Resumo de História - África Pré-colonial

A África Pré-colonial foi um período caracterizado pelos reinados, cultura, exportações, fortuna e construções grandiosas que são milenares.

O recurso natural que mais gerava emprego, e movimentava a economia era o minério. Os europeus faziam travessias constantes em caravanas para transportar além do ouro a prata, cobre, ferro e o chumbo, entre outros.

Durante o século XIV, os europeus invadiram a África Pré-colonial e capturaram milhões de africanos. Em seguida, os exportaram para vários locais do mundo. Nesse momento começa a escravidão.

No início do século XIX o capitalismo industrial entrou em ascensão, dando início ao neocolonialismo na África. Diversos países do continente europeu passaram a se expandir pela África criando colônias. Os territórios foram ocupados e depois houve partilha para que cada colonizador passasse a explorar a área que havia conquistado.

Aspectos culturais da África Pré-colonial

A sociedade se organizava por tribos na época da África Pré-colonial. A caça, a agricultura e o minério eram os pilares da economia no período. Uma série de práticas e costumes específicos, diferem o povo africano do mundo.

Entre os ideais estava a virilidade sexual, que marcava e dividia socialmente os indivíduos. Era comum a produção de esculturas de pessoas nuas e mulheres grávidas.

A economia estava concentrada na posse de terras. Os que possuíam terras eram os chefes tribais que vendiam lotes de acordo com pagamentos tributários.

O trabalho girava em torno da agricultura familiar, homens e mulheres trabalhavam em terras, sem distinção. Enquanto isso, a escravidão integrava um completo sistema de organização.

A escravidão era dinâmica. Os escravos da África Pré-colonial eram aproveitados em diversas funções diferentes, sendo alguns até privilegiados com terras. Outros eram utilizados em combates, trabalhavam com os camponeses, e  faziam trabalhos específicos no minério ou na caça.

A religião era um aspecto muito forte entre as tribos, que acreditavam em deuses da natureza. Por isso os rituais com animais eram frequentes, e as variações naturais como o clima, maré e outros aspectos, eram tidos com respostas imediatas dos deuses.

Quando os europeus dominaram a África Pré-colonial, esses e outros aspectos culturais foram modificados. Os colonizadores tinham uma cultura que julgavam civilizada e superior àquela.

Impérios que se destacaram

Segue lista dos principais reinos e impérios que foram erguidos durante a África Pré-colonial.

Reino da Etiópia

O nome dado a esse reino teve como objetivo caracterizar o  povo que ali vivia. Etiópia significa povo de pele escura. Com cultura extremamente sedutora, a lenda diz que esse reino foi fundado por Menelique, filho de Salomão e da rainha Sabá, em 1000 a.C.

Em determinado período da África Pré-colonial, a igreja desempenhou forte papel político. A Etiópia alcançou apogeu durante o reinado de Azana, que facilitou a expansão do cristianismo. Como a igreja detinha muitas terras, o poder e o dinheiro ficava dividido entre os sacerdotes e governantes.

Durante o século XVI, a Etiópia foi palco de grandes guerras entre cristãos e muçulmanos. Esses confrontos duraram cerca de um século.

Reino do Congo

A agricultura e a pesca predominavam a economia desse reinado. O império levou este nome porque se desenvolveu na região do Rio Congo.

A região do Congo foi dominada por estrangeiros que estabeleceram o reino do Congo. Os chefes de famílias renomadas eram os governantes do local e se equiparavam aos deuses. Acreditava-se que eles tinham o poder de se comunicar com ancestrais, que traziam prosperidade.

A região foi invadida em 1483 por portugueses que queriam dominar as terras e iniciaram combates com os bakongos. Os portugueses alcançaram o objetivo e ganharam a famosa batalha de Amvuíla.

Reino Axum

Um dos reinos mais antigos no que compreende a África Pré-colonial, o Reino Axum, existiu no século IV a.C e se manteve até o início do século XX. As grandes transações no comércio foram inseridas nesse império. As trocas ocorriam entre o Império Romano e o subcontinente indiano, fazendo assim o caminho para troca de produtos entre ocidente e oriente.

Logo depois teve início o reinado da Etiópia, momento em que a cultura começou a declinar. Azana, que governava a Etiópia, era cristã, e impôs essa religião na região. A cultura se dissolvia e em paralelo o comércio de quem adotava outra religião entrava em decadência.

Reino Kush

Destaca-se nessa sociedade a essência urbana, e o interesse de determinados grupos pelos estudos. O primeiro Império Kush sobreviveu quase 200 anos e funcionava na região da Núbia. Surgiu com o objetivo de enfrentar os poderes egípcios.

Durante o período que compreende 2.600 a.C e 1700 a.C, o Antigo Egito dominou as sociedades da Núbia.

A economia desse império era baseada em troca e venda de mercadoria, entre a África Subsaariana e as sociedades próximas ao mar Mediterrâneo.

Como a sociedade se organizava no Saara

Um dos pilares da economia que mais marcaram o deserto do Saara na África Pré-colonial, foi a uso do camelo para o transporte de mercadorias.

Até o período que compreende 3000 a.C, o deserto do Saara era suficientemente fértil e a criação de gado era principal forma de economia.

Com a seca no Saara, o comércio entre o Norte e o Sul continuou. Então os comerciantes passaram a usar os camelos para transportar mercadorias. Como os animais aguentavam ficar horas sem comer e sem beber água, ouro e tecidos passaram a ser levados pelos bichos.

Então, além do cultivo das especiarias locais, o próprio camelo virou um elemento da economia. Eles passaram a ser criados em quantidade e vendidos.

Muitas caravanas de até 1.500 camelos atravessavam toda extensão do deserto do Saara com a finalidade de fazer comércio. Essas travessias duravam em média de dois a três meses e os comerciantes passavam até 14 dias sem encontrar poços de água.

Além disso as caravanas encontravam outras situações difíceis, como as tempestades de areia.

 

 

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