Resumo de Biologia - Rubéola

A rubéola é uma doença aguda benigna de ritmo acelerado, extremamente contagiosa e que provoca altos riscos à saúde. Ela é causada pelo vírus do gênero Rubivirus, que faz parte da família Togaviridae.

Entre os maiores riscos que a infecção, também conhecida como sarampo alemão, pode causar está a Síndrome da Rubéola Congênita (SRC). A doença atinge mulheres grávidas e, como consequência, provoca diversas alterações nos fetos.

Ao afetar os recém-nascidos, a Síndrome da Rubéola Congênita pode causar catarata, surdez, além de doenças no coração e no cérebro. Entre os sintomas da doença estão coceiras e manchas vermelhas no corpo, inchaço dos gânglios linfáticos, febre, cansaço e inflamação na garganta.

A doença, que não afeta os animais, é transmitida pela tosse de pessoas infectadas. O período de risco de transmissão vai de uma semana antes até uma semana depois do aparecimento das manchas no corpo. Já as crianças infectadas, podem transmitir o vírus por até um ano.

A rubéola não é transmitida por mordidas de mosquitos. As manchas vermelhas começam no rosto e se espalham no corpo. Uma curiosidade sobre a doença é que a pessoa, uma vez curada, se torna imune a ela. Existem exames que podem atestar a imunidade contra o vírus.

A doença acontece em muitas regiões do mundo, chegando a ocorrer cerca de 100 mil casos da forma mais grave, a SRC. Porém, desde que a vacina começou a ser administrada, os casos diminuíram significativamente.

A rubéola foi vista como doença pela primeira vez em 1814, por médicos alemães. O termo deriva do latim “rubella“, que significa “pequena vermelha”, fazendo referências às erupções que surgem na pele dos infectados.

Transmissão da Rubéola

Ao contrário do que muitas pessoas pensam, a rubéola não é transmitida através de mordidas de insetos ou animais. Ela também não afeta os animais. A doença é transmitida diretamente por pessoas infectadas, através do ar, pela tosse, espirro, fala e até respiração.

A rubéola pode ser transmitida entre 5 e 7 dias antes e após as erupções cutâneas na pele, chamada de exantema. Os dois dias antes e depois dessa fase são o período de maior risco de transmissão. A pessoa infectada pode levar de 14 a 21 dias para manifestar os primeiros sintomas.

Os principais sintomas da rubéola são febre baixa, linfadenopatia, que é o aumento dos gânglios linfáticos, e o exantema maculopapular, que são erupções vermelhas na pele em uma região ou em várias. Dores nas articulações também podem atingir os infectados, principalmente em idade adulta.

Sem tratamento, a rubéola pode acarretar problemas como hemorragias, orquite, que são inchaços nos testículos, e inflamação de nervos do corpo. Em grávidas, principalmente nos primeiros meses de gestação as consequências podem ser mais severas.

A doença pode levar ao aborto ou causar a Síndrome de Rubéola Congênita nas crianças. Quando isso acontece, as crianças podem desenvolver doenças no coração, no cérebro, no ouvido, como a surdez, e nos olhos, como a catarata.

Diagnóstico e tratamento

O diagnóstico da rubéola é feito através de exames de laboratório. No Brasil, os exames são disponibilizados nas redes públicas de saúde de todo o país. O exame é importante, pois outras doenças podem ser semelhantes a rubéola, como é o caso do sarampo, da dengue, da entrevirose, e outras.

A doença é tratada com remédios, que servem para amenizar os sintomas, pois é o o próprio corpo humano que desenvolve a resistência ao vírus. Remédios como os antitérmicos são utilizados para amenizar a febre, enquanto os analgésicos servem para amenizar as dores.

Em caso de pacientes em período de gestação, as gamaglobulinas, que são um dos tipos de anticorpos, podem auxiliar na prevenção de complicações para o feto. Em alguns casos, os problemas na visão e na audição podem ser corrigidos com cirurgia.

No Brasil, o tratamento é oferecido através do Sistema Único de Saúde (SUS). O paciente deve se dirigir a uma unidade de pronto-atendimento para o diagnóstico da doença, onde será encaminhado para o tratamento específico.

Prevenção contra a rubéola

Existem remédios que podem prevenir a contaminação da doença, e ele é aplicado através de vacina. No Brasil, por exemplo, a mediação está disponível nos postos de saúde. Podem receber a vacina crianças acima de 12 meses de idade.

Existe ainda um medicamento chamado de vacina tríplice viral, que além de prevenir a rubéola, imuniza o paciente contra o sarampo e a caxumba. Aplicada no país desde 2012, a faixa etária que pode receber o medicamento vai de 1 até 11 anos de idade.

Mulheres em idade fértil também podem receber a vacina. Essa faixa vai dos 12 até os 49 anos de idade. Os homens também podem ser vacinados, e a faixa etária vai dos 12 aos 39 anos de idade. A dosagem da vacina tem até mais de que 95% de eficácia.

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