Resolver o Simulado VUNESP - Nível Médio

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Direito Administrativo

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A Companhia de Serviço de Água, Esgoto e Resíduos de Guaratinguetá – SAEG objetiva contratar serviço de coleta e transporte dos resíduos urbanos até a unidade de transferência, operação da unidade de transferência dos resíduos urbanos e transporte dos resíduos urbanos da unidade de transferência até o aterro sanitário (valor estimado de R$ 7.500.000,00 (sete milhões e quinhentos mil reais). Apenas alicerçado nessas informações, é correto afirmar que

  • A é licito que o contrato poderá ser celebrado, dispensando-se a licitação, em razão da urgência de atendimento de situação que poderá ocasionar prejuízo ou comprometer a segurança de pessoas, obras e serviços.
  • B a concorrência internacional, em razão do valor estimado, será a modalidade de licitação adequada, sendo uma das exigências da legislação a participação de consórcio público.
  • C a tomada de preço será a modalidade de licitação adequada à contratação, desde que entre interessados previamente cadastrados nos registros dos órgãos públicos.
  • D a concorrência será a modalidade de licitação adequada, sendo obrigatória uma fase inicial de habilitação preliminar, na qual serão aferidas as condições de cada participante.
  • E a licitação será inexigível, em razão da inviabilidade de competição, pois o serviço somente poderá ser prestado por fornecedor exclusivo.
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Com relação ao Processo Judicial nos casos de atos de improbidade administrativa, é correto afirmar que

  • A a propositura da ação prevenirá a jurisdição do juízo para todas as ações posteriormente intentadas que possuam a mesma causa de pedir ou o mesmo objeto.
  • B é possível, após análise do Ministério Público e deliberação judicial, a aplicação de transação, acordo ou conciliação.
  • C a ação principal, que terá o rito ordinário, será proposta exclusivamente pelo Ministério Público.
  • D não caberá recurso da decisão judicial que receber a petição inicial.
  • E o juiz não poderá extinguir o processo sem julgamento do mérito, mesmo quando reconhecida a inadequação da ação de improbidade.

Direito Constitucional

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No sistema de controle de constitucionalidade, com relação a suas funções constitucionais, o Procurador-Geral da República

  • A tem competência privativa para propor a arguição de descumprimento de preceito fundamental.
  • B tem a competência privativa para propor a ação direta de inconstitucionalidade e a ação declaratória de constitucionalidade.
  • C deve ser citado, previamente, nas ações diretas de inconstitucionalidade, para defender o ato ou texto impugnado.
  • D deve ser previamente ouvido nas ações de inconstitucionalidade.
  • E tem competência para suspender a executoriedade de lei ou ato normativo declarado inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal.

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É correto afirmar que o que caracteriza uma sociedade é a partilha de interesses entre os membros e a(s).

  • A articulações orgânicas de formação natural.
  • B participação em atividades sem uma autoridade política.
  • C atividades econômicas originadas por essas partilhas
  • D preocupações mútuas direcionadas a um objetivo comum.
  • E consequentes ações que coíbem a integração de outros indivíduos.

Legislação Estadual

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Conforme dispõe a Constituição do Estado de São Paulo, a nomeação de pessoas que se enquadram nas condições de inelegibilidade nos termos da legislação federal é

  • A facultativa para o cargo de Diretor de agências reguladoras e autarquias.
  • B vedada para o cargo de Procurador Geral do Estado.
  • C facultativa para o Superintendente de qualquer órgão da administração pública indireta.
  • D irrelevante quando se trata do cargo de Defensor Público Geral.
  • E permitida para os Reitores das Universidades Públicas Estaduais.

Português

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Leia a tira e responda à questão.


No último quadrinho, a garota, Mafalda, revela

  • A preferir ler o livro a assistir ao programa televisivo.
  • B acatar a sugestão da mãe sem refletir sobre o assunto.
  • C contestar a adequação do conteúdo do livro.
  • D ignorar que o conteúdo da TV e do livro é ficcional.
  • E ter dificuldade em avaliar criticamente o livro.
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Para responder às questões de números 08 e 09, considere o trecho do penúltimo parágrafo: – Mas você não levou relógio nenhum, filha. Você esqueceu ele na mesinha de cabeceira.

O substantivo mesinha está empregado no diminutivo, com a intenção de mostrar que se trata de um objeto de

  • A grande valor estético.
  • B utilidade questionável.
  • C pequenas proporções.
  • D grande apreço.
  • E alto valor monetário.
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Eleições no Brasil

As eleições no Brasil são realizadas através do voto direto, secreto e obrigatório. A primeira eleição da qual existem registros no Brasil, ocorreu em 1532, por meio da qual foi escolhido o representante do Conselho da Vila de São Vicente.

Atualmente no Brasil ocorrem eleições a cada dois anos, sempre nos anos pares. À exceção do cargo de senador, que tem mandatos com duração de oito anos, os demais cargos eletivos têm mandatos de quatro anos. Como as eleições ocorrem a cada dois anos, os cargos eletivos são disputados em dois grupos, da seguinte forma: eleições federais e estaduais – para os cargos de: Presidente da República (e vice), Senador, Deputado Federal, Governador (e vice) e Deputado Estadual; eleições municipais – para os cargos de Prefeito (e vice) e Vereadores.

As eleições ocorrem no primeiro domingo de outubro. Os cargos correspondentes ao Poder Legislativo (Senadores, Deputados Federais, Deputados Estaduais e Vereadores) são disputados em turno único. Para os cargos do Poder Executivo (Presidente, Governadores e Prefeitos), pode haver segundo turno, a ser realizado no último domingo de outubro.

Os candidatos a qualquer cargo são filiados a algum dos mais de 30 partidos políticos legalizados existentes no país, cada um com uma ideologia política. Todos os partidos recebem recursos do fundo partidário, acesso aos meios de comunicação (rádio e TV), e direito ao horário eleitoral durante as campanhas.

O processo eleitoral é organizado pela Justiça Eleitoral, que é composta pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), cuja sede é em Brasília, pelos Tribunais Regionais Eleitorais (TRE), sendo um em cada estado, território ou Distrito, pelos Juízes Eleitorais e pelas Juntas Eleitorais. Todos estes órgãos são regidos pelo Código Eleitoral, que estabelece as competências de cada órgão/segmento.

Segundo a Constituição Federal, em seu artigo 14, o voto é facultativo para os analfabetos, aos maiores de 70 anos e para os maiores de 16 anos e menores de 18 anos. É obrigatório para os cidadãos entre 18 e 70 anos, sendo necessário justificar a ausência em qualquer seção eleitoral, no dia da eleição, sob pena de multa.

Desde 2000, com o uso das urnas eletrônicas, as eleições brasileiras passaram a ser totalmente informatizadas, o que permite que atualmente sejam consideradas as eleições mais rápidas e atualizadas do mundo.

(Disponível em: http://www.infoescola.com/direito/eleicoes‐no‐brasil/. Acesso em: 10/03/2015.)

As eleições no Brasil são realizadas através do voto direto, secreto e obrigatório. A primeira eleição da qual existem registros no Brasil, ocorreu em 1532, por meio da qual foi escolhido o representante do Conselho da Vila de São Vicente." (1º§). Para desenvolver o trecho anterior, utilizou-se uma
  • A exploração de aspectos temporais que obedece a uma lógica de ordenação ao desejar estabelecer uma retrospectiva histórica.
  • B citação de razões ou motivos que comprovam a afirmativa presente no tópico frasal que destaca as características do voto no Brasil que é direto, secreto e obrigatório.
  • C exemplificação que esclarece a afirmativa contida no tópico frasal por meio de dados históricos que contextualizam o surgimento do primeiro processo eletivo brasileiro.
  • D enumeração que tem como objetivo relacionar aspectos importantes, informações perenes e detalhes pormenores da forma como foram escolhidos os representantes do povo.
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Texto I

Foi no pátio da escola, à hora do recreio. Eugênio abaixou-se para apanhar a bola de pano, e de repente atrás dele alguém gritou:

- O Genoca tá com as carça furada no fiofó!

Os outros rapazes cercaram Eugênio numa algazarra. Houve pulos, atropelos, pontapés, cotoveladas, gritos e risadas: eram como galinhas correndo cegas a um tempo para bicar o mesmo punhado de milho. No meio da roda, atarantado e vermelho, Eugênio tapava com ambas as mãos o rasgão da calça, sentindo um calorão no rosto. Os colegas romperam em vaia frenética:

Calça furada!
Calça furada!
Calça furada-dá!

Gritavam em cadência uniforme, batendo palmas. Eugênio sentiu os olhos se encherem de lágrimas. Balbuciava palavras de fraco protesto, que se sumiam devoradas pelo grande alarido.

Calça furada-dá!
No fio-fó-fó-fó!
Oia as calça dele, vovó!
Calça furada-dá!

Do outro lado do pátio, as meninas olhavam curiosas, com ar divertido, pulando e rindo. Em breve começaram a gritar também, integrando-se no coro, num alvoroço de gralhas.

O vento da manhã levava no seu sopro frio aquelas vozes agudas, espalhava-as pela cidade inteira, anunciando a toda a gente que o menino Eugênio estava com as calças rasgadas, bem naquele lugar... As lágrimas deslizavam pelo rosto do rapaz e ele deixava que elas corressem livres, lhe riscassem as faces, lhe entrassem pela boca, lhe pingassem do queixo, porque tinha ambas as mãos postas como um escudo sobre as nádegas. Agora, de braços dados, os rapazes formavam um grande círculo e giravam de um lado para outro, berrando sempre: Calça furada! Calça furada! Eugênio cerrou os olhos como para não ver por mais tempo a sua vergonha.

Soou a sineta.

Terminara o recreio. Na aula, Eugênio sentiu-se humilhado como um réu. Na hora da tabuada, a professora apontava os números no quadro-negro com o ponteiro, e os alunos gritavam em coro:

Dois e dois são quatro!
Três e três são seis!

E o ritmo desse coro lembrava a Eugênio a vaia do recreio. Calça furada-dá!

Que vergonha! O pai estava devendo o dinheiro do mês passado, a professora tinha reclamado o pagamento em voz alta, diante de todos os alunos. Ele era pobre, andava malvestido. Porque era quieto, os outros abusavam dele, botavam-lhe rabos de papel... Sábado passado ficara de castigo, de pé num canto, por estar de unhas sujas. O pior de tudo eram as meninas. Se ao menos na aula só houvesse rapazes... Meu Deus, como era triste, como era vergonhoso ser pobre!

(Erico Verissimo, Olhai os lírios do campo, Companhia das Letras, 2005. Adaptado)

Releia as seguintes frases do texto:

• Os colegas romperam em vaia frenética:
• ... a professora tinha reclamado o pagamento em voz alta...

No contexto em que se inserem, as expressões em destaque podem ser substituídas, correta e respectivamente, procedendo-se às devidas alterações, por:

  • A vergonhosa; protestado o.
  • B enérgica; se oposto ao.
  • C exaltada; perdoado o.
  • D alegre; se lamentado do.
  • E desvairada; exigido o.
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Considere o trecho a seguir.

     Quando o computador doméstico começou a se popularizar, ainda ________ muitos usuários de máquinas de escrever que se recusavam a substituí-las pelos novos aparelhos, pois já ________ muitos anos que as máquinas vinham sendo utilizadas, e sempre ________ aqueles que veem com desconfiança as novidades tecnológicas.

Considerando-se a norma-padrão da língua portuguesa, assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do texto.

  • A haviam ... faziam .... existem
  • B havia ... fazia ... existem
  • C havia ... faziam ... existe
  • D haviam ... fazia ... existe
  • E havia ... fazia ... existe
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Pobres das Flores dos Canteiros

Pobres das flores dos canteiros dos jardins regulares.
Parecem ter medo da polícia…
Mas tão boas que florescem do mesmo modo
E têm o mesmo sorriso antigo
Que tiveram para o primeiro olhar do primeiro homem
Que as viu aparecidas e lhes tocou levemente
Para ver se elas falavam…

No poema, percebe-se que existe uma humanização das flores. Isso se comprova com a expressão

  • A flores dos canteiros.
  • B florescem.
  • C o mesmo sorriso antigo.
  • D primeiro homem.
  • E Que as viu.
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O futuro da medicina

A revista britânica “The Economist” trouxe uma interessante reportagem sobre o futuro da medicina. De acordo com o periódico, com o envelhecimento da população e o aumento da prevalência das doenças crônicas, vai ser impossível formar tantos médicos quantos seriam necessários pelos padrões do século 20.

A solução, segundo a revista, passa por modificar esses pa- drões, melhorando a produtividade da saúde. Isso significa que a medicina não poderá mais ser tão centrada na figura do médico, cuja formação é proibitivamente cara.

No Brasil, são seis anos de graduação em regime integral. Depois, são dois anos de residência. Uma especialização pode requerer, pelo menos, dois anos adicionais.

É contraproducente colocar médicos nos quais se investiu tanto para desempenhar tarefas menos complexas para as quais outros profissionais podem ser treinados. É mais do que razoável que enfermeiros realizem partos de baixo risco e que fonoaudió- logos diagnostiquem e tratem distúrbios da fala.

É claro que, de vez em quando, haverá problemas que exigirão a intervenção de um médico, mas, para cada parto que se complica, há centenas ou mesmo milhares de casos que se resolvem sem dificuldade

Em países onde o descompasso entre a oferta e a demanda é maior, como na Índia, até os momentos menos delicados de cirurgias já estão sendo realizados por outros profissionais.

Os médicos deveriam adaptar-se aos novos tempos e dominar cada vez melhor as tarefas que não podem ser delegadas, em vez de lutar por uma reserva de mercado socialmente custosa e demograficamente insustentável.



A solução apontada no texto para atender à grande procura por serviços de saúde é:

  • A reduzir o tempo que se gasta com a formação de médicos no geral
  • B dar condições a enfermeiros e fonoaudiólogos para adquirirem o diploma de médicos.
  • C diminuir significativamente os gastos com a formação integral de médicos especialistas
  • D designar tarefas menos complexas a outros profissio- nais da saúde além dos médicos.
  • E instruir a população para procurar um profissional da saúde apenas em casos de doenças graves.
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Previsão do tempo no Sudeste é uma dor de cabeça
para cientistas


Se a sucessão de boas e más notícias sobre a chuva que abastece os reservatórios de São Paulo parece uma confusão só, não se preocupe: previsões climáticas sobre o Sudeste brasileiro podem confundir até especialistas.
Isso acontece porque a região mais populosa do Brasil ocupa uma área do globo terrestre que recebe todo tipo de influência complexa, desde a umidade oriunda da Amazônia até as frentes frias “sopradas" da Antártida.
Resultado: um nível de incerteza acima do normal numa seara que, por natureza, já é bastante incerta.
“Isso vale principalmente para prever o clima, ou seja, as variações de médio e longo prazo, mas também é verdade, ainda que em grau bem menor, para as previsões de tempo, ou seja, na escala de dias", diz Tercio Ambrizzi, climatologista da USP.
Portanto, não é que o tempo seja mais instável na área do sistema Cantareira, o mais castigado pela atual crise e agora em ligeira recuperação. O que ocorre é que a região que abastece o Cantareira às vezes pode ficar mais sujeita a variações aleatórias de um sistema climático naturalmente complicado.

(Folha de S.Paulo, 15.02.2015)

Observe as passagens do texto:

... desde a umidade oriunda da Amazônia... (segundo parágrafo)

... a região que abastece o Cantareira às vezes pode ficar mais sujeita a variações aleatórias... (quinto parágrafo)

As palavras em destaque têm como sinônimos, respectivamente:

  • A advinda e resiliente.
  • B concentrada e dependente.
  • C originária e suscetível.
  • D decorrente e resistente.
  • E propulsora e inclinada.
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Malala vem fazendo campanha pelos direitos das meninas ______________ educação desde os 11 anos, quando começou _____________ escrever um blog para a BBC sobre a vida das meninas e mulheres no Paquistão sob o regime Taleban. Personalidades do mundo inteiro uniram-se ____________ líderes mundiais que elogiam Malala devido ___________ coragem que a caracteriza.

(http://www.cartacapital.com.br/sociedade/jovens-heroinasajudam- a-redefinir-a-infancia-como-uma-situacaode- forca-7401.htm 25.10.2013. Adaptado)

Segundo a norma-padrão da língua portuguesa, as lacunas da frase devem ser completadas, correta e respectivamente, por

  • A à...à...a...a.
  • B a...à...a...à
  • C à...a...à...a.
  • D à...a...a...à.
  • E a...a...à...à.
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Leia o poema de Carlos Drummond de Andrade, publicado no livro Alguma Poesia, para responder à questão.

Balada do Amor através das Idades


Eu te gosto, você me gosta
desde tempos imemoriais.
Eu era grego, você troiana,
troiana mas não Helena.
Saí do cavalo de pau
para matar seu irmão.
Matei, brigamos, morremos.

Virei soldado romano,
perseguidor de cristãos.
Na porta da catacumba
encontrei­te novamente.
Mas quando vi você nua
caída na areia do circo
e o leão que vinha vindo,
dei um pulo desesperado
e o leão comeu nós dois.

Depois fui pirata mouro,
flagelo da Tripolitânia.
Toquei fogo na fragata
onde você se escondia
da fúria de meu bergantim.
Mas quando ia te pegar
e te fazer minha escrava,
você fez o sinal-­da-­cruz
e rasgou o peito a punhal...
Me suicidei também.

Depois (tempos mais amenos)
fui cortesão de Versailles,
espirituoso e devasso.
Você cismou de ser freira...
Pulei muro de convento
mas complicações políticas
nos levaram à guilhotina.

Hoje sou moço moderno,
remo, pulo, danço, boxo,
tenho dinheiro no banco.
Você é uma loura notável,
boxa, dança, pula, rema.
Seu pai é que não faz gosto.
Mas depois de mil peripécias,
eu, herói da Paramount*,
te abraço, beijo e casamos.

*Importante estúdio de cinema

(Carlos Drummond de Andrade. Alguma Poesia.
Rio de Janeiro: Record, 2007)

Assinale a afirmação correta sobre a construção estética do poema.

  • A O poeta muitas vezes opta pela linguagem coloquial, especialmente no emprego dos pronomes, a exemplo da primeira e da terceira estrofes.
  • B A conjunção mas, presente em todas as estrofes, ocorre para estabelecer a relação de causa entre as ideias.
  • C No último verso, os verbos constituem uma gradação decrescente, que evidencia a frustração de expectativas do eu-­lírico.
  • D O poeta escreveu em versos decassílabos, já que estes são próprios para textos que exaltam feitos heroicos.
  • E A musicalidade do poema está fundamentada no emprego constante de versos metrificados e brancos.
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Como evitar que motoristas bêbados fiquem impunes e continuem a matar no trânsito

Rodrigo Cardoso, Paula Rocha, Michel Alecrim e Luciani Gomes

O Brasil possui uma legislação que dificulta a redução do número de mortes em acidentes de trânsito.Nem mesmo a Lei n.º 11.705,a chamada Lei Seca, que entrou em vigor em meados de 2008 para frear o ímpeto de brasileiros que insistem em guiar sob o efeito do álcool, tem conseguido conter o avanço desse tipo de tragédia.É fácil identificar o porquê.Está disseminado no país o sentimento de que é possível combinar a bebida com a direção sem que haja punição.
As garras do Judiciário, na maioria dos casos, não têm alcançado esses motoristas porque a lei é falha. O exame do bafômetro, necessário para que se detecte a quantidade de álcool ingerida passível de penalidade, pode ser recusado pelo infrator.Sem o teste, não há como se punir com rigor. Há pelo menos 170 projetos de lei propondo alterações na Lei Seca na Câmara dos Deputados. “Do jeito que está, não existe Lei Seca no País”, diz o advogado Maurício Januzzi.
Os números mostram a ineficácia do atual Código de Trânsito.No ano seguinte à implantação da Lei Seca, quando a fiscalização marcava presença nas ruas e os veículos de comunicação a divulgavam, houve uma redução de 1,8% nas mortes de trânsito.
Nos últimos meses,uma sequência de acidentes com vítimas fatais em ruas e avenidas tem chocado a opinião pública.
Na última década, enquanto nos países da Europa as mortes no trânsito decresceram em 41%, no Brasil verificou-se um crescimento de 40%.
Aumentar a punição de quem dirige embriagado é um dos caminhos para inibir as pessoas de dirigir depois de beber.
Um dos maiores problemas da eficácia da Lei Seca é a fiscalização.O jurista Luiz Flávio Gomes acredita que o controle tem que ser implacável. “A fiscalização não pode ser flexibilizada, afrouxada”, afirma.
Mostrar o caminho e reger o comportamento. É assim que campanhas de segurança no trânsito mundo afora tiveram sucesso.Se educar deve vir primeiro do que a repressão, rever socialmente o conceito que temos sobre o álcool, porém, não é fácil. O uso da bebida alcoólica está culturalmente presente na vida do brasileiro. É uma das poucas drogas consumidas – por ser lícita – com a família reunida. O álcool ganha poder de sedução por meio de propagandas direcionadas ao público jovem que o associa a situações de poder, conquista, de belas companhias, velocidade.
Para dirigir, porém, não se deve beber.
(ISTO É, nov. 2011. Adaptado)

Considere a frase:

No ano seguinte à implantação da Lei Seca, … (3.º parágrafo)

Substituindo-se a expressão destacada por outra, a alternativa que apresenta construção de acordo com a norma-padrão é:

  • A No momento que houve a implantação da Lei Seca,…
  • B No momento em que a implantação da Lei Seca se efetivou,…
  • C Após à implantação da Lei Seca,…
  • D Após da implantação da Lei Seca,…
  • E Por ocasião à implantação da Lei Seca,…
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Grupo quer criar cooperativa de catadores de pelo

Catadores de pelo de cachorro. É a mais nova modalidade de cooperativa de reciclagem, que pretende recolher o material da tosa em pet shops* e transformá-lo em roupas de animais.

O projeto de transformar pelo de poodle em tecido começou em uma escola do Senai em 2008 e ganhou legitimidade após pesquisa na USP demonstrar que o material é similar ao da lã de carneiro e pode passar pelo processo de fiação.

“Um leigo não conseguiria diferenciar um do outro", diz Renato Lobo, que realizou o estudo com pelo de poodle em seu mestrado. Segundo ele, há similaridade entre os dois em relação à maciez, tingibilidade (capacidade de receber corante), alongamento, absorção de líquido e isolamento térmico.

Do ponto de vista técnico, Lobo explica que a única diferença entre o pelo do poodle e a lã do carneiro é o comprimento da fibra - mais curta no primeiro. Mas essa diferença não altera o processo de fiação, porque há um maquinário próprio para fibras mais curtas.

Agora, a proposta é montar uma cooperativa de catadores de pelo seguindo o mesmo modelo das que hoje reciclam latinhas e papelão. Lobo diz que há negociações com três dessas cooperativas para possível parceria.

Hoje, o pelo é descartado no lixo pelos pet shops. A ideia é que, após a coleta, limpeza e fiação, ele vire roupinhas para animais que serão vendidas também nas lojas. “Estamos em contato com ONGs que produzem essas roupas para animais de estimação para apresentar o tecido feito de pelo."

“A procura por roupas de animais é grande, principalmente no inverno. Tenho certeza de que haverá interesse, porque as pessoas adoram uma novidade", diz o veterinário Sergio Soares Júnior.

E roupas para humanos? Segundo Lobo, “Há viabilidade técnica para produzi-las, mas não sei se haveria aceitação. As pessoas usam casacos de couro, mas não sei se aceitariam roupas de pelo de cão. De animal para animal, fica mais fácil."

(Cláudia Collucci, Folha de S.Paulo, 20.07.2014. Adaptado)

* pet shops: lojas especializadas em serviços e artigos relativos a animais de estimação

A ideia é que, após a coleta, limpeza e fiação, ele vire roupinhas para animais [...]

Assinale a alternativa em que o trecho destacado está corretamente substituído, sem alteração do sentido original e conforme a norma-padrão da língua portuguesa.

  • A se transforme à roupinhas
  • B se resulte de roupinhas.
  • C se torne em roupinhas.
  • D se converta à roupinhas.
  • E se altere de roupinhas.
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Leia a tira para responder à questão.

A fala do segundo quadrinho da tira permanece correta, após o acréscimo de vírgula(s), de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa, em:

  • A Vamos ver: na semana que, vem vou comprar duas revistinhas novas.
  • B Vamos ver: na semana que vem, vou comprar duas revistinhas novas.
  • C Vamos ver: na semana que vem vou, comprar duas revistinhas novas.
  • D Vamos ver: na semana que vem vou comprar, duas revistinhas novas.
  • E Vamos ver: na, semana que vem vou comprar duas, revistinhas novas.
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Com as formas verbais destacadas na frase do segundo parágrafo – A continuarmos no mesmo ritmo, é provável que nos próximos dez ou vinte anos estejamos na situação deles. – o autor inclui o leitor em sua argumentação e supõe que esse leitor seja um

  • A adolescente.
  • B médico.
  • C obeso.
  • D americano.
  • E brasileiro.
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Leia o texto para responder à questão.


Herói da Língua


Vocês se lembram do meu amigo Toninho Vernáculo. Já falei dele uma vez e contei histórias da mania que tem de corrigir erros de português. Daí o apelido. Cansei de falar: deixa, Toninho, esta língua é complicada mesmo, até autor consagrado escreve com dicionários e gramáticas à mão.
– Pelo menos eles têm a humildade de consultar os mestres antes de dar a público o que escrevem – respondia o Toninho na sua linguagem em roupa de domingo.
Dom Quixote da gramática, Toninho não se dava descanso. Lia coisas assim nos anúncios classificados dos jornais e ficava indignado: baile “beneficiente”; faça “seu” óculos na ótica tal; “aluga-se” dois galpões. Ex-jornalista, aposentado, telefonava para os encarregados dos pequenos anúncios:
– No meu tempo não era assim! Os responsáveis eram responsáveis, cuidavam da correção de todos os textos a serem publicados. O povo não sabe escrever, mas os jornais são arquétipos e têm o dever – o dever! – de zelar pela língua!
No convívio diário, arrumava desafetos, humilhados e ofendidos, mas também alguns – os mais humildes – agradecidos pelo ensinamento. Quixoteava lições, fosse qual fosse o interlocutor.
Bom, um dia desses, telefonaram-me de madrugada: Toninho havia sido preso como pichador de rua. Quê, um homem de 70 anos? Havia algum engano, com certeza. Fomos para a delegacia, uma trinca de amigos.
Engano havia e não havia. Nosso amigo fora realmente flagrado pela polícia com spray e latinha de tinta com pincel, atuando na fachada de uma casa comercial do bairro onde mora. Explicou-se: estava corrigindo os erros de português dos pichadores! Começamos os esforços para livrá-lo da multa e da denúncia, explicamos ao delegado que o ocorrido era fruto de uma mania dele, loucura leve. Por que penalizá-lo por coisa tão pouca? Não ia acontecer de novo. Aí o delegado explicou qual era a bronca.
O Toninho havia pedido para ler seu depoimento, datilografado pelo escrivão, e começou a apontar erros de português no texto do funcionário. Aí melou, “teje” preso por desacato. Com dificuldade convencemos o escrivão da loucura mansa do nosso amigo, e ele liberou o herói da língua pátria.


(Ivan Angelo. Veja SP, 28.10.2011. Adaptado)

Leia as frases reescritas a partir do texto e assinale a correta quanto à concordância verbal e nominal;

  • A A notícia de que Toninho, um homem de 70 anos, estava em uma delegacia surpreenderam os amigos.
  • B Até hoje Toninho, um louco manso de acordo com os amigos, mantêm seu fervor pela língua pátria.
  • C Segundo Toninho, havia incorreções gramaticais no texto datilografado pelo escrivão.
  • D Graças aos esforços dos companheiros, a multa e a denúncia foram retirados pelo delegado.
  • E O spray e a latinha de tinta compradas por Toninho serviriam para corrigir as frases dos pichadores.
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Leia o texto que acompanha a figura para responder à questão.



Mandala: objeto ritualístico usado como ponto focal paraa meditação, é um diagrama composto de formas geométricasconcêntricas, encontrado em templos budistas, em catedraiscatólicas e nas pinturas rupestres de cerca de mil anosantes de Cristo. Os mandalas estão representados nos rituaisde cura dos indígenas, no símbolo chinês Yin-Yang e fazemparte da cultura humana há milênios. De acordo com a teoriade Carl Gustav Jung, o mandala representa a luta pela unidadetotal do eu.

(Dicionário Houaiss de língua portuguesa. Adaptado)

Assinale a alternativa correta, de acordo com a modalidade-padrão da língua.

  • A Faz milênios que os mandalas compõe a cultura humana.
  • B Fazem milênios que os mandalas compunha a cultura humana.
  • C Fazem milênios que os mandalas compõe a cultura humana.
  • D Fazem milênios que os mandalas compõem a cultura humana.
  • E Faz milênios que os mandalas compõem a cultura humana.
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Leia o texto para responder às questões de números 01 a 05.

Veteranos criminosos
A Guerra do Vietnã se faz presente até hoje. De acordo com uma dissertação de Jason Lindo e Charles Stoecker, a violência vivida e praticada pelos soldados dos EUA no Vietnã se manifesta até hoje em sua vida civil. A probabilidade de um veterano branco ser preso por um crime violento é significativamente mais alta do que para alguém que não tenha sido convocado naquele período – apesar de os tribunais serem mais lenientes com veteranos em transgressões menos graves do que com os não combatentes.
Os autores do texto presumem que o trauma de guerra não modifica tanto a ersonalidade, mas diminui o limiar do senso de violência dos ex-soldados. Desde os anos 1960, o Exército dos Estados Unidos vem promovendo o “Programa de Dessentivização” – um esforço para aumentar o limite do que é suportável para os ex-soldados. Isso é feito especialmente por meio de simulações de guerra muito realistas,________ o inimigo se parece com um iraquiano.
(Geo, N.º 40, 2012)

Sem que haja alteração do sentido original do texto, a passagem – ... apesar de os tribunais serem mais lenientes com veteranos em transgressões menos graves do que com os não combatentes. – pode ser reescrita da seguinte forma:

  • A ... embora os tribunais sejam mais brandos com veteranos em transgressões menos graves do que com os não combatentes.
  • B ... mesmo que os tribunais sejam mais rigorosos com veteranos em transgressões menos graves do que com os não combatentes.
  • C ... não obstante os tribunais sejam mais controladores com veteranos em transgressões menos graves do que com os não combatentes.
  • D ... ainda que os tribunais sejam mais intransigentes com veteranos em transgressões menos graves do que com os não combatentes.
  • E ... caso os tribunais sejam mais cautelosos com veteranos em transgressões menos graves do que com os não combatentes.
23

Leia a charge para responder à questão.



O cenário descrito da cidade e a existência da amoreira significam

  • A os muitos problemas vividos por uma grande cidade, sendo a amora uma metáfora para exagerar as desilusões dos cidadãos
  • B a dificuldade de se enfrentarem os problemas urbanos, sendo a amora uma metáfora para a ideia de isolamento.
  • C as diferentes facetas de um mesmo espaço urbano, sendo a amora uma metáfora para a ideia de algo bom e prazeroso.
  • D as contradições próprias dos grandes centros urbanos, sendo a amora uma metáfora para reforçar a ideia de precariedade.
  • E as forças que atuam na vida de uma pessoa em um espaço urbano, sendo a amora uma metáfora para a ideia de perfeição.
24

Leia o texto para responder à questão.

Um sonho de simplicidade

Então, de repente, no meio dessa desarrumação feroz da vida urbana, dá na gente um sonho de simplicidade. Será um sonho vão? Detenho-me um instante, entre duas providências a tomar, para me fazer essa pergunta. Por que fumar tantos cigarros? Eles não me dão prazer algum; apenas me fazem falta. São uma necessidade que inventei. Por que beber uísque, por que procurar a voz de mulher na penumbra ou amigos no bar para dizer coisas vãs, brilhar um pouco, saber intrigas?

A vida bem poderia ser mais simples. Precisamos de uma casa, comida, uma simples mulher, que mais? Que se possa andar limpo e não ter fome, nem sede, nem frio.

Que restaurante ou boate me deu o prazer que tive na choupana daquele velho caboclo do Acre? A gente tinha ido pescar no rio, de noite. Puxamos a rede afundando os pés na lama, na noite escura, e isso era bom. Quando ficamos bem cansados, meio molhados, com frio, subimos a barranca, no meio do mato, e chegamos à choça de um velho seringueiro. Ele acendeu um fogo, esquentamos um pouco junto do fogo, depois me deitei numa grande rede branca – foi um carinho ao longo de todos os músculos cansados. E então ele me deu um pedaço de peixe moqueado. Que prazer em comer aquele peixe e ficar algum tempo a conversar, entre grilos e vozes distantes de animais noturnos.

Seria possível deixar essa eterna inquietação das madrugadas urbanas, inaugurar de repente uma vida de acordar bem cedo? Mas para instaurar uma vida mais simples e sábia, então seria preciso ganhar a vida de outro jeito, não assim, nesse comércio de pequenas pilhas de palavras, esse ofício absurdo e vão de dizer coisas, dizer coisas… Seria preciso fazer algo de sólido e de singelo; tirar areia do rio, cortar lenha, lavrar a terra, algo de útil e concreto, que me fatigasse o corpo, mas deixasse a alma sossegada e limpa.

(Rubem Braga. A traição das elegantes. Rio de Janeiro: Record, 1982. Adaptado)

Considere esta passagem, que encerra o texto:

... [que me fatigasse o corpo], mas [deixasse a alma sossegada e limpa].

Nesse contexto, o termo mas estabelece, entre as construções delimitadas por colchetes, relação de

  • A conclusão, e equivale a portanto.
  • B oposição, e equivale a porém.
  • C finalidade, e equivale a para que.
  • D condição, e equivale a caso.
  • E causa, e equivale a visto que.
25
Os desafios da saúde pública no Brasil

Tornou-se lugar comum dizer que o Brasil têm inúmeros problemas e que há enormes dificuldades em serem solucionados, seja devido ao descaso do governo, aos problemas com a corrupção ou ao pouco tempo para colocar em prática políticas públicas que precisam ser implantadas em longo prazo.
A melhoria da saúde pública é um desses grandes desafios que o Brasil precisa vencer, principalmente quando avaliamos o Sistema Único de Saúde (SUS). Além disso, não podemos negar que a recente polêmica em torno da vinda de médicos estrangeiros para o país reacendeu a discussão.
Historicamente, a Constituição Federal de 1988 instituiu o SUS, que tem sua origem no movimento conhecido como Revolução Sanitária, nascido nos meios acadêmicos na década de 1970. A implantação do Sistema foi de grande valia no setor da saúde do brasileiro, porém, hoje, sabe-se que esse Sistema não funciona essencialmente conforme seus princípios: saúde como direito de todos, pregando pela Universalidade, Equidade e Integralidade da atenção à saúde da população brasileira.
Para garantir saúde pública de qualidade a toda população, o Brasil ainda precisa percorrer um longo caminho. A falta de médicos em regiões afastadas em contraponto à intensa concentração nas grandes cidades, a ausência de estrutura nos hospitais da rede pública, além da dificuldade em conseguir atendimento no SUS são apenas alguns dos números problemas que atingem os brasileiros que tentam utilizar a saúde pública diariamente.
Para entendermos a dimensão do SUS, de acordo com o Ministério da Saúde, o Sistema Único de Saúde é considerado o maior sistema público de transplantes de órgão do mundo, e, em 2013, respondeu por 98% do mercado de vacinas e por 97% dos procedimentos de quimioterapia, tendo atendido entre 2010 e 2012 mais de 32,8 milhões de procedimentos oncológicos.
No entanto, o primeiro desafio do SUS esbarra no suporte dos postos e centros de saúde, além das unidades do Programa Saúde da Família, já que, se estes serviços funcionassem plenamente, seriam capazes de atender e resolver 80% dos problemas de saúde da população, desafogando, assim, os hospitais e clínicas especializadas, que poderiam dar mais atenção aos casos de maior complexidade. Além disso, muitas vezes, as doenças dos pacientes encaminhados aos hospitais poderiam ser evitadas, com ações mais efetivas na área da prevenção ou se tratadas em estágio inicial.
Infelizmente, o Brasil ainda tem muito que aprender e melhorar. Enquanto bilhões de reais foram aplicados em arenas esportivas, milhares de pessoas esperam nas filas em postos de saúde e hospitais públicos, além da falta de leitos e carência de médicos. Não basta apenas ampliar os investimentos em saúde pública,é preciso reverter a má distribuição dos recursos e melhorar a infraestrutura nas regiões mais desassistidas.
(DINIZ, Janguiê. Disponível em: http://www.joaquimnabuco.edu.br/artigo/exibir/cid/10/nid/619/fid/1. Acesso em: 03/02/2015. Adaptado.)

De acordo com o texto, é INCORRETO afirmar que
  • A é preciso enfrentar a dimensão cultural do parto cesáreo.
  • B o SUS não funciona essencialmente conforme seus princípios.
  • C as doenças dos pacientes encaminhados aos hospitais poderiam ser evitadas.
  • D para garantir saúde pública de qualidade a toda população, o Brasil ainda precisa percorrer um longo caminho.

Literatura

26

Leia o poema para responder à questão:

Pálida à luz da lâmpada sombria,
Sobre o leito de flores reclinada,
Como a lua por noite embalsamada,
Entre as nuvens do amor ela dormia!

Era a virgem do mar, na escuma fria
Pela maré das águas embalada!
Era um anjo entre nuvens d’alvorada
Que em sonhos se banhava e se esquecia!

Era mais bela! o seio palpitando
Negros olhos as pálpebras abrindo
Formas nuas no leito resvalando

Não te rias de mim, meu anjo lindo!
Por ti - as noites eu velei chorando,
Por ti - nos sonhos morrerei sorrindo!

(Álvares de Azevedo, Poesias Completas)


Entre os temas do Romantismo, estão presentes no poema

  • A a religiosidade e o pessimismo.
  • B a morte e o subjetivismo.
  • C o ilogismo e a religiosidade.
  • D a morte e o racionalismo.
  • E o egocentrismo e a crítica social.

Português

27

Leia os versos das Liras, de Tomás Antônio Gonzaga, para responder à questão.

Os teus olhos espalham luz divina,
a quem a luz do sol em vão se atreve;
papoila ou rosa delicada e fina
te cobre as faces, que são cor da neve.
Os teus cabelos são uns fios d’ouro;
teu lindo corpo bálsamo vapora.
Ah! não, não fez o céu, gentil pastora,
para a glória de amor igual tesouro!
Graças, Marília bela,
graças à minha estrela!

(Tomás Antônio Gonzaga, Obras Completas)


Os versos mostram que a poética de Gonzaga explora

  • A os novos sonhos do homem burguês, com os quais nega o sentimentalismo.
  • B o amor como um sentimento a ser tratado desarticulado da vida cotidiana.
  • C a oposição entre corpo e espírito para analisar as contradições do amor.
  • D a ideia de uma literatura livre de padrões estéticos, portanto realista.
  • E a expressão livre do sentimento amoroso, com a manifestação da emoção.
28

Leia o poema para responder à questão:

Pálida à luz da lâmpada sombria,
Sobre o leito de flores reclinada,
Como a lua por noite embalsamada,
Entre as nuvens do amor ela dormia!

Era a virgem do mar, na escuma fria
Pela maré das águas embalada!
Era um anjo entre nuvens d’alvorada
Que em sonhos se banhava e se esquecia!

Era mais bela! o seio palpitando
Negros olhos as pálpebras abrindo
Formas nuas no leito resvalando

Não te rias de mim, meu anjo lindo!
Por ti - as noites eu velei chorando,
Por ti - nos sonhos morrerei sorrindo!

(Álvares de Azevedo, Poesias Completas)


Conforme apresentado no poema, o retrato da mulher amada

  • A fundamenta-se na visão enamorada e subjetiva do eu lírico.
  • B traduz a ideia de perfeição, sem que existam traços de sensualidade.
  • C traz consigo a harmonização entre o amor físico e o espiritual.
  • D contesta o ideal de fragilidade e pureza do gênero feminino
  • E retrata com ironia a ideia de perfeição e sensibilidade feminina.

Literatura

29

Leia o poema de Gregório de Matos para responder à questão.

Discreta, e formosíssima Maria,
Enquanto estamos vendo a qualquer hora
Em tuas faces a rosada Aurora,
Em teus olhos, e boca o Sol, e o dia:

Enquanto com gentil descortesia
O ar, que fresco Adônis te namora,
Te espalha a rica trança voadora,
Quando vem passear-te pela fria:

Goza, goza da flor da mocidade,
Que o tempo trota a toda ligeireza,
E imprime em toda a flor sua pisada

Oh não aguardes, que a madura idade
Te converta em flor, essa beleza
Em terra, em cinza, em pó, em sombra, em nada.

(www.itaucultural.org.br)

Esse poema exemplifica uma característica marcante da estética barroca:

  • A a fugacidade da vida e a recomendação para aproveitá-la
  • B a necessidade de controlar emoções e desejos para melhor comportar-se.
  • C o reconhecimento social do idoso como fonte de sabedoria.
  • D a prática da corte amorosa como acesso ao reino do céu.
  • E a crença na continuidade da existência humana após a morte.

Português

30

Leia o poema de Gregório de Matos para responder à questão.

Discreta, e formosíssima Maria,
Enquanto estamos vendo a qualquer hora
Em tuas faces a rosada Aurora,
Em teus olhos, e boca o Sol, e o dia:

Enquanto com gentil descortesia
O ar, que fresco Adônis te namora,
Te espalha a rica trança voadora,
Quando vem passear-te pela fria:

Goza, goza da flor da mocidade,
Que o tempo trota a toda ligeireza,
E imprime em toda a flor sua pisada

Oh não aguardes, que a madura idade
Te converta em flor, essa beleza
Em terra, em cinza, em pó, em sombra, em nada.

(www.itaucultural.org.br)

De acordo com o texto, é correto afirmar que o eu lírico

  • A percebe sinais de decadência já na formosura juvenil de Maria.
  • B encontra coragem para revelar sua paixão à moça.
  • C recrimina Maria por sua volubilidade, uma jovem que gasta seu tempo a passear.
  • D compara a juventude a uma flor que, inevitavelmente, perderá seu viço.
  • E é um homem já idoso que se vangloria de ter vivido todos os prazeres mundanos.
31

Leia a letra da canção “Garota de Ipanema”, de Vinicius de Moraes e Tom Jobim, para responder à questão.


Olha que coisa mais linda
Mais cheia de graça
É ela menina
Que vem e que passa
Num doce balanço
A caminho do mar

Moça do corpo dourado
Do sol de lpanema
O seu balançado é mais que um poema
É a coisa mais linda que eu já vi passar

Ah, por que estou tão sozinho?
Ah, por que tudo é tão triste?
Ah, a beleza que existe
A beleza que não é só minha
Que também passa sozinha

Ah, se ela soubesse
Que quando ela passa
O mundo inteirinho se enche de graça
E fica mais lindo
Por causa do amor

(www.viniciusdemoraes.com.br)

Assinale a alternativa que faz uma observação correta sobre o texto.

  • A A garota da praia de Ipanema sente-se envaidecida, pois tem consciência do fascínio que exerce sobre o eu lírico.
  • B A existência dessa garota que caminha por Ipanema desperta no eu lírico a ideia de que a beleza e o amor amenizam a solidão.
  • C Outros homens também observam essa garota de corpo dourado, mas, ao contrário do eu lírico, eles não se sentem atraídos por ela.
  • D A linguagem utilizada pelo eu lírico para dialogar com essa garota é formal e sóbria, pois ele deseja impressioná-la.
  • E O eu lírico descreve de forma elogiosa essa garota de Ipanema e a compara a outras mulheres igualmente belas.
32

Leia os versos das Liras, de Tomás Antônio Gonzaga, para responder à questão.

Os teus olhos espalham luz divina,
a quem a luz do sol em vão se atreve;
papoila ou rosa delicada e fina
te cobre as faces, que são cor da neve.
Os teus cabelos são uns fios d’ouro;
teu lindo corpo bálsamo vapora.
Ah! não, não fez o céu, gentil pastora,
para a glória de amor igual tesouro!
Graças, Marília bela,
graças à minha estrela!

(Tomás Antônio Gonzaga, Obras Completas)


Analisando os elementos empregados pelo eu lírico para a descrição da mulher amada, conclui-se que ele

  • A recorre a padrões estéticos de origem europeia.
  • B recobre os valores europeus com a cor local.
  • C utiliza estritamente os elementos nacionais.
  • D mescla elementos nacionais, populares e eruditos.
  • E usa elementos não nacionais de forma caricata.
33

Leia os versos das Liras, de Tomás Antônio Gonzaga, para responder à questão.

Os teus olhos espalham luz divina,
a quem a luz do sol em vão se atreve;
papoila ou rosa delicada e fina
te cobre as faces, que são cor da neve.
Os teus cabelos são uns fios d’ouro;
teu lindo corpo bálsamo vapora.
Ah! não, não fez o céu, gentil pastora,
para a glória de amor igual tesouro!
Graças, Marília bela,
graças à minha estrela!

(Tomás Antônio Gonzaga, Obras Completas)


Nos versos, o eu lírico retrata a mulher amada de forma

  • A negativa, estando o lado físico a suplantar o lado espiritual.
  • B depreciativa, retirando da Natureza elementos que a erotizam.
  • C graciosa, pintando-a como um ser simples, mas sensual.
  • D ambígua, sendo divina e, mesmo assim, atraente.
  • E idealizada, buscando na Natureza as cores para pintá-la.

Matemática

34

Observe o triângulo isósceles mostrado na figura:



Desse triângulo, sabe-­se que a diferença entre o dobro da medida da altura e a medida da base é igual a 4 cm. Já a soma da medida da altura com o dobro da medida da base é igual a 32 cm. Desse modo, pode-­se afirmar que a medida, em centímetros, do perímetro desse triângulo é igual a

  • A 44.
  • B 40.
  • C 36.
  • D 34.
  • E 32.
35

Uma empreiteira está devendo 1,4 milhão de reais em um banco. Para pagar essa dívida, fez um acordo com esse banco: pagamento da dívida em três parcelas sem juros. A primeira parcela, no valor de 600 mil reais, será paga no dia da assinatura do acordo. A segunda parcela, cujo valor é 3/4 do saldo devedor, deverá ser paga um mês depois. O restante, que constitui a terceira parcela, será pago 60 dias após a assinatura do acordo. O valor, em reais, da terceira parcela será igual a

  • A 200 mil.
  • B 325 mil.
  • C 375 mil.
  • D 420 mil.
  • E 500 mil.
36

Um laboratório retangular tem exatamente 100 metros quadrados de área de piso. Se o perímetro do piso desse laboratório é de 41 metros, então a razão entre as medidas do menor e do maior lado desse laboratório deverá ser

  • A 0,81.
  • B 0,64.
  • C 0,49.
  • D 0,25.
  • E 0,04.
37

Ao encerrar o movimento diário, um atacadista, que vende à vista e a prazo, montou uma tabela relacionando a porcentagem do seu faturamento no dia com o respectivo prazo, em dias, para que o pagamento seja efetuado.

Imagem 007.jpg

O prazo médio,em dias, para pagamento das vendas efetuadas nesse dia, é igual a

  • A 75.
  • B 67.
  • C 60
  • D 57.
  • E 55.
38

Diego, Rodrigo e Victor são três gerações de uma mesma família e trabalham como personagens infantis. Um deles é o Tarzan, o outro é o Batman e o mais novo, o neto, é o Homem Aranha. Rodrigo é o mais novo. Diego é o mais velho e não é o Tarzan. Logo,

  • A Victor é o Batman.
  • B Victor é o avô.
  • C Diego é o Homem Aranha.
  • D Rodrigo não é o neto.
  • E Diego é o Batman.

Raciocínio Lógico

39

Em uma sala de aula, com 36 alunos, todos têm um ou mais consoles de videogames. Metade dos alunos tem o console Atari, e 15 alunos possuem apenas o console Odyssey. Entre os que possuem dois consoles, 5 possuem Atari e Odyssey, 8 possuem Atari e Mega Drive, e um aluno possui Odyssey e Mega Drive. O número de alunos que possuem apenas o Mega Drive é o mesmo dos que possuem esses três consoles. O número de alunos que possuem apenas o console Atari é:

  • A 0
  • B 1
  • C 2
  • D 3
  • E 4

Matemática

40

Toda a água contida em certo recipiente, totalmente cheio, enche completamente 3 garrafas iguais, inicialmente vazias, com capacidade de 600 mL cada. Toda a água contida em 8 canecas iguais, totalmente cheias, enche completamente esse recipiente e uma das garrafas, estando ambos inicialmente vazios. Nessas condições, é correto afirmar que a capacidade

  • A da garrafa é igual ao triplo da capacidade da caneca.
  • B de duas garrafas é igual à capacidade de 3 canecas.
  • C do recipiente é igual à capacidade de 7 canecas.
  • D da caneca é igual a 1/8 da capacidade do recipiente.
  • E da caneca é igual à sexta parte da capacidade do recipiente.
41

O gráfico de setores representa, em %, o comportamento de algumas empresas brasileiras que foram analisadas em relação ao uso da água, das quais algumas consideram a água essencial e importante para garantir a produtividade.



Se, do total das empresas analisadas, apenas 6 fizeram mudanças radicais, o número de empresas que estão representadas no setor III é

  • A 45.
  • B 68.
  • C 73
  • D 78.
  • E 93.
42

George, Boole, David e Hilbert são quatro professores de lógica e estão, nessa ordem, um atrás do outro, em uma fila.
Sobre a cabeça de cada um foi colocado um chapéu com uma única cor, que eles não conseguem ver; porém conseguem ver a cor do chapéu de todos os que estão à sua frente, ou seja, George pode ver a cor do chapéu dos outros três professores, Boole consegue ver a cor dos chapéus de David e Hilbert, e David só enxerga a cor do chapéu de Hilbert, que não enxerga chapéu algum. Os quatro sabem que todos conseguem raciocinar com lógica perfeita, sabem que só existem chapéus branco, azul ou verde e que existem exatamente dois chapéus da mesma cor. Ao serem perguntados se sabiam a cor do seu próprio chapéu, os quatro, na ordem dada, começando por George, responderam em voz alta e corretamente a pergunta. Sabendo-se que George respondeu: “branco” e que Boole respondeu: “azul”, pode-se concluir, corretamente, que estão usando chapéu de mesma cor

  • A Boole e David.
  • B George e David.
  • C Boole e Hilbert.
  • D George e Hilbert.
  • E David e Hilbert.
43

Ao estudar um exemplar de uma espécie de peixe ornamental, os pesquisadores constataram que, no 1° dia de observação, o comprimento do peixe era de 2 cm e que, até o 10.° dia de observação, o comprimento desse peixe obedeceu à função y = 2 + log2 x, sendo y o comprimento, em cm, e x o número de dias, com 1 ≤ x ≤ 10.

Usando log 2 ≅ 0,30 e log 3 ≅ 0,48, é correto afirmar que o comprimento do peixe, em cm, no 6.° dia, era

  • A 4,8.
  • B 4,6.
  • C 4,4.
  • D 4,2.
  • E 4,0.

Espanhol

44
Yoani Sánchez:
“Los cubanos están escapando a Yucatán”

14.03.2013

La periodista cubana Yoani Sánchez ha visitado México dentro de la gira por América y Europa que empezó el 17 de febrero tras concederle el Gobierno de La Habana un pasaporte que le había denegado veinte veces durante los últimos cinco años, según su recuento. El periplo de la autora del blog Generación Y, un cuaderno de bitácora crítico con la realidad cotidiana de su país por el que ha recibido premios internacionales, ha estado marcado por la muerte del presidente venezolano Hugo Chávez, cuya generosidad petrolera era esencial para la maltrecha economía de la isla.
La desaparición del líder bolivariano crea incertidumbre en Cuba. Yoani Sánchez, que vivió de joven la dramática crisis de recursos provocada en su país por la caída de la Unión Soviética dice que para los cubanos el final de Chávez tiene dos lecturas: “La mayoría asocia su pérdida con el posible regreso de los cortes eléctricos, con la caída de la economía, pero por otro lado también piensa que sin él se pierde el subsidio y tal vez Raúl Castro se vea obligado a acelerar las reformas”.
En un eventual escenario de transición democrática en Cuba, un país que por tradición histórica y proximidad geográfica podría tener un papel significativo en el reordenamiento del panorama poscastrista es México. La periodista advierte de que este país ya es una referencia básica en la vida de la isla. “Hay muchos cubanos escapando a través del mar para llegar a México; no solamente escapan hacia Florida, también escapan hacia Yucatán [Estado situado en el sureste de México, a unos 200 kilómetros de la costa cubana]”. Una circunstancia que empieza a preocupar al Gobierno mexicano.
Yoani dio una charla abierta a preguntas en el Senado mexicano. Allí, dos mujeres del público la increparon y mostraron símbolos en contra de ella. “Una llevaba una bandera estadounidense con mi rostro pegado y la otra llevaba billetes de cien dólares con mi rostro pegado. Era una especie de iconografía a medio camino entre Estados Unidos y yo”. Antes del incidente otra persona le había preguntado si Cuba está en un momento de transición. “Respondí que yo creo que sí, pero no por la voluntad gubernamental, sino porque hay algo en transición en el interior de los cubanos, un deseo de cambio, de transformación, de hasta aquí hemos llegado”.
En mayo la cubana espera estar de vuelta en su casa de La Habana, un piso en la decimocuarta planta de un edificio diseñado con criterios arquitectónicos de la antigua Yugoslavia comunista.


(www.elpais.com. Adaptado.)

De acuerdo con lo que Yoani dice en el segundo párrafo del texto, la muerte de Hugo Chávez puede significar dos cosas:

  • A pérdida de recursos y aumento de la economía.
  • B escasez de recursos y posibles transformaciones.
  • C privación de recursos y poca inversión.
  • D muchos recursos y posibles cambios políticos.
  • E exceso de recursos y pocos cambios políticos.
45
Yoani Sánchez:
“Los cubanos están escapando a Yucatán”

14.03.2013

La periodista cubana Yoani Sánchez ha visitado México dentro de la gira por América y Europa que empezó el 17 de febrero tras concederle el Gobierno de La Habana un pasaporte que le había denegado veinte veces durante los últimos cinco años, según su recuento. El periplo de la autora del blog Generación Y, un cuaderno de bitácora crítico con la realidad cotidiana de su país por el que ha recibido premios internacionales, ha estado marcado por la muerte del presidente venezolano Hugo Chávez, cuya generosidad petrolera era esencial para la maltrecha economía de la isla.
La desaparición del líder bolivariano crea incertidumbre en Cuba. Yoani Sánchez, que vivió de joven la dramática crisis de recursos provocada en su país por la caída de la Unión Soviética dice que para los cubanos el final de Chávez tiene dos lecturas: “La mayoría asocia su pérdida con el posible regreso de los cortes eléctricos, con la caída de la economía, pero por otro lado también piensa que sin él se pierde el subsidio y tal vez Raúl Castro se vea obligado a acelerar las reformas”.
En un eventual escenario de transición democrática en Cuba, un país que por tradición histórica y proximidad geográfica podría tener un papel significativo en el reordenamiento del panorama poscastrista es México. La periodista advierte de que este país ya es una referencia básica en la vida de la isla. “Hay muchos cubanos escapando a través del mar para llegar a México; no solamente escapan hacia Florida, también escapan hacia Yucatán [Estado situado en el sureste de México, a unos 200 kilómetros de la costa cubana]”. Una circunstancia que empieza a preocupar al Gobierno mexicano.
Yoani dio una charla abierta a preguntas en el Senado mexicano. Allí, dos mujeres del público la increparon y mostraron símbolos en contra de ella. “Una llevaba una bandera estadounidense con mi rostro pegado y la otra llevaba billetes de cien dólares con mi rostro pegado. Era una especie de iconografía a medio camino entre Estados Unidos y yo”. Antes del incidente otra persona le había preguntado si Cuba está en un momento de transición. “Respondí que yo creo que sí, pero no por la voluntad gubernamental, sino porque hay algo en transición en el interior de los cubanos, un deseo de cambio, de transformación, de hasta aquí hemos llegado”.
En mayo la cubana espera estar de vuelta en su casa de La Habana, un piso en la decimocuarta planta de un edificio diseñado con criterios arquitectónicos de la antigua Yugoslavia comunista.


(www.elpais.com. Adaptado.)

En el segundo párrafo del texto, se puede sustituir la locución tal vez por

  • A más aún.
  • B aunque.
  • C a pesar.
  • D quizás.
  • E a lo más.
46
Yoani Sánchez:
“Los cubanos están escapando a Yucatán”

14.03.2013

La periodista cubana Yoani Sánchez ha visitado México dentro de la gira por América y Europa que empezó el 17 de febrero tras concederle el Gobierno de La Habana un pasaporte que le había denegado veinte veces durante los últimos cinco años, según su recuento. El periplo de la autora del blog Generación Y, un cuaderno de bitácora crítico con la realidad cotidiana de su país por el que ha recibido premios internacionales, ha estado marcado por la muerte del presidente venezolano Hugo Chávez, cuya generosidad petrolera era esencial para la maltrecha economía de la isla.
La desaparición del líder bolivariano crea incertidumbre en Cuba. Yoani Sánchez, que vivió de joven la dramática crisis de recursos provocada en su país por la caída de la Unión Soviética dice que para los cubanos el final de Chávez tiene dos lecturas: “La mayoría asocia su pérdida con el posible regreso de los cortes eléctricos, con la caída de la economía, pero por otro lado también piensa que sin él se pierde el subsidio y tal vez Raúl Castro se vea obligado a acelerar las reformas”.
En un eventual escenario de transición democrática en Cuba, un país que por tradición histórica y proximidad geográfica podría tener un papel significativo en el reordenamiento del panorama poscastrista es México. La periodista advierte de que este país ya es una referencia básica en la vida de la isla. “Hay muchos cubanos escapando a través del mar para llegar a México; no solamente escapan hacia Florida, también escapan hacia Yucatán [Estado situado en el sureste de México, a unos 200 kilómetros de la costa cubana]”. Una circunstancia que empieza a preocupar al Gobierno mexicano.
Yoani dio una charla abierta a preguntas en el Senado mexicano. Allí, dos mujeres del público la increparon y mostraron símbolos en contra de ella. “Una llevaba una bandera estadounidense con mi rostro pegado y la otra llevaba billetes de cien dólares con mi rostro pegado. Era una especie de iconografía a medio camino entre Estados Unidos y yo”. Antes del incidente otra persona le había preguntado si Cuba está en un momento de transición. “Respondí que yo creo que sí, pero no por la voluntad gubernamental, sino porque hay algo en transición en el interior de los cubanos, un deseo de cambio, de transformación, de hasta aquí hemos llegado”.
En mayo la cubana espera estar de vuelta en su casa de La Habana, un piso en la decimocuarta planta de un edificio diseñado con criterios arquitectónicos de la antigua Yugoslavia comunista.


(www.elpais.com. Adaptado.)

De acuerdo con el tercer párrafo del texto, se puede decir que

  • A tal cual ocurre en México, Cuba vive actualmente un escenario de transición democrática.
  • B la historia política de México y Cuba son semejantes a causa de la posición geográfica.
  • C la posición geográfica de Cuba puede reordenar el panorama democrático en México.
  • D México puede actualmente reordenar el panorama poscastrista en Cuba a causa de su historia.
  • E México puede ocupar un lugar de destaque con relación a Cuba a causa de su historia y posición geográfica.
47
Yoani Sánchez:
“Los cubanos están escapando a Yucatán”

14.03.2013

La periodista cubana Yoani Sánchez ha visitado México dentro de la gira por América y Europa que empezó el 17 de febrero tras concederle el Gobierno de La Habana un pasaporte que le había denegado veinte veces durante los últimos cinco años, según su recuento. El periplo de la autora del blog Generación Y, un cuaderno de bitácora crítico con la realidad cotidiana de su país por el que ha recibido premios internacionales, ha estado marcado por la muerte del presidente venezolano Hugo Chávez, cuya generosidad petrolera era esencial para la maltrecha economía de la isla.
La desaparición del líder bolivariano crea incertidumbre en Cuba. Yoani Sánchez, que vivió de joven la dramática crisis de recursos provocada en su país por la caída de la Unión Soviética dice que para los cubanos el final de Chávez tiene dos lecturas: “La mayoría asocia su pérdida con el posible regreso de los cortes eléctricos, con la caída de la economía, pero por otro lado también piensa que sin él se pierde el subsidio y tal vez Raúl Castro se vea obligado a acelerar las reformas”.
En un eventual escenario de transición democrática en Cuba, un país que por tradición histórica y proximidad geográfica podría tener un papel significativo en el reordenamiento del panorama poscastrista es México. La periodista advierte de que este país ya es una referencia básica en la vida de la isla. “Hay muchos cubanos escapando a través del mar para llegar a México; no solamente escapan hacia Florida, también escapan hacia Yucatán [Estado situado en el sureste de México, a unos 200 kilómetros de la costa cubana]”. Una circunstancia que empieza a preocupar al Gobierno mexicano.
Yoani dio una charla abierta a preguntas en el Senado mexicano. Allí, dos mujeres del público la increparon y mostraron símbolos en contra de ella. “Una llevaba una bandera estadounidense con mi rostro pegado y la otra llevaba billetes de cien dólares con mi rostro pegado. Era una especie de iconografía a medio camino entre Estados Unidos y yo”. Antes del incidente otra persona le había preguntado si Cuba está en un momento de transición. “Respondí que yo creo que sí, pero no por la voluntad gubernamental, sino porque hay algo en transición en el interior de los cubanos, un deseo de cambio, de transformación, de hasta aquí hemos llegado”.
En mayo la cubana espera estar de vuelta en su casa de La Habana, un piso en la decimocuarta planta de un edificio diseñado con criterios arquitectónicos de la antigua Yugoslavia comunista.


(www.elpais.com. Adaptado.)

De acuerdo con el cuarto párrafo del texto, Yoani cree que Cuba está en un momento de transición

  • A a causa de la creciente voluntad gubernamental.
  • B a causa del reciente incidente en contra de ella.
  • C por el deseo de transformación de los cubanos.
  • D porque está en el medio camino, entre los EUA y ella.
  • E por el deseo castrista de transformaciones.
48
Yoani Sánchez:
“Los cubanos están escapando a Yucatán”

14.03.2013

La periodista cubana Yoani Sánchez ha visitado México dentro de la gira por América y Europa que empezó el 17 de febrero tras concederle el Gobierno de La Habana un pasaporte que le había denegado veinte veces durante los últimos cinco años, según su recuento. El periplo de la autora del blog Generación Y, un cuaderno de bitácora crítico con la realidad cotidiana de su país por el que ha recibido premios internacionales, ha estado marcado por la muerte del presidente venezolano Hugo Chávez, cuya generosidad petrolera era esencial para la maltrecha economía de la isla.
La desaparición del líder bolivariano crea incertidumbre en Cuba. Yoani Sánchez, que vivió de joven la dramática crisis de recursos provocada en su país por la caída de la Unión Soviética dice que para los cubanos el final de Chávez tiene dos lecturas: “La mayoría asocia su pérdida con el posible regreso de los cortes eléctricos, con la caída de la economía, pero por otro lado también piensa que sin él se pierde el subsidio y tal vez Raúl Castro se vea obligado a acelerar las reformas”.
En un eventual escenario de transición democrática en Cuba, un país que por tradición histórica y proximidad geográfica podría tener un papel significativo en el reordenamiento del panorama poscastrista es México. La periodista advierte de que este país ya es una referencia básica en la vida de la isla. “Hay muchos cubanos escapando a través del mar para llegar a México; no solamente escapan hacia Florida, también escapan hacia Yucatán [Estado situado en el sureste de México, a unos 200 kilómetros de la costa cubana]”. Una circunstancia que empieza a preocupar al Gobierno mexicano.
Yoani dio una charla abierta a preguntas en el Senado mexicano. Allí, dos mujeres del público la increparon y mostraron símbolos en contra de ella. “Una llevaba una bandera estadounidense con mi rostro pegado y la otra llevaba billetes de cien dólares con mi rostro pegado. Era una especie de iconografía a medio camino entre Estados Unidos y yo”. Antes del incidente otra persona le había preguntado si Cuba está en un momento de transición. “Respondí que yo creo que sí, pero no por la voluntad gubernamental, sino porque hay algo en transición en el interior de los cubanos, un deseo de cambio, de transformación, de hasta aquí hemos llegado”.
En mayo la cubana espera estar de vuelta en su casa de La Habana, un piso en la decimocuarta planta de un edificio diseñado con criterios arquitectónicos de la antigua Yugoslavia comunista.


(www.elpais.com. Adaptado.)

De acuerdo con el primer párrafo del texto se puede afirmar que

  • A el Gobierno de América le concedió un pasaporte a la periodista.
  • B nadie le concedió un pasaporte a la periodista.
  • C el Gobierno de Europa le concedió un pasaporte a la periodista.
  • D el Gobierno de Cuba le concedió un pasaporte a la periodista.
  • E el Gobierno de México le concedió un pasaporte a la periodista.
49
Yoani Sánchez:
“Los cubanos están escapando a Yucatán”

14.03.2013

La periodista cubana Yoani Sánchez ha visitado México dentro de la gira por América y Europa que empezó el 17 de febrero tras concederle el Gobierno de La Habana un pasaporte que le había denegado veinte veces durante los últimos cinco años, según su recuento. El periplo de la autora del blog Generación Y, un cuaderno de bitácora crítico con la realidad cotidiana de su país por el que ha recibido premios internacionales, ha estado marcado por la muerte del presidente venezolano Hugo Chávez, cuya generosidad petrolera era esencial para la maltrecha economía de la isla.
La desaparición del líder bolivariano crea incertidumbre en Cuba. Yoani Sánchez, que vivió de joven la dramática crisis de recursos provocada en su país por la caída de la Unión Soviética dice que para los cubanos el final de Chávez tiene dos lecturas: “La mayoría asocia su pérdida con el posible regreso de los cortes eléctricos, con la caída de la economía, pero por otro lado también piensa que sin él se pierde el subsidio y tal vez Raúl Castro se vea obligado a acelerar las reformas”.
En un eventual escenario de transición democrática en Cuba, un país que por tradición histórica y proximidad geográfica podría tener un papel significativo en el reordenamiento del panorama poscastrista es México. La periodista advierte de que este país ya es una referencia básica en la vida de la isla. “Hay muchos cubanos escapando a través del mar para llegar a México; no solamente escapan hacia Florida, también escapan hacia Yucatán [Estado situado en el sureste de México, a unos 200 kilómetros de la costa cubana]”. Una circunstancia que empieza a preocupar al Gobierno mexicano.
Yoani dio una charla abierta a preguntas en el Senado mexicano. Allí, dos mujeres del público la increparon y mostraron símbolos en contra de ella. “Una llevaba una bandera estadounidense con mi rostro pegado y la otra llevaba billetes de cien dólares con mi rostro pegado. Era una especie de iconografía a medio camino entre Estados Unidos y yo”. Antes del incidente otra persona le había preguntado si Cuba está en un momento de transición. “Respondí que yo creo que sí, pero no por la voluntad gubernamental, sino porque hay algo en transición en el interior de los cubanos, un deseo de cambio, de transformación, de hasta aquí hemos llegado”.
En mayo la cubana espera estar de vuelta en su casa de La Habana, un piso en la decimocuarta planta de un edificio diseñado con criterios arquitectónicos de la antigua Yugoslavia comunista.


(www.elpais.com. Adaptado.)

De acuerdo con el primer párrafo del texto se puede afirmar que el pasaporte había sido denegado

  • A 5 veces.
  • B 17 veces.
  • C una veintena de veces.
  • D una docena de veces.
  • E 2 veces.

História

50
A crise financeira internacional ameaça tornar-se mais aguda outra vez. Os governos, endividados com o resgate dos bancos privados em 2008, não conseguem pagar a dívida pública. Grécia e Irlanda foram os primeiros, agora Portugal e Espanha dão sinais de que podem ser os próximos.

Dessa forma, outro fator desencadeou a crise de hegemonia do atual sistema de poder: a ascensão dos BRICS. Marque a alternativa que indica os países designados pela sigla BRICS.
  • A Bélgica, Rússia, Índia e China
  • B Brasil, Rússia, Índia e Coreia do Sul
  • C Bélgica, Rússia, Itália e Cuba
  • D Brasil, Rússia, Índia e China
51

O fim da Monarquia não representou a ascensão de profundas transformações no cenário social brasileiro. O crescimento dos centros urbanos, a crise da economia de agroexportação e, de maneira geral, a exclusão socioeconômica atingiram as populações do campo e da cidade, provocando rebeliões no decorrer da República Velha.

Sobre essas rebeliões, é correto afirmar que

  • A as primeiras notícias sobre lutas operárias no Brasil remontam ao Rio de Janeiro da primeira década do século XX, por ocasião da greve dos tipógrafos que reivindicavam aumento de salário.
  • B o significativo crescimento das cidades brasileiras nas primeiras décadas do século XX como, por exemplo, São Paulo, foi acompanhado pelo incremento da atividade agrícola em sua periferia.
  • C nos centros urbanos havia mais liberdade e uma maior circulação de ideias, possibilitando a maior organização e reivindicação dos trabalhadores em relação àqueles que se concentravam na área rural.
  • D o movimento dos trabalhadores na Primeira República foi intenso e teve muitos momentos de grande mobilização, sendo o mais importante a greve geral de 1917.
  • E o palco das maiores mobilizações de trabalhadores operários foi a cidade do Rio de Janeiro, que contou com o influxo da imigração estrangeira e da expansão cafeeira para impulsionar sua transformação em grande centro urbano no início do século XX.
52

Da classificação da informação quanto ao grau e prazos de sigilo, é correto afirmar que

  • A os prazos máximos de restrição de acesso à informação vigoram a partir da data de seu arquivamento.
  • B são passíveis de classificação apenas as informações cuja divulgação ou acesso irrestrito colocar em risco a segurança da sociedade ou do Estado.
  • C a informação em poder dos órgãos e entidades públicas, observado o seu teor e em razão de sua imprescindibilidade à segurança da sociedade ou do Estado, poderá ser classificada como ultrassecreta, secreta ou aberta.
  • D os prazos máximos de restrição de acesso à informação, conforme a classificação prevista, são de 50 anos para informação ultrassecreta.
  • E transcorrido o prazo de classificação ou consumado o evento que defina o seu termo final, a informação tornar-se-á, automaticamente, de acesso público.
53

Os processos de independência política no Brasil e na América Hispânica

  • A diferem, entre outros motivos, pelo fato de que as riquezas brasileiras eram essenciais para a estabilidade econômica portuguesa e, no caso da América Hispânica, a Colônia pouco contribuía financeiramente com a Espanha.
  • B diferem, entre outros motivos, pelo fato de que a unidade territorial do Brasil foi mantida no Estado independente e, na América Hispânica, houve forte fragmentação política.
  • C assemelham-se, entre outros motivos, pelo fato de que os principais líderes das lutas pela emancipação nacional eram os próprios representantes das metrópoles.
  • D diferem, entre outros motivos, pelo caráter pacífico, sem qualquer combate armado, do processo brasileiro, enquanto na América Hispânica as lutas pela emancipação se prolongaram por décadas.
  • E assemelham-se, entre outros motivos, pelo fato de que, nos dois casos, o apoio militar inglês e norte-americano contribuiu decisivamente para a derrota das metrópoles.
54

Os combates entre Estados Unidos e Japão, durante a Segunda Guerra Mundial,

  • A eliminaram as influências chinesa e soviética sobre o centro da Ásia e o Norte do Pacífico.
  • B derivaram, em grande medida, dos interesses políticos e estratégicos conflitantes dos dois países no sudeste asiático.
  • C iniciaram-se com o lançamento das bombas atômicas em Hiroshima e Nagasaki e se encerraram com o ataque japonês a Pearl Harbor.
  • D contribuíram, em grande medida, para a manutenção da hegemonia militar britânica e francesa no Sul do Pacífico Sul e no sudeste asiático.
  • E incluíram amplas ações militares de aliados dos dois países e deslocaram o conflito, antes concentrado no Oceano Pacífico, para o continente europeu.
55
Para dizerem milho dizem mio
Para melhor dizem mió Para pior pió
Para telha dizem teia
Para telhado dizem teiado
E vão fazendo telhados

“Vício na fala”, de 1925, é um dos mais conhecidos registros poéticos do Modernismo. Entre as características do movimento que ele apresenta, podemos identificar a:
  • A rejeição do eruditismo e do engajamento político
  • B defesa da norma culta e do academicismo.
  • C valorização da língua falada e do coloquialismo
  • D celebração da vida rural e da modernidade.
  • E crítica às políticas públicas na educação e na saúde
56

Não se pode esquecer que se tratava de uma sociedade de ordens. Existiam aqueles que tinham nascido para orar, o clero; aqueles que haviam nascido para guerrear, os nobres; e aqueles que haviam nascido para o trabalho, os camponeses. Não existia a possibilidade de ascender socialmente, quer dizer, um camponês não poderia se trans­ formar em nobre.

(Catelli Jr., Roberto. História: texto e contexto. São Paulo: Scipione, 2006. Adaptado)

A qual tipo de sociedade e a que modo de produção, respec­tivamente, o texto se refere?

  • A Patriarcal; socialismo.
  • B Matriarcal; escravismo.
  • C Estamental; feudalismo.
  • D Urbano-industrial; capitalismo.
  • E Estratificada; mercantilismo.
57
As poucas fábricas que subsistiram durante as décadas de 1840 a 1870 se mantiveram graças a privilégios de exploração, de subvenções governamentais na forma de empréstimos e isen­ções de direitos de importação; em certas regiões, como o único substituto possível à produção agrícola decadente, enquanto, em outras, as dificuldades de comunicação e o alto custo do trans­ porte atuavam como meios de proteção.
Uma série de acontecimentos iria, contudo, reanimar as ati­vidades industriais, no fim da década de sessenta
.

Em meio à “série de acontecimentos” que “iria reanimar as atividades industriais” no Brasil do final da década de 1860, podem-se citar

  • A a Guerra Civil norte-americana e a Guerra do Paraguai, que estimularam a indústria de tecidos.
  • B a Lei do Ventre Livre, que liberou farta mão de obra para o setor industrial urbano.
  • C as campanhas militares no Rio da Prata, que expandiram a fronteira agrícola e geraram excedente financeiro a ser investido na indústria.
  • D as reformas alfandegárias, que reduziram os impostos de importação e estabeleceram o regime de livre câmbio.
  • E .a Lei Eusébio de Queirós, que prejudicou a produção agrícola e facilitou o deslocamento de capitais para o setor industrial.

Geografia

58

A classificação mais recente do Brasil em unidades de relevo, apresenta as seguintes divisões: Planaltos e Bacias Sedimentares, Intrusões e Coberturas Residuais de Plataforma, Cinturões Orogênicos, Núcleos Cristalinos Arqueados, Depressões e Planícies. Essa classificação, feita pelo geógrafo Jurandyr L. S. Ross (1995), consiste em um detalhamento da classificação feita pelo geógrafo Aziz Ab´Sáber, em 1958.

Pode-se afirmar que a classificação de Jurandyr L. S. Ross, além do mérito do pesquisador, também é fruto do uso de novas ferramentas tecnológicas, tais como

  • A satélites, com autorização da NASA (Agencia Espacial Estadunidense).
  • B máquinas agrícolas, com impacto ambiental próximo de zero.
  • C radar, utilizado no projeto RADAM Brasil.
  • D topometria, em grande escala.
59

A natureza é reavaliada e valorizada como informação sobre a vida e os recursos potenciais, de modo que a valorização dos elementos é condicionada por novas tecnologias. É o caso da natureza como fonte de informação para a biotecnologia, com base na decodificação, leitura e instrumentalização da biodiversidade. Em outras palavras, a natu reza é valorizada como capital de realização atual ou futura e como fonte de poder para a ciência contemporânea. No entan to, os estoques de natureza estão localizados em territórios de Estados ou em espaços ainda não regulamentados juridicamente, e a apropriação da decisão sobre o uso de territórios e ambientes como reservas de valor, isto é, sem uso produtivo imediato, torna-se uma forma de controlar o capital natural para o uso futuro. Constitui-se assim um novo componente na disputa entre as potências – detentoras da tecnologia – pelo controle dos estoques de natureza, localizados, sobretudo, nos países periféricos e em espaços não apropriados.

Essa concepção de natureza – entendida como uma verdadeira “reserva de valor” – atribui importância geopolítica e geoeconômica estratégica ao Brasil. Em razão de suas características naturais, a região brasileira mais valorizada nesse contexto é a;

  • A Nordeste.
  • B Sudeste.
  • C Norte
  • D Centro-Oeste.
  • E Sul.
60

Leia o texto.


                                 Seca se espalha também no Noroeste de Minas


      “[...] As chuvas, que irrigavam a terra durante um período de seis meses no passado, já não gotejam por mais do que quatro meses. Nascentes morreram, córregos se tornaram intermitentes e a escassez de água seguiu seu curso atingindo os meios rural e urbano. Mas o cenário não fica no semiárido Norte de Minas, onde a seca já é parte da vida do sertanejo. Por incrível que pareça, o terreno estéril pertence ao Noroeste, região ainda considerada um dos celeiros do estado, por ser a maior produtora de grãos de Minas.”


(Disponível em: http://www.em.com.br/app/noticia/gerais/2013/09/15/interna_gerais,449147/seca‐se‐espalha‐tambem‐no‐noroeste‐de‐minas.shtml. Acesso em: 29/07/2014.)


Uma das causas da seca, relatada nesse texto, está relacionada a uma interferência antrópica que é

  • A a prática agrícola não sustentável.
  • B a extinção dos animais silvestres da região.
  • C a construção de barragens para ampliar a produção de energia elétrica no estado mineiro.
  • D o enfraquecimento das massas de ar vindas do oceano, devido à alta pressão atmosférica.
61
É importante que se tenha consciência de que os chamados conceitos geográficos são uma interpretação parcial da realidade. Constitui-se parte do nosso fazer-pensar apropriar-se com rigor desses conhecimentos geográficos. Porém, também é necessária sua ultrapassagem para irmos além dos mesmos, pois a realidade evidencia essa necessidade. A superação é, por excelência, condição do professor, uma vez que, por sua atribuição, ele é antes de tudo um pensador, um pesquisador, um educador.

Essa afirmação de Kimura evidencia, no ensino de geografia, uma específica e importante relação entre.
  • A os conceitos e os conteúdos.
  • B a escola e os conteúdos.
  • C o poder público e os interesses privados.
  • D a geografia física e a geografia humana.
62
Sabe-se que um dos entraves da Cartografia é a representação de uma superfície esférica em um plano.

De modo geral, as projeções cartográficas são classificadas nos três seguintes grandes grupos:
  • A cilíndricas, cônicas e meridianas.
  • B cilíndricas, cônicas e azimutais.
  • C cônicas, paralelas e azimutais
  • D cônicas, meridianas e paralelas.
63

Coreia do Norte anuncia “estado de guerra” com a Coreia do Sul

A Coreia do Norte anunciou nesta sexta-feira [29.03.2013] o "estado de guerra" com a Coreia do Sul e que negociará qualquer questão entre os dois países sob esta base. "A partir de agora, as relações intercoreanas estão em estado de guerra e todas as questões entre as duas Coreias serão tratadas sob o protocolo de guerra", declara um comunicado atribuído a todos os órgãos do governo norte-coreano

A tensão observada entre a Coreia do Norte e a Coreia do Sul está associada a

  • A divergências políticas e comerciais, sendo que sua origem se deu após a emergência Nova Ordem Mundial.
  • B divergências comerciais e econômicas, sendo que sua origem remete ao período da Guerra Fria.
  • C divergências políticas e ideológicas, sendo que sua origem se deu após a emergência da Nova Ordem Mundial.
  • D divergências políticas e ideológicas, sendo que sua origem remete ao período da Guerra Fria.
  • E um incidente diplomático ocasional, que não corresponde à grande tradição pacifista existente entre as Coreias.
64

Considere as informações a seguir.


I. É um tipo de fenômeno atmosférico que ocorre devido à presença de gases poluentes (derivados da queima de combustíveis fósseis) misturados com água.

II. Esse fenômeno danifica o solo, as plantas, as construções históricas, os animais marinhos e terrestres etc. podendo, inclusive, exterminar algumas espécies de animais e vegetais. Também provoca a poluição de rios e fontes de água, afetando diretamente a saúde das pessoas com doenças do sistema respiratório.


Essas informações referem-se

  • A à ilha de calor.
  • B à inversão térmica.
  • C ao chorume.
  • D à chuva ácida.
  • E ao efeito estufa.
65
O grande paradoxo do século XXI: nunca a população mundial foi tão numerosa e nunca foi tão concentrada em espaços tão reduzidos: o mundo se 'metropoliza' inexoravelmente sob o efeito de uma espécie de motor em três tempos.

Assinale a alternativa que aponta uma característica do aumento da população urbana.
  • A Predomínio do setor terciário nos espaços urbanos mais populosos
  • B Escassez do setor terciário nos espaços agrários
  • C Predomínio do setor secundário nos espaços agrários menos povoados
  • D Escassez do setor primário nos espaços urbanos

Noções de Informática

66

No MS­PowerPoint 2010 é possível editar cabeçalho e roda­pé dos slides e anotações/folhetos, por meio do acionamento do seguinte botão, presente na guia Inserir.

  • A
  • B
  • C
  • D
  • E
67

Em uma planilha do MS- Excel 2010, a partir da sua configuração padrão, utilizada por uma empresa de cobrança para controlar as pessoas devedoras, como ilustra a figura, a coluna A contém o nome do devedor, a coluna B contém o RG do devedor, a coluna C contém o montante a receber e a coluna D informa se foi pago: N para Não e S para Sim.

A fórmula a ser aplicada na célula C10 para calcular o Valor Total que os devedores pagaram é

  • A =SOMASE(D3:D8;"S";C3:C8)
  • B =SOMASE(C3:C8;"S";D3:D8)
  • C =SOMASE(D3;D8:"S";C3:C8)
  • D =SOMASES(B2:B8;C2:C10;"S";D2:D8)
  • E =SOMASES(C2:C8;"S";B2:B8)
68

O texto a seguir contextualiza a  questão, que é  baseada no aplicativo para escritório.

Aplicativos para escritório são muito importantes na atualidade. Existem aqueles que são pagos, como o Microsoft Office, da gigante de software Microsoft, como existem também os que são livres, os quais não é necessário nenhum tipo de licença para utilização. Como exemplos de softwares livres para escritório, podem ser citados o Google Docs, que tem a vantagem da edição online, assim como também existe o LibreOffice. Em relação ao LibreOffice, este possui aplicativos para edição de textos (Writer), planilha eletrônica (Calc), apresentação de slides (Impress), entre outros. O LibreOffice tem o seu próprio formato de arquivos (.odt, .ods, .odp etc.), mas também pode abrir e salvar documentos em todas as versões do Microsoft Office (.doc, .docx, .xls, .xlsx, .ppt, .pptx etc.). Efetuando uma comparação entre esses dois aplicativos mais conhecidos, Microsoft Office e LibreOffice, uma das coisas que pode chamar mais a atenção é o layout de cada um, pois os dois aplicativos possuem basicamente as mesmas funções, porém as disposições dos menus/comandos são diferentes entre eles.

Na edição de um texto, utilizando o Writer, Configuração Padrão, da suíte de aplicativos LibreOffice, podem ser utilizados marcadores e numeração, que dão destaque ao texto ou palavras no parágrafo, e também pode‐se utilizarpara mostrar uma estrutura em tópicos. A opção marcadores e numeração está localizada em um dos menus da Barra de Menus. Assinale a alternativa correta que apresenta esse menu.
  • A Exibir.
  • B Editar.
  • C Formatar.
  • D Ferramentas.
69

Observe a planilha a seguir, sendo editada por meio do MS-Excel 2010, em sua configuração padrão.



Assinale a alternativa que contém o resultado que a célula D1 apresentará após ser preenchida com a seguinte fórmula:

=CONT.VALORES(A2:C3)

  • A 1
  • B 2
  • C 4
  • D 5
  • E 6

Filosofia

70

"Religião sempre foi um negócio lucrativo." Assim começa uma reportagem da revista americana Forbes sobre os milionários bispos fundadores das maiores igrejas evangélicas do Brasil. A revista fez um ranking com os líderes mais ricos. No topo da lista, está o bispo Edir Macedo, que tem uma fortuna estimada em R$ 2 bilhões, segundo a revista. Em seguida, vem Valdemiro Santiago, com R$ 400 milhões; Silas Malafaia, com R$ 300 milhões; R. R. Soares, com R$ 250 milhões, e Estevan Hernandes Filho e a bispa Sônia, com R$ 120 milhões juntos. A Forbes também destaca o crescimento dos evangélicos no Brasil – de 15,4% para 22,2% da população na última década –, em detrimento dos católicos. Hoje, os católicos romanos somam 64,6% da população, ou 123 milhões de brasileiros. Os evangélicos, por sua vez, já somam 42 milhões, em uma população total de 191 milhões de pessoas.

Os fatos descritos na reportagem são compatíveis filosoficamente com uma concepção

  • A teológico-protestante, baseada na valorização do sacrifício pessoal e da prosperidade material.
  • B kantiana, que preconiza a possibilidade de se atingir a maioridade intelectual.
  • C cartesiana, que pressupõe a existência de Deus como condição essencial para o conhecimento racional.
  • D dialético-materialista, baseada na necessidade de superação do trabalho alienado.
  • E teológico-católica, defensora da caridade e idealizadora de virtudes associadas à pobreza.
71

A China é a segunda maior economia do mundo. Quer garantir a hegemonia no seu quintal, como fizeram os Estados Unidos no Caribe depois da guerra civil. As Filipinas temem por um atol de rochas desabitado que disputam com a China. O Japão está de plantão por umas ilhotas de pedra e vento, que a China diz que lhe pertencem. Mesmo o Vietnã desconfia mais da China do que dos Estados Unidos. As autoridades de Hanói gostam de lembrar que o gigante americano invadiu o México uma vez. O gigante chinês invadiu o Vietnã dezessete.

A persistência histórica dos conflitos geopolíticos descritos na reportagem pode ser filosoficamente compreendida pela teoria

  • A iluminista, que preconiza a possibilidade de um estado de emancipação racional da humanidade.
  • B maquiavélica, que postula o encontro da virtude com a fortuna como princípios básicos da geopolítica.
  • C política de Rousseau, para quem a submissão à vontade geral é condição para experiências de liberdade.
  • D teológica de Santo Agostinho, que considera que o processo de iluminação divina afasta os homens do pecado
  • E política de Hobbes, que conceitua a competição e a desconfiança como condições básicas da natureza humana.
72

“A ciência, tanto por sua necessidade de coroamento como por princípio, opõe-se absolutamente à opinião. Se, em determinada questão, ela legitimar a opinião, é por motivos diversos daqueles que dão origem à opinião; de modo que a opinião está, de direito, sempre errada. A opinião pensa mal; não pensa: traduz necessidades em conhecimentos. Ao designar os objetos pela utilidade, ela se impede de conhecê-los. Não se pode basear nada na opinião: antes de tudo, é preciso destruí-la. Ela é o primeiro obstáculo a ser superado. Não basta, por exemplo, corrigi-la em determinados pontos, mantendo, como uma espécie de moral provisória, um conhecimento vulgar provisório. O espírito científico proíbe que tenhamos uma opinião sobre questões que não compreendemos, sobre questões que não sabemos formular com clareza”.

(Gaston Bachelard, A formação do espírito científico. Rio de Janeiro: Contraponto, 1996)

O excerto discute uma questão de ordem epistemológica que atravessa, em certa medida, a história da filosofia. No entender do autor, a ciência

  • A é habitualmente desviada de seu caminho necessário pela opinião pública.
  • B confirma a racionalidade estrita dos postulados baseados na opinião.
  • C é contrária à opinião, pois visa produzir conhecimentos úteis à humanidade.
  • D opõe-se à opinião, pois suas teses não são formuladas espontaneamente.
  • E contradiz a opinião porque parte de hipóteses baseadas no senso comum.
73

Segundo Franz Boas, as pessoas diferem porque suas culturas diferem. De fato, é assim que deveríamos nos referir a elas: a cultura esquimó ou a cultura judaica, e não a raça esquimó ou a raça judaica. Apesar de toda a ênfase que deu à cultura, Boas não era um relativista que acreditava que todas as culturas eram equivalentes, nem um empirista que acreditava na tábula rasa. Ele considerava a civilização europeia superior às culturas tribais, insistindo apenas em que todos os povos eram capazes de atingi-la. Não negava que devia existir uma natureza humana universal ou que poderia haver diferenças entre as pessoas de um mesmo grupo étnico. O que importava para ele era a ideia de que todos os grupos étnicos são dotados das mesmas capacidades mentais básicas

Considerando o texto, é correto afirmar que, de acordo com o antropólogo Franz Boas,

  • A os critérios para comparação entre as culturas são inteiramente relativos
  • B a vida em estado de natureza é superior à vida civilizada.
  • C as diferenças culturais podem ser avaliadas por critérios universalistas
  • D as diferenças entre as culturas são biologicamente condicionadas

  • E o progresso cultural é uma ilusão etnocêntrica europeia.
74

“O bom senso é a coisa do mundo melhor partilhada, pois cada qual pensa estar tão provido dele, que mesmo os que são mais difíceis de contentar em qualquer outra coisa não costumam desejar tê-lo mais do que o têm. E não é verossímil que todos se enganem a tal respeito; mas isso antes testemunha que o poder de bem julgar e distinguir o verdadeiro do falso, que é propriamente o que se denomina o bom senso ou a razão, é naturalmente igual em todos os homens; e, destarte, que a diversidade de nossas opiniões não provém do fato de serem uns mais racionais do que outros, mas somente de conduzirmos nossos pensamentos por vias diversas e não considerarmos as mesmas coisas. Pois não é suficiente ter o espírito bom, o principal é aplicá-lo bem. As maiores almas são capazes dos maiores vícios, tanto quanto das maiores virtudes, e os que só andam muito lentamente podem avançar muito mais, se seguirem sempre o caminho reto, do que aqueles que correm e dele se distanciam”.

(l. Descartes, Discurso do método. São Paulo: WMF Martins Fontes, 2009).

Neste trecho, o filósofo Renée Descartes quer provar que

  • A o homem de bom senso é aquele que deseja ter maior capacidade de julgar do que aquela que já tem.
  • B já que o bom senso é compartilhado por todos, o importante é ter um método para saber aplicar bem o conhecimento.
  • C já que as maiores almas são capazes dos maiores vícios, não importa saber utilizar a razão, mas possuir a virtude.
  • D dada a igualdade natural dos homens, qualquer um pode alcançar a sabedoria por qualquer caminho.
  • E os homens em geral se enganam a respeito do próprio poder de bem julgar e distinguir o verdadeiro do falso.

Sociologia

75

Na análise de Max Weber, o que determina a posição de classe de um indivíduo é:

  • A posse de bens, nível de escolaridade e habilidades técnicas.
  • B nível de renda, religião e filiação partidária.
  • C nível de consumo, propriedade da terra e habilidade manual.
  • D religião, hábitos e nível de renda.
  • E religião, filiação partidária e nacionalidade.
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Para Munanga (2003), o conceito de raça sempre foi apresentado como categoria biológica, isto é, natural, mas é de fato uma categoria etno-semântica. Sobre esse ponto de vista, o autor afirma, ainda, que

  • A os significados do conceito de raça são científicos, desvinculados das relações de poder.
  • B a estrutura global da sociedade tem pouca influência sobre o campo semântico do conceito de raça.
  • C as raças sociais diferem radicalmente das raças fictícias, construídas a partir de diferenças fenotípicas.
  • D raça é um conceito carregado de ideologia, que esconde as relações sociais de sujeição.
  • E o conceito de raça, hoje em dia, só existe na cabeça de geneticistas e biólogos moleculares.
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Por que entre os animais só existe sociedade, e não existe cultura?

  • A Pela impossibilidade de viverem coletivamente; criam regras de convívio social que não são passadas para os descendentes.
  • B Porque o instinto animal impossibilita o desenvolvimento da simbolização, portanto não criam regras de convívio social.
  • C Por serem os animais regidos pela capacidade de simbolização; criam regras flexíveis que impedem o estabelecimento de tradições.
  • D Porque os animais não possuem a capacidade de simbolização da vida social nem uma tradição viva passada de geração em geração.
  • E Pela possibilidade de criar um sistema de símbolos entrelaçados entre si que definam seu padrão de comportamento, transmitido de geração em geração.
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Para responder à questão, leia o texto a seguir.

De acordo com uma pesquisa realizada pela Fundação Perseu Abramo, a cada 15 segundos uma mulher é agredida no Brasil. Estima-se que mais de dois milhões de mulheres são espancadas a cada ano por maridos ou namorados, atuais ou antigos.

(BRYM, R. J. et al. Sexualidade e gênero. In: BRYM, R. J. et al. Sociologia, sua bússola para um novo mundo. São Paulo: Cengage Learning, 2008)

Sob a perspectiva sociológica, quais são as causas da violência de gênero?

  • A A ideologia burguesa que conduz as mulheres à submissão às autoridades constituídas.
  • B A hierarquização das relações de trabalho, que transferiu a autoridade masculina da esfera pública para a vida privada.
  • C A modernização social, que conduziu homens e mulheres à banalização de todas as formas de violência.
  • D A interferência do Estado na vida privada, com a criação de leis de proteção à mulher e à criança.
  • E Uma concepção arraigada na sociedade de que é natural e correto que os homens dominem as mulheres.
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O que significa olhar o mundo sob a perspectiva sociológica?

  • A Considerar as nossas pré-noções sobre o social como expressão da verdade.
  • B Desenvolver um olhar de estranhamento para a realidade a fim de percebê-la como construção social.
  • C Reconhecer a ausência de nexo explicativo entre as vidas individuais e a realidade social.
  • D Desenvolver um olhar de naturalização da sociedade, pois o mundo e as coisas que nos cercam sempre foram assim.
  • E Desenvolver um olhar de neutralidade para realidade, para a formação de pré-noções sobre o social.
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