Resumo de Geografia - Clima da Região Norte

Estimula altas temperaturas e umidade durante todo o ano

O clima da região Norte é moldado de acordo com dois tipos: equatorial úmido – predominante em quase toda a localidade e marcado por elevadas temperaturas – e tropical continental, que resulta em duas estações bem definidas (chuvosa e seca). Essa diferença climática também estimula a renovação vegetal da área que concentra a maior biodiversidade do Brasil, a Floresta Amazônica. 

Clima da região Norte: principais características

A região Norte, além de ocupar aproximadamente 45% do território brasileiro, é a única atravessada pela linha do Equador. Com isso, grande parte do seu clima apresenta temperaturas elevadas (médias acima de 25°C) e chuvas abundantes ao longo do ano. 
Presente em todos os sete estados, exceto em algumas zonas do Tocantins, Pará e Roraima, o clima equatorial possui baixa amplitude térmica. Isso significa que as diferenças entre as temperaturas máxima e mínima não sofrem muitas variações durante os meses ou anos, ficando sempre em torno de 3º C. 
Por isso, mesmo com as temperaturas acentuadas, a média termal permanece constante – entre 25ºC e 27ºC, podendo chegar a 35ºC apenas no verão. Já nos momentos de chuva, os índices pluviométricos atingem até 3.000 mm ao ano. É justamente a alternância entre os períodos com temperaturas elevadas e grandes quantidades de chuva que provoca a alta na umidade e poucos ventos. 
Apesar da prevalência do clima equatorial úmido, alguns trechos não possuem tais características. No sudeste do Pará e em todo o Estado do Tocantins, por exemplo, encontra-se o clima tropical continental, que ocasiona chuvas no verão e seca no inverno. Já no noroeste do Pará e leste de Roraima prevalece o equatorial semiúmido, com curtos ciclos de seca, temperaturas constantemente altas e pluviosidade moderada. 

Influenciadores do clima da região Norte

O clima da região Norte é determinado por três importantes fatores, sendo o primeiro deles a proximidade com a linha do Equador. Nas áreas que ficam perto dessa linha imaginária, chamadas de zonas intertropicais, a luz atinge a superfície de forma perpendicular. Como resultado, há uma significativo aumento na intensidade da radiação solar e calor, tornando-as bastante quentes. 
Outro fenômeno que contribui para formação climática é a evaporação dos rios. Como são caudalosos (extensos), quando recebem luz evaporam grandes quantidades de água. Esse processo gera diversas nuvens carregadas de vapor de água, que acabam caindo em forma de chuva – principalmente no fim da tarde. Os meses de maior incidência de chuvas são de dezembro a maio. No final desse período ainda ocorre a friagem – quedas na temperatura motivadas pelas frentes frias vindas das regiões Sul e Sudeste. 
Além desses influenciadores, o que torna o norte do país o local mais chuvoso é evapotranspiração das plantas. Devido à presença da Floresta Amazônica, formam-se milhares de gotículas nas folhas das árvores e demais tipos de vegetação. A intensidade solar evapora toda essa água, favorecendo o surgimento de muitas chuvas. Estima-se que somente a floresta é responsável por 50% da umidade que acarreta a precipitação sobre a superfície. 



Interferências na vegetação

A diversidade vegetativa que caracteriza a Floresta Amazônica está totalmente ligada ao clima da região Norte. Na verdade, configura-se uma relação de interdependência, pois as altas temperaturas aliadas ao excesso de chuvas possibilitam o nascimento de ampla variedade de espécies. E elas, em contrapartida, favorecem os índices pluviométricos. 
Além de refletir na biodiversidade, já que a floresta possui aproximadamente 30 mil tipos de plantas e mais de 2 mil árvores de grande porte, as propriedades climáticas também auxiliam nas composições da vegetação. Juntamente com o relevo, propiciam a proliferação das seguintes categorias:
  • Matas de terra firme – Mesmo próximas aos rios, essa vegetação não são atingidas pelas inundações periódicas. As árvores são de grande porte e ficam localizadas nos trechos mais altos. Alguns exemplos são: castanheira, guaraná, cedro e mogno.
  • Matas de igapó – Espécies que são encontradas nas áreas mais baixas, que permanecem alagadas na maior parte do ano. Por esse motivo, são as que mais resistem à umidade. É o caso da vitória-régia, bromélia e palmeira jauari.
  • Matas de várzea – Partes da floresta que sofrem inundações periódicas, apesar da concentração perto dos rios. Os solos são os mais férteis, carregados de sedimentos deixados pelas cheias. A seringueira, o jatobá e a samaúma pertencem a esse grupo. 
  • Floresta semiúmida – Corresponde a porção da Floresta Amazônica que faz fronteira com outros biomas. Possui árvores com alturas que variam entre 15 e 20 metros e que no ciclo de estiagem perdem todas as suas folhas.
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