Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC - RJ) (2016) Questão 11

Durante o século XVII, a Europa Ocidental presenciou mudanças políticas importantes na forma de organização dos Estados. A centralização política do século XVI deu lugar à política absolutista.

Assinale a alternativa que define a política absolutista do século XVII de modo CORRETO.

  • A Poder do Estado, concentrado nas mãos do rei e de sua burocracia, sustentado pelos setores burgueses urbanos.
  • B Poder real, personalizado na figura do rei absoluto, tendo como base social os senhores feudais e os setores camponeses.
  • C Poder de polícia, estruturado na violência e organizado por milícias mercenárias, diretamente ligadas aos setores da pequena nobreza.
  • D Poder absoluto do rei, produzido pelo controle das finanças e pelo apoio social dos setores camponeses.
  • E Poder divino, associado ao poder temporal, sustentado pela aliança entre o clero e os senhores feudais.

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No século XVIII, os soberanos absolutistas Frederico II, da Prússia, José II, da Áustria, Catarina, da Rússia, José I, de Portugal, e Carlos III, da Espanha, promoveram em seus países, relativamente atrasados no cenário europeu, políticas administrativas baseadas em princípios

  • A liberais.
  • B tomistas.
  • C iluministas.
  • D corporativistas.
  • E contra-reformistas.

O Absolutismo tem origens remotas que remontam, pelo menos, à Idade Média. Mas, nos séculos XVI e XVII, multiplicaram-se os principais autores de doutrinas justificando o poder absoluto dos monarcas. Entre as justificativas filosóficas do Absolutismo, podemos destacar aquelas ligadas à obra conhecida como O Príncipe, de Maquiavel. A alternativa que expressa possíveis justificativas do poder absoluto dos reis presentes em O Príncipe é:

  • A No texto de O Príncipe, Maquiavel expõe a doutrina da origem divina da autoridade do Rei, afirmando que o monarca tem o poder supremo sobre cidadãos e súditos, sem restrições determinadas pela lei
  • B Em O Príncipe, Maquiaveldemonstra que não há poder público sem a vontade de Deus; todo governo, seja qual for sua origem, justo ou injusto, pacífico ou violento, é legítimo; todo depositário da autoridade, é sagrado; revoltar-se contra o governo, é sacrilégio.
  • C Maquiavel afirma, em O Príncipe, que os homens viviam inicialmente em estado natural, obedecendo apenas a interesses individuais, sendo vítimas de danos e invasões de uns contra os outros. Assim, mediante a adoção de um contrato social, abriram mão de todos os direitos em favor da autoridade ilimitada de um soberano
  • D Em O Príncipe, Maquiavel expressava seu desprezo pelo conceito medieval de uma lei moral limitando a autoridade do governante e argumentava que a suprema obrigação do governante é manter o poder e a segurança do país que governa, adotando todos os meios que o capacitem a realizar essa obrigação
  • E O Príncipe é a obra na qual Maquiavel expressa o dever de todo soberano de combater o obscurantismo medieval representado pela Igreja; o rei absoluto deve enfrentar, com mão de ferro, o poder temporal do clero católico, assumindo o seu lugar no comando dos corpos e das almas dos homens

Peste, fome e guerras marcaram as imagens mais visíveis sobre as crises vividas pela Europa ocidental, no século XIV. Como consequência dessas crises ocorridas na Europa ocidental, podemos destacar CORRETAMENTE:

  • A Ocorreu no período um forte processo de centralização do poder político, o que resultou na formação de estados absolutistas na Idade Moderna.
  • B Representou período de grandes prejuízos para a burguesia, prejudicada com a inflação e a depreciação dos preços dos produtos que comercializavam.
  • C A economia sentiu uma forte valorização do poder de compra das moedas, como consequência da redução do número de pessoas, consequência direta da peste bubônica.
  • D A queda imediata da credibilidade da Igreja Católica, o que provocou o surgimento de um movimento conhecido como Reforma, conduzido por Martinho Lutero, na Alemanha.
  • E Com a redução da população, assistiu-se ao reaparecimento da escravidão e ao fortalecimento das propriedades feudais, que recebiam grande número de pessoas fugidas das guerras ou da peste bubônica.