Quadro Técnico do Corpo Auxiliar da Marinha (Quadro Técnico) - Serviço Social (2019) Questão 44

Portes e Portes (in Lavoratti e Costa 2016) defendem a ideia de que apesar de não existir um receituário do fazer profissional, não se pode eximir de fazer a discussão sobre a concretude da ação profissional que se dá pelo uso e manejo de Instrumentos, técnicas e procedimentos interventivos. Tendo como base os apontamentos das autoras acerca da observação, é correto afirmar que:

  • A pode se expressar em dois níveis: primeiro, enquanto instrumento de intervenção, no atendimento direto aos usuários por meio dos atendimentos sociais realizados; segundo, enquanto ferramenta para ação investigativa, que não se limita à pesquisa acadêmica.
  • B pode ser considerada um instrumento profissional que se dá de forma casual e espontânea, sem maior planejamento, como uma ação em que se sabe o ponto de partida, mas não se sabe o ponto de chegada.
  • C não pode ser considerada um instrumento profissional, pois, além de estar presente na prática de outros profissionais, tem se constituído historicamente como uma condição inerente à própria atividade humana.
  • D por si só, não propicia a articulação entre o dizível e o indizível, necessitando de instrumentos teórico-metodológicos mais sistemáticos na tentativa de se viabilizar um olhar atento, cuidadoso, ético, comprometido, acolhedor.
  • E é uma atividade eminentemente solitária, pois o profissional lança seu olhar sobre o usuário, à luz de seus referenciais, e nesse processo procura encontrar alternativas para responder a um determinado contexto e problemática.