Resumo de História - Revoluções Inglesas

As Revoluções Inglesas aconteceram no século XVII, durante a Idade Moderna, na Inglaterra. Elas foram fundamentais para a consolidação do liberalismo político inglês. Esse período histórico, que foi a primeira das grandes revoluções burguesas, pode ser dividido em quatro fases principais:

  • Revolução Puritana e a Guerra Civil, que ocorreu entre os anos de 1640 e 1649;
  • República de Oliver Cromwell, que durou de 1649 a 1658;
  • Restauração da dinastia dos Stuart, com os reis Carlos II e Jaime II, longo período que foi de 1660 a 1688;
  • Revolução Gloriosa, que encerrou o reinado de Jaime II e instituiu a Monarquia Parlamentarista, ocorrida entre 1688 e 1689.

Resumidamente falando, essas revoluções foram um movimento político, militar e religioso que derrubou a monarquia Stuart, na Inglaterra, instituindo o governo liberal. Esse período foi o mais importante processo revolucionário do século XVII e demarcou o início da crise da Sociedade de Antigo Regime.

Contexto Histórico: sociedade de Antigo Regime

A Sociedade de Antigo Regime foi a marca principal da Europa entre os séculos XV e XVIII. A primeira grande característica desse período foi o Absolutismo, ou seja, o poder político encontrava-se concentrado nas mãos do rei, e havia pouco ou quase nenhum canal alternativo de participação política.

Em outras palavras, o rei ordenava, a maioria da população obedecia, e quem não se encaixasse nos padrões era preso, torturado, fuzilado ou, em alguns casos, tinha todos os bens da família confiscados pela realeza.

O Mercantilismo, por sua vez, caminhava atrelado ao Absolutismo. Ele era a intervenção do estado na economia, sob o comando do rei, e o estabelecimento de monopólio comerciais, ou seja, as atividades comerciais mais lucrativas eram de exclusividade da realeza. Um detalhe importante precisa ser ressaltado, os outros agentes comerciais que quisessem obter algum lucro só poderiam fazê-lo com a autorização da majestade.

Outra característica da Sociedade de Antigo Regime era a forte influência religiosa sobre a política e cultura. Era ela, a religião, que ditava normas e comportamentos sociais, e interferia nas decisões políticas da época. Portanto, entende-se que a Igreja Católica exercia um papel que os reis não poderiam menosprezar, caso contrário, perderiam o apoio de uma grande parcela da sociedade.

Era dessa forma que a Inglaterra funcionava no início do século XVII, e as Revoluções Inglesas irão discutir todas as essas questões. Para ser mais exato, no final do século citado, mais precisamente no ano de 1688, essas regras de funcionamento já não foram mais válidas.

As Revoluções Inglesas modernizaram e racionalizaram a política administrativa, criando condições favoráveis para o desenvolvimento do Capitalismo e da Revolução Industrial do século seguinte.

Após isso, uma nova sociedade inglesa surgiu no início do século XVIII, sendo as revoluções fundamentais para que isso fosse possível.

Causas das Revoluções Inglesas

Pode-se afirmar que as Revoluções Inglesas foram um complicado equilíbrio de forças entre o rei, o Parlamento e a sociedade inglesa.

De um lado, haviam os reis da dinastia Stuart, que abusavam de seus poderes e tentavam estabelecer uma monarquia fundamentada no direito divino, além de aumentar os impostos sem a autorização do Parlamento e do consentimento popular.

Do outro lado, havia o Parlamento da Inglaterra, que tentava de todas as formas limitar os poderes dos reis da dinastia Stuart, para que eles não governassem em interesse próprio.

E no meio disso estava a sociedade inglesa, que apoiava o Parlamento e demostrava regras próprias que deveriam ser obedecidas por todos, inclusive pelo rei.

Cronologia

Pode-se afirmar que o início das Revoluções Inglesas foi após a morte da rainha Elizabeth I, filha de Henrique VIII, em 1603. Como ela não deixou herdeiros, esse foi o fim da dinastia Tudor.

A situação começa a se complicar no começo da dinastia Stuart, pois os novos reis da Inglaterra tentaram estabelecer a Monarquia do Direito Divino dos Reis, fortalecendo ainda mais o seu poder absoluto.

O primeiro rei desse período foi o Jaime I, que governou entre os anos de 1603 e 1625. O segundo deles foi Carlos I, que seguiu seu reinado entre os anos de 1625 e 1649. Nesse período, as brigas entre o rei e o Parlamento da Inglaterra se intensificaram. Foi então que ocorreu uma Guerra Civil, cujo o exército do rei foi derrotado pelo exército do Parlamento, e Carlos I executado após ser condenado por traição contra Inglaterra.

Teve início então uma nova fase das revoluções, a Revolução Puritana, que ocorreu entre os anos de 1649 e 1658. Durante esses anos, a Inglaterra foi governada por Oliver Cromwell, que também acabou centralizando os poderes em suas mãos. Ele morreu em 1658, seu filho assumiu, mas não conseguiu se firmar na liderança do Parlamento e do exército.

Começou então a última fase das Revoluções Inglesas. Trata-se do período de restauração da monarquia Stuart, entre 1658 e 1688, em que o país foi governado por Carlos II e Jaime II. Foi nesse momento que ocorreu a Revolução Gloriosa e a assinatura do Bill of Rights pelo rei da Inglaterra. 

Esse documento era uma espécie de declaração de direitos, aceitando as limitações dos seus poderes, e o Parlamento tornava-se responsável pelo governo da Inglaterra.

Livros sobre as Revoluções Inglesas

  • As Revoluções do Poder – Eunice Ostrensky
  • 1964: A Revolução para inglês ver  
  • A Grande Revolução Inglesa – José Jobson
  • As Revoluções Burguesas – Paulo Miceli
  • A Revolução Inglesa – George Mccaulay Trevelyan
  • Origens Intelectuais da Revolução Inglesa – Christopher Hill
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