Resumo de Biologia - Hipertensão

A Hipertensão arterial sistêmica (HAS), também conhecida como “pressão alta”, é uma doença que não escolhe suas vítimas por sexo, idade ou classe social. Ela é uma condição clínica multifatorial definida por níveis alterados da pressão arterial (PA) e pode acometer crianças, adultos, idosos, homens e mulheres sem distinção.

Hipertensão é uma síndrome metabólica que pode estar acompanhada por alterações como: colesterol elevado e obesidade. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a pressão alta é a principal causa de mortes no mundo, pois está relacionada ao desenvolvimento de várias enfermidades, as doenças cardiovasculares principalmente.

A hipertensão está relacionada com a força que o sangue exerce contra as paredes das artérias para conseguir circular pelo corpo inteiro. Por conta do estreitamento das artérias, o coração necessita bombear o sangue com mais força para impulsioná-lo e recebê-lo de volta.

Os sintomas da hipertensão aparecem somente quando estão em fases mais avançadas ou quando a pressão arterial aumenta bruscamente. Ela dilata o coração e prejudica as artérias.

Os valores mudam ao longo do dia, caem quando se dorme ou relaxa e sobem no momento de agitação, estresse ou nas páticas de atividades físicas. 

A pressão arterial, que é retratada através de milímetros (mmHg), é considerada normal quando mede 12 por 8 (120/80 mmHg). O corpo em repouso caso apresente valores iguais ou acima de 14 por 9 (140/90 mmHg) na maior parte do tempo, pode ser considerado hipertenso. Entidades americanas já baixaram o grau de risco para 13 por 8 (130/80 mmHg).

Para aferir a pressão arterial usa-se um aparelho chamado esfigmomanômetro, que coloca em torno do braço e registra o primeiro número no instante em que o coração libera o sangue. Trata-se da pressão arterial sistólica (PAS) ou máxima.

O esfigmomanômetro é utilizado junto com o estetoscópio para ouvir os sons do peito. O segundo número que aparece no visor é a pressão arterial diastólica (PAD) ou mínima. Se a pressão está descontrolada, o órgão mais afetado é o coração.

Pessoas hipertensas possuem mais predisposição para desenvolver quadros de comprometimentos vasculares, tanto os cerebrais como o Acidente Vascular Cerebral (AVC), quanto os cardíacos como o Infarto do Miocárdio, além da aneurisma arterial, insuficiência renal e outros.

Se a circulação sanguínea for prejudicada pelo aperto nas artérias coronárias, não se obtém sangue e oxigenação suficientes. Sendo assim, o músculo cardíaco sofre as consequências e isso pode provocar o infarto (ataque cardíaco).

O AVC, também conhecido por derrame, ocorre quando existem constantes agressões da pressão.  As artérias da cabeça acabam ficando vulneráveis a entupidas porque não conseguem se dilatar.

Os picos de hipertensão fazem com que o vaso fique totalmente entupido, ou então venha a se romper. A pressão alta pode provocar ainda várias hemorragias e pequenas obstruções no cérebro. Com o passar do tempo esses fatos destroem os neurônios ( demência vascular) e provocam a perda de memória.

Se a hipertensão é prolongada acaba afetando os rins, que param de filtrar o sangue de forma satisfatória e acabam ocasionando uma insuficiência renal. Ela prejudica também os vasos que irrigam a retina, tecido do fundo do olho que é crucial para a captação de imagens.

Diagnóstico

A hipertensão não possui sinais claros e específicos. Para acompanhar o andamento da pressão arterial e diagnosticar o problema é necessário medi-la regularmente com aparelhos manuais ou automáticos e em consultas de rotina informar se tem grau de parentesco com pessoas hipertensas, principalmente o pai ou a mãe.

Em caso de suspeita séria de pressão alta, a aferição deve ser feita em três dias diferentes e o paciente deve seguir uma série de orientações médicas para obter o resultado mais seguro e confiável. Especialistas como clínico geral, cardiologista e cirurgião vascular são capacitados para diagnosticar a pressão alta.

Se ainda houver dúvidas é possível monitorar a pressão por 24 horas ou mais através do monitor Holter – dispositivo portátil que acompanha continuamente a atividade elétrica cardíaca dos pacientes. A precisão na medição ajuda a detectar a pré-hipertensão, conhecida também como pressão elevada, e isso facilita a prevenção.

Exames

Medir a pressão arterial no consultório médico é o exame fundamental para constatar a hipertensão. Além dessa aferição, existem outros que podem ser usados na monitoração:

  • Monitoração Ambulatorial da Pressão Arterial (MAPA) – um aparelho mede a pressão do indivíduo por 24 horas. Essa técnica é muito utilizada para diferenciar a hipertensão do jaleco branco ( elevação apenas na presença dos médicos) da pressão alta comum.
  • Monitoração Residencial da Pressão Arterial (MRPA) – o paciente mede e acompanha a evolução de sua pressão em casa com aparelho portátil.

Existem outros exames capazes de detectar a hipertensão, principalmente em casos de sintomas já estabelecidos. São exames realizados para identificar a raiz da pressão alta e também verificar o prejuízo a algum órgão, a exemplo do coração.

Hipertensão do Jaleco Branco

É a síndrome do jaleco branco, também conhecida como “latrofobia” ou “fobia irracional de médicos”, que está associada com a dificuldade que algumas pessoas têm de enfrentar situações em ambientes hospitalares,  clínicas ou consultórios médicos.

A “hipertensão do jaleco branco” ou “hipertensão de consultório”é a forma mais comum e menos grave da síndrome. A pressão arterial do indivíduo se eleva subitamente quando está na presença de um médico ou enfermeiro.

 Em casos mais extremos os pacientes passam a confundir pessoas comuns, que estão vestidas de branco, com profissionais da saúde. 

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