Resumo de Biologia - Hemácias

As hemácias, também chamadas de glóbulos vermelhos e eritrócitos, são células sanguíneas responsáveis por transportar o oxigênio e o gás carbônico pelos tecidos. Elas são constituídas basicamente por dois tipos de proteínas: globulina e hemoglobina.

Esta última, a hemoglobina, possui uma pigmentação vermelha que confere a cor característica do sangue de todos os animais vertebrados. Alguns animais possuem em substituição à hemocianina, que tem uma pigmentação diferente e deixa o sangue (hemolinfa) azulado.

Nos humanos, os glóbulos vermelhos se movem pelo sangue através dos vasos sanguíneos e podem ser quantificadas através do eritrograma – uma parte especifica do exame de hemograma que quantifica o tamanho e número de células vermelhas.

Principais características

As hemácias possuem um formato de disco bicôncavo nos mamíferos e ovais nos demais vertebrados. Elas medem cerca de 7,5 μm de diâmetro, 2,6 μm de espessura e não possuem núcleo nem DNA.

As hemácias têm um ciclo de vida de aproximadamente 120 dias. Elas são formadas na medula óssea no processo de eritropoiese, que tem duração de sete dias e é estimulado por um hormônio glicoproteico chamado de eritropoetina.

O corpo humano produz cerca de 2,4 milhões de hemácias por segundo, sendo que a quantidade de células maduras varia de acordo com acordo com alguns aspectos, como idade, gênero e condições de saúde.

Em relação ao sexo, por exemplo, as mulheres adultas possuem aproximadamente 4,8 milhões por mm³ de hemácias no sangue enquanto os homens adultos 5,5 milhões por mm³.

Hematopoese: processo de formação das hemácias

Hematopoese, também chamada de hemocitopoese ou hematopoiese, é o processo de renovação células sanguíneas através da mitose. Ela abrange aos fenômenos de formação, multiplicação e a maturação dos componentes sanguíneos.

A depender componente sanguíneo, esse processo pode ser chamado de eritropoese (glóbulos vermelhos), granulocitopoese (glóbulos brancos), linfocitopoese (linfócitos), monocitopoese (monócitos) e megacariocitopoese (plaquetas).

A eritropoiese ocorre em diferentes partes do corpo de acordo com a idade da indivíduo. Na fase fetal, esse processo acontece principalmente no fígado e no baço, já na fase extrauterina, ele ocorre na medula óssea e no interior do músculo serrátil anterior.

O processo tem início com uma célula mãe que, por bipartição dupla, gera quatro células diferenciadas. Eles produzem hemácias por intermédio de diferentes mecanismos enzimáticos e chega a formação de reticulócitos.

Três dias depois eles se transformam em hemácias maduras e sem núcleo. A partir disso, as novas hemácias atuarão como reservas energéticas no transporte de oxigênio e gás carbônico e terão um ciclo de vida no organismo por 120 dias.

Transporte de gases através da hemoglobina

Como já dito, a hemoglobina tem como principal função realizar o transporte do oxigênio pelo sistema cardiovascular. Essa proteína possui quatro cadeias de globina (parte proteica) e se ligam a um grupo heme (grupo prostético).

O processo de transporte é realizado através da interação do ferro da hemoglobina com o oxigênio do ar (O2), formando o complexo oxi-hemoglobina ou hemoglobina oxigenada.

Já nas células, o oxigênio é liberado e o sangue arterial transformado em sangue venoso (hematose). A distribuição do gás oxigênio pelo corpo é feito com o auxílio dos vasos sanguíneos, que o distribui por diversos órgãos.  

Já o transporte do gás carbônico unido à hemoglobina pode ser resumido nas seguintes etapas:

  1. A hemoglobina que está no coração se dirige aos músculos através da corrente sanguínea;
  2. Em função do metabolismo, a concentração CO2 no músculo é alta e de oxigênio O2 baixa;
  3. A hemoglobina une-se ao então ao CO2 e libera O2.

Doenças

Microcitose é uma condição caracterizada pelo tamanho pequeno dos glóbulos vermelhos, sendo considerado uma anormalidade.  Tal condição está diretamente relacionada à deficiência de ferro, anemias sideroblásticas e talassemias.

Em contrapartida, a macrocitose corresponde ao aumento do tamanho dos glóbulos vermelhos. Essa condição relaciona-se com hipotireoidismo, deficiência de vitamina B12, anemia aplástica e doenças hepáticas.

Anemia

A anemia é uma doença causada diminuição da quantidade de hemoglobina no sangue. As causas para tal condição podem ser genéticas, como defeitos na membrana das hemácias; deficiências nutricionais ou distúrbios hemorrágicos.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) aproximadamente 24% da população mundial, equivalente a 1,620 milhão de pessoas, possui a doença. O grupo de risco inclui, principalmente, mulheres e crianças.

Existem vários tipos de anemias, as principais são:

  • Anemia falciforme: essa doença provoca a deformação dos glóbulos vermelhos, deixando-os com a aparência de foice;
  • Anemia ferropriva: tipo mais comum da doença, sendo causada pela deficiência de ferro no organismo;
  • Anemia hemolítica: caracterizada pela rápida destruição das hemácias (antes de 120 dias);
  • Anemia megaloblástica: doença causada pela deficiência de vitamina B12 e/ou ácido fólico (vitamina B9), gerando grandes hemácias (macrocitose);
  • Anemia aplástica: tipo raro da doença que causa a gradativa destruição da medula óssea comprometendo, consequentemente, a produção de hemácias.  
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