Resumo de Português - Complemento nominal

Qual o seu papel e como identificá-lo na oração?


Complemento nominal, como o nome sugere, é um termo da oração responsável por completar o sentido de um nome, que para a gramática é representado pelos substantivos, adjetivos ou advérbios.
Uma observação importante a respeito desse assunto é que o complemento nominal sempre será precedido por uma preposição (de, a, com, em, por...). Mas como identificar esse termo na oração? Uma dica muito comum dos professores de português para ensinar os alunos a reconhecerem o complemento nominal é fazer a pergunta ao nome: “de quê?”, “de quem?”, “a quê?”. “a quem?”, “por quê?”, por quem?”. Observe alguns exemplos abaixo:
  • As pessoas têm necessidade de interagir com as outras.
As pessoas = sujeito
Têm = verbo transitivo direto
Necessidade = objeto direto
De interagir com as outras = complemento nominal
Ao fazer a pergunta “quem tem necessidade?”, de imediato encontra-se a resposta para aquele que sofre a ação ou estado: as pessoas, classificado então como sujeito.
“Necessidade de que?”. A resposta é o complemento da frase: de interagir com as outras. Perceba que nesse trecho da frase há uma preposição, que é indispensável para completar o nome da oração.
  • João tem orgulho do pai
João = sujeito
Tem = verbo transitivo direto
Orgulho = objeto direto 
Do pai = complemento nominal
Para treinar o assunto faça as perguntas: “Quem tem orgulho?”. João, o sujeito da oração. Quem tem orgulho, orgulha-se de alguma coisa. Logo, precisa de um complemento: Do pai.

Não confunda complemento nominal com adjunto adnominal

Para quem está estudando gramática, especialmente para as provas de vestibular e ENEM, analisar sintaticamente uma frase é uma das questões que mais geram dúvidas. Isso porque para identificar corretamente todos os termos sintáticos da oração é preciso conhecer cada um deles.
Nada como prestar atenção nas aulas e dedicar um pouco mais de tempo ao estudo desses assuntos. E uma das dificuldades mais comuns está em identificar o complemento nominal sem confundi-lo com o adjunto adnominal. Para facilitar a compreensão, pontuamos algumas características importantes entre esses dois assuntos que devem ser levados em conta no momento da análise da oração.
Como já foi dito no início do artigo, o complemento nominal está relacionado apenas a um substantivo, a adjetivos ou advérbios. Já o adjunto adnominal tem como função caracterizar, determinar, modificar, especificar ou restringir um substantivo. Sendo assim, está relacionado a um substantivo concreto ou um substantivo abstrato.
Exemplos:
Eu recebi o livro (substantivo concreto) de português. (Adjunto adnominal)
Ele mora longe (advérbio) do trabalho. (Complemento nominal)
Ao contrário do complemento nominal, que é um termo indispensável para dar sentido completo a oração, o adjunto adnominal pode ser retirado da sentença sem interferir na sua estrutura sintática, pois atua como algo acessório a um nome.
A última dica para ajudar a diferenciar esses dois assuntos é em relação a preposição. Enquanto o complemento nominal sempre será preposicionado, o adjunto adnominal será precedido por preposição quando for representado por uma locução adjetiva.
Exemplos:
Ana é um amor de mãe! (Adjunto adnominal)
Estamos longe da família. (Complemento nominal)

Termos integrantes da oração

Além do complemento nominal, o complemento verbal e o agente da passiva completam a lista dos principais termos integrantes da oração. Cada um deles possui uma atribuição e são essenciais para dar sentido ao verbo e aos substantivos das orações. Para ajudá-lo no estudos, vamos relembrar um pouco cada um deles.
O complemento verbal contempla os objetos direto e indireto, que assumem a responsabilidade de completar o sentido dos verbos transitivos direto e indireto, respectivamente. A grande diferença entre os dois é a presença ou não da preposição.
Em resumo, define-se o objeto direto como o termo da oração que indica o sujeito que sofre a ação do verbo, completando o sentido sem a presença de preposição. Já o objeto indireto é o termo que indica o elemento para a qual a ação se destina. Nesse caso, deve estar ligado ao verbo por meio obrigatório da preposição exigida por ele.
Exemplos:
Meu afilhado está lendo o livro na biblioteca. (objeto direto)
Maria gosta de dançar. (objeto indireto)
Quanto ao agente da passiva, pela própria nomenclatura já é possível imaginar que esse termo indica quem pratica a ação e quem é o sujeito da voz ativa. Também é preposicionado e na maioria das vezes utiliza-se a preposição por e suas flexões (pelo, pela, pelos, pelas).
Exemplo:
O almoço de domingo foi feito por minha mãe.
O paciente foi acompanhado pelo médico.
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