Resumo de Sociologia - Papel Social

Comportamento previamente estipulado pela sociedade 


O papel social é um dos principais conceitos estudados pela sociologia. Refere-se às responsabilidades atribuídas a determinado indivíduo ou grupos sociais, ou seja, as ações que a sociedade espera de uma pessoa que ocupa certa posição. É um processo que resulta da socialização, pois desenvolve-se comportamentos e/ou características de acordo com o status social
Em cada ambiente (escolar, religioso, familiar, trabalho, lazer, etc.) há um padrão comportamental e, por isso, o papel social define o conjunto de normas, direitos e deveres que precisam ser seguidos. O que se espera de um médico, por exemplo, é que ele salve vidas. Já em relação a mulher, que tenha uma afinidade em desempenhar a função de mãe e zelar pelos filhos, independente dos seus desejos pessoais. 
Esse tipo de percepção gera os chamados “padrões de normalidade”. E aqueles que não os seguem e/ou cumprem ficam suscetíveis a reações, como exclusão social e atos de preconceito. 

Visão sociológica sobre o papel social 


Os integrantes da sociologia funcionalista, vertente que entende a sociedade de forma sistêmica – cada parte (fenômeno ou acontecimento), mesmo com suas particularidades e propósitos, é responsável pela estabilidade e coesão de toda a sociedade –, acreditam que o papel social é atrelado ao fato social. Nessa perspectiva, segundo Émile Durkheim, os indivíduos são levados a determinadas maneiras de agir, pensar ou sentir devido a forças externas (consciência coletiva). 
Desse modo, independente das vontades e escolhas individuais, as pessoas adotam hábitos de acordo com o que é pré-estabelecido pela sociedade. Isso significa que os fatos sociais são exteriores ao sujeito, pois quando ele nasce a sociedade já é baseada em normas e regras, e cabe apenas aprendê-los e segui-los. 
Em oposição a este pensamento, a escola interacionista defende que o modo como agimos diante dos outros e interpretamos os fatos sociais, provém das nossas experiências (significados) ao longo da vida. Esses significados acontecem em decorrência das interações sociais e podem passar por mudanças. 



O que é status social?

O status social corresponde às diferentes funções desempenhadas pelos sujeitos nas sociedades em que vivem. Dentro dessa hierarquia social, cada posição estabelece o comportamento das pessoas, a maneira como lidam com as outras, o acesso a recursos financeiros, educacionais e culturais, além da sua capacidade de escolha. 
Vale ressaltar que a classe social ou poder aquisitivo não são os únicos fatores que delimitam o status. Aspectos como raça, sexo, laços familiares, tipo de trabalho exercido, filiação em partido político, entre outros, também fazem parte deste conceito. 
A sociologia aborda dois tipos de status social. São eles:
Status adquirido: não necessita das ações pessoais, ou seja, é imposto diante de condições alheias à própria vontade, a exemplo da posição no núcleo familiar (irmão mais novo ou velho) e o sexo de nascença. É o resultado de uma construção social e histórica previamente condicionada, seja pela família, região onde nasceu e mora, ou nível econômico.
Status atribuído: depende das escolhas, ações e esforços individuais. Esse tipo está diretamente ligado ao papel social, pois age-se a favor da conquista ou manutenção de uma certa posição (ser um profissional de sucesso, ter formação superior, tornar-se uma figura pública ou político, etc.). 

Papel social e status social 

Os dois conceitos estão conectados. Isso porque é o papel social que indica quais os direitos e deveres que deve-se cumprir pelo fato de ocupar determinado status dentro da estrutura social. Essa posição assumida pode ser elevada, mediana ou baixa, já que a sociedade é organizada mediante a separação com base no viés aquisitivo das pessoas. 
O status também restringe as expectativas diante de alguns grupos e os caminhos para mobilidade social. Por esse motivo, as classes desprivilegiadas enfrentam maiores dificuldades durante tentativas de mudança, sejam nos padrões de renda, educacionais, culturais, etc. 
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