Resumo de Biologia - Partenogênese

Conheça esse tipo de reprodução assexuada


O termo partenogênese diz respeito a uma possibilidade de reprodução realizada por alguns animais e plantas, mas que também pode ser estimulado através da adoção de técnicas laboratoriais. Trata-se de uma forma de procriação em que apenas os gametas femininos são capazes de dar origem a outros indivíduos. Por conter material genético de apenas uma origem, os descendentes da partenogênese tendem a ser geneticamente iguais às progenitoras
Desse modo, podem ser considerados exemplos naturais de clonagem. Esse fenômeno, que também é chamado pela literatura científica de partogênese, é observado em espécies de plantas agamospérmicas, animais invertebrados – a exemplo das abelhas e pulgas de água - e alguns vertebrados – como peixes, perus e lagartos. Continue a leitura do artigo e conheça todas as nuances desse tipo de reprodução. 

Aspectos gerais sobre a partenogênese


Uma vez que acontece sem que a fecundação e, por conseguinte, a combinação de gametas masculinos e femininos, a partenogênese é considerada um tipo de reprodução assexuada. Nesses casos, cumpre à fêmea a geração de novos indivíduos, que em geral possuem uma marcação sexual imposta pelo tipo de reprodução através do qual é gerado. Exemplo disso é o , o escorpião-amarelo. Essa espécie só existe no Brasil e é formada unicamente por animais fêmeas. 
Nesse sentido, a reprodução por partenogênese pode ser classificada em três grupos distintos: arrenótoca, telítoca ou deuterótoca. No primeiro grupo todos os indivíduos que se desenvolvem sem que haja fecundação são machos. No segundo grupo acontece o contrário: os óvulos desenvolvem embriões fêmeas. Já no terceiro tipo podem ocorrer embriões de ambos os sexos. 
Em algumas espécies que são capazes de se reproduzir por partenogênese, essa não é a única possibilidade reprodutiva. Geralmente, ela é intercambiada com a reprodução sexuada e essa heterogamia acontece como forma de resposta a uma condição ambiental específica. No caso das abelhas, que é um dos mais comuns de heterogamia, a partogênese possibilita a manutenção da harmonia na relação intraespecífica. 

A partenogênese em abelhas 

Entre as abelhas, somente a abelha rainha é capaz de gerar óvulos. Nessas comunidades, a combinação de fatores como a fecundação dos óvulos e alimentação determinam as distinções de sexo e funções que serão desempenhadas pelos insetos na colmeia. E, por conseguinte, dão origem aos zangões, rainhas e operárias
Os óvulos que não são fecundados se desenvolvem e originam os zangões. Logo, os indivíduos machos frutos da partenogênese são organismos haploides. Por meio da reprodução sexuada, desenvolvem-se os embriões fêmeas, portanto, diploides. Aqui a diferenciação entre as rainhas e as operárias se dá por meio da alimentação que é fornecida às larvas. Enquanto as operárias são nutridas com mel e pólen, as rainhas são alimentadas com geleia real


Partenogênese artificial 


Como vimos, a partenogênese acontece como um processo natural em muitas espécies. Além dos exemplos citados, soma-se ao grupo dos animais que realizam essa forma de reprodução o pulgão das videiras e o (bicho-da-seda na fase de larva). Contudo, esse tipo de reprodução também pode ser controlado por meio da adoção de algumas técnicas laboratoriais. 
Através do estimulo à clivagem de gametas femininos de espécies que não se reproduzem por meio da partogênese, esse tipo de reprodução já foi replicado de forma experimental. Nesse processo, foram adotados estímulos físicos, químicos ou biológicos. A experiência foi executada com óvulos de ouriços-do-mar, estrelas-do-mar, rãs e coelhos. 

A partenogênese é um tema recorrente nos processos seletivos para ingresso no ensino superior. Assista ao vídeo abaixo e veja como ele já foi cobrado no Enem.




Outros tipos de reprodução assexuada 


Além da partenogênese, existem outros tipos de reprodução que não envolvem a combinação de material genético de indivíduos de ambos sexos. Nesses casos, nem mesmos os gametas costumam ser produzidos. A reprodução tende a acontecer em decorrência de processos de divisão celular ou até mesmo por conta da fragmentação dos organismos. Vejamos alguns exemplos! 

Bipartição - esse é o modo de reprodução comum entre as bactérias e os protozoários. Também chamado de cissiparidade e divisão binária, ele acontece quando o organismo se divide ao meio, replicando-se em dois; 
Divisão múltipla - também se dá em decorrência da divisão celular. Mas, nesses casos, um organismo dá origem a diversas células filhas. É o que acontece com o protozoário causador da malária; 
Esporulação - esse tipo de reprodução acontece mediante a formação de estruturas denominadas esporos na parede celular de algumas plantas, algas e fungos. Quando encontram condições propícias, os esporos se soltam dando origem a novos indivíduos. 
Fragmentação - acontece nos vermes planária, nas esponjas e cnidários. Aqui os novos indivíduos surgem a partir de fragmentos do anterior. Quando uma planária é dividida em várias parte, por exemplo, cada um dos pedaços origina planárias que são geneticamente idênticas. 
Brotamento – aqui a reprodução acontece a partir de um broto que se desenvolve no corpo do indivíduo pré-existente. Esse broto pode ou não se desprender. Quando se mantém ligado, dá origem às colônias, como observamos no caso dos corais. 
Propagação vegetativa - é o modo como são feitas as culturas de mandioca e cana-de-açúcar, por exemplo. Na propagação vegetativa, as plantas novas se desenvolvem a partir de estruturas, como a raiz, o caule e a folha. 
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