Resumo de Química - Bomba de Hidrogênio

A bomba de hidrogênio, também conhecida como bomba H ou bomba de fusão, tem potencial de destruição muito maior que o da bomba atômica.

Ao contrário da bomba atômica, em que a explosão acontece a partir da fissão de um núcleo atômico pesado, a bomba de hidrogênio utiliza o princípio da fusão nuclear. Essa fusão acontece quando dois isótopos de hidrogênio se combinam.

A explosão de uma bomba de hidrogênio acontece em duas etapas. Primeiro, a energia liberada vem de uma série de fissões que geram a temperatura elevada necessária para dar início à reação. Todo esse processo acontece muito rápido, em fração de segundos.

A bomba de hidrogênio também é conhecida como bomba termonuclear. Isso se dá porque ela tem a capacidade de liberar energia superior à do centro do sol. Essa bomba é medida em megatons e equivale a milhões de TNT.

A bomba H é mais potente que as lançadas pelos Estados Unidos no ano de 1945, conhecidas como Bomba de Hiroshima e Nagasaki.

Até os dias de hoje nenhuma desse tipo foi usada em guerra. No ano de 1952, os EUA tornaram a realizar um teste com essa bomba no oceano Pacífico. Um ano depois, a URSS também realizou o seu primeiro teste.

Em 1961, os soviéticos realizaram o maior  evento até hoje quando explodiram a “Bomba Czar” no oceano Ártico. Depois deles, Reino Unido, China e França também realizaram testes.

Bomba de Hidrogênio: histórico + fissão x fusão

A bomba H baseia-se na reação nuclear de fusão não controlada. A construção desse tipo de armamento foi feita a partir dos conceitos criados pelo físico Edward Teller, que ficou conhecido como o “pai” da bomba.  

Teller parou de trabalhar no famoso Projeto Manhattan, responsável pela criação das bombas de Hiroshima e Nagasaki, para começar a desenvolver a bomba de fusão pois sabia que ela teria um potencial de destruição maior que as outras duas. 

Para entender como funciona exatamente uma bomba de hidrogênio é necessário compreender a diferença entre fissão nuclear e fusão nuclear.

Uma fissão nuclear ocorre quando dois núcleos menores se unem e formam um núcleo maior e bem mais pesado. Esse processo consegue liberar uma quantidade absurda de energia, cerca de 10% da energia contida no núcleo dos átomos.  

Já a fusão acontece quando um átomo instável tem seu núcleo quebrado em dois átomos menores pelo bombardeamento de partículas como o nêutron. Esse tipo de fusão pode liberar  até 40% da energia contida no núcleo dos átomos.  

A bomba H é um tipo de armamento que consegue ser até mil vezes mais potente do que qualquer bomba nuclear de fissão. A explosão que ocorre nesse processo é por meio dos isótopos.

A descoberta da fissão nuclear aconteceu no ano de 1938. Esse momento favoreceu diretamente os estudos e criação da bomba de hidrogênio, que é formada por mais de 10 milhões de graus Celsius.

Para “ativá-la” é feito uma explosão de fissão nuclear, fornecendo energia necessária. Ou seja, uma espécie de “gatilho”.    

A bomba “Ivy Mike”

A primeira bomba de hidrogênio testada no mundo foi a “Ivy Mike”. A explosão aconteceu em primeiro de novembro do ano de 1952 no atol de Enewetak, oceano Pacífico.

Essa bomba fez parte do projeto americano que visava ter mais capacidade e potência em suas armas nucleares, já que a União Soviética havia saído na frente criando seu programa nuclear no período da Guerra Fria.

Mais de 9 mil militares e 2 mil civis estiveram envolvidos na operação. A bomba correspondia a um cilindro de 82 toneladas , colocado dentro de uma construção de alumínio localizada na Ilha de Elugelab.

Essa explosão gerou mais de 10 megatons, que é basicamente a mesma coisa que mais de 10 milhões de toneladas de TNT. A explosão teve cerca de 5 quilômetros de comprimento e a nuvem que se formou na explosão atingiu cerca de 20 quilômetros em direção ao céu.

No lugar onde a bomba foi lançada ficou uma cratera de 55 metros de profundidade e 2 quilômetros de diâmetro. Por causa da explosão, várias ondas grandes foram formadas e acabaram destruindo a vegetação da ilha.

A explosão ainda contaminou parte das áreas próximas ao atol de Enewetak com radiação e assim permaneceu por um longo tempo. 

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