Resumo de Astronomia - Heliocentrismo

Teoria revolucionou os estudos sobre o universo

Heliocentrismo, que tem origem das palavras gregas (“Sol”) e (“centro”) é um modelo cosmológico que afirma a centralidade do Sol no Universo. Isso significa que os astros, a Terra e os demais planetas se movem ao seu redor, e é ele o centro do Sistema Solar. Comprovada pelo matemático e astrônomo Nicolau Copérnico, a teoria ainda diz que é por causa desse movimento em torno do Sol que existe a alternância entre dias e noites, e as estações do ano. 
O primeiro astrônomo a suspeitar que o Sol era o maior dos astros foi Aristarco de Samos. Ele conseguiu calcular o tamanho da estrela-mãe e da lua, e percebeu que eram muito maiores do que se falavam e estavam bem distantes da Terra. Dessa forma, ele deduziu que o lógico era que os astros menores girassem em volta do Sol, e não o contrário. Mas foi Copérnico, depois de séculos, que elaborou modelos matemáticos para provar a concepção. 

Heliocentrismo x geocentrismo

O heliocentrismo é o estudo que fazia oposição ao geocentrismo. Elaborada pelo astrônomo grego Claudius Ptolomeu, ainda no começo da era cristã, o sistema geocêntrico colocava a Terra como centro do Universo e, com isso, vinha a ideia de que os astros orbitavam ao seu redor em diferentes velocidades. 
Ptolomeu também acreditava que cada planeta girava em torno do que chamou de epiciclo e a ordem, a partir da Terra, era: lua, Mercúrio, Vênus, Sol, Marte, Júpiter e Saturno. Como na época não existia telescópio, Urano e Netuno ainda eram desconhecidos. 
Essa teoria surgiu em uma época em que o conhecimento científico começava a ser desenvolvido. Por apresentar passagens da Bíblia nas argumentações, o sistema ptolomaico foi amplamente defendido pela Igreja Católica. Somente séculos mais tarde que o modelo heliocêntrico ganhou novamente destaque, sendo até hoje aceito pela comunidade científica. 
Através de Nicolau Copérnico, provas matemáticas trouxeram à tona que, assim como os demais planetas, a Terra que realiza voltas ao redor do Sol. O único erro na formulação do astrônomo foi ao afirmar que as órbitas dos planetas do Sistema Solar eram em formato de circunferências. Como as descobertas na ciência são sempre aprimoradas, anos depois o também astrônomo e matemático Johannes Kepler reavaliou os materiais de Copérnico e mostrou que as órbitas são elípticas. 
O heliocentrismo ganhou mais credibilidade com os estudos do físico, matemático e astrônomo Galileu Galilei. Durante as observações realizadas com telescópios, ele atestou que os corpos celestes ficam em movimento quando constatou que Júpiter tem satélites orbitando à sua volta. Além disso, esclareceu que a Terra não fica estática somente porque a lua gira ao seu redor, como defendia o geocentrismo. 
O físico e matemático Isaac Newton, ao enunciar a lei da gravitação universal, também usou referências da teoria de Copérnico. Segundo Newton, o Sol é responsável pela atração dos planetas e a Terra tem o poder de atrair a lua e todos os corpos celestes que estão próximos. 



Quem foi Nicolau Copérnico?

O astrônomo polonês Nicolau Copérnico nasceu por volta de 1473. Após a morte de seus pais, quanto tinha 10 anos, mudou-se para casa do tio com seus irmãos. Como era bispo, tornou-se responsável pelos estudos do sobrinho. Estima-se que entre 1503 e 1510, depois de passar por quatro universidades, Copérnico trabalhou como médico e secretário. Além da medicina, ele tinha conhecimento em religião, matemática e, sobretudo, astronomia. 
Em virtude da sua resistência, pois sabia que a teoria heliocêntrica não tinha todas as respostas, a primeira edição de “Sobre as Revoluções das Esferas Celestes” () apenas foi publicada em 1543, um pouco antes da sua morte – aos 68 anos. Isso foi possível por causa dos incentivos de George Rheticus, professor da Universidade de Witterberg, na Alemanha, e amigo de Copérnico. 
No instante que ganhou conhecimento do público, o heliocentrismo foi duramente criticado pela Igreja Católica. O líder da Reforma Protestante, Martinho Lutero, também não deu credibilidade a teoria. Com isso, os manuscritos do astrônomo foram deixados de lado por quase três séculos, sendo aprimorado por Kepler, Galileu e Newton anos mais tarde. 
Foi apenas no final século XVII que o heliocentrismo tornou-se incontestável e serviu de base para os estudos de grandes nomes da ciência. A teoria ficou conhecida como revolução copernicana
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