Resolver o Simulado Polícia Militar do Estado da Bahia (PM-BA) - Soldado da Polícia Militar - FCC - Nível Médio

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Administração Pública

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A conquista da excelência nos serviços públicos decorre de um amplo conjunto de fatores, muitos dos quais associados à incorporação de novas filosofias gerenciais, de novas tecnologias, de princípios e ferramentas da qualidade, do desempenho dos recursos humanos, com a efetiva participação e controle da sociedade, objetivando o atendimento das necessidades do cidadão. O modelo de excelência da Fundação Nacional da Qualidade – FNQ consiste na representação de um sistema gerencial constituído por diversos fundamentos a partir dos quais são estabelecidos os critérios de excelência, estes que, por seu turno,

  • A permitem às organizações medirem seus esforços para verificar se estão ou não sendo excelentes ou caminhando rumo à excelência.
  • B correspondem à visão de futuro da organização.
  • C contemplam o binômio liderança e constância de propósitos.
  • D medem as relações de interdependência entre os diversos componentes da organização.
  • E traduzem o denominado pensamento sistêmico, que é a compreensão dos fatores que afetam a organização e as medidas de aprimoramento necessárias.
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Considerando-se os princípios da chamada gestão empreendedora, a eficácia da gestão pública depende de um

  • A sistema de informações que possibilite o entendimento entre governo e sociedade, bem como a avaliação de resultados, trazendo transparência à tomada de decisões, ainda que incorra em custos iniciais de implantação.
  • B sistema de gestão que otimize os esforços do governo, ainda que em detrimento da participação dos diversos atores sociais em seus diferentes níveis, grupos e segmentos.
  • C modelo de acompanhamento dos processos, com indicadores exclusivamente quantitativos, que privilegiem a manutenção da estruturação da burocracia.
  • D sistema de controles exclusivamente internos que assegure a eficácia de todas as ações dos gestores, mesmo que com algum prejuízo à legitimidade de suas ações.
  • E modelo que privilegie a canalização das demandas públicas e a participação da sociedade civil organizada, ainda que desprezando o aproveitamento do potencial dos gestores públicos.
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São exemplos de instrumentos ou órgãos de controle e/ou de avaliação característicos do setor público, EXCETO:
  • A Consulta Pública.
  • B Controladoria Geral do Estado.
  • C Plano de Metas.
  • D Corregedoria Geral do Município.
  • E Terceirização.
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De acordo com a reforma do Estado brasileiro de 1995, quatro setores integram o aparelho do Estado, com reflexos na organização da administração pública: o núcleo estratégico, atividades exclusivas, serviços não exclusivos, produção de bens e serviços. São exemplos dos setores de atividades exclusivas e serviços não exclusivos, respectivamente:

  • A poderes executivo, legislativo, judiciário e telecomunicações.
  • B educação, controle do meio ambiente e serviço de trânsito.
  • C ministérios do poder executivo e captação de petróleo e gás.
  • D fiscalização sanitária, saúde e educação.
  • E educação e saúde e policiamento.
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Dentre as diversas práticas desenvolvidas pelas abordagens pós-burocráticas aquela que mais estimula o empreendedorismo governamental é

  • A a descentralização da autoridade.
  • B a transferência do controle das atividades à comunidade.
  • C orientar-se por objetivos, e não por regras e regulamentos.
  • D dar preferência exclusiva às soluções de mercado.
  • E investir mais na prevenção dos problemas do que na sua correção.

Português

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“Se os cachorros correm livremente, por que eu não posso fazer isso também?”, pergunta Bob Dylan em “New Morning” . Bob Dylan verbaliza um anseio sentido por todos nós, humanos supersocializados: o anseio de nos livrarmos de todos os constrangimentos artificiais decorrentes do fato de vivermos em uma sociedade civilizada em que às vezes nos sentimos presos a uma correia. Um conjunto cultural de regras tácitas e inibições está sempre governando as nossas interações coti­dianas com os outros.
Uma das razões pelas quais os cachorros nos atraem é o fato de eles serem tão desinibidos e livres. Parece que eles jogam com as suas próprias regras, com a sua própria lógica interna. Eles vivem em um universo paralelo e diferente do nosso - um universo que lhes concede liberdade de espírito e paixão pela vida enormemente atraentes para nós. Um cachorro latindo ao vento ou uivando durante a noite faz agitar-se dentro de nós alguma coisa que também quer se expressar.
Os cachorros são uma constante fonte de diversão para nós porque não prestam atenção as nossas convenções so­ ciais. Metem o nariz onde não são convidados, pulam para cima do sofá, devoram alegremente a comida que cai da mesa. Os cachorros raramente se refreiam quando querem fazer alguma coisa. Eles não compartilham conosco as nossas inibições. Suas emoções estão ã flor da pele e eles as manifestam sempre que as sentem,


(Adaptado de Matt Weistein e Luke Barber. Cão que late não morde. Trad. de Cristina Cupertino. S.Paulo: Francis, 2005. p 250)


Bob Dylan verbaliza um anseio sentido por todos nós, hu­manos supersocializados...

O verbo que exige o mesmo tipo de complemento que o verbo grifado acima está empregado em:

  • A Eles vivem em um universo paralelo...
  • B ... jogam com as suas próprias regras...
  • C Suas emoções estão à flor da pele...
  • D ... devoram alegremente a comida.
  • E Os cachorros são uma constante fonte de diversão...
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Velhas cartas

Você nunca saberá o bem que sua carta me fez...” Sinto um choque ao ler esta carta antiga que encontro em um maço de outras. Vejo a data, e então me lembro onde estava quando a recebi. Não me lembro é do que escrevi que fez tanto bem a uma pessoa. Passo os olhos por essas linhas antigas, elas dão notícias de amigos, contam uma ou outra coisa do Rio e tenho curiosidade de ver como ela se despedia de mim. É do jeito mais simples: “A saudade de...”
Agora folheio outras cartas de amigos e amigas; são quase todas de apenas dois ou três anos atrás. Mas como isso está longe! Sinto-me um pouco humilhado, pensando como certas pessoas me eram necessárias e agora nem existiriam mais na minha lembrança se eu não encontrasse essas linhas rabiscadas em Londres ou na Suíça. “Cheguei neste instante; é a primeira coisa que faço, como prometi, escrever para você, mesmo porque durante a viagem pensei demais em você...”
Isto soa absurdo a dois anos e meio de distância. Não faço a menor ideia do paradeiro dessa mulher de letra redonda; ela, com certeza, mal se lembrará do meu nome. E esse casal, santo Deus, como era amigo: fazíamos planos de viajar juntos pela Itália; os dias que tínhamos passado juntos eram “inesquecíveis”.
E esse amigo como era amigo! Entretanto, nenhum de nós dois se lembrou mais de procurar o outro. (...) As cartas mais queridas, as que eram boas ou ruins demais, eu as rasguei há muito. Não guardo um documento sequer das pessoas que mais me afligiram e mais me fizeram feliz. Ficaram apenas, dessa época, essas cartas que na ocasião tive pena de rasgar e depois não me lembrei de deitar fora. A maioria eu guardei para responder depois, e nunca o fiz. Mas também escrevi muitas cartas e nem todas tiveram resposta
.

(BRAGA, Rubem. 200 crônicas escolhidas. Rio de Janeiro: Record, 1978. p. 271/272)


Lendo cartas antigas e já esquecidas, o cronista se dá conta de que

  • A a passagem do tempo só faz tornar mais nítidas as sensações compartilhadas com pessoas queridas.
  • B a letra pessoal, mesmo não reconhecida a princípio, faz ver de súbito a identidade profunda do outro.
  • C o sentimento de uma amizade profunda ressurge e intensifica-se com a leitura de velhas notícias.
  • D a correspondência guardada registra as experiências essenciais, que ele não quer perder no tempo.
  • E o valor do que lhe parecia mais relevante relativizou-se ou apagou-se com a passagem do tempo.
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Atenção: A questão refere-se ao texto abaixo.

Litorais recortados

Um modelo desenvolvido por físicos da Universidade Federal do Ceará (UFC) e do Instituto Federal Suíço de Tecnologia (ETH) é o primeiro a simular em computador uma variedade considerável de contornos possíveis que as linhas costeiras podem assumir. Os autores do trabalho são os primeiros a admitir que é uma abordagem simplificada de um fenômeno complexo. Mas esperam que o
modelo, que explora o uso de figuras geométricas conhecidas como fractais, possa no futuro auxiliar o monitoramento da erosão marítima, uma preocupação constante das cidades litorâneas.
“Nuvens não são esferas, montanhas não são cones e litorais não são círculos", disse certa vez o matemático francês Benoit Mandelbrot, que cunhou o termo fractal em 1975, se referindo à incapacidade da geometria convencional de retratar as formas da natureza. Os fractais - formas geométricas de aparência rugosa, cheia de reentrâncias - saem-se muito melhor na tarefa.
Apesar de litorais serem citados como exemplos de fractais desde os anos 1960, só em 2004 surgiu a primeira explicação do modo como a natureza os esculpe. O físico francês Bernard Sapoval e seus colegas italianos Andrea Baldassari e Andrea Gabrieli criaram um modelo simples da força erosiva do mar em costas rochosas.
Após Sapoval apresentar esse trabalho num seminário na UFC, o físico José Soares de Andrade Junior e seus alunos de doutorado Pablo Morais e Erneson Oliveira começaram a pensar em como produzir litorais virtuais com dimensões fractais diferentes. Com o português Nuno Araújo e o alemão Hans Hermann, físicos do ETH, criaram um modelo que, embora simplifique muito a ação do mar, trata de forma mais realista a distribuição das rochas
.

(Adaptado de Igor Zolnerkevic. Pesquisa FAPESP. n. 187, Setembro de 2011, p.48 e 49)

A substituição do elemento grifado pelo pronome correspondente, com os necessários ajustes, foi realizada de modo adequado em:

  • A criaram um modelo = criaram-lo
  • B de retratar as formas da natureza = de retratar-nas
  • C como produzir litorais virtuais = como produzir-lhes
  • D que cunhou o termo fractal = que o cunhou
  • E que explora o uso de figuras geométricas = que lhes explora
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Considere o trecho abaixo, extraído da Nova gramática do português contemporâneo, de Celso Cunha e Luís F. Lindley Cintra.


...o gerúndio apresenta duas formas: uma simples [...], outra composta [...].

A forma composta é de caráter perfeito e indica uma ação concluída anteriormente à que exprime o verbo da oração principal [...].

O que está exposto acima justifica o emprego do gerúndio na frase:

  • A Sendo considerada em plena posse de seu juízo no momento de depor, pôde falar a favor da sobrinha.
  • B Combinamos que, no horário das 13 às 15h, estarei atendendo aos fornecedores de laticínios.
  • C Os alunos estão indo para o laboratório porque já vai começar a aula de Biologia.
  • D Tendo já se consumido em lágrimas, despediu-se de todos e partiu.
  • E A professora lia sorrindo a narrativa do aluno espirituoso.
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A frase que está clara e em conformidade com a norma-padrão escrita é:

  • A Em conversas insossas como essas que soem acontecer em situações formais, nada mais admissível que, se antevermos um assunto palpitante, nos agarremos à possibilidade de introduzi-lo e distendê-lo o máximo possível.
  • B Têm havido grandes discussões sobre as principais intervensões do poder público naquela área, mas o que observa-se é que todos buscam mesmo ocupar um discreto lugarzinho na administração.
  • C Continue a evitar comentários espontâneos que podem constituir risco, pois basta, segundo nos consta, a ponderação dos advogados para ver que o melhor jeito de enfrentar a polêmica é abster-se de declarações capciosas.
  • D Quaisquer que possa ser as opiniões dos líderes da comunidade, os últimos acontecimentos mostram que, quanto mais os jovens se aglutinem em prol de uma causa, mais se afastam daqueles.
  • E Sempre taxado de inseguro, ousou levantar hipóteses que sortiram tal efeito entre seus pares, que passaram não só a lhe considerar um profissional responsável, como também a prognosticar-lhe um futuro bastante promissor.
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Atenção: Leia o texto abaixo para responder à questão.

O criador da mais conhecida e celebrada canção sertaneja, Tristeza do Jeca (1918), não era, como se poderia esperar, um sofredor habitante do campo, mas o dentista, escrivão de polícia e dono de loja Angelino Oliveira. Gravada por “caipiras” e “sertanejos”, nos “bons tempos do cururu autêntico”, assim como nos “tempos modernos da música ‘americanizada’ dos rodeios”, Tristeza do Jeca é o grande exemplo da notável, embora pouco conhecida, fluidez que marca a transição entre os meios rural e urbano, pelo menos em termos de música brasileira.

Num tempo em que homem só cantava em tom maior e voz grave, o Jeca surge humilde e sem vergonha alguma da sua “falta de masculinidade”, choroso, melancólico, lamentando não poder voltar ao passado e, assim, “cada toada representa uma saudade”. O Jeca de Oliveira não se interessa pelo meio rural da miséria, das catástrofes naturais, mas pelo íntimo e sentimental, e foi nesse seu tom que a música, caipira ou sertaneja, ganhou forma.

“A canção popular conserva profunda nostalgia da roça. Moderna, sofisticada e citadina, essa música foi e é igualmente roceira, matuta, acanhada, rústica e sem trato com a área urbana, de tal forma que, em todas essas composições, haja sempre a voz exemplar do migrante, a qual se faz ouvir para registrar uma situação de desenraizamento, de dependência e falta”, analisa a cientista política Heloísa Starling.

Acrescenta o antropólogo Allan de Paula Oliveira: “foi entre 1902 e 1960 que a música sertaneja surgiu como um campo específico no interior da MPB. Mas, se num período inicial, até 1930, ‘sertanejo’ indicava indistintamente as músicas produzidas no interior do país, tendo como referência o Nordeste, a partir dos anos de 1930, 'sertanejo' passou a significar o caipira do Centro-Sul. E, pouco mais tarde, de São Paulo. Assim, se Jararaca e Ratinho, ícones da passagem do
sertanejo nordestino para o ‘caipira’, trabalhavam no Rio, as duplas dos anos 1940, como Tonico e Tinoco, trabalhariam em São Paulo”.


(Adaptado de: HAAG, Carlos. “Saudades do Jeca no século XXI”. In: Revista Fapesp, outubro de 2009, p. 80-5.)

...'sertanejo' indicava indistintamente as músicas produzidas no interior do país... (último parágrafo)

Transpondo-se a frase acima para a voz passiva, a forma verbal resultante será:
  • A vinham indicadas.
  • B era indicado.
  • C eram indicadas.
  • D tinha indicado
  • E foi indicada.
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As normas de concordância verbal e nominal estão inteiramente respeitadas em:

  • A O verdadeiro poeta cria a beleza a partir de elementos aparentemente inúteis da vida, o que lhe trazem, perante pessoas comuns, reconhecimento e prestígio.
  • B Quando se considera as grandes obras poéticas, de várias origens e em épocas diversas, sobressaem em todas elas o gênio criativo de seus autores.
  • C A um construtor espera-se que se lhes ofereça materiais suficientes para criar sua obra, assim como as palavras servem a um bom poeta.
  • D São as palavras e a maneira como as dispõe que oferecem ao poeta o arcabouço necessário à construção da beleza contida em sua obra.
  • E Registra a história que Modigliani, a exemplo de outros famosos artistas plásticos, inúmeras vezes conseguiram trocar uma tela por um prato de comida.
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Atenção: Para responder às questão, considere o texto abaixo.

Comparado ao tamanho dos rios amazônicos, o Tietê é um regato. Nas estatísticas, porém, é uma catarata de superlativos. Estudo mostra que o Tietê e seus afluentes formam a bacia hidrográfica mais populosa, mais rica e mais poluída do Brasil. É também a de maior desenvolvimento humano do país. Às suas margens ou perto delas moram 30 milhões de pessoas, a maior população ribeirinha do país, com médias de 10,6 anos de estudo e 75,3 anos de vida.
O rio Tietê nasce acima dos mil metros de altitude, nas encostas da Serra do Mar, em Salesópolis, a leste da capital. Corre 1.136 quilômetros para o interior, por 73 municípios paulistas. Deságua no rio Paraná, a 300 metros acima do nível do mar. São apenas 740 metros de desnível da nascente à foz, ou um metro de declive a cada quilômetro e meio de percurso, em média.
Mesmo assim, as quedas do Tietê são famosas desde antes dos bandeirantes. Para fugir desse trecho inicial tortuoso e cheio de corredeiras, a navegação rio abaixo entre os séculos XVIII e XIX começava em Araritaguaba, atual Porto Feliz, com destino às minas de ouro de Cuiabá. Por só poderem ser feitas em parte do ano, no período de cheia do rio, as expedições eram chamadas de monções.
As canoas, escavadas em troncos derrubados ao longo das margens do rio e de seus afluentes, levavam mantimentos, ferramentas e escravos para as minas, e traziam ouro. Hoje, a hidrovia Tietê-Paraná percorre 2,6 mil quilômetros e transporta 6 milhões de toneladas de carga anualmente, entre insumos e grãos. Um comboio de seis barcaças carregadas tira 210 carretas das estradas, gastando um quarto do combustível e emitindo um terço da quantidade de carbono.
O rio foi determinante na fundação da maior cidade do hemisfério sul e na ocupação do território ao seu redor. Nas últimas décadas, o desenvolvimento se estendeu do alto ao baixo Tietê. O desenvolvimento econômico e demográfico custou caro ao rio. A qualidade de suas águas, cristalinas em Salesópolis, passa de apenas "boa", para "ruim" e "péssima", à medida que avança pelo interior, e só volta a ficar boa em Barra Bonita. Nos últimos 30 quilômetros antes de chegar à sua foz, as águas do rio voltam a ter a mesma excelência dos primeiros 40 quilômetros de seu curso. O rio mais poluído do país se recupera e termina tão limpo quanto começou.

(Adaptado de: TOLEDO, José Roberto de; MAIA, Lucas de Abreu e BURGARELLI, Rodrigo. O Estado de S. Paulo, 22 de setembro de 2013, A26)

... a navegação rio abaixo entre os séculos XVIII e XIX, começava em Araritaguaba... (3o parágrafo)

O verbo conjugado nos mesmos tempo e modo em que se encontra o grifado acima está em:

  • A ... o Tietê é um regato.
  • B ... ou perto delas moram 30 milhões de pessoas...
  • C O desenvolvimento econômico e demográfico custou caro ao rio.
  • D O rio Tietê nasce acima dos mil metros de altitude...
  • E ... e traziam ouro.
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Atenção: Para responder à questão, considere o texto abaixo


Um programa a ser adotado



O PET - Programa de Educação pelo Trabalho - está fazendo dez anos, que serão comemorados num evento promovido pelo TRF4, que contará com representantes da Fase - Fundação de Atendimento Socioeducativo do Rio Grande do Sul.
Há dez anos seria difícil imaginar um interno da Fase em cumprimento de medida socioeducativa saindo para trabalhar em um tribunal e, no final do dia, retornar à fundação. Muitos desacreditariam da iniciativa de colocar um adolescente infrator dentro de um gabinete de desembargador ou da Presidência de um tribunal. Outros poderiam discriminar esses jovens e desejá-los longe do ambiente de trabalho.
Todas essas barreiras foram vencidas. Em uma década, o PET do TRF4 se tornou realidade, quebrou preconceitos, mudou a cultura da própria instituição e a vida de 154 adolescentes que já passaram pelo projeto. São atendidos jovens entre 16 e 21 anos, com escolaridade mínima da 4a série do ensino fundamental. O tribunal enfrenta o desafio de criar, desenvolver e, principalmente, manter um programa de reinserção social. Os resultados do trabalho do PET com os menores que cumprem medida socioeducativa na Fase são considerados muito positivos quando se fala de jovens em situação de vulnerabilidade social. Durante esses dez anos, 45% dos participantes foram inseridos no mercado de trabalho e muitos já concluíram o ensino médio; cerca de 70% reorganizaram suas vidas e conseguiram superar a condição de envolvimento em atividades ilícitas.
Na prática, os jovens trabalham durante 4 horas nos gabinetes de desembargadores e nas unidades administrativas do tribunal. Recebem atendimento multidisciplinar, com acompanhamento jurídico, de psicólogos e de assistentes sociais.Por meio de parcerias com entidades, já foram realizados cursosde mecânica, de padaria e de garçom. Destaque a considerar é o projeto “Virando a página": oficinas de leitura e produção textual, coordenadas por servidores do TRF4 e professores e formandos de faculdades de Letras.

(Adaptado de: wttp://www2.trf4.jus.br /trf4/controlador.php? acao= noticia_visualizar&id_noticia=10129)



É preciso corrigir, por falha estrutural, a redação deste livre comentário sobre o texto:

  • A Com vistas às medidas implantadas pelo TRF4, jovens infratores estão sendo amparados pelo PET, pelos quais os resultados inquestionáveis já se fazem sentir de modo concreto.
  • B Comprovam-se na prática os excelentes resultados obtidos pelo TRF4, ao implantar o PET e possibilitar, por meio desse programa, a plena reabilitação social de jovens infratores.
  • C Não são pequenos os desafios que enfrenta o TRF4, em seu programa de reinserção social de jovens infratores - programa que, felizmente, já se revelou bastante eficaz.
  • D Já está comprovada a eficácia do programa implantado pelo TRF4 com a finalidade de reinserir jovens infratores no mercado de trabalho.
  • E Jovens infratores, que muitos considerariam irrecuperáveis, vêm apresentando notáveis progressos, apoiados por programa de reinserção social implantado pelo TRF4.
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De gramática e de linguagem
E havia uma gramática que dizia assim:
“Substantivo (concreto) é tudo quanto indica
Pessoa, animal ou cousa: João, sabiá, caneta."
Eu gosto é das cousas. As cousas, sim!...
As pessoas atrapalham. Estão em toda parte. Multiplicam-se em excesso.
As cousas são quietas. Bastam-se. Não se metem com ninguém.
Uma pedra. Um armário. Um ovo. (Ovo, nem sempre,
Ovo pode estar choco: é inquietante...)
As cousas vivem metidas com as suas cousas.
E não exigem nada.
Apenas que não as tirem do lugar onde estão.
E João pode neste mesmo instante vir bater à nossa porta.
Para quê? não importa: João vem!
E há de estar triste ou alegre, reticente ou falastrão,
Amigo ou adverso ... João só será definitivo
Quando esticar a canela. Morre, João...
Mas o bom, mesmo, são os adjetivos,
Os puros adjetivos isentos de qualquer objeto.
Verde. Macio. Áspero. Rente. Escuro. Luminoso.
Sonoro. Lento. Eu sonho
Com uma linguagem composta unicamente de adjetivos
Como decerto é a linguagem das plantas e dos animais.
Ainda mais:
Eu sonho com um poema
Cujas palavras sumarentas escorram
Como a polpa de um fruto maduro em tua boca,
Um poema que te mate de amor
Antes mesmo que tu lhe saibas o misterioso sentido:
Basta provares o seu gosto...

(QUINTANA, M. Prosa e verso. Porto Alegre: Globo, 1978, p. 94)
E havia uma gramática...


O verbo que possui o mesmo tipo de complemento que o verbo grifado acima está empregado em:

  • A João só será definitivo...
  • B Estão em toda parte
  • C E não exigem nada.
  • D Eu sonho com um poema ...
  • E As pessoas atrapalham.

Literatura

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Para responder à questão, considere o poema abaixo.

Outro retrato

O laço de fita
que prende os cabelos
da moça do retrato
mais parece uma borboleta.

Um ventinho qualquer
e sai voando
rumo a outra vida
além do retrato

Uma vida onde os maridos
nunca chegam tarde
com um gosto amargo na boca.
[...]

Onde os filhos não vão
um dia estudar fora
e acabam se casando
e esquecem de escrever

Onde não sobram contas
a pagar nem dentes
postiços nem cabelos
brancos nem muito menos rugas

Um ventinho qualquer...
O laço de fita
prende sempre − coitada! −
os cabelos da moça
(José Paulo Paes)
Uma redação alternativa, em prosa, para versos do poema, em que se mantêm a correção e a coerência, considerado o contexto, está em:
  • A Onde não se tenha contas a pagar, ou dentes postiços, cabelos brancos ou mesmo rugas.
  • B Uma vida cujos maridos não costumam chegar tarde, com um gosto amargo na boca.
  • C Um ventinho, qualquer, e sai voando, em direção a vida que se encontra para além do retrato.
  • D Desventurada a moça, cujos cabelos estão sempre presos pelo laço de fita.
  • E Os filhos, onde um dia vão estudar fora, e acabam se casando e esquecendo de escrever.

Português

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A ilusão do migrante (fragmento)

Quando vim da minha terra,
não vim, perdi-me no espaço,
na ilusão de ter saído. Ai de mim, nunca saí.
Lá estou eu, enterrado
por baixo de falas mansas,
por baixo de negras sombras,
por baixo de lavras de ouro,
por baixo de gerações,
por baixo, eu sei, de mim mesmo,
este vivente enganado, enganoso


(Carlos Drummond de Andrade)

O título desse poema justifica-se plenamente quando se considera que, nesses versos, o poeta mineiro confessa que
  • A seu exílio em terras estrangeiras fê-lo amar ainda mais sua terra natal e as lembranças de seus antepassados.
  • B seu amor pelos valores do berço natal não se manteve o mesmo depois que saiu de sua terra.
  • C foram determinantes e indeléveis as marcas da terra e da cultura que o formaram como indivíduo.
  • D encontrou na religião uma nova conexão com os hábitos de sua terra e os valores de sua família.
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As ideias estão articuladas de modo claro e correto na seguinte frase:

  • A Mesmo sendo ele um hábil articulador e a despeito do grande prestígio de que gozava, não obteve êxito na transação, pois a verdadeira natureza do negócio lhe escapara.
  • B Dependendo a transação de um hábil articulador e que gozasse de grande prestígio, do mesmo modo ele não obteve êxito nisso: faltara-lhe a verdadeira natureza do negócio.
  • C Ele não obteve êxito no processo na transação, ainda que sempre foi hábil articulador e apesar que gozava de grande prestígio, dado a verdadeira natureza do negócio, que tinha ficado obscuro para ele.
  • D Sendo ele um hábil articulador e gozando de grande prestígio não obteve êxito na transação, visto a verdadeira natureza do negócio ter escapado para ele.
  • E Não obstante o hábil articulador que era e do grande prestígio que sempre desfrutou não obteve êxito na transação, deixando de ter clara a verdadeira natureza do negócio.
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O dia 12 de outubro de 1822, data da aclamação do imperador Pedro I, amanheceu nublado e chuvoso no Rio de Janeiro. Mas nem a chuva nem as rajadas de vento conseguiram atrapalhar a primeira grande festa cívica do Brasil independente. Logo ao alvorecer, a cidade foi acordada por uma ensurdecedora salva de canhões, disparada das fortalezas situadas na entrada da baía de Guanabara e dos navios de guerra ancorados no porto. As ruas estavam ocupadas pela multidão e das varandas pendiam colchas, toalhas bordadas e outros adereços. Os moradores colocaram suas melhores roupas e saíram às janelas para ver o espetáculo.


(Adaptado de Laurentino Gomes. 1822. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2011. p. 207)


As ruas estavam ocupadas pela multidão...

A forma verbal resultante da transposição da frase acima para a voz ativa é:
  • A ocupava-se.
  • B ocupavam.
  • C ocupou.
  • D ocupa.
  • E ocupava.
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Ao cabo de uma palestra, perguntaram-me se concordo com a tese de que só é possível filosofar em alemão. Não foi a
primeira vez. Essa questão se popularizou a partir de versos da canção “Língua”, de Caetano Veloso (“Está provado que só é possível filosofar em alemão”).
Ocorre que os versos que se encontram no interior de uma canção não estão necessariamente afirmando aquilo que
afirmariam fora do poema. O verso em questão possui carga irônica e provocativa: tanto mais quanto a afirmação é geralmente atribuída a Heidegger, filósofo cujo tema precípuo é o ser. Ora, logo no início de “Língua”, um verso (“Gosto de ser e de estar”) explora um privilégio poético-filosófico da língua portuguesa, que é a distinção entre ser e estar: privilégio não compartilhado pela língua alemã. Mas consideremos a tese de Heidegger. Para ele, a língua do pensamento por excelência é a alemã. Essa pretensão tem uma história. Os pensadores românticos da Alemanha inventaram a superioridade filosófica do seu idioma porque foram assombrados pela presunção, que lhes era opressiva, da superioridade do latim e do francês.
O latim foi a língua da filosofia e da ciência na Europa desde o Império Romano até a segunda metade do século XVIII, enquanto o alemão era considerado uma língua bárbara. Entre os séculos XVII e XVIII, a França dominou culturalmente a Europa. Paris foi a nova Roma e o francês o novo latim. Não admira que os intelectuais alemães - de origem burguesa - tenham reagido violentamente contra o culto que a aristocracia do seu país dedicava a tudo o que era francês e o concomitante desprezo que reservava a tudo o que era alemão. Para eles, já que a França se portava como a herdeira de Roma, a Alemanha se identificaria com a Grécia. Se o léxico francês era descendente do latino, a morfologia e a sintaxe alemãs teriam afinidades com as gregas. Se modernamente o francês posava de língua da civilização universal, é que eram superficiais a civilização e a universalidade; o alemão seria, ao contrário, a língua da particularidade germânica: autêntica, profunda, e o equivalente moderno do grego.
Levando isso em conta, estranha-se menos o fato de que Heidegger tenha sido capaz de querer crer que a superficialidade que atribui ao pensamento ocidental moderno tenha começado com a tradução dos termos filosóficos gregos para o latim; ou de afirmar que os franceses só consigam começar a pensar quando aprendem alemão.
Estranho é que haja franceses ou brasileiros que acreditem nesses mitos germânicos, quando falam idiomas derivados da língua latina, cujo vocabulário é rico de 2000 anos de filosofia, e que tinha - ela sim - enorme afinidade com a língua grega.
(CICERO, A. A filosofia e a língua alemã. In: F. de São Paulo. Disponível em: www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustradi/fq0505200726. htm. Acesso em: 8/06/2014)

Considerando-se o contexto, mantêm-se as relações de sentido estabelecidas pelo texto no que se afirma em:

  • A Segundo a tese de Heidegger, os pensadores românticos da Alemanha exploraram a superioridade filosófica do seu idioma, apesar de terem sido assombrados pela presunção de superioridade do francês, que se considerava, erroneamente, a língua do pensamento por excelência.
  • B A despeito de, entre os séculos XVII e XVIII, disseminar-se a ideia de que o alemão era uma língua inadequada para representar a civilização moderna, a França domina culturalmente a Europa, Paris se torna a nova Roma, e o francês, por conseguinte, o novo latim.
  • C Porquanto o francês tenha sido eleito como a língua da civilização universal, o alemão - equivalente moderno do grego - reteve em si os traços distintivos da particularidade germânica, cuja autenticidade vai de encontro à superficialidade dos tempos modernos.
  • D Depreende-se que o verso “Gosto de ser e de estar”, do início da canção “Língua”, possui carga irônica e provocativa, visto que, embora o tema precípuo de Heidegger seja o conceito do “ser”, explora um privilégio poético-filosófico da língua portuguesa.
  • E Uma vez que o francês e o português são idiomas derivados da língua latina, cuja afinidade com a língua grega era enorme, estranha-se que haja franceses ou brasileiros que acreditem em mitos como o de que os franceses só conseguem começar a pensar quando aprendem alemão.
21
Onde houvesse música jovem, nos anos 60 e 70, lá estaria o carro, símbolo máximo de independência. Mas algo mudou. Desde 1990, jovens de países desenvolvidos, como Reino Unido, Alemanha e Japão, têm dirigido cada vez menos. O fenômeno até ganhou um nome japonês – kuruma banare, ou desmotorização. Também nos Estados Unidos, os jovens estão dirigindo menos, andando mais de bicicleta ou a pé e utilizando o transporte público. Mesmo aqueles de renda familiar mais elevada dobraram seus gastos com transporte público entre 2001 e 2009.

      A crise global tem seu papel nesse movimento – sem dinheiro, jovens deixam para depois o casamento, os filhos e o financiamento da casa própria. Em vez disso, alugam apartamento perto do trabalho, das compras e da diversão. Substituem a propriedade por serviços ou trocas. É uma geração que investe em si mesma. "O automóvel passou a ser identificado como um produto antigo – afinal seus pais e avós já tinham carro na garagem", diz Adriana Mariotti, professora da Faculdade de Economia e Administração da USP, pesquisadora de novas tecnologias da indústria automotiva. "Além disso, não tem o mesmo apelo tecnológico de smartphones e tablets e é considerado o vilão em questões ambientais."

      Enquanto as economias avançadas veem o declínio da posse de bens materiais, em mercados emergentes, como o brasileiro, jovens que ascenderam à classe média entram no mercado de consumo e, pela primeira vez, podem comprar bens mais caros. O resultado é que, em outubro de 2012, o Brasil superou o Japão como o 3o mercado automobilístico do mundo, atrás de China e EUA.


(Adaptado de: Alexandre Versignasi, Maurício Horta, Rafael Quick e Davi Augusto. Superinteressante, dezembro de 2012, p. 66-68)

Depreende-se do texto que a "desmotorização" poderá resultar em

  • A melhoria das condições ambientais, com a redução da emissão de poluentes.
  • B mudança de valores para os jovens, em relação às gerações mais velhas.
  • C soluções para a crise econômica desencadeada em alguns países ricos.
  • D volume maior de gastos com transporte público, afetando a renda dos trabalhadores.
  • E investimentos em tecnologia destinados à indústria, inclusive a automobilística.
22

A supressão da vírgula altera o sentido da seguinte frase:

  • A Na semana passada, os meninos da vizinhança organizaram a coleta de alimentos para os flagelados.
  • B Parabéns aos meninos da vizinhança, que organizaram a coleta de alimentos para os flagelados.
  • C Para assistir aos flagelados, os meninos da vizinhança organizaram a coleta de alimentos.
  • D Num ato de generosidade, os meninos da vizinhança dispuseram-se a organizar a coleta de alimentos.
  • E Os meninos da vizinhança passaram a organizar a coleta de alimentos, a pedido dos pais.
23
Alguns mapas e textos do século XVII apresentam-nos a vila de São Paulo como centro de amplo sistema de estradas expandindo-se rumo ao sertão e à costa. Os toscos desenhos e os nomes estropiados desorientam, não raro, quem pretenda servir-se desses documentos para a elucidação de algum ponto obscuro de nossa geografia histórica. Recordam-nos, entretanto, a singular importância dessas estradas para a região de Piratininga, cujos destinos aparecem assim representados em um panorama simbólico.
Neste caso, como em quase tudo, os adventícios deveram habituar-se às soluções e muitas vezes aos recursos materiais dos primitivos moradores da terra. Às estreitas veredas e atalhos que estes tinham aberto para uso próprio, nada acrescentariam aqueles de considerável, ao menos durante os primeiros tempos. Para o sertanista branco ou mamaluco, o incipiente sistema de viação que aqui encontrou foi um auxiliar tão prestimoso e necessário quanto o fora para o indígena. Donos de uma capacidade de orientação nas brenhas selvagens, em que tão bem se revelam suas afinidades com o gentio, mestre e colaborador inigualável nas entradas, sabiam os paulistas como transpor pelas passagens mais convenientes as matas espessas ou as montanhas aprumadas, e como escolher sítio para fazer pouso e plantar mantimentos.
Eram de vária espécie esses tênues e rudimentares caminhos de índios. Quando em terreno fragoso e bem vestido, distinguiam- se graças aos galhos cortados a mão de espaço a espaço. Uma sequência de tais galhos, em qualquer floresta, podia significar uma pista. Nas expedições breves serviam de balizas ou mostradores para a volta. Era o processo chamado ibapaá, segundo Montoya, caapeno, segundo o padre João Daniel, cuapaba, segundo Martius, ou ainda caapepena, segundo Stradelli: talvez o mais generalizado, não só no Brasil como em quase todo o continente americano. Onde houvesse arvoredo grosso, os caminhos eram comumente assinalados a golpes de machado nos troncos mais robustos. Em campos extensos, chegavam em alguns casos a extremos de sutileza. Koch-Grünberg viu uma dessas marcas de caminho na serra de Tunuí: constava simplesmente de uma vareta quebrada em partes desiguais, a maior metida na terra, e a outra, em ângulo reto com a primeira, mostrando o rio. Só a um olhar muito exercitado seria perceptível o sinal.

(Sérgio Buarque de Holanda. Caminhos e fronteiras. 3.ed. S. Paulo: Cia. das Letras, 1994. p.19-20)

A frase redigida com clareza e a correção é:

  • A Priorizando os acontecimentos miúdos e os personagens anônimos, geralmente relegados à segundo plano pela historiografia tradicional, os livros escritos por Sérgio Buarque sobre a história brasileira, sobretudo a do período colonial, de modo saboroso e bastante original.
  • B Muitos aspectos da história do período colonial que não ficaram registrados nos documentos históricos tradicionais, Sérgio Buarque os vai buscar entre as pessoas que ainda preservam hábitos e costumes ancestrais, sem deixar de recorrer às fontes sempre ricas da literatura.
  • C Com estradas asfaltadas para qualquer rincão do país, mesmo que se possam criticar o seu estado de conservação, é só com muito esforço que podemos imaginar a enorme dificuldade que constituía os deslocamentos pelo interior a época do período colonial.
  • D Vítimas de uma colonização violenta e brutal, a história contada sempre do ponto de vista dos colonizadores ainda discriminam os indígenas, cujos são geralmente relegados à notas de rodapé de obras que quase nada lhes referem de modo positivo.
  • E Muito mais do que costumamos pensar ou gostaríamos de admitir, os hábitos e costumes indígenas foram bastante assimilados pelos brancos, que os passaram de geração à geração, até chegarem mesmo há nossos dias, em que a presença desses povos quase não são notados.
24

Depois que se tinha fartado de ouro, o mundo teve fome de açúcar, mas o açúcar consumia escravos. O esgotamento das minas − que de resto foi precedido pelo das florestas que forneciam o combustível para os fornos −, a abolição da escravatura e, finalmente, uma procura mundial crescente, orientam São Paulo e o seu porto de Santos para o café. De amarelo, passando pelo branco, o ouro tornou-se negro.

Mas, apesar de terem ocorrido essas transformações que tornaram Santos num dos centros do comércio internacional, o local conserva uma beleza secreta; à medida que o barco penetra lentamente por entre as ilhas, experimento aqui o primeiro sobressalto dos trópicos. Estamos encerrados num canal verdejante. Quase podíamos, só com estender a mão, agarrar essas plantas que o Rio ainda mantinha à distância nas suas estufas empoleiradas lá no alto. Aqui se estabelece, num palco mais modesto, o contato com a paisagem.

O arrabalde de Santos, uma planície inundada, crivada de lagoas e pântanos, entrecortada por riachos estreitos e canais, cujos contornos são perpetuamente esbatidos por uma bruma nacarada, assemelha-se à própria Terra, emergindo no começo da criação. As plantações de bananeiras que a cobrem são do verde mais jovem e terno que se possa imaginar: mais agudo que o ouro verde dos campos de juta no delta do Bramaputra, com o qual gosto de o associar na minha recordação; mas é que a própria fragilidade do matiz, a sua gracilidade inquieta, comparada com a suntuosidade tranquila da outra, contribuem para criar uma atmosfera primordial.

Durante cerca de meia hora, rolamos por entre bananeiras, mais plantas mastodontes do que árvores anãs, com troncos plenos de seiva que terminam numa girândola de folhas elásticas por sobre uma mão de 100 dedos que sai de um enorme lótus castanho e rosado. A seguir, a estrada eleva-se até os 800 metros de altitude, o cume da serra. Como acontece em toda parte nessa costa, escarpas abruptas protegeram dos ataques do homem essa floresta virgem tão rica que para encontrarmos igual a ela teríamos de percorrer vários milhares de quilômetros para norte, junto da bacia amazônica.

Enquanto o carro geme em curvas que já nem poderíamos qualificar como “cabeças de alfinete”, de tal modo se sucedem em espiral, por entre um nevoeiro que imita a alta montanha de outros climas, posso examinar à vontade as árvores e as plantas estendendo-se perante o meu olhar como espécimes de museu.


(Adaptado de: LÉVI-STRAUSS, Claude. Tristes Trópicos. Coimbra, Edições 70, 1979, p. 82-3)

Em relação à primeira parte da frase, o segmento ... orientam São Paulo e o seu porto de Santos para o café (1° parágrafo) expressa:

  • A finalidade.
  • B causa.
  • C decorrência.
  • D conformidade.
  • E proporcionalidade.
25
Escola de bem-te-vis

Muita gente já não acredita que existam pássaros, a não ser em gravuras ou empalhados nos museus - o que é perfeitamente natural, dado o novo aspecto da terra, que, em lugar de árvores, produz com mais abundância blocos de cimento armado. Mas ainda há pássaros, sim. Existem tantos, ao redor da minha casa, que até agora não tive (nem creio que venha a ter) tempo de saber seus nomes, conhecer suas cores, entender sua linguagem. Porque evidentemente os pássaros falam. Há muitos, muitos anos, no meu primeiro livro de inglês, se lia: “Dizem que o sultão Mamude entendia a linguagem dos pássaros ...”
Quando ouço um gorjeio nestas mangueiras e ciprestes, logo penso no sultão e nessa linguagem que ele entendia. Fico atenta, mas não consigo traduzir nada. No entanto, bem sei que os pássaros estão conversando.
O papagaio e a arara, esses aprendem o que lhes ensinam, e falam como doutores. E há o bem-te-vi, que fala português de nascença, mas infelizmente só diz o próprio nome, decerto sem saber que assim se chama. [...]
Os pais e professores desses passarinhos devem ensinar-lhes muitas coisas: a discernir um homem de uma sombra, as sementes e frutas, os pássaros amigos e inimigos, os gatos - ah! principalmente os gatos ... Mas essa instrução parece que é toda prática e silenciosa, quase sigilosa: uma espécie de iniciação. Quanto a ensino oral, parece que é mesmo só: “Bem-te-vi! Bem-te-vi!”, que uns dizem com voz rouca, outros com voz suave, e os garotinhos ainda meio hesitantes, sem fôlego para as três sílabas.


(MEIRELES, Cecília. O que se diz e o que se entende. Rio de Janeiro:
Nova Fronteira, 1980, p. 95-96)

Os diferentes verbos empregados nas frases transcritas do texto, que apresentam o mesmo sentido, encontram-se no par:

  • A ... que fala português de nascença ... (3° parágrafo)
    Dizem que o sultão Mamude ... (1° parágrafo)
  • B Quando ouço um gorjeio nestas mangueiras e ciprestes ... (2° parágrafo)
    ... mas não consigo traduzir nada. (2° parágrafo)
  • C ... tempo de saber seus nomes ... (1° parágrafo)
    ... entender sua linguagem. (1° parágrafo)
  • D Mas ainda há pássaros, sim. (1° parágrafo)
    Existem tantos, ao redor da minha casa ... (1° parágrafo)
  • E ... que os pássaros estão conversando. (2° parágrafo)
    ... e falam como doutores. (3° parágrafo)

Raciocínio Lógico

26

Dois lojistas concorrem vendendo o produto P pelo mesmo valor. Em um dia o lojista Q reajusta o preço de P em 10% e o lojista R reajusta o preço de P em 20%. Os compradores desaparecem. Uma semana depois, apavorados, os lojistas, querendo vender, resolveram abaixar o preço de P. O lojista Q diminuiu 10% e o lojista R diminuiu 20%. Os compradores voltaram e todos compram na loja de R. Isso se deve ao fato do preço de P, na loja de R, ser menor do que na loja de Q em, aproximadamente,

  • A 3%.
  • B 10%.
  • C 15%.
  • D 1%.
  • E 5%.
27

Em um pequeno ramal do Metrô, um trem parte da estação inicial até o destino final e volta à estação inicial em exatos 25 minutos. Em outro ramal, parte outro trem da mesma estação inicial, vai até o destino final e volta à estação inicial em exatos 35 minutos. Suponha que os dois trens realizem sucessivas viagens, sempre com a mesma duração e sem qualquer intervalo de tempo entre uma viagem e a seguinte. Sabendo-se que às 8 horas e 10 minutos os dois trens partiram simultaneamente da estação inicial, após às 17 horas deste mesmo dia, a primeira vez que esse fato ocorrerá novamente será às :

  • A 17 horas e 30 minutos.
  • B 19 horas e 50 minutos.
  • C 18 horas e 45 minutos.
  • D 19 horas e 15 minutos.
  • E 20 horas e 5 minutos.
28

A sequência 27; 17; 28; 15; 29; 13; 30; . . . foi criada com um padrão lógico aritmético que se mantém ilimitadamente. Nessa sequência aparecem termos que são números negativos. A soma do segundo termo negativo da sequência com o termo imediatamente posterior a ele na sequência é igual a

  • A 42.
  • B 38.
  • C 37.
  • D 45.
  • E 36.
29
Sabe-se que os termos da sequência (8, 9, 12, 13, 15, 16, 19, 20, 22, 23, 26, ...) foram obtidos segundo uma lei de formação. De acordo com essa lei, o 13º termo dessa sequência é um número
  • A par.
  • B primo.
  • C divisível por 3.
  • D múltiplo de 4.
  • E quadrado perfeito.
30

Em uma mesa circular com quatro cadeiras igualmente espaçadas irão se sentar Arnaldo, Bruno, Carlos e Dalton. Bruno não se senta em frente a Carlos. Arnaldo senta-se junto e à esquerda de Carlos. Sendo assim, é correto afirmar que

  • A Carlos senta-se junto e à direita de Bruno.
  • B Dalton e Bruno não estão juntos lado a lado.
  • C Arnaldo senta-se junto e à esquerda de Dalton.
  • D Carlos está em frente a Arnaldo.
  • E Bruno senta-se junto e à esquerda de Dalton.
31

Ao ser questionado por seus alunos sobre a justiça da avaliação final de seu curso, um professor fez a seguinte afirmação: “Não é verdade que todos os alunos que estudaram foram reprovados”. Considerando verdadeira a afirmação do professor, pode-se concluir que, necessariamente,

  • A somente alunos que não estudaram foram reprovados.
  • B pelo menos um aluno que estudou não foi reprovado.
  • C todos os alunos que estudaram não foram reprovados.
  • D pelo menos um aluno que não estudou foi reprovado.
  • E todos os alunos que não estudaram foram reprovados.
32

Jorge é o funcionário responsável por criar uma senha mensal de acesso ao sistema financeiro de uma empresa.
A senha deve ser criada com 8 caracteres alfanuméricos.
Jorge cria as senhas com um padrão dele e não divulgou. Observe as senhas de quatro meses seguidos.

Janeiro:           008CA511
Fevereiro:       014DB255
Março:           026EC127
Abril:              050FD063

Jorge informou que as senhas seguem um padrão sequencial, mês a mês. Sendo assim, a única alternativa que contém 3 caracteres presentes na senha preparada para o mês de Junho é

  • A 1 - I - 6
  • B 9 - H - 5
  • C 1 - G - 2
  • D 4 - F - 3
  • E 8 - J - 1
33

Considere a afirmação: Nem todas as exigências foram cumpridas ou o processo segue adiante.

Do ponto de vista lógico, uma afirmação equivalente à acima é:

  • A Se o processo segue adiante, então nem todas as exigências foram cumpridas
  • B O processo não segue adiante e todas as exigências foram cumpridas.
  • C Se todas as exigências foram cumpridas, então o processo segue adiante.
  • D Se nenhuma exigência foi cumprida, então o pro- cesso não segue adiante.
  • E Nem todas as exigências foram cumpridas e o pro- cesso segue adiante.
34

As relações seguintes referem-se a uma família em que não há duas pessoas com o mesmo nome.

“Raul é pai de Sofia, que é neta do pai de Flávio. Larissa é sobrinha de Raul.”

A partir dessas informações, conclui-se que, necessariamente,

  • A Larissa é filha de Flávio.
  • B o pai de Flávio tem uma filha.
  • C Raul e Flávio são irmãos.
  • D Flávio é tio de Larissa.
  • E Sofia é sobrinha de Flávio.
35

Em uma oficina existem apenas engrenagens com 3 dentes e serras circulares com 5 pontas. Se existem, no total, 97 dentes e pontas nessa oficina, então nela, necessariamente, existem

  • A 17 serras circulares, no máximo.
  • B 9 engrenagens e 14 serras circulares.
  • C mais serras circulares do que engrenagens.
  • D 3 engrenagens, no mínimo.
  • E 16 serras circulares, no máximo.
36

Uma pessoa vai à feira e verifica que com a mesma quantia de dinheiro que compraria 50 laranjas, ela poderia comprar 3 melões mais 5 abacaxis. Também verifica que com a mesma quantia de dinheiro que compraria 6 melões, ela poderia comprar 15 abacaxis. Então, com a mesma quantia de dinheiro que compraria 1 melão mais 1 abacaxi, o número de laranjas que ela poderia comprar é

  • A 14
  • B 15
  • C 16
  • D 18
  • E 20
37

Se a conexão com a internet cai, então não há possibilidade de comunicação. Uma afirmação que corresponde à negação lógica da afirmação anterior é:

  • A Se a conexão com a internet não cai, então há possibilidade de comunicação.
  • B Não há possibilidade de comunicação ou a conexão com a internet cai.
  • C A conexão da internet cai e há possibilidade de comunicação.
  • D Se há possibilidade de comunicação, então a conexão com a internet não cai.
  • E Ou a conexão com a internet cai, ou não há possibilidade de comunicação.
38

Uma das regras elaboradas pela associação dos bancos de um país define que:

Se o vencimento de uma conta não cair em um dia útil, então ele deverá automaticamente ser transferido para o próximo dia útil.

Para que esta regra não tenha sido cumprida, basta que

  • A uma conta cujo vencimento caía num dia útil tenha tido seu vencimento antecipado para o dia útil imediatamente anterior.
  • B uma conta cujo vencimento caía num dia útil tenha tido seu vencimento transferido para o próximo dia útil.
  • C uma conta cujo vencimento caía num dia útil não tenha tido seu vencimento transferido para o próximo dia útil.
  • D uma conta cujo vencimento não caía num dia útil tenha tido seu vencimento transferido para o próximo dia útil.
  • E uma conta cujo vencimento não caía num dia útil não tenha tido seu vencimento transferido para o próximo dia útil.
39
Considere a afirmação condicional: Se Alberto é médico ou Alberto é dentista, então Rosa é engenheira.

Seja R a afirmação: 'Alberto é médico';
Seja S a afirmação: 'Alberto é dentista' e
Seja T a afirmação: 'Rosa é engenheira'.

A afirmação condicional será considerada necessariamente falsa quando
  • A R for verdadeira, S for falsa e T for verdadeira.
  • B R for falsa, S for verdadeira e T for verdadeira.
  • C R for falsa, S for falsa e T for falsa.
  • D R for falsa, S for falsa e T for verdadeira.
  • E R for verdadeira, S for falsa e T for falsa.
40
Em uma das versões do jogo de Canastra, muito popular em certos Estados brasileiros, uma canastra é um jogo composto de sete cartas. Existem dois tipos de canastras: a canastra real, formada por sete cartas normais iguais (por exemplo, sete reis) e a canastra suja, formada por quatro, cinco ou seis cartas normais iguais mais a quantidade de coringas necessária para completar as sete cartas. São exemplos de canastras sujas: um conjunto de seis cartas “9" mais um coringa ou um conjunto de quatro cartas “7" mais três coringas.

As canastras reais e sujas valem, respectivamente, 500 e 300 pontos, mais o valor das cartas que as compõem. Dentre as cartas normais, cada carta “4", “5", “6" e “7" vale 5 pontos, cada “8", “9", “10", valete, dama e rei vale 10 pontos e cada ás vale 20 pontos. Já dentre os coringas, existem dois tipos: o “2", que vale 20 pontos cada, e o joker, que vale 50 pontos cada.

Uma carta “3" não pode ser usada em uma canastra. A Canastra é jogada com dois baralhos, o que resulta em oito cartas de cada tipo (“2", “3", “4", ... , “10", valete, dama, rei e ás) mais quatro coringas joker.

Ao fazer uma canastra do jogo de Canastra usando apenas sete cartas, um jogador conseguirá uma quantidade de pontos, no máximo, igual a

  • A 530.
  • B 535.
  • C 570.
  • D 615.
  • E 640.

Direito Constitucional

41

Sobre o controle de constitucionalidade no sistema jurídico brasileiro, considere as seguintes assertivas:

I. O controle concentrado de constitucionalidade produz efeitos apenas entre as partes litigantes.

II. O Supremo Tribunal Federal no Brasil é o único legitimado a realizar o controle abstrato-concentrado de leis e atos normativos em face da Constituição Federal.

III. Orgão judicial de qualquer instância poderá fazer o controle de constitucionalidade concentrado para resolver adequadamente o caso concreto.

Está correto o que se afirma APENAS em

  • A I.
  • B II.
  • C II e III.
  • D III.
  • E I e III.
42

Xisto é Juiz do Trabalho em uma determinada cidade do Estado de São Paulo e é acusado de crime de responsabilidade. Neste caso, Xisto será processado e julgado, originariamente,

  • A pelo Tribunal Regional Federal da área de sua jurisdição.
  • B pela Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo.
  • C pelo Tribunal Regional do Trabalho da área de sua jurisdição.
  • D pelo Superior Tribunal de Justiça.
  • E pelo Tribunal de Justiça de São Paulo.
43

Autorizar operações externas de natureza financeira, de interesse da União, dos Estados, do Distrito Federal, dos Territórios e dos Municípios, é competência

  • A exclusiva do Congresso Nacional.
  • B privativa da Câmara dos Deputados.
  • C exclusiva do ente federado interessado.
  • D privativa do Senado Federal.
  • E do Congresso Nacional, com a sanção do Presiden- te da República.
44

Uma das classificações das normas constitucionais quanto a sua aplicabilidade foi proposta por José Afonso da Silva. Segundo a classificação desse autor, entende-se por norma constitucional de eficácia contida aquela que possui aplicabilidade

  • A direta e imediata, produzindo de logo todos os seus efeitos, os quais, no entanto, podem ser limitados por outras normas jurídicas, constitucionais ou infraconstitucionais.
  • B direta, imediata e integral, não estando sujeita a qualquer tipo de limitação infraconstitucional.
  • C indireta e mediata, vez depender a sua plena efetividade de regulamentação infraconstitucional.
  • D direta, imediata e integral, competindo ao Poder Público apenas regrar a forma de seu exercício por meio de normas administrativas infralegais, vedada qualquer limitação.
  • E indireta e mediata, vez depender a sua plena efetividade da aplicação de outras normas constitucionais.
45

A representação interventiva, prevista na Constituição Federal,

I. é ação direta proposta perante o Supremo Tribunal Federal, ensejando um controle concreto de constitucionalidade.
II. tem como parâmetro de controle os princípios constitucionais sensíveis.
III. acarreta, a partir de seu provimento pela autoridade judicial competente, a intervenção no Estado-membro.
IV. tem como legitimados ativos o Procurador-Geral da República e o Advogado-Geral da União e, como legitimado passivo, o Estado-membro.

Está correto o que consta APENAS em

  • A II e III.
  • B II e IV.
  • C I e IV.
  • D I e II.
  • E III e IV.

História

46

A pluralidade de calendários existente ao compararmos as mais diversas culturas, passadas e presentes, demonstram que

  • A os povos mais evoluídos tendem a desenvolver métodos elaborados de contagem ao contrário de civilizações primitivas que não se preocupam com o registro da passagem do tempo.
  • B o trabalho industrial transformou completamente a concepção do tempo nas cidades em relação ao campo, que, em qualquer parte, ainda mantém formas de medição que se distanciam radicalmente do padrão urbano.
  • C o interesse pela medição do tempo pode ser encontrado nos mais diversos povos, que desenvolveram calendários, registros e concepções de tempo intimamente relacionados às suas necessidades, crenças e identidades culturais.
  • D o conhecimento da matemática e da astronomia resultaram na sofisticação dos calendários e em formas de organização do tempo racionais, desprovidas de sentidos celebrativos, míticos ou religiosos.
  • E a importância conferida à passagem e à medição do tempo é maior em povos guerreiros, que regram seu cotidiano ao exercerem o domínio sobre os demais e valorizar o comércio em detrimento da agricultura.
47
Atenção: Para responder à questão, considere o texto abaixo.

A justiça condenou em 2004 um fazendeiro do Pará a pagar 1,3 milhão de reais de multa por manter em suas terras trabalhadores em situação análoga à escravidão. Essa foi a maior pena financeira já aplicada no país para um crime desse tipo.

(In: AZEVEDO, Gislane e SERIACOPI, Reinaldo. História. São Paulo: Ática,2005, p. 357. (Série Brasil))

No Brasil, as relações de produção a que o texto se refere foram legalmente


  • A instituídas em dispositivos da Constituição de 1824.
  • B criadas por imposição do Bill Aberdeen, em 1845.
  • C revogadas pela Lei Eusébio de Queiroz, em 1850.
  • D proibidas por conta da Lei do Ventre Livre, em 1871.
  • E extintas com a assinatura da Lei Aurea, em 1888.
48

Atenção: Para responder à questão, considere o texto abaixo.

     Quando essa mobilização começou a ocorrer – mais em decorrência da pressão operária do que da direção do BOC – tornou-se explícita a contradição entre capital e trabalho.

     Quanto aos tão decantados acontecimentos de outubro de 1930, com seu desfile de personagens (Vargas, Antônio Carlos, Osvaldo Aranha, Lindolfo Collor), que a memória dos vencedores consagrou como revolução – nesses a classe operária não estava mais presente.

     Na realidade, as novas autoridades, sob a liderança de Vargas, nada mais fizeram do que aperfeiçoar os mecanismos de controle sobre o movimento operário.

      (TRONCA, Ítalo. Revolucão de 1930 − a dominação oculta. São Paulo: Brasiliense, 1986, p.91-92) 


O Partido Comunista introduziu algumas mudanças na ação política e sindical do movimento operário, entre elas a que visava aumentar o número de trabalhadores mobilizados e dispostos a conquistar melhores condições de vida e trabalho. O primeiro resultado dessa nova postura foi o surgimento do BOC, que

  • A buscava a ascensão social do operariado e a ampliação da participação política dos trabalhadores urbanos nas eleições.
  • B propunha o fim das fraudes eleitorais e o voto secreto para que os trabalhadores pudessem participar das eleições de 1930.
  • C pretendia juntar as forças do operariado as dos trabalhadores rurais e lançar um candidato para concorrer às eleições de 1930.
  • D visava levar o movimento operário a pressionar o governo para regulamentar uma legislação mais favorável aos trabalhadores.
  • E procurava arregimentar os sindicatos e os trabalhadores e fortalecer as campanhas eleitorais dos representantes dos operários.
49

Leia o texto abaixo.

Partindo do litoral, os colonos foram aos poucos incorporando o território da América portuguesa ao âmbito do Império: mundo sempre em movimento (...); onde os limites geográficos foram, até meados de século XVIII, fluidos e indefinidos; onde os homens inventaram arranjos familiares e relações interpessoais ao sabor de circunstâncias e contingências; onde aldeias e vilarejos se erguiam de um dia para o outro, nada garantindo que durassem mais do que alguns anos (...).

(Laura Mello e Souza. Formas provisórias de existência. In: Laura Mello e Souza (org.). História da vida privada no Brasil. vol. 1. São Paulo: Companhia das Letras, 1997. p. 42)

A formação do território brasileiro entre os séculos XVI e XVIII foi resultado de um longo processo histórico, marcado

  • A pelo predomínio de atividades econômicas pouco dinâmicas, desligadas do mercado internacional, sobretudo na área litorânea, em regiões como o atual Nordeste.
  • B pela facilidade dos caminhos naturais e meios de transportes eficientes, antes utilizados pelos povos nativos e rapida- mente incorporados ao cotidiano dos colonizadores.
  • C pela exploração e compra do território colonial pelos bandeirantes, ora com a instalação de novos núcleos populacionais, ora com a integração daqueles já existentes, pertencentes aos nativos.
  • D pela ocupação lenta das áreas distantes dos principais centros produtores, com produção voltada para o consumo local e pouco integradas aos territórios de além-mar.
50

Na década de 1970, pesquisas arqueológicas destinadas a mapear os primeiros habitantes do Brasil e da América encontraram na região de Lagoa Santa, em Minas Gerais, um crânio feminino batizado de Luzia. A constatação da presença de traços negroides desse crânio, contribuiu para

  • A a formulação de novas interpretações acerca do processo de povoamento de nosso continente e do globo, levando em conta a possibilidade de o Homo sapiens ter se desenvolvido aqui e não na África.
  • B a confirmação da teoria chamada de Consenso Clóvis, desenvolvida nos Estados Unidos, de que as regiões da África e da América do Sul formavam um só bloco continental, o que facilitava a circulação dos grupos humanos.
  • C a hipótese de a ocupação ter se iniciado pela América do Sul a partir de fluxos migratórios provenientes da costa africana por terra e por mar, diferentemente das teses sustentadas pela comunidade científica internacional durante décadas.
  • D o desenvolvimento das pesquisas sobre os paleoameríndios, populações coletoras e caçadoras que não deixaram vestígios e sobre as quais pairam muitas dúvidas e considerações hipotéticas.
  • E a comprovação de que a ocupação do continente aconteceu a partir da vinda simultânea de grupos de origem mongoloide e negroide pelo estreito de Behring, em um contexto geográfico marcado pelo congelamento das águas.

História e Geografia de Estados e Municípios

51

Assumindo os ideais iluministas no reino, o Marquês de Pombal expulsou os jesuítas de Portugal e colônias. Na Paraíba, os jesuítas foram expulsos por Pombal, em 1759. A consequência dessa expulsão para a capitania foi a

  • A criação de uma cultura formada por valores Indígenas Católicos.
  • B expansão da pecuária sobre as terras dos indígenas no Sertão da Paraíba.
  • C introdução de novos conhecimentos espirituais e científicos vindos da Europa.
  • D intensificação dos conflitos que ocorriam entre colonos e os Tupis-Guaranis.
  • E desarticulação do sistema de ensino mantido por essa Ordem Religiosa.
52

A participação de mulheres em cargos executivos no Rio Grande do Norte é marcante, a exemplo de Wilma de Faria, prefeita da capital e governadora em duas gestões, e Rosalba Ciarlini, também governadora. Tal participação tem precedente histórico, pois a primeira mulher a assumir o cargo de prefeita eleita no Brasil foi a norte-rio-grandense

  • A Júnia Marise.
  • B Celina Guimarães.
  • C Maria do Céu Pereira Fernandes.
  • D Nísia Floresta.
  • E Alzira Soriano.
53

A criação do território do Amapá ocorreu na década de

  • A 1930, no governo de Getúlio Vargas.
  • B 1940, no governo de Getúlio Vargas.
  • C 1940, no governo do marechal Dutra.
  • D 1950, no governo do marechal Dutra.
  • E 1950, no governo de Juscelino Kubitscheck.
54

Sob o aspecto histórico, a Questão do Pirara teve grande importância para o Brasil e para o estado de Roraima.
Sobre esta questão, considere:

I. Foi um conflito diplomático entre Portugal (depois o Brasil) e Inglaterra iniciado no início do século XIX e terminado no início do século XX.

II. O tratado foi vantajoso para o Brasil porque, além de ganhar território, a Guiana perdeu seu acesso à bacia amazônica.

III. Em 1904, a questão teve o arbítrio do rei italiano Vitor Emanuel que dividiu as terras e definiu os limites da fronteira Brasil − Guiana.
Está correto o que se afirma APENAS em
  • A I.
  • B I e III.
  • C I e II.
  • D II.
  • E II e III.
55

Sobre a pacificação dos índios potiguares no território que compreendia o Rio Grande (mais tarde do Norte), é correto afirmar:

  • A A pacificação deu-se por lento processo de mestiçagem, resultante do casamento de inúmeros portugueses com índias potiguares, cujos descendentes povoaram o atual Rio Grande do Norte.
  • B Os índios potiguares rejeitaram a intermediação de missionários jesuítas nas negociações pelo acordo de paz, aceitando apenas as tratativas feitas por Jerônimo de Albuquerque, mestiço de índio e branco.
  • C Os violentos confrontos entre colonizadores e potiguares ficaram conhecidos na História do Brasil como Guerra dos Bárbaros, que resultou, após o extermínio de grande parte da população indígena, na pacificação.
  • D Após muitos combates violentos contra colonizadores luso-brasileiros, os índios potiguares aceitaram acordo de paz em 1599, com intermediação de Jerônimo de Albuquerque e padres jesuítas.
  • E Usa-se a expressão “pacificação dos índios potiguares” para identificar o momento a partir do qual a prática do canibalismo foi abandonada e a fé cristã foi adotada pelos índios.

Atualidades

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O comércio entre os dois países caiu de US$ 39,6 bilhões em 2011 para US$ 34,4 bilhões no ano passado. Para o economista Matías Carugati “o menor crescimento do país significa consequências negativas para a economia brasileira."
O economista disse que as barreiras comerciais aplicadas pelo governo do terceiro maior sócio comercial do Brasil afetaram "mais o Brasil do que outros países" e contribuíram para reduzir as exportações brasileiras para o mercado vizinho.


(http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2013-01-04/desaceleracao-reduz-exportacoes-brasileiras-em-20. Adaptado. Acesso em 07 jan 2013)

O texto destaca o país parceiro comercial:
  • A a Argentina.
  • B os Estados Unidos.
  • C a Colômbia.
  • D a China.
  • E o Peru.
57

A Rio+20 prometia surtir tanto efeito quanto a ECO 92. Mas a rodada de negociações acabou em um documento que, de tão vago, chegou a ser criticado pelo secretário-geral da ONU. Como de costume, alguns países não ajudaram – pelo contrário, trataram o evento com descrédito.
(Isto é. 26/12/2012. Ano 36. n. 2250. p. 118)

O texto se refere, principalmente,

  • A ao Reino Unido que com sérios problemas econômicos chegou a sugerir o adiamento da reunião.
  • B aos Estados Unidos, cujo presidente Obama trocou a viagem ao Rio pela campanha eleitoral.
  • C à França, cujo presidente negou-se a discutir questões ambientais com países subdesenvolvidos.
  • D à Alemanha que mantém programas e metas próprias de controle de poluição atmosférica.
  • E ao Canadá que, sistematicamente, tem se recusado a participar de Conferências climáticas.
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Considere a sinopse de um filme brasileiro lançado em 2012:

Três irmãos decidem viver uma grande aventura. Orlando, Cláudio, e Leonardo Villas-Bôas partem numa missão desbravadora pelo Brasil Central. A saga começa com a travessia do Rio das Mortes e logo os irmãos se tornam chefes da expedição e se envolvem na defesa dos índios e de sua cultura, registrando tudo num diário batizado de “Marcha para o Oeste”. Numa viagem sem paralelo na história, com batalhas, 1.500 quilômetros de picadas abertas, 1.000 quilômetros de rios percorridos, 19 campos de pouso abertos, 43 vilas e cidades desbravadas e 14 tribos contatadas, além das mais de 200 crises de malária, os irmãos Villas-Bôas conseguem fundar um parque ecológico e reserva indígena que, na época, era o maior do mundo, do tamanho de um país como a Bélgica.

(Adaptado: http://www.interfilmes.com/filme_25799.html)

O texto é a sinopse do filme

  • A Tainá.
  • B Amazônia.
  • C Paraíso verde.
  • D Xingu.
  • E Iracema.
59
A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (19/08) em segundo turno, por 320 votos a favor, 152 contra e 1 abstenção, a proposta de emenda à Constituição (PEC) que reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos. O texto segue agora para o Senado, onde precisará passar por duas votações para ser promulgado.

(Adaptado de: http://g1.globo.com/politica/noticia/2015)

A redução da maioridade ocorrerá quando o menor praticar atos como

  • A discriminação de raça ou homofobia.
  • B roubos e assaltos em ambientes públicos.
  • C uso frequente de armas brancas: punhais e canivetes.
  • D consumo de drogas que indique vício.
  • E crimes hediondos, a exemplo do estupro.
60

Segundo os dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), divulgados no mês de janeiro de 2014, o índice de desemprego no Brasil é o menor desde 2002. Sobre o assunto são feitas as afirmações:

I. Em 2013 houve uma alta de mais de 10% na renda média dos trabalhadores.
II. Apesar do baixo índice de desemprego, está ocorrendo uma desaceleração no ritmo de criação de vagas.
III. Os setores que mais ofereceram vagas foram o comércio e os serviços.

Está correto o que consta APENAS em

  • A I.
  • B I e II.
  • C I e III.
  • D II.
  • E II e III.

Direitos Humanos

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A respeito da incorporação dos tratados internacionais de direitos humanos, é INCORRETO afirmar:

  • A A aprovação pelo Congresso Nacional de um tratado de direitos humanos de acordo com o rito estabelecido no § 3º do art. 5º da Constituição Federal não dispensa a ratificação do tratado.
  • B Os tratados aprovados pelo Congresso Nacional na forma do art. 5º , § 3º , da Constituição Federal possuem hierarquia e força normativa equivalente às emendas constitucionais.
  • C Os tratados e convenções internacionais sobre direitos humanos que forem aprovados, em cada Casa do Congresso Nacional, em dois turnos, por três quintos dos votos dos respectivos membros, serão equivalentes às emendas constitucionais.
  • D Os tratados internacionais que não versam sobre direitos humanos possuem, como regra geral, hierarquia de lei ordinária.
  • E Os tratados internacionais de direitos humanos dependem de ratificação pelo Brasil, mediante processo de incorporação de atribuição e participação exclusiva do Congresso Nacional.
62

Segundo a Convenção Americana sobre Direitos Humanos, qualquer pessoa ou grupo de pessoas, ou entidade não governamental legalmente reconhecida em um ou mais Estados membros da Organização, pode apresentar à Comissão petições que contenham denúncias ou queixas de violação desta Convenção por um Estado Parte. Tais petições, segundo o mesmo tratado, devem obedecer a certas regras gerais de admissibilidade, dentre as quais NÃO se inclui:

  • A A interposição e esgotamento dos recursos da jurisdição interna, de acordo com os princípios de direito internacional geralmente reconhecidos.
  • B A apresentação dentro do prazo de seis meses, a partir da data em que o presumido prejudicado em seus direitos tenha sido notificado da decisão definitiva.
  • C A manifestação expressa de concordância da vítima ou vítimas da alegada violação aos direitos humanos.
  • D Que a petição contenha o nome, a nacionalidade, a profissão, o domicílio e a assinatura da pessoa ou pessoas ou do representante legal da entidade que submeter a petição.
  • E Que a matéria da petição ou comunicação que não esteja pendente de outro processo de solução internacional.
63

Após os ataques do dia 11 de setembro de 2001, inúmeras medidas foram tomadas pelo Governo norte-americano no combate ao que eles mencionaram tratar-se de terrorismo. Dentre estas medidas, criou-se a prisão de Guantánamo. Em um julgado específico da Corte Interamericana de Direitos Humanos, de 07 de setembro de 2004, utilizou-se a expressão Guantanaminização que, em linhas gerais, trata-se de uma

  • A construção doutrinária que questiona a forma de tratamento dado aos adolescentes submetidos à medida de internação sem justa causa aparente.
  • B nova diretriz internacional aceita pelos organismos internacionais como uma forma de proteção da sociedade – este caso foi utilizado nos ataques ao jornal francês Charlie Hebdo.
  • C nova forma de combater a crescente onda de terror que assola os países do mundo desenvolvido, aceita, excepcionalmente, pelas cortes internacionais.
  • D forma de revisitar o processo penal e as penas, impondo violações a direitos humanos, especialmente a tortura e prisão sem justa causa, em nome da segurança e do discurso do medo.
  • E forma de revisitar os direitos humanos, tornando-se mais adaptados à realidade e flexibilizados, diretamente relacionados aos direitos sociais, econômicos e culturais.
64

De acordo com a Convenção Americana sobre Direitos Humanos/1969 (Pacto de São José da Costa Rica), quanto ao direito à vida, é correto afirmar que

  • A não se pode restabelecer a pena de morte nos Es­tados que a hajam abolido
  • B a pena de morte pode ser aplicada a delitos comuns conexos com delitos políticos
  • C a pena de morte, nos países que não a tenham abolido, poderá ser estendida a delitos aos quais essa pena atualmente não se aplica
  • D o pedido de anistia ou comutação de pena não im­pede a execução da pena de morte, se houver demora no julgamento por parte da autoridade competente.
  • E a pena de morte só pode ser aplicada a delitos po­líticos.
65

Sobre a previsão na Constituição Federal dos direitos humanos e dos tratados internacionais de direitos humanos, é correto afirmar:

  • A A Constituição Federal estabelece que as propriedades urbanas e rurais de qualquer região do país onde for localizada a exploração de trabalho escravo na forma da lei serão expropriadas e destinadas à reforma agrária e a programas de habitação popular, sem qualquer indenização ao proprietário e sem prejuízo de outras sanções previstas em lei.
  • B Nas hipóteses de grave violação de direitos humanos, o Procurador-Geral da República e o Defensor Público- Geral Federal, com a finalidade de assegurar o cumprimento de obrigações decorrentes de tratados internacionais de direitos humanos dos quais o Brasil seja parte, poderão suscitar, perante o Superior Tribunal de Justiça, em qualquer fase do inquérito ou processo, incidente de deslocamento de competência para a Justiça Federal.
  • C A Constituição Federal dispõe expressamente que a República Federativa do Brasil constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como fundamento a prevalência dos direitos humanos.
  • D Os tratados e convenções internacionais sobre direitos humanos que forem aprovados, em cada Casa do Congresso Nacional, em dois turnos, por três quintos dos votos dos respectivos membros, serão equivalentes às emendas constitucionais, como ocorreu recentemente com a Convenção Internacional sobre a proteção de direitos de todos os migrantes trabalhadores e membros de sua família.
  • E A Constituição Federal prevê que o Brasil propugnará pela formação de um tribunal internacional dos direitos humanos, mas veda a submissão à jurisdição do Tribunal Penal Internacional por permitir a extradição de brasileiros.
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