Resumo de Filosofia - Idealismo

Corrente filosófica baseada na subjetividade

Como o próprio nome sugere, o idealismo é um conjunto de filosofias que se propõe a idealizar, ou seja, construir um ideal de realidade. Dessa forma, o mundo real, tal qual conhecemos, existe em ao menos dois planos: um material, que pode ser percebido, visto e sentido, e um plano imaterial, que só existe no campo das ideias. É no plano imaterial que os conceitos, as formas e a própria realidade são estabelecidas de forma ideal. 
Para deixar essa teoria mais compreensível, vamos partir do conceito de idealizar. Essa palavra refere-se a algo que é criado na imaginação, uma fantasia, uma forma de projetar algo de maneira ideal. Nesse sentido, o termo sugere algo que está distante, é uma ilusão ou uma utopia. 
Para exemplificar poderíamos pensar na idealização política: um cenário sem corrupção, em que as instituições funcionam corretamente, as pessoas são assistidas pelos governos, todos os poderes cumprem o seu papel e a sociedade também participa voluntariamente da tomada de decisões. Dessa forma, dá para perceber que o mundo ideal (das ideias) não corresponde à realidade prática. 
O pensamento idealista tem sua gênese na Grécia Antiga, com Platão, mas essas teorias vão se desenvolver posteriormente com os idealistas alemãs, durante o século XVIII.


Principais características do idealismo


Um dos pontos centrais do idealismo é o da existência metafísica. Nesse cenário a realidade pode ser compreendida através da experiência sensível (aquilo que podemos sentir) e também daquilo que é suprassensível (que está além do que pode ser captado pelos sentidos). E é nesse campo, do que não pode ser sentido mas que existe enquanto ideia, que surge o conhecimento. 


Isso porque, a realidade que pode ser captada, vista, tocada, desperta experiências sensoriais. Mas a realidade imaterial só pode ser constatada por meio do intelecto, e esse exercício da racionalidade é a base para o conhecimento de toda a realidade. 


De um modo geral, as teorias idealistas têm a mesma fundamentação, porém é preciso lembrar que, como a corrente foi desenvolvida por várias pensadores, que surgiram em contextos e épocas diferentes, essa corrente filosófica pode apresentar várias características.


A primeira delas é a de Platão, que como foi explicada anteriormente, afirmou a existência de duas realidades: a ideal e a material, sendo que a primeira é perfeita e imutável e a segunda é uma cópia, próxima do que seria a realidade ideal.


Um dos grandes exemplos do pensamento idealista de Platão vem do Mito da Caverna, no qual, a realidade sensível é como as sombras da caverna e exibem apenas uma projeção da realidade. E, para conhecê-la de verdade, é preciso romper com a representação.

Embora existam várias divergências de pensamento, a subjetividade do “eu” está sempre no centro de todas as teorias. Para entender como ela funciona, é preciso identificá-la a partir de três sentidos:


Ontológico
A natureza da realidade pertence ao campo espiritual e a parte material. O que pode ser sentida é apenas uma porção inacabada de algo maior. Dessa forma, a realidade perfeita pertence à esfera das ideias.


Gnosiológico
Cada indivíduo interpreta a realidade de uma forma, já que todos são diferentes e possuem diferentes formas de enxergar o mundo. Sendo assim, a realidade palpável é determinada pela subjetividade de cada um. 


Prático
O sentido básico é determinado pela ação. O que se inicia no campo das ideias se torna uma espécie de manual para indicar como as pessoas devem agir no mundo. 

 
Idealismo alemão


Entende-se por idealismo alemão o conjunto de teorias desenvolvidas por filósofos alemães em um período bem específico. Entre os filósofos desse movimento, estão, Immanuel Kant, Johan Gottlieb Fichte, George Wilhelm Friedrich Hegel e Friedrich Wilhelm Joseph Schelling, dentre estes, o que mais se destacou foi Immanuel Kant, que foi responsável por desenvolvê-lo na Alemanha. 


Foi Kant quem começou uma nova discussão a respeito dessa divisão entre as realidades, introduzindo o idealismo transcendental. Para ele, o idealismo transcendental se referia à coexistência das ideias. Elas não podiam ser tidas como algo separado, tanto a razão quanto a realidade podiam produzir conhecimento.


O filósofo também defendia que o que está no campo abstrato (as ideias) nos ajuda a ter noções da experiência prática. Sendo assim, a realidade é ambígua e é constituída desses dois fatores.

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