Resumo de Biologia - Animais em extinção na Floresta Amazônica

Os animais em extinção na Floresta Amazônica se encontram nessa situação devido a destruição do seu espaço natural.

Pesquisas realizadas pelas Nações Unidas indicam que existem entre 10 e 100 milhões de tipos de seres vivos no planeta. No entanto, só conhecemos 1,4 milhões e 25% das que são conhecidas estão ameaçadas de extinção.Todos os dias as espécies de animais e vegetais do mundo vão desaparecendo. 

A Floresta Amazônica é a maior floresta tropical do mundo. Com uma extensão de oito mil quilômetros quadrados, ela se estende por nove países: Brasil, Venezuela, Colômbia, Equador, Peru, Suriname, Guiana, Guiana Francesa e Bolívia.

Mais de 20% de todas as espécies de plantas e animais do planeta fazem parte da floresta. São aproximadamente:

  • 1.400 espécies de peixes
  • 20 mil espécies de vegetais
  • 300 espécies de mamíferos
  • 1.300 espécies de aves
  • Uma infinidade de animais invertebrados, insetos e microrganismos.

Conheça alguns animais em extinção na Floresta Amazônica

Dentre os animais em extinção na Floresta Amazônica se encontram mamíferos, peixes, anfíbios e aves. Eles fazem parte do “livro vermelho”, elaborado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade.

Às vezes alguns animais em extinção na Floresta Amazônica saem do grupo de risco, outros estão nela há muitos anos mas geralmente e novos animais acabam entrando todo ano na lista vermelha.

  • Cuíca-de-colete
  • Peixe-boi da Amazônia
  • Gato Maracajá
  • Ararajuba
  • Gavião real
  • Ariranha
  • Onça Pintada
  • Onça Parda
  • Uacari
  • Macaco-Aranha
  • Sauim-de-coleira
  • Macaco-prego
  • Tamanduá-bandeira
  • Caiarara
  • Papagaio-de-peito-roxo
  • Boto-cinza
  • Boto-cor-de-rosa
  • Jacu-estalo
  • Chauá
  • Gato-do-mato

Outras espécies ameaçadas no Brasil

Além desses animais em extinção na Floresta Amazônica, outras espécies estão ameaçadas no Brasil.

  • Ararinha-azul

Essa ave foi descoberta no início do século 19 pelo naturalista alemão Johann Baptist von Spix. A ararinha-azul (Cyanopsitta spixii) é exclusiva da Caatinga Brasileira. A população dela foi dizimada pela ação humana, e seu último exemplar desapareceu em outubro de 2000.

Para reverter essa situação os exemplares que restaram de coleções particulares estão sendo utilizados para a reprodução em cativeiro.

Ela é endêmica da Caatinga e vive originalmente em regiões do interior de Juazeiro e Curaçá, norte baiano. Lá o governo federal criou unidades de conservação para a reintrodução da espécie no bioma.

  • Pica-pau-de-cara-amarela

O pica-pau-de-cara-amarela (Dryocopus galeatus) é uma espécie ameaçada de extinção. Rara, teve seus últimos registros no Brasil na década de 40 no estado de Santana Catarina e na de 50 no Paraná. Antigamente, ela podia ser vista entre os estados de São Paulo e Rio Grande do Sul.

Essa ave vive nas regiões de mata serrana e baixadas, e nas árvores encontram seu alimento. Geralmente, essa espécie cresce até os 29 centímetros.

  • Arara-vermelha

Também conhecida como arara-verde, ararapiranga, arara-macau ou aracanga, a arara-vermelha (Ara chloropterus) é uma ave nativa das florestas do Panamá, Argentina, Paraguai e Brasil. Ela se alimenta basicamente de sementes, coquinhos e frutas.

Os nomes “araracanga” e “aracanga” derivam do tupi arara’kãga que quer dizer “arara vermelha”. No Brasil, essa ave pode ser encontrada na Amazônia, Bahia, São Paulo,Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e oeste do Piauí.

  • Lobo guará

O lobo-guará (Chrysocyon brachyurus) é uma espécie de canídeo endêmico da América do Sul, típico do cerrado. le é o único integrante do gênero.

Pode ser encontrado em savanas e áreas abertas no Brasil, Paraguai, Bolívia e Argentina.

Ele é o maior canídeo da América do Sul, podendo pesar entre 20 e 30 kg e até 90 cm.

A importância da preservação

Para que os animais em extinção na Floresta Amazônica possam sair do livro vermelho, várias ações e projetos que se destinam a diminuir o desmatamento e principalmente coibir a ação de pesca e caça ilegal estão sendo estimulados pelo Ministério do Meio Ambiente.

Os estudos que comprovam os impactos causados pela destruição dessas reservas naturais mostram que essas ações podem a longo prazo “ricochetear”, ou seja, voltar para a população. A preservação da fauna e da flora é extremamente relevante para a conservação da biodiversidade.

As queimadas e desflorestamento desenfreado de madeireiras e indústrias, além de inviabilizar a continuidade do bioma na região, contribuem para a aceleração do aquecimento global.

Ainda que o Governo e as entidades se esforcem para preservar e proteger os animais em extinção na Floresta Amazônica e em outras áreas do Brasil, a conscientização é o elemento mais importante para garantir a estabilidade desses recursos. 

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