominante no texto é

  • A refletir sobre truques que diminuem a distração de universitários canadenses.
  • B informar sobre a capacidade de concentração do cérebro para evitar distrações.
  • C criticar a distração dos motoristas que provocam acidentes nas estradas.
  • D debater a teoria dos neurocientistas John Gaspar e John McDonald.
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Saúde e produtividade, não há tempo a perder
Bruce Rasmussen

O Brasil segue envelhecendo rapidamente e vivendo mais. Dados de 2014, divulgados peloInstituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que as pessoas com mais de 60anos já são 13,7% da população do país - há dez anos, esse percentual era de 9,7%. Ao mesmotempo, a expectativa de vida cresce ano a ano. Chegou a 75,2 anos: 29,7 anos a mais quandocomparado com 1940.
Um dos principais reflexos dessa mudança na pirâmide etária é o envelhecimento da forçade trabalho do país, fenômeno já observado em países desenvolvidos. Com um contingente dejovens menor, os países dependem de trabalhadores mais velhos e experientes. Mantê -lossaudáveis e ativos se torna, assim, uma das variáveis para o crescimento econômico e para odesenvolvimento.
Em estudo recente que elaboramos na Victoria University, "Impactos econômicos dasdoenças crônicas na produtividade e na aposentadoria precoce: o Brasil em foco", constatamosque, entre os países comparados, o Brasil tinha uma das forças de trabalho mais "jovens" no ano2000, com apenas 12% do total tendo entre 50 e 64 anos.
Até o ano 2030, essa proporção deve quase dobrar para quase 21%. O cenário brasileirointegrou um trabalho que analisou 11 países – China, Colômbia, Índia, Japão, México, Peru,Polônia, África do Sul, Turquia e Estados Unidos.
Nesse contexto, uma das principais questões com que o Brasil terá que lidar é ocrescimento das chamadas doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) na força de trabalho.Fazem parte do grupo doenças cardiovasculares, câncer, doenças crônicas respiratórias ediabetes. A incidência dessas doenças é cada vez maior nos países em desenvolvimento , e,entre os países estudados, o Brasil tem o maior nível de DCNTs, medido pelo número de anosque a pessoa vive com a deficiência.
O custo dessas doenças cresce exponencialmente com a idade. No Brasil, essa despesa,aos 60 anos, é duas vezes maior do que aos 45.
O relógio está correndo e aponta que é a hora de o Brasil olhar para os impactos dasDCNTs na produtividade da força de trabalho e na aposentadoria precoce da populaçãoeconomicamente ativa. Se projetadas até 2030, essas perdas totalizariam 8,7% do PIB, oequivalente a US$ 184 bilhões a menos, considerando mortes por doenças crônicas e casos deabsenteísmo e presenteísmo.
Tais fatores precisam de tratamento intensivo para conter o efeito negativo sobre osindicadores econômicos ao longo do tempo. A evolução desse quadro, nos próximos 15 anos, vaiafetar o crescimento dos países – por estar diretamente relacionado à redução da capacidadepara trabalhar e à perda de produtividade.
Soluções possíveis exigem cooperação para viabilizar e disseminar ações transversais deprevenção, mas é vital quebrar um paradigma: mudar o entendimento de saúde, passando aconsiderar sua gestão um investimento em produtividade e vida mais saudável.
Mesmo em um cenário de contingenciamento, oportunidades não podem ser desperdiçadas.Essas transformações são um processo de longo prazo, mas que precisa ser iniciado. Umprimeiro passo é criar condições para uma articulação entre sociedade, setor privado e governo,com foco no enfrentamento dos desafios que o Brasil terá pela frente com a sua saúde. 
Disponível em: . Acesso em: 7 jan. 2016. [Adaptado]


GLOSSÁRIO
Absenteísmo: ausência de um empregado ao trabalho, causada especialmente por motivo dedoença ou dano físico.
Presenteísmo: presença de um emprego no trabalho sem a produtividade esperada.
Contingenciamento: controle de despesas.
O propósito comunicativo dominante no texto é 
  • A mostrar a preocupante situação de envelhecimento por que tem passado a população economicamente ativa do Brasil.
  • B defender a ideia de que o Brasil precisa manter sua força de trabalho ativa e saudáve l para crescer economicamente.
  • C alertar para a necessidade de o Brasil adotar medidas urgentes no sentido de adiar a aposentadoria de seus trabalhadores.
  • D apresentar dados de uma recente pesquisa envolvendo o Brasil sobre os impactos econômicos de doenças crônicas.
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A questão refere-se ao texto reproduzido a seguir.

O futuro do trabalho

Thomaz Wood Jr.

    Quando se observam carreiras e profissões, tem-se a sensação de que tudo que era sólido agora se desmancha no ar. O mago, ou vilão transformador, costuma ser a tecnologia, força capaz de abalar indústrias e desestruturar trajetórias.

    O impacto é especialmente visível nas carreiras das indústrias criativas e da mídia. Nos últimos 20 anos, as indústrias musicais, as editoras de livros, as revistas e os jornais foram impactados pelas novas tecnologias da informação e de comunicação. Mudaram as formas de produzir e de trabalhar. Para melhor ou para pior? Há controvérsias.

    Os arautos do fim do mundo denunciam a precariedade galopante das novas relações de trabalho. Os profetas do admirável mundo novo advogam que as novas tecnologias turbinam a criatividade e escancaram as portas do mercado para as mentes mais brilhantes.

    Steve Johnson é um escritor norte-americano dedicado a temas relacionados à ciência, tecnologia e inovação. Situa sua pena no último grupo. Em um longo texto publicado no jornal The New York Times, em agosto de 2015, Johnson escreve sobre a emergência da economia digital e suas consequências sobre a cultura, as indústrias criativas e seus profissionais.

    Argumenta que o apocalipse anunciado algumas décadas atrás não se materializou. Muitas empresas e empregos desapareceram, mas, segundo ele, a produção cultural está em alta e os profissionais do campo têm, hoje, mais oportunidades de trabalho do que antes.

    Nas indústrias musicais, a tecnologia barateou a produção e transformou a distribuição. As gravadoras e as lojas de discos deixaram o palco. Empregos foram perdidos, mas não necessariamente aqueles dos artistas. Os músicos deixaram de ganhar dinheiro com discos e voltaram seu foco para as apresentações ao vivo.

    A queda de renda de uma atividade foi compensada pelo aumento de renda na outra. Além disso, a redução dos custos de produção e distribuição permitiu aos músicos gravar e disponibilizar suas obras com facilidade e baixo preço.

    A história da indústria editorial apresenta similaridades com a das indústrias musicais. A venda de livros impressos continuou a aumentar, mesmo depois da introdução dos e-books. Além disso, os livros impressos seguem sustentando uma fatia substancial do mercado. Novos autores e obras surgem todos os dias.

    Para os artistas, o novo mundo do trabalho traz oportunidades e desafios. Favorece os profissionais que conseguem se adaptar a um portfólio amplo de atividades, em lugar de buscar especialização em um único caminho de carreira. De fato, as possibilidades de inserção comercial se multiplicaram.

    Músicos podem hoje compor jingles para publicidade, trilhas para cinema, tevê, teatro, videogames e uma infinidade de aplicativos para smartphones e tablets. Podem dar cursos presenciais, em escolas, e virtuais, por meio do YouTube. E mantêm a possibilidade de se apresentar em casas noturnas, teatros e salas de concerto.

    As inúmeras opções abertas pelas novas tecnologias e seus desdobramentos no mercado de trabalho tornaram a carreira musical, como outras do setor artístico, mais factível. No entanto, sobreviver nesse novo mundo exige novas competências, relacionadas à gestão da própria carreira, como se esta fosse um negócio. E todo esse mar de oportunidades não significa que pagar as contas ficou mais fácil. O jogo continua desigual, com uma base numerosa e mal remunerada e um topo restrito e milionário.

    A tendência da chamada “carreira portfólio”, na qual o profissional é empreendedor de si mesmo e gerencia diferentes atividades e projetos, não é nova ou exclusiva das indústrias criativas. Muito antes da internet, músicos e outros artistas dividiam seu tempo entre diferentes atividades. Médicos e consultores há anos administram múltiplas frentes de trabalho.

    Não há novidade, mas há intensificação e aceleração do fenômeno, para o bem e para o mal. O novo contexto cria novas oportunidades, porém demanda mudanças que comumente se situam além da capacidade dos profissionais. Com isso, gera ansiedade e frustração, criando com frequência dramas pessoais de difícil superação e que tendem a s e multiplicar, à medida que outras indústrias e profissões são afetadas.

Disponível em: . Acesso em: 27 abr. 2016. 

Glossário

  • Arautos: aqueles que proclamam ou anunciam algo.
  • Factível: o que pode acontecer ou ser feito, realizável.

É propósito comunicativo principal do texto:

  • A explicar aspectos da influência da tecnologia nas transformações de carreiras profissionais.
  • B defender ponto de vista contrário à influência da tecnologia nas carreiras profissionais.
  • C descrever impactos negativos da tecnologia na estruturação das carreiras profissionais.
  • D criticar várias visões otimistas acerca da influência da tecnologia nas carreiras profissionais.
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Astrônomos desconfiam que topamos com civilização alienígena superavançada
Por Fábio Marton
Há algo estranho no céu da Via Láctea. Astrônomos em colaboração com o Instituto SETI daUniversidade de Berkley (EUA) anunciaram que pretendem apontar radiotelescópios para umaestrela na qual, suspeitam, pode existir uma civilização superavançada.
A estrela atende pelo indigesto nome de KIC 8462852 e vem sendo observada pelotelescópio espacial Kepler desde 2009, em busca de planetas. Um grupo de colaboradores pelainternet – o Kepler traz tanta informação que os cientistas precisam de uma mãozinha deamadores – descobriu algo muito esquisito ali.
Caçar planetas não é exatamente como as pessoas imaginam. Como a tecnologia ainda nãopermite observá-los diretamente, isso é feito por pequenas oscilações na luz das estrelas, queacontecem quando um planeta passa em frente a elas. Os colaboradores observaram duaspequenas oscilações em 2009, seguidas por uma grande em 2011, que durou quase umasemana, e uma série de várias que diminuíram a luz da estrela de forma significativa em 2013.Planetas não funcionam assim. Eles geralmente alteram a luz por um período de poucashoras. E essas oscilações se repetem, com as mesmas características – porque, afinal, elesestão em órbita, indo e voltando o tempo todo. O que pode ser então?

Explicações mundanas
Vamos deixar um grande negrito no "desconfiam" do título. A astrônoma Tabetha Boyajian,da Universidade de Yale, publicou um estudo anteontem, oferecendo várias explicaçõesmundanas para o que aconteceu. A mais provável, segundo ela, é que um grupo de cometaspassou pela estrela e foi desintegrado por sua gravidade, levando aos diversos pontos de 2013.
Mas há a teoria divertida: nos anos 60, o matemático Freeman Dyson escreveu que umacivilização alienígena suficientemente avançada precisaria de tanta energia que desenvolveria atecnologia para cercar uma estrela inteira com coletores solares. Essa megaconstruçãohipotética passou a ser chamada de Esfera de Dyson.
E essa é a pulga atrás da orelha dos astrônomos. "Aliens deviam ser sempre a últimahipótese que você considera, mas isso pareceu algo que você esperaria que uma civilizaçãoalienígena construísse", afirmou Jason Wright, da Penn State University, que está capitaneandoo projeto para observar mais de perto a estrela. Assim como Boyajian – ela não arriscou suacarreira mencionando essa possibilidade em seu estudo, mas está dentro nessa de procuraralienígenas. A proposta deles é apontar o Green Bank Telescope – o maior radiotelescópio domundo – para a estrela. Se os resultados parecerem promissores, então seria a vez de usar oVery Large Array, um complexo com 27 radiotelescópios. Se o projeto for adiante, asobservações devem começar em janeiro.

A relatividade é uma estraga-prazeres
Tá certo, a proposta parece, com o perdão do trocadilho, de outro mundo (e já prevejo oinevitável "por que não gastam esse dinheiro com câncer?" nos comentários). Mas vamos viajarum pouco com ela. KIC 8462852 fica a 1480 anos-luz de distância. O que quer dizer, pela Teoriada Relatividade, que a luz levou 1480 anos para chegar aqui. Assim, estamos vendo como eramas coisas lá há (o que mais?) 1480 anos. Se realmente são alienígenas, o que observamos é seupassado distante. Nada garante que não tenham se aniquilado numa incrível guerra galáctica ouinvasão zumbi desde então.
Do lado deles, se olhassem para nós, nos veriam na baixa Idade Média, logo após o fim doImpério Romano. Não pegaria rádio nenhum. Se, mesmo assim, conseguissem nos detectar, nãoquer dizer que seria viável voar até aqui – porque a viagem levaria, novamente pela relatividade,mais de 1480 anos, tirando por wormholes e outras possibilidades altamente especulativas.
Então não, não é hora de sair pesquisando por "Conspiração em Roswell" no Google.
 Acessado em 7 de jan. de 2016. [Adaptado]
GLOSSÁRIOWormholes: atalhos [em tradução livre].

De acordo com o texto, depreende-se que

  • A as descobertas possibilitadas pelo telescópio espacial Kepler são insuficientes para pôr fim à discussão sobre a existência de vida alienígena inteligente.
  • B teorias que sugerem a existência de vida extraterrestre inteligente foram criadas por pesquisadores não avalizados pela comunidade científica.
  • C um crescente número de cientistas dedica-se à tarefa de investigar fenômenos que buscam explicar a existência de vida alienígena superavançada.
  • D a utilização de equipamentos cada vez mais avançados possibilitará à humanidade interagir com civilizações extraterrestres num futuro próximo.
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Astrônomos desconfiam que topamos com civilização alienígena superavançada
Por Fábio Marton
Há algo estranho no céu da Via Láctea. Astrônomos em colaboração com o Instituto SETI daUniversidade de Berkley (EUA) anunciaram que pretendem apontar radiotelescópios para umaestrela na qual, suspeitam, pode existir uma civilização superavançada.
A estrela atende pelo indigesto nome de KIC 8462852 e vem sendo observada pelotelescópio espacial Kepler desde 2009, em busca de planetas. Um grupo de colaboradores pelainternet – o Kepler traz tanta informação que os cientistas precisam de uma mãozinha deamadores – descobriu algo muito esquisito ali.
Caçar planetas não é exatamente como as pessoas imaginam. Como a tecnologia ainda nãopermite observá-los diretamente, isso é feito por pequenas oscilações na luz das estrelas, queacontecem quando um planeta passa em frente a elas. Os colaboradores observaram duaspequenas oscilações em 2009, seguidas por uma grande em 2011, que durou quase umasemana, e uma série de várias que diminuíram a luz da estrela de forma significativa em 2013.Planetas não funcionam assim. Eles geralmente alteram a luz por um período de poucashoras. E essas oscilações se repetem, com as mesmas características – porque, afinal, elesestão em órbita, indo e voltando o tempo todo. O que pode ser então?

Explicações mundanas
Vamos deixar um grande negrito no "desconfiam" do título. A astrônoma Tabetha Boyajian,da Universidade de Yale, publicou um estudo anteontem, oferecendo várias explicaçõesmundanas para o que aconteceu. A mais provável, segundo ela, é que um grupo de cometaspassou pela estrela e foi desintegrado por sua gravidade, levando aos diversos pontos de 2013.
Mas há a teoria divertida: nos anos 60, o matemático Freeman Dyson escreveu que umacivilização alienígena suficientemente avançada precisaria de tanta energia que desenvolveria atecnologia para cercar uma estrela inteira com coletores solares. Essa megaconstruçãohipotética passou a ser chamada de Esfera de Dyson.
E essa é a pulga atrás da orelha dos astrônomos. "Aliens deviam ser sempre a últimahipótese que você considera, mas isso pareceu algo que você esperaria que uma civilizaçãoalienígena construísse", afirmou Jason Wright, da Penn State University, que está capitaneandoo projeto para observar mais de perto a estrela. Assim como Boyajian – ela não arriscou suacarreira mencionando essa possibilidade em seu estudo, mas está dentro nessa de procuraralienígenas. A proposta deles é apontar o Green Bank Telescope – o maior radiotelescópio domundo – para a estrela. Se os resultados parecerem promissores, então seria a vez de usar oVery Large Array, um complexo com 27 radiotelescópios. Se o projeto for adiante, asobservações devem começar em janeiro.

A relatividade é uma estraga-prazeres
Tá certo, a proposta parece, com o perdão do trocadilho, de outro mundo (e já prevejo oinevitável "por que não gastam esse dinheiro com câncer?" nos comentários). Mas vamos viajarum pouco com ela. KIC 8462852 fica a 1480 anos-luz de distância. O que quer dizer, pela Teoriada Relatividade, que a luz levou 1480 anos para chegar aqui. Assim, estamos vendo como eramas coisas lá há (o que mais?) 1480 anos. Se realmente são alienígenas, o que observamos é seupassado distante. Nada garante que não tenham se aniquilado numa incrível guerra galáctica ouinvasão zumbi desde então.
Do lado deles, se olhassem para nós, nos veriam na baixa Idade Média, logo após o fim doImpério Romano. Não pegaria rádio nenhum. Se, mesmo assim, conseguissem nos detectar, nãoquer dizer que seria viável voar até aqui – porque a viagem levaria, novamente pela relatividade,mais de 1480 anos, tirando por wormholes e outras possibilidades altamente especulativas.
Então não, não é hora de sair pesquisando por "Conspiração em Roswell" no Google.
 Acessado em 7 de jan. de 2016. [Adaptado]
GLOSSÁRIOWormholes: atalhos [em tradução livre].

O título Astrônomos desconfiam que topamos com civilização alienígena superavançada 
  • A é inapropriado para o gênero discursivo em questão.
  • B é inadequado por prescindir de relação semântica com a ideia central do texto.
  • C reforça determinadas informações que estão presentes no quinto parágrafo.
  • D funciona como uma síntese das ideias apresentadas ao longo do texto.
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A questão refere-se ao texto reproduzido a seguir.

O futuro do trabalho

Thomaz Wood Jr.

    Quando se observam carreiras e profissões, tem-se a sensação de que tudo que era sólido agora se desmancha no ar. O mago, ou vilão transformador, costuma ser a tecnologia, força capaz de abalar indústrias e desestruturar trajetórias.

    O impacto é especialmente visível nas carreiras das indústrias criativas e da mídia. Nos últimos 20 anos, as indústrias musicais, as editoras de livros, as revistas e os jornais foram impactados pelas novas tecnologias da informação e de comunicação. Mudaram as formas de produzir e de trabalhar. Para melhor ou para pior? Há controvérsias.

    Os arautos do fim do mundo denunciam a precariedade galopante das novas relações de trabalho. Os profetas do admirável mundo novo advogam que as novas tecnologias turbinam a criatividade e escancaram as portas do mercado para as mentes mais brilhantes.

    Steve Johnson é um escritor norte-americano dedicado a temas relacionados à ciência, tecnologia e inovação. Situa sua pena no último grupo. Em um longo texto publicado no jornal The New York Times, em agosto de 2015, Johnson escreve sobre a emergência da economia digital e suas consequências sobre a cultura, as indústrias criativas e seus profissionais.

    Argumenta que o apocalipse anunciado algumas décadas atrás não se materializou. Muitas empresas e empregos desapareceram, mas, segundo ele, a produção cultural está em alta e os profissionais do campo têm, hoje, mais oportunidades de trabalho do que antes.

    Nas indústrias musicais, a tecnologia barateou a produção e transformou a distribuição. As gravadoras e as lojas de discos deixaram o palco. Empregos foram perdidos, mas não necessariamente aqueles dos artistas. Os músicos deixaram de ganhar dinheiro com discos e voltaram seu foco para as apresentações ao vivo.

    A queda de renda de uma atividade foi compensada pelo aumento de renda na outra. Além disso, a redução dos custos de produção e distribuição permitiu aos músicos gravar e disponibilizar suas obras com facilidade e baixo preço.

    A história da indústria editorial apresenta similaridades com a das indústrias musicais. A venda de livros impressos continuou a aumentar, mesmo depois da introdução dos e-books. Além disso, os livros impressos seguem sustentando uma fatia substancial do mercado. Novos autores e obras surgem todos os dias.

    Para os artistas, o novo mundo do trabalho traz oportunidades e desafios. Favorece os profissionais que conseguem se adaptar a um portfólio amplo de atividades, em lugar de buscar especialização em um único caminho de carreira. De fato, as possibilidades de inserção comercial se multiplicaram.

    Músicos podem hoje compor jingles para publicidade, trilhas para cinema, tevê, teatro, videogames e uma infinidade de aplicativos para smartphones e tablets. Podem dar cursos presenciais, em escolas, e virtuais, por meio do YouTube. E mantêm a possibilidade de se apresentar em casas noturnas, teatros e salas de concerto.

    As inúmeras opções abertas pelas novas tecnologias e seus desdobramentos no mercado de trabalho tornaram a carreira musical, como outras do setor artístico, mais factível. No entanto, sobreviver nesse novo mundo exige novas competências, relacionadas à gestão da própria carreira, como se esta fosse um negócio. E todo esse mar de oportunidades não significa que pagar as contas ficou mais fácil. O jogo continua desigual, com uma base numerosa e mal remunerada e um topo restrito e milionário.

    A tendência da chamada “carreira portfólio”, na qual o profissional é empreendedor de si mesmo e gerencia diferentes atividades e projetos, não é nova ou exclusiva das indústrias criativas. Muito antes da internet, músicos e outros artistas dividiam seu tempo entre diferentes atividades. Médicos e consultores há anos administram múltiplas frentes de trabalho.

    Não há novidade, mas há intensificação e aceleração do fenômeno, para o bem e para o mal. O novo contexto cria novas oportunidades, porém demanda mudanças que comumente se situam além da capacidade dos profissionais. Com isso, gera ansiedade e frustração, criando com frequência dramas pessoais de difícil superação e que tendem a s e multiplicar, à medida que outras indústrias e profissões são afetadas.

Disponível em: . Acesso em: 27 abr. 2016. 

Glossário

  • Arautos: aqueles que proclamam ou anunciam algo.
  • Factível: o que pode acontecer ou ser feito, realizável.

No quinto parágrafo, as citações do discurso alheio apresentam -se sob forma

  • A direta e refutam a visão dos arautos do fim do mundo.
  • B direta e ratificam a visão dos arautos do fim do mundo.
  • C indireta e refutam a visão dos profetas do admirável mundo novo.
  • D indireta e ratificam a visão dos profetas do admirável mundo novo.
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Jogos Olímpicos Rio 2016 deixarão lições para a segurança corporativa

*Alejandro Raposo - 11 de Março de 2016 - 14h42

O projeto de segurança da informação desenvolvido para os Jogos Olímpicos Rio 2016 é, certamente, o mais complexo já implantado na América Latina nos últimos tempos. Primeiramente, porque tem um portfólio de produtos extremamente amplo, que de ve ser integrado a diversas tecnologias de diferentes marcas e aspectos. Em segundo lugar, pela sua visibilidade, já que atende o maior evento esportivo do mundo, com uma expectativa de 4,8 bilhões de espectadores, segundo seus organizadores.

Todos os projetos de segurança da informação abrangem basicamente três premissas: processos, soluções de segurança e pessoas. A diferença é que os Jogos Olímpicos Rio 2016 têm o tamanho de uma cidade inteligente. Para se ter uma ideia, o time envolvido nas operações será de 136,5 mil pessoas, entre funcionários diretos, indiretos e voluntários, cada um com um nível de permissão e uma dinâmica de trabalho diferentes. Além disso, será preciso atender milhares de atletas, profissionais de mídia e agentes de delegações que circularão durante o evento.

Como não poderia deixar de ser, a expectativa de ataques no País também é gigante, por isso, a preocupação com a segurança cibernética deve ser redobrada em todas as organizações do Brasil e não somente nas entidades envolvidas com a organização dos Jogos. O Internet Security ThreatReport 2015 (ISTR 2015), produzido pela Symantec, mostra uma média de quase um milhão de malwares criados por dia em todo o mundo, proporção que deve seguir crescendo exponencialmente, graças ao processo de sofisticação do cibercrime – com ataques cada vez mais direcionados e assertivos – e à aceleração da digitalização, especialmente na América Latina.

Dados do relatório A Nova Revolução Digital, feito pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal), mostram que a penetração da Internet na região mais do que duplicou entre 2006 e 2014, com crescimento passando de 20,7% para 50,1% ao ano. O cenário é semelhante para dispositivos móveis. Entre 2010 e 2013, o número de celulares conectados à Internet na região aumentou, em média, 77% ao ano; em 2014, já somavam 200 milhões. Em 2020, esse número deve ultrapassar os 600 milhões, o que deixará a América Latina atrás somente da Ásia, de acordo com o documento A Economia Móvel - América Latina 2014, produzido pelo GroupeSpeciale Mobile Association (GSMA), entidade que reúne operadoras de telefonia móvel de todo o mundo. Esse crescimento traz, a reboque, um imenso número de novos usuários pouco habituados ao cenário digital, que são vítimas em potencial para ameaças virtuais, inclusive de ataques simples de engenharia social, como spam e alternativas rudimentares.

O aprendizado com esse projeto do Rio 2016, com certeza, levará ao apri moramento das práticas de mercado, pois as ações do Comitê Olímpico Internacional (COI) e do Comitê Organizador Rio 2016 na área de segurança da informação são extremamente bem formuladas, com técnicas e metodologias avançadas. Os processos ocorrem dentro de um padrão e uma sequência que devem ser respeitados, a fim de atingir o objetivo final sem grandes intempéries. Os diversos fabricantes fornecedores trabalham de forma totalmente integrada e com base em parceria mútua, pois a combinação perfeita das soluções determinará o resultado do projeto. Por fim, a criação do ambiente para a disputa dos jogos deve deixar legados para a cidade -sede sob todos os pontos de vista. O objetivo é muito claro: criar um evento no qual todos possam apreciar os jogos e uma estrutura que, de tão eficiente, ninguém veja.

*Vice-presidente de Vendas da Symantec para América Latina


Disponível em: <http://computerworld.com.br/jogos-olimpicos-rio-2016-deixarao-licoes-para-seguranca-corporativa>.

Acesso em: 10 jun. 2016.[Adaptado]

No texto, a temática predominante é a segurança

  • A dos expectadores dos Jogos Olímpicos.
  • B dos atletas durante os Jogos Olímpicos.
  • C da cidade-sede durante os Jogos Olímpicos.
  • D da informação nos Jogos Olímpicos.
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A questão refere-se ao texto reproduzido a seguir.

O futuro do trabalho

Thomaz Wood Jr.

    Quando se observam carreiras e profissões, tem-se a sensação de que tudo que era sólido agora se desmancha no ar. O mago, ou vilão transformador, costuma ser a tecnologia, força capaz de abalar indústrias e desestruturar trajetórias.

    O impacto é especialmente visível nas carreiras das indústrias criativas e da mídia. Nos últimos 20 anos, as indústrias musicais, as editoras de livros, as revistas e os jornais foram impactados pelas novas tecnologias da informação e de comunicação. Mudaram as formas de produzir e de trabalhar. Para melhor ou para pior? Há controvérsias.

    Os arautos do fim do mundo denunciam a precariedade galopante das novas relações de trabalho. Os profetas do admirável mundo novo advogam que as novas tecnologias turbinam a criatividade e escancaram as portas do mercado para as mentes mais brilhantes.

    Steve Johnson é um escritor norte-americano dedicado a temas relacionados à ciência, tecnologia e inovação. Situa sua pena no último grupo. Em um longo texto publicado no jornal The New York Times, em agosto de 2015, Johnson escreve sobre a emergência da economia digital e suas consequências sobre a cultura, as indústrias criativas e seus profissionais.

    Argumenta que o apocalipse anunciado algumas décadas atrás não se materializou. Muitas empresas e empregos desapareceram, mas, segundo ele, a produção cultural está em alta e os profissionais do campo têm, hoje, mais oportunidades de trabalho do que antes.

    Nas indústrias musicais, a tecnologia barateou a produção e transformou a distribuição. As gravadoras e as lojas de discos deixaram o palco. Empregos foram perdidos, mas não necessariamente aqueles dos artistas. Os músicos deixaram de ganhar dinheiro com discos e voltaram seu foco para as apresentações ao vivo.

    A queda de renda de uma atividade foi compensada pelo aumento de renda na outra. Além disso, a redução dos custos de produção e distribuição permitiu aos músicos gravar e disponibilizar suas obras com facilidade e baixo preço.

    A história da indústria editorial apresenta similaridades com a das indústrias musicais. A venda de livros impressos continuou a aumentar, mesmo depois da introdução dos e-books. Além disso, os livros impressos seguem sustentando uma fatia substancial do mercado. Novos autores e obras surgem todos os dias.

    Para os artistas, o novo mundo do trabalho traz oportunidades e desafios. Favorece os profissionais que conseguem se adaptar a um portfólio amplo de atividades, em lugar de buscar especialização em um único caminho de carreira. De fato, as possibilidades de inserção comercial se multiplicaram.

    Músicos podem hoje compor jingles para publicidade, trilhas para cinema, tevê, teatro, videogames e uma infinidade de aplicativos para smartphones e tablets. Podem dar cursos presenciais, em escolas, e virtuais, por meio do YouTube. E mantêm a possibilidade de se apresentar em casas noturnas, teatros e salas de concerto.

    As inúmeras opções abertas pelas novas tecnologias e seus desdobramentos no mercado de trabalho tornaram a carreira musical, como outras do setor artístico, mais factível. No entanto, sobreviver nesse novo mundo exige novas competências, relacionadas à gestão da própria carreira, como se esta fosse um negócio. E todo esse mar de oportunidades não significa que pagar as contas ficou mais fácil. O jogo continua desigual, com uma base numerosa e mal remunerada e um topo restrito e milionário.

    A tendência da chamada “carreira portfólio”, na qual o profissional é empreendedor de si mesmo e gerencia diferentes atividades e projetos, não é nova ou exclusiva das indústrias criativas. Muito antes da internet, músicos e outros artistas dividiam seu tempo entre diferentes atividades. Médicos e consultores há anos administram múltiplas frentes de trabalho.

    Não há novidade, mas há intensificação e aceleração do fenômeno, para o bem e para o mal. O novo contexto cria novas oportunidades, porém demanda mudanças que comumente se situam além da capacidade dos profissionais. Com isso, gera ansiedade e frustração, criando com frequência dramas pessoais de difícil superação e que tendem a s e multiplicar, à medida que outras indústrias e profissões são afetadas.

Disponível em: . Acesso em: 27 abr. 2016. 

Glossário

  • Arautos: aqueles que proclamam ou anunciam algo.
  • Factível: o que pode acontecer ou ser feito, realizável.

Considere o parágrafo reproduzido a seguir.

Músicos podem hoje compor jingles para publicidade, trilhas para cinema, tevê, teatro, videogames e uma infinidade de aplicativos para smartphones e tablets. Podem dar cursos presenciais, em escolas, e virtuais, por meio do YouTube. E mantêm a possibilidade de se apresentar em casas noturnas, teatros e salas de concerto.

A grafia da forma verbal em destaque indica flexão

  • A no plural, pois essa forma está inserida em uma oração com sujeito indeterminado.
  • B no singular, justificada pela flexão do sujeito ao qual se refere.
  • C no singular, pois essa forma está inserida em uma oração sem sujeito.
  • D no plural, justificada pela flexão do sujeito ao qual se refere.
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A questão refere-se ao texto reproduzido a seguir.

O futuro do trabalho

Thomaz Wood Jr.

    Quando se observam carreiras e profissões, tem-se a sensação de que tudo que era sólido agora se desmancha no ar. O mago, ou vilão transformador, costuma ser a tecnologia, força capaz de abalar indústrias e desestruturar trajetórias.

    O impacto é especialmente visível nas carreiras das indústrias criativas e da mídia. Nos últimos 20 anos, as indústrias musicais, as editoras de livros, as revistas e os jornais foram impactados pelas novas tecnologias da informação e de comunicação. Mudaram as formas de produzir e de trabalhar. Para melhor ou para pior? Há controvérsias.

    Os arautos do fim do mundo denunciam a precariedade galopante das novas relações de trabalho. Os profetas do admirável mundo novo advogam que as novas tecnologias turbinam a criatividade e escancaram as portas do mercado para as mentes mais brilhantes.

    Steve Johnson é um escritor norte-americano dedicado a temas relacionados à ciência, tecnologia e inovação. Situa sua pena no último grupo. Em um longo texto publicado no jornal The New York Times, em agosto de 2015, Johnson escreve sobre a emergência da economia digital e suas consequências sobre a cultura, as indústrias criativas e seus profissionais.

    Argumenta que o apocalipse anunciado algumas décadas atrás não se materializou. Muitas empresas e empregos desapareceram, mas, segundo ele, a produção cultural está em alta e os profissionais do campo têm, hoje, mais oportunidades de trabalho do que antes.

    Nas indústrias musicais, a tecnologia barateou a produção e transformou a distribuição. As gravadoras e as lojas de discos deixaram o palco. Empregos foram perdidos, mas não necessariamente aqueles dos artistas. Os músicos deixaram de ganhar dinheiro com discos e voltaram seu foco para as apresentações ao vivo.

    A queda de renda de uma atividade foi compensada pelo aumento de renda na outra. Além disso, a redução dos custos de produção e distribuição permitiu aos músicos gravar e disponibilizar suas obras com facilidade e baixo preço.

    A história da indústria editorial apresenta similaridades com a das indústrias musicais. A venda de livros impressos continuou a aumentar, mesmo depois da introdução dos e-books. Além disso, os livros impressos seguem sustentando uma fatia substancial do mercado. Novos autores e obras surgem todos os dias.

    Para os artistas, o novo mundo do trabalho traz oportunidades e desafios. Favorece os profissionais que conseguem se adaptar a um portfólio amplo de atividades, em lugar de buscar especialização em um único caminho de carreira. De fato, as possibilidades de inserção comercial se multiplicaram.

    Músicos podem hoje compor jingles para publicidade, trilhas para cinema, tevê, teatro, videogames e uma infinidade de aplicativos para smartphones e tablets. Podem dar cursos presenciais, em escolas, e virtuais, por meio do YouTube. E mantêm a possibilidade de se apresentar em casas noturnas, teatros e salas de concerto.

    As inúmeras opções abertas pelas novas tecnologias e seus desdobramentos no mercado de trabalho tornaram a carreira musical, como outras do setor artístico, mais factível. No entanto, sobreviver nesse novo mundo exige novas competências, relacionadas à gestão da própria carreira, como se esta fosse um negócio. E todo esse mar de oportunidades não significa que pagar as contas ficou mais fácil. O jogo continua desigual, com uma base numerosa e mal remunerada e um topo restrito e milionário.

    A tendência da chamada “carreira portfólio”, na qual o profissional é empreendedor de si mesmo e gerencia diferentes atividades e projetos, não é nova ou exclusiva das indústrias criativas. Muito antes da internet, músicos e outros artistas dividiam seu tempo entre diferentes atividades. Médicos e consultores há anos administram múltiplas frentes de trabalho.

    Não há novidade, mas há intensificação e aceleração do fenômeno, para o bem e para o mal. O novo contexto cria novas oportunidades, porém demanda mudanças que comumente se situam além da capacidade dos profissionais. Com isso, gera ansiedade e frustração, criando com frequência dramas pessoais de difícil superação e que tendem a s e multiplicar, à medida que outras indústrias e profissões são afetadas.

Disponível em: . Acesso em: 27 abr. 2016. 

Glossário

  • Arautos: aqueles que proclamam ou anunciam algo.
  • Factível: o que pode acontecer ou ser feito, realizável.

Considere o trecho:

Não há novidade, mas há intensificação e aceleração do fenômeno [...]

Flexionando-se os verbos no pretérito perfeito e flexionando-se todos os substantivos no plural, a reescrita do trecho, conforme o português padrão, é:

  • A Não haveriam novidades, mas haveriam intensificações e acelerações dos fenômenos.
  • B Não houveram novidades, mas houveram intensificações e acelerações dos fenômenos.
  • C Não haveria novidades, mas haveria intensificações e acelerações dos fenômenos.
  • D Não houve novidades, mas houve intensificações e acelerações dos fenômenos.
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Mobilidade Urbana
Rodolfo F. Alves Pena
A mobilidade urbana, isto é, as condições oferecidas pelas cidades para garantir a livre circulação de pessoas entre as suas diferentes áreas, é um dos maiores desafios na atualidade tanto para o Brasil quanto para vários outros países. O crescente número de veículos individuais promove o inchaço do trânsito, dificultando a locomoção ao longo das áreas das grandes cidades, principalmente, nas regiões que concentram a maior parte dos serviços e empregos.
O Brasil, atualmente, vive um drama a respeito dessa questão. A melhoria da renda da população de classe média e baixa, os incentivos promovidos pelo Governo Federal para o mercado automobilístico (como a redução do IPI) e a baixa qualidade do transporte público contribuíram para o aumento do número de carros no trânsito. Com isso, tornaram-se ainda mais constantes os problemas com engarrafamentos, lentidão, estresse e outros, um elemento presente até mesmo em cidades e localidades que não sofriam com essa questão.
Outro fator que contribui para aumentar o problema da falta de mobilidade urbana no Brasil é a herança histórica da política rodoviarista do país, que gerou um acúmulo nos investimentos para esse tipo de transporte em detrimento de outras formas de locomoção. Com isso, aumentou-se também a presença de veículos pesados, como os caminhões, o que dificulta ainda mais a fluidez do trânsito no Brasil.
A cidade de São Paulo é uma das que mais sofrem com esse problema. Em média, o paulistano pode passar até 45 dias do ano no trânsito, algo impensável para quem deseja uma melhor qualidade de vida no âmbito das cidades. Aparentemente, as medidas criadas para combater essa questão não foram de grande valia: o sistema de rodízio de automóveis, a construção de mais ruas, viadutos e avenidas para a locomoção, entre outras.
A grande questão é que, segundo especialistas, não há perspectiva de promoção de uma real mobilidade urbana no Brasil se as medidas adotadas privilegiarem o uso do transporte individual. É preciso, pois, melhorar as características do transporte público de massa, com mais ônibus, metrôs e terminais. Além disso, incentivos a meios de transporte como as bicicletas, além de contribuir para essa questão, ajudam a reduzir a emissão de poluentes na atmosfera e melhorar a qualidade de vida no meio urbano. Por isso, a construção de ciclofaixas ou ciclovias surge como uma saída viável e inteligente.
Outra solução apontada para combater o inchaço de veículos nas cidades é a adoção do chamado pedágio urbano, o que gera uma grande polêmica. Com isso, os carros e motocic letas teriam de pagar taxas para deslocar-se em determinados pontos da cidade, o que recebe apoio de muitos especialistas, mas também o rechaçamento de outros. Se, por um lado, essa medida estimularia o transporte coletivo ao invés do individual; por outro , as críticas colocam que apenas a população de menor renda média é que seria direcionada para esse sentido, o que representaria, em tese, uma exclusão desse grupo ao espaço da cidade.
Vale ressaltar também que o modelo histórico de organização do espaço g eográfico brasileiro não contribui para uma mudança desse cenário. Afinal, ao longo do século XX, houve uma rápida urbanização do país, que assistiu a um acelerado processo de crescimento das cidades e também de metropolização, ou seja, a concentração da população nas grandes metrópoles. Se o país tivesse passado por um processo de Reforma Agrária adequado, de forma a conter o elevado êxodo rural e, consequentemente, os níveis de urbanização, talvez essas e outras questões urbanas fossem de mais fácil resolução.
Disponível em:<http://mundoeducacao.bol.uol.com.br/geografia/mobilidade-urbana.htm> . Acesso em: 26 Ago. 2016. [Adaptado]

De acordo com o texto, depreende-se que

  • A a quantidade de carros sempre foi um problema no cotidiano das cidades brasileiras, inclusive, as de pequeno porte.
  • B a causa mais determinante para o problema da mobilidade urbana é a qualidade do transporte público.
  • C a ausência de mobilidade atinge tão somente os grandes centros urbanos por privilegiarem o transporte rodoviário.
  • D a resolução do problema do tráfego é um desafio enfrentado por todos os grandes centros urbanos do mundo.
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Saúde e produtividade, não há tempo a perder
Bruce Rasmussen

O Brasil segue envelhecendo rapidamente e vivendo mais. Dados de 2014, divulgados peloInstituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que as pessoas com mais de 60anos já são 13,7% da população do país - há dez anos, esse percentual era de 9,7%. Ao mesmotempo, a expectativa de vida cresce ano a ano. Chegou a 75,2 anos: 29,7 anos a mais quandocomparado com 1940.
Um dos principais reflexos dessa mudança na pirâmide etária é o envelhecimento da forçade trabalho do país, fenômeno já observado em países desenvolvidos. Com um contingente dejovens menor, os países dependem de trabalhadores mais velhos e experientes. Mantê -lossaudáveis e ativos se torna, assim, uma das variáveis para o crescimento econômico e para odesenvolvimento.
Em estudo recente que elaboramos na Victoria University, "Impactos econômicos dasdoenças crônicas na produtividade e na aposentadoria precoce: o Brasil em foco", constatamosque, entre os países comparados, o Brasil tinha uma das forças de trabalho mais "jovens" no ano2000, com apenas 12% do total tendo entre 50 e 64 anos.
Até o ano 2030, essa proporção deve quase dobrar para quase 21%. O cenário brasileirointegrou um trabalho que analisou 11 países – China, Colômbia, Índia, Japão, México, Peru,Polônia, África do Sul, Turquia e Estados Unidos.
Nesse contexto, uma das principais questões com que o Brasil terá que lidar é ocrescimento das chamadas doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) na força de trabalho.Fazem parte do grupo doenças cardiovasculares, câncer, doenças crônicas respiratórias ediabetes. A incidência dessas doenças é cada vez maior nos países em desenvolvimento , e,entre os países estudados, o Brasil tem o maior nível de DCNTs, medido pelo número de anosque a pessoa vive com a deficiência.
O custo dessas doenças cresce exponencialmente com a idade. No Brasil, essa despesa,aos 60 anos, é duas vezes maior do que aos 45.
O relógio está correndo e aponta que é a hora de o Brasil olhar para os impactos dasDCNTs na produtividade da força de trabalho e na aposentadoria precoce da populaçãoeconomicamente ativa. Se projetadas até 2030, essas perdas totalizariam 8,7% do PIB, oequivalente a US$ 184 bilhões a menos, considerando mortes por doenças crônicas e casos deabsenteísmo e presenteísmo.
Tais fatores precisam de tratamento intensivo para conter o efeito negativo sobre osindicadores econômicos ao longo do tempo. A evolução desse quadro, nos próximos 15 anos, vaiafetar o crescimento dos países – por estar diretamente relacionado à redução da capacidadepara trabalhar e à perda de produtividade.
Soluções possíveis exigem cooperação para viabilizar e disseminar ações transversais deprevenção, mas é vital quebrar um paradigma: mudar o entendimento de saúde, passando aconsiderar sua gestão um investimento em produtividade e vida mais saudável.
Mesmo em um cenário de contingenciamento, oportunidades não podem ser desperdiçadas.Essas transformações são um processo de longo prazo, mas que precisa ser iniciado. Umprimeiro passo é criar condições para uma articulação entre sociedade, setor privado e governo,com foco no enfrentamento dos desafios que o Brasil terá pela frente com a sua saúde. 
Disponível em: . Acesso em: 7 jan. 2016. [Adaptado]


GLOSSÁRIO
Absenteísmo: ausência de um empregado ao trabalho, causada especialmente por motivo dedoença ou dano físico.
Presenteísmo: presença de um emprego no trabalho sem a produtividade esperada.
Contingenciamento: controle de despesas.
O texto lido é
  • A um artigo informativo, com predomínio do tipo textual descritivo.
  • B uma reportagem, com predomínio do tipo textual argumentativo.
  • C um artigo de opinião, com predomínio do tipo textual argumentativo.
  • D uma notícia, com predomínio do tipo textual descritivo.
17
O poder do cérebro em evitar distrações
Diante de um estímulo relevante, nossa mente recorre a um “truque”: a reação a distrações tende a diminuir, de modo que, comparativamente, o alvo de interesse ganha destaque em relação aos demais
Por Ferris Jabr
Você está dirigindo por uma rodovia por onde não costuma transitar e sabe que a saída está em algum lugar desse trecho da estrada, mas nunca a utilizou antes e não quer perdê-la. Enquanto olha atentamente para um lado em busca do sinal de saída, numerosas distrações se intrometem em seu campo visual: cartazes, um conversível charmoso, o toque do celular. Como o seu cérebro se concentra na tarefa que está realizando? Para responder a essa pergunta, neurocientistas em geral estudam o modo como o cérebro reforça sua resposta para o que você está procurando, condicionando-se com um impulso elétrico especialmente forte quando vê o que procura. Outro “truque” neurológico pode ser igualmente importante: segundo um estudo divulgado pelo periódico científico Journal of Neuroscience, o cérebro enfraquece sua reação, deliberadamente, perante tudo o mais, de modo que, comparativamente, o alvo de interesse ganhe destaque. E o mais curioso: fazemos isso sem sequer perceber.
Os neurocientistas cognitivos John Gaspar e John McDonald, ambos pesquisadores da Universidade Simon Fraser, na Colúmbia Britânica, Canadá, chegaram a essa conclusão depois de pedirem a 48 universitários que fizessem testes de atenção em um computador. Os voluntários deveriam identificar rapidamente um círculo amarelo isolado em meio a um conjunto de círculos verdes sem serem distraídos por um círculo vermelho ainda mais chamativo. Durante todo esse tempo, os pesquisadores monitoraram a atividade elétrica no cérebro dos estudantes por meio de uma rede de eletrodos conectados a seu couro cabeludo. Como primeira evidência direta desse processo neural em ação, os padrões registrados revelaram que o cérebro dos participantes do experimento consistentemente suprimia reações a todos os círculos, exceto quando se referia àquelas formas geométricas que estavam procurando. “Neurocientistas estão cientes da supressão há algum tempo, mas ela não tem sido tão estudada quanto mecanismos que aumentam a atenção”, salienta McDonald. “A novidade é que, com esse trabalho, determinamos como é possível evitar distração por meio da supressão”.
O neurocientista acredita que pesquisas desse tipo, algum dia, poderão ajudar os cientistas a entender o que ocorre no cérebro de pessoas com problemas de atenção, como o transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDA/H). Em um mundo cada vez mais permeado de distrações, o que é um importante fator para acidentes de trânsito, qualquer insight sobre como o cérebro concentra atenção deve despertar também a nossa.   

Considerando o 2º parágrafo, a opção em que todas as palavras retomam a expressão 48 universitários é:

  • A voluntários, estudantes e neurocientistas.
  • B voluntários, estudantes e participantes.
  • C pesquisadores, participantes e neurocientistas.
  • D pesquisadores, voluntários e participantes.
18
"Neurocientistas estão cientes da supressão algum tempo, mas ela não tem sido tão estudada quanto mecanismos que aumentam a atenção". 

De acordo com o trecho,

  • A em relação à supressão, os mecanismos que potencializam a atenção têm sido muito menos investigados.
  • B em relação aos mecanismos que aumentam a atenção, a supressão tem sido pouco estudada.
  • C no passado, a supressão foi investigada, exaustivamente, pelos cientistas canadenses.
  • D no futuro, os mecanismos que aumentam a atenção não terão importância para os cientistas.
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Jogos Olímpicos Rio 2016 deixarão lições para a segurança corporativa

*Alejandro Raposo - 11 de Março de 2016 - 14h42

O projeto de segurança da informação desenvolvido para os Jogos Olímpicos Rio 2016 é, certamente, o mais complexo já implantado na América Latina nos últimos tempos. Primeiramente, porque tem um portfólio de produtos extremamente amplo, que de ve ser integrado a diversas tecnologias de diferentes marcas e aspectos. Em segundo lugar, pela sua visibilidade, já que atende o maior evento esportivo do mundo, com uma expectativa de 4,8 bilhões de espectadores, segundo seus organizadores.

Todos os projetos de segurança da informação abrangem basicamente três premissas: processos, soluções de segurança e pessoas. A diferença é que os Jogos Olímpicos Rio 2016 têm o tamanho de uma cidade inteligente. Para se ter uma ideia, o time envolvido nas operações será de 136,5 mil pessoas, entre funcionários diretos, indiretos e voluntários, cada um com um nível de permissão e uma dinâmica de trabalho diferentes. Além disso, será preciso atender milhares de atletas, profissionais de mídia e agentes de delegações que circularão durante o evento.

Como não poderia deixar de ser, a expectativa de ataques no País também é gigante, por isso, a preocupação com a segurança cibernética deve ser redobrada em todas as organizações do Brasil e não somente nas entidades envolvidas com a organização dos Jogos. O Internet Security ThreatReport 2015 (ISTR 2015), produzido pela Symantec, mostra uma média de quase um milhão de malwares criados por dia em todo o mundo, proporção que deve seguir crescendo exponencialmente, graças ao processo de sofisticação do cibercrime – com ataques cada vez mais direcionados e assertivos – e à aceleração da digitalização, especialmente na América Latina.

Dados do relatório A Nova Revolução Digital, feito pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal), mostram que a penetração da Internet na região mais do que duplicou entre 2006 e 2014, com crescimento passando de 20,7% para 50,1% ao ano. O cenário é semelhante para dispositivos móveis. Entre 2010 e 2013, o número de celulares conectados à Internet na região aumentou, em média, 77% ao ano; em 2014, já somavam 200 milhões. Em 2020, esse número deve ultrapassar os 600 milhões, o que deixará a América Latina atrás somente da Ásia, de acordo com o documento A Economia Móvel - América Latina 2014, produzido pelo GroupeSpeciale Mobile Association (GSMA), entidade que reúne operadoras de telefonia móvel de todo o mundo. Esse crescimento traz, a reboque, um imenso número de novos usuários pouco habituados ao cenário digital, que são vítimas em potencial para ameaças virtuais, inclusive de ataques simples de engenharia social, como spam e alternativas rudimentares.

O aprendizado com esse projeto do Rio 2016, com certeza, levará ao apri moramento das práticas de mercado, pois as ações do Comitê Olímpico Internacional (COI) e do Comitê Organizador Rio 2016 na área de segurança da informação são extremamente bem formuladas, com técnicas e metodologias avançadas. Os processos ocorrem dentro de um padrão e uma sequência que devem ser respeitados, a fim de atingir o objetivo final sem grandes intempéries. Os diversos fabricantes fornecedores trabalham de forma totalmente integrada e com base em parceria mútua, pois a combinação perfeita das soluções determinará o resultado do projeto. Por fim, a criação do ambiente para a disputa dos jogos deve deixar legados para a cidade -sede sob todos os pontos de vista. O objetivo é muito claro: criar um evento no qual todos possam apreciar os jogos e uma estrutura que, de tão eficiente, ninguém veja.

*Vice-presidente de Vendas da Symantec para América Latina


Disponível em: <http://computerworld.com.br/jogos-olimpicos-rio-2016-deixarao-licoes-para-seguranca-corporativa>.

Acesso em: 10 jun. 2016.[Adaptado]


O uso da primeira vírgula justifica-se por separar

  • A oração coordenada.
  • B expressão adjetiva deslocada.
  • C oração adjetiva.
  • D expressão adverbial deslocada.
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A questão refere-se ao texto reproduzido a seguir.

O futuro do trabalho

Thomaz Wood Jr.

    Quando se observam carreiras e profissões, tem-se a sensação de que tudo que era sólido agora se desmancha no ar. O mago, ou vilão transformador, costuma ser a tecnologia, força capaz de abalar indústrias e desestruturar trajetórias.

    O impacto é especialmente visível nas carreiras das indústrias criativas e da mídia. Nos últimos 20 anos, as indústrias musicais, as editoras de livros, as revistas e os jornais foram impactados pelas novas tecnologias da informação e de comunicação. Mudaram as formas de produzir e de trabalhar. Para melhor ou para pior? Há controvérsias.

    Os arautos do fim do mundo denunciam a precariedade galopante das novas relações de trabalho. Os profetas do admirável mundo novo advogam que as novas tecnologias turbinam a criatividade e escancaram as portas do mercado para as mentes mais brilhantes.

    Steve Johnson é um escritor norte-americano dedicado a temas relacionados à ciência, tecnologia e inovação. Situa sua pena no último grupo. Em um longo texto publicado no jornal The New York Times, em agosto de 2015, Johnson escreve sobre a emergência da economia digital e suas consequências sobre a cultura, as indústrias criativas e seus profissionais.

    Argumenta que o apocalipse anunciado algumas décadas atrás não se materializou. Muitas empresas e empregos desapareceram, mas, segundo ele, a produção cultural está em alta e os profissionais do campo têm, hoje, mais oportunidades de trabalho do que antes.

    Nas indústrias musicais, a tecnologia barateou a produção e transformou a distribuição. As gravadoras e as lojas de discos deixaram o palco. Empregos foram perdidos, mas não necessariamente aqueles dos artistas. Os músicos deixaram de ganhar dinheiro com discos e voltaram seu foco para as apresentações ao vivo.

    A queda de renda de uma atividade foi compensada pelo aumento de renda na outra. Além disso, a redução dos custos de produção e distribuição permitiu aos músicos gravar e disponibilizar suas obras com facilidade e baixo preço.

    A história da indústria editorial apresenta similaridades com a das indústrias musicais. A venda de livros impressos continuou a aumentar, mesmo depois da introdução dos e-books. Além disso, os livros impressos seguem sustentando uma fatia substancial do mercado. Novos autores e obras surgem todos os dias.

    Para os artistas, o novo mundo do trabalho traz oportunidades e desafios. Favorece os profissionais que conseguem se adaptar a um portfólio amplo de atividades, em lugar de buscar especialização em um único caminho de carreira. De fato, as possibilidades de inserção comercial se multiplicaram.

    Músicos podem hoje compor jingles para publicidade, trilhas para cinema, tevê, teatro, videogames e uma infinidade de aplicativos para smartphones e tablets. Podem dar cursos presenciais, em escolas, e virtuais, por meio do YouTube. E mantêm a possibilidade de se apresentar em casas noturnas, teatros e salas de concerto.

    As inúmeras opções abertas pelas novas tecnologias e seus desdobramentos no mercado de trabalho tornaram a carreira musical, como outras do setor artístico, mais factível. No entanto, sobreviver nesse novo mundo exige novas competências, relacionadas à gestão da própria carreira, como se esta fosse um negócio. E todo esse mar de oportunidades não significa que pagar as contas ficou mais fácil. O jogo continua desigual, com uma base numerosa e mal remunerada e um topo restrito e milionário.

    A tendência da chamada “carreira portfólio”, na qual o profissional é empreendedor de si mesmo e gerencia diferentes atividades e projetos, não é nova ou exclusiva das indústrias criativas. Muito antes da internet, músicos e outros artistas dividiam seu tempo entre diferentes atividades. Médicos e consultores há anos administram múltiplas frentes de trabalho.

    Não há novidade, mas há intensificação e aceleração do fenômeno, para o bem e para o mal. O novo contexto cria novas oportunidades, porém demanda mudanças que comumente se situam além da capacidade dos profissionais. Com isso, gera ansiedade e frustração, criando com frequência dramas pessoais de difícil superação e que tendem a s e multiplicar, à medida que outras indústrias e profissões são afetadas.

Disponível em: . Acesso em: 27 abr. 2016. 

Glossário

  • Arautos: aqueles que proclamam ou anunciam algo.
  • Factível: o que pode acontecer ou ser feito, realizável.

Todas as palavras são acentuadas graficamente pela mesma orientação normativa em

  • A “admirável”, “único” e “últimos”.
  • B “inúmeras”, “fenômeno” e “difícil”.
  • C “médicos”, “artístico” e “músicos”.
  • D “sólido”, “factível” e “indústrias”.

Direito Administrativo

21
De acordo com as disposições da Lei nº 8.112/90, “reversão é o retorno à atividade de servidor aposentado”. Com base nessa lei, um dos requisitos para a reversão no interesse da Administração é que 
  • A o servidor aposentado a tenha solicitado.
  • B a aposentadoria tenha sido por invalidez.
  • C o servidor esteja aposentado, também, em outro cargo público.
  • D a aposentadoria tenha ocorrido nos últimos três anos, anteriores ao pedido.
22

Considere as afirmativas a seguir, relacionadas aos direitos e vantagens do servidor público federal, estatuídos pela Lei n0 8.112/90.

I Será pago ao servidor, por ocasião das férias, um adicional correspondente a 1/3 da remuneração do período das férias. O pagamento independe de solicitação.

II O serviço extraordinário será remunerado com acréscimo de 40% em relação à hora normal de trabalho.

III O servidor exonerado perceberá sua gratificação natalina, proporcionalmente aos meses de exercício, calculada sobre o vencimento do mês da exoneração.

IV O serviço prestado em horário compreendido entre vinte e duas horas de um dia e cinco horas do dia seguinte, terá o valor -hora acrescido de 25%, computando-se cada hora como 52min30seg.

Dentre as afirmativas, estão corretas

  • A I e III.
  • B I e IV.
  • C II e III.
  • D II e IV.
23
À luz das normas previstas na Lei nº 8.112/90, abandono de cargo, recusa a atualizar seus dados cadastrais quando solicitado e exercício de quaisquer atividades que sejam incompatíveis com o exercício do cargo ou função e com o horário de trabalho, são condutas passíveis de
  • A destituição de cargo em comissão, suspensão e demissão, respectivamente.
  • B advertência, destituição de cargo em comissão e demissão, respectivamente.
  • C suspensão, advertência e multa, respectivamente.
  • D demissão, advertência e suspensão, respectivamente.
24
Segundo dispõe a Lei nº 8.112/90, um servidor inativo em débito com o erário público que tiver sua aposentadoria cassada deverá quitar o débito no prazo de 
  • A cinquenta dias.
  • B trinta dias.
  • C sessenta dias.
  • D quinze dias.
25
Considerando as disposições do regime jurídico dos servidores públicos civis da União (Lei nº 8.112/90), analise as afirmativas a seguir: I O servidor em débito com o erário, que for exonerado ou que tiver sua aposentadoria ou disponibilidade cassada, terá o prazo de trinta dias para quitar o débito. II Será tornado sem efeito o ato de provimento se a posse não ocorrer no prazo de trinta dias contados da publicação do referido ato. III Não será concedida ajuda de custo àquele que, não sendo servidor da União, for nomeado para cargo em comissão, com mudança de domicílio. IV O retorno à atividade de servidor em disponibilidade far-se-á mediante aproveitamento obrigatório em cargo de atribuições e vencimentos compatíveis com o anteriormente ocupado. Dentre as afirmativas, estão corretas
  • A II e III.
  • B I e II.
  • C II e IV.
  • D III e IV.
26
O regime jurídico administrativo é formado por princípios explícitos e implícitos. Oferecendo unidade a esse regime jurídico temos, como ponto de partida, o texto da Constituição Federal de 1988. São elementos do regime jurídico administrativo reconhecidos pela doutrina nacional e não positivados no texto constitucional
  • A a supremacia e a indisponibilidade do interesse público sobre o privado .
  • B a presunção de inocência e a defesa do meio ambiente ecologicamente equilibrado.
  • C o in dubi pro reu e a soberania.
  • D o devido processo legal e a livre concorrência.
27
A um servidor público federal em estágio probatório foi concedida a licença para o serviço militar. À luz do que estabelece a Lei nº 8.112/90, ao término do serviço militar, esse servidor deverá reassumir o exercício do cargo no prazo máximo de 
  • A trinta dias, com remuneração.
  • B vinte dias, com remuneração.
  • C trinta dias, sem remuneração.
  • D vinte dias, sem remuneração.
28
Um servidor lotado na Universidade Federal do Rio Grande do Norte foi deslocado de ofício, no âmbito do mesmo quadro, sem ter havido mudança de sede. Com base nos preceitos da Lei nº 8.112/90, esse servidor foi 
  • A removido.
  • B reintegrado.
  • C reconduzido.
  • D readaptado.
29
Nos termos do que expressamente estabelece as normas do regime jurídico dos servidores públicos civis da União (Lei nº 8.112/90), a gratificação natalina paga ao servidor aposentado deve ser equivalente a
  • A cem por cento do seu provento, sem dedução do adiantamento recebido.
  • B noventa por cento de seu provento, sem dedução do adiantamento recebido.
  • C cem por cento do seu provento, deduzido o adiantamento recebido.
  • D noventa por cento de seu provento, deduzido o adiantamento recebido.
30
De acordo com as normas expressas no regime jurídico dos servidores públicos civis da União (Lei nº 8.112/90), a gratificação natalina de servidor deve ser paga no mês de dezembro de cada ano, até o dia 
  • A 25
  • B 15.
  • C 30.
  • D 20.
31
À luz das disposições previstas no regime jurídico dos servidores civis da União (Lei nº 8.112/90), o servidor empossado em cargo público deverá entrar em exercício no prazo de 
  • A vinte dias, contados da data da nomeação.
  • B trinta dias, contados da data da nomeação.
  • C dez dias, contados da data da posse.
  • D quinze dias, contados da data da posse.
32
As organizações da Administração Pública dividem-se em administração direta e administração indireta. No tocante a essa divisão, é correto afirmar:  
  • A Sociedades de economia mista prestam serviços públicos e são exemplos de entidades da administração indireta.
  • B A administração direta corresponde à prestação dos serviços públicos pelo próprio Estado, por meio de autarquias.
  • C Na administração indireta, os serviços são prestados por empresas privadas.
  • D As fundações são exemplos de órgãos da administração direta.
33

Para investidura em cargo público, são requisitos básicos expressamente listados na Lei n° 8.112/90:

  • A a nacionalidade brasileira – o nível de escolaridade compatível com o cargo – a idade máxima de cinquenta e cinco anos.
  • B a idade mínima de dezoito anos – a inexistência de antecedentes criminais – o nível de escolaridade compatível com cargo.
  • C aptidão física e mental – a quitação com as obrigações militares e eleitorais – a idade mínima de dezesseis anos.
  • D o gozo dos direitos políticos – a nacionalidade brasileira – a aptidão física e mental.
34
Um servidor público federal faltou ao serviço por um dia, em decorrência de caso fortuito. Considerando as normas previstas na Lei nº 8.112/90, a falta desse servidor
  • A poderá ser compensada a critério da chefia imediata, mas não será considerada como efetivo exercício.
  • B não poderá ser compensada, mas será considerada como efetivo exercício para fins de aposentadoria.
  • C poderá ser compensada a critério da chefia imediata, sendo assim considerada como efetivo exercício.
  • D não poderá ser compensada nem será considerada como efetivo exercício para fins d e aposentadoria.
35
Nos termos das disposições previstas no regime jurídico dos servidores públicos civis da União (Lei nº 8.112/90), no caso de reincidência em falta punida com advertência, a penalidade disciplinar prevista é 
  • A suspensão.
  • B demissão.
  • C advertência.
  • D multa.
36
De acordo com o que expressamente preceitua a Lei n0 8.112/90, considere as afirmativas a seguir, referentes a provimento de cargos públicos.
I Às pessoas portadoras de deficiência serão reservadas até dez por cento das vagas oferecidas em concurso público.
II O provimento dos cargos públicos far-se-á mediante ato da autoridade competente de cada Poder.
III Para cargos de confiança vagos, a nomeação far-se-á em caráter efetivo.
IV Não se abrirá novo concurso enquanto houver candidato aprovado em concurso anterior com prazo de validade não expirado. 
Das afirmativas, estão corretas 
  • A II e IV.
  • B I e II.
  • C II e III.
  • D I e IV.
37
Para muitos juristas, um elemento normativo originário das ciências econômicas direciona à Administração Pública brasileira o dever de decidir sempre de forma a sopesar os ônus e bônus de suas escolhas. Focado na racionalização das decisões administrativas, esse princípio foi explicitamente inserido no caput do art. 37 da Constituição Federal de 1988 pela EC n.º 19/98. O texto apresentado refere-se direta e especificamente ao princípio da
  • A impessoalidade.
  • B legalidade.
  • C eficiência.
  • D moralidade.
38
Nos termos da Lei nº 8.112/90, o auxílio-moradia consiste no ressarcimento das despesas comprovadamente realizadas pelo servidor com aluguel de moradia ou com meio de hospedagem administrado por empresa hoteleira, devendo esse ressarcimento ser efetivado no prazo de um mês após a comprovação da despesa pelo servidor. O valor da referida indenização não pode ultrapassar
  • A vinte e cinco por cento do valor da remuneração (subsídio) de Ministro de Estado.
  • B vinte por cento do valor da remuneração (subsídio) do Presidente da República.
  • C vinte e cinco por cento do valor da remuneração (subsídio) do Presidente da República.
  • D vinte por cento do valor da remuneração (subsídio) de Ministro de Estado.
39
De acordo com as regras do plano de seguridade social expressas na Lei nº 8.112/90, para efeitos de percepção do salário-família, consideram-se dependentes econômicos do servidor: 
  • A filhos até dezoito anos de idade.
  • B pai e mãe sem economia própria.
  • C menores de vinte e quatro anos que, com autorização judicial, vivem às custas do servidor.
  • D filhos inválidos até vinte e quatro anos de idade.
40
A modalidade de licitação entre interessados devidamente cadastrados ou que atenderem a todas as condições exigidas para cadastramento, até o terceiro dia anterior à data do recebimento das propostas, observada a necessária qualificação, é denominada 
  • A Convite.
  • B Concorrência.
  • C Tomada de preços.
  • D Pregão Eletrônico.

Noções de Informática

41
 O Windows é um Sistema Operacional com interface gráfica que permite ao usuário realizar várias tarefas usando somente o mouse. Contudo, algumas tarefas tornam-se mais ágeis quando o usuário utiliza uma ou mais combinações de teclas na forma de atalho. No Windows 8.1, as teclas de atalho para bloquear o computador, renomear um arquivo e abrir a caixa de diálogo “Executar” são, respectivamente: 
  • A tecla Windows + B; F2; e tecla Windows + X.
  • B tecla Windows + L; F2; e tecla Windows + R.
  • C tecla Windows + B; F4; e tecla Windows + R.
  • D tecla Windows + L; F4; e tecla Windows + X.
42
No mundo globalizado, com uma grande quantidade de informações disponível, para realizar pesquisas nas ferramentas de busca, é necessário o uso de termos adequados ou combinações deles a fim de encontrar o resultado procurado. Por exemplo, ao utilizar, no buscador do Google, o termo carro filetype:PDF, encontram-se, prioritariamente,
  • A os sites cadastrados que contenham a palavra carro e o conteúdo seja um pdf.
  • B todos os sites que contenham a palavra carro ou pdf.
  • C os sites que contenham a palavra pdf ou carro.
  • D todos os sites que contenham a palavra filetype ou pdf ou carro.
43

No Microsoft Word 2013, versão em Português para o Windows 7, para que possamos dividir a janela em que estamos editando um documento, permitindo que seja possível espelhar o conteúdo digitado nessa janela, utilizamos a tecla de atalho

  • A Alt + D
  • B Ctrl + S
  • C Alt + Ctrl + D
  • D Alt + Ctrl + S
44
O aplicativo Mozilla Thunderbird permite que possamos ter acesso a contas de e-mail em um aplicativo desktop, oferecendo diversos recursos para organizar e escrever e -mails. Quando um usuário configura uma conta de e-mail que usa o protocolo IMAP, ele precisa configurar o protocolo para envio de mensagens chamado de
  • A Exchange.
  • B POP.
  • C SMTP.
  • D RSS.
45
A Universidade Federal do Rio Grande do Norte possui sistemas integrados para gestão acadêmica (chamado de SIGAA), gestão de recursos humanos (chamado de SIGRH) e gestão de patrimônio, administração e contratos (chamado de SIPAC). Para utilizar esses sistemas, o servidor público encarregado utiliza um navegador web. São exemplos de navegadores web: 
  • A Mozilla Firefox, Safari e Google Chrome.
  • B Internet Explorer, Microsoft Edge e Mozilla Thunderbird.
  • C Google Chromecast, Mozilla Firefox e Microsoft Edge.
  • D Safari, Google Chrome e Microsoft Outlook.
46

Os sistemas operacionais modernos baseados em Linux são conhecidos por oferecer suporte a diversos formatos de arquivos, quanto à sua organização interna. Dentre esses formatos, destaca-se o

  • A ntf
  • B ext3
  • C fat
  • D ram
47
Usa-se o recurso de compressão para se representar uma informação com menos bits. São extensões de arquivos compactados:
  • A .tar e .doc
  • B .lzw e .dll
  • C .zip e .gz
  • D .7zp e .txt
48

Um texto pode ser formatado em colunas. Pode-se, por exemplo, criar um layout onde uma coluna seja mais estreita que outra. No Microsoft Word 2007, para se formatar um texto em colunas com larguras distintas é preciso acessar a guia

  • A Paginação.
  • B Colunas.
  • C Configurar Layout.
  • D Layout da Página.
49

O navegador Firefox, em sua versão 47, permite que sejam abertas janelas que possibilitam a navegação privada. No caso, é possível

  • A o armazenamento de logins e senhas para uso restrito.
  • B a ocultação do endereço IP (Internet Protocol) do usuário.
  • C navegar sem guardar as páginas visitadas.
  • D armazenar o cache dos sites marcados como privados.
50

Protocolos de redes de computadores são regras definidas para um sistema de comunicação entre elementos de uma rede e que permitem uma padronização na comunicação. São protocolos de comunicação comumente encontrados nas redes de computadores

  • A SWITCH e WiFi.
  • B LAN e GOLPHER.
  • C DSL e POP4.
  • D HTTP e FTP
51
Antes de imprimir um documento digitado no MS Word 2013, o servidor solicita que o chefe da unidade o revise. Após revisar o documento, o chefe da unidade informou ao servidor que o texto estava correto, porém, era necessário inserir a numeração das páginas no rodapé, antes de imprimir. Para inserir a numeração, o servidor deve: 
  • A clicar no menu “Layout da Página”; escolher a opção “Configurar página”; marcar a opç ão “Usar numeração de página”, na janela de diálogo e clicar em “OK” para confirmar.
  • B clicar no botão “Número de página”, na guia “Inserir”; clicar em “Fim da página” e escolher uma das opções de numeração apresentadas.
  • C clicar com o botão da direta do mouse em qualquer lugar do documento aberto; depois, em “Inserir numeração de página” e escolher uma das opções de numeração apresentadas.
  • D clicar em “Página Inicial”; escolher a opção “Propriedades do documento”; marcar a opção “Numeração automática de páginas”, na caixa de diálogo e clicar em “OK” para confirmar.
52
Para cadastrar um novo aluno na Universidade Federal do Rio Grande do Norte, o servidor público encarregado utiliza os seguintes dispositivos: um teclado para digitar os dados pessoais do estudante no sistema acadêmico; um scanner para digitalizar os docum entos de identificação do aluno e uma impressora a laser para imprimir o comprovante de cadastramento, entregue ao estudante ingressante. Nesse sentido, o teclado, o scanner e a impressora são, respectivamente, dispositivos de: 
  • A saída, entrada, saída.
  • B saída, saída, entrada.
  • C entrada, saída, entrada.
  • D entrada, entrada, saída.
53
No Microsoft Word 2013, em Português rodando no Windows 10, caso seja necessário utilizar o teclado para alinhar o texto de um parágrafo a esquerda e aumentar a fonte em um ponto, deve-se utilizar, respectivamente, os atalhos
  • A Ctrl + G e Ctrl + [
  • B Ctrl + Q e Ctrl + ]
  • C Ctrl + G e Ctrl + ]
  • D Ctrl + Q e Ctrl + [

Direito Constitucional

54
A Constituição Federal disciplina, em seu art. 14, o tema dos direitos políticos, de modo a determinar que a soberania popular será exercida pelo sufrágio universal e pelo voto direto e secreto, com valor igual para todos. Ainda no que diz respeito a esse tema, estabelece a Constituição que o alistamento eleitoral e o voto são
  • A facultativos para os maiores de dezoito anos e obrigatórios para os maiores de setenta anos e para os analfabetos.
  • B obrigatórios para os maiores de dezoito anos e para os analfabetos e facultativos para os maiores de sessenta anos.
  • C facultativos para os maiores de dezesseis anos e para os analfabetos e obrigatórios par a maiores de dezoito anos e para os maiores de setenta anos.
  • D obrigatórios para os maiores de dezoito anos e facultativos para os analfabetos e maiores de setenta anos.
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A Constituição Federal de 1988, ao tratar do tema dos servidores públicos, em inúmeras de suas passagens cuidou de lhes direcionar direitos, deveres e limites de atuação. Nesse sentido, a Constituição determinou, em seu art. 38, que o servidor público da administração direta, autárquica e fundacional, uma vez investido em mandato eletivo, deverá
  • A permanecer no cargo, emprego ou função que ocupa, podendo acumular a remuneração atinente ao seu ofício com a remuneração recebida por ocupar o cargo de Prefeito.
  • B se afastar de seu cargo, emprego ou função quando estiver ocupando o mandato eletivo em nível federal, estadual ou distrital.
  • C permanecer em seu cargo, emprego ou função quando estiver ocupando mandato eletivo em nível federal, estadual ou distrital.
  • D se afastar de seu cargo, emprego ou função, podendo acumular a remuneração atinente ao seu ofício com a remuneração recebida por ocupar o cargo de Prefeito.
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Além da polícia federal, outros órgãos atuam para promover a segurança pública no âmbito do território brasileiro, como é o caso das polícias civis, das polícias militares e corpos de bombeiros militares. A Constituição, tratando das diretrizes referentes a esses entes, determinou que
  • A às polícias civis, dirigidas por delegados de polícia de carreira, incumbem, ressalvada a competência da União, as funções de polícia judiciária e a apuração de infrações penais, exceto as militares.
  • B às polícias civis, dirigidas por delegados de polícia de carreira, incumbem, ressalvada a competência da União, as funções de polícia judiciária e a apuração de infrações penais, inclusive das militares.
  • C as polícias militares e corpos de bombeiros militares, forças auxiliares e reserva do Exército, subordinam-se, juntamente com as polícias civis, aos Prefeitos e Governadores dos Estados.
  • D as polícias militares e corpos de bombeiros militares, forças auxiliares e reserva do Exército, subordinam-se, juntamente com as polícias civis, ao Presidente da República, Prefeitos e Governadores dos Estados.
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A segurança pública, dever do Estado, direito e responsabilidade de todos, é exercida para a preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio, por meio de órgãos variados, dentre eles a polícia federal, cujas competências envolvem
  • A exercer, sem exclusividade, as funções de polícia judiciária da União e atuar no patrulhamento ostensivo das ferrovias federais.
  • B prevenir e reprimir o tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, não cabendo a esse órgão atuar para prevenir e reprimir o contrabando e o descaminho.
  • C executar as funções de polícia marítima, aeroportuária e de fronteiras e exercer as atividades de patrulhamento ostensivo das rodovias federais.
  • D apurar infrações penais contra a ordem política e social ou em detrimento de bens, serviços e interesses da União ou de suas entidades autárquicas e empresas públicas.
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A Constituição Federal de 1988, ao considerar a casa dos cidadãos como um bem juridicamente relevante, a ela ofereceu tutela expressa em seu art. 5º, de modo a determinar que a casa é
  • A um lugar comum, sendo possível nela adentrar sem consentimento do morador, durante a noite, independentemente da ocorrência de flagrante delito ou desastre, de situação de socorro e de determinação judicial.
  • B um lugar comum, sendo possível nela adentrar sem consentimento do morador, durante o dia, independentemente da ocorrência de flagrante delito ou desastre, de situação de socorro e de determinação judicial.
  • C asilo inviolável do indivíduo, ninguém nela podendo penetrar sem consentimento do morador, salvo em caso de flagrante delito ou desastre, ou para prestar socorro, ou, durante a noite, por determinação judicial.
  • D asilo inviolável do indivíduo, ninguém nela podendo penetrar sem consentimento do morador, salvo em caso de flagrante delito ou desastre, ou para prestar socorro, ou, durante o dia, por determinação judicial.
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