Resolver o Simulado IDECAN - Nível Superior

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Segurança e Saúde no Trabalho

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A avaliação de risco que utiliza apenas da sensibilidade do avaliador para identificar o risco no local de trabalho, denomina-se

  • A apreciativa.
  • B quantitativa.
  • C qualitativa.
  • D objetiva.
  • E subjetiva.
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NÃO corresponde a um benefício ou serviço compreendido no Regime Geral de Previdência Social.

  • A Reabilitação profissional.
  • B Bolsa-família.
  • C Salário-família.
  • D Aposentadoria especial.
  • E Auxílio-acidente.
3

Em relação ao processo eleitoral de uma CIPA já constituída em uma empresa, marque a alternativa que corresponde ao prazo mínimo pelo qual o empregador deverá convocar eleições para escolha dos representantes dos empregados em uma CIPA, antes do término do mandato em curso.

  • A 90 dias.
  • B 60 dias.
  • C 45 dias.
  • D 30 dias.
  • E 15 dias.
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Equipamento de Proteção Individual (EPI) é todo dispositivo ou produto, de uso individual utilizado pelo trabalhador, destinado à proteção de riscos suscetíveis de ameaçar a segurança e a saúde no trabalho. Marque a alternativa que NÃO corresponde a uma obrigação do empregador quanto ao EPI.

  • A Solicitar a renovação do CA quando vencido o prazo de validade.
  • B Responsabilizar-se pela higienização e manutenção periódica.
  • C Comunicar ao MTE qualquer irregularidade observada.
  • D Substituir imediatamente, quando danificado ou extraviado.
  • E Exigir seu uso.
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Em relação às pausas que deverão ser concedidas nas atividades de teleatendimento/telemarketing, é INCORRETO afirmar que

  • A somente poderá ser concedida após as primeiras 2 horas de trabalho.
  • B deverão ser concedidas fora do posto de trabalho.
  • C deverão ser concedidas em 2 períodos de 10 minutos contínuos.
  • D somente poderá ser concedida antes dos últimos 60 minutos de trabalho.
  • E a instituição de pausas não prejudica o direito ao intervalo obrigatório para repouso e alimentação.
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* Para a questão, considere a atividade de trabalho em um ambiente de atendimento bancário.

Marque a alternativa que corresponde ao limite inferior da umidade relativa do ar, recomendado em norma específica, pela qual NÃO se proporciona uma condição de conforto ideal.
  • A 20%
  • B 25%
  • C 30%
  • D 35%
  • E 40%
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Os acidentes e doenças decorrentes do trabalho, em sua maioria, ocorrem devido à culpa, sendo esta uma conduta, ação ou omissão de alguém que não quer que o dano aconteça. Empilhar caixas e volumes sem obedecer as recomendações de arrumação, trânsito, carga e descarga classifica-se como

  • A negligência.
  • B imprudência.
  • C imperícia.
  • D incoerência.
  • E crime.
8

Os níveis mínimos de iluminamento a serem observados nos locais de trabalho são os valores de iluminâncias estabelecidos em norma brasileira registrada no INMETRO. A medição dos níveis de iluminamento deve ser feita no campo de trabalho onde se realiza a tarefa visual. Porém, quando não puder ser definido o campo de trabalho, este será um plano horizontal ao piso à uma distância definida em norma específica. Marque a distância correta desse plano ao piso.

  • A 0,50 m
  • B 0,75 m
  • C 0,90 m
  • D 1,00 m
  • E 1,10 m
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Considerando a atividade de limpeza geral das dependências de um escritório, marque a opção que melhor orienta sobre possíveis adicionais financeiros relativos a exposição a riscos biológicos.

  • A A atividade dá direito a percepção de adicional de grau mínimo, ou seja, 10 % sobre o salário mínimo vigente.
  • B A atividade é considerada insalubre em grau médio.
  • C A atividade não é considerada insalubre de acordo com normas regulamentadoras específicas, porém, deve-se verificar quanto à necessidade de utilização de EPI.
  • D A atividade não é considerada insalubre, caso não seja verificada a necessidade do uso de EPI.
  • E A atividade é considerada insalubre em grau mínimo e, ainda, deverá ser fornecido ao trabalhador os EPI’s necessários.
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Em relação ao funcionamento correto de uma CIPA (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes), é correto afirmar que

  • A terá reuniões ordinárias mensais, de acordo com o calendário estabelecido pela empresa.
  • B as reuniões ordinárias serão realizadas fora do horário do expediente normal da empresa e em local apropriado.
  • C o membro titular perderá o mandato, sendo substituído por suplente, quando faltar a mais de 3 reuniões ordinárias sem justificativa.
  • D no caso de afastamento definitivo do vice-presidente, os membros titulares da representação dos empregados, escolherão o substituto, entre seus titulares, em 2 dias úteis.
  • E as reuniões terão atas assinadas por todos os membros presentes, com encaminhamento de cópias apenas para os membros eleitos.
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Em relação ao mobiliário nos postos de trabalho, considerando os procedimentos ergonomicamente corretos, analise as afirmativas.

I. Sempre que o trabalho puder ser executado na posição sentada, o posto de trabalho deve ser planejado ou adaptado para esta posição, salvo em caso de baixa considerável na produção.
II. Para trabalho manual sentado ou que tenha de ser feito em pé, as bancadas, mesas, escrivaninhas e os painéis devem proporcionar ao trabalhador condições de boa postura, visualização e operação.
III. Para trabalho manual sentado, o mobiliário deverá ter características dimensionais que possibilitem posicionamento e movimentação adequados dos segmentos corporais.

Está(ão) correta(s) apenas a(s) afirmativa(s)

  • A I
  • B I, II
  • C I, III
  • D II, III
  • E I, II, III
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O mapa de risco é uma das modalidades mais simples de avaliação dos riscos existentes nos locais de trabalho. Entre seus benefícios pode-se citar, EXCETO:

  • A Identificação prévia dos riscos existentes nos locais de trabalho em que os trabalhadores poderão estar expostos.
  • B Conscientização quanto ao uso adequado das medidas e dos equipamentos de proteção coletiva e individual.
  • C Melhoria do clima organizacional, maior produtividade, competitividade e lucratividade.
  • D Redução dos investimentos com a aquisição de equipamentos de proteção individual e treinamentos organizacionais.
  • E Facilitação da gestão de saúde e segurança no trabalho com o aumento da segurança interna e externa.
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* Para a questão, considere a atividade de trabalho em um ambiente de atendimento bancário.

Marque a alternativa que corresponde à temperatura recomendada para se obter uma situação ideal de conforto.
  • A Entre 17°C e 21°C.
  • B Entre 17°C e 23°C.
  • C Entre 20°C e 23°C.
  • D Entre 20°C e 25°C.
  • E Entre 21°C e 26°C.
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Considere uma instituição bancária, a qual possui grau de risco igual 1. Marque a alternativa que corresponde ao intervalo de quantitativo de empregados pelo qual o SESMT da instituição necessitará apenas de um técnico de segurança do trabalho.

  • A De 501 a 1000.
  • B De 1001 a 2000.
  • C De 501 a 2000.
  • D De 2001 a 3500.
  • E De 501 a 3500.
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Os trabalhadores da construção civil devem, conforme norma regulamentadora específica, receber treinamento admissional e periódico, visando garantir a execução de suas atividades com segurança. O treinamento admissional deverá ser ministrado dentro do horário de trabalho e possuir carga horária mínima de

  • A 6 horas.
  • B 5 horas.
  • C 4 horas.
  • D 3 horas.
  • E 2 horas.
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São procedimentos que devem ser adotados nas atividades que envolvam leitura de documentos para digitação, EXCETO:

  • A Fornecer suporte adequado para documentos.
  • B Evitar movimentação frequente do pescoço e fadiga visual.
  • C Utilizar documento de fácil legibilidade.
  • D Utilizar papel brilhante, quando possível.
  • E Evitar a utilização de qualquer tipo de papel que provoque ofuscamento.

Português

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Texto I

Diploma garantido

Muitos pais têm contratado planos de previdência para os filhos menores de idade. A diferença é que, ao fazer isso, não estão pensando em investir na aposentadoria dos rebentos, mas sim em oferecer condições para que, ao atingir a maioridade, eles tenham dinheiro para arcar com despesas relacionadas à educação, como uma boa faculdade, um curso de especialização ou um intercâmbio no exterior.
Segundo dados da Federação Nacional de Previdência Privada Vida (FenaPrevi), entidade que reúne empresas do setor, os planos de previdência para menores arrecadaram só no ano passado, 1,7 bilhão de reais – 24% a mais do que em 2010.

Falta de disciplina para fazer os depósitos e saques não programados prejudicam quem quer poupar para o futuro. “A contribuição deve ser encarada como uma despesa da casa, assim como as contas de água e luz", diz Carolina Wanderley, consultora sênior de previdência privada da empresa de investimentos Mercer. Ou seja, não se deve “pular" o investimento na previdência em meses de dinheiro curto, muito menos usar o montante reservado nela para cobrir despesas acima do normal.

Para contornar imprevistos desse gênero, os especialistas recomendam pedir ao banco que as mensalidades sejam postas em débito automático ou cobradas via boleto e manter um segundo investimento – como uma poupança – destinado a “apagar incêndios".
(Veja, 9 de maio 2012. Com adaptações)

A respeito do texto “Diploma garantido”, é correto afirmar que

  • A as informações são apresentadas de forma objetiva.
  • B opõe- se à linguagem informativa por apresentar expressão metafórica.
  • C as informações são apresentadas ora de forma objetiva, ora de forma subjetiva.
  • D as informações possuem caráter científico tendo em vista os dados apresentados.
  • E as informações possuem caráter publicitário tendo em vista a linguagem utilizada.
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Depois dos táxis, as ‘caronas’

No princípio era o táxi.Dezenas de aplicativos de celular para chamar amarelinhos proliferaram no ano passado, seduzindo passageiros e incomodando cooperativas.Agora,a nova onda de soluções móveis para o trânsito tenta abolir taxistas por completo em busca de objetivo mais ambicioso: convencer motoristas a aderirem, de vez, às caronas.
Um dos modelos é inspirado em softwares que fazem sucesso - e barulho - em São Francisco e Nova York, a exemplo de Uber e Lyft. A primeira experiência do tipo no Brasil atende pelo nome de Zaznu - gíria em hebraico equivalente ao nosso “partiu?” - e começou pelo Rio, mês passado.
Por meio do app, donos de smartphones solicitam e oferecem caronas a desconhecidos. Tudo começa com o passageiro, que aciona o programa para pedir uma carona. Com base na localização e no perfil da pessoa, motoristas cadastrados que estiverem nas redondezas decidem se topam ou não pegá-lo. Quando a carona é aceita, os dois conversam por telefone para combinar o ponto de encontro.
Para garantir a segurança dos passageiros, o Zaznu diz entrevistar os motoristas cadastrados,além de checar antecedentes criminais. Já os passageiros precisam registrar um cartão de crédito para pagamentos “voluntários”.
É justamente por não ser gratuito que o aplicativo já faz barulho.Tão logo surgiu, taxistas abriram a página no FacebookZaznu, a farsa da carona solidária”, que denuncia “o crime que é oferecer serviço de transporte em carro particular”,como explicou o criador do grupo, Allan de Oliveira. O sindicato da categoria no Rio concorda.
- É irregular,iremos à Justiça.Mas temos certeza de que a prefeitura vai detê-lo - disse o diretor José de Castro.
Procurada por duas semanas, a Secretaria Municipal de Transportes do Rio não se manifestou.
Em sua defesa,Yuri Faber,fundador do Zaznu,alegou que o aplicativo não constitui um serviço pago de transportes porque seus termos de uso classificam o pagamento como “doação opcional”. A sugestão de preço equivale a 80% do preço que seria cobrado por um táxi no mesmo trajeto. A Zaznu fica com um quinto do valor, o resto vai para o motorista.
- O passageiro tem todo o direito de decidir se paga,e quanto paga. O app só sugere um valor - justificou.
(O Globo,20/04/2014.)
No 2º§ do texto, o aplicativo que possibilita a “carona solidária”, nome pelo qual o serviço tem sido chamado de acordo com o texto, é caracterizado como algo de sucesso e barulhento. Pode-se inferir acerca da 2ª característica que
  • A o sentido atribuído a “barulho” é exagerado.
  • B há falhas no aplicativo quanto à sua sonorização.
  • C o sentido atribuído a “barulho” foi ampliado atendendo ao contexto.
  • D o barulho produzido pelo aplicativo é fundamental para sua funcionalidade.
  • E é necessário que o som dos aplicativos, em geral, seja percebido facilmente.
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Texto I

Visão comunicativa


Até pouco tempo atrás, a qualificação de empresários, headhunters, executivos e CEOs e dos mais variados profissionais se fundava no domínio de outro idioma - o inglês em particular. Num mundo globalizado, saber outra língua é signo e condição competitiva.
Décadas recentes demonstraram, no entanto, que já é digna de atenção a maneira como nossos recursos humanos buscam reciclar o próprio português. Aumenta a necessidade de usar o idioma de forma refinada, como ferramenta nos negócios, ou pelo menos de modo a não pôr a perder um negócio.
O mercado brasileiro avança em seus próprios terrenos, não só os globalizados. Vivemos hoje num país em que mais de 800 milhões de mensagens eletrônicas diárias são trocadas, muitas das quais enviadas para tratar de questões empresariais. Há mais relatórios, encontros entre empresários, almoços de negócios, apresentações em reuniões de trabalho. Cresce o número de situações em que as pessoas ficam mais expostas por meio da escrita e da retórica oral, expondo a fragilidade de uma má formação em seu próprio idioma. Não por acaso, cresce também a procura por aulas de língua portuguesa, destinadas a executivos, gerentes e os mais diversos tipos de profissionais.
A velocidade da mensagem eletrônica não perdoa desatenção. Texto de correio eletrônico, de redes sociais com fins corporativos e de intranets deve ser simples, mas exige releitura e cuidado para acertar o tom da mensagem. Se por um lado a popularização da tecnologia nos ambientes de trabalho fez com que as pessoas passassem a ter contato diário com a língua escrita, por outro a enorme quantidade de mensagens trocadas nem sempre deixa claro onde está o valor da informação realmente importante. As mensagens eletrônicas do mundo empresarial dão ainda muita margem a mal-entendidos, com textos truncados, obscuros ou em desacordo com normas triviais da língua e da comunicação corporativa.
Quem se comunica bem no mundo profissional não é quem repete modelinhos e regras, ideias e frases feitas aprendidas em cursos prêt-à-porter de comunicação empresarial. Saber interagir num ambiente minado como o das organizações ajuda a carreira, mas para ter real efeito significa dar voz ao outro, falar não para ouvir o que já sabia, mas descobrir o que não se percebia por pura falta de diálogo.

(Luiz Costa Pereira Junior. Língua Portuguesa. Ed. Segmento. Janeiro de 2014.)

“Considerando a relação semântica indicada pela expressão 'no entanto' (2º§), é correto afirmar que há uma relação de ________________ em relação à informação expressa no 1º§." Assinale a alternativa que completa corretamente a afirmativa anterior.

  • A oposição
  • B conclusão
  • C acréscimo
  • D explicação
  • E alternância
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Não vivemos sem monstros

Os monstros fazem parte de todas as mitologias. Os havaianos acreditam em um homem com uma boca de tubarão nas costas. Os aborígines falam de uma criatura com corpo humano, cabeça de cobra e tentáculos de polvo. Entre os gregos, há relatos de gigantes canibais de um olho, do Minotauro, de uma serpente que usa cabeças de cachorros famintos como um cinto.
Não importam as diferenças de tamanho e forma. Os monstros têm uma característica em comum: eles comem pessoas. Expressam nossos medos de sermos destruídos, dilacerados, mastigados, engolidos e defecados. O destino humilhante daqueles que são comidos é expresso em um mito africano a respeito de uma ave gigante que engole um homem e, no dia seguinte, o expele. Além de significar a morte, este tipo de destino final nos diminui, nos tira qualquer ilusão de superioridade em relação aos outros animais.
Para os homens de milhões de anos atrás esta era uma realidade. Familiares, filhos, amigos eram desmembrados e devorados. Passamos muito tempo da nossa história mais como caça do que caçador. Tanto que até hoje estamos fisiologicamente programados para reagir a situações de estresse da mesma forma com que lidávamos com animais maiores – e famintos.
O arquétipo do monstro, tão recorrente em nossa história cultural, expressa e intensifica nosso medo ancestral dos predadores. A partir do momento em que criamos estes seres e os projetamos no reino da mitologia, nos tornamos capazes de lidar melhor com nossos medos. Em sua evolução no plano cultural, os monstros passaram a explicar a origem de outros elementos que nos assustam e colocam nossas vidas em risco, em especial fenômenos naturais como vulcões, furacões e tsunamis.
Mais que isso, esses seres fictícios nos permitiram lidar com a mudança de nossa situação neste planeta. Conforme nos tornamos predadores, passamos a incorporar os monstros como forma de autoafirmação. E, diante do imenso impacto que provocamos nos ecossistemas que tocamos, também de autocrítica. De certa forma, nos tornamos os monstros que temíamos. Isso provoca uma sensação dupla de poder e culpa.
Começamos com os dragões, os primeiros arquétipos de monstros que criamos, e chegamos ao Tubarão, de Steven Spielberg, e ao Alien, de Ridley Scott. Nessas tramas, o ser maligno precisa ser destruído no final, mesmo que para voltar de forma milagrosa no volume seguinte da franquia.
Precisamos dos monstros. Eles nos ajudam há milênios a manter nossa sanidade mental. É por isso que os mitos foram repetidos através dos séculos, alimentaram enredos literários e agora enchem salas de cinema. Não temos motivo nenhum para abrir mão deles.

(Paul A. Trout. Revista Galileu. Março de 2012, nº 248 I. Editora Globo.)

Na oração “O destino humilhante daqueles que são comidos é expresso em um mito africano a respeito de uma ave gigante que engole um homem e, no dia seguinte, o expele.” (2º§), o vocábulo sublinhado retoma o termo

  • A ave.
  • B mito.
  • C gigante. qc
  • D homem.
  • E africano.
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*O texto a seguir foi publicado na revista Veja, em 1999, mas o tema discutido continua sendo bastante atual.


Viva a dona Maria


Pesquisas confirmam que a mulher é melhor ao volante que o homem.


Na próxima vez que você, leitor do sexo masculino, disputar espaço com uma mulher no trânsito, pense duas vezes antes de soltar aquela frase machista: “Vai pra casa, dona Maria!”. A quantidade de pesquisas que atestam a superioridade feminina ao volante é impressionante. Pelo menos no que diz respeito à capacidade de evitar acidentes. O mais recente desses levantamentos, feito por uma firma paulista especializada em vistoria de automóveis acidentados, mostra que as mulheres causam apenas 25% das ocorrências. E, em geral, as batidas são pequenas. Essas duas razões estão fazendo com
que elas sejam contempladas com descontos maiores na hora de fazer o seguro do carro. A mesma pesquisa traça um perfil do motorista ideal: mulher, com mais de 35 anos, casada e mãe de filhos pequenos.

De acordo com um estudo feito pelo professor de estatística David Duarte Lima, da Universidade de Brasília, a proporção de mortes em decorrência de acidentes de trânsito é de quatro homens para uma mulher. Cerca de 80% das ocorrências graves são causadas por imprudência. Incluem-se aqui aquelas práticas execráveis como dirigir embriagado, abusar da velocidade e andar colado ao veículo da frente. “Esse é o comportamento típico de homens que começam a dirigir”, afirma o psicólogo Salomão Rabinovich, diretor do Centro de Psicologia Aplicada ao Trânsito, Cepat, de São Paulo. Para a maioria dos marmanjos, o carro é uma continuidade de seu próprio ser, uma forma de afirmar a virilidade. Por isso mesmo, as campanhas publicitárias enfatizam tanto o papel do automóvel como um instrumento de sedução. Ao pisar fundo, eles se sentem mais potentes, mais desejáveis. As mulheres, por seu turno, costumam ter apenas uma visão utilitária do automóvel. Isso não impede, no entanto, que elas também extravasem suas neuroses ao volante. “Em geral, as mulheres são muito fominhas quando estão na direção”, admite a piloto de corridas Valéria Zoppello.

Os especialistas são unânimes em afirmar que elas poderiam evitar os pequenos acidentes se treinassem um aspecto no qual apresentam grande deficiência – o reflexo. E se prestassem mais atenção aos trajetos. Muitos dos acidentes envolvendo mulheres acontecem porque as motoristas tentam virar à direita ou à esquerda repentinamente, sem dar chance ao carro de trás de frear a tempo. Além disso, elas estão abusando do telefone celular enquanto dirigem – o que é uma infração prevista no Código Nacional de Trânsito. Conhecer as características gerais de homens e mulheres ao volante só tem sentido se um estiver disposto a copiar o que o outro tem de melhor. Do contrário, a discussão cairá no vazio sexista. O piloto Luiz Carreira Junior, colega de competições de Valéria Zoppello, é quem dá a
receita. “Os homens teriam a ganhar se fossem tão prudentes quanto as mulheres. E elas seriam melhores motoristas se fossem mais atentas ao que acontece à sua volta”, diz ele.


(Disponível em: http://veja.abril.com.br/101199/p_210.html. Acesso em: 20/04/2014.)











Analise as afirmativas, marque V para as verdadeiras e F para as falsas.
( ) Com relação à tipologia textual, esse texto pode ser classificado como narrativo-argumentativo.
( ) O título da reportagem não se refere a uma mulher em especial, mas a todas aquelas que dirigem.
( ) O texto mostra que os homens não demonstram um comportamento machista em relação às mulheres.
( ) Os homens dirigem embriagados, abusam da velocidade e andam colados ao veículo da frente.

A sequência está correta em
  • A V, V, F, V.
  • B V, V, F, F.
  • C F, V, F, V.
  • D F, V, V, F.
  • E F, F, V, F.
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Texto II
Até que o beneficiário do plano complete 18 anos, os pais, como responsáveis pelos aportes, têm liberdade para interromper as contribuições e realizar saques. Mas essas medidas vão distanciá-los do objetivo inicial.
“É importante que o compromisso seja mantido. Certa vez um cliente nos disse que resgatar o valor investido seria o mesmo que assaltar o cofrinho do filho”, lembra João Batista Mendes Angelo, da Brasilprev.
(Veja, 9 de maio 2012. Com adaptações)

A expressão “até que” indica, no texto, uma ideia

  • A final.
  • B modal.
  • C positiva.
  • D temporal.
  • E conclusiva.
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Não vivemos sem monstros

Os monstros fazem parte de todas as mitologias. Os havaianos acreditam em um homem com uma boca de tubarão nas costas. Os aborígines falam de uma criatura com corpo humano, cabeça de cobra e tentáculos de polvo. Entre os gregos, há relatos de gigantes canibais de um olho, do Minotauro, de uma serpente que usa cabeças de cachorros famintos como um cinto.
Não importam as diferenças de tamanho e forma. Os monstros têm uma característica em comum: eles comem pessoas. Expressam nossos medos de sermos destruídos, dilacerados, mastigados, engolidos e defecados. O destino humilhante daqueles que são comidos é expresso em um mito africano a respeito de uma ave gigante que engole um homem e, no dia seguinte, o expele. Além de significar a morte, este tipo de destino final nos diminui, nos tira qualquer ilusão de superioridade em relação aos outros animais.
Para os homens de milhões de anos atrás esta era uma realidade. Familiares, filhos, amigos eram desmembrados e devorados. Passamos muito tempo da nossa história mais como caça do que caçador. Tanto que até hoje estamos fisiologicamente programados para reagir a situações de estresse da mesma forma com que lidávamos com animais maiores – e famintos.
O arquétipo do monstro, tão recorrente em nossa história cultural, expressa e intensifica nosso medo ancestral dos predadores. A partir do momento em que criamos estes seres e os projetamos no reino da mitologia, nos tornamos capazes de lidar melhor com nossos medos. Em sua evolução no plano cultural, os monstros passaram a explicar a origem de outros elementos que nos assustam e colocam nossas vidas em risco, em especial fenômenos naturais como vulcões, furacões e tsunamis.
Mais que isso, esses seres fictícios nos permitiram lidar com a mudança de nossa situação neste planeta. Conforme nos tornamos predadores, passamos a incorporar os monstros como forma de autoafirmação. E, diante do imenso impacto que provocamos nos ecossistemas que tocamos, também de autocrítica. De certa forma, nos tornamos os monstros que temíamos. Isso provoca uma sensação dupla de poder e culpa.
Começamos com os dragões, os primeiros arquétipos de monstros que criamos, e chegamos ao Tubarão, de Steven Spielberg, e ao Alien, de Ridley Scott. Nessas tramas, o ser maligno precisa ser destruído no final, mesmo que para voltar de forma milagrosa no volume seguinte da franquia.
Precisamos dos monstros. Eles nos ajudam há milênios a manter nossa sanidade mental. É por isso que os mitos foram repetidos através dos séculos, alimentaram enredos literários e agora enchem salas de cinema. Não temos motivo nenhum para abrir mão deles.

(Paul A. Trout. Revista Galileu. Março de 2012, nº 248 I. Editora Globo.)

Assinale a alternativa em que o antecedente do pronome relativo está INCORRETAMENTE indicado.

  • A “... que temíamos.” (5º§) – monstros
  • B “... que são comidos...” (2º§) – destino
  • C “... que tocamos,...” (5º§) – ecossistemas
  • D “… que nos assustam…” (4º§) – elementos
  • E “… que usa cabeças de cachorros…” (1º§) – serpente qc
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Cultura e terror


Essa minha ideia de que o homem é, sobretudo, um ser cultural, não deve ser entendida como uma visão idealizada e otimista, pelo simples fato de que isso o distingue dos outros seres naturais.
Se somos seres culturais, se pensamos e com nosso pensamento inventamos os valores que constituem a nossa humanidade, diferimos dos outros animais, que se atêm a sua animalidade e agem conforme suas necessidades vitais imediatas.
Entendo que, ao contrário dos outros animais, o homem nasceu incompleto e, por essa razão, teve de inventar-se e inventar o mundo em que vive. Por exemplo, um bisão ou um tigre nasce com todos os recursos necessários à sua sobrevivência, mas o homem, para caçar o bisão, teve que inventar a lança.
Isso, no plano material. Mas nasceu incompleto também no plano intelectual, porque é o único animal que se pergunta por que nasceu, que sentido tem a existência. Para responder a essas e outras perguntas, inventou a religião, a filosofia, a ciência e a arte.
Assim, construiu, ao longo da história, uma realidade cultural, inventada, que alcança hoje uma complexidade extraordinária e fascinante. O homem deixou de viver na natureza para viver na cidade que foi criada por ele.
Mas, o fato mesmo de se inventar como ser cultural criou-lhe graves problemas, nascidos, em grande parte, daqueles valores culturais. É que, por serem inventados, variam de uma comunidade humana para outra, gerando muitas vezes conflitos insuperáveis. As diversas concepções filosóficas, religiosas, estéticas e políticas podem levar os homens a divergências insuperáveis e até mesmo a conflitos mortais.
Pode ser que me engane, mas a impressão que tenho é de que o homem, por ser essencialmente os seus valores, tem que afirmá-los perante o outro e obter dele sua aceitação. Se o outro não os aceita, sente-se negado em sua própria existência. Daí por que, a tendência, em certos casos, é levá-lo a aceitá-los por bem ou por mal. Chega-se à agressão, à guerra.
Certamente, nem sempre é assim, depende dos indivíduos e das comunidades humanas; depende sobretudo de quais valores os fundamentam.
De modo geral, é no campo da religião e da política que a intolerância se manifesta com maior frequência e radicalismo. A história humana está marcada por esses conflitos, que resultaram muitas vezes em guerras religiosas, com o sacrifício de centenas de milhares de vidas.
Com o desenvolvimento econômico e ampliação do conhecimento científico, a questão religiosa caiu para segundo plano, enquanto o problema ideológico ganhou o centro das atenções.
A questão da riqueza, da desigualdade social e consequentemente da justiça social tornou-se o núcleo dos conflitos entre as classes e o poder político.
Esse fenômeno, que se formou em meados do século XIX, ocuparia todo o século XX, com o surgimento dos Estados socialistas. O ápice desse conflito foi a Guerra Fria, resultante do antagonismo entre os Estados Unidos e a União Soviética.
Surpreendente, porém, é que, em pleno século do desenvolvimento científico e tecnológico, tenha eclodido uma das expressões mais irracionais da intolerância religiosa: o terrorismo islâmico, surgido de uma interpretação fanatizada daquela doutrina.
O terrorismo não nasceu agora mas, a partir do conflito entre judeus e palestinos, lideranças fundamentalistas islâmicas o adotaram como arma de uma guerra santa contra a civilização ocidental, que não segue as palavras sagradas do Corão.
Em consequência disso, homens e mulheres jovens, transformados em bombas humanas, não hesitam em suicidar-se inutilmente, convencidos de que cumprem a vontade de Alá e serão recompensados com o paraíso.
Parece loucura e, de fato, o é, mas diferente da doença psíquica propriamente dita. É uma loucura decorrente do fanatismo político ou religioso, que muda o amor a Deus em ódio aos infiéis.
Embora o Corão condene o assassinato de inocentes, na opinião dos promotores de tais atentados - que matam sobretudo inocentes - só é proibido matar os “nossos” inocentes, como afirmou Bin Laden, não os inocentes “deles”.
Tudo isso mostra que o homem é mesmo um ser cultural, mas que a cultura tanto pode nos transformar em santos como em demônios.

(Ferreira Gullar. Cultura e terror. Folha de São Paulo. Abril/2013. Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/colunas/ferreiragullar/1269134-cultura-e-terror.shtml.)


Segundo o articulista, a agressão e a guerra representam
  • A efeitos da flexibilidade cultural.
  • B princípios da perversão cultural.
  • C consequências da intolerância cultural.
  • D causas das condescendências religiosas.
  • E condições da intransigência dos costumes.
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                                         Crônica da vida que passa

      Às vezes, quando penso nos homens célebres, sinto por eles toda a tristeza da celebridade.

      A celebridade é um plebeísmo. Por isso deve ferir uma alma delicada. É um plebeísmo porque estar em evidência, ser olhado por todos inflige a uma criatura delicada uma sensação de parentesco exterior com as criaturas que armam escândalo nas ruas, que gesticulam e falam alto nas praças. O homem que se torna célebre fica sem vida íntima: tornam‐se de vidro as paredes de sua vida doméstica; é sempre como se fosse excessivo o seu traje; e aquelas suas mínimas ações – ridiculamente humanas às vezes – que ele quereria invisíveis, côa‐as a lente da celebridade para espetaculosas pequenezes, com cuja evidência a sua alma se estraga ou se enfastia. É preciso ser muito grosseiro para se poder ser célebre à vontade.

      Depois, além dum plebeísmo, a celebridade é uma contradição. Parecendo que dá valor e força às criaturas, apenas as desvaloriza e as enfraquece. Um homem de gênio desconhecido pode gozar a volúpia suave do contraste entre a sua obscuridade e o seu gênio; e pode, pensando que seria célebre se quisesse, medir o seu valor com a sua melhor medida, que é ele próprio. Mas, uma vez conhecido, não está mais na sua mão reverter à obscuridade. A celebridade é irreparável. Dela como do tempo, ninguém torna atrás ou se desdiz.

      E é por isto que a celebridade é uma fraqueza também. Todo o homem que merece ser célebre sabe que não vale a pena sê‐lo. Deixar‐se ser célebre é uma fraqueza, uma concessão ao baixo‐instinto, feminino ou selvagem, de querer dar nas vistas e nos ouvidos.

      Penso às vezes nisto coloridamente. E aquela frase de que “homem de gênio desconhecido” é o mais belo de todos os destinos, torna‐se‐me inegável; parece‐me que esse é não só o mais belo, mas o maior dos destinos.

(PESSOA, Fernando. Páginas íntimas e de autointerpretação. Lisboa: Edições Ática, [s.d.]. p. 66‐67.)

Considerando a adequação da concordância à variedade padrão do idioma, indique a opção em que a substituição do termo em destaque pelo vocábulo indicado NÃO provoca alteração da forma verbal.
  • A “[...] sabe que não vale a pena sê‐lo." (4º§) – esforços
  • B “[...] é sempre como se fosse excessivo o seu traje; [...]" (2º§) – aparência
  • C “[...] côa‐as a lente da celebridade para espetaculosas pequenezes [...]" (2º§) – olhares
  • D “[...] com as criaturas que armam escândalo nas ruas, que gesticulam e falam alto nas praças." (2º§) – mais de uma pessoa
26

A partir da década de 70, tendo como marco histórico a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e diante dos problemas oriundos da degradação ambiental, iniciou-se no mundo uma crescente consciência de que seria necessária uma forma diferenciada do ser humano se relacionar com a natureza, e de gerar e distribuir riquezas.

Por outro lado, em paralelo a este movimento chamado “verde", a desigualdade social foi nas últimas décadas expandindo numa velocidade vertiginosa e com ela crescendo a exclusão social e a violência.

Em decorrência destes dois fatores deparamo-nos, na década de 90, com um novo fenômeno social, qual seja a proliferação do 3º setor: a esfera pública não-estatal. Somado a isto, ganharam força os movimentos da qualidade empresarial e dos consumidores. De agente passivo de consumo, o consumidor passa a ser agente de transformação social, por meio do exercício do seu poder de compra, uso e descarte de produtos, de sua capacidade de poder privilegiar empresas que tinham valores outros que não somente o lucro na sua visão de negócios. Assim, sociedade civil e empresas passam a estabelecer parcerias na busca de soluções, diante da convicção de que o Estado sozinho não é capaz de solucionar a todos os problemas e a responder a tantas demandas

É diante desta conjuntura que nasce o movimento da responsabilidade social. Movimento este que vem crescendo e ganhando apoio em todo o mundo, e que propõe uma aliança estratégica entre 1º, 2º e 3º setores na busca da inclusão social, da promoção da cidadania, da preservação ambiental e da sustentabilidade planetária, na qual todos os setores têm responsabilidades compartilhadas e cada um é convidado a exercer aquilo que lhe é mais peculiar, mais característico. E, para que essa aliança seja possível, a ética e a transparência são princípios fundamentais no modo de fazer negócios e de relacionar-se com todas as partes interessadas.

À sociedade civil organizada cabe papel fundamental pelo seu poder ideológico - valores, conhecimento, inventividade e capacidades de mobilização e transformação.
A responsabilidade social conclama todos os setores da sociedade a assumirem a responsabilidade pelos impactos que suas decisões geram na sociedade e meio ambiente. Nesse sentido, os setores produtivos e empresariais ganham um papel particularmente importante,
pelo impacto que geram na sociedade e seu poder econômico e sua capacidade de formular estratégias e concretizar ações.

Essa nova postura, de compartilhamento de responsabilidades, não implica, entretanto, em menor responsabilidade dos governos, ao contrário, fortalece o papel inerente ao governo de grande formulador de políticas públicas de grande alcance, visando o bem comum e a equidade social, aumentando sua responsabilidade em bem gerenciar a sua máquina, os recursos públicos e naturais na sua prestação de contas à sociedade. Além disso, pode e deve ser o grande fomentador, articulador e facilitador desse novo modelo que se configura de fazer negócios.

(Disponível em: http://www.inmetro.gov.br/qualidade/responsabilidade_social/contextualizacao.asp. Acesso em dezembro de 2014.)

No 4º§ do texto, a oração “[...] para que essa aliança seja possível [...] ” denota, no período em que está inserida, o(a)

  • A meio pelo pelo qual tal aliança se faz possível.
  • B finalidade da aliança mencionada entre os vários setores.
  • C entendimento de que a aliança entre os vários setores mencionados é possível.
  • D razão por que a ética e a transparência são considerados princípios fundamentais.
  • E objetivo da existência de elementos como ética e transparência nas relações citadas.
27
50 anos depois

[...] No cinquentenário da República, ninguém questionava a quartelada que derrubou o Império em 1889. Nos 50 anos do Estado Novo, poucos deram atenção ao período que transformou a economia e a sociedade brasileiras. Pois hoje, dia 31 de março de 2014, 50 anos depois do golpe militar, o Brasil é tomado de debates inflamados e de um surto incomum de memória histórica. [...]
Houve avanços em quase todas essas áreas. Estabilizamos a moeda, distribuímos renda, pusemos as crianças na escola. As conquistas não são poucas, vieram aos poucos e estão longe de terminadas. Todas elas são fruto do ambiente livre, em que diferentes ideias podem ser debatidas e testadas. Todas são fruto, numa palavra, da democracia.
Eis a principal diferença entre os dois Brasis, separados por 50 anos: em 1964 havia, à direita e à esquerda, ceticismo em relação à democracia; hoje, não mais. Se há pensamento autoritário no país, ele é minoritário. Nossas instituições democráticas deram prova de vitalidade ao promover o impeachment de um presidente, a condenação de corruptos poderosos no caso do mensalão e ao manter ampla liberdade de opinião e de expressão. A cada eleição, o brasileiro gosta mais da democracia.
Nada disso significa, porém, que possamos considerá-la uma conquista perene e consolidada. Democracias jovens, como Venezuela, Argentina ou Rússia, estão aí para mostrar como o espectro do autoritarismo pode abalar os regimes de liberdade. A luta pela democracia e pelas liberdades individuais precisa ser constante, consistente e sem margem para hesitação.

(Helio Gurovitz. Época, 31 de março de 2014. Adaptado.)


As relações de coesão textual contribuem para que a compreensão de um texto possa ser plena. Dentre os elementos utilizados com tal objetivo estão os pronomes relativos, destacados a seguir, que exerce(m) tal função apenas

I. “[...] a quartelada que derrubou o Império em 1889.” (1º§)
II. “[...] em que diferentes ideias podem ser debatidas e testadas.” (2º§)
III. “[...] período que transformou a economia e a sociedade brasileiras.” (1º§)
IV. “[...] que possamos considerá-la uma conquista perene e consolidada.” (4º§)

Estão corretas apenas as afirmativas
  • A I e II.
  • B I e III.
  • C III e IV.
  • D I, II e III.
  • E II, III e IV.
28
Texto I

Diploma garantido

Muitos pais têm contratado planos de previdência para os filhos menores de idade. A diferença é que, ao fazer isso, não estão pensando em investir na aposentadoria dos rebentos, mas sim em oferecer condições para que, ao atingir a maioridade, eles tenham dinheiro para arcar com despesas relacionadas à educação, como uma boa faculdade, um curso de especialização ou um intercâmbio no exterior.
Segundo dados da Federação Nacional de Previdência Privada Vida (FenaPrevi), entidade que reúne empresas do setor, os planos de previdência para menores arrecadaram só no ano passado, 1,7 bilhão de reais – 24% a mais do que em 2010.

Falta de disciplina para fazer os depósitos e saques não programados prejudicam quem quer poupar para o futuro. “A contribuição deve ser encarada como uma despesa da casa, assim como as contas de água e luz", diz Carolina Wanderley, consultora sênior de previdência privada da empresa de investimentos Mercer. Ou seja, não se deve “pular" o investimento na previdência em meses de dinheiro curto, muito menos usar o montante reservado nela para cobrir despesas acima do normal.

Para contornar imprevistos desse gênero, os especialistas recomendam pedir ao banco que as mensalidades sejam postas em débito automático ou cobradas via boleto e manter um segundo investimento – como uma poupança – destinado a “apagar incêndios".
(Veja, 9 de maio 2012. Com adaptações)

No trecho “... não estão pensando em investir na aposentadoria dos rebentos, mas sim em oferecer condições...”, o termo em destaque expressa relação de

  • A negação.
  • B oposição.
  • C alternância.
  • D finalidade.
  • E consequência.
29
Cultura e terror


Essa minha ideia de que o homem é, sobretudo, um ser cultural, não deve ser entendida como uma visão idealizada e otimista, pelo simples fato de que isso o distingue dos outros seres naturais.
Se somos seres culturais, se pensamos e com nosso pensamento inventamos os valores que constituem a nossa humanidade, diferimos dos outros animais, que se atêm a sua animalidade e agem conforme suas necessidades vitais imediatas.
Entendo que, ao contrário dos outros animais, o homem nasceu incompleto e, por essa razão, teve de inventar-se e inventar o mundo em que vive. Por exemplo, um bisão ou um tigre nasce com todos os recursos necessários à sua sobrevivência, mas o homem, para caçar o bisão, teve que inventar a lança.
Isso, no plano material. Mas nasceu incompleto também no plano intelectual, porque é o único animal que se pergunta por que nasceu, que sentido tem a existência. Para responder a essas e outras perguntas, inventou a religião, a filosofia, a ciência e a arte.
Assim, construiu, ao longo da história, uma realidade cultural, inventada, que alcança hoje uma complexidade extraordinária e fascinante. O homem deixou de viver na natureza para viver na cidade que foi criada por ele.
Mas, o fato mesmo de se inventar como ser cultural criou-lhe graves problemas, nascidos, em grande parte, daqueles valores culturais. É que, por serem inventados, variam de uma comunidade humana para outra, gerando muitas vezes conflitos insuperáveis. As diversas concepções filosóficas, religiosas, estéticas e políticas podem levar os homens a divergências insuperáveis e até mesmo a conflitos mortais.
Pode ser que me engane, mas a impressão que tenho é de que o homem, por ser essencialmente os seus valores, tem que afirmá-los perante o outro e obter dele sua aceitação. Se o outro não os aceita, sente-se negado em sua própria existência. Daí por que, a tendência, em certos casos, é levá-lo a aceitá-los por bem ou por mal. Chega-se à agressão, à guerra.
Certamente, nem sempre é assim, depende dos indivíduos e das comunidades humanas; depende sobretudo de quais valores os fundamentam.
De modo geral, é no campo da religião e da política que a intolerância se manifesta com maior frequência e radicalismo. A história humana está marcada por esses conflitos, que resultaram muitas vezes em guerras religiosas, com o sacrifício de centenas de milhares de vidas.
Com o desenvolvimento econômico e ampliação do conhecimento científico, a questão religiosa caiu para segundo plano, enquanto o problema ideológico ganhou o centro das atenções.
A questão da riqueza, da desigualdade social e consequentemente da justiça social tornou-se o núcleo dos conflitos entre as classes e o poder político.
Esse fenômeno, que se formou em meados do século XIX, ocuparia todo o século XX, com o surgimento dos Estados socialistas. O ápice desse conflito foi a Guerra Fria, resultante do antagonismo entre os Estados Unidos e a União Soviética.
Surpreendente, porém, é que, em pleno século do desenvolvimento científico e tecnológico, tenha eclodido uma das expressões mais irracionais da intolerância religiosa: o terrorismo islâmico, surgido de uma interpretação fanatizada daquela doutrina.
O terrorismo não nasceu agora mas, a partir do conflito entre judeus e palestinos, lideranças fundamentalistas islâmicas o adotaram como arma de uma guerra santa contra a civilização ocidental, que não segue as palavras sagradas do Corão.
Em consequência disso, homens e mulheres jovens, transformados em bombas humanas, não hesitam em suicidar-se inutilmente, convencidos de que cumprem a vontade de Alá e serão recompensados com o paraíso.
Parece loucura e, de fato, o é, mas diferente da doença psíquica propriamente dita. É uma loucura decorrente do fanatismo político ou religioso, que muda o amor a Deus em ódio aos infiéis.
Embora o Corão condene o assassinato de inocentes, na opinião dos promotores de tais atentados - que matam sobretudo inocentes - só é proibido matar os “nossos” inocentes, como afirmou Bin Laden, não os inocentes “deles”.
Tudo isso mostra que o homem é mesmo um ser cultural, mas que a cultura tanto pode nos transformar em santos como em demônios.

(Ferreira Gullar. Cultura e terror. Folha de São Paulo. Abril/2013. Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/colunas/ferreiragullar/1269134-cultura-e-terror.shtml.)


As palavras destacadas em “Pode ser que me engane, mas a impressão que tenho é de que o homem, por ser essencialmente os seus valores, tem que afirmá-los perante o outro e obter dele sua aceitação. Se o outro não os aceita, sente-se negado em sua própria existência. Daí por que, a tendência, em certos casos, é levá-lo a aceitá-los por bem ou por mal.” (7º§) referem-se, respectivamente, a
  • A homens, valores, valor e outros.
  • B valores, valores, outro e valores.
  • C valores, homens, outro e valores.
  • D valores, outros, homem e valores.
  • E valores, valores, homem e valores.
30
Trabalhe no que você gosta... e seja mais feliz e bem-sucedido

Você gosta do que faz? De verdade? Seus olhos brilham quando você chega em casa e vai contar para a família como foi seu dia, os projetos que realizou, as metas que atingiu? Se este não é o seu caso, saiba que você não é o único. São poucas as pessoas que encontram realmente paixão naquilo que fazem, mas são justamente elas exemplos de profissionais bem-sucedidos, tanto no campo pessoal quanto no profissional. [...]
A possibilidade de fazer o que se gosta e unir prazer ao trabalho diário pode trazer, além de muita felicidade, entusiasmo e qualidade de vida, ganhos expressivos também financeiramente. É o que afirma Mark Albion, autor do livro “Making a Life, Making a Living”, ainda sem tradução para o português. Albion concedeu recentemente uma entrevista à Revista Você S.A., em que comentou a pesquisa que realizou sobre o assunto. Ele investigou a vida de 1.500 profissionais que obtiveram seu diploma de MBA (Master in Business Administration) nas melhores escolas americanas há 20 anos. Quando fizeram sua primeira opção de emprego após o curso, 83% (1.245 pessoas) afirmaram que ganhariam dinheiro primeiro, para depois fazer o que realmente desejavam. Escolheram o emprego por causa do salário. O restante, 17%, disse que faria aquilo que realmente lhe interessava, independente da questão financeira. Vinte anos depois, os resultados são surpreendentes: entre os 1.500 pesquisados, Albion encontrou 101 multimilionários. Apenas um deles pertence ao primeiro grupo. Os outros 100 faziam parte do segundo, de 255 profissionais que seguiram sua paixão. A experiência mostra que as chances de ficar milionário fazendo o que se gosta são 50 vezes maiores de quem trabalha apenas para ganhar dinheiro.
O fato é que esse conceito de trabalhar fazendo o que gosta é relativamente novo. Até meados da década de 80, o trabalho era visto como uma forma de ganhar dinheiro - e só. “As pessoas escolhiam que carreira seguir pensando nas possibilidades de ganhar mais, sem saber que na verdade o dinheiro é só uma consequência de um trabalho bem feito, principalmente quando é feito com prazer”, analisa a psicóloga Rosângela Casseano. Somente nos últimos anos as pessoas começaram a ter uma preocupação maior com as suas carreiras e verdadeiros interesses profissionais, o que levou a uma procura por testes vocacionais e terapeutas que trabalhem com orientação profissional. “Hoje já existe uma infinidade de serviços para orientar os recém-formados e quem quiser informações sobre carreiras e profissões: são sites, universidades, pesquisas e estudos, terapeutas. Você tem menos chances de errar e fazer aquilo que não gosta”, diz Rosângela.

(Camila Micheletti. Disponível em: http://carreiras.empregos.com.br. Acesso em: 05/2014. Adaptado.)


“A possibilidade de fazer o que se gosta e unir prazer ao trabalho diário pode trazer, além de muita felicidade, entusiasmo e qualidade de vida, ganhos expressivos também financeiramente.” O uso do “também” no trecho destacado indica que
  • A a expressão “ganhos expressivos” significa apenas rentabilidade financeira.
  • B felicidade, entusiasmo e qualidade de vida são considerados como ganhos expressivos.
  • C a expressão “ganhos expressivos” possui sentido irônico, revelando uma crítica ao materialismo exagerado.
  • D a rentabilidade financeira é tão importante quanto fatores como felicidade, entusiasmo e qualidade de vida.
  • E os recursos financeiros são mais valorizados em uma sociedade consumista do que quaisquer valores de teor moral.
31
50 anos depois

[ ...] No cinquentenário da República, ninguém questionava a quartelada que derrubou o Império em 1889. Nos 50 anos do Estado Novo, poucos deram atenção ao período que transformou a economia e a sociedade brasileiras. Pois hoje, dia 31 de março de 2014, 50 anos depois do golpe militar, o Brasil é tomado de debates inflamados e de um surto incomum de memória histórica. [ ...]
Houve avanços em quase todas essas áreas. Estabilizamos a moeda, distribuímos renda, pusemos as crianças na escola. As conquistas não são poucas, vieram aos poucos e estão longe de terminadas. Todas elas são fruto do ambiente livre, em que diferentes ideias podem ser debatidas e testadas. Todas são fruto, numa palavra, da democracia.
Eis a principal diferença entre os dois Brasis, separados por 50 anos: em 1964 havia, à direita e à esquerda, ceticismo em relação à democracia; hoje, não mais. Se há pensamento autoritário no país, ele é minoritário. Nossas instituições democráticas deram prova de vitalidade ao promover o impeachment de um presidente, a condenação de corruptos poderosos no caso do mensalão e ao manter ampla liberdade de opinião e de expressão. A cada eleição, o brasileiro gosta mais da democracia.
Nada disso significa, porém, que possamos considerá-la uma conquista perene e consolidada. Democracias jovens, como Venezuela, Argentina ou Rússia, estão aí para mostrar como o espectro do autoritarismo pode abalar os regimes de liberdade. A luta pela democracia e pelas liberdades individuais precisa ser constante, consistente e sem margem pa ra hesitação.

(Helio Gurovitz. Época, 31 de março de 2014. Adaptado.)


Dentre os termos destacados a seguir, identifique o que possui função sintática DIFERENTE dos demais.
  • A "Nada disso significa, [...]" (4º )
  • B "[...] poucos deram atenção ao período [...]" (1º )
  • C "Houve avanços em quase todas essas áreas." (2º )
  • D "[...] o espectro do autoritarismo pode abalar os regimes de liberdade." (4º )
  • E "No cinquentenário da República, ninquém questionava a quartelada [...]" (1º )

Raciocínio Lógico

32
O sistema apresentado nas incógnitas "x" e "y" e parâmetro "m",
  • A não admite solução para m = 2.
  • B admite solução unica para m ≠ 2.
  • C admite solução única para m = 2.
  • D admite infinitas soluções para m ≠ 2.
  • E admite infinitas soluções para m = 2.

Matemática

33
A soma dos nove termos de uma progressão aritmética é igual a 72. Sabe-se que a razão r da progressão é igual a 3. Logo, sendo P o quinto termo dessa progressão, é correto afirmar que
  • A P ≤ 3
  • B 3 < P ≤ 7.
  • C 7 < P ≤ 11.
  • D 11 < P ≤ 15.
  • E 15 < P ≤ 19.

Raciocínio Lógico

34

Sabe-se que um livro possui 828 páginas, sendo todas numeradas. Quantas vezes o algarismo 2 foi usado?

  • A 270.
  • B 271.
  • C 272.
  • D 273.
  • E 274.

Matemática

35

Um veículo fez a travessia de um túnel com velocidade constante de 54 km/h. Numa segunda travessia desse mesmo  túnel,  ele  aumentou  a  velocidade  para  72  km/h  e,  assim,  economizou  45s.  É  correto  afirmar  que  o  comprimento  desse túnel é de

  • A 2,1 km.
  • B 2,3 km.
  • C 2,5 km.
  • D 2,7 km

Raciocínio Lógico

36

O saldo da conta bancária de Otávio no 1º dia do mês de novembro era de X reais. Após efetuar saques diários, a partir do referido dia, nos valores de R$20,00, R$40,00, R$60,00, R$80,00, R$100,00, ... e assim sucessivamente, Otávio verificou que, após o último saque efetuado naquele mês, sua conta apresentava um débito de R$460,00. O saldo inicial x dessa conta bancária era de

  • A R$8.840,00.
  • B R$8.620,00.
  • C R$7.820,00
  • D R$7.640,00.
  • E R$7.560,00.
37
Se quatro vendedores vendem 242 carros em oito meses, então o número de carros vendidos por oito vendedores em um ano é
  • A 726.
  • B 768.
  • C 804.
  • D 882.
38
Observe a sequência numérica:

1;1;5/3;2/3;7/3;4/9;3;8/27;11/3

Estão escritos nove de seus termos. É correto afirmar que o produto entre o décimo e o décimo primeiro termo dessa sequência é
  • A 6.
  • B 81/88.
  • C 88/81.
  • D 208/243.
  • E 243/208.
39

Observe a figura. Quantos caminhos diferentes há para ir de A até B, andando sobre as linhas da grade e sempre nos sentidos das setas x e y?

  • A 28.
  • B 120.
  • C 330.
  • D 360.
  • E 720.
40
Observe a sequência:

49, 64, 81, 100, ...

Qual será o sétimo termo?
  • A 144.
  • B 169.
  • C 196.
  • D 225.
  • E 256.
41
Quatro veículos – uma moto, um carro, um caminhão e um ônibus – saíram simultaneamente de uma cidade A em  direção a uma  cidade B. Considere que, para  completar a viagem, o ônibus gastou vinte minutos a mais do que o  carro e meia hora a menos do que a moto. Sabe-se,  também, que o caminhão gastou 50 minutos a mais do que o  carro. Sendo assim, é correto afirmar que o 
  • A carro não foi o mais rápido.
  • B caminhão chegou antes do carro.
  • C caminhão e a moto chegaram juntos.
  • D ônibus e o caminhão chegaram juntos.
  • E ônibus foi o último a completar a viagem.
42
Num cofre há apenas notas de R$5,00. Se forem retiradas quantidades diárias, respectivamente, iguais a R$5,00; R$10,00; R$15,00; R$20,00; R$25,00..., em 100 dias o cofre se esvaziará. Quantas notas há neste cofre?

  • A 4.450
  • B 4.550
  • C 4.900
  • D 5.000
  • E 5.050
43

A soma de três números a, b e c, inteiros e positivos, é 39. O produto de apor bé igual à soma de a com o dobro de c. Sabendo-se que b é igual a 9, então, a razão a/c é igual a

  • A 1/3.
  • B 1/4.
  • C 2/3.
  • D 5/3.
  • E 5/4.
44
Seja A uma matriz 2 x 3 e B uma matriz 3 x 2. A matriz C, resultante do produto da matriz A pela B, nesta ordem, é uma matriz de ordem
  • A 2 x 2.
  • B 2 x 3.
  • C 3 x 2.
  • D 3 x 3.
  • E Não é possível fazer o produto.
45
Os candidatos que estão se preparando para a realização de provas de concursos públicos costumam chamar a disciplina de Direito Tributário de DT, a de Raciocínio Lógico de RL e a de Contabilidade de Contaba. Dessa forma, se pela manhã, ao iniciar o dia de estudo, afirma-se que "Se não estudo DT, então não estudo Português. Estudo RL, ou estudo Contaba. Estudo Português ou não estudo RL. Hoje resolvi não estudar Contaba.", então , é correto afirmar que
  • A estudo RL e estudo DT.
  • B estudo RL e não estudo DT.
  • C estudo DT e estudo Português.
  • D não estudo DT e estudo Português.
  • E não estudo Contaba e não estudo DT.
46

João comprou quatro produtos: um barbeador, um creme de barbear, uma loção pós‐barba e um pincel de barbear.Considere as seguintes informações:


• o barbeador foi o item mais caro;

• a loção não foi mais barata que o pincel; e,

• o pincel custou R$ 3,00 a mais do que o creme.


A ordem crescente dos preços destes produtos é

  • A creme, loção, pincel e barbeador.
  • B barbeador, loção, pincel e creme.
  • C creme, pincel, loção e barbeador.
  • D pincel, creme, loção e barbeador.

Administração Financeira e Orçamentária

47
“No orçamento público, a publicidade dos quadros orçamentários não é imperativo suficiente para aprovação por parte do Poder Legislativo. Sem descuidar das exigências da técnica orçamentária, especialmente em matéria de classificação das receitas e despesas, o orçamento deve ser claro e compreensível para qualquer indivíduo.” Trata‐se do Princípio do(a)
  • A Clareza.
  • B Unidade.
  • C Equilíbrio.
  • D Exclusividade.
  • E Universalidade.

Administração Pública

48

A Constituição de 1988 contém, no Título III que trata da "Organização do Estado", um capítulo específico sobre Administração Pública - o capítulo VII. No primeiro dispositivo (art. 37) institucionalizou, em âmbito constitucional, a classificação da Administração Pública em duas modalidades: administração direta e indireta. A Administração Pública Direta inclui os serviços desempenhados pelos(as)

  • A Autarquias, que são serviços autônomos, com personalidade jurídica, patrimônio e receita próprios
  • B Entes da Federação (União, Estados e Municípios), que possuem personalidade jurídica própria e patrimônio próprio
  • C Empresas Públicas, que são dotadas de personalidade jurídica de direito privado, com patrimônio próprio e capital exclusivo da União, para a exploração de atividades econômicas que o governo seja levado a exercer.
  • D Fundações, que são dotadas de personalidade jurídica de direito público, sem fins lucrativos, com autonomia administra- tiva, patrimônio próprio gerido pelos respectivos órgãos de direção e funcionamento custeado por recursos da União e de outras fontes.
  • E Sociedades de Economia Mista, que são dotadas de personalidade jurídica de direito privado, para exploração de atividade econômica, sob a forma de sociedade anônima, cujas ações com direito a voto pertençam em sua maioria à União ou a entidade da administração indireta

Direito Administrativo

49

A Lei Federal nº 8.112/90 dispõe sobre o regime jurídico dos servidores públicos civis da União, das autarquias e das fundações públicas federais. Considerando as regrassobre remoção e redistribuição, assinale a afirmativa correta.

  • A Redistribuição é o deslocamento do servidor, a pedido ou de ofício, no âmbito do mesmo quadro de pessoal.
  • B A remoção para acompanhar cônjuge ou companheiroé deferida por prazo indeterminado e desde que no interesse da Administração Pública
  • C Remoção é o deslocamento de cargo de provimento efetivo, ocupado ou vago no âmbito do quadro geral de pessoal da Administração Pública.
  • D A remoção por motivo de saúde de dependente que viva a expensas do servidor e conste do seu assentamento funcional, condiciona-se `a comprovação por junta médica oficial
  • E Em caso de extinção de órgão, o servidor que não for redistribuído deve ser colocado em disponibilidade ou em exercício permanente no órgão responsável pela lotação de pessoal civil da Administração Federal.
50
“Uma  Prefeitura  precisa  escolher  um  trabalho  técnico  e, entre os vencedores, atribuir prêmios ou remuneração, definidos através de critérios constantes do edital publicado em imprensa oficial, cumprindo o prazo legal para divulgação.” Marque a alternativa que corresponde corretamente à modalidade de licitação.
  • A Leilão.
  • B Pregão.
  • C Convite.
  • D Concurso.
  • E Concorrência.

Ética na Administração Pública

51
Nos termos do Decreto Federal nº 1.171/94, assinale a alternativa que NÃO descreve um dos deveres fundamentais dos servidores públicos.
  • A Apresentar-se ao trabalho com vestimentas adequadas ao exercício da função.
  • B Jamais retardar qualquer prestação de contas, condição essencial da gestão dos bens, direitos e serviços da coletividade a seu cargo.
  • C Ser, em função do espírito de solidariedade e companheirismo que deve permear as relações internas do serviço público, conivente com erro ou infração ao Código de Ética de sua profissão.
  • D Abster-se, de forma absoluta, de exercer sua função, poder ou autoridade com finalidade estranha ao interesse público, mesmo que observando as formalidades legais e não cometendo qualquer violação expressa à lei.
  • E Exercer com estrita moderação as prerrogativas funcionais que lhe sejam atribuídas, abstendo-se de fazê-lo contrariamente aos legítimos interesses dos usuários do serviço público e dos jurisdicionados administrativos.

Administração Pública

52

A Lei Federal nº 8.112/90 dispõe sobre o regime jurídico dos servidores públicos civis da União, das autarquias e das fundações públicas federais. Considerando as normas relativas ao regime disciplinar, analise as afirmativas e a relação proposta entre elas.

I. “Ao servidor federal, é vedado participar de gerência ou administração de sociedade privada, personificada ou não personificada, e exercer o comércio, exceto na qualidade de acionista, cotista ou comanditário."

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II. “É vedada a participação nos conselhos de administração e fiscal de empresas ou entidades em que a União detenha, direta ou indiretamente, participação no capital social ou em sociedade cooperativa constituída para prestar serviços a seus membros."

Assinale a alternativa correta.

  • A As duas afirmativas são falsas.
  • B A primeira afirmativa é verdadeira e a segunda, falsa.
  • C A primeira afirmativa é falsa e a segunda, verdadeira.
  • D As duas afirmativas são verdadeiras e a segunda é uma consequência da primeira.
  • E As duas afirmativas são verdadeiras, mas a segunda não é consequência da primeira.

Direito Administrativo

53
Após uma forte tempestade, uma cidade foi alagada pelo transbordamento de um rio. Essa situação trouxe inúmeros prejuízos, principalmente com desabrigados e possíveis doenças oportunistas, trazidas pela água. O Prefeito viu destruída parte da cidade, e decretou estado de calamidade pública. Para a recuperação da cidade, a licitação será
  • A taxativa.
  • B suspensa.
  • C inexigível.
  • D executada.
  • E dispensada.

Direito Penal

54

O Código Penal brasileiro trata dos tipos de conduta que configuram crime contra a administração pública, como o disposto no art. 317: “Solicitar ou receber, para siou para outrem, direta ou indiretamente, ainda quefora da função ou antes de assumi-la, mas em razão dela, vantagem indevida, ou aceitar promessa de tal vantagem”. O tipo penal descrito anteriormente refere-se ao crime de

  • A peculato.
  • B prevaricação.
  • C corrupção ativa.
  • D corrupção passiva.
  • E excesso de exação.

Administração Pública

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A Constituição Federal vigente, nos termos dos arts. 37 ao 41, estabelece normas de observância obrigatória pela Administração Pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. Considerando essas normas, avalie as seguintes afirmativas e a relação proposta entre elas.

I. “A Comissão Nacional de Energia Nuclear sujeita-se aos princípios da Legalidade, Impessoalidade, Moralidade, Publicidade e Eficiência."

PORQUE

II. “A Comissão Nacional de Energia Nuclear é um órgão público integrante da Administração Pública Federal Direta."

Assinale a alternativa correta.

  • A As duas afirmativas são falsas.
  • B A primeira afirmativa é falsa e a segunda, verdadeira.
  • C A primeira afirmativa é verdadeira e a segunda, falsa
  • D As duas afirmativas são verdadeiras e a segunda é uma justificativa da primeira.
  • E As duas afirmativas são verdadeiras, mas a segunda não é uma justificativa da primeira.

Direito Administrativo

56
Para que a licença requerida pelo servidor seja deferida é necessário que este preencha requisitos exigidos pela lei. Diante do exposto, é correto afirmar que
  • A a licença para acompanhar o cônjuge será por prazo determinado e sem remuneração.
  • B ao servidor convocado para o serviço militar não será concedida licença, na forma e condições previstas na legislação específica.
  • C o servidor não terá direito a licença, sem remuneração, durante o período que mediar entre a sua escolha em convenção partidária, como candidato a cargo eletivo, e a véspera do registro de sua candidatura perante a Justiça Eleitoral.
  • D poderá ser concedida licença ao servidor para acompanhar cônjuge ou companheiro que foi deslocado para outro ponto do território nacional, para o exterior ou para o exercício de mandato eletivo dos Poderes Executivo e Legislativo.
  • E no deslocamento de servidor cujo cônjuge ou companheiro também seja servidor público, civil ou militar, de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, não poderá haver exercício provisório em órgão ou entidade da Administração Federal direta, autárquica ou fundacional, desde que para o exercício de atividade compatível com o seu cargo.
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