Quadro Técnico do Corpo Auxiliar da Marinha (Quadro Técnico) - Serviço Social (2019) Questão 56

“O debate contemporâneo em torno da matricialidade sociofamiliar na política social reaviva a discussão sobre a família, que por muito tempo ficou relegado a segundo plano no campo do Serviço Social brasileiro” (MIOTO, R. apud DUARTE e ALENCAR, 2011, p. 3, adaptado). Desse modo, conforme a autora citada, no âmbito do Serviço Social demanda-se avançar na discussão sobre família, sobretudo, por sua importância especial no campo da política de assistência social porque:

  • A há nessa política uma perspectiva unitária e favorável à inclusão da centralidade da família no texto legal, diretrizes, encaminhamentos de gestão e no cotidiano do trabalho dos profissionais nos programas e serviços da política, o que, necessariamente, torna a família locus privilegiado de alcance dos direitos sociais.
  • B no trato profissional cotidiano no âmbito dessa política há de se retroceder ao tratamento das demandas a partir dos problemas ou casos de família levados aos atendimentos, vinculando a satisfação das necessidades sociais à competência ou não individual de cada família.
  • C é necessário entender o que é trazido pelos usuários dos serviços profissionais a partir de sua demanda, verificando, primeiramente, a sua estrutura primária de proteção própria rede familiar, e, posteriormente, a secundária de proteção, para se criar um ‘exército’ para acompanhamento e monitoramento das famílias.
  • D é preciso entender o lugar cedido à família na configuração da proteção social em determinado contexto histórico, para se perfazer uma atuação profissional que recorra à categoria da totalidade, como possibilidade de compreensão do objeto de trabalho e a categoria de integralidade como princípio de atenção.
  • E ao se focar na centralidade da família no campo da política social gera-se, necessariamente, o reforço da lógica de controle do Estado sobre as famílias, por meio da reiteração de práticas de caráter disciplinador, substanciando a desigualdade, a focalização das ações, recolocando a ação profissional em torno dos riscos sociais.