Resolver o Simulado Auxiliar de Biblioteca - FUNRIO - Nível Fundamental

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Biblioteconomia

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As obras que, conforme a natureza da matéria de que tratam e o modo como são organizadas, não se destinam à leitura integral, mas à consulta em determinados tópicos, oferecendo determinadas informações, são identificadas, segundo sua utilidade prática como obras de

  • A estudo.
  • B recreação.
  • C referência.
  • D informação.
  • E pesquisa.
2

Cada biblioteca é uma realidade diferente da outra, pois está ligada a contextos diversos e é constituída a partir de interesses e necessidades também diversas de seus

  • A bibliotecários.
  • B auxiliares.
  • C usuários.
  • D gestores.
  • E mantenedores.
3

A espécie de obra de referência, que apresenta a grafia, a pronúncia, a definição e a silabação das palavras de uma determinada língua, é o

  • A relatório.
  • B manual.
  • C guia.
  • D tratado.
  • E dicionário.
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O espaço físico ou digital onde é armazenada uma coleção de publicações com título legal, de autoria vária, sobre assuntos gerais ou especializados, com frequência regular e periodicidade indefinida, assim como a própria coleção, é identificado como

  • A referência.
  • B biblioteca.
  • C arquivo.
  • D hemeroteca.
  • E repositório.
5

Os documentos devem ser dispostos nas estantes de cima para baixo e da esquerda para direita de acordo com o número de

  • A autor.
  • B chamada.
  • C classificação.
  • D exemplar.
  • E tombamento.
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A rotina de trabalho do auxiliar de bibliotecas no serviço de referência envolve

  • A arquivar a ficha do leitor.
  • B carimbar nas áreas pré-estabelecidas os carimbos de identificação e registro.
  • C digitar o código do usuário no sistema utilizado.
  • D responder as perguntas do tipo factual.
  • E verificar periodicamente os livros que precisam ser encadernados.
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De acordo com as características que apresenta e a comunidade de usuários a que serve, uma biblioteca pública deve

  • A dar acesso a um público heterogêneo como centro de educação, cultura e informação, com acervo atualizado, de modo a atender demandas relativas ao dia a dia.
  • B recolher toda a produção literária de um povo, formando e desenvolvendo coleções, com o objetivo de promover salvaguarda de sua memória bibliográfica.
  • C oferecer recursos para facilitar, de modo integrado, o cumprimento da missão de ensino, pesquisa e extensão, da instituição a que se vincula.
  • D manter sua organização de modo continuado e permanente, para fornecer informações sempre atualizadas sobre determinada área do conhecimento.
  • E selecionar e organizar seu acervo para ampliar e completar os conhecimentos ministrados no ensino fundamental, médio e técnico.
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O processo de aquisição de material bibliográfico, que depende de critérios de seleção específicos e de disponibilidade orçamentária, denomina-se

  • A compra.
  • B doação.
  • C intercâmbio.
  • D permuta.
  • E remanejamento.
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No catálogo alfabético de assuntos das bibliotecas, para ordenação dos cabeçalhos de assunto cujas partes principais sejam idênticas, adota-se a seguinte ordem:

  • A cabeçalhos com subdivisões, cabeçalhos seguidos de parênteses, cabeçalhos invertidos, cabeçalhos compostos, cabeçalhos simples.
  • B cabeçalhos seguidos de parênteses, cabeçalhos invertidos, cabeçalhos compostos, cabeçalhos simples, cabeçalhos com subdivisões.
  • C cabeçalhos invertidos, cabeçalhos compostos, cabeçalhos simples, cabeçalhos com subdivisões, cabeçalhos seguidos de parênteses.
  • D cabeçalhos compostos, cabeçalhos simples, cabeçalhos com subdivisões, cabeçalhos seguidos de parênteses, cabeçalhos invertidos.
  • E cabeçalhos simples, cabeçalhos com subdivisões, cabeçalhos seguidos de parênteses, cabeçalhos invertidos, cabeçalhos compostos.
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O instrumento de administração que registra todos os aspectos estruturais da biblioteca, orientando sobre os serviços e as relações existentes entre as diversas tarefas, conforme os diversos setores de trabalho, é

  • A o regulamento do pessoal.
  • B o manual de serviços.
  • C o relatório técnico.
  • D o boletim de notícias.
  • E o estatuto da biblioteca.

Raciocínio Lógico

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Todo professor é inteligente e algum professor é paciente. Paulo é inteligente, Sérgio não é professor, Carlos não é inteligente e Antônio é paciente. Logo, conclui-se necessariamente que

  • A Paulo é professor.
  • B Sérgio não é inteligente.
  • C Antônio é professor.
  • D Antônio é inteligente.
  • E Carlos não é professor.
12

As negações de "todo atleta é disciplinado" e de "algum dia de janeiro choveu" são

  • A "pelo menos um atleta não é disciplinado" e "nenhum dia de janeiro choveu".
  • B "pelo menos um atleta não é disciplinado" e "todo dia de janeiro choveu".
  • C "nenhum atleta é disciplinado" e "nenhum dia de janeiro choveu".
  • D "nenhum atleta é disciplinado" e "pelo menos um dia de janeiro não choveu".
  • E "nenhum atleta é disciplinado" e "todo dia de janeiro choveu".
13

Dizer que não é verdade que Antônio mentiu ou Pedro falou a verdade é logicamente equivalente a dizer que

  • A Antônio e Pedro falaram a verdade.
  • B Antônio e Pedro mentiram.
  • C Antônio mentiu e Pedro falou a verdade.
  • D Antônio falou a verdade e Pedro mentiu.
  • E se Antônio mentiu então Pedro mentiu.
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Ana, Bárbara, Charles, Duarte e Ernesto formam uma fila. Ana e Ernesto têm apenas um vizinho na fila. Charles e Duarte não são vizinhos. Logo, Bárbara é a

  • A primeira da fila.
  • B segunda da fila.
  • C terceira da fila.
  • D quarta da fila.
  • E quinta da fila.
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Antônio, Bruno, Carlos, David e Eva foram considerados suspeitos de um crime. Após as investigações, concluiu-se que: Antônio é culpado se e somente se Bruno é inocente; ou Bruno é culpado ou Carlos é culpado; se Carlos é culpado então David é inocente; David é inocente e Eva é inocente; e duas pessoas cometeram o crime. Os culpados do crime são:

  • A Antônio e Bruno.
  • B Antônio e Carlos
  • C Antônio e David.
  • D Bruno e Carlos.
  • E Bruno e David.
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Sabe-se que as afirmativas "se a bola é azul, então o carro é branco" e "Carlos é inteligente ou Marcos é preguiçoso" são falsas. Logo,

  • A a bola é azul, o carro é branco, Carlos é inteligente e Marcos é preguiçoso.
  • B a bola não é azul, o carro não é branco, Carlos não é inteligente e Marcos não é preguiçoso.
  • C a bola é azul, o carro não é branco, Carlos é inteligente e Marcos não é preguiçoso.
  • D a bola não é azul, o carro é branco, Carlos é inteligente e Marcos é preguiçoso.
  • E a bola é azul, o carro não é branco, Carlos não é inteligente e Marcos não é preguiçoso.
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O baterista, o guitarrista e o vocalista de uma banda musical são engenheiros civil, eletrônico e mecânico, não necessariamente nessa ordem. Sabendo que Antônio, João e Pedro são os nomes dos integrantes da banda, que Antônio é engenheiro civil e não toca instrumentos musicais, que o engenheiro eletrônico é o guitarrista da banda e que João não é baterista, analise as seguintes proposições e assinale a alternativa correta.

I. João é engenheiro eletrônico e guitarrista da banda.
II. Pedro é baterista da banda.
III. Antônio é vocalista da banda.
IV. Pedro é engenheiro eletrônico.

  • A Apenas a proposição I é verdadeira.
  • B Apenas a proposição II é verdadeira.
  • C Apenas a proposição III é verdadeira
  • D As proposições II e IV são falsas.
  • E As proposições I, II e III são verdadeiras.
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Arnaldo, Bernardo e Cláudio praticam atletismo, natação e esgrima, não necessariamente nessa ordem. Um deles é paraibano, outro é torcedor do Flamengo, e o outro é cantor lírico. Sabe-se, no entanto, que Cláudio não é torcedor do Flamengo e que Arnaldo é paraibano. Sabe-se também que Bernardo pratica natação e que o cantor pratica atletismo. Logo, é necessariamente verdade que

  • A o paraibano pratica esgrima.
  • B Bernardo é cantor lírico.
  • C Arnaldo é torcedor do Flamengo.
  • D o cantor lírico pratica natação.
  • E Cláudio não é cantor lírico.
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Uma orquestra é composta por 50 músicos, que tocam instrumentos de sopro, corda e percussão. Sabe-se que seis músicos tocam instrumentos de sopro e de corda, três tocam instrumentos de corda e percussão, e três tocam instrumentos de sopro e percussão. Sabe-se ainda que um músico toca os três tipos de instrumentos. Quantos músicos tocam apenas um único tipo de instrumento?

  • A 30.
  • B 35.
  • C 37.
  • D 40.
  • E 41.
20

Sabendo-se que a proposição "Antônio é médico, ou João não é engenheiro, ou Maria não é advogada" é falsa, então é verdade que,

  • A se Antônio não é médico, então João não é engenheiro, e se João é engenheiro, então Maria é advogada.
  • B se Antônio é médico, então João é engenheiro, e se Maria é advogada, então Antônio é médico.
  • C se Antônio não é médico, então Maria é advogada, e se Maria não é advogada, então João é engenheiro.
  • D se Maria é advogada, então João é engenheiro e Antônio é médico.
  • E se João é engenheiro, então Maria não é advogada e Antônio não é médico.

Português

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A questão tomou por base o seguinte texto, de Ana Paula de Oliveira e Claudia Lima de Albuquerque:

UM PANORAMA DO RECÔNCAVO BAIANO: SOCIEDADE, ECONOMIA E CULTURA

(...) A história do estado da Bahia é antiga. Salvador foi a primeira capital do Brasil e por muitos anos foi o centro administrativo de Portugal na Colônia. Essa importância dada à capital abrangia também o Recôncavo Baiano. Aqui se instituiu um expressivo comércio de açúcar, fumo e outros produtos oriundos de diversas localidades, que foram em direção a Portugal e outros países europeus. A população do Recôncavo em períodos coloniais sofreu muito com a ambição desenfreada dos portugueses, que tinham como único interesse a exploração das riquezas destas terras. Observa-se muito bem no trecho seguinte de Miguel Santos e outros a intenção portuguesa, assim que chegou a estas terras.

Nos primeiros contatos que os portugueses mantiveram com o Recôncavo, perceberam a existência de uma diversidade de plantas, animais e uma sociedade nativa, denominada indígena. O colonizador europeu, quando partiu para África, América e Ásia, sabia que, se necessário, destruiria todas as culturas encontradas, a fim de atingir o seu objetivo: exploração das terras “descobertas". Daí a construção de ideologias para justificar as investidas políticas, socioeconômicas e culturais que lhe trariam grandes lucros a partir da comercialização de produtos que não se identificavam com a realidade dos nativos. (SANTOS, 1996)

A proximidade do Recôncavo com a primeira capital do Brasil facilitava o embarque dos produtos e desembarque dos escravos, tornando Salvador o principal ponto de comunicação, fazendo com que suas adjacências também sofressem inúmeras mudanças. Essa região já demonstrava sua importância desde os primórdios da colonização. Registros desse período ainda permanecem na paisagem de Salvador e de algumas cidades do Recôncavo: são os sobrados em estilo barroco, as igrejas, os pelourinhos.

A paisagem mudou ao longo do tempo. Hoje, Cachoeira comporta uma intensa atividade turística, abriga um dos campi da UFRB, o que faz com que estudantes de variados locais do país se desloquem para esta pequena cidade para estudar, trazendo melhorias, mas também aumentando, e muito, o custo de vida da população cachoeirana. Cachoeira, felizmente, ainda preserva em sua arquitetura um longo período da história brasileira, em parte graças aos investimentos do governo, que através do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) faz reformas em vários prédios, que já estavam prestes a sucumbir. Isto também ocorre em Salvador e São Félix. (...)

FONTE: http://www.narradoresdoreconcavo.com.br/index/reconcavo [adaptado]

O último parágrafo do texto fala, sobretudo, da cidade de Cachoeira. Segundo as autoras, essa cidade apresenta, nos dias de hoje, o seguinte contraste:

  • A modificação paisagística pela passagem do tempo X incremento da atividade turística.
  • B melhorias decorrentes da imigração estudantil X aumento no custo de vida.
  • C preservação de sua arquitetura X investimentos do governo em reformas de prédios.
  • D expansão populacional X deterioração do patrimônio público
  • E construção de instalações universitárias X deslocamento da geração universitária.
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A questão tomará por base o seguinte texto, que inicia o romance Palha de Arroz:

Ruas quietas dentro duma tarde cinzenta de janeiro. Quase nada de movimento por aqueles becos estreitos e sujos entre casas pobres. O sol assim como se enferrujado. Quase mesmo que querendo se apagar de todo. Era assim uma coisa como se o próprio tempo estivesse de propósito para abafar o movimento daquelas vivalmas que por ali labutavam e faziam outras coisas. Palha de Arroz não era bairro, nem de longe, propenso a tamanha tranquilidade. Já a tarde ia-se findando. E não aparecia um vivente para fechar o ponto do dia, ou mesmo abrir o programa da noite que já vinha vindo bem perto. Tudo silente. Tudo parado que nem água de poço.

Às portas dos armazéns, estivadores trabalhavam dando os últimos pospontos em sacos de oiticica, cera de carnaúba, babaçu. Já outros batiam e dobravam peles e espichados. Foi quando Parente, terminando sua tarefa, saiu assim rumo à ribanceira do rio. Jogou os panos fora e caiu n'água para derreter, mesmo sem sabão, ao menos a metade do grude. Alguns carroceiros, que davam jantar aos burros, atiraram-lhe pilhérias pesadas. Logo Parente lhes deu notícias das mães. Ninguém, entretanto, ao menos de leve se queimou. Qualquer um já bem sabia quem era aquele safado. Já ia para coisa de dez anos que morava na Barrinha. (...)
Já ia pardejando. Genoveva passou rebolando as ancas dentro duma saia de chita, subindo a rampa do cais. Toda imponente, empinada. Dengosa de faceira! Só que com o pescoço duro e meio torto, para a lata d'água não vomitar golfadas em seu corpo.


(Fontes Ibiapina: Palha de Arroz. Teresina: Corisco, 2002, p. 11-2)








Quando Parente “caiu n'água para derreter", alguns carroceiros “atiraram-lhe pilhérias pesadas", o que fez com que Parente

  • A retrucasse as ofensas.
  • B jogasse os panos fora.
  • C ficasse conhecido como um safado.
  • D pensasse na sua mãe e nas mães dos carroceiros.
  • E estivesse perto de completar dez anos como morador na Barrinha.
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Já ia para três anos, ou mais qualquer coisa, que as lâmpadas feriavam. Mas até que as ruas estavam claras naquela noite. Era uma Lua bonita!... Palha de Arroz, tranquila, parecia um arraial antigo dentro da madrugada. Lá no meio do céu, redonda e bonita, a Lua parecia um disco. Um disco cantando uma canção. Uma canção que poetas não escreveram nem músicos compuseram. Canção de luar de lua cheia por cima duma capital sem luz elétrica. Do tamanho mesmo da lua cheia em pleno e bruto sertão bravio. Daí aqueles pensamentos dançando nos corredores da cabeça do negro Pau de Fumo. Uma canção de luar com a mesma poesia de paragem que nunca sequer ao menos alguém sonhou com eletricidade.
Madrugada madura. Palha de Arroz tranquila mesma, serena. Calma. Dava-se que o movimento agora estava passando uns dias lá no outro lado do rio – bem ali em Timon.
Canoeiros atravessando o pessoal para o festejo. Novenas de S. José. Outrora a cidade se chamava S. José das Flores. Mais conhecida mesmo só por Flores, nome que aliás o povo ainda chamava mesmo depois de mudado o nome para Timon.

(Fontes Ibiapina: Palha de Arroz. Teresina: Corisco, 2002, p. 52-3)

Por que o narrador diz que “o movimento agora estava passando uns dias lá no outro lado do rio”?

  • A Porque não gosta da calmaria que vê em Palha de Arroz.
  • B Porque não pode haver movimento quando não há eletricidade.
  • C Porque a lua cheia deixa todos com preguiça e sem vontade de trabalhar.
  • D Porque era época de festejar as novenas de São José.
  • E Porque nem os poetas nem os músicos compuseram a canção.
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Notícia publicada em O Globo de 27/06/2013 contém a seguinte informação: “As mudanças feitas na Câmara mudam radicalmente o potencial de recursos a ser destinado às duas áreas. A proposta original da presidente Dilma destinava à Educação apenas os “rendimentos" de 50% do Fundo Social. O texto aprovado estabelece 50% do total dos recursos do Fundo, e, com isso, os valores sobem consideravelmente."

Para evitar a redundância de “as mudanças feitas na Câmara mudam radicalmente o potencial de recursos a ser destinado às duas áreas", o jornalista poderia ter escrito, sem comprometer o conteúdo pretendido, a seguinte frase:
  • A As mudanças feitas na Câmara alteram radicalmente o potencial de recursos a ser destinado às duas áreas.
  • B As mudanças feitas na Câmara cingem radicalmente o potencial de recursos a ser destinado às duas áreas.
  • C As mudanças feitas na Câmara transferem radicalmente o potencial de recursos a ser destinado às duas áreas.
  • D As mudanças feitas na Câmara conservam radicalmente o potencial de recursos a ser destinado às duas áreas.
  • E As mudanças feitas na Câmara convertem radicalmente o potencial de recursos a ser destinado às duas áreas.
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Jejum de internet, o remédio
para uma dependência crescente


Oito dias de acampamento na floresta sem tocar um computador nem um smartphone - um “jejum de internet" que serve como tratamento pioneiro no Japão para uma dependência que afeta cada vez mais japoneses, especialmente os jovens.
Uma dezena de adolescentes participou de forma voluntária, em agosto de 2014, do primeiro programa desse tipo iniciado no país asiático e que antes só tinha sido testado na vizinha Coreia do Sul, explicou o coordenador do projeto, o psiquiatra Susumu Higuchi. Os jovens se alojaram em cabanas perto do monte Fuji, praticaram atividades ao ar livre e prepararam suas próprias refeições, sempre acompanhados de três psicólogos.
Os participantes apresentavam sintomas de dependência à internet, definida pelo especialista como “um uso excessivo ou compulsivo" de dispositivos como computadores e smartphones, e com consequências psicológicas, sociais ou educativas. Entre esses sintomas se encontram os transtornos de sono ou alimentícios, além do déficit de atenção, a hiperatividade, a ansiedade e a depressão.
Em sua chegada ao acampamento, os adolescentes “tinham dificuldade para interagir entre si e com os psicólogos, mas depois se mostraram extrovertidos e desenvolveram laços íntimos entre si". Além disso, cada participante elaborou seu próprio plano para “conviver com os computadores e a internet de forma saudável", relatou Higuchi, segundo o qual, no entanto, “ainda é cedo" para avaliar os resultados do programa.
O “acampamento sem internet" começou por iniciativa do Ministério da Educação, Cultura, Esporte, Ciência e Tecnologia do Japão, devido a alarmantes estatísticas sobre a dependência à internet entre os jovens.

(Antonio Hermosín, http://exame.abril.com.br/tecnologia/noticias/jeju.... Adaptado)

Considere a seguinte passagem do texto:

O “acampamento sem internet” começou por iniciativa do Ministério da Educação, Cultura, Esporte, Ciência e Tecnologia do Japão, devido a alarmantes estatísticas sobre a dependência à internet entre os jovens.

A expressão em destaque introduz, com relação à primeira parte do enunciado, uma

  • A hipótese.
  • B causa
  • C finalidade.
  • D alternativa.
  • E concessão.
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PRÁTICAS IDENTITÁRIAS DA AUTOAJUDA
As transformações sociais, econômicas e tecnológicas trazem implicações no modo de ser e de agir dos sujeitos na sociedade. Em meio a essas transformações, observamos, em especial, um contexto caracterizado pela transitoriedade que afeta diretamente o mundo do trabalho, marcado pela exigência da alta especialidade profissional nos diversos setores de atividades, tornando essa atividade cada vez mais sofisticada. Na contemporaneidade, o trabalho pode ser visto como elemento fundante na constituição da identidade e, talvez por isso, podemos visualizar conjunturas propícias para uma crise identitária do trabalhador.

A autoajuda insere-se nesse contexto, perfazendo-se como um instrumento de auxílio (psicológico e social) nesse universo ao buscar relacionar trabalho a sucesso. Boa parte desse tipo de literatura relaciona-se à questão do sucesso profissional, assim como as ditas “palestras motivacionais", que utilizam conteúdos de livros de autoajuda e tornaram-se febre no meio empresarial. Seu alto índice de vendagem, de certa forma, revela a necessidade que os indivíduos têm de tornarem-se profissionais de sucesso. Daí a importância de se investigar esse fenômeno e a influência da autoajuda nas subjetividades quando relacionadas à temática do trabalho na contemporaneidade.
Fonte: Samuel Cavalcante Silva e Grenissa Bonvino Stafuzza, adaptado de www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0...

Os três segmentos abaixo foram adaptados de passagens do texto e exemplificam o emprego da linguagem figurada na construção de argumentos.

I – a transitoriedade afeta diretamente o mundo do trabalho.
II – livros de autoajuda tornaram-se febre no meio empresarial
III – a autoajuda insere-se como um instrumento de auxílio psicológico e social nesse universo.

Assinale a única alternativa que identifica adequadamente esses recursos expressivos.

  • A Há uma metáfora na frase I, uma hipérbole na frase II e uma comparação na frase III.
  • B Há uma metonímia na frase I, uma metáfora na frase II e um paradoxo na frase III.
  • C Há um eufemismo na frase I, um pleonasmo na frase II e uma silepse na frase III.
  • D Há uma hipérbole na frase I, uma metonímia na frase II e uma antítese na frase III.
  • E Há uma ironia na frase I, um eufemismo na frase II e uma elipse na frase III.
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TECNOLOGIA EDUCACIONAL E DIGITAL NO CENÁRIO CONTEMPORÂNEO

Elaine Turk Faria

O objetivo deste artigo é apresentar um estudo sobre as possibilidades e necessidade de utilização da tecnologia digital nas instituições de ensino, bem como da introdução da cultura tecnológica entre alunos e professores, onde se inclui a educação à distância e as disciplinas semipresenciais no ambiente acadêmico.
Com frequência, lemos nos jornais, revistas e na literatura científica atual o quanto nossos jovens estão familiarizados com a tecnologia e têm facilidade no seu manuseio. Veem e Vrakking (2009) denominam os jovens desta época de “geração homo zappiens, que cresceu usando múltiplos recursos tecnológicos desde a infância”. Para estes autores, a geração homo zappiens é digital, e a escola é analógica. Reforçando essa posição, Marc Prensky, educador americano, escreveu um artigo em 2001 sobre os imigrantes digitais e os nativos digitais, em que faz uma divisão entre os que veem o computador como uma novidade e os que não imaginam a vida antes dele, pois têm contato com a tecnologia logo após o nascimento.
Esta situação, vivenciada na sociedade contemporânea, tem implicações tanto nas escolas de educação básica quanto nas universidades, já que este é o novo perfil dos estudantes e dos acadêmicos. Consequentemente, os cursos de licenciatura, onde se inclui também o curso de Pedagogia, têm de preparar os futuros professores para atuarem neste contexto.


[Texto adaptado]
Fonte: Aprender e ensinar: diferentes olhares e práticas.
Maria Beatriz Jacques Ramos & Elaine Turk Faria (orgs.).
Porto Alegre: PUCRS, 2011, p. 13.

A autora do texto defende que todas as escolas dos dias de hoje precisam

I – fomentar a cultura tecnológica no corpo discente;

II – fomentar a cultura tecnológica no corpo docente;

III – incluir a educação à distância;

IV – oferecer disciplinas semipresenciais;

V – preparar professores para lidar com a tecnologia.

VI – utilizar tecnologia digital;

Quantas dessas indicações estão coerentes com o que o texto diz explicitamente?

  • A Todas as seis.
  • B Apenas as quatro primeiras.
  • C Apenas as quatro últimas
  • D Cinco delas.
  • E Nenhuma delas.
28

O computador da secretaria foi infectado por um vírus que fez com que o memorando do funcionário ficasse assim: “Solicito providênsias no sentido de que seje traga para a sala 12 o móvel a ser usado na seção de análizes. Informo, outro sim, que as obras de contenção foram concluidas afim de que o serviço podesse ser iniciado.”
Após a “limpeza” do vírus, o memorando pôde ser enviado sem nenhum erro. O total contabilizado mostrou a correção de

  • A quatro erros.
  • B cinco erros.
  • C seis erros.
  • D sete erros.
  • E oito erros.
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TECNOLOGIA EDUCACIONAL E DIGITAL NO CENÁRIO CONTEMPORÂNEO

Elaine Turk Faria


O objetivo deste artigo é apresentar um estudo sobre as possibilidades e necessidade de utilização da tecnologia digital nas instituições de ensino, bem como da introdução da cultura tecnológica entre alunos e professores, onde se inclui a educação à distância e as disciplinas semipresenciais no ambiente acadêmico.
Com frequência, lemos nos jornais, revistas e na literatura científica atual o quanto nossos jovens estão familiarizados com a tecnologia e têm facilidade no seu manuseio. Veem e Vrakking (2009) denominam os jovens desta época de “geração homo zappiens, que cresceu usando múltiplos recursos tecnológicos desde a infância”. Para estes autores, a geração homo zappiens é digital, e a escola é analógica. Reforçando essa posição, Marc Prensky, educador americano, escreveu um artigo em 2001 sobre os imigrantes digitais e os nativos digitais, em que faz uma divisão entre os que veem o computador como uma novidade e os que não imaginam a vida antes dele, pois têm contato com a tecnologia logo após o nascimento.
Esta situação, vivenciada na sociedade contemporânea, tem implicações tanto nas escolas de educação básica quanto nas universidades, já que este é o novo perfil dos estudantes e dos acadêmicos. Consequentemente, os cursos de licenciatura, onde se inclui também o curso de Pedagogia, têm de preparar os futuros professores para atuarem neste contexto.

[Texto adaptado]
Fonte: Aprender e ensinar: diferentes olhares e práticas.
Maria Beatriz Jacques Ramos & Elaine Turk Faria (orgs.).
Porto Alegre: PUCRS, 2011, p. 13.

A autora do texto defende que todas as escolas dos dias de hoje precisam

I. fomentar a cultura tecnológica no corpo discente;
II. fomentar a cultura tecnológica no corpo docente;
III. incluir a educação à distância;
IV. oferecer disciplinas semipresenciais;
V. preparar professores para lidar com a tecnologia.
VI. utilizar tecnologia digital;

Quantas dessas indicações estão coerentes com o que o texto diz explicitamente?

  • A Todas as seis.
  • B Apenas as quatro primeiras.
  • C Apenas as quatro últimas.
  • D Cinco delas.
  • E Nenhuma delas.
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Assinale o item em que as palavras destacadas apresentam o mesmo radical:

  • A A pintura dos três lindos pintinhos ficou surpreendentemente boa.
  • B O crente achou incrível aquela história toda.
  • C O solista revelou-se um grande cantor, mas o solado do seu sapato estava furado.
  • D O violeiro, em verdade, violou os direitos da plateia.
  • E Vou à tesouraria do Clube pegar uma tesourinha e já volto.
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