Resumo de Astronomia - Cometas

Corpos celestes formados por gases congelados


Os cometas são corpos celestes que, junto com os planetas e asteroides, integram o Sistema Solar. Eles são descritos por astrônomos como "pedras de gelo sujo". Isso se deve a sua constituição, que é, basicamente, gases congelados, poeira cósmica e rochas. Esses corpos celestes possuem órbita em formato de elipse em torno do Sol. Logo, a proximidade em relação ao astro varia de acordo com a posição em que estão localizados.

Nesse ponto, os cometas se diferenciam dos planetas, por exemplo, que possuem órbitas mais regulares, praticamente em formato de círculos. Esses corpos celestes possuem tempo de vida variável. É considerado um tempo de vida curto aquele que é menor a 200 anos, por outro lado, o longo varia de centenas a centenas de milhares de anos. E, na maior parte de suas vidas, os comentam estão distantes do Sol e não podem ser observados no céu.



As estruturas que formam os cometas


Os cometas são formados por três partes: cabeleira, cauda e núcleo. A formação dessas estruturas está diretamente ligada com o aquecimento do gelo e dos demais materiais que constituem o corpo celeste. Isso acontece, justamente, quando os cometas se encontram no ponto elíptico de sua órbita que é mais próximo do Sol: o periélio.

Nesse momento, o gelo seco passa diretamente do estado sólido para o gasoso. O processo dá origem a uma nuvem em torno do cometa. Ela recebe o nome de cabeleira ou coma e funciona como uma capa para o núcleo. Fazendo uma comparação com a estrutura existente nos planetas, a cabeleira seria uma espécie de atmosfera. Em sua composição são encontrados gases a base de hidrogênio e oxigênio.

A cauda, por sua vez, é uma espécie de prolongamento da cabeleira. Elas são formadas devida a ação do vento solar, que sopra a coma criando uma espécie de rastro da nuvem. O tamanho da cauda varia em função da proximidade do corpo celeste com o Sol: os cometas que possuem periélio mais próximo do astro, por consequência, possuem caudas maiores. Quando ela é brilhante o suficiente, é possível observar o cometa a partir da Terra.

Já o núcleo é, justamente, a parte sólida do cometa, o gelo que se mantém intacto enquanto acontecem os processos de formação das demais partes do corpo celeste. Conforme ele se aproxima do Sol, o núcleo perde matéria em virtude do processo de volatilização que produz a cabeleira e a cauda.

O cometa Halley


Halley é o nome de um dos cometas mais famosos já descobertos e também uma homenagem ao astrônomo inglês Edmond Halley, a quem é atribuído o mérito de ter descoberto esse corpo celeste, ainda que não tenha conseguido provar em vida. Esse cometa é considerado periódico e suas aparições já foram registradas, aproximadamente, 30 vezes.

Uma curiosidade acerca de Halley é que o sentido da rotação que ele faz em volta do Sol é contrário aos do planeta. E, uma vez que ele não possui uma velocidade constante para fazer esse trajeto (ela varia entre 70,6 km/s e 63,3 km/s), o tempo que ele leva para realizar esse movimento também muda, ficando entre 74 e 79 anos. Esse fenômeno acontece porque Halley sofre influência dos campos gravitacionais dos planetas Júpiter e Saturno, que diminuem sua velocidade.

Estima-se que, a cada vez que o cometa Halley completa o seu ciclo orbital ele perde 0,1% de sua massa em função da volatilização. Desse modo, a expectativa é que ele desapareça completamente no período de até 300 mil anos. Acredita-se que a primeira aparição desse cometa tenha sido registrada em 240 a.C e a próxima aparição é estimada para o dia 28 de julho de 2061. Mas por conta da poluição atmosférica, pode não ser possível vê-lo a olhos nus.

Cometa ou meteoro


Os cometas e os meteoros são fenômenos astronômicos dos quais se possui bastante conhecimento, mas ainda assim é possível que haja confusão para diferenciá-los. Contudo, para isso, alguns aspectos podem ser tomados como referência. São eles: a localização, tamanho, temperatura, dimensão da cauda e duração.

Como já foi dito, o cometa é um corpo celeste que integra o Sistema Solar, ele é interplanetário. O meteoro, por sua vez, acontece na atmosfera do planeta Terra. Além disso, enquanto os primeiros possuem milhares de quilômetros; o segundo, na grande maioria, possui centímetros.

O tempo de visualização de um cometa, enquanto ele passa pelas proximidades do Sol, pode durar dias. Um meteoro, por outro lado, é visto durante alguns segundos. No que diz respeito à temperatura, já sabemos que os primeiros são verdadeiras pedras de gelo, enquanto os meteoros são pedras em chamas.

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