Resumo de Filosofia - Humanismo Renascentista

Movimento intelectual e filosófico ocorrido na Europa


O Humanismo Renascentista surgiu a partir das concepções do Renascimento, entre os séculos XIV e XVI. O movimento, que surgiu na Itália, foi o marco principal da transição da Idade Média para a Idade Moderna, apresentando às áreas da arte, cultura, ciência, economia, política, filosofia, e muitas outras, novos valores e interesses.
Com uma perspectiva diferente da época do período medieval, o pensamento da renascença era voltado à razão, colocando o homem em uma “posição central” diante de tudo e assumindo um papel questionador. E foi justamente o humanismo a característica mais marcante do período. Entenda mais sobre o assunto e confira como essas ideias influenciaram os países europeus.

Concepções do Humanismo Renascentista


O Humanismo Renascentista foi um movimento intelectual e filosófico que atingiu diversos setores da sociedade europeia entre os séculos XVI e XVI, mas, sobretudo, as área da educação e da cultura.
Nestas esferas, os ensinamentos de novas disciplinas como poesia, história, filosofia, e a interpretação do cristianismo usando como base as ideias de Platão, foram premissas para as novas formas de pensar e estilos da época. Muito mais que isso, os estudos passaram a inspirar pensadores do século seguinte e também a influenciar no comportamento do homem, além de provocar reforma nas universidades e criação de colégios para estudos em todo o continente europeu.
Os humanistas acreditavam na capacidade intelectual ilimitada do homem e estimulava a divulgação de conhecimento, o que desafiava a política e a religião. O surgimento da imprensa no século XV, realizado por Johann Gutemberg, impulsionou ainda mais essas concepções, pois as publicações e circulação de textos aumentaram na Europa.
Culturalmente, a visão centrada em Deus deixa de existir e o homem passa a ser visto como a razão e a natureza, e responsável pela construção dos seus valores. As teorias passam a seguir instintos e criatividade, deixando para trás o teocentrismo medieval que lhe impunha valores como a negação dos pensamentos científicos e da filosofia racional.
A valorização da cultura greco-romana era uma das características do movimento Humanismo Renascentista. Na arte, os artistas buscavam representar o homem e a natureza com riquezas de detalhes e dando a máxima impressão de realidade. Nas pinturas e esculturas, o corpo humano passou a ser valorizado, e na arquitetura os templos religiosos e palácios seguiam as linhas clássicas.
Assim, o Humanismo Renascentista se consagra como um forte movimento que se espalhou em toda a Europa, não negando o valor da religião, mas sim questionando algumas ideias impostas pela igreja. Além do antropocentrismo e do racionalismo, ainda é possível destacar o individualismo, como uma das características mais marcantes do período.

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Filósofos e Intelectuais Humanistas

Com a evolução do movimento Humanismo Renascentista, as atividades intelectuais ganharam mais liberdade e tais ideias, apesar da nova perspectiva antropocêntrica, ainda chocava com as expectativas da época medieval, devido à sua forte ligação com a igreja.
Os humanistas chamavam a Idade Média de “Idade das Trevas” e defendiam que o homem não dependia da vontade divina para traçar o seu caminho. Pensamentos como este pode ser encontrado em obras como “Discurso sobre a dignidade do homem”, de Giovanni Pico Della Mirandola.
O filósofo foi considerado um dos representantes mais importantes do Humanismo Renascentista. Sua tese era de que o homem, como ser racional, tem capacidade para fazer escolhas.
Sua obra exalta a natureza humana e tenta conciliar religião com a filosofia, afirmando que o estudo dessa ciência é importante para aqueles que buscam a verdade e a sabedoria. Além dele, outros intelectuais apoiaram-se na ideologia do humanismo ressaltando essa linha de pensamento na literatura, poesia e arte, tais como:
  • Francesco Petrarca
  • Giovanni Boccaccio
  • Erasmo de Roterdã
  • Michel de Montaigne
  • Giovanni Pico della Mirandola
  • Marsílio Ficino
  • Gasparino Barzizza
  • Francesco Barbaro
  • Jorge de Trebizonda
  • Guarino de Verona
  • Michelangelo
  • Donatello
  • Raphael Sanzio
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